História Flox - Capítulo 18


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Boa leitura <3

Capítulo 18 - O Bloco Quatro


Era um chuvisco fraco que caía sobre a neve branca do lado de fora, ao redor da casa da Nevaspa havia um rio fino e uniforme, mas infelizmente congelado. Fez Erina sentir saudade das grandes florestas de Evolírio e suas lendas estranhas. O cheiro do mato, o barulho dos pássaros no fim da tarde, o vento fresco durante a noite e um calor reconfortante. Mais tarde, eles estavam numa grande plateia, nas primeiras filas, olhando curiosamente para o grupo que subia.

Siriólia subiu e sentou ao lado de Ottis, os quatro confiantes como de costume, mas de alguma forma pareciam mais fortes quando estavam sozinhos.

Dorina tinha colocado sua máscara de boa garota com um sorriso falso nos lábios rosados, sorria de todas as piadas, as boas e as ruins, de vez em quando até se arriscava e contava uma. Rouren tinha aquela mesma expressão de vencedor, um sorriso presunçoso e os olhos verdes convencidos, gostava de seus momentos falando, ele sentia como se fosse o melhor por estar no meio deles. Seve estava ao lado, visualmente ele também era o mais fraco, tinha aquele sorriso torto e orelhas de abano, mas era alto e gostava de responder primeiro. Castin estava na outra ponta, como sempre não sorria, mas era com ele que todos pareciam querer falar, era para ele que todos queriam sorrir e olhar e era nele que eles queriam tocar.

— Não imaginava que teríamos uma prova em grupo esse ano, o Desafio está sempre nos surpreendendo. — Ottis falou assim que viram como Siriólia tinha se saído na prova. — Foram muito bem, algumas pessoas já os consideram prediletos e acham que é a melhor equipe, dizem até que o vencedor está entre vocês. O que acham disso?

— Acho que não está perguntando para as pessoas certas, Ottis. — Rouren falou com um sorriso disfarçado. — Claro que vamos dizer que Siriólia vai vencer, é isso que queremos e é isso que vemos, nós somos de longe o melhor bloco, o que tem mais selecionados e o mais forte, o que sempre fica entre os primeiros, não somos os únicos que vê assim, certo?

O grito da plateia deu a ele a resposta que ele esperava e causou certo desprezo entre os outros selecionados que ainda estavam sentados assistindo.

— Seremos o primeiro grupo de Siriólia que chega com quatro selecionados a Equala em cem anos, você verá Ottis! — Dorina se animou.

— Ah, disso eu não duvido, mas se olharmos para aquela plateia, veremos alguns rostos de selecionados que descordam do que diz, Dorina.

A menina olhou para os selecionados dos outros blocos, os olhos queimando desprezo e ira, não disse nada mais, apenas riu como se fosse outra piada.

— Algum comentário, Castin?

— Oh não, eles estão se saindo muito bem.

— Tem certeza?

— Claro. Desde que falem por eles mesmos está tudo bem.

— O que quer dizer? — Ottis se moveu na poltrona com curiosidade em seus olhos exóticos.

— Cada bloco tem cinco chances de vencer esse desafio, e mesmo que estejamos em grupo, competimos de maneira individual, então não importa se vamos chegar a Equala com um, dois ou todos os selecionados do bloco, se você vencer, isso não fará nenhuma diferença no final. Portanto, os selecionados do meu bloco não estão falando por mim ou pelo grupo, estão falando por eles mesmos.

Pela primeira vez, Ottis pareceu não saber exatamente o que falar, então ele riu, alto e claro e apresentou Siriólia, o Bloco que ficou em primeiro lugar na prova dos grupos.

Em seguida, Soria, Miura e Gizi subiram ao palco representando Crispir, o Bloco Quatro que ficou em segundo lugar na prova dos grupos. Qualquer um podia ver que as três não se davam bem, a maneira como uma olhava para a outra deixava claro, mesmo assim Ottis falava sobre como elas tinham ido bem e como era um belo grupo. As três meninas de Crispir tinham encontrado a pedra dourada poucos minutos depois de Siriólia.

— Dez de vocês irão para Equala e Crispir vem crescendo cada vez mais nessa competição! Sinceramente? Não duvido que essas três estejam lá.

