História Fools - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, Suga
Tags Sugakook, Yoonkook
Visualizações 107
Palavras 3.084
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bom eu e a carol terminamos essa fanfic faz alguns (vários) meses, era uma oneshot a princípio, mas a one ficou bem extensa então resolvemos dividi-la. Ela é nossa xodó, fizemos com muito amor e estamos orgulhosas do nosso próprio resultado. Esperamos que vocês também fiquem.

Então, uma boa leitura <3

Capítulo 1 - All Star azul


Não chorar quando o desespero é grande é um desafio, não gritar quando a agonia está sufocante é um sacrilégio e não se matar quando a depressão lhe domina aos pés a cabeça já é estar morto por dentro, sem sequer a esperança de que o fim lhe levaria para algum lugar melhor. Completamente sem vida ou propósito. Um olhar inexpressivo e um sorriso inexistente, reto, nem curvado para baixo e menos ainda para cima.

A palavra infelicidade é forte, pois ela não é como a tristeza com o significado de um sentimento que pode algum dia ser passageiro, a infelicidade é algo permanente que nunca se acaba e contamina sua alma. Palavras deixam de magoar pelo simples fato de não haver mais nenhum espaço para se machucar. Em uma cadeira de madeira Yoongi se encolhia, tendo que ouvir as pessoas falando, as mãos ficavam fechadas e os dentes travados, ele não queria estar ali, ele não precisava ouvir os problemas de outras pessoas, nenhum deles se sobreporiam aos seus.

Mas lá estava ele, em um grupo de ajuda especializados em pessoas com depressões, obrigado a ir por quem um dia chamou de melhor amigo, mas que hoje em dia sequer ligava para o laço que tinha, Yoongi estava completamente afogado em sua dor que apenas importava-se com ela esquecia-se de todo o resto.  A mãe do Min havia morrido a exatos um ano e seis meses e desde então o pai que já era severo - um ex militar rígido e antiquado -, estava a transformar a vida do próprio filho em um inferno cheio de regras e deveres sem nenhum descanso ou direito.

Min também sofreu com a dor da morte de sua mãe, também sofreu todos os cinco anos de lutas da mulher contra uma leucemia crônica. Mais do que isso, teve que sofrer a dor de ver seu pai perdendo o foco, o homem que um dia Yoongi idealizou como o seu herói. Tudo se desmoronou, frágil como um baralho de cartas derrubado ao pequeno sopro que lhe dava. Durante o tempo em que sua mãe estivera doente, Yoongi acompanhou sua família cair aos pedaços, e os dias de alegria pareciam ter sido por dias de sofrimento e agonia constante. Sentia-se culpado por ver seus pais sofrerem tanto e não poder fazer nada, impotente perante as circunstancias.

— Senhor Min, gostaria de falar é importante. — O mediador do grupo mais uma vez pediu. Como estava ocorrendo a quase três meses todas as vezes que Yoongi ia.

— Não obrigado. — Negou. Negara diversas vezes desde que chegou ali, apenas escutava, jamais iria se abrir para um monte de desconhecidos.

— Só observar? — Perguntou o de sempre.

— Sim.

— Quando se sentir a vontade, senhor Min. — Voltou aos outros participantes da roda em que estavam.

Patéticos.

Era exatamente essa palavra que usava para definir os presentes naquela sala. O ar fedia a pura hipocrisia causando uma sensação de sufoco quase insuportável no menor. Ele odiava aquele lugar. Odiava o jeito que o ambiente parecia estar banhado de cores frias e mortas. E odiava ainda mais aquelas pessoas que fingiam se importar. Porque não passava disso. Fingimento.

Min sabia perfeitamente que tudo aquilo não passava de um jogo de aparências. Uma silenciosa competição para ver quem tinha a vida mais fodida. E isso era terrivelmente irritante para si. Estar no mesmo lugar que completos fracassados que tentavam a todo o custo se agarrar a falsas palavras e meias verdades. E Yoongi jurava que se escutasse mais um "estamos com você, irmão", ele enlouqueceria.

