História Foge Comigo - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Boy In Luv, Bts, Jimin, Romance
Exibições 17
Palavras 4.093
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que goste da história! <3

Capítulo 1 - Foge comigo


- Quer, uma vez na vida, fazer uma insanidade? – Jimin subiu o olhar para a garota de cabelo castanho levemente ondulado.

A jovem encontrou com os olhos tão diferentes dos seus, mas mais acolhedores do que os seus semelhantes. Jimin estava com uma perna dobrada contra seu peito e a outra dobrada contra o chão. Sua mão se apoiava contra o joelho mais alto e sua cabeça pendia um pouco de lado, fazendo com que a franja caísse levemente contra um dos seus olhos. Fingia não notar que o achava totalmente atraente com uma blusa de manga fina e folgada branca. Abriu um sorriso tímido e encostou contra a parede de tinta cinza desgastada de um local abandonado que havia servido de refúgio para os dois desde que se encontraram pela primeira vez lá.

- O que? – Ela o desafiou, erguendo as sobrancelhas.

- Foge comigo. Para Seul. – Jimin disse, mais sério do que gostaria.

- E como eu viveria? – Ela riu, na verdade, um pouco assustada, mas disfarçou bem. Ficou se perguntando se Jimin falava sério.

- As minhas custas.

- Não mesmo. – Ela negou com a cabeça ficando séria com o que ele disse, de repente.

- E por que não? – Por um momento, Jimin quis que ela realmente aceitasse.

- É loucura.

- O objetivo é esse, Nina. – Ele a viu analisar seu rosto, procurando alguma hesitação.

Era tão pouco tempo, na realidade, o tempo que haviam passado juntos. Conheceram-se no ano anterior através de uma coincidência. Haviam se esbarrado e trocado de celulares quando Nina tinha ficado tão nervosa que nem olhou para a cara de Jimin e pegou qualquer celular que estava no chão e saiu correndo. Tinha se sentindo tão culpada consigo mesma... tinha feito curso de coreano apenas para falar com eles e não foi nem capaz de o olhar nos olhos. Pouco tempo depois, ele a ligou e eles se encontraram naquele local abandonado que se tornaria, no futuro, seu cantinho. Mas só quando ele aparecesse ali. Nina e Jimin eram de países diferentes, Nina teve muita dificuldade para conseguir conversar fluentemente com Jimin e ainda sentia dificuldade com algumas palavras e a sua escrita parecia de uma criança coreana, porém, apenas isso, fazia-a mais feliz do que qualquer coisa. Porque, das quatro vezes que conseguiu se encontrar com Jimin, ele foi cavalheiro e doce com ela. Brigavam por não se verem; não admitiam ter algo sério porque se encontravam poucas vezes, mas, aparentemente, nessa última... Jimin queria algo a mais. Até para Jimin aquilo era uma doideira, mas o que poucos sabiam era que ele era uma pessoa de sentimentos intensos. O tipo de cara chiclete e mimoso; meloso e manhoso. E Nina não era o tipo de garota que facilitava as coisas, ela parecia uma gatinha; a cada atenção que Jimin lhe dava ela ronronava e pedia mais, mas ela sabia ser independente quando ele não podia nem dar um “Oi”, não que não lhe cobrasse depois com resmungos e ciúmes escondidos, o que fazia o mais velho morder o lábio e sorrir na frente do celular sem dar a chance dela sequer saber que ele adorava quando ela dava essas pequenas crise. Até houve uma vez que ela resolveu ver uma das suas lives ou vídeos parecidos e achou um que ele nem lembrava, um que via uma mulher no elevador e ficava todo empolgado. Ele percebeu que uma vez por semana, ela mudava sua foto de perfil no KakaoTalk e mandava fotos perguntando se ela estava bonita com supostos vestidos que ela usaria para sair com as amigas. Até ele perguntar o que estava havendo, ficava morrendo de raiva por dentro, dela se produzir tanto mas quando soube... riu até acordar todos do dormitório. Tacaram-lhe travesseiros, foram ao seu quarto mandar calar a boca e quase jurou por Deus que Yoongi estava com os olhos sedentos de sangue. Fazer uma insanidade uma vez na vida... – Nina pensou e mordendo os lábios silenciosamente, respondeu:

- Eu vou.