Ele diz a mesma coisa para todos, então para quem ele está mentindo? Soria sorriu educadamente assim como as outras duas, Ottis sempre dizia exatamente o que os selecionados esperavam ouvir, sempre dizia que eles estariam na final, mas será que isso é uma coisa boa de dizer quando todos os outros estão assistindo e ouvindo a mesma coisa?

— Você é apenas gentil, Ottis. — Miura sorriu, tentando conquistar a plateia e a audiência e o sorriso instantâneo que se abriu nos lábios de Soria, foi por ela ter se achado inteligente o suficiente para perceber.

— Crispir não ganha a Esfera há onze anos, acham que finalmente é a hora? Será que uma das três vai tirar a Esfera da taça da Siriólia?

— Nós estamos tentando, essas provas não são fáceis e os outros selecionados são muito bons. Mas damos o nosso melhor e Olarus nos deixará vencer. — Gizinovia sorriu gentilmente, sua voz fina e calma fazia Soria querer socar a cara dela.

— Ou podemos apenas fazer o melhor sem esperar por ninguém ou pela boa vontade de um deus. — Soria disse por último.

Depois foi o Bloco Dois, Gunfa que subiu no palco. Izel, Aros e Cael. Se o bloco de antes tinha três meninas, esse tem três meninos e Ottis ficou batendo nessa tecla por um tempo até mostrar como tinha sido a prova para eles.

— Se sou o melhor não é a toa. Sou o melhor porque as pessoas de Casmir me consideram o melhor, sou o melhor porque me esforcei para isso, porque fui bem em todas as provas, porque luto por Gunfa com minha vida. — Izel respondeu quando Ottis perguntou o que ele achava por ser considerado o melhor do desafio para Casmir.

Quando Nevaspa subiu ao palco, levou risadas de todos até o momento em que desceram. As palmas para eles foram mais altas que para qualquer outro, claro, eles estavam no Bloco Três, na plateia a maioria das pessoas são da Nevaspa e torcem por seus selecionados.

E então foi a vez de Evolírio. Erina subiu logo atrás de Rian e Eliss, tinha escolhido um vestido branco, o cabelo estava solto, preso apenas atrás da orelha, não sorria como os outros, não falou como os outros, ela apenas ficou lá e fingiu estar feliz por não ter sido eliminada.

— Eu imagino como vocês devem estar se sentindo agora, ontem eram quatro e hoje são apenas três.

— Estamos mais unidos que nunca. — Rian começou — Estamos felizes e tristes, mas não abalados. Ainda estamos nesse desafio e vamos fazer o melhor para chegar à final.

— E nós não duvidamos disso, não é mesmo? — Ottis riu para a plateia. — Vocês duas lutaram contra o eliminado, quando começaram sabiam que iam vencer?

— Não dá pra saber. — Eliss falou. — Nós apenas apontamos a varinha e eliminamos alguém do nosso próprio bloco. Não sei quanto os outros blocos e Equala, mas para mim isso não parece certo.

Ottis pigarreou e riu alto para disfarçar seu desconforto. Depois virou-se para Erina.

— E você? Quando lutou contra o eliminado sabia que...

— Sve. — Erina o interrompeu. — O nome dele é Sve.

— Sve. — Ottis não sorriu dessa vez, seus olhos exóticos desviaram-se dos castanhos esverdeados de Erina e olhou para a câmera a sua frente. — Então vamos para o intervalo, fiquem com os comentários de Nario sobre as colocações de cada selecionado e mais imagens da última prova.

Enquanto se levantavam para voltar para seus lugares na plateia, Ottis segurou a mão de Erina Flox.

— Você sabe que eu escolho o que vai ao ar nesse programa? Temos uma grande audiência menina, a maior. Sua família e todas as outras assistem a esse programa todos os dias por notícias suas, como acha que eles se sentiriam se de repente ninguém falasse sobre você?

Seu tom de voz era calmo e amigável, mas Erina percebeu a ameaça escondida.

— O número de pessoas que torcem ou não por mim não vai mudar a minha colocação nas provas. — Ela soltou-se dele e começou a se afastar.

— Tem razão, mas quanto mais alta é sua colocação para as pessoas do lado de fora, mas estimulante é o premio.

