História Follower - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Follower, Jikook, Sasaeng, Stalker, Taeseok, Vhope, Yandere
Exibições 252
Palavras 7.068
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Lemon, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - I'll Be Your Baby



(Domingo, 03:57)
×V P.O.V×

 

Passado.

Ah, o passado. É incrível como essa palavra soa bem para uns e terrível para outros. Ele pode nos ensinar coisas, descobrir novas, nos fazer sorrir e talvez chorar. Ele te faz lembrar da sua personalidade e quem você é hoje. As vezes ele pode te descrever e também pode ser misterioso, nostálgico, trágico, agoniante... O mais intrigante é que você não pode mais voltar atrás, e muito menos arrumar ou melhorar as baboseiras e invenções que fez. Mas isso nem sequer interessa, afinal, já passou, e não irá servir para mais nada em nossas vidas.

 A não ser o meu amor por você, que nasceu há anos atrás.

Eu sempre consigo lembrar perfeitamente o que eu sentia e nutria por você. Era tão doloroso te ver entrando numa sala que não fosse a minha, olhando para olhos que não fossem meus, rindo de besteiras que não vinham de mim. Mas eu estava destinado á isso, a culpa é toda sua. Você não faz idéia de como eu estava loucamente amando sofrer por você e esse seu sorriso maravilhoso.

Futúro.

Uma palavra tão leve e bela, solta e calma, mas seu objetivo é pesado e rigoroso como uma corrente de aço. Você é livre para escolhê-lo, mas vai ser sempre obrigado a seguir mesmo com milhares de armadilhas e obstáculos, consequências e temôres. Mas advinhe só, meu doce, o nosso já está pronto, e logo seremos como um só. Nosso amor será eterno, sem complicações, sem nada para se preocupar. Assistiremos os mesmos filmes na mesma sala, comeremos nossas comidas na mesma cozinha, leremos os mesmos livros no mesmo escritório. Teremos para sempre os nossos sorrisos um para o outro, e assim nosso futúro será mais divino e unido como a lua e as estrelas.

O Presente?

Ah, meu doce HoSeok, o presente só tem um significado ou sentido, que é nossos destinos entrelaçados. O nosso "hoje" é oque irá nos unir. Hoje você me notará e se prenderá em meus braços. Estou prestes a tocar seus lábios sem que ao menos peça, e você adorará isso. Irei te tocar como ninguém nunca ousou tocar, e você irá me querer da forma mais luxúriosa que existir no mundo...

Sua face denúncia seu medo. Você está assustado. Seus lábios tremem, e seu cabelo negro e bonito parece disposto a ficar em seu rosto. A chuva faz com que sua roupa se prenda em seu belo corpo, e só de pensar em como você deve estar querendo tirá-las dali, passo minha língua por meus lábios os deixando mais lisos e brilhantes. Sua boca se encontra num tom bem mais avermelhado pela nossa corrida e pela chuva, e isso me faz engolir arfante. Essa sua voz rouca pelo medo faz com que minhas calça apertada que você tanto ama se sinta pequena pelo volume de meu membro.

Retiro as mãos dos bolsos de meu sobretudo e as pouso juntas em meu peito, exatamente no ponto onde posso sentir mais fácilmente meu coração bater acelerado. Você é tão lindo que me dói.

Você nem notou que colori meu cabelo de castanho para agradá-lo... não é? Você nunca viu meu rosto, então nunca pôde dizer se eu era bonito como você. 

Mas... já viu meu corpo. Lembro-me perfeitamente do dia em que consegui ter coragem para colocar em seu estojo, uma foto simples que tirei com minha primeira polaroid. Hah, você ficou tão confuso e envergonhado. Eu tinha apenas doze anos, estava desesperado por seu amor, não fazia idéia de quê e como tirar aquela simples foto. Acabei tirando uma simples selca. Mas eu tinha e tenho tanta vergonha de meu rosto, tanto medo de não gostar de mim que risquei meu rosto com um pincel permanente vermelho. Você se assustou ao encontrar a lembrancinha depois do intervalo, também ficou um pouco bravo... porém não hesitou em levá-la para casa e jogar na sua gaveta de roupas íntimas. Foi a primeira vez que você me viu e meu primeiro presente. Fiquei tão empolgado que contei tudo para meu novo-irmão-adotivo, que surtou como uma garotinha junto a mim. Depois de pularmos como adolescentes eu jurei há mim mesmo que sempre mandaria mais daquelas até você procurar por quem te mandava.

Pelo resto daquele pequeno mês de 2012,  uma vez por semana você ganhava a foto de um garoto sem rosto - que foram apenas quinze, por estarmos na metade do mês na época - e eu completava minha coleção de fotos suas tiradas por trás de um arbusto na entrada da escola. Sempre como sorriso mais brilhante e esperançoso, também conhecido como o seu.

Mas como eu disse, foi por pouco tempo. Logo eu notei que você apenas as jogava em algum lugar que sua mãe não pudesse ver, e um dia quando tentei vasculhar suas coisas todas estavam no mesmo lugar, e algumas até queimadas.

