História Following The Heart - Capítulo 11


Escrita por: ~

Exibições 219
Palavras 4.290
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Ficção, Orange, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eia guys, quanto tempo hein? Mas, estou de volta. E já vou avisando que pessoas novas vão entrar na fic, para fazer aquela bagunça.
Não me matem pelo ser humano que coloquei, preciso colocar o que penso a respeito desse ser humano na fic, enfim... kkkk
4mil e poucas palavras suadas, mas consegui chegar lá.
Espero que gostem, nos vemos nas notas finais!!
Eu, particularmente não me agradei desse cap kkkk, mas não quis deixar vcs mais tempo sem cap novo. A propósito, corrigi o cap por cima, ignorem os erros!
Boa leituraaaa <3 o cap está bem leve, aproveitem...
ps:foto nada haver com o cap, mas eu tenho um amor gigante por essa foto do meu bolinho <3

Capítulo 11 - Cientologia, o começo das complicações


Fanfic / Fanfiction Following The Heart - Capítulo 11 - Cientologia, o começo das complicações

 

LAURA POV

Acordei com alguns raios de sol entrando pela janela do quarto da Tay, o dia aparentemente, estava lindo lá fora. Eu ainda estava deitada no peito da mulher que amo, sorri pra mim mesma ao perceber que passamos a noite toda nessa posição e, por incrível que pareça não tenho a necessidade de sair dela. Deixo minha mente livre, vagando por entre todos os acontecimentos dos últimos dias, não custou a parar em um alguém específico. Tay tem sido a melhor coisa que já aconteceu em minha vida, a cada dia que passava se torna mais difícil cogitar a ideia de passar um dia sequer longe dela. Perguntava-me se ela passava pelo mesmo, se os sentimentos dela estavam bagunçados como os meus, se ela sentia toda essa insegurança de não ser o suficiente, ou de um dia me perder. Porque sim, eu pensava em tudo isso, principalmente em perdê-la um dia. Eram tantas as dúvidas entre uma única certeza, a de querer ela sempre comigo, porque mesmo quando passamos o dia todo juntas, ou a semana toda, ainda se tornava insuficiente, nossos desejos era insaciável e eu não conseguia mais controla-los, talvez eu nem devesse tentar controla-los.

Meu telefone começou a vibrar, no criado mudo ao lado da cama, me desvencilhei dos braços da Tay, e o alcancei para atendê-lo. Era Terasa.

-Aonde você está Prepon? Estou na porta do seu apartamento e já toquei a campainha umas 30 vezes.

-Oi Terasa, bom dia pra você também. Não estou em casa.- levantei da cama e fui até o banheiro, não queria acordar a Tay que ainda dormia como um anjo.

-Jura que não esta em casa? Podia jurar que você não queria me atender.- Terasa soltou sua risada mais famosa, a irônica e sarcástica.

-Ok TPM, o que quer comigo?

-Não é TPM, temos um jantar essa noite às 19h30min, vim lhe avisar, nosso coordenador quer te ver, disse que você está a um bom tempo sem ir a uma auditoria, então já sabe o que lhe espera.- seu tom de voz natural estava de volta.

-Não sei se estarei de volta até às 19h!

-Você sabe que eles não toleram esse tipo de coisa, dirão que você está fugindo das auditorias. Afinal, você tinha uma marcada pra semana passada e não compareceu. Acho que você esta precisando de uma auditoria Prepon. Lhe fará bem! Enfim, resolva e me avise. Irei com você. Tenho que ir, até mais, beijo!

-Ok, lhe envio um SMS, até! - desliguei o telefone, mas permaneci no banheiro.

Eu realmente estava fugindo das auditorias. Sabia o que eles iriam me perguntar, sabia mais ainda o que a Tay pensava da minha religião, o que não me ajudava em nada. Eu tinha medo do que eu teria que enfrentar. Mas tinha de fazê-lo, não adiantaria nada continuar fugindo.

Mandei mensagem para Terasa, dizendo que iria, e que passaria pega-la as 19h.

