História Flores no Escuro - Capítulo 13


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Categorias Orange Is the New Black
Personagens Alex Vause, Piper Chapman
Tags Alex Vause, Orange Is The New Black, Piper Chapman, Pipex, Vauseman
Exibições 129
Palavras 1.767
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Orange, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


"O simples bater de assas de uma borboleta pode desencadear um tsunami do outro lado do mundo" - Efeito borboleta.

E uma janela aberta? O que causa?

Capítulo 13 - O simples bater de asas de uma borboleta...


Outubro, 2008.

 

POV PIPER

 

Por que diabos inventaram a matemática? Oh coisa chata! Estou a meia hora aqui tentando entender o processo matemático chamado trigonometria. Mas adivinhem só, não entendi porra nenhuma até agora.

- Filha... – Virei e me deparei com a minha mãe na porta do meu quarto. – Eu e seu pai vamos sair... você fica bem sozinha?

- Mãe, eu tenho 16 anos, eu não sou uma criança. – Que mania eles têm. – Fica tranquila.

- Ok, e feche essa janela. – Falou saindo. – Voltamos depois das 22:00...

- Ok. – Eu não vou fechar a janela, está quente aqui.

          Um bip no meu celular me tirou a atenção dos estudos, era a minha melhor amiga, Nick.

         

Mensagem On

 

Nick: Ta fazendo Loirinha?

Piper: Estudando -_-

Nick: HAHAHAHAHA

Piper: E você?

Nick: Eu? Bem eu estou na casa da Lorna... :P

Piper: HMMMMMM

Nick: Acho que hoje é a noite...

Piper: Boa sorte :P

Nick: Não fica assim, você um dia acha alguma pepeca pra você... HAHAHAHAHAHA

Piper: Deus te ouça...

Nick: Não mete Deus nisso não HAHAHAHAHHA

Piper: HAHAHAHAHAH

Nick: Você vai amanhã?

 

- Piper Chapman? – Me assustei, uma figura encapuzada me olhava do canto escuro do quarto.

- Meu Deus... – Me levantei e me afastei da figura. – O que você quer? Como entrou aqui? – E olhei para a janela: Aberta.

- Nós precisamos de você... – Ele se aproximava com passos lentos. E cada passo seu, um passo atrás eu dava. – Meu senhor precisa de você.

- O quê? – Mais um passo, quando me virei para correr uma outra figura encapuzada me botou algo na boca me fazendo adormecer. E suas palavras ecoaram na minha cabeça.

 

“Você será minha obra prima”

 

 

Quando você é criança, medos começam a surgir em sua mente. Algumas crianças têm medo de palhaços, outras do bicho-papão, mas o medo que todas as crianças compartilham é medo do escuro.

O escuro é o vazio, é a solidão, é o nada multiplicado em nada. O medo de ficar no escuro para as crianças é comum, mas é irracional, seu cérebro sugere as imagens terríveis de ‘o que poderia acontecer” uma vez que as luzes são desligadas. No entanto, também não é incomum ver adultos sofrendo. Tal condição pode afetar grandemente o dia da pessoa, principalmente porque o indivíduo tende a estar deprimido, ansioso ou tenso o tempo todo. Sofre muitas vezes e se recusa a sair depois de escurecer, ou a dormir sozinho.

Ali, meus piores pesadelos tornaram-se realidade. Nada me aterrorizava mais do que o escuro. Como eu tinha medo dele. Não sabia aonde me encontrava, só sentia que estava descalça pois meus pés se encontravam com o frio do chão, e as vezes uma brisa gélida me rasgava a pele.

Eu me encontrava sozinha, com frio e fome. Não sei a quanto tempo estava ali, a quanto tempo não via a luz do sol. Eu só sabia chorar e chorar sem descanso. O que me restava? De repente, uma porta se abriu e do outro lado, vi um homem todo de branco surgir no meio de tanta luz. A luz que ao mesmo tempo me acolhia como uma velha amiga, me cegava.