Eu já estava me enchendo de prazer e luxúria apenas em vê-lo como em meus sonhos. Seus olhos tremendo e sua respiração ofegante, com a água escorrendo por todos os cantos de seu corpo. Sim, meu doce, eu sou um puta pervertido, mas eu te amo tanto, tanto, tanto que realizaria um pacto com o caralho apenas para ver seu sorriso sendo direcionado somente á mim.

Abri meus braços como se pedisse um abraço e você me olhou estremamente assustado. Armei o sorriso mais pacífico e controlado que pude, fazendo meus óculos subirem pelo volume de minhas bochechas

- Hyung, você me descobriu, depois de tantos anos.... - comentei de forma calma e você arrumou sua postura, ficando extremamente ereto e petrificado. Num pequeno susto, um raio caiu e engoli seco. Eu tinha que me controlar. Você me olhava fixamente, e passar vergonha justo preso em seus olhos seria um pecado imperdoável. Respirei fundo ao ver que você não me responderia tão rápido, e logo relaxei meu braços analisando oque devia estar passando por sua cabeça

Desconfiança, dúvida, questionamento, confusão. É, com certeza era isso que passava por ali. Um monte de porquês e questões sem resposta alguma. Mas e em seu doce coração?

Raiva, medo, desespero, desconforto. Sim. Isso. E eu já sabia oque fazer naquela situação. Eu não viria atrás de você sem me preparar antes, e afinal, enganar algumas mentes para ter um bom resultado nunca foi difícil para uma pessoa como eu. Tentei me aproximar lentamente, mas logo você se abaixou e catou um galho velho e podre que estava próximo á seu pé, o erguendo e ameaçando contra minha pessoa

- Quem é você? Oque quer de mim?! - perguntou um tanto alto, mas todo seu medo e covardia era quase palpável. Desmanchei meu sorriso e logo minha expressão era semelhante á sua, assustada e amedrontada. Fiz um falso escudo com meus braços e fechei meus olhos com força

- N-não me machuque! - encolhi mais meu ombro e abri apenas um olho, vendo que estava dando certo - Eu posso explicar... mas não me machuque! - fazer-me de uma garotinha indefesa é uma tarefa mais fácil que escolher um nome para um cachorro. Eu sempre notei que você tinha mais afeição por pessoas fracas, tímidas, indefesas e fofas. Então faria de tudo para adiquirir todas essas personalidades

- Então eu acho que você vai ter que explicar muita coisa pra mim! - vi sua voz tomar um tom mais grave que um normal, e sem que me desse conta, você estava bastante próximo de mim segurando as golas de meu sobretudo com força. Prendi minha respiração e senti meu rosto ficar quente. Muito quente. Droga nunca estive com o rosto tão perto do seu, seu cheiro, sua respiração, tudo estava me abraçando - Pensa que eu não sei que é você que anda me deixando paranóico?! Você é o vagabundo do... do...  V(!), não é?! - apertou mais minha gola e ergui meu indicador como se pedisse atenção

- O coração dispara... - segurei em seus pulsos o fazendo me soltar, estava sem entender nada. Eu gostava daquela música, e cantá-la para o destrair seria uma experiência emocionante. - ...Tropeça quase para... -  enfiei minha mão em meu bolso e você murmura um "Oquê?" enquanto eu resonava baixinho a canção brasileira - Ah não consigo lembrar a letra...

- Oque pensa que está fazendo?! - me aproximei mais e puchei aquele famoso tecido branco e cheiroso. Novamente eu o desmaiaria, e admito, amava fazer aquilo

- Eu amei te ver...

- Saia de perto de mi... HMF!! - dei a volta por você até chegar em suas costas, e o agarrei por trás, prensando o pano em sua boca com uma mão e segurando seu tronco com a outra. A sensação de adrenalina naquele momento era incrívelmente ótima.

- Eu amei te ver... denovo... - abri um sorriso vitorioso

Seus olhos caíram leves e cansados junto a seu corpo. Sorri ao tê-lo em meus braços novamente, mesmo que não fosse da forma que sonhava, mas foda-se, você é lindo dormindo, meu doce.

Te coloquei em minhas costas como se fosse um coala para que eu te levasse de volta para sua casa. Você não é pesado, afinal, eu já te carreguei inúmeras vezes, incluindo as vezes que você desmaiava pela presença de sangue. Mas a chuva havia te enxarcado de forma absurda junto á suas roupas, aumentando a pressão em nossos corpos. Estremeci quando tentei te levantar mais um pouco e sem querer fiz seu membro roçar em mim, deus, eu estava ficando louco, louco para ser consumido por esse seu corpo maravilhoso.








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O percurso do beco em que estávamos até sua casa não foi demorado ou difícil. Ah, para minha sanidade foi terrível. Todas aquelas pessoas te olhando e tombando as cabeças para mim foi um pesadelo - tanto que decidi usar meu sobretudo como um tipo de capa para nóis dois, mas nada de comparou a ter seu peito colado em minhas costas com a água gelada nos penetrando. Eu infelizmente sou um pervertido, e aproveitei que ninguém tinha vista de suas belas pernas e dei leves apertadas ali. Eu já havia tido aquela experiência, mas era sempre como a primeira vez pra mim. Emocionante, insano, exitante.