Não sabia nem o que havia dado na sua cabeça. Talvez fosse uma daquelas loucuras de adolescentes; há alguns meses havia completado 18 anos. Seriam aqueles surtos de independência? Mas queria ter uma fuga romântica com Jimin. Queria ele mais perto, sentia sua falta. Sempre. Sempre queria se encontrar com ele, sempre procurava seus olhos sem ao menos poder vê-los contra uma câmera. Vídeo conferência não era o Jimin na sua frente. Só queria respirar o mesmo ar que ele. O rapaz não esperava aquela resposta, todavia, sorriu involuntariamente pela atitude da garota.

- Vamos ser inconsequentes. – Ele disse por fim.

***

Nina se repreendeu mil vezes – seus olhos estavam pressionados e seus lábios esmagados um pelo outro. Claro que ela havia esquecido dos outros membros, e era óbvio que eles a vissem como uma aproveitadora mesmo não dizendo em voz alta; não tem como você ver de outra forma a não ser que você acredite em coelho da páscoa apesar daquela fuga ter sido, realmente, por um romance. Não ousaria dizer amor, sabiam que não poderiam afirmar isso até uma certa maturidade da relação entre ambos.

- Você tem pelo menos alguma noção das suas atitudes? – Yoongi por pouco não arrancava seus fios clareados da cabeça. O que Jimin tinha no lugar do cérebro?! Feijões?!

- Sim, Hyung. – Jimin respondeu, sério, mas não era capaz de olhar na cara de seu hyung. – A Nina nunca fez nada assim na vida. Nunca teve sequer oportunidade de tentar alguma coisa que ela gostasse e-

- E você acha que tendo uma atitude dessas é uma boa para ela? Até pode ser, mas e para você? Você já foi mais consciente e maduro, Jimin. – Yoongi cruzou os braços em uma tentativa de não dar uns belos de uns murros em um dos seus companheiros de equipe.

- Ela não é uma aproveitadora, Hyung. Quem sugeriu isso para ela fui eu. – Jimin esperou convencer Yoongi de que Nina não tinha nada haver com essa ideia toda.

- Ah, e ela, simplesmente, aproveitou-se para largar tudo e vir com você?

Hoseok via a pequena garota assistir a discussão sabendo que não poderia sequer erguer a própria voz para se defender ou defender Jimin. Ele não sabia o que realmente a havia levado ali, mas achou que se ela realmente fosse uma garota problemática para eles, não estaria com olhos tão aflitos por ver Jimin discutir com Yoongi por ela. Ela parecia meio vaga sobre sua decisão, parecia mais perdida do que certa sobre o que estava fazendo. Então, decidido, ele pôs uma mão no ombro da garota que o olhou com um olhar meio escuro, talvez do conflito que sés pensamentos estavam tendo, porém, ainda assim, ela deu um pequeno sorriso e voltou a olhar para Jimin – não feliz dele estar brigando por ela, mas um pouco contente por ele tentar defendê-la.

- Se eu dissesse alguma coisa como eu estar grávida do Jimin pioraria toda a situação, não é? – Ela deu uma risada e falou baixo o suficiente para apenas o garoto do seu lado escutar.

- Sim. – Ele sorriu, mas seus olhos logo arregalaram quando ele parou para assimilar a pergunta. – Você está grávida?

- Não! – Ela riu franzindo as sobrancelhas para Hoseok enquanto balançava a cabeça freneticamente. – Nós nunca nem dormimos juntos. – Nina olhava para Jimin e pensava em como ele havia sido paciente.

- Você nem pensou que ele poderia estar te trazendo para se aproveitar? – Ele a olhou.

- Eu sou muito inocente... não é? – Ela respondeu, quase que afirmando que só pensou nisso no meio do caminho.

Namjoon escutava a conversa de Hoseok com a garota, não sabia se ele estava tentando desencorajá-la ou só estava querendo saber mais sobre ela. Ela não parecia uma garota má. Namjoon sabia que poderia se arrepender profundamente mas resolveu dar uma chance para a garota. Aproximou-se de Yoongi e pôs uma mão em seu ombro, respirou fundo e fez uma careta quando o mesmo o olhou.

- Vamos dar uma chance a eles... Hyung.

- Ah, não. Até você não. – Yoongi olhou incrédulo para ele.

- Só um mês. – Namjoon completou rapidamente. – Se eles conseguirem aguentar um mês, ela fica.

