História For The Love Of a Daughter - Capítulo 35


Escrita por: ~

Postado
Categorias Novos Titãs (Teen Titans)
Personagens Mutano, Ravena
Tags Bbrae, Beast Boy, Mutano, Raven, Ravena, Teen Titans
Visualizações 566
Palavras 3.804
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Nome do capitulo: Nunca seremos.

Manas, até amanhã.

Espero que gostem.

Capítulo 35 - Never Be


- Ela pode voar, ela pode voar, ela pode voar – Mutano murmurou pela milésima vez enquanto andava de um lado para o outro. – O que nós vamos fazer? O que...

- Chega! – Ravena exclamou, segurando os braços dele e impedindo-o de andar. – Você está me deixando tonta. Nós não podemos fazer nada. Pelo menos, não agora. A Kori já está a colocando para dormir. Relaxa.

- É muito fácil para você falar, Rachel! Você vai embora daqui alguns dias, e mais uma vez, eu vou ficar sozinho e responsável por tudo.

- E você acha que eu posso fazer alguma coisa? Estou tão perdida quanto você, Garfield. Quanto qualquer um aqui nessa sala!

- Mesmo? Não parece...

- Calem a boca! – Patrick ralhou, assustando todo mundo. – Essa discussão sem propósito de vocês dois não vai ajudar a Eleanor em nada. Parem de pensar em vocês mesmos e pensem nela! Porra! Vocês dois são os pais dela, mas só conseguem pensar nos erros que cometeram.

Ravena e Mutano bufaram juntos e se afastaram.

- Rachel – Asa Noturna começou a falar. – Você, melhor que ninguém, deve saber como ajudá-la. Quer dizer, são os seus poderes!

- Bom... A única coisa que posso dizer com certeza é que esses poderes são controlados pelas emoções. Quanto mais medo ela sentir, mais alto vai voar. – ela deu de ombros. – Quando eu troquei de corpo com a Kori anos atrás... Eu disse isso para ela.

- Então, a Eleanor tem que controlar as emoções para não voar? – Rita perguntou.

- É um pouco mais complicado que isso. Ela não tem as emoções divididas como eu tinha, por isso tudo é mais intenso. Com todas as emoções juntas, você não precisa se preocupar com uma em particular, mas tem que se manter no controle.

- Isso quer dizer que quando ela sente, sei lá, raiva... Todas as outras se manifestam junto? – Cyborg perguntou com o cenho franzido.

- Exatamente. – Ravena suspirou. – Vocês lembram que eu evitava ao máximo sentir qualquer coisa? – eles concordaram com a cabeça. – Era porque a qualquer momento, uma das minhas emoções podia querer assumir o controle. Com a Eleanor, todas assumem. É óbvio que, dependendo do momento, uma vai se sobressair, e é isso que a deixa descontrolada.

- Ela precisa aprender a deixá-las em harmonia. – Mutano concluiu e Ravena concordou com a cabeça. – Pensei que a meditação estivesse ajudando com isso.

- Está. Mas não é o suficiente. Ela não pode reprimir os poderes para sempre.

- Onde você está querendo chegar com isso, Rachel?

- Só estou dizendo que, mais cedo ou mais tarde, ela vai ter que usar os poderes. – Ravena respondeu, olhando diretamente nos olhos de Mutano. – Ela vai ter que aprender a controlá-los na prática.

- Não! – Rita tampou a boca com as mãos. – Ela é só uma criança! E se esses poderes forem mais fortes do que ela? E se não der certo?

- Acho que nós não temos escolha, mãe.

- Bom... A Eleanor já tem idade suficiente para se tornar uma heroína. – Asa Noturna deu de ombros, e recebeu olhares de reprovação de Rita e Cyborg.

- Você quer que ela se torne uma Titã? – Cyborg perguntou incrédulo.

- É só uma possibilidade.

- Se tornando uma Titã ou não – Ravena falou. – Se ela não controlar isso rápido, as consequências não serão nada boas. Digo isso por experiência própria.

Mutano passou as mãos pelo cabelo e suspirou cansado.

- Sério, é muita má sorte – ele reclamou. – Ela tinha dois tipos de poderes para escolher. Poderia se transformar em animais, assim como eu, e ser feliz para sempre! Mas, não! Ela preferiu os seus poderes. – ele apontou para Ravena. – Preferiu ser...