O menor tentou respirar fundo. Uma. Duas. Três vezes. Mas simplesmente o que ingeria não era suficiente, o ar do local já estava completamente poluído pela morbidade.

A porta de madeira foi aberta sem nenhum cuidado, ressoando um barulho incômodo pela sala grande e vazia. Aquilo foi o suficiente para atrair a atenção de todos e quebrar a linha de raciocínio de Yoongi, que não ousou se virar. Os passos pesados repercutiram em barulhos altos e ecoaram pela sala. Todos pareciam surpresos, e por um segundo sua curiosidade falou mais alto, tentando-o a olhar em direção ao recém chegado. Entretanto, nada que o menor não controlou, odiava fofoca quase tanto quanto odiava falsidade. Portanto, permitiu apenas analisar os olhares surpresos e o sorriso nada discreto do instrutor.

— Que bom tê-lo de volta, Jeon. Faz tempo que você não aparece aqui, sinta-se a vontade. — Pronunciou sem deixar o sorriso sumir de seu rosto.

Yoongi não ouviu qualquer resposta do desconhecido, apenas acompanhou na visão petrifica quando o mesmo sentou-se ao seu lado. Ele não ousou encarar diretamente o rapaz, mas permitiu-se ter um pequeno vislumbre de seu tênis. Mais especificamente um all star azul.

Min franziu o cenho intrigado. Quem em sã consciência escolheria um sapato azul para usar?

Acabou sorrindo leve, soltando um som anasalado, quase como uma pequena risada. Ironicamente Yoongi estava a sorrir por uma bobagem, por um tênis azul de um desconhecido que deveria ser tão patético quantos os outros.  O Min não notou, mas o seu equivoco acabou chamando atenção dos presentes, principalmente do ser ao seu lado que o analisou sem nenhum receio.

— O que achou engraçado, senhor Min? — O moderador perguntou, não debochado e nem para lhe chamar atenção e sim surpreso pelo ocorrido.

— Nada. — Negou ficando sério novamente.

— Ao menos isso, senhor Min, seria justo que dividisse conosco não acha? — Tentou mais uma vez, não poderia desistir de ninguém daquela sala era o seu trabalho, ajudar com terapias em grupos, uma readaptação a sociedade de certa forma, um alivio a própria dor de cada um individualmente e grupal.

— Estou rindo de seu tênis. — Se virou para a pessoa ao seu lado e quase se arrependeu ao encontrar olhos castanhos amendoados lhe olhando com atenção, engoliu a seco o tal de Jeon era a pessoa mais bela que Yoongi já havia visto, sorriu breve sem perceber e respirou fundo se controlando voltando a ficar sério.

Um dos motivos de Yoongi estar tão submerso em sua própria dor era a sua sexualidade, não poder se assumir, não se aceitar, reconhecer apenas o certo seguir os padrões que seu pai lhe obrigava.

— E o que tem meu sapato? — Inclinou o rosto para o lado confuso.

— É azul, é a primeira vez que vejo uma pessoa aqui com alguma cor viva, achei somente engraçado o fato. — Deu os ombros voltando a olhar para frente, completamente reto tentando esquecer de sua primeira impressão do jovem ao seu lado.

As atividades do clube seguiram sem mais delongas depois daquilo. O recém chegado manteve-se calado a sessão inteira. Yoongi direcionava olhares discretos para o garoto ao seu lado, pegando-o frequentemente balançando as pernas de maneira ansiosa que sinceramente já estava começando a irritá-lo.

Vez ou outra sentia o olhar do outro pesar em si, mas o mesmo sempre acabava desviando o olhar quando Mim ousava encarar de volta. Yoongi sentia que era encarado descaradamente, mas ele tentava ignorar a qualquer custo, mesmo já ficando nervoso com isso.

As horas que se passaram foram maçantes e tediosas. A pouca paciência que tinha já estava esgotando-se. Por isso seu alívio foi enorme ao escutar o moderador anunciando com pesar o término daquela sessão. Yoongi pode respirar aliviado e não tardou a sair daquele lugar sem nem ao menos olhar pra trás. Ele estava cansado e sem saco para aturar conversas vazias com seus "companheiros" de terapia.

