História Clã (ABO - Gay) - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Alfa, Alpha, Bebidas, Beta, Delta, Drama, Horror, Luta, Mpreg, Ômega, Poesia, Romance, Saga, Terror, Violencia, Yaoi
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Palavras 2.152
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo-Ai, Sobrenatural, Survival, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá a todos os leitores, sei que nem demorei, mas vou colocar datas para as postagens, por exemplo, neste daqui, vou postar apenas dias 15 de todos os meses, mas neste daqui eu postei antes, sempre fica entre o dia 5 e 15, mas é certo que até o dia 15 haverá um novo capítulo. Será uma postagem por mês, ou seja, sem mais delongas, degustem deste capítulo, pois o próximo será apenas se o meu coração desejar colocar mais cedo, senão apenas dia 15 do mês que vem... Até!

Ainda preciso de coatores...

Capítulo 2 - Wolf of smell


"Me jogue aos lobos, que vou voltar liderando uma matilha!"

Ao olhar para o lado se espantou com o garoto centímetros maior que ele, na verdade, o que lhe pegou de surpresa foi o quanto ele aparentava ser um alpha forte e dominante. Deixou um sorriso debochado vagar pelos cantos da face até notar o olhar cínico que recebia daqueles olhos cinzas, que por conta do entardecer pareciam ter tom amarelo-outono, seus cabelos remexiam-se conforme as lufadas que os ventos jorravam contra eles. Pouco se importava com aquilo, queria apenas chegar nos seus aposentos, tirar sua roupa, deitar-se, relaxar e planejar a estrela que seria naquela faculdade. Não tardou de olhar firme nos olhos do outro, confrontando-o, soltou um rosnado típico de um alpha, queria mostrar seu poder, torcia que ele não fosse um alpha, mas no interior em um pequeno grão guardava o desejo de ele ser um. O mesmo apenas lhe observou antes de sorrir de volta. Soltou um suspiro irritado e maneou a mão de forma agoniada sendo ignorado e levado para o respectivo quarto.

As pétalas rosadas caiam de acordo com o sentido do vento. Sentia a liberdade transbordar naquele simplório ato, nos calmos toques em sua pele, nos sons baixos que as copas das árvores produziam ao serem atingidas com um pouco mais de força. Seus pés tocavam as pedras embaixo de si fazendo um eco relaxante. Sentiu o cheiro de um perfume barato, mas intrigante, algo atípico, selvagem, misterioso como a noite. Rosnou piscando e tentando sair daquele transe horrendo. As árvores altas ou medianas se seguiam por toda a extensão do colégio. Deixou os olhos azulados caminharem para outros locais que não fossem aquele desconhecido perturbado. O céu com poucas nuvens o deixava mais contente, a cor azul que se estendia por todos os cantos sendo rompida por tons claros de laranja e amarelo. Deixou um sorriso brincar ao sentir os toques do gélido vento tateando o seu pelo branco, fechou os olhos e relaxou um pouco. Estava longe de casa, afastado dos idiotas da sua família, distante de tudo. Passou os braços por trás da cabeça e deixou-se ser conduzido pelos sons altos do outro, além daquele ruído, pássaros ao longe cantavam, carros rugiam, latidos, miados e entre outros peculiares sons que em sua cidade eram complicadas de escutarem por conta do barulho altíssimo das buzinas, dos gritos e xingamentos, as baladas com caixas de sons altas, igrejas e outras coisas.

