História Flowers in the garden - Capítulo 7


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Família, Mangá, Raiva, Romance
Exibições 12
Palavras 1.853
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Terror e Horror

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - Caso 73


Fanfic / Fanfiction Flowers in the garden - Capítulo 7 - Caso 73

Após o término das aulas, Ellione já estava a alcançar o portão de saída, quando sentiu algo pegar no seu braço. Não teve nem tempo de olhar para trás, já estava sendo puxada para dentro de novo. Bastou olhar para os pés da pessoa que a puxava para identificar.
  Chegaram num corredor muito conhecido por ela mesma, já sabia que estavam indo para a sala do psicólogo.
- Iago, eu tenho que ir.. - Disse, com a voz baixa.
- Não tem, não. - Iago disse enquanto tirava o capuz.
- Mas a minha irmã..
- Sua irmã nada. Estamos acompanhados de adultos, e você vai ser o imã de sua mãe. - Ellione ficou em dúvida sobre o que Iago acabara de dizer. Imã?
- Mas o que... - Já estavam dentro da sala, se deparou com Bruno, dois policiais, um meio.. rechonchudo? Moreno e cabelos negros, o outro era bem mais magro, moreno também e cabelos vermelhos bem escuro. Ambos usavam os famosos uniformes de polícias. Além dos policiais, também estava presente um homem com a pele num tom moreno claro, cabelos loiros e um belo par de olhos azuis, usava uma camisa social branca, um jaleco da mesma cor, calça social preta e sapatos sociais, preto. Havia também uma moça, a pele alva, alta por conta dos saltos - negros - que usara, olhos castanhos e cabelos da mesma cor. Estava com uma blusa social azul escuro, saia lápis preta. E um óculos no rosto, levava em mãos uma pasta e alguns papéis.
  Se apresentaram, o nome do policial de cabelos negros era Leonardo e o ruivo, Rafael. O moço loiro, na verdade, era um advogado. Seu nome era Eduardo. E por último, - mas não menos importante - a mulher era uma conselheira, que os ajudaria na hora de conversar com o delegado. Camila.
  Espera aí, delegado?
  Agora Ellione havia entendido. Estavam prestes a denunciar os pais da mesma. Estava digerindo todas as informações. Foi tudo tão rápido, mas, ela estava triste e ao mesmo tempo feliz. E.. medo. Medo do pior acontecer. Montou várias hipóteses - possíveis de acontecer, quando se trata da "família" dela - em sua cabeça, estava com medo de a mãe contratar um assassino para acabar com a sua vida, medo de alguém pagar a fiança na cadeia, medo de Anna.
  Boba? Não. Nem um pouco. Aliás, isso acontece muito com outras pessoas. Mas, sentia-se segura com a companhia de todas aquelas pessoas, que com certeza a ajudariam o máximo.
  Ainda por cima, Iago iria deixar todos os seus problemas de lado para cuidar da garota, não sendo modesta demais, mas conhecia Iago o suficiente para saber que o garoto faria mesmo isso. E isso seria bom para o garoto também, deixar os seus problemas de lado e seguir em frente era o que ela mais queria que ele fizesse.
- Bom, sem mais delongas, iremos já para a delegacia. Não temos tanto tempo. - Bruno se pronunciou.
- Bruno.. uma perguntinha. - Disse Ellione.
- Diga?
- Tem certeza de que temos provas o suficiente?
- Temos, Ellione. - Camila entrou no meio da conversa.
- O que, por exemplo? - Indagou a menina, curiosa.
- Você. - Ela diz e sorri de forma simpática. - Irei te ajudar a denunciar sua "mãe" - Fez aspas com os dedos. Ellione não indagou, apenas assentiu, com um semblante firme e decidido.
  Ela iria, realmente, fazer uma denuncia contra a sua mãe.
                                                                 ***
  Se separaram em dois carros; Ellione, Iago e Bruno foram dentro da viatura, junto com os dois policias. Eduardo foi dirigindo no seu carro junto com Camila.