— Você quer tomar café comigo?

Min parou estático no lugar reconhecendo o dono da voz antes de girar os calcanhares e encará-lo de frente. À poucos metros estava Jeon, esfregando nervosamente em seus dedos enquanto o encarava.

— O que você disse? — Yoongi perguntou confuso, ele suspeitava ter escutado errado por mais que acreditasse que não.

— Eu perguntei se você quer tomar café comigo. Eu conheço uma lanchonete muito boa aqui perto.

O rapaz disse mais uma vez, parecendo aguardar ansiosamente a resposta. Demorou alguns segundos até que o menor absorvesse aquelas palavras. Um cara que acabou de conhecer havia o convidado para um café. Isso era no mínimo estranho.

— Não estou interessado. — Yoongi virou-se novamente com o objetivo de sair dali. Estava começando a achar que aquele garoto tinha algum problema mental, além do mais, seu pai ficaria furioso caso ele se atrasasse.

— Por favor…

— Eu disse que não. —  Yoongi foi irredutível em sua resposta, demonstrando um olhar frio que botaria medo em muitos, mas não em Jeon, para ele aquele olhar era penetrante e isso o deixava até desnorteado.

— Min, não custa nada eu pago o café, por favor... —  Sussurrou novamente. Infelizmente para o mais novo ele não sabia o nome do menor, apenas o sobrenome. Esperaria mais para lhe perguntar, percebeu o quanto distante ele era e o quanto estava fazendo parecer que sua presença era indesejável, mas Jungkook já estava acostumado.

—  Já dei minha resposta. —  Respondeu com o timbre naturalmente rouco virando-se voltando a andar.

—  Min! — Gritou correndo atrás dele no mesmo insistente —  Eu não vou lhe deixar em paz até dizer que sim. —  Avisou.

Revirando os olhos Yoongi continuou com o seu caminho a passos rápidos, os coturnos militares fazendo barulhos ocos contra o chão, após sair do prédio seguindo pela rua, Jeon praticamente corria para alcançá-lo. Já sem paciência Yoongi parou de andar ficando de frente para Jungkook que quase bater de frente consigo, ambos ficaram olhando-se nos olhos de maneira intensa por meros três segundos que pareceram longos minutos.

—  Vai ficar me seguindo até quando? —  Disse entre os dentes.

—  Até aceitar tomar um café, você me deve. —  O mais alto cruzou os braços.

—  Devo?

—  Você zoou meu tênis, sim eu mereço, vai por favor, Min.—  Pediu abaixando o olhar.

—  Hm.... —  Negou com a cabeça suspirando acabando por sorri ao olhar para o tênis do mais novo, ato esse que não passou despercebido por Jungkook.

— Por favor...

E como resposta finalmente obteve um aceno com a cabeça significando que iria, desistindo, o garoto era realmente insistente. Concluiu Yoongi ao aceitar o pedido inesperado.

A caminhada até a cafeteria foi feita em silêncio que poderia até ser considerado constrangedor. Entretanto, Yoongi não ligara muito para o fato, ainda tentava processar o que estava fazendo ali caminhando lado a lado com um desconhecido. Talvez ele realmente estivesse ficando louco.

Não tardou para finalmente chegaram a seu destino com apenas um murmúrio baixo de Jeon indicando o lugar. Por dentro o lugar até que era bem jeitoso, as mesas eram redondas em tons de vermelho e branco assim como o restante da decoração. O clima era agradável e Yoongi agradeceu mentalmente por estar relativamente vazio.

Eles sentaram em uma mesa perto da enorme vidraça que dava acesso à paisagem agora. Não demorou para um garçom de meia idade vir atendê-los. Mim pegou o cardápio e ponderou um pouco antes de escolher. Ele nem se preocupo com os preços, Jeon deixara claro que seria por sua conta. Então Yoongi apenas deu de ombros pedindo um café puro com creme.