- Levante. – Muito fraca me levantei com dificuldade tentando obedecer às suas ordens. – Seu tempo na escuridão acabou. – Ele me pegou no colo e me levou a uma maca que me esperava. Ele então empurrou a maca e começou a andar comigo.

Os corredores eram brancos, o que fazia com que a luz rebatesse e brilhasse com mais intensidade em meus olhos, mas que já começava a me acostumar.

- Que-quem é você? – Minha voz saia fraca.

- Não vou te machucar se é o que pensa. – O homem falou sem olhar para mim.

Fiquei em silêncio, perguntas agora não adiantariam em nada. Caminhamos por um outro longo corredor. Cheio de salas que levavam placas de identificação na sua entrada. Eram números como por exemplo: Paciente X123. Eu estava em algum tipo de laboratório? Hospital? O que era tudo isso?

Passamos por uma enorme porta daquelas de hospital, e paramos em uma sala totalmente BRANCA.

- Como você está querida? – Um senhor de meia idade se aproximou de mim. Seus cabelos brancos e as rugas em seu rosto lhe denunciavam a idade.

- Ela está... – O homem que me levava na maca tentou falar.

- EU PERGUNTEI A ELA. – Sua expressão diabólica me assustou assim como ao outro homem, e logo mudou quando olhou para mim. – Hein querida como está?

- Be-bem eu acho. – Ele me deixava nervosa.

- Que bom. – O meu “enfermeiro” fez com que eu me sentasse. – Quero que entenda Piper...

- Quem é o senhor? – Enfim tomei coragem para perguntar.

- Oh.... Onde está meus modos. – Me estendeu a mão. – Sou Dr. Alexander Vause, Cientista Experimental. – O cumprimentei.

- Por que me trouxe aqui? – Como fiz uma pergunta, que mal teria uma segunda.

- Você minha querida, foi escolhida entre tantas para estar aqui, neste momento, você querida, assim como minha outra paciente estrela, possuem um gene muito raro. Capazes de suportarem grandes mudanças. – Olhei ao redor e pude ver que no quadro de anotações possuía vários nomes, riscados a caneta vermelha.

- Então... eu sou algum tipo de cobaia? – Aquilo que já me aterrorizava, me fazia sentir náuseas agora.

- Não diria assim, mas também serve. – Ele falou sorrindo para mim. Um sorriso diabólico e lunático.

- Ah.. Meu Deus... – Falei baixinho.

- Não se preocupe com Deus querida... – Gargalhou sem parar. – Ele não está aqui e em nenhum lugar. – Parou em minha frente olhando no fundo da minha alma e ergueu o olhar para o homem atrás de mim. – Leve-a para junto dela. – Me olhou denovo. – Acho que vai adorar sua companhia... – Se virou e encaminho-se a sua mesa no fundo da sala.

Fui botada agora em uma cadeira de rodas que circulava agora os corredores outra vez. Passamos em diversos corredores, mas não paramos em nenhum, e a cada eu ficava pensando, quem era minha companhia?

Seria tão louca quanto ele?

 

Logo entramos por uma porta, que por incrível que pareça dava acesso ao lugar não branco. Mas um lugar que mais parecia uma casa? O homem parou de andar e ordenou para que eu levantasse. Já me sentia melhor deviada as circunstancias.

- Você ficará aqui, aproveite seu novo lar. – Nada entendi, mas antes que perguntasse alguma coisa, o homem desapareceu pela porta, trancando-a.

Sozinha mais uma vez.

O lugar diferente dos outros era... acolhedor, por incrível que pareça me sentia bem ali.

Andei pelo lugar tentando achar, mas nada, o lugar era enorme.

Andei pela casa, até que ouvi um som vindo do andar superior... era música, ou melhor alguém tocando e cantando.