  Chegando na delegacia, explicaram na recepção o acontecido e todos assinaram umas papeladas. Aguardaram para enfim, serem chamados até o escritório do delegado. Ellione estava nervosa, olhava para tudo naquela sala gigante da recepção, bem decorada pelo visto. Suas mãos estavam trêmulas, geladas e suando. Iago entrelaçou os dedos junto com os da menina, tentando assim, confortá-la, já que ele havia percebido o nervosismo alheio.
- Caso 73, por favor? - Uma moça surgiu numa porta grande de vidro. Se levantaram.
- Nós. - Camila disse.
- Por favor, sigam-me apenas três pessoas. - Disse com um jeito doce. Apenas Camila, Ellione e Bruno acompanharam a moça. Após passarem por dois corredores, chegaram ao escritório. A moça que, segundo o pequeno crachá que havia em seu peito, indicava que seu nome era Fátima, deu leves batidas na porta. Não demorou muito para que um senhor de pele clara, cabelos grisalhos e óculos circulares no rosto - bem vestido com um terno cinza escuro - abrisse a porta.
- Senhor Guilherme, aqui está o caso 73. Com licença. - Fez uma pequena reverência e saiu, fazendo com que o som de seus saltos ecoam pelo ar daquele imenso corredor, enfeitado por quadros nas paredes.
- Entrem, jovens, por favor. - Sua voz era grave. Pediram licença e adentraram o local, logo o cheiro de café invadiu as narinas dos três. Guilherme ofereceu para todos, mas apenas Bruno aceitou. Pegou uma xícara e pôs café para ele e para si. Sentou em sua poltrona atrás daquela imensa mesa que estava uma desordem de papéis. Camila, Ellione e Bruno se sentaram em umas cadeiras almofadadas que estavam do lado contrário do delegado, à sua frente, melhor dizendo, sendo separados apenas pela mesa. O senhor deu um pequeno gole no café, limpou a garganta e se pôs a falar.
- Muito bem, vejamos. - Ajustou o óculos no rosto e pegou uns papeis, observou-os. - Oh, me perdoem, eu me chamo Guilherme, como a minha secretária disse na porta, mas seria uma falta de educação não cumprimentá-los descentemente. - Disse estendendo a mão para cumprimentar a todos. Todos a apertaram.
- Somos Camila, Ellione e Bruno. - Camila disse, apontando para cada um. - Sou a conselheira que está acompanhando o caso, já que o mesmo não necessita de detetive, pois temos provas o suficiente. - O senhor escutou-a, atentamente, assentindo a cada palavra que era pronunciada da bela mulher.
- Bem, voltando.. Agressão contra o menor, certo? Que ser repugnante que cometeu tal crime. - Disse quase num sussurro a última frase.
- Realmente, senhor. Viemos até aqui denunciar a pessoa que cometeu esse crime. - Disse Camila.
- E quem seria?
- Fran Walter Midnight e Márcio Midnight. - O respondeu enquanto conferia no papel os nomes.
- Senhores meia-noite.. - Brincou o senhor, enquanto ria um pouco. Riram de leve também. Pegou uma caneta e começou a anotar algumas coisas no papel que pegara anteriormente. - Me desculpe, quem foi o agredido?
- E-Eu. - Disse Ellione levantando levemente a mão.
- Oh, eu sinto muito. Seus pais são monstros energúmenos.
- Eles são possuídos...? - A garota perguntou, lembrando da definição que o dicionário dara dessa palavra. O senhor riu um pouco.
- Também. Mas há outras definições para esse substantivo. - Ellione arqueou as sobrancelhas, indicando que havia entendido.
  Ficaram mais de uma hora, explicando tudo que havia ocorrido na vida da garota, dando todas as provas suficientes, ela até mesmo levantou a sua camisa nas costas para mostrar-lhes algumas cicatrizes feitas pela progenitora "possuída".
                                                                 ***
  Assim que terminaram, saíram os quatro da sala. Foram até a recepção e viram Rafael, Leonardo e Iago sentados, conversando. Quando avistaram eles, se levantaram e foram em sua direção. Iago deu um abraço na menina, que assustada, não retribuiu. Desfizeram o abraço.