Erina se afastou de Ottis e caminhou até os outros.

— Erina, podemos conversar? — Rian segurou seu braço com delicadeza e Erina balançou a cabeça concordando, mas eles foram interrompidos por Eliss.

— Aonde vamos agora? — Ela se prendeu entre os dois e começaram a ir até o pequeno trem que os aguardava.

Quando voltaram para a casa de Nevaspa era tarde, faltava pouco tempo para o toque de recolher passar pelo céu. Soria estava ao lado de Erina perto do rio enquanto Sirville fazia desenhos irreconhecíveis na neve.

— Ah, como eu quero chegar a Crispir! Sol, praia e comida quente é tudo que eu mais desejo no momento!

— Não precisa odiar tanto Nevaspa, aqui é legal. — Sirville se aproximou.

— Para passar dois dias, mais de uma semana é tortura!

Erina resolveu impedir a discussão antes que ela continuasse.

— Você é do sol e você é da neve, se começarem a discutir sobre isso, não vão parar nunca!

— Ual você nunca nos para, está tudo bem mesmo?

Erina balançou a cabeça concordando, por mais que aquilo não fosse o que ela sentia de verdade.

— Sim, estou bem, só preciso de um tempo.

Soria e Sirville entraram na grande casa enquanto Erina atravessava o pequeno rio congelado e caminhava até a árvore, pequenas rosas de gelo cresciam ao redor dela e sentou-se ali. Ela desejou estar em Evolírio com sua família, desejou que Ermin estivesse lutando no desafio, que ele estivesse com a Nigtzen, que ele vencesse todas aquelas provas e conhecesse Gnofredo.

— Ei Fugidinha! — Ela ouviu a voz de Izel, ele vinha em sua direção com um pequeno sorriso. — Foi difícil te ver aqui, seu vestido é da cor da neve. Você está bem?

— Todo mundo está me perguntando isso, eu não pareço estar bem?

— Para ser sincero? Nem um pouco. Eu não consigo imaginar como você deve estar se sentindo agora, mas você foi muito valente. E o seu amigo, Sve, ele vai entender, apenas dê um tempo. E quer saber o que penso de tudo isso?

— Meu irmão me disse uma vez que as pessoas de Gunfa só falam bobagens, então não sei se é uma boa ideia.

— Oh, então está fazendo piadas? E sobre Gunfa! — Ele riu enquanto bagunçava a neve do chão com as mãos enluvadas, respirou fundo e olhou em seus olhos antes de começar. — Você não tem que se sentir culpada, não mais que eu. Você, eu e todos os outros eliminamos juntos todos os que já foram eliminados. Você não fez isso sozinha.

— Obrigada. — Ela sorriu para ele sentindo-se bem pela primeira vez desde que Sve disse adeus.

— Sempre que precisar, Fugidinha.

— Eu deveria te dar um apelido também.

Ele levantou quando o feixe de luz vermelho atravessou o céu e ofereceu a mão para ajuda-la.

— Eu tenho alguns que poderia te interessar. — Izel começou. — Senhor Quente ou Senhor Sonho de Consumo. Mas por hora vou te deixar pensando sobre isso, temos que arrumar nossas malas.

 

Eles estavam no trem para Crispir, Eliss e Rian sentados no banco enquanto Erina os assistia com atenção. Rian contava as grandes histórias de Evolírio, aquelas que todas as crianças do Bloco Cinco ouviam de seus pais antes de dormir. Erina nunca se cansava daquelas histórias, eram cheias de mistério e aventuras, mas chegava a se perguntar como eram as histórias contadas nos outros blocos. Se Soria estivesse ali, ela com certeza estaria contando todas que sabia, mas ela não estava e Erina tinha decidido ficar apenas com Evolírio durante a viagem para o Bloco Quatro.

Mais três provas. Precisaria vencer mais três para chegar a Evolírio, sua casa. Ainda era frustrante saber que por mais que esteja lá, não poderá ver sua família, nem ao menos ir para qualquer lugar. Principalmente agora que os Fugitivos estão perseguindo os selecionados.

