História Flox e o Desafio dos Blocos - Capítulo 10


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Capítulo especial nesse feriado lindo!
Esse é bem curtinho, mas prometo compensar no próximo kkkkkk
Boa leitura <3

Capítulo 10 - O Bloco Dois


Eles esperavam pelo trem das 15 horas que partiria da Siriólia para a Gunfa. Sve estava animado e Eliss não via a hora de sair do bloco Um. O trem chegaria a qualquer minuto, o pó azul estava em suas mãos, apenas esperando pelo momento. Todos dos outros blocos estavam por perto, aquele era um trem especial para os agora vinte e dois selecionados. Assim que avistou o trem vindo ao longe, Rian fez o que estava pensando em fazer desde que chegaram ali.

— Se precisar de alguém para segurar sua mão a qualquer momento, saiba que estou aqui. — Ele disse para Erina perto o suficiente para que ela sentisse o ar quente de sua respiração fazer cócegas em sua orelha.

— Eu vou me lembrar disso. — Respondeu e ele abriu um sorriso afetado.

Assim que o trem começou a passar, ela pôde ouvir as vozes ao redor, do já conhecido feitiço Tremilar. As pessoas sumiam, deixando para trás apenas uma fumaça colorida. Sve foi o primeiro e Erina logo em seguida.

O interior parecia mais fino dessa vez, com certeza. Talvez pela quantidade de pessoas que andavam pelo corredor naquele momento. Diferente da outra vez, eles não entraram direto em uma cabine, ela foi parar no meio do corredor. Talvez esse seja o momento de escolher ficar onde quiser ficar.

— Ei Erina! Aqui! — Soria gritava ao fim do corredor, seus braços acima de sua cabeça, era quase impossível não vê-la, ela os balançava de um lado para o outro. Erina andou com certa dificuldade até ela, desviando de algumas pessoas que abriam portas de cabines, saíam e entravam e não paravam quietas. Soria estava parada ao lado de Izel, o garoto da Gunfa que ficou duas vezes em primeiro lugar e era o favorito em Equala.

— Oi! — Erina disse assim que se aproximou o suficiente para ela ouvir.

— Aqui. — Ela colocou a mão de Izel e Erina juntas. — Sirville está em uma cabine lá no fundo, eu encontro vocês daqui a pouco.

E saiu, passando  entre todas aquelas pessoas. Erina quis perguntar para onde ela estava indo, mas ela já estava longe demais para ouvir, então olhou para Izel e em seguida para as mãos, pensava em solta-la, mas ele a segurava forte.

— Vamos por aqui.

Erina foi logo atrás dele, seguindo cada passo que ele dava. Ela olhava para o lado, tentando encontrar alguém de Evolírio, mas parecia até que eles tinham se escondido. Será que ela disse o feitiço certo? Será que eles disseram o feitiço certo? E se nenhum deles entrou depois dela? Não devia ser tão difícil encontra-los, era apenas vinte e duas pessoas andando pelos corredores. Talvez eles entraram em uma cabine e ela simplesmente não os viu

Eles chegaram a uma cabine no fim do corredor, do outro lado. Sirville estava lá dentro comendo e sorrindo para Rian. Ainda bem, não sou a única Evolírio. Mas assim que Izel abriu a porta da cabine, ela viu os olhos de Rian abaixar-se para as mãos entrelaçadas com as de Izel. Engoliu em seco e as soltou imediatamente.

Sentou ao lado de Sirville.

— Está uma loucura lá fora. — Ela disse apenas porque achou que devia dizer alguma coisa, não queria um clima estranho ali.

Izel sentou-se na ponta do sofá e encostou a cabeça no vidro da porta.

Sirville a cutucava e tentava contar piadas, mas não surtia nenhum efeito nos garotos que estavam na frente. De vez em quando ela ria apenas para mais uma vez aliviar a tensão.

Soria abriu a porta com um largo sorriso no rosto.