- Como foi? - Iago perguntou, olhando para os três que estavam esperando o Sr.Guilherme, Rafael e Leonardo terminarem de assinar papéis.
- Iremos agora para a melhor parte. Na casa da Ellione colocar finalmente esses monstros na jaula. - Sorriu Bruno, vitorioso. Iago suspirou aliviado.
  Os três voltaram até os outros quatro.
- Leonardo e Rafael são os policiais responsáveis pelo caso 73, e você, Camila, como me disse no meu escritório, é a conselheira. - A mesma assentiu. - Só perguntamos se estava realmente dentro do caso para termos certeza, e sim, está. Eduardo é o advogado. O caso está com todos os elementos, precisamos agora botar em prática o motivo de estarmos aqui.
  Novamente se separaram nos mesmos dois carros, mas agora, Bruno estava no carro de Eduardo, enquanto Sr.Guilherme na viatura, queria acompanhar os policiais. Chegaram no endereço citado no papel, estacionaram um atrás do outro na porta da enorme casa. Ellione mais uma vez estava nervosa, mas agora foi surpreendida por um abraço de lado, vindo de Iago (novamente). As autoridades bateram à porta, e quando aberta, revelando a causadora do inferno na vida de Ellione. Senhor Guilherme pigarreou.
- Boa tarde, senhora. Somos as autoridades, e eu, o delegado Guilherme - Estendeu a mão para cumprimentá-la, a mesma o cumprimentou. Guilherme tirou do bolso de seu terno uma carteirinha no formato de um livrinho, com a capa de couro preto, abrindo-a e revelando uma insígnia de outro reluzente, parecendo ser a mais importante das inúmeras que existiam. Os policiais fizeram a mesma coisa, revelando insígnias azuis com detalhes dourados, eram importantes também. A mulher ficou boquiaberta. - Gostaria de dar a notícia de que a senhora está presa em nome da lei, por lesão corporal.
- Espera, o que? - Estava incrédula.
- A senhora será presa. Lhe denunciaram por ter agredido físicamente a garota Ellione Mendes Midnight. E as agressões acarretaram à menina ter problemas psicológicos. - Olhou para trás e chamou Bruno.
- Boa tarde, senhora. Meu nome é Bruno Wang, sou o psicólogo escolar do Colégio Shiro Ikimoto. - Fez uma reverência. - Hoje mais cedo, constatei à direção sobre o ocorrido. Sentiram muito sobre a menina e a liberaram para fazer tal ato, como por exemplo te denunciar.
- Como assim..? Então quer dizer que ELA me denunciou? - Perguntou ainda incrédula.
- Exato. Com o auxílio de uma conselheira. - A mesma se aproximou e cumprimentou Fran.
- Sou Camila, conselheira do caso, denominado como caso 73.
- Temos também um advogado. - Eduardo se aproximou.
- Boa tarde, senhora Fran. Sou Eduardo. - Cumprimentou-a.
- Bom, sem mais delongas, prendam a mulher. - Falou o Guilherme, olhando firmemente para os dois policiais, que assim fizeram. Fran não disse nada. Só ficou estática, refletindo sobre tudo o que estava acontecendo. Márcio, o pai, não fora denunciado e nem preso. O mesmo não cometeu esses crimes com a garota, teve uma séria conversa com Guilherme, e lá explicou à ele o seu papel nessa história. Desprezava a garota por medo de Fran, a mesma o ameaçava constantemente. Ele sempre amou a filha, ams a mesma, traumatizada demais não enxergou isso. Disse mais, que mais tarde conversaria com Ellione.
  E assim termina mais um dia, O dia, na verdade. Fran sendo levada na viatura, indo direto para a delegacia, resolver mais alguns assuntos por lá. O pai de Ellione convidou Eduardo, Bruno, Camila e Iago - Guilherme e os dois policiais foram até a delegacia também - para fazerem uma mini comemoração, já que, de agora em diante, todos os moradores daquela casa viveriam em paz.



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