 Voltei para o quarto, Tay ainda dormia tranquilamente, como um verdadeiro anjo. A observei por uns minutos me permiti apenas observa-la, deixar todo e qualquer outro pensamento longe, naquele momento era somente eu e ela ali. Depois de longos minutos, me deitei ao seu lado, olhei-a mais de perto.  As íris azuis agora estavam fixadas nas minhas íris verdes, conectavam de forma tão profunda, como se pudesse ler a minha, e desvendar todos os meus segredos, e talvez ela pudesse.

-Bom dia!- recebi junto de um sorriso.

 Talvez eu preferisse ficar em silêncio, é como se eu soubesse o que viria pela frente. Mantive-me com uma expressão "normal".

-O que acontecei com o "Bom dia meu amor" de sempre? -tentei soar divertida, mas minha voz me traiu.

-Bom dia meu amor. O que aconteceu? Você está diferente. - a serenidade na qual me disse isso me espantou, ela realmente via tudo através dos meus olhos.

-Eu estou bem, mas preciso voltar antes das 19h, eu sinto muito. – Temi que ela ficasse chateada, mas eu tinha de lhe dizer.

-Tudo bem, voltamos no meio da tarde, assim terás tempo para fazer seja lá o que for. –me deu um sorriso, visivelmente forçado, senti meu coração diminuir, ficar do tamanho de uma ervilha.

-Desculpa amor. Eu realmente preciso ir à auditoria, estou há muito tempo sem ir, é como meu trabalho, preciso cumpri-lo. Sei o que você e todas as garotas do elenco pensam da minha religião, mas ela não é o que parece ser ela me... – Tay me interrompeu, sua chateação estava visível.

-Me ajudou, e ainda ajuda. Eu sei ok? Eu sei... não estou chateada pela sua religião, mas sim por ser justo hoje, mas tudo bem teremos outras oportunidades de aproveitar. -uma breve pausa foi feita, Tay mudou de expressão tão rápido, que quem a visse nesse instante diria que ela não estava chateada, nem mesmo magoada, mas eu, eu sabia que ela estava. - Agora, vem aqui, bem pertinho de mim.- nos beijamos, deixei esse assunto de lado, não queria chateá-la mais.

-Eu te amo Taylor Jane Schilling, nunca se esqueça disso. – disse quando terminamos o beijo, eu já me encontrava em cima dela, voltei a beija-la, sem lhe dar tempo de me responder.

Estávamos nuas, sentindo a pele uma da outra, o tesão estava ali, sempre estava, ele apenas intercalava entre os momentos de ternura (os momentos clichês) e os momentos de tesão, amor e paixão. Paixão, aquele sentimento que nos domina, que faz o corpo pegar fogo em fração de segundos, que deixa os desejos mais obscuros a flor da pele, os corpos querendo se fundir. Dizem que o amor é tudo o que precisamos realmente ele é a chave principal, mas junto com ele vem o desejo, o companheirismo, o tesão, a confiança e a paixão. Um complementa o outro, e juntos se tornam um só, o amor.

O desejo mutuo nos fazia perder a noção do tempo, não tínhamos presa, nunca tínhamos quando se tratava de amar uma a outra, mas hoje senti meu corpo querer por mais, ansiava cada toque, ansiava por sentir o gosto único que só a Tay tem. Ansiava por ama-la, como ela merecia e precisava. Era difícil acreditar que um dia alguém possa ter tido a coragem e capacidade para fazer qualquer coisa que a magoasse.

Quando me dava conta, todos os meus movimentos eram voluntários, voltados para o prazer, voltados à vontade de saciar nossos desejos insaciáveis. Os beijos extremamente apressados, cheios de fome um pelo outro, cheios de amor. Nossas línguas traçavam uma guerra por dominância, à guerra mais prazerosa para ambos os lados que alguém pudesse presenciar e conhecer. Minhas mãos, sempre sedentas por aquele corpo, passeavam e exploravam cada centímetro, eu não precisava mais ver onde minha mão passava, o tato era o suficiente, eu já conhecia cada mínimo detalhe daquele corpo definido. Nossos lábios não se separavam não se desligavam um do outro. 

