História FLOWERGIRL (robrae) - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Novos Titãs (Teen Titans)
Personagens Ciborgue, Donna Troy (Troia), Estelar, Mutano, Ravena, Robin, Terra
Tags Asa Noturna, Batfamily, Jovens Titãs, Novos Titãs, Rachel Roth, Raven, Robin, Robrae
Exibições 27
Palavras 1.822
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá.
Primeiramente, desculpa por não ter atualizado. Semana de prova (da escola e dos cursos), oneshot de natal Daisuga (Haikyuu!!, pretendo postar essa semana ainda, quem gosta do anime, comenta aí.Vamos ser amiguinhas <3) e tive uns problemas aqui em casa também.
Ah, e para boa fé: Existem capítulos do ponto de vista da Raven/Rachel e capítulos do Dick. Esse é para a Rach, contando um pouco mais do passado dela e do porque dela estar em Gotham. Também tive um pequeno problema com travessões e descobri que no primeiro capítulo usei traços :-/ mas até vocês lerem isso vou corrigir, prometo <3
Ah, outra coisa: Gotham é um estado, Jump City é uma cidade do interior de Gotham. Só pra não ficar confuso.

Capítulo 2 - In the middle of summer



A cidade dormia, mas Raven não.


Havia coisas boas em trabalhar com a família, ela pensou, a primeira é que se você pode fazer merda e não irá acontecer nada demais. A segunda é que você sai a hora que quiser, e essa era a que ela mais gostava. Gostava de seus avós, das histórias que eles contavam e de todos os chás que sua avó fazia para ela desde pequena. Seu favorito sempre foi o de ervas.
E era exatamente o contéudo da xicára em sua frente, que a mesma girava nas mãos enquanto sua avó contava (pela sétima vez na noite) a história de como seus pais se conheceram. Ela nunca gostou dessa história, nem do seu pai, mas sempre esperava a avó terminar; Não era chata o suficiente e odiava quando faziam isso com ela. Mas sinceramente? Aquela história era um saco, e até sua versão de 4 anos achava isso.
Enquanto bebericava seu chá, pensou no dia que teve e os clientes que ajudou. Havia um garoto de cabelo cinza procurando flores pro seu namorado, um tal de Daichi; havia também uma garota querendo um cacto e por último, o que ela mais havia gostado: um garoto procurando flores para sua garota dos sonhos. Ela sabia quem era ele, afinal, todos do bairro conheciam ele. Talvez porque ele é filho adotivo do maior milionário de Gotham, ou talvez porque as pessoas gostavam de ler jornais em pleno século 21. As vezes, olhando pela janela da sua casa, Raven pensava se havia entrado em uma vila dos anos 40 ao invés de Jump City. Sentia falta da movimentação de Nova York, das luzes brilhantes e principalmente da sua colega de quarto, Donna. Se Donna estivesse lá, talvez ela não se sentiria tão solitária como estava naquele momento, com seu chá nas mãos e encarando a avó enquanto ela já havia mudado de assunto —dos pais dela para um macarrão maravilhoso do restaurante na rua da frente. 
—Você deveria convidar aquele garoto da floricultura para jantar lá, querida.
—Que? Vó, qual deles?
—Oras, não se faça de desentedida. Você sabe que eu estou falando daquele menino alto e moreno das cinco horas. Ele é muito mais bonito que seu avô era naquela idade, então aproveita.
Raven riu, principalmente após ouvir seu avô gritando algo como "eu ouvi isso" da cozinha. Sua risada foi acompanhada da sua avó, que depois disso mostrou mais umas treze fotos dos dois nos bailinhos que iam nos anos 50 e ela estava ficando entediada novamente. Era mais ou menos 15 para a meia noite quando fechou a porta da frente, atravessando a rua para sua própria casa e notou algo diferente a esperando na porta.
Um buquê. Um pequeno buquê de violetas enrolado em uma fita verde.
Seria muita conhecidência, mas ela não acreditava em conhecidências.
Pegou o buquê, percebendo só então que tinha um pequeno cartão nele, mas resolveu ler dentro de casa. Todos já tinham a avisado que Gotham não era o melhor lugar para ficar fora após anoitecer.
