História For Him. - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Magcon, Originais, Shawn Mendes
Personagens Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Magcon, Rainey Qualley, Romance, Shawn Mendes, Theo James
Exibições 11
Palavras 1.966
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Lírica, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Mais um capítulo fresquinho ♡

Capítulo 2 - Capítulo 2.


Meu despertador tocou como sempre as seis da manhã.

Porém eu não consegui dormir direito durante a noite então resolvi não acordar naquele horário de sempre. Eu estava com muito sono.

Me virei de um lado para o outro da cama mas não consegui voltar a dormir.

Então resolvi me levantar de verdade. Olhei no relógio vi que já eram seis e meia, consequentemente, dei um pulo da cama e corri para o banheiro.

Tomei um banho bem rápido, e me vesti em questão de segundos.

Andei até a cozinha, peguei uma maçã na bancada, onde tinham algumas frutas, e enquanto comia a maçã coloquei um pouco de comida para os meus peixes, e em seguida saí de casa.

Tranquei a porta e guardei a chave e o meu celular dentro da bolsa.

Caminhei quase correndo até o café e quando entrei, vi que até Valery já estava lá.

Theo me olhou assustado e Valery parou o que estava fazendo e me olhou da mesma forma.

Eu estava tão atrasada assim?

– Desculpa o atraso, senhor James.-Falei assim que entrei e deixei as minhas coisas na parte de trás do balcão.

– Tudo bem.-Ele negou com a cabeça parecendo despreocupado.

Logo algumas pessoas começaram a chegar então eu e Valery começamos a atendê-las.

(...)

Entre os intervalos de tempo em que nenhum cliente aparecia, eu me permitia pensar um pouco sobre ontem.

O garoto que me via cantar ainda arrancava alguns minutos me fazendo pensar nele.

Ele se chamava Shane, Sh... Eu não lembro o nome dele. Era algo com "Sh".

Eu não conseguia parar de pensar no sorriso dele. As vezes até olhava para um canto qualquer e vinha na minha memória a imagem dele em pé, me olhando de braços cruzados, encostado na parede do bar. Ele estava preso na minha mente.

– Celeste.-Valery me chamou em tom de advertência. - Você poderia atender essa mesa? Por favor.-Ela apontou para a mesa ao lado dela e lá estava o tal Patrick da noite retrasada. Ri fraco e assenti com a cabeça.

– Bom dia.-Sorri e me aproximei de sua mesa. – Já sabe o que irá pedir?-Perguntei tentando ser o mais simpática possível.

– Um café expresso com esses biscoitinhos salgados.-Ele apontou para o cardápio e eu anotei no bloquinho de papel.

– Certo.-Assenti e saí indo até a cozinha e entregando o papel no balcão.

(...)

Patrick foi o último cliente, mas como o expediente ainda não havia acabado eu e Valery ajeitamos o dinheiro de hoje na máquina e depois ficamos sentadas nos bancos em frente ao balcão, lendo algumas revistas, enquanto esperavamos que as seis da noite chegasse logo.

– Será que hoje ele vai estar lá?-Pensei alto e Valery me olhou confusa.

– Quem?-Ela franziu o cenho.

– O garoto misterioso. Que começa com "Sh".-Respondi e ela assentiu. – Eu lhe falei sobre ele, Valery.

Valery manteve o seu olhar nas velhas revistas por mais alguns segundos, folheando-as, e eu fiquei refletindo.

– Enfim... Não sei, Celeste. Ele sempre aparece, não é?-Ela levantou uma sobrancelha e me olhou mais uma vez.

– Sim. Ele sempre aparece, não vejo motivos para que ele não esteja lá hoje.-Falei e sorri.

Assim que anoiteceu, Valery já arrumou as suas coisas rapidamente e saiu.

Como sempre ela me deixa para trás e eu acabo ficando sozinha ainda arrumando algumas coisas no café.

Ajeitei os porta-guardanapos e depois fui limpar algumas mesas para deixar logo tudo arrumado.

Pelo canto do olho, vi Theo chegar para pegar o dinheiro na máquina, então apenas continuei organizando tudo.

– A Valery já foi?-Ele perguntou e eu apenas assenti com a cabeça ainda organizando tudo nas mesas. – Celeste.-Ele fez com que eu o olhasse.

– Sim?-Levantei as sobrancelhas.

– Você canta?-Ele perguntou parecendo curioso.

– Como sabe?-Fiquei confusa.

– Valery me contou outro dia.-Ele sorriu.

