História Flowers to you - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Chanyeol, D.O, Kai
Tags Chansoo, Jogin, Kai, Kaisoo, Kyungsoo, Romance
Visualizações 46
Palavras 1.388
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá! É a primeira vez que escrevo algo desse tamanho e estou bastante feliz com o resultado. Não quero falar muito aqui nas notas pra não dar nenhum spoiler então... nos vemos nas notas finais.
Espero que gostem 💕

Capítulo 1 - Roses - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Flowers to you - Capítulo 1 - Roses - Capítulo Único

Quando as coisas dão errado é bem provável que, se você observar com atenção, achará o ponto chave que desencadeou tudo isso. No meu caso, talvez tenha sido o fato de eu me aproximar do baixinho com olhos grandes e redondos e cabelo curtinho que vivia sempre num canto com seu livro em mãos e fones nos ouvidos. Não era incomum vê-lo com um de seus amigos, a única pessoa que andava consigo – o que não o impedia de ignorá-lo solenemente. Soube meses mais tarde que o nome do tagarela que vivia na cola do baixinho era Byun Baek Hyun e que ele era mais velho que nós dois. Byun me foi de grande ajuda, me auxiliou nas minhas tentativas de me aproximar do garoto ao qual descobri se chamar Do Kyung Soo, ou simplesmente D.O.

Soo era um tanto quieto e difícil de se conquistar a confiança. De início, ele raramente me dava bola, mas com muita insistência consegui lhe arrancar, ao menos, um sorriso ou dois.

Nossa proximidade foi crescendo e, quando menos esperava, já éramos amigos. D.O me tinha como único companheiro ao qual ele suportava ouvir falando ao pé do ouvido – mesmo que, por vezes, ignorasse a mim também.

 

X

 

A maior burrada da minha vida foi, com toda a certeza, apresentar Kyung a um de meus amigos. Na verdade, o amigo nem era meu, mas de Byun. Minha insistência para que Soo o conhecesse vinha da leve queda que Baek parecia ter pelo rapaz, assim poderíamos tirar sarro do nosso hyung juntos.

E assim foi feito, chamei Do para um café com o pretexto de lhe mostrar algo, afinal, se lhe contasse que esse algo era um alguém ele certamente recusaria o convite. Ao chegar lá, Kyung sorria de leve, mas logo fechou a cara ao ver o Park ao meu lado. Caminhou a passos hesitantes e se sentou à minha frente, fazendo cara de poucos amigos – coisa que ele realmente tinha.

A cara feia de Do não impediu meu amigo de lhe dizer um animado “Oi! Sou Park Chan Yeol!” ao qual foi retribuído com um murmúrio baixo e ininteligível ao qual eu traduzi como sendo “Prazer, Do Kyung Soo”. Mesmo que a parte do prazer tenha sido invenção minha.

A conversa fluiu com dificuldade no começo, mas logo Soo se soltou e até se deixou sorrir, admitindo mais tarde que o Park “até que era legal”.

 

X

 

D.O e Channie – que era como Kyung o chamava agora – ficaram cada vez mais unidos, tornando-se amigos mais rápido do que imaginei. Melhores amigos, ouso dizer. Admito que senti certa inveja... ciúme, talvez.

Soo sempre chamava o Park para sua casa e passavam a tarde jogando, rindo e conversando. Não era incomum também que o mais alto da dupla convidasse o Do para os ensaios de sua banda de garagem recém montada – aos quais o pequeno ia com gosto.

Uma parte de mim ficava feliz por eles terem se entendido tão rápido enquanto a outra sentia falta de quando éramos só eu, Soo e Byun – esse último dizendo-me que tudo isso não passava de dor de cotovelo de um garoto rejeitado pelo seu “senpai”. Eu apenas revirava os olhos e resmungava, mas no fundo até eu sabia que ele estava certo.

 

X

 

O ensino médio se foi com uma rapidez assustadora e logo já estávamos na faculdade. Byun cursava teatro e pulava de um relacionamento para outro, matando de inveja os idiotas que o odiavam apenas por sempre namorar as garotas mais bonitas da escola.

Channie e sua banda de garagem seguiam firmes e fortes, mesmo que o garoto, por vezes, desse uma parada no rock para tocar em bares com Kyung Soo. Falando nele, D.O estava fazendo um curso de culinária, coisa que o agradava, mas que ele sabia que não era seu futuro. Não era surpresa saber que o mais baixo havia faltado a aula para fazer algum teste numa empresa qualquer do ramo artístico. O garoto sonhava em cantar para milhares de pessoas e fazia questão de deixar isso claro para quem quisesse ouvi-lo. O talento do pequeno era evidente.