Minha mão direita, correndo todo o corpo dela, cada curva, a pele macia e perfumada, aquele aroma me deixava embriagada, totalmente embriagada a ela. A esquerda emaranhada nos cabelos claros, delicados fios dourados, bem cuidados, macios e sedosos, deixavam ela ainda mais radiante. Os lábios, quentes e molhados colados aos meus. Desci minha mão, até o baixo ventre da Tay, ela ansiava por meu toque, seu corpo se curvou, um leve gemido saiu por entre o beijo. Nossas respirações ficaram ofegantes, nossos corpos começavam a suar. Eu queria senti-la por entre meus dedos, desci mais minha mão, a palma exatamente em cima do clitóris, dois dedos dentro dela, o movimento sincronizado, ela se remexia, cheia de prazer. Meus dedos deslizavam com facilidade, o vai e vem dos dedos a pressão no clitóris, Tay estava quase no seu clímax, acelerei dando a ela espasmos que faziam com que seu corpo tremesse, se curvassem e suassem ainda mais. Descansei meu corpo em cima do dela, eu não queria mais que isso, na verdade, no momento não precisava de mais.

TAYLOR POV

Eu estava chateada, saber que teríamos que voltar antes do que eu previa por que Laura teria que ir a uma auditoria me irritou. Não me agrado da forma que eles agem. Segundo o que eu havia pesquisado sobre (a um bom tempo atrás, quando em uma das reuniões do elenco, Laura nos contou um pouco sobre a religião dela), se alguém, desde amigos até mesmo alguém família, vir a intervir contra a religião de algum membro da mesma, o membro teria que se distanciar dessa pessoa, independente de quem fosse. Sem contar a parte onde dizem que, se o membro não seguir os “conselhos” do auditor, o membro seria punido, essa punição poderia vir de forma física ou emocional. Pra mim, isso era mais uma seita do que religião. Mas, se para a Laura era importante, eu não viria a intervir, desde que isso não viesse a nos causar brigas.

Laura e eu tomamos café da manhã, e resolvemos ir até a praia. Laura deitou pegar sol, e eu fui tomar um banho de mar, aquilo era uma das coisas, das quais mais sentia falta. Quando voltei do mar, Laura estava debaixo do guarda sol, lendo. Era uma visão realmente excitante, tenho que admitir, ela fica extremamente sexy quando está lendo. Cheguei nela toda molhado, fiz questão de não me secar. Tirei o livro das mãos dela, e o depositei em cima da toalha no chão. Me sentei em cima dela, toda molhada, o corpo dela pegando fogo, em contato com o meu gelado por conta da água, a sensação era maravilhosa. Senti que ela estava excitada, somente pelo nosso contato corporal, e os beijos que eu distribuía pelo pescoço e lábios. Saí de cima dela.

-Tay, volte aqui!- eu sabia! Ela estava excitada, e mais que isso, cheia de vontade.

-Vem pegar o que você quer. - quando a vi sair da cadeira de praia, corri para a água, quando me virei ela já estava tão perto, eu queria brincar, como um casal apaixonada, bobo.

Corri, com água apenas até meu tornozelo. Mas, ela era mais rápida que eu, e logo senti seus braços enlaçarem minha cintura. Laura começou a fazer cocegas em mim, ela sabia meus pontos fracos. Quando finalmente me desvencilhei de seus braços, corri para a areia, ela veio atrás de mim, como gato e rato, corremos um pouco, brincamos de pega-pega, como duas crianças. Cansada, me rendi, deixando que ela me pegasse, nos beijamos e nos abraçamos. Nossas respirações alteradas, o sorriso estampado em nossas faces, a alegria presente, o amor fazendo nossos corações baterem mais forte. Ela me protegia em seus braços, me dava conforto. Em meio aos sorrisos, voltamos de mãos dadas até a casa, caminhando sem presa mesmo que estivéssemos com fome. Tomamos banho, e almoçamos.

