História Fly over me - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Overwatch
Personagens Mercy, Pharah
Tags Mercy, Overwatch, Pharah, Pharmercy
Exibições 104
Palavras 1.599
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Ficção, Seinen, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - First flight


Fanfic / Fanfiction Fly over me - Capítulo 1 - First flight

Observatório Gibraltar, 09.01.2057:

Diante de acontecimentos importantes a Overwatch foi em busca da pesquisadora médica Angela Ziegler, talvez a única chance de salvar vidas importantes para a segurança do mundo. Diferente dos membros da Overwatch, que apesar do caráter humanistas, ainda assim era uma organização militar, Angela não concordava totalmente com suas ações, o que definitivamente deixava a reunião tensa.

- Não, não quero participar disso, minhas pesquisam são para salvar vidas e não ganhar guerras!

Angela Ziegler estava exaltada, ainda que seguisse como pesquisadora-chefe com apenas 18 anos, em parte graças à sua inteligência incomum e em parte aos patrocínios de sua família, seu temperamento era incisivo.

Suas atuais pesquisas estavam revolucionando a área médica em um nível comparado ao descobrimento dos antibióticos.

Chefe da Overwatch, Gérard Lacroix, ordenou para Jack Morrison e Ana Amari, dois importantes membros para tentarem convencer Angela Ziegler a ceder suas descobertas.

- Drª. Ziegler, por favor, faz diferença quando ou quais vidas salvar? Os desafios estão ficando imensos e está cada vez mais difícil… a ameaça existe e se não estivermos prontos?

Jack já estava sentado a uma hora, com a exaltação de Angela também se levantou, estava ficando realmente incapaz de chegar em um acordo. Existiam muitas ameaças e vidas sendo perdidas, e uma grande ameaça estava surgindo.

- Angela, por favor - Ana Amari também se levantou, caminhando até Angela, apoiando sua mão levemente sobre o ombro da doutora - nos ajude. Suas pesquisa não serão utilizadas para matar, apenas para salvar, isso eu prometo. Até mesmo aquele rifle foi uma das melhores coisas que você já criou, mesmo contrariada, imagine o que poderia ser feito com total empenho?

Angela continuava com seu rosto pesado e pensativo, queria parar tudo ali, mas ela poderia realmente fazer a diferença. Dispensou o afago de Ana e andou até a janela.

Coçou sua nuca, apesar de tudo, ainda era jovem, decidir seu futuro pelos próximos anos para algo tão importante era difícil.

- Eu… já decidi. - Angela finalizou, ainda olhando para o belo mar e sol a sua frente.

Jack e Ana torceram a boca, esperando a resposta que não desejavam, se olharam, provavelmente voltariam com más notícias e Gérard ficaria decepcionado.

- Mas será EU quem vai gerenciar toda seção médica e de pesquisa da Overwatch.

Voltou os olhos para Jack e Ana, retornando à mesa e se sentando calmamente. Ela blefava, mesmo sabendo não poder voltar atrás em seu próprio blefe. Cruzava suas longas pernas como sinal de confiança. Aprendeu muito com seu pai sobre como demonstrar domínio, até mesmo sobre coisas que não dominava.

Para Jack, não era tão simples, não era a resposta que desejava, nem a indesejada.

- Vamos ter que falar com o Gérard…

Sussurrou quase que para si mesmo, olhando para Ana, esperando sua aprovação ou qualquer coisa que ela pudesse dizer. Ele confiava nela como sempre, com sua própria vida.

- Não, decida você, agora…

Ana devolveu sussurrando. Ana era amável, mas sabia que precisava guiá-lo.

Jack fechou os olhos por um instante enquanto pensava nas milhões de coisas que precisava decidir, planejar e executar baseado em suas respostas. Talvez essa seria a única oportunidade. Ou não. Foda-se.

- Combinado, Drª Ziegler. - disse Jack com um sorriso e estendendo a mão para Angela.

Angela ficou surpresa, acreditava em outras coisas, menos que terminaria dessa forma. Agora precisava aceitar seu destino com seus novos amigos. Mas não se levantou, sua posição permaneceu inalterada.

- Obrigada, Comandante Morrison. - retribuiu o gesto com uma continência, quase fazendo uma piada sobre como ela agora participaria de uma organização militar.

A porta tinha se aberto, uma garotinha bronzeada com um jogo em mãos entrava na sala, estava emburrada.

- Mãããe… você falou que não ia demorar... - falava mole, querendo atenção.

Angela agora olhava para Ana, quase rindo.

- Ah, não ía demorar, Capitã Amari?-  a albina debochava, deixando os seus lábios curvados da mesma forma simpática de sempre..

Ana ficou levemente constrangida.

- Desculpe Drª Angela é que…

Ziegler cortou a conversa, levantando um pouco a palma da mão, dirigindo seu olhar para Fareeha.

- E quem é essa garotinha tão bonitinha? Parece uma mini-você, estão permitindo a clonagem agora?

Sorriu, se levantando e indo até a garotinha, deixando Ana encabulada com a situação que sua filha impôs. Afinal, era uma reunião privativa para toda a comitiva, mas com certeza filhos parecem sempre ter passagem livre.

- Olá! Eu sou Angela, e você? - se curvando um pouco para a altura da garota, em reposta essa franziu a testa um pouco desconfortável com o cumprimento de Angela.