- Mas um mês é-

- Você sabe que um mês não é nada fácil. – Ele olhou para Jimin. – Só um mês, entendeu?

- Sim, Hyung. – Jimin suspirou aliviado ainda surpreso pela atitude de Namjoon.

- Parece que ficará conosco por um tempo. – Hoseok deu uma batidinha nas costas da pequena garota.

- Foi tão inteligente em bolar um plano para ela vir em um voo diferente, mas foi burro o suficiente para irritar o Yoongi. Onde vamos parar assim? – Ironizou Jin, rindo. – Prazer em te conhecer, baixinha. – Ele olhou para a garota ao lado de Hoseok.

E todos seguiram a cumprimentando, menos Yoongi que estava irritado demais. Não conhecia a garota e realmente ficava mal por estar acusando-a assim, mas ela tinha que entender o seu lado e para sua sorte, mesmo sem saber, Nina entendia, entendia mesmo. – Após toda a situação no aeroporto, Nina foi instruída a ir primeiro ao dormitório, Jimin deu sua chave a ela e ela adentrou o lugar e aguardou por eles, que apareceriam em pouco mais que 15 minutos. Sabia que estava sendo um incomodo, mas queria ficar com Jimin. Assim que ligou a luz por estar anoitecendo e adentrou o grande apartamento de paredes brancas, observou uma grande sala de estar e fotos dos meninos. O tapete era preto e os móveis variavam entre preto e branco. Sinceramente, esperava um lugar menos impessoal. Até porque, eles moravam ali. Sete caras e ainda assim, o local cheirava a amaciante da Comfort, daqueles que parece que você se esfregou o dia inteiro no pescoço de um bebê muito gostoso. Não tinha cheiro de perfume masculino ou um cheiro próprio da casa, era só... um cheiro de um produto de limpeza ou um spray de bom cheiro pela casa. Trouxe sua mala de rodinhas mais contra si e seu celular tocou. Olhou para a tela – MAMÃE – se sentiu culpada e desligou rapidamente o sinal e observou tantas ligações perdidas, tantas mensagens... seu peito se apertou e seus olhos se encheram de lágrimas. Havia deixado um bilhete para seus pais dizendo que pela primeira vez na vida queria tentar algo sozinha. Que ela voltaria, um dia, que não estava em perigo, mas queria sentir que era só ela no mundo uma vez. Eram seus pais, iriam ficar preocupados, ela era quase uma criança aos olhos deles e ela nunca tinha feito nada parecido. Ela sabia que choraria e faria seus pais chorarem. Respirou fundo. Seus pais entenderiam em um momento que tinham que parar de procurá-la, ela sabia disso, porque ela brincou uma vez com a mãe assim, quando terminaram de ver um filme onde a garota também fugia de casa; disse para ela – Diferente dela, eu deixaria uma carta, mas ia querer que você me deixasse seguir meu caminho até eu voltar. – Sua mãe riu e balançou a cabeça; Nina só rezou para que ela ficasse bem. Presumiu que poderia esperá-los sentada o sofá e foi isso que fez. Deixou sua mala em um canto e sentou ali, aguardando os donos da casa. Enquanto isso, Jimin terminava de escutar um sermão imenso dentro do carro.

- Como vocês se conheceram? – Yoongi falou, depois de suspirar do tanto que tinha falado.

- Lembra que eu troquei o celular com uma fã sem querer?

- Sem querer, uhum. – Yoongi resmungou.

- Foi. Fiz ela me dar o número dela porque ela não queria aceitar meu dinheiro.

- Quantas vezes se viram? – Namjoon perguntou.

- 4.

- Wow, ta me dizendo que de 4 vezes, a primeira você não a pegou? – Perguntou Namjoon com os olhos arregalados, rindo.

- Ela me disse que eles não dormiram juntos. – Hoseok falou alto, chamando a atenção de todos.

- Essa eu não acredito! – Taehyung gritou apontando e Jungkook riu.

- Vocês me ligaram em todos os momentos que rolava alguma coisa. – Ele olhou com quase ódio para os garotos. – Aí ela disse para esquecer, pelo menos, ontem depois que vocês me ligaram para arrumarmos as coisas e que poderia ser da próxima vez que nos víssemos. Mas nunca tem data certa para voltarmos ao Brasil.