— Olha só quem eu trouxe! — Ela empurrou Castin para dentro. Ele olhou para cada rosto e em seguida sentou no meio dos garotos do sofá na frente do dela. — Veja que maravilha! Temos um de cada bloco nesse pequeno bloco do trem. E claro, dois Evolírio.

Soria era a única que conseguia animar o local, ela conversava com todos os rapazes, mas Erina não conseguia ser tão espontânea e comunicativa. Se aproximou de Soria e perguntou baixinho.

— Por que trouxe o Rian? — Erina não sabia se eles eram amigos ou algo, na verdade até quinze minutos atrás, ela mal sabia que eles já tinham se falado.

— Porque ele estava procurando por você, boba.

— Vamos igualar a situação um pouco. — Izel fez seus olhos caírem nele. — Troque de lugar comigo Soria, assim estaremos quites.

— Se você quer. — Ela levantou e Izel sentou ao lado de Erina.

Ela respirou fundo enquanto passava os olhos pela cabine. Rian conversava com Sirville, parecia não se importar com o que acontecia ao redor. Castin olhava para o lado de fora e Soria arregalou os olhos alegres ao cutuca-lo e comentar alguma coisa sobre a prova.

— Ei, você. — Izel disse ao lado e quando virou o rosto para ele, a encarava de perto o suficiente para sentir o cheiro de seu cabelo.

— Ei, você. — Ela respondeu nervosa, tentando quebrar o clima.

— Como está?

— Bem, na verdade. E você?

— Pensando em como você roubou o meu primeiro lugar.

Erina sorriu.

— Se não tivesse sido eu, outra pessoa nessa cabine teria conseguido.

— Tem razão, então estou feliz que tenha sido você. O primeiro lugar se torna uma ameaça para as pessoas, talvez seja por isso que todos evitam falar comigo. Sua amiga Soria foi a única que falou abertamente, sem ficar perguntando várias coisas apenas para juntar informações.

— Eles fazem mesmo isso?

— Principalmente no meu bloco. Sabe, estamos em uma competição e os medos e limites são exatamente o que todos querem descobrir. Mesmo as pessoas do seu bloco, vocês podem estar lutando pelo mesmo objetivo, mas isso ainda é uma competição. Mas nos damos bem, até o limite que podemos, claro.

— E qual o seu limite?

— Revele o seu e então eu revelo o meu. — Erina balançou a cabeça, concordando. — Eu soube que vamos ficar na Mohous, a casa que fica perto da maior montanha dos cinco blocos e de Equala. Algo me diz que teremos que escalar bastante. O lado bom é que já estou acostumado com isso.

— Isso é injusto. — Falou lembrando que a única coisa que conseguiu escalar foi um muro perto de casa e ainda assim quase quebrou o braço quando caiu.

— Cada bloco apresenta uma vantagem para seus participantes e a desvantagem é perder e é aí que está a verdadeira injustiça.

 

Mohous era uma casa tão grande como a de Siriólia, mas não tinha jardins ou chafarizes ou árvores. Era rodeada por montanhas e caminhos de pedra. Assim que entraram no salão, um ambiente quente, rodeado de escadas que davam para lugares escuros. Nunca tinha entrado em um lugar como aquele. O céu estava escurecendo quando subiram para os quartos, cada grupo seguiu por escadas diferentes. Quando entraram no quarto, ele também era escuro, com uma vista para as grandes montanhas de pedra.

Mais tarde eles foram levados para o programa de TV, Ottis já estava lá, sorrindo para a plateia de Gunfa que pareciam extasiados. Dessa vez, eles não ficaram dentro de um salão assistindo aos outros pela TV. A partir do segundo bloco sentariam junto com a plateia, onde a câmera podia filmar suas reações sobre os outros participantes e responderiam as perguntas de casa em seus lugares. Erina foi a primeira a ser chamada. Ela caminhou até Ottis enquanto as pessoas batiam palmas atrás dela.