- Fareeha, prazer em conhecê-la.

Cumprimentou com uma continência, parte de sua admiração que tinha pela Overwatch e por sua mãe militar, gostava muito de Jack e dos outros amigos dela.

Angela olhou de soslaio para Ana, reconhecendo bem a origem do gesto.

- Definitivamente é sua filha - constatou, olhando para Ana e retornando sua atenção - Bom te conhecer! Vai querer ser um herói também quando crescer? - perguntou.

- Sim, se a minha mãe deixar… - olhando para sua mãe, fazendo bico.

Fareeha achou aquela mulher muito bonita, veria ela mais vezes? Não havia muitas mulheres no meio militar, pelo menos não no grupo com o qual sua mãe andava.

Ana sentiu a indireta e fez bico para a filha também, raro momento fora de sua seriedade habitual.

- Talvez. Fareeha, já estamos terminando aguarde lá fora. - ordenou Ana, sobriamente.

- Tchau Angela - sorriu Fareeha um pouco diferente, Angela acenou, e a garota retornou para a ante-sala.

Jack só observava, ninguém sabia, mas Fareeha era sua filha, felizmente herdou todas os traços e a beleza de Ana. Perdido em seus devaneios e preocupações, despertou após a saída de sua filha, retirou da maleta alguns objetos e entregou para Angela.

- Se está de acordo então fique com isso, são os crachás de acesso, códigos e insígnias. Quanto tempo precisa para retornar com sua equipe e equipamentos? Realize também o planejamento estratégico necessário para colocarmos em operação o quanto antes. Há uma urgência extremamente grave aguardando, vinda do Japão, no Quartel General da Suiça, só poderia informar isso após você aceitar nossa solicitação.

Fechou a maleta, recebendo em seguida um sinal em seu equipamento sobre outros problemas.

- Suiça. Será rápido então. Aguardo vocês lá. - guardando os objetos após uma rápida análise e percebeu uma certa pressa neles após tudo estar resolvido.

- Obrigado Drª Ziegler - Jack prestou continência - e bem-vinda à Overwatch.

- Bem-vinda à Overwatch, Drª Angela. - finalizou Ana.

- Obrigada… - e bufou silenciosamente - ...acho.

Ana e Jack recolheram seus materiais, diante da formalidade e de missões que requeriam suas atenções, se dirigiram ao ponto de ancoragem da aeronave, ficaram conversando com os emissários e outros oficiais realizando ordens importantes, alguma coisa estava ocorrendo na Coréia.

Fareeha ainda perambulava pelas instalações. Visitava muito Gibraltar acompanhando sua mãe, e dentre as bases da Overwatch, essa era a mais bonita.

- Aqui é tão lindo não é mesmo? - Angela perguntou sorrateiramente para Fareeha diante do pôr do sol.

Fareeha se assustou inicialmente, tinha sido pega desprevenida.

- Ah é você! - seu rosto corou levemente sem saber a origem, sua pele naturalmente bronzeada ocultou suas emoções - Sim, aqui é muito bonito, sempre que minha mãe viaja fico aqui… e…

Angela olhava o sol, concentrada nas palavras que a menor dizia, provavelmente viria aqui mais vezes e certamente em circunstâncias bem diferentes.

- … e você também é muito bonita Drª Ziegler. Você não vai com a gente?

Angela riu, não esperava por isso, teria sido uma tentativa de elogiar?

- Ahaha, que meiga. Obrigada Fareeha. Você também é! E não vou...ainda, e já que conhece tão bem o local, poderia me mostrar? - estendeu a mão para Fareeha, queria ser o mais amigável possível, mesmo que fosse quase uma criança.

- C-claro! - hesitou, mas logo pegou a mão de Angela, puxando-a levemente, parecia que ficava cada vez mais animada, típico - Primeiro vou apresentar um lugar escondido que uso para guardar minhas coisas, ninguém entra lá mesmo.

Angela se deixou levar pela energia de garota, seria uma boa amizade diante de um monte de gente sisuda e com a guerra no coração. Mas pelos corredores a voz da Capitã Ana Amari ecoava, chamando por sua filha.

- Fareeha! Vamos! Temos que ir! - Ana gritava ao longe.

O rosto de Fareeha não conseguiu esconder seu desalento, tinha uma nova amiga para mostrar coisas novas, e a sua mãe iria estragar isso… de novo.

- Ouviu sua mãe, você ainda terá muito tempo para me mostrar! - sua mão ainda estava sendo segurada pela morena, que essa não parecia querer ir... Soltou relutantemente.

- É… minha mãe gosta de controlar até demais… mas eu te mostro depois! Não esquece!

Concordou com a cabeça e se despediu de Fareeha que foi andando com os passos pesados, carrancuda para Ana.

Todos entraram apressadamente na aeronave, iriam decolar agora.

- E quando será o depois, hein? Tenho muito trabalho a fazer… - murmurava Angela a si mesma, ela não esperava se apegar, ninguém esperava.

Ao longe Fareeha foi vista aos olhos de Angela, correndo para a janela, que mantinha um sorriso alargado no seu rosto agora, mostrando um aceno de despedida , que a albina não exitou em retribuir.

- Queria ficar mais com ela… - pensou, parecia sentir certa saudades e o próprio futuro, mesmo sendo só mais uma criança… Mas aquela energia.

Não se veriam por muitos anos.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...