— Um chocolate quente, por favor. — Pediu e o menor quase sentiu a voz aveludada de Jeon fazer cócegas em seus ouvidos. Entretanto havia ficado meio confuso com o pedido do maior.

— Chocolate? — Indagou confuso assim que o garçom retirou-se de perto da mesa.

— Eu odeio café.

Yoongi piscou os olhos supresso. Inacreditável. Talvez não houvesse mais dúvidas da insanidade daquele garoto. Afinal, qual o sentido em ir a uma cafeteria sem gostar de café?

— Você só pode estar brincando. — Disse sem paciência.

— Café é amargo demais. Eu prefiro coisas doces. — Jeon respondeu simplório, continuando antes que Mim pudesse o questionou novamente. — Aliais, não tivemos a oportunidade de nos apresentarmos. Eu sou Jeon Jungkook.

— Min Yoongi. — Respondeu mecanizado, antes que pudesse se dar conta, mas não se importou olhou para a janela ignorando o garoto a sua frente, pensou que se fosse grosso como antes apenas faria o pirralho louco insistir em falar consigo. Naquele meio tempo, Yoongi apenas havia concluído que Jeon apenas fugia da lógica.

— Quantos anos você tem? — Mordeu o lábio inferior não gostando de ser ignorado, estava difícil conversar com o outro.

—Vinte e três. — Suspirou fundo, entediado, não retrucando a pergunta mostrando que não estava interessado em saber a idade do outro.

— Oh você é um hyung, Yoongi-hyung eu tenho dezoito. — Sorriu mais uma vez recebendo um "dar de ombros" do menor que pareceu não se importar, entretanto mais uma vez Jungkook não se abalou, aquilo não era nada perante ao que estava acostumado.

O clima ficou tenso depois daquilo, Min parecia esforçar-se para ignorar o garoto a sua frente. Sinceramente, ele ainda se questionava do porquê de ter aceitado o convite. Ele desejava seu pequeno momento de paz e silêncio, mas Jeon não parecia cooperar consigo.

— Qual sua faculdade, Hyung? — Perguntou curioso tentando ao máximo não deixar o assunto morrer.

Min suspirou cansado, aquele garoto não desistia nunca. Ele cogitou levantar e deixar o maior para trás, mas ele já havia feito seu pedido, não custava aguentar até ele chegar.

— Engenharia.

— Oh, eu faço artes. Cursos bem diferentes, né? — Jeon riu soprado, não era uma piada e nem ele soube ao certo o motivo do riso. Talvez só fosse para quebrar aquele clima gélido entre eles. Mas apenas recebeu um resmungo de resposta. Antes que Jungkook pudesse tentar qualquer outro método para integrar com o menor a sua frente, os pedidos chegaram e foram depositados a sua frente.

Yoongi encarou seu café com certa satisfação. Ele podia ver a fumaça quente que saia dele derretendo o creme em cima da bebida. Ele levou o copo cuidadosamente aos lábios, com receio de se queimar, e sentiu o sabor amargo explodir em sua boca. Ele amava café e considerava isso o maior motivo para aceitar aquele convite.

O menor arriscou olhar para o garoto a sua frente e ele quase engasgou com a visão. Jeon estava segurando o copo de chocolate quente com as duas mãos terrivelmente perto do rosto. Ele tentava inutilmente assopra em busca de regular a temperatura da bebida enquanto provava constantemente um pouco do líquido. Seus olhos estavam vidrados no chocolate e vez ou outra ele se queimava com o calor do chocolate.

O estudante de engenharia não queria admitir, mas achou a cena tão infantil e fofa que chegava a arrancar um meio sorriso de si. Entretanto logo deixou seu sorriso morrer. O que ele estava pensando? De repente Min sentiu-se irritado e levantou-se abruptamente da cadeira. O ato foi tão inesperado que Jeon assustou-se, o olhando com surpresa na espera de alguma explicação.

— Aonde vai? — O maior percebeu a inquietação do outro e perguntou meio receoso.

