História Fluxo Perfeito - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Palavras 1.153
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, pessoas! Enjoy.

Capítulo 8 - Tempo De Mudanças


Fanfic / Fanfiction Fluxo Perfeito - Capítulo 8 - Tempo De Mudanças

Ainda assimilando tudo o que tinha acabado de acontecer entre ele e Heloísa, e principalmente tentando lidar com a maneira estranha e inesperada como se sentiu durante tal situação, Guilherme resolveu ir embora daquela festa, conscientemente arcando com o risco de acabar sendo mal interpretado por Kátia, pois não quis nem mesmo esperar pelo momento em que cantariam parabéns para a aniversariante do dia, muito menos pretendia comer um pedaço do bolo, tendo em mente que inventaria alguma desculpa qualquer caso tivesse sua ausência durante os dois momentos mais cruciais de qualquer comemoração, questionadas pela vizinha. Gustavo optou por acompanhar o irmão, afinal não teria graça continuar na festa sem a companhia do caçula.

- Que desafio idiota foi aquele? - assim que adentraram a residência da família, Guilherme fez uso do seu direito de exigir algumas boas explicações acerca do inusitado desafio imposto pelo irmão mais velho. Quer dizer até o momento não conseguia entender os motivos que o fizeram envolver justamente Heloísa naquela brincadeira.

- Eu não teria feito isso se não soubesse o quanto você queria. - Gustavo retrucou despreocupadamente e Guilherme o encarou confuso, ou talvez apenas insistindo em negar a dose de verdade existente por trás das palavras ditas pelo irmão mais velho. - Não me olha assim. - Gustavo praticamente ordenou no intuito de deixar claro que não estava acreditando na expressão confusa adotada pelo rapaz, crente de que ele sabia muito bem em qual ponto aquela conversa iria chegar. - Eu percebi a maneira como você ficou olhando para ela, igual um idiota, quase babando. - recordou se e Guilherme engoliu em seco querendo descobrir se mais alguém havia notado como ficara abalado perante a presença de Heloísa. Algo que vinha acontecendo há um certo tempo, mais precisamente desde o regresso dela ao bairro, porém até o momento havia conseguido guardar tais sentimentos somente para si. 

- Talvez eu goste um pouquinho dela. - assumiu, não assumindo, pois sequer tinha idéia do que poderia ser feito a respeito dos sentimentos que começava a nutrir por Helô. - Não faz muita diferença. - ressaltou, lembrando se de que ainda era o verdadeiro dono do ódio mortal da moça em questão. - Ela me odeia. - afirmou enquanto sentava se sobre o espaçoso sofá da sala. 

- Isso é verdade! - Gustavo concordou com o fato de que Heloísa não gostava nem um pouco de Guilherme. - Confesso que fiquei surpreso por ela não ter te matado quando você a beijou. - admitiu e mesmo sem querer, Guilherme acabou rindo. Heloísa era tão chata, na verdade se realizassem uma competição no intuito de eleger o ser humano mais chato do mundo, ela ganharia o primeiro lugar com extrema vantagem sobre os demais participantes, porém já pararam para pensar na possibilidade do nosso querido lateral esquerdo, dono da camisa treze, jogador do Corinthians, justamente o maior rival do Palmeiras, time do coração da garota em questão, ter se acostumado com aquele jeito dela? Acostumado se a um ponto de ter aprendido até mesmo a gostar de ficar irritado? Oi? Muita calma nessa hora, Guilherme ainda não se sente cem por cento preparado para afirmar que está apaixonado por Heloísa, pois quando tira alguns segundos de seu tempo para pensar em todas as coisas ruins que já aconteceram entre os dois até o dia de hoje, ainda sente certa repulsa pela moça, porém inevitavelmente dentro de si, sabe que alguma coisa mudou, resta descobrir o que foi. E pode ser que estejamos a beira da situação mais improvável do mundo. 

***

- Calma, menina, vai me derrubar? - Kátia perguntou surpresa e levemente irritada no momento em que uma apressada Heloísa por muito pouco não se chocou de maneira brusca contra ela. 

- Desculpe. - a garota agora mais tranquila, retrucou. 

- Está tudo bem? - Kátia perguntou preocupada com base na estranha postura adotada pela filha. - Parece até que você viu um fantasma. - sugeriu.

- Está sim! Tudo ótimo. - Helô respondeu tentando soar convincente, torcendo muito para que a mãe não insistisse naquele assunto. 

- Então tá. - Kátia retrucou ainda desconfiada, porém não estava com tempo para lidar com os joguinhos por parte da única filha, sendo assim não deu corda a situação. 

- Quem dera eu tivesse visto um fantasma mesmo. - Heloísa disse, quando fora das vistas da mãe, em seguida respirou profundamente, caminhou em direção a uma das mesas postas para os convidados, sentou se sobre a cadeira de plástico branca, e ali ficou, quieta por fora, a ponto de explodir por dentro. Aproveitando se do cenário a sua volta, sua atual situação interna poderia ser facilmente comparada ao refrigerante colocado num copo largado perto, cada uma de suas partículas pareciam borbulhar igual. Não conseguia entender a inesperada atitude tomada por Guilherme. Em momento algum da vida imaginou que chegariam a trocar um educado "Bom dia," quanto mais um beijo! Por mais mísero e rápido que tenha sido aquele gesto conseguiu bagunçá la e muito, nunca desejou tanto quanto agora possuir um casco igual aos das tartarugas, pois assim teria onde ficar escondida sem ter de encarar aquela situação, se vendo obrigada a aceitar suas limitações de mero ser humano, escondeu o rosto entre os braços apoiados sobre a mesa. 

- Achei você. - como se já não tivesse problemas o bastante, eis que Liliana resolve surgir no ambiente. Helô levantou o rosto somente para encará la com uma expressão de poucos amigos. - Apesar de ser um idiota, eu ainda acho que o Guilherme gosta de mim. - tocou justamente no nome do único responsável por sua drástica situação. Sem condições de falar a respeito do rapaz, Heloísa voltou a esconder o rosto, enquanto apenas escutava as milhares de idéias da parte de uma empolgada Liliana. 

***

- Mas você também tem sua parcela de culpa em tudo isso. - Gustavo ressaltou, enquanto prosseguiam acerca do assunto Heloísa. Guilherme o encarou contrariado e confuso, pois até hoje sempre lhe pareceu que a culpa por não se darem bem era somente da garota. 

- Eu não posso fazer nada se ela é chata com todo mundo. - justificou se, tornando a deixar a maneira como se sentia perto dela em segundo plano. O que nos leva a lidar diretamente com outra importante questão, dependendo do rumo que a história entre os dois ganhar, será realmente possível conviver e amar alguém tão diferente de você? Na ficção, no pensamento, tal idéia parece algo surreal, romântica demais, porém senti la na pele não deve ser nada fácil, ainda mais se tratando de Guilherme Arana e Heloísa Duarte. Temos tempo para cogitar mais uma hipótese assustadora para o lado do nosso querido lateral, sempre ciente do quanto Heloísa não gostava nada dele, e sem ter a menor idéia do que ela achara daquele beijo, e se por acaso acabasse sofrendo de amor não correspondido pela irritante vizinha? Fundo do poço. 




Notas Finais


Bjokas.


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