Se retirar os nossos sapatos na porta já foi uma tarefa difícil, ao subir suas escadas eu pude perceber o quanto estava ficando velho. É, eu podia ser bom em escalar e purar muros, subir em telhados, prender-me em galhos ou até mesmo instalar câmeras em armários imbutidos, mas em carregar um adolescente de dezessete anos nas costas não estava na pequena lista... Cada degral parecia que você pesava mais, e quando finalmente abri a por ta de seu quarto meu corpo já não me sustentava mais, me fazendo acabar por cair no chão com seu corpo ainda em cima de mim. Gemi um tanto alto por, novamente, você roçar em minhas nádegas por acidente. Ergui um pouco meu corpo fazendo você rolar para o lado terminando largado de barriga para cima. Respirei fundo soltando o ar um tanto alto pelo cansaço. Virei meu corpo para cima da mesma forma que o seu e deitei meu rosto para analisá-lo.

Sorri. Não seria nada demais provar um pouco daquilo sem permissão...

Engatinhei até seu corpo adormecido e fiquei de quatro em cima de si, focando em seu rosto um tanto pálido. As gotas ainda escorriam por nossos corpos, me enchendo de planos sujos e impuros. Deus, você é tão lindo. A camisa de tecido leve e fino molhada permitia que eu vesse os detalhes de seu corpo e músculos bem definidos, e não hesitei nem um pouco em tocar ali com a ponta dos dedos. Acariciei a lateral de seu rosto com calma, notei que estava estranhamente frio mas não me importei.

Abaixei de leve meu corpo e deixei um beijo molhado em sua testa. Claro que meu coração parecia que ia explodir e eu tinha certeza que mesmo dormindo você podia o ouvir, mas mesmo assim, desmanchei meu sorriso bobo para me aproximar um pouco mais e passear minha língua quente desde seu pescoço até a área próxima de seu olho fechado.

- Mesmo salgado pelas gotas de chuvas e pelas mágoas, você continua sendo meu doce predileto. - afastei meu rosto sentindo meu rosto esquentar - Se bem que... eu deveria procurar por outro apelido... - tombei a cabeça como se realmente pudesse falar com você, e logo achei o mais brilhante - Que tal esse, daddy? - ri com o apelido que geralmente era usado por garotas ou crossdressers1, mas não iria mentir, havia amado aquilo.

Infelizmente num susto você pareceu ter o pulmão preso e soltou uma leve tosse, fazendo uma expressão agoniada. Imediatamente encostei a costa de minha mão em algumas regiões de sua face. Estalei a língua meio chateado. Você pegaria um resfriado daqueles e ficaria preso em casa com raiva. Me sentei em seu abdômen procurando uma saída e logo um sorriso nasceu em meu rosto

- Um bom namorado dá banho no outro quando o mesmo precisa.... - ri baixinho e me levantei passando meus braços por debaixo de suas coxas e tronco, logo te erguendo como se fosse uma criança. Juntei mais um pouco de força e caminhei cautelosamente para seu banheiro, te deixando sentado no mármore da pia e preparando a banheira. Eu já havia tirado suas roupas uma vez antes, mas dessa vez seria completamente diferente. Eu normalmente apenas trocava suas roupas ou só te jogava de qualquer jeito na cama, mas não sei se minha sanidade se segurará desta vez. Eu poderia fazer aquilo inúmeras vezes mas continuava um jovem virgem e tarado... O mais louco é que eu já estava exitado com você dormindo-desacordado, imagine se estivesse aqui, me olhando, com a face corada me pedindo para fazer coisas errônias e pervertidas.

Me ajoelhei na sua frente e segurei na barra de sua camisa. Meu coração estava para sair de meu corpo rasgando minha carne e pele, e eu tinha quase certeza de que meu rosto estava tão vermelho quanto o cabelo de Kim NamJoon na oitava série. Minha respiração estava ofegante e minhas mãos trêmulas.

Soltei sua camisa e retirei os óculos de meu rosto, massageando as pálpebras de meus olhos. Suspirei fundo e os coloquei novamente, juntando todo o restinho de paciência para realizar aquela simples ação. Coloquei minhas mãos de volta na barra de sua camisa e a arranquei de seu corpo com britalidade, arfando fundo ao ver seu corpo belo e definido. Balancei a cabeça de um lado ao outro tentando me concentrar e abaixei minhas mãos e olhar para seu cinto de couro. E aí estava a minha maior tortura em todos esses anos de vida.

Como podia ficar tão quente em tão pouco tempo?

Merda, eu estava tão exitado que jurava que minha calça encouraçada iria se rasgar ali mesmo. Retirei seu cinto de forma lenta e afobada e joguei para trás - vulgo canto qualquer do banheiro assim como a camisa. Sem controle algum de minha mente, de forma completamente automática,  puchei sua calça com força e logo você estava só com sua box preta. Acabei caindo para trás por conta da força que usei para arrancar a calça, mas isso apenas ajudou para que eu tivesse uma vista ainda mais perfeita. Engoli seco e decidi lhe banhar daquela forma mesmo

- Sabe, daddy, vou deixar para a nossa primeira vez... Vai ser mais emocionante ver você ereto tirando para mim... - ri e corei forte pensando na imagem de mim lhe fazendo um boquete e seu esperma quente descendo em minha guela.

