História For No One - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias The Beatles
Personagens George Harrison, John Lennon, Paul McCartney, Personagens Originais, Ringo Starr
Tags George Harrison, Jane Asher, John Lennon, Paul Mccartney, Ringo Starr
Exibições 19
Palavras 1.294
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Capítulo Cinco


POV’S Molly

Dos quartos no andar de cima, Ama ficou com o do meio – entre o de Jane e Paul e o meu com a Diana, sim, iríamos dormir juntas-. Eu conhecia todo o local, lembrei-me de cada detalhe enquanto eu recordava que pela manhã eu o havia limpado, passava os olhos por cada recinto a procura de alguma partícula de poeira ou algo do tipo, afinal, minha cabeça estava em jogo naquele momento e eu não poderia falhar.

Meus devaneios foram atrapalhados quando comecei a ouvir um barulho de colchão, mola e madeira, e sinceramente aquilo me incomodava. Era um ranger horrível e ao direcionar meu olhar para onde vinha o barulho, me deparei com Diana saltando em cima do colchão. Ela parecia uma criança feliz em uma seção de algum parque de diversão barato, revirei os olhos.

- Você vai acabar quebrando essa cama – falei virando-me de costas para ela.

Havia uma penteadeira tom rosa bebê ali mesmo e uma cadeira de madeira tom pastel, a puxei um pouco para trás e sentei-me. Logo os rangidos sessaram e uma voz ofegante adentrou em meus ouvidos.

- Nossa, Molly – Diana ria – pensei que você fosse uma pessoa meiga, mas você é bem nojenta as vezes – virei-me para ela estreitando os olhos, Diana estava largada na cama e me fitava emburrada – você estragou minha diversão.

- Isso é da minha personalidade – retruquei.

- Sei – ela pensou um pouco e finalmente perguntou – qual o seu signo?

Sobressaltei-me.

- Você também acredita? – aposto que meus olhos brilhavam.

- Claro – ela sentou-se entusiasmada na cama, notei que alguns fios do enorme cabelo castanho dela grudavam no pescoço e aquilo a incomodava. Então a mesma começou a prendê-lo num coque alto – me dá nojo quando dizem que signo não existe e que quem acredita não passa de doentes mentais – Diana revirou os olhos.

 - Exatamente – concordei – eu sou de peixes.

- Peixes às vezes são nojentos mesmo – ela riu enquanto minha boca ficava escancarada, pouco tempo juntas e já levei várias patadas e todas elas eu não sabia como rebatê-la – desculpa a sinceridade, é que sou sagitariana.  

- Percebi.

-Mas eu te dava gêmeos.

- Deve ser meu ascendente – ela meneou com a cabeça como se não tivesse entendido nada, um sorrisinho escapou de meus lábios. Essa era a hora – seu ascendente deve ser em leão.

- Como assim? – Diana estava mais confusa.

- Porque tu se achas de mais e nem é lá essas coisas todas.

Diana ainda me olhava como se não tivesse entendido nada, virei-me para a penteadeira um pouco frustrada, mas ao mesmo tempo vitoriosa. Finalmente 1 a 0 para mim mesmo que indiretamente! Havia algumas gavetas na penteadeira, duas de cada lado do móvel. Abri a primeira da esquerda com a intuição de que acharia alguma maquiagem, porém não havia nada dentro, abri a segunda, nada. Fui para o outro lado e abri a terceira, nada. Ao ir para quarta já achando que não haveria nada feito as outras, na verdade tinha um livro marrom trancado com cadeado dourado e sobre o mesmo uma caneta revestida de cetim vermelho, peguei os dois objetos nas mãos e notei que o livro na verdade era um diário. O que um diário estaria fazendo aqui?

Direcionei meu olhar de volta para a gaveta onde encontrei folhas de papéis em branco, abandonei o diário em cima da penteadeira e peguei um dos papéis, em baixo do mesmo tinha um envelope vazio. Não compreendi muito bem tudo aquilo, entretanto uma brilhante ideia passou pela minha cabeça, resolvi escrever uma carta.

Querido Diário -risquei-

Não, pra quê eu escrevi isso?

Querida mãe.

