História Flox e o Desafio dos Blocos - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


What's up guys!
Gente, que emoção, mais de 200 favoritos!! /o/ vocês são demais! Muito obrigada mesmo.
Então aqui vai mais um capítulo escrito com muito amor e carinho.
Boa leitura <3

Capítulo 11 - A Bandeira Que Não Ficou Azul


Azzu estava com um papel na mão, enquanto olhava misteriosa para todos os selecionados. Ela começaria a explicar como vai ser a prova a qualquer momento. Hamo estava parado ao lado de Erina, balançando o corpo nervosamente. Erina observava os olhos atentos de todos os participantes e só se deu conta que Azzu tinha começado a falar quando olhou para ela.

— Estamos no bloco dois, Gunfa. O bloco com as maiores montanhas de pedra e culinária exótica. Se olharem ao redor vão conseguir ver as Cinques, conhecidas por ser as cinco montanhas gêmeas mais altas e belas dos cinco blocos e Equala. A prova de hoje exigirá força física, mental e emocional. Vocês irão se enfrentar nessas montanhas enquanto escalam. Eu vou dividi-los em grupos, cada montanha terá um participante de cada bloco, exceto três que já foram eliminados. Os três primeiros colocados vão enfrentar apenas três participantes. Eu mesma escolhi os que vão se enfrentar.

— Enfrentar? — Gonevil perguntou, ele não conseguia ficar calado.

— Claro, vocês tem que impedir que os outros cheguem primeiro que vocês. — Ela falou como se fosse óbvio, Erina olhou ao redor, em pouco tempo estaria jogando feitiços para desestabilizar três deles. — Cada um levará uma bandeira correspondente à cor de seu bloco, quando cravarem a bandeira no topo da montanha, irão automaticamente para um quarto individual. Uma tela vai mostrar cinco ou quatro bandeiras incolores, de acordo com o número de participantes do seu bloco. A cada momento que alguém do seu bloco conseguir chegar ao topo uma bandeira ganhará cor.

— Não precisamos de feitiço depois que colocar a bandeira no topo? — Alguém perguntou.

— Não, vocês vão ser mandados automaticamente, como eu disse. Os grupos são: Na montanha um ficará Erina, Evolírio; Maina, Crispir; Seve, Siriólia e Lícia, Nevaspa. Na montanha dois ficará Castin, Siriólia; Sve, Evolírio; Sirville, Nevaspa e Gizinovia, Crispir. Na montanha três ficará: Izel, Gunfa; Dorina, Siriólia; Dária, Evolírio e Gonevil, Nevaspa. Na montanha quatro ficará Welai, Siriólia; Suno, Nevaspa; Miura, Crispir; Eliss, Evolírio e Cael, Gunfa. Na montanha cinco ficará Soria, Crispir; Rouren, Siriólia; Rian, Evolírio; Velina, Nevaspa e Aros, Gunfa. Preparem-se a prova começará em alguns minutos.

Erina não sabia se tinha sido sua conversa com Gnofredo na noite passada ou ter ficado em primeiro lugar, mas de repente ela estava se sentindo bastante confiante.

Dessa vez, Azzu não demorou muito para dar início à prova, eles estavam conversando com Hamo sobre a melhor maneira de escalar quando ela chamou a atenção e cada um se posicionou na frente da montanha. Erina viu um grupo ao longe, o da terceira montanha, Izel conseguia ser reconhecido de longe. Assim que ouviu o sinal ela correu ao redor da montanha, para longe de todos os outros e começou a subir.

Sentiu um arranhão na perna e quando olhou para o lado, Seve tinha sua varinha apontada para ela. Então ele começou a subir. Erina estava logo abaixo dele, pegou a varinha e pensou em algum feitiço que o atrasasse.

— Eprivadargos! — O feitiço da lentidão. Para Seve ele está escalando em uma velocidade normal, mas na realidade ele está tão lento que é quase como se não saísse do lugar. Ilusão.

O barulho de um trovão e uma espécie de raio caiu na terceira montanha e quase a fez se desequilibrar. Seja lá qual foi esse feitiço, quem foi atingido deve ter caído.

Alguém gritou e em seguida uma das garotas lançou um feitiço e pedras caíram ao seu lado. Quando olhou para baixo, Maina estava apontando sua varinha para Erina, mas ela errou. Tinha o rosto vermelho quando repetiu o feitiço. Erina tentou desviar, mas não foi rápida o suficiente. Fechou os olhos com força enquanto caía.

