História Foi o que nos uniu - Capítulo 46


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Categorias Carrossel
Personagens Adriano Ramos, Alícia Gusman, Bibi Smith, Carmen Carrilho, Cirilo Rivera, Daniel Zapata, Davi Rabinovich, Firmino Gonçalves, Jaime Palillo, Jorge Cavalieri, Kokimoto Mishima, Laura Gianolli, Marcelina Guerra, Margarida Garcia, Maria Joaquina Medsen, Mário Ayala, Paulo Guerra, Valéria Ferreira
Tags Alicia, Carmiel, Drama, Gangue, Jorgerida, Marilina, Mistério, Paulicia, Paulo
Exibições 661
Palavras 1.548
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


CHEGUEI BRASIL!
~desvia das pedras, tijolos, sapatos e tomates ~

Capítulo 46 - Capítulo 7




             Paulo

Canadá. Montreal
4 de fevereiro de 2019

Minha mente tulmutuava naquela manhã de terça feira.

Eu bebericava o café quente enquanto fingia estar concentrado no programa de Tv que a televisao transmitia.

A coordenação da faculdade havia acabado de entrar em contato comigo a respeito da mudança de horario que eu havia solicitado.

Eu havia acabado de dedicir que trancaria parte das matérias e estudaria só na parte da manhã.

Eu iria fazer o curso completo mas eu preciso antes de qualquer coisa focar em outras coisas.

E também precisava de um trabalho, claro! A herança do meu pai nao vai durar para sempre.

Mas isso não é o que me preocupa no momento.

Minha mente ronda por Alicia. É meio estranho.
Estranho o fato de termos nos encontrado em uma situação tao... clichê?

Como naqueles romances fofinhos que Marcelina me obrigava a assistir. " O mocinho salva a mocinha. "

Mas nesta história eu estou londe de ser o "mocinho" e acredito que ela esteja bem longe de ser a "mocinha indefesa".

Deixo a xícara na pia e saio pela porta do apartamento carregando entre os braços um moletom envelhecido.

Ja dentro do elevador envio uma breve mensagem para minha irmãzinha soltando a bomba.

"Bom dia pirralha!
Vou procurar um emprego! Tranquei meio período da faculdade! "

Quando acabo de digitar a porta do elevador se abre e eu sinto o ar úmido de Montrel entrar em contato com a minha pele.

José: Como vai, Paulo Guerra? -Diz cordialmente como se ontem nao tivesse me tratado grosseiramente. Me prendo a tentação de rolar os olhos.

Paulo: Bem, obrigado. - sorrio amerelo me apoiando no balcão improvisado que tinha ali. - E a cancela da garagem, está concertada? - questiono rodopiando a chave nas minhas maos.

Jose: Veja o Senhor mesmo. - dá ênfase ao "senhor" ironicamente.  Claro, era muito bom para ser verdade. - E a proposito, os pedreiros vao estar terminando o trabalho no apartamento  esse final de semana. - explicou.

Paulo: Voce sabe quem vai se mudar ? - questionei rezando para obter uma resposta decente.

Jose: É uma velhinha que tem uns cachorros aí. - deu de ombros. Mas nao é proibido animais no predio?

Acabei dando de ombros também e me dirigi ao meu carro. Assim que completei dezessete anos, já estava praticamente com a habilitação em mãos.

As leis aqui sao diferentes, podendo dirigir após o dezesseis, mas só sendo considerado adulto após os vinte e um.

Vai enteder, nao é mesmo?

Pessoas estranhas. País estranho. Mundo estranho. Universo estranho.

Claro, menos eu. Eu sou eu.

Como todos os dias, encontro com Lilly. A menina estava atrasada... de novo. Resolvo lhe dar uma carona.

Apos digitar o endereço de sua escola no Gps eu e ela seguimos para lá com ela me contando sobre a escola.

Ao estarcionarmos decido leva-la lá dentro ja que aparentemente todos ja estavam em sala.

Paulo: Voce tem aula de que, agora?

Liily: Acho que é Educaçao Física. - ponderou.

Assenti e nós nos encaminhamos a quadra onde haviam varias crianças. Umas meninas acenaram para Lindsay e defini que aquela fosse sua turma. Ela saiu correndo ao encontro delas.

Xxx: Voce é irmao dela? -um homem se aproximou de mim.

Paulo: Ha, nao. Sou um amigo.

Xxx: Eu sou o professor de Educaçao fisica. Simon.

Paulo: Paulo Guerra. - cumprimentei.

Simon: Voce por acaso teria o contato dos pais da Lilly, ela está com um comportamento diferente e nao está participando das atividades direito. Ano passado ela nao era assim.

Paulo: Nao tenho! Mas eu posso falar com eles. -pensei. - Se bem que eu acho que eles sejam a causa da mudança de comportamento dela.

Simon: Eles?

Paulo: Os pais dela vivem brigando na frente dela, acho que isso tem afetado o emocional.

Simon: Entendi, esses casos sao dificeis. A coordenação está pensando em arranjar um tutor para incentivar a menina.

Paulo: Tutor? Tipo ajudar nas atividades físicas e tarefa de casa? - ele assentiu. - Entao diga a eles que acabaram de encontrar um!

O homem sorriu e me encaminhou a diretoria. Me lembro que a ultima vez que estive em uma diretoria foi ainda no Brasil.

Como eu tinha o ensino médio concluído e estava para cursar faculdade as coisas foram mais fáceis. Além do que, Lillu gostava de mim, o que já é meio caminho andado.

Eu começaria na segunda e hoje era terça ainda! Minha ultima semana de desempregado.

Pelo visto vou ter que trancar o período da manhã e frequentar as aulas a tarde.

(...)

