História Following The Heart - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Palavras 2.147
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Ficção, Orange, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Notas finais, POR FAVOR LEIAM AS NOTAS FINAIS KKKKKKKKKKK
Boa leituraaa <3

Capítulo 11 - Is that this is the end?


Fanfic / Fanfiction Following The Heart - Capítulo 11 - Is that this is the end?

-Eu não posso acreditar Laura, não posso acreditar que você quer terminar comigo. Sei que fomos com pressa, mas eu nunca tive duvidas do que sinto por você, sei que você me ama. Que porra você está fazendo com a gente, Laura?

-Eu não te amo Taylor, pensei que te amasse, mas a Alex ama a Piper, não eu e você. A partir de hoje, nosso contato será apenas como Alex e Piper. –Laura saiu batendo a porta, rumo ao jantar que teria com membros da cientologia.

Taylor tentava manter a calma durante toda a conversa, mas a partir do momento que ouviu da boca da amada que não a amava, seu mundo desabou, sentiu seu coração errar a batida muitas vezes em poucos segundos, não conseguia entender absolutamente nada. Laura, por sua vez, sentia como se estivesse morta por dentro, já não sentia mais nada a não ser desprezo de si mesma, preferia morrer ao se ver magoar Taylor daquela forma, por mais que soubesse que era o necessário, para o bem da loire, ela não conseguia aceitar que tinha de ser assim, pensou inúmeras vezes sobre terminar ou não, procurou por uma saída, mas não a encontrou.

Laura vinha negando contato com a Taylor a mais de duas semanas. Taylor estava sendo paciente, mas depois da Laura avisar que iria a uma auditoria pela 3 vez somente essa semana, perdeu totalmente a compreensão que vinha tendo com a morena. Laura não facilitou, e decidiu por impulso que aquela era a brecha para terminar com a Taylor, sabia que mais cedo ou mais tarde teria de fazê-lo.

Naquela noite, Laura conversou com seu auditor, o mesmo lhe disse que foi o certo, que ela a partir dali teria mais auditorias, e logo estaria de bem consigo mesma, de inicio Laura relutou, disse que amava a Taylor, e que vê-la sofrer era a pior coisa que já sentiu desde a morte do seu pai, disse também que seria difícil manter distancia, mais difícil ainda seria ficar bem quando teria de gravar ao lado da Taylor. No fundo do coração dela, ela sabia que não iria adiantar ficar distante, não iria adiantar ela se envolver com outra pessoa, sabia que seu coração tinha apenas uma dona, mas por fim, iria tentar até não ter mais forças, ela não aguentaria a dor se caso acontecesse algo com a Taylor por sua culpa.

Já Taylor, naquela noite, assim que Laura saiu do apartamento, pegou suas coisas ou quase tudo, pois fez questão de deixar duas de suas camisas, e seu perfume favorito no apartamento da Laura, ela sabia que a morena viria a se arrepender, um dia, mas viria. Pegou sua mala, assim que terminou de arruma-la, e saiu, dirigiu até a casa da Uzo. Lá a Taylor encontrou o que precisava, colo e alguém para ouvi-la desabafar e chorar. Uzo soube cuidar muito bem da loira, soube também lhe dar bons conselhos e disse que estaria disposta a ajuda-la no que precisasse, sem duvidas, Uzo era como uma segunda mãe para a loira.

Laura chegou em casa depois do jantar na cientologia, e viu a mesma vazia, cheia de moveis, mas ainda assim vazia. Sabia do que sentia falta, sabia pelo que seu coração gritava e batia descontroladamente dentro do peito, mas não se deixou levar por esse sentimento, tratou logo de tomar um remédio e deixou-se apagar na sua cama “quentinha” e “confortável”, apesar de que isso só era possível de ser quando Taylor estava com ela dividindo o espaço da cama. Nessa madrugada, quando já estava quase dando indícios de raios de sol janela adentro, Laura acordou suada e assustada, tivera um sonho com a loira, nada agradável por sinal. Suspirou pesado por alguns minutos, depois de acalmar-se tomou seu café da manhã, fez exercícios, preparou o almoço, e convidou Terasa para lhe acompanhar durante a tarde. Terasa, que também fazia parte da cientologia, não aceitava o que o auditor da Prepon havia dito que a mesmo fizesse, porém ela sabia que se a Prepon não o fizesse seria pior. Terasa ainda, depois de ouvir a morena desabafar e chorar sem parar cogitou a ideia de a morena deixar a cientologia, não totalmente, mas deixar de ser um membro da mesma, porém sabia que se falasse isso a morena, talvez a mesma tentasse o que seria uma péssima ideia já que a cientologia não deixaria um membro como a Laura, escapar.