Quando a lua achou o sol
Ele parecia que mal conseguia aguentar
Mas os olhos dela salvaram sua vida
No meio do verão
Panic! At the Disco. Que sentimental seu pequeno admirador secreto era, usando letras de uma música que era legal em sua época emo. 
Colocou o buquê em sua mesa de estar, trancando a casa e se preparando para ir deitar, pensando em quem poderia ter deixado aquele  buquê ali. Talvez tenha sido Victor, o seu único amigo na cidade, apenas como uma brincadeira idiota de boas vindas; mas não, Victor não teria feito isso. Eles já tiveram um pequeno caso de verão em suas epócas de Colegial e os dois sabiam que não queriam começar aquele drama todo novamente. Além do mais, ele tinha acabado de sair de um relacionamento com uma garota de cabelo rosa que morava perto da padaria, e só as noites que Raven tinha aguentado escutando dessa tal de Jinx já era o suficiente para chegar a conclusão que não tinha sido Victor.
Talvez aquele menino que passou para comprar flores de Dia dos Professores atrasado? Ele deveria ter a idade certa de alguém que ainda escutava músicas como Panic! At the Disco, mas não tinha cara de quem faria isso. Provavelmente se encaixaria em um dos dois grupos de garotos de Quatorze anos; o que beijaria todas as garotas da escola ou o que ainda achava garotas nojentas. Provavelmente o primeiro grupo, pensou.
E claro, ainda tinha o moreno das cinco horas. Aquele garoto no qual sua avó não tinha parado de falar por umas duas horas quando ele saiu da floricultura. Ela não tinha pego seu nome, telefone ou outra qualquer coisa, mas por algum motivo, se sentiu diferente com a presença dele e a mistura e cheiros e cores do local. Um diferente bom, algo que ela não tinha sentido desde que saiu da sua amada Nova York para estudar naquela cidade no meio do nada aonde as pessoas ainda pagavam pessoas para entregar jornais -Quer dizer, em que anos eles estavam? 1930?
Enquanto trancava a janela, olhou para cima, o céu nublado com apenas a luz da lua para iluminar a cidade em suas horas escuras.Ela não acreditava em conhecidências mas o fato da fita verde era apenas uma coisa estranha, certo? Quer dizer, quantos buquês de violeta ela tinha pego em suas mãos pálidas naquele dia? Com certeza eram mais do que ela conseguiria contar. Algum deles tinha sido embrulhado com fita verde também, e por algum motivo, havia sido deixada na sua casa com um cartão tão emo que ela não sabia nem ao menos por onde começar a reclamar daquela vez.
Mas ela iria admitir, nem que seja apenas para si mesma, era fofo. Afinal, seu admirador secreto era romântico e havia á comparado com a noite. O quão bonito é isso? 
As vezes agradecia por ser uma alma prática, do tipo que está bem se tiver um par de sapatos pretos e um emprego, e não uma pessoa do tipo que se sentaria, olhando para aquele céu nublado iluminando as ruas escuras e perigosas de Gotham e escreveria poemas pensando sobre vendedoras de floricultura e músicas de quando Panic! ainda era legal. Riu do seu próprio pensamento, tirando suas botas e o amarador do cabelo, pensando em quem gostaria de ouvir essa pequena história sore seu dia cheio de histórias, chá de ervas, morenos e buquês de violetas em sua porta. Donna Troy foi o primeiro nome que brotou em sua cabeça.
No ano anterior, minutos antes de se graduarem no ensino médio e acabar com aquela tortura que havia durado três anos inteiros, Donna a puxou para um canto reservado da festa de cerimônia aos formandos. Foi numa cabine do nojento banheiro das garotas, com um grupinho retocando o batom no espelho lateral que Donna confessou algo que sinceramente, não era novidade para ninguém: Donna Troy era totalmente, completamente e absolutamente lésbica.  