— Eu posso imaginar que você estava esperando ansiosamente por esse momento. Do último ao primeiro lugar, Erina Flox do Evolírio. Essa menina é um perigo! — Ele falava alto para a plateia, em seguida apontou para seu lado, uma poltrona exatamente como a sua, e ela sentou. — Como se sente?

— Ainda ansiosa. Você pode dizer mais uma vez? Eu esperei por esse momento por dez horas.

— Erina Flox do último ao primeiro lugar! — A plateia aplaudiu com mais força e ela sorriu como se aquilo fosse normal. Ela precisava começar a se comportar naturalmente na frente das câmeras.

— Eu fiquei em último lugar de propósito apenas para ouvir isso.

— Eu só tenho uma coisa a dizer, guardem o nome Flox, ela é um perigo! Nós selecionamos os melhores momentos da prova, vamos ver como você se saiu? — O telão atrás deles ficou preto. Todos ouviram o sinal que dava início e quando todos saíram correndo ela continuou parada. — O que estava fazendo aqui? Rezando?

— Definitivamente. — Ela respondeu piscando um olho para a plateia e arrancando-lhe uma gargalhada.

E então ela correu para a esquerda. A imagem cortou para o momento que ela notou a presença das criaturinhas verdes, que agora ela sabe que são Neofus. E então a árvore a balançava de um lado para o outro e o momento que ela a soltou no chão depois que fez o feitiço, os Neofus correndo para ela e o feitiço Solitte que os fez deitar e parecer criaturas bobas.

Seus pés tocaram a água e as criaturas sem rosto, os Aquarimon corriam na sua direção, tão rápidos que ela mal podia vê-los. Erina ouviu suspiros espantados na plateia, todos assistiam atentos, até mesmo os participantes do desafio pareciam chocados. “Atelai Nuorus!” Ouviu a si mesma gritando e quando olhou para a tela, já estava com o pergaminho na mão e uma fumaça azul caiu sobre ela e tudo ficou preto novamente.

Mais aplausos e Ottis voltou a falar.

— Essa prova foi realmente de tirar o ar. Pudemos ver a capacidade de todos para lembrar feitiços e sair de situações realmente difíceis. Agora nos diga, o que tinha no seu pergaminho?

— Apenas palavras de congratulações.

— Essa foi Erina Flox, a última escolhida do último bloco. Parabéns pelo primeiro lugar. Agora eu chamo ao palco, mais uma vez em segundo lugar, Siriólia, Castin Evirus!

Erina levantou e caminhou de volta para seu lugar ao lado da cadeira vazia que pertencia a Castin. Ele caminhava para o palco e quando passou por ela, seus olhos estavam concentrados e focados em qualquer coisa atrás.

 

Eles tinham acabado de chegar e todos estavam subindo escadas para seus quartos enquanto reclamavam das dores em seus corpos pela corrida e viagem apressada. Erina Flox decidiu fazer o mesmo, mas sentiu uma mão fria segurando seu braço. Ela olhou para trás e um degrau abaixo do dela estava Castin com o mesmo olhar de antes, mas dessa vez o objetivo eram os olhos dela. Soltou seu braço assim que se encontraram.

— Aconteceu alguma coisa?

— Aquele feitiço que você usou, ele é meu. Eu o criei.

— Ele é muito bom.

— Ninguém além de mim tinha conseguido usa-lo. Não quero que o use. — Ele continuava e seus olhos transmitiam toda a frieza que ela sentia em sua atitude e voz.

— Sinto muito, foi o único que eu consegui lembrar.

— Não o use novamente. — Ele virou as costas e caminhou para a escada do outro lado. E enquanto Erina seguia para o seu quarto, ficava imaginando se algum dia seria capaz de desvendar o mistério que é Castin Evirus.