Plutér. — Ela parou a menos de um metro do chão. Se segurou na montanha e olhou para cima, a essa altura, Seve já estava a toda velocidade desviando dos feitiços de Maina e a outra garota Lícia, da Nevaspa estava subindo silenciosamente do outro lado enquanto tentava não chamar atenção. — Eprivadargos. — Erina sussurrou ao lançar o feitiço nela. E voltou sua atenção para os outros dois. Escalou a montanha o mais rápido que conseguia, suas mãos doíam, seus pés doíam, mas ela precisava chegar lá.

Passou da garota da Nevaspa em pouco tempo, Seve e Maina estavam parados lançando feitiços um para o outro e desviando. Assim que Maina a viu, ela desviou de um feitiço e lançou outro contra Erina. Mas dessa vez ela foi mais rápida e mesmo estando duas vezes mais cansada, desviou. Nesse momento ela viu uma luz forte na segunda montanha, alguém tinha conseguido chegar ao topo.

— Parálytos! — Ela disse ao lançar o feitiço nela. A garota de Crispir gritou, estava logo acima de Erina, era impossível desviar. Maina ficará paralisada por pelo menos cinco minutos. O que a dava tempo de subir e talvez alcançar Seve que já estava próximo do topo da montanha. Viu mais um feixe de luz, não soube identificar de onde ele veio, mas outra pessoa tinha conseguido chegar ao topo. E ela não deixaria Seve ser o terceiro.

— Atelai... — Começou a dizer, mas logo lembrou que aquele não era um feitiço seu para usar. — Géliase.

Assim que foi atingido pelo feitiço, Seve olhou para Erina e começou a rir sem parar. Ele ria tanto que não conseguia se mover, sua gargalhada alta e dolorida para os seus ouvidos. Lícia estava se esgueirando por trás, lentamente. Outro feixe.

Mesmo rindo, Seve continuou subindo, ele quase caiu algumas vezes, estava a poucos metros dele e se tentasse um pouco mais conseguia alcança-lo. Viu quando ele tirou de seu bolso a bandeira verde da Siriólia e se apoiou no topo da montanha. Erina quis gritar, mas ele a cravou lá com tanta força que seus olhos falharam quando o feixe branco o levou.

— Ei! — Maina gritou lá embaixo. — Você me paga, Evolírio! — Ela jogou um feitiço perigoso que quase a fez cair quando as pedras se quebraram a sua frente. Erina lançou o mesmo feitiço nela e a garota a olhou com tanta raiva que sentiu que seus olhos podiam queimar.

Quando pisou no topo da montanha, Erina tirou a bandeira do bolso e viu Maina apontando sua varinha para ela, mas cravou a bandeira com tanta força ao lado da verde de Seve que quando abriu os olhos novamente já estava sozinha dentro de um pequeno cubículo branco. Apenas uma poltrona azul e uma tela mostrando cinco bandeiras. Duas delas já tinham cor, o que a garantia que ela era uma delas e que mais alguém de Evolírio já conseguiu.

A porta estava trancada, ela só conseguiria sair dali quando a prova acabasse? Viu uma bebida e biscoitos em uma bandeja ao lado da TV e sentou enquanto observava as bandeiras e pedia silenciosamente que elas ficassem azuis de uma vez.

Agora ela estava se perguntando quem era o outro que tinha conseguido. Poderia ser Eliss ou Dária. Ou Sve, ele estava na montanha mais próxima, mas a montanha de Rian era a última, ela mal conseguia vê-la de onde estava, talvez algum feixe veio de lá e ela simplesmente não conseguiu ver. Eliss estava na quarta montanha, era difícil ver qualquer coisa de lá também. E Dária estava na terceira, ela pôde ver um feixe de lá, poderia ser ela?

Queria saber a colocação. Ela tinha contado quatro feixes de luz antes de sair, mas pode ter sido mais, ela mal conseguia ver a quarta e a quinta montanha.

Erina não sabia quanto tempo tinha passado quando outra bandeira ficou azul, não fazia a menor ideia de quem pudesse ser, mas estava tão feliz. Outra veio logo em seguida. Faltava apenas uma bandeira. O tempo passava lentamente, ela olhava fixamente para a tela, estava mordiscando o biscoito quando ouviu a porta destrancar e um pequeno X vermelho sobre a última bandeira.

