História Flowers - Capítulo 2


Escrita por: ~

Visualizações 33
Palavras 1.967
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Pra quem estava esperando, voltei. Obrigada a quem comentou e favoritou (pensei que essa fic ficaria na zona fantasma por um tempo).
Mais uma vez, não teremos as deusas do KARD nesse capítulo, no entanto, teremos a pessoa mais amor dessa história toda dando as caras, por isso, sejam legais com o Sr Jeon. =D
Preparadas pra ver o Matthew fugir e desembarcar onde ele vai conhecer os amores da vida dele? Espero que sim, hein?
De qualquer forma, meus agradecimentos a Letícia (@L_May_Jackson) por sempre me ajudar e me dar as dicas que eu preciso. Por me dizer o que eu preciso ouvir. E sim, Letícia, teremos um Carlitos. u-u
Enfim, manos e manas. Boa leitura. Divirtam-se!

Capítulo 2 - 02 - Fugitive.


Fanfic / Fanfiction Flowers - Capítulo 2 - 02 - Fugitive.

02

Matthew sabia que deixar Las Vegas não seria a coisa mais fácil do mundo. Não devendo a James, e tendo Steve e Carlitos nas suas costas, mas ele não desistiria fácil, e não desistiu mesmo. Matthew conviveu tempo o suficiente com James, Steve, Marcos e Carlitos pra saber que os capangas que James tinha colocado na sua cola não passavam de uns babacas, e no fundo no fundo, isso até feria um pouco o ego de Matthew. Ele era tão fraco aos olhos de James pra que escolhesse alguns de seus piores homens pra segui-lo? Talvez fosse, e Matthew apenas não soubesse. 

Naquela manhã ele acordou bem cedo, e pela primeira vez em meses, mandou uma mensagem para seus pais. A mensagem dizia o quanto Matthew os amava, e como sentia muito por não ser o filho que eles mereciam. No fundo, apesar de caretas e chatos, os pais de Matthew eram ótimos pais, ele que não era um bom filho, e tinha total consciência disso. Mas era como Matthew costumava dizer a si mesmo: Nem tudo é tão perfeito assim. Ele recebeu, minutos depois, uma mensagem de sua mãe - a única que fazia questão de responder suas mensagens -, pedindo que ele voltasse pra casa, ou que ao menos dissesse onde estava, que estava com saudades. No entanto, Matthew limitou-se a ler a mensagem e travar o celular. 

Já estava tudo pronto. Sua mochila estava equipada com tudo que ele precisaria, desde de passaporte, à roupas, dinheiro, e até mesmo um livro - o único livro que Matthew realmente gostava, com o quão ele se identificava bastante no momento -, Lembranças da Meia-Noite, do Sidney Sheldon. Ele se sentia a própria Catherine, ludibriada pelos encantos de Constantin Demiris. E no caso de Matthew, James era seu "Constantin Demiris", com a particular diferença de que Matthew não queria dar pra ele. No livro Caterine acha que Constantin quer ajudá-la depois que ela sai do convento, mas no fundo no fundo, ele só queria manter ela por perto para depois, matá-la. Matthew se identificava muito. Mas isso não vem ao caso. Contou no relógio de pulso o horário exato em que os idiotas que Matthew fez o favor de apelidar de Debi e Loide, vulgo Steve e Carlitos, iam ao Café Eves pra pegar o especial do dia. Eles levavam cerca de 15 minutos lá e depois voltavam pra ficar de vigia em frente ao prédio onde Matthew morava. 

Eram os 15 minutos que ele precisava. Não que Matthew estivesse se sentindo o cara mais esperto do mundo. Ele confiou num cara só porque ele emprestou dinheiro a ele sem  sequer questionar. Então não, Matthew não era o cara mais esperto no mundo, no entanto, pelo menos, era mais esperto que a dupla de idiotas. Assim que viu pela janela, Steve e Carlitos virarem o quarteirão, Matthew desceu correndo as escadas e saiu pelos fundos do prédio, entrando num táxi que já o esperava. 

- Aeroporto internacional, por favor. - Matthew informou ao motorista do táxi e se abaixou no banco traseiro, pra que não fosse visto, mesmo que ele acreditasse que seu boné, e mascará preta, além dos óculos escuros, fossem ajudar bastante em não ser reconhecido. Todo cuidado era pouco. 

