História Folhas do Outono - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescentes, Colegial
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Palavras 518
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Escolar, Festa, Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Vazio


A porta rangia ao ser aberta. A casa estava velha. As tábuas do chão rangiam e as paredes mostravam rachaduras e buracos aqui e ali. O tempo não perdoou a pobre casa. Talvez ele seja a coisa mais fria existente, o tempo; nunca perdoou nada, e sempre esquece de tudo. Alguns móveis ainda estavam lá, esperando para entrarem naquele maldito caminhão e serem levados para longe do lugar na qual viveram sua estática existência por tanto tempo. Alguns móveis foram jogados fora, claro. Culpa dos cupins, bichos insolentes. Bom, pelo menos eles perdoaram a mesa de jantar e algumas cadeiras.

Connor deixou a bicicleta na frente da casa e entrou silenciosamente. Olhou ao redor, mas não com um olhar triste. Não, foi com um olhar... frio. Procurou guardas os pensamentos para si e seguiu reto pelo corredor vazio. Parou ao avistar algo no final dele.

-Olá, Napoleão.- Falou ao seu Maine Coon, que à passos rápidos veio se entrelaçar em suas pernas.

Ele também sente.

Certamente, de uns dias para cá o gato havia mudado o seu comportamento. Andava cauteloso de lá para cá, desaparecia por horas, cheirava e miava pelos cantos da casa vazia. Mas ele sabia que tinha Connor, e que o dono iria protegê-lo do que quer que estivesse acontecendo.

-Vai dormir, amanhã a viagem vai ser longa.- O gato ronronou e afastou-se, desaparecendo rapidamente de vista.

Connor subiu as escadas e dirigiu-se ao seu quarto quase vazio. Ainda havia um saco de dormir no chão, pois a cama já estava no caminhão.

Por que minha mãe te que ser tão apressada?

Suspirou e sentou-se no chão. Pegou seu celular e colocou To All Of You para tocar, ele amava essa música. E lá ficou, largado no quarto tão vazio quanto o interior dele, esperando o tempo passar.

Ouviu-se um barulho vindo do andar de baixo e Connor deduziu que fosse sua mãe.

-Cheguei, Connor!- É, certamente era sua mãe.- Filho?!

A música foi desligada e Connor andou calmamente até as escadas.

-Oi mãe.- Abraçou-a.

-Passei naquele restaurante japonês que você adora e comprei yakisoba pra gente comer.- A mãe abriu um sorriso.- Vou no banheiro, vai comendo.

Connor sentou-se na mesa de madeira lascada e olhou seu yakisoba com indiferença. De fato, aquele era o restaurante preferido dele. Sua mãe havia levado ele para comer lá a primeira vez quando ele tinha seus 5 anos, e ele amou a culinária japonesa. Não tanto quanto ele amava a culinária italiana, mas isso não importava mais. Pegou seus hashis e ficou batendo eles entre os dedos, desinteressado.

-Algum problema filho? Parece deprimido.- Indagou a mãe sentando-se.

-Não.

-Vi sua bicicleta lá fora, deu uma volta.

-Fui falar com o Henry.

-Ah.- Um silêncio caiu sobre a mesa.- O que ele disse?

Isso importa?

-Boa viagem.- Olhou mais um pouco para a comida, cogitou não comê-la, mas algo maior o obrigou a engoli-la.- Bom, acho melhor eu ir deitar, boa noite mãe.

Despediu-se dando um beijo em sua testa e subindo as escadas. Apenas fechou a porta e jogou-se em cima do saco de dormir.

Isso importa?

 



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