História Flores - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Hoseok, Jeonkim, Jsuga, Sobi, Sugahope, Taekook, Vkook, Yoongi, Yoonseok
Exibições 98
Palavras 1.546
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Josei, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Odiei esse capítulo... Mas também amei.
Sou confusa q

Boa leitura.

Capítulo 4 - Antúrio


— Você é um estraga prazer. — repetia pela milesima vez o tal Jeon, que agarrava o pescoço do namorado para não cair. Já era tarde e boa parte do pessoal da festa foi expulso por Hoseok; que foi um tanto engraçado já que o mais novo tentou pará-lo subindo numa mesa gritando que era mentira. Mas a confusão não parou ali, um rapaz que estava no fundo da sala começou a gritar para Jungguk tirar a roupa e outros começaram a incentivar. No final, tivemos uma pequena briga de Taehyung e Jungguk brigando em cima da mesa.

Estavámos na cozinha, enquanto Taehyung tentava levar o namorado para o andar de cima. Hoseok fumava seu cigarro enquanto ocupava o banco ao meu lado. Minha cabeça ainda rodava sobre que aconteceu na sala quando ficamos dançando; eu ainda tentava entender porque daquelas ações. Isso poderia acabar me confundindo.

Foi bom, mesmo que tivesse uma barulheira infernal naquela hora.

— Quer ir pra casa? — ouço Hoseok perguntar. Levantando meu olhar, vejo-o me fitar um tanto sério; deveria estar irritado com o rolo do pessoal ir embora.

Abrindo os lábios para responder, minha voz não sai quando sua mão vinha em minha direção com inteção de brincar com meu cabelo. — Realmente amei seu cabelo dessa cor... — Suspirei baixinho, fechando os olhos. "Goste de mim, como gosta das suas flores, Hoseok..."

— Yoongi... — chama-me, fazendo-me abrir os olhos com calma. Ele estava próximo, bem próximo... E eu o queria mais próximo ainda.

Inclinando-me para frente devagar, não sabia até onde poderia ir. Até onde você me permitiria ir. Sua mão não tardeia em descer pela minha cabeça, chegando até minha bochecha.

Mesmo com seus amigos gritando na sala, parecia que seu foco era minha boca. Atrevi a descer o olhar, vendo-o sua boca entreabrir um pouco.

Iriamos nos beijar, não é? Meu peito se aperta e estranhamente tenho medo. Somos dois garotos. O que minha mãe acharia disso? Meu pai...? Me afastando com cuidado, olho para trás, vendo Taehyung empurrar Jungguk para o sofá e soltar um "Desisto". Fingi rir disto, para não me sufocar no clima estranho que brotara comigo e Hoseok. Mesmo que desejasse muito, algo dentro de mim parecia gritar. Eu ainda tinha medo. O que seria de nós dois depois daquilo? Eu seria só um ficante dele como acontecia naquelas séries de colegial ou novelas que minha mãe costumava assistir? Não queria algo mais incerto para minha cabeça. — Vou pegar uma jaqueta com o Taehyung e podemos ir.

Balançando a cabeça em concordância, deixo meu olhar cair sobre minhas mãos. Eu deveria ter deixado? Não me parecia muito certo, ainda tinha mil brotos de medo na minha cabeça e, mesmo admitindo que gostava de um garoto, os conceitos de como a sociedade via casais com bons olhos ainda gritava na minha cabeça.

Levantando-me do banco, desfaço o nó que Hoseok havia feito na minha jaqueta para que ficasse na minha cintura. Precisava saber que horas eram, minha mãe deveria estar preocupada. Pensando em pegar meu celular, percebo que não estou com ele; não havia pego antes de sair. Suspirei, minha mãe era superprotetora então deveria estar surtando. 









— Bem, te deixo aqui. — pronunciou Hoseok após uma caminhada silenciosa. Ele parecia pensativo o caminho todo que me causou apreensão.

— Obrigado... — pedi baixinho, levantando o olhar , vendo um sorriso pequeno em seus lábios.

Novamente, silêncio. Eu deveria entrar ou esperar? Isso me lembrava da parte de um livro em que a menina sorri para o garoto, ambos estavam conectados e no próprio mundinho apaixonado; mas não sou uma garota e não estamos em um livro.

Deveria entrar, estava frio e Hoseok poderia estar esperando pra me ver subir em segurança.

— Não entendo você... — soltou, rindo baixinho.

— O que gostaria de entender? — mordi o lábio, olhando-o firme. Seus olhos pareciam que me afundaria em um lugar quente.

Eu queria tirar aquela jaqueta, mas sabia que aquele calor todo não era natural.

— Gostaria de entender porque seus olhos me chamam mas suas ações me afastam.

Soltei o lábio, ouvindo as batidas de dentro para fora.

— Tenho medo.

— Ter medo disto é como dizer que não gosta de kimchi sem nunca ter provado.

— Não tenho medo de provar, e sim das consequências.

Hoseok suspirou, bagunçando os fios parecendo irritado. — Boa noite, Yoongi. — despediu-se, me dando a visão de seu corpo afastando-se da calçada.