Até sentir que estava a uma distância confortável de casa, e perto o suficiente do aeroporto, Matthew se sentou direito no banco de trás do táxi e só esperou até chegar ao seu destino, tendo total consciência de que, até que ele abandonasse o solo americano, ele não estava seguro. 

- Obrigado. Tenha um bom dia. - disse ao motorista depois de pagar a corrida, recebendo uma olhada pelo retrovisor e um singelo aceno de cabeça. 

- Boa viagem. - o motorista respondeu antes que Matthew fechasse a porta, e logo em seguida partiu. 

Faltava pouco, muito pouco. Só lhe restava mais uma hora em Las Vegas e Matthew poderia respirar mais aliviado depois disso. Mas muita coisa pode acontecer em uma hora, e isso era o que deixava Matthew mais apavorado. Ele fez o check-in e ficou esperando até que pudesse embarcar. Nesse tempo de espera, Matthew ficou pensando em cada merda que fez, começando por sair de casa. Ele não tinha uma vida ruim. Muito pelo contrário. Sua vida era boa até demais. Ele tinha tudo que queria e até o que não queria. Não era o cara mais rico da escola, mas tinha dinheiro pra não se preocupar com quase nada. Era inteligente, tirava notas boas sem esforços, e não o tipo de nerd que é zoado. Ele fazia parte dos populares, ou quase isso. Tinha até uma namorada. Dana era seu nome, e ele podia até não amar Dana, mas era doidinho por ela durante o tempo em que ficaram juntos. Mas ele também deixou ela pra trás pra se arriscar em Las Vegas, com muitas outras mulheres que o ajudaram a superar o fato de ter deixado Dana pra trás. 

Pensou também sobre como tinha sido idiota. Ele estava tão cego - pra não dizer viciado -, que sequer de disponibilizou a desconfiar da boa vontade de James. Não era qualquer que chegava oferecendo dinheiro - 500 mil dólares pra ser mais exato -, e se Matthew bem se lembrava, sua mãe vivia dizendo que quando a esmola é demais, o santo desconfia. Mas ele pareceu ter esquecido de tudo isso. Do que adiantava ser bom em matemática, tira algumas das melhores notas em diversas matérias na escola, se nem pra identificar um vigarista que quer ferrar com a sua vida, ele serve? Aquilo era frustrante. E graças a tamanha burrice, ali estava ele, deixando a cidade que ele mais amava no mundo, pra ir pro outro lado do mundo onde ele não conhecia nada além do EPIK HIGH e algumas músicas do BIGBANG. 

- É Matthew... Você é um cara muito ferrado. - disse a si mesmo suspirante. 

"Passageiros no vou 9-1-3-4, com destino a Incheon, Coreia do Sul, por favor, dirijam-se ao portão de embarque." - disse uma voz feminina no auto-falante, e repetiu mais algumas vezes. 

Bem, talves não fosse tão difícil assim fugir de James e seus capangas. - Matthew pensou. Mas pensou cedo demais. Enquanto as pessoas se encaminhavam para o embarque, ele viu pelo vidro que separava a sala de embarque de outra área do aeroporto, um tumulto se formando. Dois homens corriam desenfreados e tentavam passar pelos guardas, derrubando as pessoas no caminho. Alguns guardas passaram correndo por Matthew e foram em direção aos homens que Matthew reconheceu como sendo os Debi e Loide. Como eles o acharam? Matthew não fazia ideia, mas torceu pra que os seguranças do aeroporto pudessem ajudá-lo, segurando a dupla de idiotas ali até que ele embarcasse. Num ato desesperado, Matthew cortou a fila, pedindo desculpas e mostrou se passaporte e comprovante de passagem a mulher no embarque e sorriu nervoso. 

- Já posso entrar? 

- Claro senhor. Sua cadeira fica-

- Eu me viro. - disse nervoso e saiu andando. 

- Boa viagem. - a moça disse formalmente. 

Matthew correu pra dentro do avião e tentou não se desesperar, tanto. Procurou por sua cadeira e rezou internamente pra que ele conseguisse sair dali e se ver livre de toda a merda em que tinha se enfiado. Ele estava decidido a conseguir o dinheiro de James, mas ele com certeza não conseguiria tudo, não conseguindo um emprego comum, com um salário comum. E com certeza não pediria a ajuda de seus pais pra cobrir a divida que tinha com o líder de uma gangue. Já tinha dado desgosto demais aos seus pais, e depois disso, ele acabaria morto não por James, mas por seu pai. Com certeza. Sentou-se em seu lugar depois de guardar a mochila no bagageiro e apertou o cinto. Segurou firme nos braços da cadeira e fechou os olhos com força. Ele continuava a implorar que tudo desse certo.