Erina finalmente olhou para a janela onde viu a grande terra seca e dura de Crispir, em seguida foi tomada por um mar de areia e águas cristalinas. Ela se perguntava o tempo todo como um lugar como Crispir que não chove quase nada poderia ter as mais belas praias de toda Casmir?

Ainda era dia quando desceram do trem em movimento sobre as nuvens. Erina olhou ao redor para a casa de Crispir, estranhou não encontrar Azzu ou os instrutores e Sairus Lacoste com seus olhos negros sobre ela. Apenas a casa de Crispir. Os selecionados do bloco Quatro foram os primeiros a entrar e foram seguidos pelos outros.

— Erina! — Rian falou do outro lado, mas quase imediatamente, Eliss se prendeu em seu braço e ela deu de ombros.

— Não sabia que ficaríamos nessa casa, muitos dizem que ela é abandonada e assombrada. — Soria murmurou enquanto eles paravam no grande salão redondo. Os móveis pareciam sujos e nas paredes haviam grandes teias de aranha, apenas o sol iluminava pelas janelas de vidro, mas logo ele também sumiria.

Eles foram despertos pela conhecida voz de Azzu.

— Vocês estão em Tezária, a grande Casa dos Duendes de Crispir. Eles vivem escondidos aqui por anos e devo confessar, odeiam invasores. E vocês acabaram de invadir. Se procurarem por suas varinhas vão descobrir que elas não estão mais com vocês, os duendes roubaram e vocês precisam recupera-las o quanto antes. O que não conseguir será eliminado. Boa prova.

Erina olhou ao redor, não estava pronta para outra prova e agora não tinha sua varinha. Ouviu risadas e os duendes apareceram correndo de um lado para o outro.

— Seu ladrãozinho! — Sirville gritou enquanto corria atrás de um duende que balançava sua varinha no alto.

A Nigtzen. Não seria difícil encontra-la, era a única varinha negra, no entanto estava perdida entre os outros, feitiços eram lançados enquanto os selecionados desviavam, os duendes riam e provocavam. No andar de cima, no topo das escadas, um duende estava sentado rodando a varinha negra nas mãos, seus olhos estavam em Erina, ela sabia exatamente que aquela era a sua varinha. Erina subiu as escadas a passos largos, e o duende correu para longe. Seu pé vacilou e formou um pequeno buraco no chão, o duende pareceu mais chateado e lançou um feitiço. Erina teve que se abaixar para desviar, seu pé estava preso.

Quando conseguiu sair, seguiu o duende desviando dos cômodos jogados pelo corredor e tossindo a poeira para fora do sistema enquanto afastava as teias de aranha. Quis jogar um feitiço nela, qualquer um, mas não tinha a Nigtzen e não era uma feiticeira. Erina foi atingida por um feitiço e bateu suas costas contra a parede fria e suja. Em seguida uma cobra rastejou até ela.

— Você está brincando...

Ela correu enquanto tentava desviar das investidas perigosas da cobra, encontrou um pedaço de madeira quebrado e o puxou com força, apontou para a cobra e gritou quando o enfiou em seu pescoço. Mas quando piscou, era apenas uma onda de fumaça subindo até seus olhos. A onda virou areia e a consumia por completo, Erina de repente estava presa em um quarto coberta de areia, a garganta coçava e os olhos ardiam, ela se deixou cair para o chão em busca de ar puro, mas viu pequenas criaturinhas correndo até ela, pequenos e grandes escorpiões.

Um grito rouco escapou de sua garganta enquanto ela tentava desviar do animal venenoso, viu o duende rindo sentado em uma cadeira balançado suas perninhas no ar. Ela começou a pisoteá-los, precisava chegar até sua varinha e sair dali o mais rápido possível. Talvez fosse a tempestade de areia, mas o duende não percebeu quando Erina pulou sobre ele.

O duende abriu suas mãos e Erina de repente estava presa contra a parede. Os escorpiões tinham sumido, a tempestade tinha cessado, mas a dor no peito ainda era nítida. Ela percebeu os olhos animados do duende e soube exatamente qual era seu plano naquele momento.

Ela quer me deixar presa até a prova acabar.

Não, ela não podia ser a primeira eliminada de Crispir. No entanto o duende estava com todo seu poder e ela ainda não conseguia pensar em nada para tirá-la dali. Fechou os olhos com força e sentiu uma forte dor na perna. O duende a estava chutando.