Dei um eye-smile já convencido e logo te abracei, o colocando na banheira já cheia de água morna e espuma








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Depois de quase lhe estuprar durante o banho, decidi que já era o suficiente e que era hora de vestí-lo. Não sei quantas vezes meu coração parou e eu senti que iria desmaiar pela falta de ar, mas sei que quando terminei de lhe vestir e o pus na cama como uma criança, eu também precisava de um belo banho. Fui rápido e tomei uma ducha quente, já sabendo que logo acordaria. Peguei algumas de suas roupas de frio emprestadas e me deitei a sua frente.

Eu te observava dormir, estávamos próximos o suficiente para que nossas respirações se chocassem e eu sentisse seu doce cheiro. Eu acariciava as mechas de seu cabelo negro com cuidado e carinho. Estava um clima frio e sua coberta quente te aconchegava num calor artificial.

- Peguei suas roupas emprestadas, espero que não se importe, daddy. - você não podia responder, mas eu sabia que não se importaria. Eu já havia levado algumas - muitas - de suas vestes para minha casa, e você com todas as milhares que tem por conta da família de grande porte, não se importou muito. Eu sempre pegava camisas de mangas cumpridas e calças de moletom ou calções, que eram de fato os que você menos usava. Eu sempre achei confortável, mas não se preocupe, nunca descutiremos sobre isso. 

Ri nasalmente com meu comentário e sorri sem mostrar os dentes, de orelha a orelha. Mas logo bateu-me um pequeno desespero, que horas eram?
Puchei seu celular que ficava sempre enfiado de baixo de seu travesseiro e olhei a tela. Faltavam apenas alguns minutos para seu despertador o acordar, e eu precisava ir para casa. Estalei a língua e enfiei de volta com cuidado. Me sentei de costas para si  e me levantei, me espreguiçando e esticando o corpo. Logo me virei para si sem expressão, e sorri minimamente
 

- Como poderia esquecer? - Me abaixei e puchei sua franja para trás e deixando um beijo estalado em sua testa - Até logo, daddy. - peguei a sacola em que tinha deixado minhas roupas e saí quase voando de sua casa, tomando cuidado com as escadas e carpetes que me faziam deslizar de vez em quando.
Sempre agradeci á minha mãe por morármos perto de sua casa, assim num piscar de olhos eu já estava de frente para a casa negra e morta em meio todas as brancas e floridas.








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- Estou em casa! - falei jogando a sacola no sofá sem me importar se caíria e ao mesmo tempo terminando de retirar os sapatos. No mesmo segundo meu dongsaeng surge da escada correndo até mim afobado - Oque te deu? Não va... - o garoto tampou minha boca com sua mão e levou o indicador aos próprios lábios sinalizando silêncio. Arranquei sua mão de minha boca e o olhei indiguinado. Que porra?

- Faz silêncio! - sussurrou e o olhei dos pés. Estava usando a mesma calça de ontém, uma camisa escura folgada, os cabelos assanhados, lábios bem rosados. Mas logo notei o destaque. A atadura em sua mão. Franzi o cenho e rolei os olhos, bufando irritado

- Oque você fez agora? - puchei seu braço enfaixado o erguendo na altura de nossos rostos, e logo o mesmo recuou fazendo uma expressão de dor - Tem mais alguém aqui, não é? - perguntei com um tom mais exigente e o mesmo estremeceu

- Hyung, calma. Eu posso explicar... -fez um sinal de rendimento com as mãos talvez pedindo por calma - Vamos tomar alguma coisa primeiro, estou com fome e você também deve estar... - seus olhos estavam arregalados e tremendo, logo estalei a língua já impaciente indo para a cozinha e me sentando em uma das cadeiras. O mais novo preparou um chá rápido para nós dois e se sentou em minha frente depois de por as canecas na mesa

- Anda, rápido! - rosnei alto e o mesmo engoliu seco encolhendo um pouco os ombros. Assentiu com a cabeça e arrumou a postura. Estava nervoso, mas se fosse quem eu esperava, ficaria muito mais. E eu não estou brincando

- O-Ok. Mas prometa ficar calmo...- falou me olhando com seus olhinhos de 'cachorro na chuva' arregalados. Assenti com a cabeça sem me importar muito - Bem... como eu pensei que tudo ia dar certo com você e HoSeokssi...

- Certo coisa alguma. Quando liguei aquela maldita Wang atendeu falando um monte de asneiras. Acabei tendo que fazer ele ir embora da festa e no fim você sabe, o de sempre. - comentei bebendo irritado o líquido quente - Continue.

- Sim, então... Bem eu.... Você sabe que eu sou apressado e... Acabei fazendo meu plano... Antecipadamente....

- Isso significa que... - ergui meu dedo apontando para si sem muito esforço, mais por impulso. Eu não podia acreditar no que aquele ridículo havia feito. Meu sangue já ardia sem que eu notasse

- P-Pensei que não seria problema em trazê-lo...

- V-Você trouxe...

- Ele não prestou atenção no caminho, eu tenho certeza e...

- O tampinha...

- Não tínhamos outro lugar para irmos! Olha pelo lado positivo ele ainda está dormindo e...

- PARA A NOSSA CASA?!

- HYUNG, CALMA, EU JURO QUE...