- Aí, querendo transar com ela, você a chamou para vir? – Jungkook tentou.

- Não! – Jimin respondeu com um pouco de raiva. – No momento que a conhecerem, talvez, entendam. Ela não vai se aproveitar, garanto.

Depois do (não) ser encerrado (porque, aquela noite, certamente seria longa), eles foram direto ao dormitório onde quando entraram, deram-se conta do som da garota fungando no sofá virado de costas para a porta de entrada.

- Nina? – Jimin chamou.

A garota limpou o nariz rapidamente e levantou-se virando para os caras que entravam na sala. O que ela não fazia ideia é que seus olhos estavam um pouco vermelhos, todavia, isso, os garotos não tiveram coragem de perguntar.

- O que foi, Oppa? – Ela sorriu, aproximando-se dele.

- Tudo bem...? – Ele perguntou mais baixo pondo a mão na cabeça dela.

- Não, mas eu estou contente por estar aqui.

Aqui estava uma coisa chocante sobre Nina e Jimin. Eles decidiram nunca mentirem um para o outro, porque, antes de tudo, eles eram melhores amigos. Era uma época que cada um precisava de alguém fora da sua rotina para lhe dar apoio e eles encontraram um ao outro. Jimin mexeu mais um pouco no cabelo dela e sorriu, tentando confortá-la.

- Lembra que disse que queria provar a minha comida? – Nina perguntou, pondo a mão contra o peitoral de Jimin.

- Então cozinhará para nós? – Ele abriu um grande sorriso.

- Se o Yoongi não se importar. – A mais nova pôs uma mão na boca. – Eu não tenho intimidade para chamá-lo de Oppa, eu tinha que usar algum honorífico? – Ela perguntou séria para Jimin.

- Hyung? – Jimin olhou para trás, bem humorado pela reação da garota.

- Ela pode me chamar de Oppa. – Yoongi estava contrariado com a garota lá, mas surpreendeu-se em ela se oferecer para fazer o jantar e se preocupar como deveria chamá-lo, apesar de ser um requisito básico ter respeito pela cultura de outra pessoa.

- O que quer fazer? – Jimin perguntou a garota, quando pôs a mão na sua cintura. Nunca havia passado tanto tempo com ela e, meu Deus, saber que ela ficaria ali, com ele, era uma experiência maravilhosa. Eles simplesmente não tinham hora ara ficarem longe além-mar.

- O que vocês querem comer? – Nina perguntou inocentemente.

- Carne. – A maioria, se não todos, responderam mesmo de cantos separados.

- Vou te mostrar a cozinha. – Jimin a puxou, feliz da vida. Mostrando o congelador cheio de carne, sorvete e a geladeira alguns poucos vegetais, algumas cervejas e alguns refrigerantes e pudins.

- Vocês têm pouca variedade... O que você come, Oppa? – Ela olhou seriamente preocupada com ele.

- Normalmente pedimos comida. – Ele deu de ombros.

- Eu posso, bem... eu vou estar de favor né? Quer dizer, por pouco tempo, mas eu posso fazer a comida de vocês... se quiserem. – Ela olhou receosa para Jimin.

- Você não tem que se preocupar. – Ele apertou levemente sua cintura.

- Deixa-me fazer. – Nina insistiu.

- 4 kg de comida por refeição; se você é louca o suficiente para fazer... – Ele riu, escondendo seus olhinhos no sorriso. Abaixou-se um pouco e roubou os ligeiramente os lábios dela. – Eu queria que você esquecesse tudo o que está te fazendo mal hoje e prestasse atenção só em mim.

- Você é bom em conseguir as coisas... – Ela falou e sorriu por entre o beijo; amava aquela voz. Jimin era seu príncipe, mesmo de longe, cuidava de todas as suas preocupações com algumas palavras.

***

- Você que fez essa carne? – Taehyung perguntou olhando-me.

- Sim, é o que mais fazemos no Brasil. – A garota riu pensando: Carne, arroz, feijão e, definitivamente, brigadeiro. Sem dúvidas.

- O que é isso? – O maknae perguntou, apontando para a farofa de ovo.

- Jiminnie Oppa disse que queria provar farofa. Sorte dele que eu trouxe a farinha para fazer, se gostarem, posso fazer mais. É só passar a carne aí e pegar o ovo para comer junto, ou pode apenas comer sozinho.