— Não. — Sussurrou já sabendo o que aquilo significava.

Alguém de Evolírio tinha sido eliminado e ela não fazia a menor ideia de quem poderia ser. Seu coração disparou enquanto ela repetia “Não” incontáveis vezes. Ela não queria descobrir quem era. Não queria.

Caminhou para fora do cubo, de alguma forma ela conseguia imaginar quem era, mas não queria acreditar. Ao abrir a porta, viu outro cubo, esse com cinco portas. A porta que tinha saído estava pintada com o número sete. A porta que estava ao lado tinha o número seis e Rian saiu de dentro. Assim que a viu ele não hesitou como antes, simplesmente a abraçou.

E ela o abraçou de volta, tão forte que mal conseguiu respirar, mas puxou o cheiro doce de seu pescoço enquanto deslizava as mãos por suas costas. Quando a soltou, ele tirou uma mecha do cabelo dourado que caía sobre seus olhos, aliviado por vê-la e ambos olharam para frente. Eliss estava parada na frente da porta com o número treze. Assim que olharam para a outra porta com o número quatorze enquanto ela se abria lentamente, Sve parecia curioso e preocupado. Assim que os viu ele jogou a cabeça para trás, parecia que ia chorar.

— Dária?

Erina balançou a cabeça e os dois vieram em sua direção. Ficaram abraçados por um tempo, quando não sabiam mais o que fazer, apenas sentaram no chão e ficaram encarando a porta sem número.

— Então eu acho que o número que está nas nossas portas corresponde as nossas colocações. — Eliss comentou apenas para preencher o silencio.

— Eu não estou muito no clima de colocações, a Dária foi eliminada.

— Eu sei, — Ela começou depois de um longo suspiro. — eu também estou triste por ela. Mas de um jeito ou de outro isso iria acontecer. E ainda vai acontecer com pelo menos três de nós.

— É que eu queria que nós cinco ficássemos na final. Assim eles teriam que entregar o prêmio para todos nós e não para apenas um. Assim como aconteceu no 98° desafio. Três participantes de Crispir ficaram para a final e eles entregaram a Esfera para os três simplesmente porque não fazia sentido eles competirem entre si se são do mesmo bloco.

— Seria demais! — Erina murmurou.

— Tanta gente podia ter sido eliminada, gente que não merece estar aqui. Dária era um doce, merecia mais que esses babacas da Siriólia. Acredita que aquela menina de Crispir que foi no meu grupo da montanha deu a ideia de não usarmos feitiços uns contra os outros para podermos passar mais rápido e aquele idiota da Siriólia, Evirus, simplesmente disse não. Por que negaria uma coisa dessas?

— Aconteceu algo parecido no meu grupo. — Rian começou. — Soria falou com todos para não usar magia, pois já seria cansativo subir aquilo tudo. Todos concordaram, mas o cara da Siriólia, Rouren enganou a todos e deixou Aros e Velina paralisados. Ele tentou fazer o mesmo comigo e Soria, mas consegui prendê-lo por um tempo e Soria subiu, mas assim que se desprendeu de mim, ele foi também.

— Siriólia, — Sve comentou completamente vermelho. — bastardos imbecis.

 

Eliss tinha razão. Assim que saíram do cubo, todos estavam no salão olhando uma lista no centro, com os nomes e suas colocações. Erina tinha ficado em sétimo e Rian em sexto como ela disse, assim como suas portas estavam numeradas. Castin tinha conseguido o primeiro lugar. Sve estava bufando de raiva quando viu três da Siriólia entre os cinco primeiros. Izel estava em segundo lugar seguido de Soria que ria ao lado de Sirville. Rouren estava em quarto, comprovando o que Rian disse antes, Seve em quinto, e Erina ainda tentou impedi-lo de chegar, mas não foi rápida o suficiente. Rian e Erina logo em seguida. Gonevil estava se gabando por estar entre os dez, em nono lugar. Maina tinha ficado em 16° e estava com uma carranca no rosto, parecia soltar fogo dos olhos sempre que a via. Lícia ficou logo abaixo em 18° e Sirville logo depois dela em 19°. Era estranho não ver Dária ali.

— Podemos conversar rapidinho? — Eliss segurou a mão de Erina que balançou a cabeça enquanto se deixava ser levada para o outro lado do salão. Estava mais silencioso, mas podiam ver todos conversando ao redor do telão.

— Algum problema?