Foram questões de minutos até um pigarrear romper seu momento. Uma belíssima casa de madeira, lembrando os tempos dos samurais, com estilo japonês onde era preservada a vegetação nativa. Um fio de orgulho transbordava em forma de brilho no seu olhar, se estivesse em sua forma lupina estaria saltitando de felicidade e com a calda mexendo e remexendo inúmeras vezes. Soltou um suspirou contente ao pisar no caminho de pedras e sentir o aroma umedecido que as árvores e arbustos produziam. Pequenos postes de preda seguiam até as portas de arrastar. Poderia ter a estrutura clássica, mas ainda era moderna e isso o tirava o fôlego, sequer lembrava de ter um acompanhante alpha ao seu lado. Passou os olhos vendo os vidros foscos nas portas e em algumas janelas de falsa madeira, na verdade, era metal pintado. Retirou os sapatos encantado, aquilo lembrava tanto o Japão e seus antigos costumes que agiu por impulso e fora adentrando da mesma forma que faziam em mangás ou animes. Saudou solitariamente ao abrir a porta e entrar calmamente. Andou até a grandiosa estante de livros pegando um exemplar empoeirado. Algo em si remexeu, não deveria haver nada ali, a não ser que aquela casa não fosse só sua, foi quando arrepiou-se e lembrou que tinha companhia. Virou-se irritado vendo um garoto de cabelos castanhos tomar água relaxado, com os pés sobre a mesinha de centro, na outra mão tinha um celular onde digitava, lia, apertava e selecionava. Suspirou.

 

— Por qual motivo há livros na minha casa?

— Pois eu moro aqui. — Falou seco. — Na verdade, quase todos na faculdade tem acompanhantes, no seu caso, você tem quatro amigos além de mim morando aqui. — Brincou em tom de sarcasmo bebericando em seguida a água. — São pessoa legais, isso se não mexer com eles. — Comentou.

— Droga, mas problemas.

— Acostume-se, ômega...

— Ômega? — Rosnou indignado. — Quais as chances de alguém lhe ouvir gritando daqui?

— Nenhuma, estamos há uns três minutos da faculdade, mas há muita mata. — Comentou dando de ombros a direta ameaça. — Bem, irei voltar ao meu serviço, espero ver todas as suas coisas desempacotadas quando eu chegar, Ômega. — Zombou recebendo um rosnado selvagem. Aquilo era novo, tinha um ser realmente forte na sua casa. Ficou em silêncio escutando apenas o forte respirar deste. Algo nele o admirava, mas, talvez, fosse apenas o fato de ser um alfa novato.

— Vá embora. — Ordenou frustrado.

 

Não era boa ideia incomoda-lo agora, mas não iria se intimidar com aquilo. Levantou-se lentamente seguindo a passos lentos até a estante de livros, onde o de cabelos brancos passeava com o olhar já aéreo. Suas orelhas brancas já apareciam, ele devia estar inibindo seu desejo por selvageria por um longo tempo para não conseguir esconder aqueles peludos pares sobre sua cabeça. Deixou-se passar a mão para próximo da cintura deste em um ato caloroso que alphas faziam com ômegas que despertavam desejos nestes, porém, fora parado antes de sequer toca-lo. Um forte tapa com o livro foi desferido contra sua alheia mão, se fosse um humano aquilo seria o estopim para chorar como uma garota, mas já que havia mostrado ser um alpha, deslize seu, teria que suportar violências terríveis. Prendeu os olhos cinzas como pedra nos azuis-cinzentos do outro. Aquele corpo branco e rebelde, aqueles cabelos de laterais um pouco raspadas e os fios longos que estavam jogados para a lateral esquerda. Seguiu analisando-o e sendo retribuído com o mesmo ato, notou a pálpebras inferiores em tom vermelho, descendo mais, viu as tatuagens que se seguiam em diversas imagens, aquilo era intrigante. A coloração branca dava a nítida impressão de ser um papel cheio de pinturas, uma tela colorida em diversos tons e formas. Deixou-se inclinar um pouco para perto do pescoço deste, porém, fora brutalmente chutado para longe, caindo com tudo nos degraus da escada de madeira, soltou um grunhido, piscou algumas vezes, ao conseguir processar tudo olhou para cima vendo, Isaac, um garoto de cabelos negros e olhos castanho-escuros, sua pela tinha tom pálido, praticamente nunca mudava expressão do rosto ficando sério ou dando debochados sorrisos. Este tirou os óculos-escuros, piscou encarando-o com cara de poucos amigos, por fim, desviou um pouco o caminho passando ao lado deste sem ligar para o quanto estava dolorido. Olhou para o menino de cabelos brancos que apenas revirou os olhos e pegou um livro sentando-se numa das poltronas perto a janela, aquilo foi interessante, aquele ato desinteressado o fez liberar um pouco de sua essência¹ adocicada, quase insignificante, imperceptível. Porém, viu-se ser encarado pelo amigo na escada de forma estranha. Isaac era um dos alphas do local, mas, mesmo com a aparência frágil já havia salvado a vida diversas vezes dos outros, nunca se importou de ser em múltiplas ocasiões tratado como um beta, mas algo no seu corpo pulsou a todo o vapor ao encarar aqueles olhos azuis-cinzas, ele não era um alpha, certo? Do contrário teriam problemas, principalmente, ele que sentiu a forte tensão de tê-lo como seu parceiro, mesmo eles fossem alphas, poderiam ser mais selvagens nos seus cios, não precisaria ter pena do amante.

