História Flores no Escuro - Capítulo 14


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Categorias Orange Is the New Black
Personagens Alex Vause, Piper Chapman
Tags Alex Vause, Orange Is The New Black, Piper Chapman, Pipex, Vauseman
Exibições 127
Palavras 1.077
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Orange, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Sim, vamos surtar juntos!

"MEU DEUS, ELA POSTOU DOIS DIAS SEGUIDOS"

Sim meus queridos, bateu aquele negócio maravilhoso chamado INSPIRAÇÃO! Não sei daonde veio mas a gente ta junto nessa agora... HAHAHAHAH

Aproveitem...

Capítulo 14 - No inferno com você


 

- Então você é algum tipo de filha renegada? – Estávamos sentadas na ilha cozinha, muito luxuosa por sinal, comendo sanduíches.

- Podemos dizer que... – Acenou a cabeça de forma negativa e bufou. – Depois da Morte da minha mãe, ele começou a mudar. É uma longa história... – Sorriu para mim, aquele assunto por mais que fosse duro, não abalava em nada aquela garota.

- Bem... – Olhei para os lados, sarcástica. – Temos tempo.

- Ok. – Se ajeitou sobre a ilha e começou a falar. – A mais ou menos 2 anos atrás, minha mãe Diane Vause, foi diagnostica com câncer. Meu pai como um homem temente a santa ciência, contratou os melhores médicos para o caso dela. Durante 6 meses foi tudo como esperado, o câncer sumia a cada dia. – Respirou fundo – Mas então em dia como este, a minha mãe acabou tendo uma tontura e caiu escada abaixo. Foi levada às pressas para o hospital.... Nunca vou esquecer daquele dia... – Botou a mão sobre a testa em um movimento de massagem. – Muitos médicos, enfermeiros, muitas pessoas entravam e saiam do quarto da minha mãe... E então foi constatado que o câncer tinha se espalhado, atingindo o cérebro. Meu pai ficou furioso... Mais 6 meses se passaram, e nesses meses meu pai tentou de tudo, ele não saiu do laboratório para nada. Nem para se despedir da minha mãe no dia que ela morreu... – Lágrimas tímidas brotavam em seus olhos verdes. – Ele se tornou obcecado desde daquele dia. E só agora que percebo.... Eu o perdi também, mas muito antes da minha mãe... – As lágrimas antes tímidas, agora caiam sem medo. Me aproximei e a envolvi em um abraço.

- Vai ficar tudo bem... – Acariciava seus longos cabelos negros.

- Obrigada, Pipes. – Seu olhar era triste e por algum motivo aquilo me doía.

- Pipes? – Nunca ninguém me chamou assim.

- Por que, não gostou? – Ela secava seu rosto, sorrindo para mim.

- Claro que eu gostei, AL. – E desabamos em risos. Como era lindo ver ela sorrir.

- Então, o que você para se divertir? – Perguntei mordendo uma maçã.

 

POV ALEX

 

Aquela cena na minha frente me deixou hipnotizada. Depois de muita conversa entre nós duas, essa tinha sido a primeira vez que a olhei com outros olhos. Ela era tão linda, tão suave e delicada. E a cena dela na minha frente mordendo aquela maçã mexeu comigo, eu queria ser tanto aquela maçã... espera o quê? Deve ser tanto sem contato com outra pessoa que já devo estar delirando.

- Hey... – Piper acenava na frente do meu rosto.

- Ah... o que? – Perguntei acordando de meus pensamentos pecaminosos.

- Eu estou a meia hora te chamando, mas parece que você viu um fantasma. – Sorriu, e como era lindo seu sorriso. – Eu queria saber, o que você faz para passar o tempo!

- Na maioria das vezes... eu durmo. – Soltamos uma gargalhada juntas. – Mas tem uma coisa que eu adoro fazer... – Levantei da ilha da cozinha aonde estávamos sentadas e lhe estendi a mão. Nossas mãos se tocaram e senti uma corrente elétrica passar entre nós. Meu corpo se preencheu como nunca antes. A puxei e sem querer choquei nossos corpos.

Juntas ali naquele momento eu quis beija-la, minhas mãos ficaram frias e meu coração disparou. Eu encarrava seus olhos e intercalava com sua boca de lábios finos e delicados. Mas e se ela não quisesse... com esses pensamentos eu me afastei dela. Não queria forçar nada com ela, ela me parecia diferente. Com a minha mão ainda na sua eu a conduzi pela casa, até o meu lugar de refúgio.

 

POV PIPER

 

Ela me estendeu a mão e eu retribui o gesto, senti ela me puxar e nossos corpos se colidirem. Eu desaprendi como se respirava. Meus olhos eram atraídos aos seus olhos verdes que pareciam ter o poder de enxergar em mim o que nenhum outro viu. O desejo entre nós era palpável, eu estava imersa na visão que tinha da sua boca. Eu queria beija-la e ela parecia querer também, mas como tudo que é bom dura pouco, ela se afastou e sem falar nada me conduziu pela casa ainda segurando a minha mão.

Adentramos em um corredor e no final dele havia uma grande porta onde paramos.

- Feche os olhos... – Ela me olhou com olhar suplicante.

- Por que?

- Confia em mim Pipes... – Como eu poderia negar aquele pedido. Fechei os olhos, escutei o ranger da porta ao se abrir e senti ela me guiar para frente. Quatro passos para frente foram, isso que fiz junto a ela, minha mão foi solta.

- Abra os olhos... – Não acreditei no que vi.

Sabe aquele lugar onde você só vê em filmes, livros e sonhos, bem... digamos que agora eu estava em sonho. Uma biblioteca enorme que me rodeava repleta de livros, me senti a própria Bela em A Bela e a Fera.

- Alex... É tão... – Me faltava palavras.

- É, eu sei... – Ela botou a mão no ombro. Olhei para ela como se fosse para pedir algum tipo de permissão. – Vá... se encha de cultura mulher... – Seu tom brincalhão me divertia.

Passei a andar pelos corredores da biblioteca, milhares de livros preenchiam as prateleiras da sala. Ficção, Romance, Ciência, Poesia... diferentes histórias de diferentes autores. Na sessão de poesia vi que a Alex estava sentada no chão foleando algum tipo de livro de Machado de Assis, um autor brasileiro, eu acho. Me sentei ao seu lado.

- Então quer dizer que você toca violão, canta super. bem e ainda gosta de poesia? Você tem algum defeito? – Ela riu, ergueu os óculos que a ajudavam a ler e os botou no topo da cabeça e me fitou.

- Tenho... e muitos. – Abaixou os óculos. – Adoro esse, escute só:



Teus olhos são meus livros.
Que livro há aí melhor,
Em que melhor se leia
A página do amor?

Flores me são teus lábios.
Onde há mais bela flor, 
Em que melhor se beba
O bálsamo do amor?

 

          Em nenhum momento seus olhos me deixaram quanto lia o poema, é como se ela recitasse para mim. E mais uma vez me perdi na imensidão de seus olhos.

          - Então.... Achou algum livro? – Desviou o foco da situação.

- São tantas opções, eu nem sei qual e por onde começar. – Ela se levantou e me estendeu a mão mais uma vez. – Vem eu te ajudo...

Eu podia estar no inferno, mas eu estava no inferno com ela.


Notas Finais


Volto quando der... Até mais amigos...

Obs: Vamos conversar, desabafem com a tia Leti!


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