Depois do almoço, Laura e eu deitamos um pouco para descansar. Adormecida em meus braços, percebi que ela não precisava mudar em nada, que eu iria me adaptar ao jeito dela, saber de todos os seus gostos, sem cobrar nada, fazer a todos os seus desejos. Assim eu sei, que no final tudo se ajeita, e a gente sempre se esquece de tudo que passou.

Duas horas mais tarde, já estávamos arrumando as malas para voltar. A viagem de volta foi tranquila, sem imprevistos, em poucas horas já estávamos em NY de novo.  

Estacionei meu carro na entrada do prédio da Laura. Meu coração apertou, a observei olhar a aliança que eu havia lhe dado, durante toda a viagem, como se ela tivesse duvidas do que sentia, duvidas de se aquilo realmente era o que queria, e bom, automaticamente essas possíveis duvidas dela, agora eram minhas também.

-Algum problema Laura? Quer me falar algo? –perguntei, sem esconder minha preocupação.

-Não, nenhum. Eu preciso subir, quer vir comigo? Terminar o que começou na praia, e não me deixou terminar no nosso banho? – seu tom de voz malicioso, era tentador.

-Acho melhor não, você precisa sair, e eu preciso descansar, estou cansada de dirigir.

-Você deveria ter me deixado dirigir amor!

-Não se preocupe, estou bem, e diferente de você, eu poderei descansar assim que chegar em casa.

-Ok, eu te amo. Até! –me deu um beijo.

-Eu também te amo, me liga quando chegar, por favor. –mais uma vez, não consegui disfarçar minha preocupação.

-Ok eu ligo sim, beijo!- saiu do carro, pegou a pequena mala no porta malas, e sumiu prédio adentro.

Dirigi até em casa, cheguei tomei um banho e desfiz a mala. Para o jantar pedi pizza, sentei no sofá assistir Once Upon A Time sem desligar a atenção do meu telefone, esperando Laura me ligar.

LAURA POV

Olhar para aquela aliança em meu dedo, fazia borboletas se alvoroçarem dentro de mim. Eu não tinha duvidas do que sentia por ela, e a cada dia que passava eu só tinha mais certeza.

Cheguei em casa, tomei um banho de banheira, confesso que a intenção era relaxar, mas era quase impossível. Escolhi um vestido azul marinho, de seda, justo até a cintura e um pouco mais soltinho da cintura para baixo, ele ia até os joelhos. Cabelos soltos, e maquiagem leve. Salto baixo, e confortável. O relógio marcava 18h30minh dei uma ultima checada no visual, passei na sala, peguei as chaves do carro e a bolsa, e fui até o apartamento da Terasa, busca-la. Assim que cheguei mandei mensagem pra ela descer.

-Você está adiantada Prepon, isso tudo é saudade de mim? –sorri de forma forçada, eu estava nervosa, é a primeira auditoria depois que eu e a Tay estamos nos relacionando.

-Estou nervosa! –não adiantava esconder isso da Terasa, ela sempre percebe as coisas e por fim me faz falar.

-Eu sei, dará tudo certo. Apenas deixe que eles façam seu trabalho em você, você precisa disso Prepon. –eu sabia disso, e era exatamente isso que me deixava assustada, eu tenho Engramas em relação à morte do meu pai, e eu precisava me libertar disso, pra que eu alcançasse a total felicidade de corpo e alma.

-Tens razão. –chegamos ao local. – Vai indo, que eu já vou, irei ligar pra Tay, não quero que ela fique preocupada.

-Tudo bem, nos vemos lá dentro.

Disquei o numero da Tay, chamou, chamou, chamou e ela não atendeu. Tentei novamente, e o mesmo aconteceu. Resolvi deixar uma mensagem.

“Oi amor, te liguei, mas você não atendeu, deve ter dormido já que estava cansada. Já cheguei no centro da cientologia, assim que eu chegar em casa eu te ligo. Eu te amo muito, se cuide! <3

PS: não me ligue, não poderei atender. Se quiser e achar necessário mande mensagem!”