- Ei! - a voz grossa chamou e Matthew teve medo de abrir os olhos, ou de responder. - Acorda, docinho! - o homem disse sem parecer nada gentil. Matthew abriu um olho e encarou o homem ao seu lado, com quase dois metros de altura e uns quilos a mais, em pé, o encarando com cara de poucos amigos e quase gritou um "graças a Deus" ao ver que não eram que ele pensou que fosse. - Ta no meu lugar. 

Avisou mostrando o papel que informava o número de sua cadeira. 

- Ah, sim. - Matthew desprendeu o cinto. - Foi mal, cara. 

- Sem problemas, só não enche. 

Depois disso, o homem sentou-se em seu lugar e Matthew logo ao lado, do lado da janela. Seria uma longa viagem, pelo menos ele teria uma vista legal nas próximas 20 horas. 

- Adeus, Las Vegas. 

 

Não foi nada fácil chegar a Incheon sem imaginar que Steve ou Carlitos estariam esperando por ele no desembarque. Nunca se sabe o que esse caras podem fazer, mas Matthew pode respirar tranquilo quando percebeu que estava enfim, seguro. Estava a milhas de distância de uma morte certa e isso era animador. Conseguindo um ônibus pra Seul, Matthew passou a viagem toda observando a paisagem. Tudo era totalmente novo, e diferente do que ele estava acostumado. O ar parecia diferente também. E tinha lá seus encantos em tudo aquilo, mas ele ainda preferia estar na cidade que de fato, nunca dorme. Matthew já tinha estado na Coreia, mas isso foi quando ele era muito pequeno, e foi pra um funeral dos seus avós paternos. Não foi a melhor experiência do mundo, mas ele era fluente em coreano - ou pelo menos acreditava ainda ser -, já que sua mãe só conversava com ele em sua língua nativa, e até um nome coreano ele tinha. Mas o que apavorava Matthew de verdade, era que ele não fazia ideia do que fazer. Ele só pegou o ônibus de Incheon pra Seul, porque Seul era o único lugar da Coreia do Sul que ele já tinha ouvido falar, e agora que estava finalmente ali, não fazia ideia de pra onde ir. 

- Ei, meu jovem. - um senhor de aparência simples o chamou. Ele tinha algumas sacolas grandes em mãos e as carregava com dificuldade. - Poderia me ajudar? 

Sem pensar duas vezes, Matthew caminhou até ele, e pegou sem muito esforço as duas sacolas. 

- Ah, muito obrigado. Não se fazem mais jovens como antigamente. Ninguém mais parece querer ajudar um bom velhinho. - ele riu. - Você não é daqui, é? - ele perguntou depois de analisar Matthew. 

- Na verdade, acabei de chegar. Não sei muito bem o que vou fazer agora. - Matthew riu. - Pra onde quer que eu leve as sacolas? 

- Poderia me ajudar a levá-las em casa? - perguntou com um sorriso cheio de expectativas. 

- Ah... Sim. Claro. - Matthew respondeu incerto. Sua primeira experiência depois de fugir da morte não envolvia ajudar um velhinho, mas talvez fosse uma forma de se redimir com o universo por toda a merda que já tinha feito. 

- Ora! Obrigado. - o senhor sorriu. - Como se chama meu jovem? 

- Mat... - ele parou e pensou um pouco. Se estava tentando fugir dos problemas que deixou pra trás, porque usar o nome com o qual tinha adquirido todos eles? Naquele momento, Matthew agradeceu mentalmente por ter um nome coreano. - Kim Woojin. 

- Oh, belo nome. Eu sou Jeon Jun-Hyuk. - ambos fizeram uma reverência. - Venha, não podemos nos atrasar. Minha netas ficam loucas quando eu me atraso. - Jun-Hyuk riu, andando na frente enquanto Matthew carregava as sacolas e caminhava logo atrá dele. 

- Ah, propósito... Onde o senhor mora? 

- Em Busan. - o mais velho riu. 

- Onde fica Busan? 

 


Notas Finais


Sim! A história vai se passa em Busan. E sim! O Sr Jeon é um velhinho muito abusado. Tem noção de que Seul é numa ponta da Coreia do Sul e Busan em outra ponta. ahsuashushsuhu' Mas vamos que vamos.
Comments? Curiosidades? ;) Tell me, please.
Bye


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