- SEU RETARDADO FILHO DE UMA VADIA!! - eu não sabia oque estava fazendo, mas só sabia que aquele garoto era um completo inútil. Não consegui me controlar e arremecei o obejto de porcelana em sua direção. Mas JeongGuk era rápido e infelizmente não consegui o acertar porque o mesmo se jogou no chão, fazendo o obejto se despedaçar na parede mesmo. Me levantei sem me importar com a cadeira que caiu atrás de mim e agarrei meus própios cabelos os puchando com a mais pura fúria. Oque aquele idiota pensava que estava fazendo?! Estávamos completamente fodidos!! Soltei meus fios e como uma bala dei a volta na mesa indo até o garoto, dando um soco em seu rosto e o segurando com força pela gola da camisa de tecido fino, o erguendo até chegar em minha altura. Suas mãos logo foram de encontro á meu antebraço como se pudesse me usar de apoio. Meu corpo e alma estavam pegando fogo e eu estava pronto para exterminá-lo ali mesmo

- HYUNG, HYUNG! ESPER... - o cortei novamente. Eu estava tão irritado que o levantei um pouco mais alto logo o jogando em cima da mesa dura, levando ao chão e quebrando qualquer objeto que estivesse ali em cima

- VOCÊ... - o batia na mesa a medida em que ditava as palavras pausadamente, fazendo com que tudo ali tremesse e o mesmo fechasse os olhos em dor - É... UM... - o batia contra a madeira com cada vez mais força - IDIOT...

- J-JungKook-ah? - antes que eu pudesse terminar de esmagar a carne podre de meu 'irmão' na madeira velha, a figura baixinha e morena de Park Jimin surgiu na porta da cozinha. Eu e o mais novo o encaramos no mesmo instante calando as bocas em uníssono. Jimin, bem... Não estava da maneira que eu realmente esperava. O suposto tampinha, vestia a mesma camisa social que Jeon usara na noite passada, porém apenas isso, oque deixava completamente amostra sua pele um pouco morena e saliente. Não deixei de notar alguns arranhões e hematomas por seu corpinho. Suas mãos pequenas e tímidas - ou ao menos os dedos, pois a camisa era grande o suficiente para cobrir todo seu braço deixando apenas as pontinhas rosadas para fora - pareciam fracas, sendo a esquerda puchando o tecido branco para baixo - acho que para cobrir mais sua pele, e a direita coçava os olhos praticamente fechados. Estava com as bochechas fofas um tanto coradas, e eu sabia exatamente o porque. Olhei novamente para JeongGuk e o mesmo também estava corando, me olhando aflito. Juntei mais minhas sombrancelhas fazendo a famosa expressão de "oque vai fazer agora?"
 

- Ele tem miopía. - murmurou tão baixo que quase não ouvi. Franzi o cenho - É um pouco forte, provávelmente não está vendo tudo... - gesticulei um "ah" meio aliviado e assenti com a cabeça

- ...Oque está acontecendo?... - tinha um tom sonolento e confuso na voz, oque a fazia levemente rouca

- É-é que... - soltei-o e me afastei, fingindo limpar a poeira das mãos enquanto o mais novo tentava se explicar - Bem... E-eu e o hyung...

- Sua boca. - cochichei baixinho em seu ouvido e o mesmo murmurou um "oque?" ainda com a face e olhos focados no menor entre nós - ...Está sangrando... - passou rápidamente a costa das mãos nos lábios e engoliu seco, desajeitado

- Nós... nós estávamos... - eu sempre odiei isso em si. Não sabia de maneira alguma mentir, e quando o fazia, era fácil descobrir a verdade. Mas o maior problema no momento é que nem eu estava com cabeca para mentiras

- Deco... - chutei qualquer coisa que veio em minha cabeça, mais por impulso, e logo se animou

- Sim! Isso! E-Eu e o hyung estávamos redecorando, sabe?! - abriu um sorriso amarelo e infantil e me permiti bater na minja própria testa em profunda decepção. Jimin piscou algumas vezes abaixando a mão pequena que anteriormente coçava seu olho, e tombou a cabeça parecendo confuso ou que não estava ouvindo - Desculpe o barulho, subo daqui há pouco.. - pareceu demorar um pouco para entender mas logo assentiu com a cabeça

- Não, s-sem problemas... Eu não sabia que estavam fazendo algo sério, sinto muito incomodar... - se curvou em pedido de perdão e se encaminhou para as escadas. JeongGuk suspirou tombando a cabeça pada trás bufando pesado e apoiei meus dois braços no mármore da pia, arfando sem paciência

- Puta merda, JeongGuk... - resmunguei e fui em direção á porta, mas antes de sair dei meia volta apontando para o mais novo - Você. - me llhou de imediato - Vai limpar tudo isso. - apontei rodando meu dedo por toda a extenção da cozinha - Ouviu?! - assentiu com a cabeça rápido e afobado








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Antes que me decepcionasse mais, decidi descer para o porão continuar meu trabalho. Abri a porta velha que ficava ao lado das escadas e entrei, trancando e fechando a mesma que já devia ser trocada, julgando pela madeira apodrecida e tinta desgastada. Desci pelos degraus que rangiam a cada passo e acendi a luz a luz também velha e amarelada, iluminando o meio projeto de escritório.
Aquele lugar me acalmava de forma sobrenatural, mas nada superava a calma que era quando eu invadia seu quarto e dentia seu cheiro por todos os lados. O porão era na maioria do tempo apenas usado por mim, mas eu passava tanto tempo ali que eu mesmo confundia com um quarto normal, de vez em quando dormindo na mesa do computador ou no colchão velho no chão. Pelas paredes também escuras, murais com fotos suas estavam espalhadas por todos os lados, prateleiras com livros antigos de décadas passadas, quadros seus e alguns utensilhos. E em um canto ao lado do monitor do computador, um armário que continha algumas coisas suas que havia pego emprestado, objetos pessoais e coisas talvez ainda mais pessoais que o desejado.