- Uma bruxa. – ela completou com a cabeça baixa.

- Eu ia dizer mais forte.

- Pensei que você tivesse ficado feliz... Lembro bem de você falando que dói na hora de se transformar em alguns animais... – Ravena riu sem vontade. – Mas te garanto que não foi ela quem escolheu. É um fardo. Você não pode simplesmente... Recusar.

Naquele momento, Estelar entrou no quarto de Mutano, com um olhar cansado no rosto. Ela sentou-se no tapete ao lado de Asa Noturna e respirou fundo.

- A Eleanor acabou de dormir. – ela falou, descansando a cabeça no ombro do namorado. – Depois de chorar muito e perguntar por que isso está acontecendo com ela.

- Ela se machucou? – Ravena perguntou, tentando disfarçar a preocupação.

- Não. Mas vai ficar com o braço roxo... Ela bateu muito forte na parede. Eu estava pensando... Acho que posso ensiná-la a voar.

- Kori, não brinca comigo – Mutano pediu. – Você faria isso por ela?

- Claro, amigo Garfield. – a alienígena sorriu. – Ela é a minha única sobrinha, e eu não quero vê-la sofrendo. Enquanto a Rachel a ajuda com a meditação, eu ajudo com o voo e Cyborg pode ajudar explicando melhor como isso tudo funciona.

- Parece ser um bom plano – Rita riu animada. – Eu e Patrick vamos embora amanhã cedo, mas quero acompanhar o progresso dela.

Os Titãs concordaram com a cabeça e respiraram aliviados. Ravena esfregou as mãos, se convencendo de que não se importava com o fato de Estelar ajudar Eleanor a voar.

- Bom... – ela disse rapidamente. – Agora que ela dormiu, eu vou voltar para o quarto. Boa noite.

- Rachel – Mutano a chamou, fazendo-a parar na porta. Ela o olhou e ele deu de ombros ao perceber que não tinha nada para falar. – Esquece.

Depois de algumas horas, todos já tinham ido dormir. A luz da lua entrava pela janela do quarto de Eleanor, chamando a atenção de Ravena. Por mais que tentasse, não conseguia dormir. Ela bufou impaciente e sentou-se no colchão de solteiro, olhando o quarto. Se esforçasse um pouco a memória, se lembraria de todos os momentos que tinha passado ali com Mutano. Desde o primeiro até o último.

- Não. Não. Por favor, me deixa em paz! Me deixa em paz! – Eleanor sussurrou, assustando-a. Rapidamente, Ravena se levantou do colchão e olhou para a menina. Seus olhos estavam fechados, mas ela se mexia e falava sem parar. Estava tendo um pesadelo. – ME DEIXA EM PAZ! EU NÃO VOU FAZER ISSO! POR FAVOR! NÃO! EU NÃO QUERO! NÃO! NÃO!

- Eleanor, acorda! – Ravena a sacudiu. – Acorda! – ela subiu na cama de casal e segurou as mãos da menina, tentando acordá-la. Eleanor abriu os olhos devagar, e a olhou assustada. – Você estava tendo um pesadelo.

A menina concordou com a cabeça e chorou baixinho, escondendo o rosto entre as mãos. Ravena suspirou e a puxou para um abraço, fazendo carinho em seu cabelo.

- Era ele, Rachel – Eleanor disse baixinho. – O demônio que você falou.

- O que ele queria?

- Eu não sei... Não dava para entender... Ele falava coisas desconexas sobre escravidão, dominar o planeta e ter a chance de matar a minha mãe.

- Shhh... – Ravena sussurrou, dando um beijo na testa dela. – Não se preocupe. Foi só um pesadelo... Está tudo bem agora, ok? – Eleanor concordou com a cabeça e a abraçou mais forte. – Você quer ir dormir com o seu pai?

- Na-Não... Já estou velha demais para isso, e...

- Eleanor, você está com medo. Não precisa ficar com vergonha. Vamos lá, eu te levo para o quarto dele.

Ravena estendeu a mão para Eleanor, e sorriu quando ela concordou em ir para o quarto de Mutano. As duas andaram rapidamente, até chegarem ao seu destino.

- Garfield – Ravena o chamou, entrando no quarto escuro. O metamorfo estava esparramado na enorme cama de casal, dormindo tranquilamente. – Garfield – ela o sacudiu, tentando não prestar atenção na boxer vermelha que ele usava.