— Eu queria te contar algo, mas tenho vergonha, eu não falava disso nem com minhas irmãs. E aqui eu só tenho você. — Ela sorriu nervosa, enquanto Erina colocava uma mão em seu ombro tentando acalma-la.

— Pode falar comigo sobre o que quiser.

— Eu estou apaixonada por um garoto do desafio. — Seu rosto corou enquanto ela mexia as mãos nervosas.

— É mesmo, quem?

— O Rian. Eu queria te contar também porque quero saber se você gosta dele do mesmo jeito que eu gosto.

Por um momento ela não sabia o que dizer e Eliss percebeu isso, o aperto trêmulo no canto dos lábios, estava surpresa demais e nunca imaginou que seria Rian o garoto que ela gostava.

— Não. Não, eu não gosto. Por que achou isso?

— Eu vejo o jeito que você olha para ele, ele é tão bonito. E eu sei que ele gosta de você, mas agora que você disse que não sente nada, eu sei que talvez possa ter uma chance. — Ela riu completamente fascinada.

— Ele gosta de mim? Ele disse isso pra você? — Perguntou tendo noção de que parecia curiosa demais sobre alguém que dizia não gostar desse jeito. Mas... aquilo era realmente...

— Não com essas palavras, mas ele vive falando de você e o jeito que ele te olha, eu queria que me olhasse daquele jeito. — Ela pareceu triste e sonhadora, olhou para o lado e sussurrou. — Veja, ele está olhando para você agora mesmo.

Rapidamente, Erina olhou para o lado, na mesma direção que Eliss estava olhando antes. Seus olhos encontraram os de Rian e suas mãos ficaram geladas de repente. Seu coração deu um pulo quando ele não desviou os olhos dos dela nem por um segundo.

— Viu? Ele gosta de você. Me ajuda a ficar com ele!

— Eu... eu não sei o que fazer.

— Como conseguiu faze-lo gostar de você?

— Eu não fiz nada.

— Eu tenho que ficar mais parecida com você.

— Não, você tem que ser você mesma. — Ela segurou sua mão com carinho. — É dessa que ele tem que gostar, não... de mim.

 

Mais tarde Erina encontrou Soria do lado de fora, sentada em uma das pedras próxima a uma montanha. Ela jogava pedras pequeninas em um lago e assistia as ondas que se formavam quando elas afundavam. Sentou-se ao seu lado na grama verde, era uma noite iluminada, podia ver o reflexo da lua cheia na água.

— É uma pena que sua amiga foi eliminada, ela parecia ser legal.

— Você teria gostado dela.

— Talvez um dia, quem sabe. — Ela jogou outra pedra na água.

— O que estava fazendo aqui sozinha?

— Pensando. Se eu ganhar, o que eu vou fazer? E se eu não ganhar? Você já pensou nisso? Mesmo que não ganhemos as pessoas esperam coisas grandes de nós, somos os escolhidos de Damiwon. O meu vizinho ficou em segundo lugar há três anos e agora ele vive em Equala e trabalha no banco de magia, todos o veem como um exemplo a ser seguido. Meu irmão quer que eu vença para que ele possa trabalhar protegendo a Esfera aonde quer que ela vá. Ele quer ser um Vigilante.

— E você, o que quer?

— Quero lutar. Eu sou boa nisso, já quebrei o braço de um garoto que tentou passar a mão em mim na escola. Fiquei de castigo, proibida de fazer magia por três meses. Os três maiores meses da minha vida, mas valeu a pena cada segundo só por vê-lo com o braço enfaixado. — Erina riu baixinho. — E talvez esse seja o motivo de eu ter me dado bem nessa prova. Eu sou forte, quero fazer algo que exija a minha força.

— Você vai conseguir. Mesmo que não vença esse desafio, você vai mostrar a todos o quanto é forte e seu irmão vai ser o melhor vigilante de todos os tempos.

— Ah, mas ele é um idiota!

— Então ele não vai?

— Você é uma graça. — Ela disse depois de uma gargalhada. — O que aconteceu entre você e o Izel? Eu vi vocês dois agarradinhos no trem e até andaram de mãos dadas.

— Você colocou a mão dele na minha e tinham seis pessoas dentro daquela cabine, você também estava bem próxima do Castin.

— Apostei com ele que ganharia dele nessa prova, mas perdi. Por pouco.

— Era isso que vocês falavam no trem?

— Estava prestando atenção na gente é?