Por sorte, ambas tiveram dias alternados de gravações, não se viram durante toda a semana. Para o alivio de ambas, o elenco não perguntava nada sobre o ocorrido, as demais sabiam que o casal era maior de idade e sabiam muito bem o que faziam. Aos poucos quase todas ficaram sabendo, Uzo e Natasha comunicaram as que precisavam saber, aos poucos durante as gravações. Natasha quase enlouqueceu quando Taylor contou-lhe a forma como Laura a tratou, Yael e Kate não agiram muito diferente. Laverne, Jackie, Diane, Dani e Adri ficaram sabendo por cima, sem muitos detalhes, as mesmas não insistiram para saber mais.

Laura decidiu que naquele fim de semana iria visitar a mãe, precisava da mais velha, do conforto dos seus braços. Ligou avisando que chegaria na sexta à noite.  

-Minha filha, que saudade de você! –Marjorie atendeu a porta, sorridente ao ver a filha, Laura a também sorria. –Pensei que traria a Taylor, filha! –Marjorie de certa forma repreendeu a filha, mas se perguntava por que a filha não teria trago à loira, pensou de imediato que a mesma não pudesse ter vindo por causa do trabalho, Marjorie sabia bem como aquela correria funcionava.

-Bom, mãe, posso entra? –sorriu fraco.

-Oh claro, me desculpa. – as duas seguiram porta adentro, sentaram-se no sofá da sala de frente uma para a outra, Laura fitava a mãe, fixa nos olhos da mais velha, se sentiu abrigada, sentiu os próprios marejarem de imediato, naquele momento Marjorie teve a certeza de que algo serio havia acontecido. –Fale logo filha, estou agoniada em te ver assim, você sabe que pode contar tudo para sua mãe, não sabe? –Laura apenas assentiu com a cabeça, respirou fundo, buscou palavras, mas elas não vinham, sentiu uma vontade enorme de chorar.

-Eu...eu, céus mãe, isso é tão difícil! –Laura gaguejava, as palavras embaçadas e enroladas. Marjorie percebeu que a filha precisava de uns minutos e os deu-lhe, sabia que a filha não estava bem, não sabia ao certo o motivo, mas esperaria até que a filha conseguisse lhe contar.

-Acalme-se filha, não tenha pressa pra me contar, eu estou aqui, shhhh, está tudo bem. –Marjorie acariciava os cabelos negros da filha tentando acalmar a mesma. Laura se ergue, sentando de forma correta no sofá, voltando a fitar a mãe, buscou ar enchendo os pulmões, abaixou a cabeça, e por fim...

- Eu terminei com ela mãe, eu a magoei, eu a fiz chorar. Temo que ela nunca me perdoe, temo que eu nunca mais possa tocar nela, olhar no fundo daqueles olhos azuis, ou de ver aquele sorriso em minha direção, pensar nessas possibilidades estão me deixando louca. –As lagrimas escorriam, apressadas, impulsionadas. Laura não tinha mais condições de prendê-las.

-E por que terminou com ela, se teme que essas coisas venham a acontecer? –Marjorie não entendia a filha, mas estava disposta a tentar entender.

-Por que... porque a cientologia sabe dela. Eles me ajudaram tanto, estou onde estou hoje graças a eles, me sinto grata pelo que fizeram, mas quando se trata da homossexualidade, eles... eles extrapolam todos os limites. –Laura estava confusa consigo mesma, nem mesmo ela acreditava que dizia aquelas coisas sobre sua própria religião, aquela que defendeu com unhas e dentes, hoje ela já não sabia o que pensar sobre o assunto, sobre a cientologia, sobre suas atitudes e suas vontades, aah as vontades, ela tinha vontade de ir correndo atrás da Taylor, pensara na possibilidade de tentar uma reconciliação durante toda a semana, a mesma sabia que se chegasse a ver a loira teria uma recaída, deixaria o coração falar mais alto, mesmo que não devesse. Porém não o fez, não foi atrás da Taylor, orgulhosa como a loira, ambas se mantiveram em seus devidos lugares, cada uma na sua, “seguindo” com a vida, e escondendo seus próprios desejos que ambas fingiam não ter.