Caminhei até o suposto armário e panhei um moletom seu. Era um preto sem bolsos com palavras brancas escritas em inglês no busto. Você o usou no outono do ano passado, toi no mesmo dia em que coloriu seu cabelo de ruivo avermelhado. Ah estava tão bonito. Me joguei na cadeira giratória e novamente perdi meu controle, aprocimando o tecido grosso de minha face e tragando o seu perfume que mesmo depois de tanto tempo permanecia ali. O seu perfume - você sempre teve um aroma inesplicável de madeira molhada, algo como o cheiro amargo de capuccino - e o cheiro da química me deixaram arrepiado, e quanto mais eu tragava seu perfume mais me sentia drogado e mais sentia o volume entre minhas pernas aumentar.

Suspirei e coloquei o moletom ao lado do monitor. Era bom parar antes que fizesse algo nada educado. Estralei meus dedos e sacudi de leve o mouse fazendo a tela brilhante reacender, pedindo a senha. Joguei o fone nos ouvidos. Digitei rápido as palavras seguras e já tinha ampla vista do que poderia estar acontecendo em sua casa. Sorri ao ver que você ainda dormia da mesma forma que havia deixado.
Ah, eu me lembro do dia em que instalei as câmeras na sua casa, exatamente no início das férias de 2014. Você tinha ido viajar com sua família para Gwangju, e fui deixado mais uma vez entediado em casa. Claro que obriguei JeongGuk a vir comigo para ajudar. Não foi nada fácil instalar essas coisas praticamente no teto do seu quarto, sala, cozinha e porta da frente. Agradeci tanto que seus vizinhos não suspeitaram ou deduraram pros seus pais...

Estiquei-me um pouco e deixei o fone empendurado em meu pescoço, puchando meus cadernos e livros de um canto para fazer logo as atividades da escola que havia atrasado por um bom tempo. Não havia dado dois minutos e eu já estava dormindo. Dormir, uma das coisas que eu menos fiz durante esse ano. Eu mal pregava os olhos por conta de seus desmaios, meus estudos, JeongGuk, e a falência de minha mãe. No começo eu pensei que fazer a maldita ir para o inferno de uma vez por todas não fosse um problema tão grande, mas ter que esconder as evidências de JeongGuk - que até agora acredita mesmo que a mesma ainda está viva, apenas viajando - e manter a casa ao mesmo tempora era agoniante. Trabalhar, inventer desculpas, cuidar, estudar... Mas no fundo sabemos que não é culpa sua. Logo deixarei as coisas mais claras e estaremos dormindo juntos na mesma cama abaixo do mesmo teto.

Mas meu descanso foi pouco, e logo acordei num susto quando a bendita caneta caiu de minha mão e chocou com tudo no chão, fazendo o barulho do plástico e metal soarem pelo projeto de escritório. Pus a mão em meu peito esquerdo para sentir meus batimentos, e suspirei aliviado por não ter sido nada demais. Arrumei meu óculos que quase caia da ponta de meu nariz e me espreguicei esticando os braços para cima. Bocejei e com apenas um olho olhei para a tela do computador que me permitia ter vista de seu quarto com apenas você sli no canto, dormindo em sua cama, calmo, exatamente como eu havia deixado... uma hora atrás?

Deixei com que meus lábios ficassem numa perfeita linha reta e voltei a posição normal, porém logo praticamente me deitando desleixado na cadeira de couro. Virei meu rosto para analisar mais o local sem pressa alguma, e fitei a prateleira que continha uma câmera simples.

Câmera. Câmera... Câmera.........  

AS FOTOS!

Me levantei rápido virando meu corpo de um lado para o outro procurando onde havia deixado meu moletom cinza que sempre usara para ir no mesmo lugar revelar as fotos, logo o achando jogado em cima do pobre colchão. Corri até o mesmo o vestindo com pressa e depois fui afobado em direção ao espelho, puchando minha franja mais por cima dos olhos e lentes. Assenti com a cabeça para mim mesmo (?)  e corri até a porta antes pegando a câmera um tanto velha.








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Um de meus maiores sonhos, era te levar para o Laboratório de revelação fotográfica. Tá, claro que não seria só para olhar e por o papo em dia, eu já me imaginei transando contigo em todos os cantos possíveis do estabelecimento, e era sempre maravilhoso. Deveríamos tentar um dia, quem sabe.

Eu sempre gostei mais de fazer as coisas pela moda antiga, e com as fotografias não seria diferente. Ir até a chapa num escuro avermelhado, revelar seu delicioso sorriso um por um, no silêncio e privacidade do tempo. Era relaxante.