— Ei!

— Diga adeus. Diga adeus. Diga agora! — O duende tinha uma voz feminina, e Erina percebeu que era feminina. Mas aquelas palavras fizeram um efeito maior que ela ou a duende conseguiam imaginar.

Adeus. A voz de Sve doía como uma faca atravessando seu coração. Ele nunca vai perdoá-la. A forma como disse aquilo, Erina pôde ver em seus olhos, ele não esperava reencontra-la novamente, eles não seriam mais amigos. Sve tinha dito adeus quando devia ter dito: Não para sempre.

Uma lágrima caiu de seus olhos, não podia demonstrar fraqueza, precisava pensar em um modo de sair dali. No entanto não conseguia encontrar forças para lutar.

— Por que está chorando? — Ela perguntou com um sorriso sínico. — Será que bati muito forte?

— Não, não é por isso. — Erina respondeu, mas não podia enxugar o rosto com as mãos presas na parede.

— Está me chamando de fraca na minha frente?

— Não! Eu estaria chorando por isso se não estivesse tão triste.

— Humm. O que aconteceu para ficar triste?

— Eu magoei um amigo muito querido.

— E você já pediu desculpas? Às vezes ajuda. — Erina balançou a cabeça.

A duende pareceu triste e soltou-a do feitiço que a prendia na parede, sentou-se no chão, na frente de Erina.

— Eu não tive a oportunidade.

— Humm. Ele era do desafio e foi eliminado. Humm. — Erina anuiu. — Sinto muito por você.

— Ele foi eliminado por minha culpa. — A duende pareceu pensar sobre o assunto.

— Qual o seu nome menina?

— Erina Flox. Você tem nome?

— Humm. Sou duende Kell.

Um grande barulho veio do lado de fora quando um duende passava correndo.

— O que está fazendo? — Ele gritou para Kell. — Lute contra.

— Estou na opção três! — Duende Kell gritou de volta.

— O que é a opção três?

— Eles não te contaram? Opção um: lutar e impedir que saiam com suas varinhas. Opção dois: Enganar vocês. Humm. Opção três: Conversar e permitir que saiam.

— Não nos contaram sobre isso.

— O que me deixa mais feliz, pois agora sei que o que falou veio do seu coração e não era uma simples estratégia para vencer. Humm. Por isso, Erina Flox que possui a varinha Nigtzen, eu a deixarei sair. — Ela tirou de seu bolso a varinha e entregou na mão de Erina.

— Obrigada!

— Mas antes de ir, você precisa saber que só há duas pessoas aqui contando com você, quer se desculpar dessa vez?

Erina concordou com um pequeno sorriso e segurou a mão minúscula de Kell, com um pensamento elas foram enviadas para o exato local onde estava o último selecionado. Era Suno. Ele estava sentado atrás de uma mesa virada enquanto o duende que segurava sua varinha procurava por ele do outro lado da sala. Assim que as viu, Suno se desesperou.

— Tem um atrás de você! — Gritou com a voz trêmula de medo.

— Está tudo bem, ela é minha amiga.

— Amiga? Você está louca?

— Eu vim me despedir e dizer que sinto muito, somos os dois últimos e eu vou sair agora.

— O quê? Não, eu não vou ser eliminado, vou sair antes de você.

— Sinto muito, Suno. — Ela disse e em seguida olhou para Kell.

Duende Kell fechou os olhos e as duas foram levadas para o lado de fora da casa. Assim que olhou para frente, Erina viu todos os selecionados sentados esperando ansiosamente pelo último a passar pela porta e assim que viram Erina, Rian e Eliss correram para abraça-la.

— Eu sabia que você conseguiria.

— O que esse duende feioso faz com você? — Eliss perguntou assustada.

— Eu sou uma garota!  — Kell vociferou para ela, enquanto demonstrava todo o seu desdém.

— Essa é a Kell, ela é minha amiga e passei graças a ela.


Notas Finais


Capítulo rápido e sem muitos acontecimentos, porque essa semana é a que os professores vão sair atirando pra todo lado. Provas e provas pra me matar! Kkkkkkkk[
Espero que tenham gostado do capítulo! <3
Beijoos e até!


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