 No quarto, Eliss arrumava suas roupas e Dária observava o céu da sacada. Sve comia enquanto comentava com Rian sobre o programa de TV. Erina se sentou na cama, pensando no quanto aquele dia tinha sido cansativo, imaginando o que seus pais estariam pensando dela. Como Ermin estaria agora. Ela queria estar em casa nesse momento, assistindo o programa ir ao ar na TV e rir do desespero dos participantes do desafio ao gaguejar um feitiço. Ou queria fazer cartazes e campanhas, torcer por Ermin, porque ele deveria ter sido escolhido. Ermin era o verdadeiro Flox que devia estar ali.

— Ei Erina, quer chocolate? — Sve perguntou na cama do outro lado, a cama de Rian. Ela levantou de onde estava e sentou ao lado dele.

— Obrigada. — Respondeu ao quebrar um pedaço da barra.

— Jogue um pouco de lágrimas de bruxa em cima. — Rian indicou já passando para ela o pequeno pote de lágrima de bruxa. Era a coisa mais deliciosa que ela já tinha provado, típico da Siriólia, uma pena não ter nos outros blocos.

— Sabe o que eu trouxe também de Siriólia? Pétalas de chocolate! — Sve correu até sua cama para procurar o doce. Os olhos de Erina encontraram os de Rian, mas ele os desviou quase que imediatamente.

— Falei com Soria, ela disse que você estava me procurando no trem. Aconteceu alguma coisa que você queria me falar?

— Não, eu... eu só queria... — Ele colocou as mãos nos bolsos e olhou para baixo, Sve vinha sorridente logo atrás dele. — Só queria ficar com você durante a viagem.

— Pétalas de chocolate?

Ele jogou os pacotinhos sobre a cama espalhando-os por todos os lados. Erina quis dizer alguma coisa, mas Rian estava rindo de Sve e não faria sentido agora que o assunto morreu.

Mais tarde ela foi até Dária, ela parecia tão deprimida como antes, sua colocação não foi das melhores. Seus olhos pareciam mais fundos e escuros que antes.

— Essa competição está me matando, eu não tenho mais forças para continuar.

— Você consegue, é forte e vai enfrentar todos os seus medos, eu sei que vai.

— Obrigada por acreditar em mim, Erina.

— Nós vamos conseguir, você vai ver.

— Não diga para ninguém, mas eu estou torcendo por você.

— Oh Dária. — Ela segurou seus ombros e a puxou para um abraço. Foi quando viu Gnofredo sentado, balançando seus pezinhos no ar. — Você precisa descansar, logo o toque de recolher vai aparecer.

— Tem razão. — Ela enxugou uma lágrima e entrou.

Erina olhou para Gnofredo, ele estava sorrindo, parecia mais feliz que das últimas vezes que o viu.

— Senhorito!

— Você está invisível? Eles podem nos ouvir?

— Não, eles pensam que a senhorito está olhar as bolas brilhosas do azul escuro infinito.

— Eu não sabia se te veria novamente, fico muito feliz.

— Gnofredo se emociona assim.

— É porque você é um amigo importante.

— Gnofredo feliz, tem noticias da prova de amanhã. — Ele se aproximou lentamente dela, com olhos azuis da cor de um céu claro, e falou. — Senhorito tem que ser forte para escalar.

Erina imaginou que a prova seria assim, principalmente depois do que Izel disse na cabine do trem. Ficou conversando com ele mesmo depois do toque de recolher. Eles sentaram sozinhos no escuro, ela tentava descobrir como ele tinha chegado a Gunfa e ele sempre desconversava. Quando perguntava quem o trouxe ele disse que não pode mentir, mas pode fugir de algumas perguntas. Passou a noite toda se desculpando por não responder. Já que para os Gnomos, não responder é sinal de que eles não gostam da pessoa, que a desprezam. Erina chegou a conclusão de que Gnofredo e Gnorio estavam em Gunfa porque alguém os trouxe e ela queria muito saber quem.


Notas Finais


Sábado tem mais! <3
Eu juro solenemente não fazer nada de bom no próximo capítulo! Kkkkkkk
Brinks.


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