- E... as últimas... - sussurrei para mim mesmo e coloquei a espécie de papel fino e  branco no líquido ácido, o arrumando com a palhetinha. Logo seu sorriso foi aparecendo na foto e o meu em meu rosto, quase em uníssono. O problema é que eu estava tão focado e hipnotizado por seu sorriso, que nem notei quando três gsrotas repugnantes de voz familiar entraram. Assim que a porta se fechou com um tanto de indelicadeza é que notei oque se passava, cobrindo um pouco mais meu rosto com o capuz macio. Mas infelizmente a audição não tinha a mesma função que a visão, e quando me levantei do banquinho e virei para trás para retirar as primeiras fotografias que estavam "secando" no pequeno varal, dei de cara com as vadias olhando ao redor. Recoei um pouco para trás e engoli seco, me apoiando num mármore ao lado que tinha produtos químicos

- Ahm... Vai demorar muito? Nós te vimos entrar há quase meia hora e até agora você não saiu. - uma ruiva baixinha perguntou acusativa me olhando da cabeça aos pés, com os braços cruzados e cenho franzido. Por algum motivo eu estava nervoso, algo de ruim aconteceria

- Não eu... - mechi a cabeça em negação de forma travada no olhar da garota

- Mas que merda é essa? Porque tem fotos de Hopessi aqui? - uma das garotas, a de cabelos platinados falsamente cacheados e com mechas azuis nas pontas dos mesmos, alta por conta dos saltos, olhava as fotos com uma outra morena baixinha com a expressão mais confusa e raivosa que já tinha visto. Ah, lembrei quem são. Amigas da Wang, Fei.

- Onde? - a ruiva se virou e arregalei meus olhos. Tentei segurar seu braço para que não fosse em frente mas falhei. As garotas já tinham quase todas as fotos em mãos e os olhos tão arregalados quanto os meus - Q-Que porra é essa?!

- Você é do clube de fotografia, não é? Ou é um stalker? U-Um sasaeng! - eu estava um tanto paralisado. Não podia fazer ou dizer nada, minha boca apenas abria e fechava. Minhas mão já começavam a tremer e logo as cerrei. A morena entre elas veio até mim marchando com os olhos em chamas, e logo as outras duas a acompanharam

- Eu não preciso de um substantivo arrogante como esses para tirar fotos do meu homem. - falei num tom alto e sério, quase num rosnado, vociferando. A loira logo se aproximou mais com uma sombrancelha arqueada e um dorriso esárnioso. Soltou uma risadinha abafada e juntou duas das fotos, as erguendo na altura de meus olhos e as rasgou. Cerrei meus punhos com mais força e rangi os dentes

- Seu namorado, é?! - rasgou agora em quatro partes ainda de frente a meu rosto - HoSeok-ah não é um queima rosca, é um homem de verdade, jamais ficaria fom uma bixinha ridícula como você!! - jogou os restos no chão e me puchou pelo capuz que jâ havia caído em meus ombros há tempos.

- Que idiota! - a ruivinha riu completamente debochada, porém o nervosismo e ira eram quase palpáveis. Afastou a suposta amiga inclinando um pouco seu corpo a minha frente com a mão esquerda presa à cintura e a direita com o indicador erguido batendo em meu peitoral - Você é um ridículo, trouxa e psicopsta! - minha expressão já nem existia. Eu sabia como lidar com gente assim, seria bem fácil - Ninguém gosta de ser perseguido por um viado, retardado! - segurei em seu dedo de forma calma e destraída, e o levei psra trás num segundo logo fazendo o doce som do osso se deslocando pela sala junto ao berro da garota. A mesma se afastou junto às amigas - S-SEU COVARDE!! - falou abraçando o próprio dedo. A puchei pelo pescoço com a mesma mão que havia quebrado o dedo, nos fazendo ficar com o rosto com pequenos centímetros de distância

- Você é corajosa demais, Lee HyeWon. - cuspi seu nome de forma seca de dura, quase rosnando ali mesmo em sua face. Apertei seu pescoço com mais força mas a soltei num empurrão rápido. A ruiva cambaleou para trás e a morena veio em minha direção com a intuição de acertar meu rosto com um tapa, mas snres que pudesse segurei seus dois pulsos logo partindo para o couro cabeludo. A carreguei até bater as costas e a cabeça na parede dura, e sem me importar com sua careta de dor, bati sua cabeça novamente contra a parede sem dó algum

- SOLTA ELA SEU LOUCO!! - A loira gritou de forma apavorante, e isso me fez notar que estava se aproximando. Com o canto dos olhos pude ver que carregava o mesmo banquinho que eu me sentara anteriormente, provavelmente com a intuição de me acertar. Porêm fui mais rápido, e sem pensar em qualquer uma de minhas ações, joguei o produto químico e ácido em seus olhos. A garota jogou o banco no chão e cobriu os olhos com as mãos - F-FILHO D'UMA PUTA!! CARALHO

