História Flores - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Hoseok, Jeonkim, Jsuga, Sobi, Sugahope, Taekook, Vkook, Yoongi, Yoonseok
Exibições 73
Palavras 1.265
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Josei, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Demorei? Sim!
Mas terminei.

Ficou pequeno? Sim!
Mas tem presente no final.

Amo vocês ❤
Obrigado aos favoritos, comentários e visualizações.

Boa leitura!

Capítulo 5 - Lótus


Uma semana. Uma longa e estressante semana que não falava com Jung Hoseok. Desde que “me declarei”, as coisas na faculdade ficaram mais agitadas ao ponto de ter um trabalho para entregar todo dia e quando pensei estar livre daquela loucura, eu tomei chuva.


Agora estava em uma cama desde sábado, aguentando as neuras da minha mãe que me enchia de remédios na mesma quantidade que eu piscava. E mesmo eu dizendo que só precisava dormir um pouco, tomar uma sopinha quente e, quem sabe, tomar um chazinho, minha mãe insistia que eu estava piorando e a cada minuto eu estava com uma doença diferente; sempre foi assim, minha mãe ficava desesperada quando ficava doente. Sabia que era preocupação e que o deseja melhor, mas ela precisava aprender a manter uma calma.


Deitado na cama, meus olhos estavam mais fechados que abertos mas conseguia ver o barrado do meu teto; mesmo com 37,7 de temperatura corporal, minha cabeça pensava que Hoseok poderia estar achando que eu estava o evitando novamente.


“Isso é bom, Yoongi, porque também gosto de você”


Eu me lembrava de ficar surpreso, de até sorrir pequeno e meus olhos caírem para o chão. Minha cabeça rodava e pensava se não estava acontecendo tudo muito rápido; minha cabeça ainda gritava todos os medos mas ouvir que Hoseok gostava de mim fazia uma mão puxar todos eles para o canto escuro, até mesmo o medo do gostar dele não ser como o meu.


Lembrava das minhas mãos estranhamente tremerem e ouvir passos em minha direção, e ao levantar meu olhar encontrar olhos castanhos que me lembravam chocolate.


— Você ainda tem medo e eu entendo isso…


Disse Hoseok com um sorriso gentil no rosto e um suspiro de alívio saiu. Mesmo que confiasse que, talvez, ele esperasse o meu tempo, meu coração batia como louco e aquela vontade de beijá-lo surgiu novamente. Eles teriam gosto do quê? Eu beijei uma garota, há um ano atrás na faculdade por pura curiosidade. Seria diferente? E seu eu beijasse errado? Ele poderia odiar o jeito que eu beijava. E se eu estivesse com um gosto ruim?


Eram perguntas que rodavam conforme sua mão tocou minha bochecha, onde seu polegar me fez um carinho. Pisquei e isso o fez rir baixinho.


— Você é incrivelmente fofo… Me pergunto se pratica essas expressões para usar ao seu favor.


Fechei os olhos, mais uma pontada na cabeça. Deveria estar pensando demais, desde que conheci Hoseok tudo parecia uma montanha russa; desenhos, poemas, pensamentos e até mesmo músicas que eu ouvia no dia a dia relacionadas a amor eu dedicava para ele. Eu poderia pensar que pareceria uma garotinha de quatorze anos que tinha seu primeiro amor e me odiar mas, na verdade, eu gostava daquela sensação da barriga, coração e cabeça.


Embrulhar, bater e enlouquecer.


Virei de lado na cama, encolhendo meu corpo enquanto minhas mãos puxavam a coberta; queria ficar bem logo para vê-lo, sentia saudades de conversar com ele, ouvir sua voz e ver aqueles olhinhos.


Sempre ouvi que o sorriso era a perdição quando se apaixonava por alguém, e droga, aquele Jung tinha um baita sorriso que mesclava com aqueles olhos, seu queixo, suas bochechas… Era um rosto sobre medida.


Novamente a pontada na cabeça. Eu queria levantar e ficar bem logo.



Π



Meu pai e eu sempre fomos próximos, daqueles pais e filhos que sabem sentar numa mesa e conversar sobre qualquer assunto, mesmo aquelas tragédias que acontecem na cidade e, mesmo assim, deixar o clima agradável. Após um cochilo longo de tarde, dez minutos de tortura tomando mil xaropes diferentes e uma sopinha; estava deitado no sofá com uma coberta cheia de pelinhos assistindo o jornal das nove com meu pai.