 Cavendish Avenue é bem pacata. Não é como a mansão Asher, mas honestamente é bem melhor. Talvez eu não devesse começar a carta assim, porém na verdade não sei por onde começar! O cansaço está me consumindo, são dez da noite e meus olhos pesam, mas não se preocupe ok?

Estou morrendo de saudades! Como o papai está? Espero que bem, afinal, eu sei o quanto ele está triste da sua princesinha não estar presente hoje. Fique no pé dele para que o velho tome os remédios de pressão direitinho certo? Esse final de semana eu visitarei vocês e com certeza com mais histórias para contar!

Eu te amo muito mamãe, da sua querida e única filha. Molly.

                                                                                                                     

Senti a garganta queimar um pouco e a vontade de chorar me consumir, contudo segurei-me ao sentir a presença de alguém atrás de mim.

- Hey, de onde surgiu esse diário? – Diana perguntou curiosa fitando o objeto.

- Eu também não sei – suspirei.

- Hum... Será que a pessoa que morava aqui antes se esqueceu de levar? – dei de ombros – ou será que ela morreu?

- Cruz credo, Diana! – ela riu.

- E você? Escreveu uma carta para o seu amado? – me fitava com um olhar desconfiado senti minhas bochechas queimarem.

- Não, foi para minha mãe – respondi – e você? Por que não escreve para a sua família?

Vi que Diana ficou um pouco desconcertada com a pergunta, arqueei a sobrancelha.

- Eu irei tomar um banho, aquela brincadeira toda me deixou suada – respondeu sorrindo e saindo do quarto – eu trarei as malas para cá, certo?

- Oh sim, já havia me esquecido! Obrigada – sorri.

E assim, Diana retirou-se do quarto. Comecei a perceber que eu realmente não sabia nada de sua vida, fora o filho que ela tinha e o ex-namorado idiota. Voltei minha atenção a carta, a letra estava meio garranchada, porém dava para compreender. A guardei no envelope vazio e o deixei na gaveta novamente, acima dele coloquei o diário e por fim a caneta. Amanhã eu iria enviar a carta.

(...)

Às cinco da manhã eu estava de pé, o frio era de bater os dentes. Desci as escadas descalça, com a carta em mãos e abraçando meu próprio corpo, eu era a única acordada aquela hora depois de uma bela noite de sono –tirando  o fato de as vezes receber alguns tapas no rosto pela mão de Diana - . Acordar e saber que você não precisa viajar pra outra cidade para enfim trabalhar é maravilhoso, a porta que dava acesso ao lado de fora não estava trancada então apenas girei a gélida maçaneta.

O clima era sombrio, nublado e sem alguma luz, ventava um pouco também o que deixava tudo mais obscuro. Enquanto eu caminhava pelo jardim, só conseguia ouvir o barulho dos galhos das árvores e meus dentes batendo um contra o outro, abri o portão de madeira vagarosamente olhando a rua. Vazia. Ao meu lado direito, havia uma caixa de correios dourada, a abri e verifiquei se havia alguma correspondência. Nada.

Depositei meu envelope lá e a fechei, continuei ao lado de fora ainda observando as ruas, eu sonhava em viajar por aí. Conhecer países quentes, pegar um bronze sabe? Brasil seria uma ótima opção, ou até viajar para a Califórnia, ir ao Caribe no México, Havaí... Deve ser ótimo ter um tom de pele mais destacado do quê esse tom branco e pálido que todo mundo aqui tem.

Suspirei enquanto uma brisa batia contra meu corpo balançando meus cabelos, estremeci um pouco, porém desvencilhei meus braços para senti-la, mesmo que eu queira conhecer outros países, eu gosto daqui. A brisa também trouxe um cheiro de cigarro e eu não fazia ideia de onde vinha, afinal, tudo estava vazio, as pessoas dormiam a essa hora. Olhei para meu lado esquerdo e ele estava lá. Parado, recostado no portão, as mãos no bolso e o cigarro na boca.

Seus olhos me fitavam profundamente, e não de onde veio a força para eu devolver o olhar, por quê? Porque simplesmente Paul McCartney me encarava de uma forma bela e eu nunca consegui retribuir.



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