- Eu nunca te reconheceria como mãe, sua prostituta mal amada. - vociferei e a joguei contra a parede da mesma forma que fiz com a morena, segurando seu cabelo com uma mão e  puchando de meu bolso uma tesoura de ponta com a outra, tocando em sua ponta em seu pescoço como ameaça - JUNG HOSEOK PERTENCE SOMENTE Á MIM. ELE É MEU HOMEM, MEU DADDY, MEU TUDO. E NÃO SERÁ UM BANDO DE PROSTITUTAS QUE O TIRARÃO DE MIM!! - puchei seu pulso pálido e finquei a tesours ali mesmo, fazendo a garota gritar horrores. A mesma foi ao chão imediatamente tentando tirar o objeto. Me virei para trás completamente insano tendo vista das duas gsrotas que estavam encolhidas no chão, me olhando apavoradas com os olhos marejados e arregalados - Se eu ver alguma de vocês com MEU HOSEOK, eu não hesitstei em arrancar a cabeça de cada uma!! - agora que minha voz havia soado bem mais digna de um rugido, as duas se encolheram mais ainda e ficaram abraçadas soluçando desesperadas. Fui recolher em silêncio as fotos que estavam no varal e como um vulto as duas foram em direção a loira inútil. Assim que terminei meu trabalho, segui até a porta com a mochila um tanto caída nos ombros, mas antes voltei minha cabeça para finalizar o recado - O mesmo serve se alguém descobrir ou comentar sobre oque aconteceu aqui. Eu sei o número e a casa de cada uma de vocês, assim como também sei quem é a pessoa que vocês mais ama, que logo estarão com a alma fora do corpo. OUVIRAM?! - as duas assentiram as cabeças afobadas e saí do estabelecimento.

Eu não confiaria em garotas como aquelas, sei que não demoraria muito para ligarem para ambulância ou polícia, então fiz a coisa mais simples de todas. Puchei a garrafa de álcool que estava no bolso traseiro da bolsa junto ao esqueiro e bem, o resto você sabe.

"Boom"








》》》






 

- Droga... onde eu deixei as chaves... aish... - procurava minha chave pelos bolsos da calça já que tinha desistido da mochila. Nada - Ah que merd... JEONGGUK!! - berrei o nome do mais novo enquanto batia na porta e após alguns dez segundos, quase caí para trás. A figura de Jimin estava ali - pelo menos já não parecia mais um ator pornô de um filme sadomasoquista, e sim como uma pessoa normal. Respirei fundo tentando recuperar meus batimentos cardíavos  e massageei as têmporas - B-Bom dia, Park Jimin... Desculpa a gritaria...

- Me perdoe! E-Eu te assustei? - perguntou um tanto nervoso e preocupado, se aproximou um pouco com receio - Não foi a intenção... K-Kook-ah me pediu pa-para abrir a porta enquanto ele tomava banho e...

- Está tudo bem, ei, respira. - segurei em seus ombros e de leves tapinhas. O mesmo ficou vermelho e rolei os olhos entrando de ums vez em minha casa - Já comeram algo descente? Jeon não sabe cozinhar muitas coisas então... - entrei logo na cozinha e tinha um sanduíche num pratinho de porcelana com uma caneca de capuccino ao lado. Ri soprado, aquela criança... Ouvi a porta sendo fechada e os passinhos apressados do menor ecoando pela casa - Você já comeu? - me virei para trás e o garoto me olhava com os olhos arregalados

- Ah... Não, eu... - passou a mão pelo pescoço e fitou cada canto da casa menos meus olhos - Eu não estou com fome...

- Bem, tanto faz, a fome é sua. - dei de ombros e fui até a geladeira, pegando uma caixinha de suco infantil - de JeongGuk - e me sentando em uma das cadeiras de madeira. Puchei o celular do bolso e comecei a futucar nas redes sociais. Em pouco tempo, Jimin se sentou na minja frente, mas demorei para notar por conta do aparelho

- Ei. - me chamou de forma informal e o olhei de soslaio. Parecia incomodado com algo ou até mesmo desconfortável com o silêncio. Infelizmente, eu nunca passei por esses momentos, nunca senti a sensação de estar desconfortável com o gracioso silêncio, então apenas franzi o cenho

- Sim? - bloqueei meu celular o fazendo tirar os olhos e parar de brincar com as próprias mãos

- É que... Bem... Eu não sei o... Seu nome... E eu nem sequer sabia que você e JungKook eram irmãos... - comentou tímido e me senti indiferente. Ele queria meu nome? Porque? Iríamos nos ver mais vezes? Ele queria ser mais normal? Arqueei uma sombrancelha e me encostei de forma desleixada, apoiando um braço nas costas da cadeira de madeira e a outra batucando a mesa

- Praquê'? Para que em algum momento você deixe a conversa com seus amigos deslizar e todos saibam quem eu sou? - podis estar sendo muito grosseiro, mas meu humor ainda estava longe de ser um dos melhores no momento. O mesmo arregalou os olhos balançando uma mão em negação

- Não! Oque? Claro que não... - respirou fundo arrumando a postura. Mas notei que algo estava errado assim que não encontrei o brilho inocente em seus olhos - É que... eu me sinto desconfortável em ter que manter contato com alguém que nem sei o nome... - apertei mais os olhos

- Só isso? - antes que me levantasse, notei que o mesmo cruzou os braços os deitando na mesa, e fazendo a expressão que eu estava esperando. A face de quem tinha uma carta na manga, e a mesma valia um Joker

- Mas sabe, eu sempre quis saber o nome desse alguém... Principalmente quando ele planeja sequestrar meu hyung.
 

 

 

 



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