— Olha, Jeon Jeongguk, não somos amigos nem nada. Quero que você apenas me deixe em paz. Eu estou indo. — Respondeu e virou-se para a saída sem esperar qualquer manifestação do mais novo. Entretanto, jurou ter visto uma expressão tristonha enfeitar os olhos do rapaz por alguns segundos, sentindo, por algum motivo, um estranho aperto no peito.

Apenas ignorou.

[...]

Quando entrou em seu quarto, Jungkook certificou-se que a porta estava trancada, não queria ouvir a voz de sua mãe, cansado das ofensas desferidas a si. Sentou-se na cama tirando os tênis azulados e suspirou, quase não usava aquele all star, mas de agora em diante o usaria sempre para ir a aquele lugar na esperança de encontrará novamente encontrar certa pessoa mal humorada, ao menos aquele artificio chamava sua atenção.

"Min Yoongi"

O nome ecoava na cabeça de Jeon, que suspirava vez ou outra ao se lembrar dele, pelo visto estava o perturbando, na vida era sempre um estorvo a todos já deveria estar acostumado a ser tratado assim, mas de alguma maneira aquilo pela primeira vez lhe fez ter vontade de continuar insistindo mais e mais. Talvez o maior estivesse encantado com Yoongi, com sua aparência e jeito, era como se ele se encondesse atrás de uma  armadura de ferro, era estranho até para si, mas Jungkook poderia jurar que viu alguém gentil por de trás daquele seu jeito hostil.

O estudante de artes encarava as duas mãos que esfregavam-se uma na outra quase como se fosse um tique nervoso. Sentia seu coração falhar miseravelmente a cada batida e sua garganta ficar seca apenas de lembrar as palavras do mais velho. Ele sentia sufocar-se lentamente com aquela confusão de sentimentos.

Não existia coisa que Jungkook odiasse mais que estar sozinho. Nesses momentos onde seus próprios pensamentos o machucavam e feriam miseravelmente. E o que lhe apavorava mais era aquele medo doentio que sentia de si mesmo. Pois, ele, melhor que ninguém, sabia que era a única pessoa a qual não podia enganar. A única que não podia fingir estar bem. Ele sabia, ele era patético.

Inútil.

Fracassado.

Digno de pena.

Não existia alguém que o conhecia melhor que ele. Ele sabia que não passava de um doente que ninguém se importava. Era um pensamento triste, mas verdadeiro. Jeon sempre esteve desamparado. Ninguém aguentava ficar muito tempo perto dele. Sempre desferindo palavras cruéis e agressivas para si. Mas, mais uma vez, não era nada que já não estivesse acostumado.

Outrora, havia dias que respirar era suportável. Dias que se permitia esquecer momentaneamente qualquer sensação ruim. E ele não soube porque, mas perto de Yoongi por alguns segundos não houve dor, não houve tristeza. E de repente sentiu-se leve, sem todo o peso que carregava no peito. Respirar não doía.

Quando Yoongi riu de seu tênis por ele ter uma cor irracionalmente viva e chamativa para um sapato, Jungkook sentiu vontade de rir também, pois era verdade, e aquela pequena sensação de leveza era que o garoto queria se agarrar com toda a sua força, fazer dela algo permanente mesmo se Yoongi o tratasse mal, ao menos ele lhe fazia bem quando não o deferia palavras rudes, era só insistir mais um pouco, mais cedo Jeom pode jurar que o mais velho não era ruim, só deveria ser uma pessoa machucada que infelizmente se fechava para a dor e o maior estava completamente certo.

Escutou o som ambiente da casa, esta que estava em total silencio exceto pelo barulho da televisão, talvez hoje fosse realmente um dia de sorte, sequer sua mãe lhe veio com a dose diária de palavras duras e cruéis, se deitou na cama de forma esparramada fechado os olhos, finalmente adormecendo tão rápido que na manhã seguinte se assustaria com tal fato. Um puxar leve formou-se em seus lábios, o seu último pensamento foi o sorriso pequeno de Yoongi, algo que lhe acalmava e lhe fazia bem, mesmo sem saber a razão.

 


Notas Finais


Gostaram?

Logo logo na fé a gente atualiza ç.ç


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