 

— Isaac — Chamou uma voz atordoada atrás de si. —, minhas narinas sentiram isso que estou pensando? — Perguntou apreensivo, como se aquele ser já fosse seu desde o tempo que pôs os olhos nele, era cômico o quão baixo o seu amigo se colocava.

Soltou um bufar e afastou-se para a cozinha, antes deixando-se olhar para o ser sentado calmamente com um livro de capa avermelhada. Respondeu seco e firme. — Não sei do que está falando, mas deixe o novato em paz, não quero ter que reorganizar a casa.

— Chato! — Xingou recebendo um rosnado fraco. Ele apenas revirou os olhos. — Ah, tenho que voltar ao trabalho, até, Isaac, até... novato. — Disse contente sequer sendo olhado, apenas recebeu um automático “hum...” igualmente quando se faz quando pouco está se lixando para o outro. — Vejo vocês à noite.

 

Ao sair, minutos depois o garoto levantou-se começando a desarrumar suas coisas, abria lentamente as caixas, com pequenos fones brancos pregados nos ouvidos, algum som ali o dava reconforto, concluiu Isaac ao vê-lo sorrir e apanhar o papelão sem nem mesmo tirar os objetos de dentro. Abriu a lata de refrigerante fitando severamente o outro. Os movimentos simplórios e alegres o causava mais mistério, como poderia ser bipolar aquele ser, como poderia ser um livro, estava cheio de surpresas em cada página. Colocou o pão sobre a mesa, escutou um pouco dos sons agitados que vinham dos fones, algo no estilo Rock, algumas letras em inglês eram sibiladas por aqueles finos lábios quase transparentes. Notou o moletom verde-musgo cair um pouco revelando uma tatuagem, já havia a visto antes, mas não lembrava onde, uma pequena dor de cabeça martelou junto as dúvidas sobre o novo lupino. Suspirou, mexendo as orelhas negras, que sem saber apareceram, espantou-se. Estava tão excitado apenas vendo o menino que sua área auditiva levantou? Respirou fundo fazendo-a descer. Notou o garoto lhe ignorar e pegar uma maçã da cesta mordendo-a livremente, deixando um pouco do líquido desta escorrer pelos beiços rosadinhos. Desistindo do silêncio o encarou pondo as mãos sobre a mesa de madeira.

 

— Olá, novato. — Chamou timidamente. Droga, desde quando havia ficado envergonhado? Era um alpha deveria mostrar o seu poder. — Qual o seu nome?

— Adrenalize me; Come a little bit close; Before we begin…  — Continuou a cantar ignorante daquela conversa, ou seja, estava falando com um ser surdo. Irritou-se e puxou os fones brancos espantando-o, que por reflexo apanhou sua mão arranhando-o um pouco. — Qual o seu problema?

— Qual o seu problema? — Rosnou aumentando o tom em “seu”.

— Nenhum. Ao menos não foi eu quem puxou os fones sem motivo algum.