 


It's all the same, only the names will change

(É tudo igual, só os nomes vão mudar)

Everyday it seems we're wasting away

(Todo dia parece que estamos definhando)

 

Another place where the faces are so cold

(Outro lugar onde os rostos são tão frios)

 

I'd drive all night just to get back home

(Eu dirigiria a noite toda só para voltar para casa)

 

A voz vinha suave e rouca aos meus ouvidos, e como uma gazela pega pelo predador eu me fiz ser capturada pela música. Subi os degraus e vi que a voz vinha de um dos quartos.

 

I'm a cowboy, on a steel horse I ride

(Eu sou um cowboy, em um cavalo de aço eu cavalgo)

 

I'm wanted dead or alive

(Eu sou procurado morto ou vivo)

 

Wanted dead or alive

(Procurado morto ou vivo)


 

Sometimes I sleep, sometimes it's not for days

(Às vezes eu durmo, às vezes não por vários dias)

 

The people I meet always go their separate places

(E as pessoas que conheço, Sempre seguem caminhos diferentes)

 

Sometimes you tell the day by the bottle that you drink

(Às vezes você conta os dias pelas garrafas que você bebe)

 

And times when you're all alone all you do is think

(E quando está sozinho, tudo que faz é pensar)

 

 

Abri a porta e uma garota da minha idade tocava sobre a cama virada para a janela.

 

And I'm a cowboy, on a steel horse I ride

(Eu sou um cowboy, em um cavalo de aço eu cavalgo)

 

I'm wanted (wanted) dead or alive

(Eu sou procurado (procurado) morto ou vivo)

 

Wanted (wanted) dead or alive

(Procurado (procurado) morto ou vivo)

 


 

Oh and I ride!

(Oh e eu cavalgo!)


 

I'm a cowboy, on a steel horse I ride

(Eu sou um cowboy, em um cavalo de aço eu cavalgo)

 

I'm wanted (wanted) dead or alive

(Eu sou procurado (procurado) morto ou vivo)

 

Ela não notou a minha presença ao contrário, ela continua a tocar. A garota possuía cabelos negros, pele branca, tatuagens distribuíam em seu corpo... ela era linda. Quem era ela?

 

And I walk these streets, a loaded six string on my back

(E ando nessas ruas, com um six string carregado nas costas*)

 

I play for keeps, 'cause I might not make it back

(Jogo pra valer, porque posso não conseguir voltar)

 

I been everywhere, still I'm standing tal

(Já estive em toda parte, e continuo de pé)

 

I've seen a million faces and I've rocked them all

(Já vi um milhão de rostos e eu abalei todos eles)

 


 

'Cause I'm a cowboy, on a steel horse I ride

(Porque eu sou um cowboy, em um cavalo de aço eu cavalgo)

 

I'm wanted (wanted) dead or alive

(Eu sou procurado (procurado), morto ou vivo)

 

'Cause I'm a cowboy, I got the night on my side

(Porque eu sou um cowboy, Eu tenho a noite ao meu lado)

 

I'm wanted (wanted) dead or alive

(Eu sou procurado (procurado), morto ou vivo

)

 

And I ride,dead or alive

(E eu cavalgo, morto ou vivo)

 

I still drive, dead or alive

(E ainda dirijo, morto ou vivo)

 

Dead or alive

(Morto ou vivo)

 

 

A música parou e finalmente ela se virou. E não parecia surpresa em me ver ali.

- Oi, você deve ser Piper Chapman, não é? – Ela esboçava um beo sorriso que me deixou hipnotizada. E seus olhos, só contribuíam para isso.

- É... Oi.

- Aliás... – Ela se levantou ficando a minha frente. – Meu nome é Alex Vause. – Ela era filha daquele lunático? Não podia ser. – E não precisa ficar assustada, eu não tenho nada a ver com o que o diabólico do meu pai faz, eu estou na mesma situação que você. – Botou o vilão sobre a cama. - Bonito crucifixo... – Ela pegou e acariciou o crucifixo que eu sempre carregava. – Está com fome? – E saiu porta fora.

 

 


Notas Finais


Musica: Wanted Dead Or Alive - Bon Jovi

Até a próxima, esgotei minha criatividade por hoje!


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