Deixei o telefone em modo silencioso dentro da bolsa, e entrei. Terasa estava sentada em uma das mesas do lado direito do salão. O lado direito do salão é basicamente resumido em celebridades, o esquerdo era para empresários, entre outros executivos cheios da grana. Eu tinha que admitir, a cientologia é movida a grana, assim como qualquer oura religião, o diferencial era que os membros da cientologia são cheios da grana, mas esse dinheiro era bem aplicado em prol do bem, como por exemplo, as doações que eram feitas para instituições carentes, hospitais entre outras. Claro, metade do dinheiro ficava entre nos membros, em prol de manter a cientologia de pé.

Chegando a mesa, Danny me recebeu de braços abertos, esperando um abraço.

-Hey Danny, quanto tempo, como você está? –eu realmente sentia falta do Danny, nos conhecíamos há anos, e foi ele quem me colocou na cientologia e isso me ajudou muito.

-Laura! Estou bem e você? Senti sua falta aqui, a uns três encontros você não vem, arrumou um namorado? –eu sinceramente não sabia se lhe respondia sobre o namorado, talvez não agora, e não entre tantos da cientologia, para o meu bem e para o bem da Tay.

-Eu estou ótima! Gravando muito pra série, apenas isso.

-Ah sim, Terasa comentou algo. Vem, quero lhe apresentar um amigo meu de anos, na verdade eu acho que vocês já se conhecem. –Danny me puxou pelo braço, me levando até a outra ponta da extensa mesa de madeira rustica. –Esse é o Ben, Ben Foster essa é a Laura Prepon, minha grande amiga da qual lhe falei.

-Ah então andou falando de mim, espero que bem. –sorri e estendi a mão para cumprimentar o Bem, mas o mesmo me puxou pela cintura, aproximando nossos corpos de forma desnecessária. –É um prazer Sr.Foster.- sorri de forma gentil, Ben tinha a barba bem feita, olhos verdes mais claros que os meus, loiro e de estatura de alguns centímetros mais baixa que a minha. Era um homem atraente.

-Pode me chamar apenas de Ben, por favor. E o prazer é todo meu Sra. Prepon, você é mais linda pessoalmente que em fotos. Devo admitir que o Danny tinha razão. – Voz suave, porém grossa na medida certa. Galanteador, e educado. Boas características.

-Ok Ben, apenas Laura então. Obrigada pelos elogios. –olhei para o lado e o Danny já estava sentado no seu lugar, o xinguei mentalmente, porém ele não podia imaginar que eu tinha uma namorada, dessa vez eu me xinguei mentalmente por não ter contado a ele ainda.

-Senhorita Prepon, seu auditor quer lhe ver, pode me acompanhar? –um rapaz em torno dos 20 e poucos anos se apresentou ao meu lado.

-Claro. –disse me direcionando ao rapaz. –Com licença Ben. –me virei e acompanhei o rapaz.

Depois de mais de 1h com meu auditor, voltei até a mesa e me sentei ao lado da Terasa.

-E ai, como foi lá? –eu não sabia o que responder.

-Eu não sei, apenas preciso ir pra casa descansar, vamos? –minha cabeça latejava, implorando por um remédio e uma noite de descanso,

-Claro.

Nos levantamos, e o Ben rapidamente, com delicadeza, mas firme, segurou meu braço. Até então, eu não havia me dado conta de que ele estava ao lado do Danny sentado.

-Já está indo? Quer que eu a leve em casa Laura? –direcionei meu olhar para o Danny, que me olhava com aquele jeito safado de quem havia aprontado, ele me pagaria por essa.

-Sim, estamos indo. Agradeço, mas eu vim dirigindo. Até mais cavalheiros. –me virei e fui em direção à porta de saída. Quando já estava quase chegando na porta do carro, senti uma mão em meu braço, me virei e era o Ben. Procurei rapidamente com o olhar pela Terasa, mas não a encontrei.

-Laura, espere. –ele estava calmo, mas havia algo em seus olhos, eles pareciam mais escuros e penetrantes. Um leve arrepio percorreu toda a extensão do meu corpo.