- Fa... Fa... – Tentou Namjoon.

- Farofa. – Ela repetiu e riu quando todos tentavam falar a palavra. – Nossa, não há domingo mais típico lá no Brasil do que com carne, farofa e batata frita. – Ela sorriu um pouco triste, pensando que ficaria um tanto de tempo sem saber o que era seu típico domingo.

- Está uma delícia, Nana. – Jimin sorriu com seu novo apelido para Nina.

- Jimin, você vai ceder sua cama para ela e dormirá no sofá. – Anunciou Namjoon.

- Não, tudo bem, eu posso ficar bem no sofá. – Nina argumentou.

- Nana, vai ficar com a cama do Jiminnie. – Jin concordou com Namjoon, fazendo Nina achar meio fofo pelo apelido ser bem aceito.

- Está certo. Eu não tenho problema em dormir no sofá, aliás, é bem espaçoso. – Jimin sorriu para a garota.

Após o jantar, todos ficaram na mesa conversando. Explicavam para Nana tudo que provavelmente ocorreria a partir daquele momento. Que ela teria que ter cuidado quando saísse e voltasse do dormitório sempre, para não ser descoberta e que, de preferência, nem saísse, apenas quando eles dissessem que era seguro ou que eles pudessem manter sigilo; que às vezes não os veria por mais de um dia; se encontrassem-se fora daquela casa, eles teriam que fingir que não a conhecem; Jimin teria que agir como se não tivesse nenhuma garota; e ela, por sua vez, ofereceu-se para fazer todas as tarefas de casa como uma maneira de pagar sua estadia. Nana se levantou e tirou a mesa, indo lavar a louça. Todos estavam exaustos e foram se arrumar para deitar, apesar de na cama eles continuarem um tempo mais acordados já que costumavam dormir tarde. Assim que Nana terminava de lavar o último copo, ouviu Jimin jogar sua roupa de cama no sofá e logo ele vir atrás de si e abraçar sua cintura enquanto ela enxaguava o copo e colocava-o no escorredor, secando as mãos. Ela virou-se e pôs as mãos nos ombros dele.

- O que deu na gente? – Ela levou a mão à bochecha de Jimin e acariciou.

Jimin virou o rosto contra a mão da menor e beijou sua palma, sem tirar suas próprias mãos da cintura dela.

- Estamos fazendo algo sobre o que queríamos há muito tempo. – Ele abaixou a cabeça para a curva do pescoço da garota e sentiu seu cheiro doce e floreado. Seus selares subiram pelo seu pescoço até alcançarem os lábios da garota.

Eles beijaram, sugaram, morderam... sentiram os lábios um do outro enquanto as mãos de Nana passearam pelos cabelos de Jimin.

- Vamos todos dormir. – Taehyung proclamou entrando na cozinha, batendo palma para espantar qualquer casal que estivesse se pegando.

O que, realmente, funcionou.

- Boa noite, Oppa. – Nana sorriu e acompanhou Taehyung para o quarto onde Jimin, ele e Hoseok dividiam.

- Boa noite, bebê. – Jimin observou Nana sorrindo e aquilo fez seu estômago ter um friozinho gostoso. Ele não estava nervoso, estava ansioso por acordar e estar no mesmo lugar que ela.

Nana entrou no quarto com dois caras de calça de moletom e camisa, pegou uma roupa, foi tomar um banho, pensou sobre a vida e entre dois sentimentos distintos – o medo misturado com a tristeza de estar longe da família e a felicidade e o êxtase de estar fazendo algo diferente com Jimin... meu Deus, com Park Jimin. Só Jimin... fazia sua balança toda pender para o lado da felicidade. Ela demorou um pouco no banho e quando vestiu também uma calça de moletom e uma blusinha de alça, escovou os dentes. Assim que saiu do banheiro e chegou ao quarto, percebeu Taehyung e Hoseok dormindo. Caminhou na ponta dos pés e pegou o travesseiro de cima da cama, abraçando-o contra si. Saiu do quarto com ele nos braços e viu Jimin deitado no sofá com uma perna esticada e outra dobrada, enquanto um braço ficava de apoio atrás da sua cabeça sobre o travesseiro e ele mexia no celular. Ela se aproximou lentamente e atrás dele, abaixou a cabeça fazendo com que seu longo cabelo caísse no rosto e Jimin e fizesse ele rir. Ele ergueu o cabelo e os olhos de ambos se encontraram, fazendo com abrissem um grande sorriso que quase fez com que os olhos de Jimin desaparecessem.