Não que isso tivesse mudado algo entre as duas, não, ela nunca teria afastado a morena só pela sua orientação sexual. Na realidade, o que acabou as afastando foi Garfield, o ex namorado de Raven. Ela mesma não sabia o que realmente tinha acontecido entre os dois, e o porque de todas as brigas, mas sabia que estava melhor agora. E de algum jeito, isso era tudo que importava. Garfield era passado, assim como Nova York e seu pai, mas Donna Troy nunca seria passado.
Teve certeza disso quando ouviu a voz energética dela soando em seu telefone, enquanto se preparava para lavar a louça de almoço.
—Alô?
—Donna, sou eu. —Começou Raven, colocando o celular entre o ombro e a cabeça
—RACHEL! —Gritou Donna, sua voz saindo pelo celular como um megafone de torcida — Por que está me ligando? Ainda mais essa hora da noite? 
—Bem, várias razões.
—Desenbucha logo, eu estava indo dormir
Raven suspirou, antes de começar a lavar algumas canecas sujas de café e contar tudo desde o começo; a floricultura, as histórias, o garoto e as flores. Elas não tinham se falado desde que tudo começou a dar errado, e Rachel sentia saudade de poder conversar com sua amiga sobre coisas que nunca pode conversar com ninguém. Ela poderia se definir alguém difícil de confiar em outras pessoas, e levou anos até ela se sentir confiante o suficiente para desabafar com Donna.
—É só eu sair da sua vida que você vira florista, arruma um admirador secreto e se apaixona? —A garota do outro lado riu, com a voz sonolenta ecoando pelos ouvidos da que terminava agora de secar sua louça e guardava os pratos. Para Donna, a frase parecia uma piada, mas não era para Raven. Só mostrava que ela, apesar de ter crescido sem uma mãe e ao lado de um pai dono de um império, não sabia muito bem como se virar sozinha em uma cidade com no máximo mil habitantes. Em sua cabeça, ela era um fracasso para todos que seguiam a linhagem da família Roth.
Donna no entanto, sabia como a garota se sentia. Não que sua vida tenha sido tão difícil quanto a de Raven, mas a vida de ninguém era um filme da Disney, e para ela, não seria diferente. Donna sofreu preconceito da família após "sair do armário" e quando isso aconteceu, a coisa mais rápida que Raven já fez foi alugar um pequeno apartamento no qual dividiria com a amiga. Claro que o imóvel não durou muito tempo, diferente do relacionamento entre Garfield e ela, mas igual a sua faculdade de psicologia, no qual ela foi reprovada. Esse era pelo menos um dos motivos da mesma ter largado Nova York e Donna, e estar agora nessa cidade minuscúla.
—Ei, Rach. —Donna falou, sua voz parecendo cansada. — Que tal uma visita minha esse final de semana? Podemos planejar tudo, agora que estou de férias da faculdade e o maldito do meu chefe resolveu me dar uma folga pela primeira vez. Além do mais, eu não conheço seus avós e nem gotham. Seria bom deixar a bagunça de Nova York por um tempo, já que essa cidade nunca dorme mesmo.
—Sim, claro. —Raven conseguia ouvir o sono na voz da amiga, mesmo pela minúscula caixinha de som do aparelho. Diferente dela, Donna tinha horário para chegar e sair do seu trabalho, e um chefe extremamente rigoroso e mal humorado também. —Seria ótimo ter você por aqui. Posso te ligar amanhã quando sair para almoçar?
—Você pode me ligar a qualquer hora.


Raven riu, dizendo seus últimos adeus no telefone e seu último prato seco no armário. Apagou as luzes e quando se preparava para deitar, seus olhos focaram pela última vez da noite no buquê de violetas na sua mesa de jantar. Ela sabia que não devia, mas algo dentro dela realmente esperava que seu "sol" fosse o garoto moreno das cinco da tarde.  


Notas Finais


EU AMO ESCREVER A DONNA, SOCORRO!!!!

Gente, um talvez pequeno spoiler para vocês: não amem o Garfield, vocês não vão gostar. Eu só usei ele como ex-namorado porque estava com muita preguiça para criar um personagem original.

(Problemas com os personagens, me avisem. Vou lembrando que só vi Jovens Titãs quando tinha 7 anos e agora mais velha só vi 4 episódios arrastada)


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