-Sim, fale Ben. –disse de forma educada, sem parecer ofegante.

-Eu queria lhe ver novamente, um jantar, você aceita jantar comigo um dia desses? –permaneci em silêncio, minha cabeça parecia que iria explodir, avistei Terasa passando pela porta com o Danny ao seu lado, eles estavam conversando e rindo.

-Eu, eu não sei, não quero parecer grosseira, mas tenho muitos compromissos, esta difícil achar uma vaga na minha agenda ultimamente. Mas, eu agradeço. –me mantive serena, ao máximo que pude.

-Tudo bem, eu entendo. –levou a mão até o bolso do palito preto, e retirou um cartão que eu julguei ser dele. –Se mudar de ideia, e precisar se distrair um pouco, aqui está o meu cartão, não pense duas vezes em me chamar, ok? Foi um prazer te conhecer, até mais Laura Prepon. –me puxou, depositou um beijo em minha bochecha, bem próximo aos lábios.

-Até mais, Bem Foster! –lhe sorri. –Vamos Terasa? –perguntei, já entrando no carro. –Terasa entrou e num piscar de olhos eu já estava dirigindo.

-Impressão minha ou o Ben está querendo investir em você? –descarada, ela sabia a resposta, mas tanto ela quanto Jodi, eram assim, perguntavam pra ter certeza.

-Você sabe que sim, mas sabe também que não irá adiantar. Eu tenho a Taylor, e é apenas ela que me sentir completa. –senti um alivio aflorar no meu coração, é como se eu estivesse guardando isso pra mim sem necessidade, eu não sei dizer.

-Eu sei, eu vejo o quanto você está mais feliz nessas ultimas semanas. O que seu auditor disse?

-Que eu estou progredindo de forma mais acelerada que antes. –um breve e calmante silencio se instaurou dentro do carro.

-E o que mais? Ele não te fez aquelas perguntinhas? –maldita existência dessas perguntas.

-Sim, mas não quero falar delas agora. Minha cabeça vai explodir. Está entregue, obrigada por ter me acompanhado.

-Ok, se precisar me liga. Por nada, sabe que sempre irei te apoiar, não sabe? – confirmei com a cabeça. –Beijo, durma bem, e descanse.

Terasa, saiu do carro. O silencio dali era maravilhoso e minha cabeça agradecia. Dirigi até em casa. Entrei no meu apartamento, tomei um banho e tomei um remédio, sem pensar duas vezes agarrei a cama, sem me dar conta, adormeci.

TAYLOR POV

Depois de alguns episódios de OUAT , e alguns pedaços de pizza, adormeci no sofá da sala mesmo. Acordei e tinha duas ligações perdidas e uma mensagem da Laura.

“Oi amor, te liguei, mas você não atendeu, deve ter dormido já que estava cansada. Já cheguei no centro da cientologia, assim que eu chegar em casa eu te ligo. Eu te amo muito, se cuide! <3

PS: não me ligue, não poderei atender. Se quiser e achar necessário mande mensagem!”

“Se quiser e achar necessário” ,foi isso mesmo que eu li? É claro que é necessário. Olhei que horas eram, já passava da 21h, e a Laura ainda não tinha me ligado de novo. Uma pontada de preocupação nasceu em mim. Resolvi mandar uma mensagem, assim, se ela ainda estivesse fora de casa, não haveria problema.

“Oi Laura, desculpa, acabei adormecendo no sofá. Já chegou em casa?”

Minutos e mais minutos se passaram, sem resposta, meu coração acelerou. Eu andava de um lado para o outro na sala, sem saber o que fazer. Resolvi que iria até o apartamento dela. Peguei as chaves, coloquei um casaco, e fui.