- Oi. – Ele disse docemente erguendo o cabelo dela.

- Oi. – Ela disse baixinho.

- O que faz aqui? – Ele ergueu uma sobrancelha, vendo o rosto dela de ponta cabeça.

- Vim pedir uma cama quentinha e aconchegante. – Ela puxou o travesseiro um pouco para cima, chamando a atenção dele.

- Eu tenho um sofá apertado. – Deu de ombros.

- Vim pedir um sofá quentinho com Park Jimin. – A morena riu, dando de ombros.

- Eu posso ver o que eu consigo. – O ruivo ficou satisfeito ao ver a garota se aproximar e deitar por entre seus braços abertos e cobertor. – Você deveria ir para uma cama, vai ficar toda dolorida.

- Você me chama para morar com você, faz-me parecer uma aproveitadora e está preocupado com isso? – Nana riu, amando deitar de conchinha com Jimin. A respiração dele era deliciosa de se sentir contra o seu pescoço.

- Eu deveria apenas te assediar e aproveitar que na Coréia você, praticamente, só me conhece, mas... – Então, eles entrelaçaram as pernas. - ...eu gosto de ser travesseiro e cobertor. – Disse, conformado.

Nana virou, olhando para o rosto de Jimin.

- O que é dessa vez? – Ele perguntou bem humorado.

- Você era só o cara do outro lado do celular. Que quando nos encontrávamos, era somente... sei lá, um sonho acordado. – Aquilo fez Jimin pensar que, para ela, ele era tão abstrato quanto os momentos que ele a imaginava. Nunca a contaria que havia ficado com outras garotas enquanto estavam separados. Era normal, eles não tinham nada oficial, mas a primeira pessoa que ele falava assim que acordava e antes de ir dormir, era aquela garota. Era ela quem ele conhecia e não, a vãs garotas que pegou por aí. – Você era o cara da tela do computador, dos clipes e está aqui e eu estou muito nervosa. – Ela tocou seus cabelos, aquilo fez Jimin fechar os seus olhos para sentir sua carícia e por fim um selinho.

- Eu sei que sou irresistível. – Ele disse, todo presunçoso com as palavras da outra.

Nana riu e bateu no peito dele de leve. Definitivamente não contaria a ela o que poderia machucá-la por nada. Ela virou nos seus braços de novo e voltaram a posição confortável de conhinha com as pernas entrelaçadas.

- Boa noite, Minnie. – Ela murmurou, fechando os olhos e sentindo o braço do mesmo apertar sua cintura.

- Boa noite, bebê. – Ele apenas deixou seu nariz por perto do cabelo com cheiro de jasmim e adormeceu.

***

Yoongi acordou mal humorado 4:00 da manhã com sede. Levantou da cama, pondo os pés em um par de pantufas. Foi caminhando pelo corredor assim que saiu do quarto e, quando ele deu por fim na sala, ficou encarando o casal que dormia colado no sofá. Olhou para a garota e viu algumas lágrimas secando em seu rosto e seu nariz fungando um pouco.

- Ela se sente culpada por deixar a família sem mais nem menos, mas disse que queria fazer isso. – Jimin explicou baixinho, olhando para Yoongi que havia tirado a atenção da garota.

- Alguém tem que ser o responsável, Jimin. – Yoongi disse baixinho, aproximando-se e agachando na frente deles dois. – Se ela te machucar ou se você a machucar, alguém tem que estar aqui, firme e de pé para ajudar. – E ele deu um sorriso que fez jus ao seu apelido de Suga. – Não é que eu desgoste dela, mas ela é muito nova e não passou por muita coisa. Se você é o parceiro dela, tem que entender que ela, pelo jeito, é mais frágil que uma boneca de porcelana.

- Vou impedir que ela caia contra o chão. – Jimin acariciou a cintura da garota.

Yoongi levantou e pegou seu copo d’água, voltou para o quarto, bebeu sua água e deitou. Ia ser conturbado, mas teriam alguém para recebê-los em casa e sossegar o fogo de Jimin; na verdade, tinha um pouco de medo sobre esse lado do mais novo.


Notas Finais


Obrigada por ter lido! Gostaram do Jimin? ;)


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