Comigo a coisa era diferente. Mesmo que a minha paixão pela arte gritasse dentro de mim, a vontade de agradar meus pais falava mais alto e eu acabei por cursar Direito – o que não me impedia de dar um pulinho nas aulas de balé nas horas vagas. Enquanto isso, ainda havia meu trabalho que ajudava meus pais a pagar as contas em casa, mas que me impedia de ter um pouquinho de lazer que fosse.

 

X

 

Recordo-me bem do dia em que Soo me ligou com um sorriso que era perceptível até por telefone. Sua voz era animada e ele falava sem parar, coisa que não era muito de fazer. O mais baixo me disse para ir até sua casa, que queria me contar algo muito legal e que havia chamado Byun também.

Chegando lá, fui guiado às pressas até o quarto de Kyung, que se sentou na cama com um sorriso de orelha a orelha.

– O Channie hyung... ele me pediu em namoro!

Seu sorriso era a coisa mais linda enquanto ele mostrava o anel de compromisso, mas dessa vez ele me fazia sentir um leve aperto no peito que foi encoberto por um sorriso falso. Baek – que sabia de tudo já que o mesmo havia aconselhado o Park a confessar seus sentimentos aos quais ele já desconfiava serem recíprocos – o parabenizou mil e uma vezes, sorrindo largo e batendo palminhas por seu novo casal favorito.

Quando o assunto “Kyung está namorando” se foi, um ainda pior acabou surgindo: Por que Jogin ainda está solteiro? Aquilo foi o fim para mim, minha vontade era que um meteoro tão grande quanto o que extinguiu os dinossauros caísse bem na minha cabeça ou que um buraco até o outro lado do mundo se abrisse embaixo de mim. Como eu ia dizer para eles que eu não namorava porque a única pessoa pela qual eu me apaixonei durante toda a minha vida acabara de me contar que estava se relacionando com um outro alguém?

Trágico, para dizer o mínimo.

 

X

 

Era o aniversário de um dos nossos amigos em comum. Sehun. O dito cujo decidiu fazer uma festa enorme e convidou todo mundo, o que resultou num fim de festa cheio de gente bêbada e se pegando – exceto pelo Kim aqui, que estava sóbrio e sentado no sofá sozinho, cantando mentalmente a música da Alessia Cara.

Depois de mais alguns goles de refrigerante, uma súbita crise de tosse me abateu junto com uma enorme vontade de vomitar. Era estranho, afinal, eu nem havia bebido nada alcóolico. Corri para o banheiro e tossi até a garganta arder, vendo algumas pétalas serem cuspidas na privada.

E assim começou o meu inferno.

 

X

 

Eu andava cada vez mais recluso, não fazia nada além de estudar e trabalhar. Nem a dança eu tinha mais já que meu pai havia descoberto do balé e me xingado de tudo possível, dizendo que isso era “coisa de menininha” e que o filho dele deveria “ser macho”, seja lá o que isso signifique.

Imagina se ele soubesse...

 

X

 

Numa tarde meio sem graça com o céu tão cinza quanto os meus dias, senti algo arranhar a garganta e um gosto ruim na boca. Senti até certa dor de cabeça por conta do quanto tossi, mas finalmente consegui expulsar o que me incomodava. Uma rosa.

Era tão irônico. Tão irônico!

Rosas eram as flores favoritas de D.O. Uma vez eu lhe disse que até fazia sentido, afinal, Soo era bonito e perigoso, difícil de alcançar e capaz de machucar. Soo era como uma rosa.

 

X

 

Deitado em minha cama eu olhava para o teto, sentindo o ar ficando cada vez mais difícil de armazenar nos pulmões. A tosse incessante era incômoda e meus olhos lacrimejavam com a dor que eu sentia.

Eu sei que eu poderia apenas ter tirado cada uma dessas flores malditas, mas algo me impedia de fazê-lo. Talvez porque elas não me pertencessem, mas sim a ele.

Aos poucos eu sentia a cabeça latejar e as coisas girarem, um aperto no peito e algo impedir a passagem de oxigênio até meus pulmões.

O meu fim chegou e todas essas flores não são para mim, mas para você, Kyung Soo.


Notas Finais


E aí, pessoas e unicórnios e lhamas (?)!
Essa fanfic veio da vontade de ler algo com Hanahaki Byou e da dificuldade de achar algo assim. A verdade é que ela seria escrita com outro shipper, mas acabei reconhecendo que ficaria melhor assim e resolvi me desafiar a escrever uma com o EXO, especialmente com esses dois shippers que eu tanto amo.
Foi realmente difícil para mim escrever algo com esse número de palavras já que eu, normalmente, não passo das 700. Gostei de escrever isso e espero que tenham gostado do que leram também.
Nos vemos nas minhas próximas fics.
Bye 💕
~ @honeyosam

Twitter: BeeJoohoney


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