Perguntei para o porteiro dela se ela já havia chegado, e ele me confirmou. Pedi a chave reserva do apartamento dela, ele relutou um pouco, mas acabei o vencendo, e depois de um acordo, ele subiu comigo e abriu a porta do apartamento dela. Estava tudo apagado, ela deveria estar dormindo, fui até o quarto dela e lá estava ela, deitada de bruços, dormindo como um anjo. Agoniada, ela se virou e despertou, eu estava parada na porta do quarto dela, ela olhava para o teto, sem perceber minha presença ali, pensativa, agoniada, e aparentemente confusa. Aquelas mesmas possíveis duvidas da viagem me vieram à cabeça de imediato. Resolvi que era melhor aparecer pra ela.

-Você esqueceu de me avisar que já tinha chegado em casa! –disse, suave como veludo. Laura, não se assustou, como se já soubesse que eu estava ali.

-Me desculpa, cheguei tão cansada e com dor de cabeça que dormi quase de imediato quando deitei na cama. –nos olhamos, fixamente por quase 5 minutos. –Vai ficar ai, ou vai se juntar a mim?

Caminhei lentamente até a cama, tirei o casaco e os sapatos. Laura me deu espaço na cama, para que eu me deitasse de frente pra ela. Ali, olhos nos olhos, nossas respirações se encontravam, as batidas do coração agora, um pouco mais acelerada que o normal.

-Obrigada por ter vindo, eu realmente precisava de você aqui. –Laura se encolheu, vindo ficar entre meus braços, algo havia acontecido. Ela estava visivelmente diferente.

-Laura, -a chamei sem sucesso, ela permaneceu como estava. – amor, olhe pra mim. O que aconteceu? –ela me olhou com os olhos marejados.

-A auditoria era sobre meu pai, eu tenho Engramas dele. É apenas isso, não se preocupe. –eu estava com o coração na mão, eu não podia vê-la chorar.

-O que são Engramas? –perguntei curiosa.

-“Engramas" são as imagens mentais inconscientes que gravamos em nossa "mente reativa" e que têm efeitos negativos na nossa vida presente e futura. Elas são gravadas de nossas vidas passadas, ou na vida atual, experiência pré-natal e infantil, e nos impedem de perceber a nossa natureza divina e de experimentar uma vida feliz e realizada.

-E como você “exclui” esses Engramas?

-Os Engramas só podem ser removidos de nossa mente através de aconselhamento dianético. Este processo de aconselhamento é chamado de "auditoria" e envolve um "E-meter" (Eletropsicômetro), um dispositivo inventado por Hubbard para ajudar o cliente a descobrir e remover engramas da mente inconsciente. O objetivo da auditoria é viajar de um estado "pré-limpo" para o "limpo", onde uma pessoa elimina todos os engramas e seus efeitos negativos sobre o corpo e a mente.

-E você realmente acha necessário, a remoção desses Engramas que você tem do seu pai? Sendo que, essas são uma espécie de lembrança inconsciente dele? Talvez até, um dia você possa se lembrar desse Engramas, e o mesmo se tornar uma lembrança boa?  - era frustrante pensar, que ela pudesse estar removendo uma lembrança, algo que pudesse ser lembrado por ela com o passar do tempo, e aquilo se tornar uma lembrança.

-Eu não quero discutir sobre o que é ou não necessário sobre minha religião Taylor. Eu quero te pedir, pra que não se meta nisso, em hipótese alguma. Guarde suas opiniões sobre isso pra você, mas não as fale pra mim. É um pedido que lhe faço ok?- afirmei com a cabeça, sem opções de resposta, afinal eu sabia do que ela estava falando. –Muito bem, agora vamos dormir. Boa noite, amor! – me deu um beijo, e voltou a deitar em meus braços, ela não estava irritada, nem eu. Mas, visivelmente ela estava diferente, e era como se tivesse mais coisa por trás do que ela acabará de me dizer. Mas, insistir agora seria inútil, então me deixei adormecer, depois de longos minutos observando-a dormir. 


Notas Finais


Talvez não tenha ficado claro meu ponto de vista em relação ao Ben, mas nos próximos caps irá ficar.
Até qualquer dia, até qualquer hora.
não esqueçam que os comentarios de vcs ajudam muito a desenvolver a fic. Amo vcs <3


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