— Ah, eu tenho um sim. — Revidou. — Eu estava falando com a parede.

— Pouco me fodendo para isso, idiota.

— Tenho nome seu ômega de merda! — Rosnou já pronto para um ataque, mas escutou uma risada do outro. Irritado e confuso perguntou no mesmo tom. — Qual a graça?

— Vai me bater? Só estou achando graça do quão baixo vocês podem ser. Tsc, eu deveria ter ido para a outra escola mesmo, seria bem mais recompensado, melhor que ficar com vários vira-latas². — Bufou virando o rosto.

— Hey, não sou vira-lata! — Disse uma vozinha fina vindo do outro lado do cômodo. — Sou um beta muito top, só isso.

— Beta³? — Questionou tirando os olhos do garoto irritado e olhando para a origem da voz. O dono tinha cabelos brancos, era baixo e de pele clara como a neve, seus olhos azuis-celestes eram reconfortantes. Sorriu cordialmente andando calmo com acompanhantes. Havia um loiro de madeixas lisas e um pouco tricotadas, usava óculos e era um tanto alto, quase de sua altura, este tinha os olhos grudados num dispositivo que provavelmente estava montando. — Ele é o Richard, um beta, mas está quase se tornando um alfa por seu exímio intelecto, será uma boa escolha para o clã dele, e este... — Disse apontando para trás com o polegar, um garoto de cabelos azulados e pele branca seguia desajeitadamente com uma câmera nas mãos. — Ele se chama...

O mesmo o interrompeu completando sua frase com uma voz média. — Sou Nathan, ômega do meu clã, prazer em conhecê-lo... — Falou desviando o olhar da máquina fotográfica e lançando uma das mãos para cumprimenta-lo. ­— Quem é você novato?

— Anthony, Christopher Antony. — Respondeu calmo mordendo a maçã novamente. — Agora se me derem licença... — Ditou.

— Ah, já deve conhecer o Isaac, ele é legal, mas é muito caladão. Não plante inimizade com ele. — Falou um pouco aflito encolhendo-se um pouco. — Bem, eu me chamo Nicholas, Nicholhas Lewis, sou um Delta, legal, não? Mas cadê o James Peter?

— Saiu e nos deixou com o petisco aqui. — Respondeu Isaac com um típico sorriso cínico. — Mas eu estou cansado de mais para brincar, vou para o meu quarto. Fiquem irritando, ou sei lá o que com o novato.

— Tsc, vou arrumar minhas coisas no meu quarto, agora, xó! — Disse curto e grosso tirando um suspiro de admiração do outro, mas ele apenas fingiu ser frustração. — Tsc, estou cercado por clãs irritantes... ­ — Bufou indo embora para a sala e pegando as caixas com uma só mão, empilhando-as em montes, assim subiu as escadas.

— Ele é interessante, será que é um alpha? — Questionou Nathan arrumando a câmera. Este apenas sentiu um olhar desafiador caindo sobre ele. Todos estavam mostrando interesse naquele novato? Agora tudo iria virar um caos. Ele riu nervoso e voltou a fitar o aparelho como se não houvesse dito nada.


Notas Finais


Ainda vou corrigir por isso:
Qualquer erro avisem!.

1- Essência: Cheiro que é liberado por qualquer um dos membros do clã, porém, o do alpha é mais forte, no caso de Isaac, o seu cheiro não é muito usado, por isso torna-se estranho vê-lo usar. Normalmente usado par demarcar território, posse, dominância.
2- Vira-lata: Serve tanto como um xingamento comum, mas normalmente são lupinos sem clã, perdedores e que se arrastam por aí vivendo por ainda estarem vivos; são os resquícios, miseráveis;
3- Betas: Normalmente, acha-se que betas são fortes, inteligentes, mas alguns possuem tudo isso, mas em cara de anjos dando falsa impressão de serem fracos quando na verdade são maiores que isso.

Bem, espero que tenham gostado!
Música: "Adrenalize me" de In this moment.


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