Mesmo querendo conversar sobre uma coisa que passará no jornal, eu sabia que minha cabeça não estava bem para manter um assunto então apenas fiquei em silêncio. Olhei meu pai pelo canto do olho e este parecia meio inquieto com alguma coisa.


— Pai, está tudo bem? — ousei perguntar, recebendo sua atenção.


— Está sim, querido… — respondeu calmo, sorrindo para mim.


Assenti devagar, pensando ser coisa da minha cabeça; mas bastou passar um propaganda de um concerto meus pais pararam para ver e eu poderia apostar que aquilo parecia importante.


— Vocês querem ir? — perguntei, olhando minha mãe que suspirou, sorrindo meio envergonhada.


— Seu pai e eu nos conhecemos nesse concerto, e estávamos pensando em ir…


— Mas não vão porque estou doente. — a cortei. Vendo surpresa em seus olhos, olhei a tela. Meus pais sempre me colocavam em primeiro lugar, mas se meu pai estava inquieto e minha mãe com os olhos brilhando no anúncio, significava que era muito importante. — Eu já estou ficando melhor, mãe, vão nesse concerto… Aposto que o papai até já tem os ingressos, não é? Se é especial, não devem perder. — sorri, em ajeitando melhor no sofá. — Vai, mamãe se ajeitar. O concerto é às onze. — incentivei.


— Yoongi, meu filho, não podemos deixá-lo sozinho aqui sem… Hoseok não é seu amigo? Acha que ele se importaria de cuidar de você essa noite?



Π



— Os telefones do meu celular, do celular do meu marido e do hotel estão em cima da mesa, Hoseok, se o Yoongi passar mal, por favor, nos ligue e viremos correndo. — Falava minha mãe já na porta, enquanto meu pai me deixava um beijo na minha testa. — Ah, telefones de pizzaria, ambulância e outra emergência estão na lista telefônica. Dê o remédio para o Yoongi no horário, ok? — dizia preocupada, me fazendo revirar os olhos e querer esconder meu rosto na coberta. Até imaginava a expressão de surpresa de Hoseok. — Obrigado, Hoseok. Voltamos às dez.


Um barulho de porta foi ouvido e eu sabia que agora estava sozinho com Hoseok. Olhei a televisão sem de fato saber que passava nela, enquanto ouvia passos até o sofá. Vendo no canto dos olhos, Hoseok sentou no sofá. — Sumiu uma semana por que adoeceu? — ouvi a voz neutra de Hoseok me perguntar, o desejo de olhá-la era grande, mas o medo era mais forte. E a vergonha, talvez.


— Foi uma semana difícil na faculdade… — explico, passando a língua nos lábios. — E na sexta acabei tomando chuva e adoeci… — continuei. Seus olhos queimavam na minha pele; deveria olhá-lo mesmo sabendo que ele poderia estar irritado? Virando meu rosto, quase pulei no sofá quando Hoseok fez uma aproximação repentina. — H-Hoseok?


— Você poderia ter me avisado, fiquei preocupado que estivesse me evitando novamente. — sua destra levantou até minha bochecha, deixando um carinho ali. Sua mão estava fria, trazendo uma sensação gostosa.


— Eu não estava lhe evitando… — sussurrei, olhando-o nos olhos. Marrom estava se transformando minha cor favorita. — Ho..


— Senti sua falta… — me cortou, trazendo seu corpo para perto. Minha cabeça me alertava que dariamos um passo a mais, porém estava perdido se eu estava pronto ou não.


*Eu poderia beijar mal, também*


— Não precisa fazer essa expressão de medo enquanto seus olhos pedem. Não quero te forçar, mas… Mentiria se dissesse que não tenho vontade de beijá-lo. — disse, sorrindo mediano.


Eu tenho vontade de beijá-lo também…


Fechando meus olhos, avancei um pouco e isso pareceu incentivá-lo a vir e me beijar, e seus lábios não tardaram em estar sobre os meus, obviamente entendendo o recado. Suas mãos seguram meu rosto, já as minhas ainda estavam embaixo do ededrom, mexendo uma na outra por ansiedade. Abrindo meu olhos, peguei bem a tempo de vê-lo se afastar um pouco.


Aquele belo sorriso surgiu e, automaticamente, sorri com ele.






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