Gostaria de pedir desculpas por ser aquele medroso para entrar de cabeça.

Eu não sabia se Hoseok gostava de mim, mas ele queria alguma coisa comigo. Ou não teria tentado me beijar.

Virando-me para entrar pelo portão da portaria, não demora para ouvir um barulho da trava. Empurrando o portão, caminhei o pequeno corredor de pedras para subir os degraus, assim chegando na recepção. Nunca soube quem era o porteiro da madrugada e notando que ele era um senhor do andar dois.

Meus olhos estavam cansados, mas minha mente trabalhando a mil. Eu havia conhecido um lado de Hoseok, visto como ele era fora daquela loja de flores. Me sentia mais apaixonado, e enquanto apertava o número do meu andar, meu coração se apertou e me arrependi de não ter deixado-o me beijar.








Meus dedos desfarelava o pequeno pão, minha cabeça estava uma confusão só e pra ajudar minha mãe tagarelava sobre uma mulher do trabalho. Faziam três dias que vinha evitado passar na frente da floricultura; no domingo havia passado o dia todo em casa me xingando mentalmente por ser um covarde, na segunda pedi ao meu pai para me levar e buscar na faculdade dizendo que não estava muito bem e pegar um metrô só pioraria minha situação, na terça fiz a mesma coisa e me sentia um completo idiota na quarta. Agora, estava ali enrolando na mesa e fingindo me importar com as confusões da minha mãe com suas colegas de trabalho, tudo isso para não precisar descer. Meu pai havia saído mais cedo que o habitual.

— Yoongi, está tudo bem?

— Oi? Ah, claro mãe... — sorrio, deixando o pão no prato sobre a mesa e me levanto. Era melhor enfrentar logo aquilo, antes que minha cabeça explodisse de tanto me xingar por "fugir". — Estou indo... Se cuide. — andando até minha mãe, beijo sua testa. — Até mais tarde, mãe.

— Até mais tarde, meu anjo. Está com o dinheiro pro metrô e comida? — perguntou preocupada. Eu estava me tornando conhecido por andar com a cabeça muito avoada, ou seja, andava com o talento de esquecer coisas pequenas mas essenciais.

— Sim, mãe. — respondi após conferir se estava no meu bolso do casaco.

Saindo pela porta, ajeitei a mochila nas costas e tentei respirar devagar. Não seria o fim do mundo, poderia acontecer do Hoseok nem ligar ou também fingir não me ver, poderia até mesmo acontecer da nossa rotina voltar ao normal. No elevador, meu coração apertou. Eu queria que tudo voltasse do começo? Finalmente estava me sentindo próximo dele e mesmo que tivesse mil inseguranças... Eu tinha uma baita vontade de beijá-lo. Só um selinho que fosse, ninguém precisava saber; só eu e ele.

Saindo do elevador, tudo parecia colorido demais e meu peito estava cheio de confiança; até estranhava aquela positividade toda, de achar que tudo eram flores, arco íris e que tudo ficaria perfeitamente bem. Eu sentia até mesmo que poderia me confessar, dizer o quanto gostava dele porém tinha um puta medo dos meus pais, da sociedade. E minha cabeça em seu estado positivo dizia que Hoseok me protegeria.

Porém tudo se desmachou conforme caminhava até a floricultura e já via Hoseok ajeitando alguns vasos na frente do estabelecimento. Meu estômago revirou e minhas palpitações aumentavam a cada passo. Minha cabeça formulava até mesmo em um helicóptero aparecer e me levar para a faculdade sem que eu precisasse passar naquele lugar. Eu poderia faltar na faculdade, nem mesmo teria alguma aula importante  e poderia pegar a matéria com algum colega da classe.

Ele me viu.

— Bom dia... — cumprimentei, mesmo que tudo em mim dissesse pra sair correndo e não falar.

— Bom dia. — responde, dando-me as costas para terminar de ajeitar a terra nos vasos.

Meu problema quando estou com Hoseok é não saber como agir, não saber que dizer... Parecia que qualquer coisinha me daria alguns pontos ou me tiraria muitos pontos. — Me desculpe por aquilo no sábado... Eu.. —

— Está tudo bem, Yoongi. — me cortou. Ele não me dava atenção. Eu até mereço esse desleixo... Hoseok sempre me olhava nos olhos pra falar comigo, mas agora era diferente. — Eu não deveria ter apressado nada. — acrescentou levantando-se para entrar na loja.

Meio receoso, o segui. Parecia procurar alguma coisa.

Eu precisava dizer, porque mesmo que fosse rejeitado, essa dorzinha no peito poderia diminuir. Afinal, seria melhor viver somente com a rejeição que rejeição e o sentimento guardado.

— Eu gosto de você.

Eu deveria ter falado de um jeito melhor.

Seus olhos abandonaram tudo que estava fazendo para me olhar.

Odeio não saber ler esses olhos.

Odeio aquele rosto.

Odeio aquele sorriso de canto.

— Isso é bom, Yoongi, porque também gosto de você.


Notas Finais


Sinto que ferrei tudo *brilho*
Obrigado quem leu! Beijinhos e não desistam de mim! o(╥﹏╥)o


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