— Não, apenas vi o jeito que conversavam, pareciam íntimos. — Levantou uma sobrancelha e jogou uma pedra, ela bateu na água três vezes antes de afundar.

— O que? Ah, não! Não, quer dizer, ele é legal e tudo, mas não é dele que eu gosto.

— Não é dele? Existe alguém?

— Não. Por acaso está interessada no Castin?

— Não, eu não. Foi você que foi falando. — Erina balançou a cabeça procurando por outra pedra e desejando mudar de assunto.

— Tudo bem, pode negar. Ou faz como ele e pergunta discretamente.

— Como?

— Ah, então está interessada. — Ela riu e Erina a empurrou até ela cair da pedra e bater a bunda no chão. A garota da varinha vermelha começou a gargalhar alto.

— Não estou! Você que continua falando.

— Tudo bem, então eu não vou mais te contar que ele pergunta sobre você.

— Ele pergunta sobre mim?

— Ele disfarça, mas pergunta. Por exemplo, quando estamos conversando e ele quer falar de você, ele nunca diz o seu nome, ele fala Evolírio de um modo geral, então a conversa passa a ser você, não diretamente é claro. Antes quando eu não entendia o que isso significava, ele falava “as suas amigas do desafio”, porque ele sabe que você é a minha única amiga do desafio.

— Você tá brincando comigo, não é?

Ela riu jogando a cabeça para trás.

— Você nunca vai saber.

Erina revirou os olhos e a empurrou mais uma vez enquanto ela ria sem parar.

Sirville correu naquela direção com o vento bagunçando seus cabelos loiros e os olhos âmbar preocupados, e caiu ao lado delas, segurava um jornal e respirava pesadamente.

— Fu... Fu... Os fu-fu... Lê aí! — Ele não conseguia falar, então apenas balançou o jornal no alto e apontou para elas. Soria o pegou rapidamente e leu em voz alta.

— Fugitivos de Habena foram vistos esta tarde na ponte para Gunfa. Os irmãos Surei e Cluzio Doreo foram vistos por duas testemunhas que denunciaram para a Torre dos Guardiões de Gunfa por volta das 18 horas. Segundo as testemunhas, eles carregavam o que parecia ser um corpo. A Torre da Fênix de Equala já foi alertada e segundo fontes de confiança os Guardiões da Varinha estão vindo para Gunfa imediatamente enquanto o Senhor Sairus Lacoste protege aqueles que são seus possíveis alvos, os selecionados para o Desafio dos Blocos.

— Eu... eu queria acreditar que eles tinham virado para o vulcão Silafai, tentar uma chance de viver livres, mas está na cara que nós somos o objetivo. — Sirville apontou, falava mais alto que o normal e ainda parecia sem ar.

— Eles vão ressuscitar Sirun e talvez até Maldox de alguma forma.

— E os outros?

— Eu não sei, só tem notícias sobre os irmãos.

De repente ela se lembrou do que ouviu na outra noite na floresta da Siriólia. Aquele homem, Facea discutindo com Lenore Gover, ele queria matar todos os selecionados, mas ela os segurou. Eles estavam recebendo ordens de alguém e de alguma maneira essa pessoa não os quer mortos pelo menos até o fim do desafio. Se pelo menos o Sr. Lacoste tivesse acreditado nela.

— Eles não querem nos matar. — Erina disse para tranquiliza-los.

— Como você sabe?

— Se quisessem já estaríamos mortos. Eles são dois contra vinte e um, nunca vão conseguir. Morrerão antes de tentar entrar pelos nossos portões.

Eles não vão fazer nada, estão aqui apenas para assustar.

— Eles querem a Esfera. — Soria disse baixinho. — Mas a Esfera não está aqui, está em Equala, em um lugar que eles nunca vão descobrir. Eles querem a magia da Esfera para Sirun para que ele seja o feiticeiro mais poderoso de todos os tempos.

É claro, por isso vão esperar até o final do desafio. A Esfera estará exposta na última prova, como em todas as outras. Esse vai ser o momento que eles vão atacar?


Notas Finais


Esses fugitivos não estão de brincadeira, e eles tem um "líder". 'O'
Hummm... 21 selecionados, o número tá caindo cada vez mais e no próximo capítulo vai sair mais um /o/

Obrigada por ler e não esqueça de deixar seu comentário. Está gostando? Não? O que não está gostando?
Vou tentar o máximo possível! #AdeusDaria <3


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