Ao chegar em casa fui tratando de ligar para a faculdade para inverter os períodos. Depois de três tentativas desisti.

Apos o almoço decidi que precisa abastecer os armários de casa, normalmente eu faço isso nos finais de semana. Mas hoje tenho a desculpa que preciso ir até o Instituto tratar a questao dos horários.

Estacionei o carro e observei pela janela, alguns iam embora e outros saiam nesse pequeno intervalo para comer ou algo do tipo. E outros aproveitavam o tempo livre na Praça ali em frente.

Desci do carro olhando tudo em volta reconhecendo o ambiente com os olhos.  Meus olhos pararam em uma figura.

Sorri de lado e caminhei ate lá distraidamente. Ela estava lá, sentada na escora do banco junto com duas meninas e dois meninos.

Uma deles tinha o cabelo lisos e na cintura e a outra  cachos.

Assim que a menina notou minha aproximaçao arregalou os olhos e murmurou algo para seus amigos que nao consegui escutar. Ela veio até mim.

Assim que parou de frente a mim, esgueilhei o olhar por cima de seus ombros e vi aquelas pessoas nos olharem curiosas.

Nao tive tempo nem de cumprimentar a mesma.

Alicia: Paulo! Entao é verdade.

Rolei os olhos por seu rosto tentando encontrar algum semblante de brincadeira.

Paulo: Nao entendi. - ela revirou os olhos soltando um riso.

Alicia: Você vai mesmo fazer faculdade aqui. - cruzou os braços, eu ainda tentava enxergar seus amigos. - Quem diria, eu nunca ia imaginar.

Paulo: É incrivel a sua capacidade de duvidar de mim, impressionante. - brinquei e vi ela me lançar um olhar triste.

Alicia: Mas você faz por merecer. - engoliu em seco e aquilo me doeu.  Virou as costas para mim e eu bufei incrédulo. Ela se voltou pra mim de novo. -   Olha, desculpa. Eu nao quero tocar nesse assunto de novo. - arqueei a sobrancelha.

Paulo: Você está bem? Mesmo?

Alicia: Sim Paulo. - começou a estalar seus dedos. - Eu só nao estou afim de cutucar uma ferida essa hora. - fiquei duvidoso se ela se referia a mim ou a ela.

Paulo: Bom, eu tenho que ir. Vou trocar meus horários para a parte da tarde. - me virei mas sua voz interrompeu o processo de completar a açao. - O que foi?

Alicia: É. - desviou o olhar. - O que acha de ir no... não esquece. - parou repentinamente, ela ia mesmo me convidar pra sair?

Paulo: Porque não termina sua pergunta? - cruzei os braços divertido.

Alicia: Para de ser indiscreto Paulo!

Paulo: Eu deixo voce começar de novo. - ri.

Alicia: Prazer, Alicia Gusman. - estendeu a mao.

Paulo: Nao era taaaao do começo assim, Aly! - ela riu, apertei sua mao a fazendo gargalhar mais. - Mas nao quero te deixar no vácuo, entao: Paulo Guerra.

Alicia: Entao Paulo Guerra, eu preciso da sua ajuda! - sorriu amarelo. Tive a sensaçao que nao era sobre isso que ela ia falar.

Paulo: É assim neh? Ja ta explorando. - ela me deu um tapa no braço.

Alicia: Eu vou me mudar no fim de semana e voce vai me ajudar.

Paulo: Vou?

Alicia: Sim! Voce nao queria minha amizade de novo? - na verdade, nao era só amizade. Acabei assentindo.

Alicia: Ótimo! A gente combina depois. - se virou, segurei seu braço novamente. -Que é?

Paulo: Eu te ajudo se você sair comigo hoje.

Alicia: Hoje? - guinchou. - hoje é terça feira, Paulo! - revirou os olhos.

Paulo:Eu quero conversar com voce, preciso da sua ajuda! - me referi a Meggie.

Alicia: Ta bom. -bufou. -As oito? -assenti meio ressabiado. - É que minha amiga vai lá hoje. - explicou.

Paulo: Eu passo na tua casa. - nao a deixei responder e me encaminhei escola a dentro.

(...)

A tarde se passou monótona, depois de ter ficado duas horas no trânsito eu consegui chegar em casa com as compras.

Agora eu me encontrava dentro do carro indo para o pequeno apartamento que a morena reside.

Será que ela vai acreditar em mim? Bom, ela é a unica pessoa que confio aqui e pode me ajudar, já que é bem esperta.

E que amiga é essa? Bom, nao importa.

Estacionei naquela pequena ladeira e após respirar fuuundo desci e logo já subia as escadas para aquele apartamento.

Claro, roubei uma rosa da decoraçao de entrada no mercadinho ali em baixo.

Toquei a campainha enferrujada, tomara que eu nao pegue tétano! Ta, informação desnecessária.

A porta se abriu rangendo de uma forma ensurdecedora, meus olhos se encontraram com o da figura minha frente e um choque me percorreu.

"Mas o mundo conspira ao nosso favor"
A banca 021 Doce ilusao.









Notas Finais


Eu vou deixar umas explicaçoes aqui.

- Prova do Ifes amanhã. To quase pirando. Sim, no domingo.

- Só ontem ei tive duas provas e um seminário para apresentar!

- Duas semanas de provas do quarto bimestre.

- Fiquei bem chateada com a queda dos comentários e me afastei do spirit por um tempo. Só que acabei nao acha do justo com aqueles que sempre estao aqui comentando e tals.

- O projeto? Acho que nao vou prosseguir com ele. Eu vou terminar essas fanfic e talvez nao escreva novas histórias, embora esteja com muuuitas ideias.

- o proximo capitulo vai se passar no Brasil.

- O sete...

- O o oito nós teremos alguns pedidos inusitados.

Tchau


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