– Ah.-Ri nasalado e voltei a limpar as mesas. - É eu me apresento nas sextas e nos finais de semana.

– Onde?-Ele pareceu interessado e eu o senti se aproximar de mim.

– Enchanted's bar.-Respondi brevemente.

– Certo... Então, você acharia estranho se eu fosse te ver cantar hoje?-Ele perguntou e eu o olhei mais uma vez. Ele estava com um sorriso enorme no rosto.

O que ele está fazendo?!

– Não.-Sorri simpática. - Adoraria!

– Certo.-Ele assentiu com a cabeça e continuou sorrindo.

Fui até a cozinha e deixei os porta-guardanapos lá, depois peguei a minha bolsa e fui em direção a saída. Pelo visto Theo estava só me esperando para fechar o estabelecimento.

– Até mais tarde.-Sorri e ele sorriu de volta, então saí.

Caminhei até a minha casa um pouco apressada, pois ainda iria lavar os meus cabelos, e então rapidamente cheguei.

Subi as escadas do prédio e entrei em meu apartamento.

Assim que entrei fui direto para o banheiro, me despi e fiquei debaixo do chuveiro por uns minutinhos.

Saí com a toalha enrolada no meu corpo e fui escolher a minha roupa.

Escolhi uma calça jeans branca meio rasgadinha e uma blusa de cetim preta.

Calcei uma sapatilha cor bege e me perfumei.

Me olhei no espelho mais uma vez me certificando de que estava mesmo bonita e saí de casa.

Andei em passos apressados pelas calçadas e em questão de dez minutos cheguei no Enchanted's Bar.

Assim que entrei passei os meus olhos pelas pessoas que estavam lá, procurando o garoto de ontem e de todos os outros dias, mas ele ainda não havia chegado.

De longe pude ver Theo sentado em uma das mesas. Ele não parava de mexer em seu celular enquanto batia com a mão vaga várias vezes seguidas na mesa de madeira.

Ele vestia uma de suas camisas bem passadas, com calça e sapato social.

Algo bem típico dele.

Dei alguns passos lentos em sua direção e encostei a minha mão levemente em seu ombro, o que fez com que ele me olhasse.

– Esse lugar está ocupado?-Sorri e ele sorriu de volta.

– Agora está.-Ele levantou as sobrancelhas e eu ri fraco.

– Na verdade, eu vou me apresentar agora mesmo.-Franzi a minha testa cuidadosamente.

– Ah.-Ele assentiu. – Tudo bem.

Acenei para ele e caminhei até o palco.

Os instrumentos já estavam todos preparados, mas faltava algo.

Ele não estava lá.

Subi no palco e pude sentir aquele nervosismo idiota me dominar.

Cadê aquele garoto?

Eu não vou conseguir me apresentar sem ele. Preciso de alguém para me fazer ficar concentrada e essa pessoa precisa ser ele.

Respirei fundo e abri o caderninho, logo vendo a letra de "Give me love" do Ed Sheeran.

Olhei para a platéia e vi Theo me olhar sorrindo, então logo correspondi.

Em seguida, por algum motivo, meu olhar se direcionou até a porta do bar.

E lá estava ele, entrando um pouco desajeitado e já se encostando na parede, com aqueles amigos ao seu redor, e me encarando de braços cruzados sem expressão alguma no rosto.

Ele apenas me olhava.

"Give me love like her

'Cause lately I've been waking up alone

Pain splattered teardrops on my shirt

Told you I'd let them go"

Cantei lentamente, enquanto tocava algumas notas no violão e olhava para ele.

"And I'll fight my corner

Maybe tonight I'll call ya

After my blood turns into alcohol

No I just wanna hold ya"

Cada nota cantada/tocada envolvia intensidade e um turbilhão de sentimentos. Eu não conseguia negar que aquele completo estranho fazia meu coração acelerar e parar ao mesmo tempo, como ninguém nunca fez. Eu amava cantar para ele.

"Give a little time to me, we'll burn this out

We'll play hide and seek, to turn this around

All I want is the taste that your lips allow

My my, my my oh give me love

My my, my my oh give me love

My my, my my... Give me love"

Eu acabei soltando um pequeno sorriso enquanto me apresentava, pelo simples fato de ter lembrado o nome dele.

Assim que eu sorri, pude notar um outro sorriso se formar nos lábios de Shawn da mesma forma que se formou nos meus.

Ele devia sorrir mais vezes...

"Give me love like never before

'Cause lately I've been craving more

And it's been a while but I still feel the same

Maybe I should let you go"

(...)