-Minha filha, veja bem, eu nunca me meti na sua religião, pesquisei sobre e sei que se eu disser algo contra tanto você quanto eu, poderíamos ser punidas. Não suportaria ficar longe de você. Mas quero abrir seus olhos, quero que preste atenção em mim. Eu sei que eles lhe ajudaram, veja bem, ajudaram. –Marjorie deu ênfase na ultima palavra. –Mas o mérito não é deles, é seu. Eles lhe deram o “caminho”, mas você o traçou, você fez por merecer chegar onde chegou. Taylor lhe fazia tão bem, há anos não a via tão feliz, renovada e romântica. Eu vi isso muito antes de vocês começarem a namorar, percebi desde a primeira vez que vi vocês juntas. As trocas de olhares, os sorrisos sinceros que ambas davam somente uma para a outra. Achei que vocês demoraram muito para se entregarem, e por fim, quando o fazem, por mais de pressa que foram eu tinha certeza de que ficariam juntas por mais tempo. Não estou lhe culpando, mas você é adula filha, dona do próprio nariz, da própria vida, e não deve deixar que alguém, ou alguma religião dite as regras. Siga seu coração, faço o que ele mandar.

A essa altura, Laura chorava tanto, que se sentia incapaz de responder a mãe. Cada palavra de Marjorei agora dançavam na cabeça da morena, a antiga cama e travesseiro que antes eram confortantes agora eram desconfortantes. Laura sentia sua cabeça latejar como nunca. Naquela noite sentia o como se carregasse o mundo nas costas, precisou de um remédio forte para conseguir dormir. No dia seguinte, acordou cedo, fez sua caminhada nas redondezas da casa da mãe, matou a saudade da visão maravilhosa que era Nova Jersey. O frio era agradável, e na companhia da mãe conseguiu passar o fim de semana mais tranquila, relaxou a mente e o corpo.

Taylor passou a sexta à noite em um bar, por insistência da Natasha. Quase todo o elenco estava presente, sentia-se mais leve na presença daquelas mulheres. Natasha sempre a fazia sorrir, Uzo sempre lhe dava bons conselhos e o carinho de mãe, as demais não se metiam na vida da loira, mas sempre que tinha a oportunidade lhe davam apoio. Todas aproveitavam a noite, Lea e Natasha bebiam como loucas, uma dose atrás da outra, mantinha-se bem, porém mais animadas que o normal, se é que isso era possível. Taylor se encontrava sentada na mesa, conversando com a Adri e a Dani, ambas decidiram ir dançar, tocava Single Ladies da Beyonce, Tay se animou, dançou até acabar a música, sentia mais animada, tinha sido dias difíceis. Perto das 2h da manhã, Taylor e Uzo se despediram das demais e foram para casa. Tay passou a ficar na casa da amiga, pois o seu apartamento lhe trazia lembranças da Laura, coisa que ela vinha evitando a ter. Ambas as amigas passaram o fim de semana assistindo Once Upon a Time e comendo pipoca, conversavam e se distraiam. Uzo não tocava no assunto Prepon, e Tay também não, a loira na verdade não sentia a necessidade de falar sobre o assunto, sentia que o faria quando estivesse digerido todas as ultimas informações e serei com a Laura, e não com a Uzo ou Natasha, sabia que o assunto teria de ser resolvido somente entre elas. E por incrível que pareça, Laura pensava o mesmo.

Tay tinha dificuldades em dormir, contou com a ajuda de um remédio caseiro que Uzo lhe preparava todos os dias. Quando acordava, comia Donuts e chocolate quente. Uzo sabia que a Prepon preparava um café da manhã saudável, então para ajudar a Tay a não pensar nisso, deixava que a loira comesse besteiras, apesar de achar errado.

 O final de semana passou tranquilo para a Taylor, apesar da confusão que tinha dentro dela, ela conseguiu se manter firme. Chorou durante toda a semana, não o faria no fim de semana também, disse para si mesma que não iria abaixar a cabeça, iria seguir com a vida, independente de ter Laura em sua vida ou não. Decidiu também que visitaria lugares de caridade, e iria ajuda-los, se sentia bem apenas de pensar em sua própria atitude, imagina em fazê-la.

Laura por sua vez, estava a cada dia mais agoniada, sua cabeça funcionava a mil por hora a todo o momento, e queria de toda forma encontrar uma forma de concertar seu erro. Sim, ela agora considerava sua atitude um erro, um erro que ela queria encontrar uma forma de concerta-lo. Decidiu que teria uma nova auditoria, e a partir dai, resolveria o que tinha de resolver. 


Notas Finais


Primeiro, eu sei que demorei kkkkkkk peço desculpa, tive muito bloqueio pra escrever essa parte que eu tanto adiei, inclusive o capítulo ficou pequeno, peço desculpa por isso também, mas, como tudo na vida não é um completo mar de rosas, a fic está entrando em uma fase difícil, que eu pretendo passar o mais rápido possível kkkkkk
Segundo, o capítulo está todooo narrado, gostaria de saber se ele assim é melhor, ou se vocês preferem elas narrando ( TAYLOR POV e LAURA POV) ??????
E por último, mas não menos importante, o que acharam do capítulo?
vejo vocês, em breve( eu esepro rsrs)


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