Depois de cantar todas as músicas do velho caderno que me servia como apoio todas as noites, resolvi me sentar com Theo.

Ele não parava de sorrir para mim e eu não parava de procurar o Shawn. Eu queria falar com ele, não sei o que, mas eu queria.

– Só não esperava que você cantasse tão bem.-Theo comentou, e isso fez com que eu o olhasse. – Sua voz é... Linda.

– Obrigada senhor James.-Sorri simpática e senti as minhas bochechas corarem levemente.

– Por favor só Theo, Celeste.-Ele riu fraco. - Você está procurando alguém? Ou...

– Não, não estou procurando ninguém...-O olhei novamente só que dessa vez eu o olhei confusa.

Estava tão na cara assim?

– Tudo bem, Celeste. Pode ir. É alguma de suas amigas?-Ele pareceu tranquilo.

– Não, não, eu só estava dando uma olhada...-Pisquei várias vezes e tentei ser o mais normal possível – As pessoas já estão indo... Vamos?

– Para onde?-Ele franziu a testa.

– Você vai para casa, não?-Ri fraco. – Daqui a pouco dá meia noite...

– Eu te deixo em casa.-Ele sorriu. – Sem problemas.

Nos levantamos da mesa, e Theo pagou a conta do que havia consumido durante a noite, então saímos do local.

A noite estava mais fria do que ontem, os ventos sopravam forte pelas ruas e as nuvens estavam mais escuras que todos os outros dias atrás.

Um pequeno restaurante ainda estava funcionando, e pela sua pequena excessão, todos os outros locais já estavam fechados.

Olhei brevemente para lá, pois havia visto alguns garotos que lembravam muito aqueles amigos de Shawn. Mas ele não estava lá.

Olhei para Theo, e notei que ele caminhava ao meu lado com as suas mãos nos bolsos da calça social e sempre olhando para o chão.

– Onde você mora?-Perguntei e ele me olhou.

– Moro um pouco longe daqui. Num apartamento mais afastado do centro da cidade.-Ele explica.

– Hm... Por que afastado?-Questiono o encarando.

– Não gosto muito da forte movimentação de pessoas pelas ruas, e não gosto daquele barulho de carros, nem de buzinas loucas por aí.-Ele sorriu. - Gosto de lugares calmos e silenciosos.

– Bem, já eu gosto de lugares movimentados, de ver as pessoas vivendo suas vidas, gosto de música boa e alta... Gosto do barulho.-Ri fraco e olhei para o chão.

– Você é o completo contrário de mim.-Ele riu fraco e eu assenti com a cabeça.

– Você mora sozinho?-Por um impulso acabei perguntando. Eu tinha muita curiosidade em saber sobre isso.

– Eu morava com a minha noiva, mas nós nos separamos antes mesmo de virarmos marido e mulher.-Ele explicou.

– Hm... Sinto muito.

– Não sinta.-Ele negou com a cabeça. – Não daria certo de forma alguma.

– Por quê?-Perguntei franzindo o cenho.

– Ela era muito complicada. E eu não gosto de complicações.-Ele deu de ombros.

– É aqui.-Parei de andar e ele me olhou confuso, mas depois pareceu entender que eu morava naquele prédio.

– Ah.-Ele levantou as sobrancelhas. - E você? Mora sozinha?

– Sim.-Assenti com a cabeça. – Hm, obrigada pela noite... Theo.-Sorri.

– Não foi nada.-Ele pareceu despreocupado.

– Até segunda.-Me afastei dele e caminhei em direção ao prédio onde moro.

– Até.

Abri a porta de madeira da entrada do edifício, mas por algum motivo estranho, resolvi não entrar, pelo menos não ainda.

"Boa noite!"

Ouvi uma voz um pouco distane falar, então resolvi ver quem havia falado aquilo.

Algo me dizia que eu conhecia aquela voz.

Quando me virei pude ver Theo caminhando pelas calçadas até o final da rua, mas não era ele que havia dito aquilo. Não mesmo.

Meu olhar foi direcionado a outro local. Shawn estava lá e se despedia de um de seus amigos de ontem, em seguida ele entrou no prédio que ficava bem em frente ao meu e eu apenas continuei paralisada o olhando. Ainda bem que ele não me viu dessa maneira, eu estava estagnada ali na entrada.

Respirei fundo e resolvi ir para o meu apartamento.

Subi as escadas lentamente e quando cheguei no meu andar entrei e me joguei no sofá olhando para o teto branco da sala e ainda pensando nele. Ele é meu vizinho?!


Notas Finais


Espero que tenham gostado :)


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