- O que...? – ele perguntou sonolento. – O que você está fazendo aqui, Rachel? Não conseguiu controlar a vontade de dormir comigo?

- Você é ridículo – ela revirou os olhos e segurou a mão de Eleanor com mais força, puxando-a para perto de Mutano. – Eleanor teve um pesadelo... A trouxe para dormir com você.

Mutano arregalou os olhos e se sentou na cama depressa. Seus olhos pararam em uma Eleanor encolhida, de mãos dadas com Ravena, escondendo-se atrás da mesma como se estivesse com medo de alguma coisa. Ele saiu da cama e vestiu uma camisa e uma bermuda, antes de se aproximar da filha.

- Você está bem? – ele perguntou preocupado, agachando-se na frente dela.

- Estou. – Eleanor falou chorosa. – Posso dormir aqui hoje? Por favor?

- Claro que pode.

Ravena esperou Eleanor se deitar na cama e a cobriu com o edredom grosso. Ela sorriu para a menina e deu um beijo em sua testa, antes de começar a sair do quarto.

- Seu pai está com você agora – ela sussurrou, olhando para Mutano. – Não precisa ter medo.

- O-Obrigada, Rachel. – Eleanor chorou, abraçando-a desajeitadamente. Ravena deu de ombros e abriu a porta para sair do quarto. – Espera!

- Que foi?

- Você pode... Ficar um pouco aqui? Vou me sentir mais segura...

- Eleanor... – Ravena falou, negando com a cabeça. – Você já está com o seu pai, e...

- Pode ficar, Rachel – Mutano deu de ombros. Ele pegou mais alguns travesseiros no guarda-roupa, e sorriu para ela. – Se você quiser, é claro.

Ravena soltou um suspiro pesado e voltou para dentro do quarto, fechando a porta. Eleanor sorriu feliz, indo para o meio da cama. Mutano se deitou do lado esquerdo da filha e olhou para a empata.

- Vai ficar parada aí a noite toda? – ele perguntou confuso. – A cama é grande. Tem espaço para você.

- Ah... Não. Não. Eu não vou deitar. – ela tentou sorrir. – Só vou ficar aqui... Até a Eleanor dormir.

- Rachel – a menina riu e a chamou com a mão. – Vem logo.

Mutano soltou uma risada nasalada e Ravena revirou os olhos. Relutante, ela se deitou do lado direito de Eleanor e se cobriu com o edredom. De repente, Mutano começou a rir alto, deixando as duas sem entender o que estava acontecendo.

- Pai? – Eleanor chamou, confusa. – Por que você está rindo?

- Nada – Mutano gargalhou mais uma vez. – Só estou me lembrando de uma coisa que você fez quando era pequena...

- Eu? O quê?

- Você não deve se lembrar, era pequena demais. – ele riu. – Nós tínhamos saído em uma missão contra o Cinderblock, e você ficou aqui com a Melvin... Lembra dela?

- Claro que sim! – Eleanor falou. Ravena arqueou uma sobrancelha e esperou Mutano terminar de falar. Escutar o nome de Melvin a tinha feito prestar atenção na conversa. Com quantos anos ela estaria? 24? 25?

- Então... Ela te deixou sozinha por uns 10 minutos, só para preparar alguma coisa para você comer, e quando voltou, não te encontrou no seu quarto.

- E o que ela fez? – Ravena perguntou curiosa.

- A Melvin procurou por todos os cômodos, e a encontrou no quarto da Kori – Mutano deu de ombros. – Usando um vestido longo, que a própria Kori nunca tinha usado, e um par de sapatos de salto.

- Não brinca! – Ravena riu e Eleanor gemeu, escondendo o rosto.

- A pior parte é que a Eleanor sujou o vestido com maquiagem e estragou o salto dos sapatos. Quando nós voltamos da missão, encontramos a Melvin morrendo de rir e não entendemos nada. Aí essa coisinha impossível – ele abraçou Eleanor e sorriu. – Começou a descer as escadas toda borrada de maquiagem e com a roupa da Kori, tentando falar que queria ser modelo. Mas ela ainda não sabia falar direito, então só entendemos algumas palavras.

- Pai – Eleanor arfou. – Que vergonha.

Ravena riu alto e olhou para os dois.

- Depois disso, a Melvin voltou aqui poucas vezes – Mutano falou, sabendo que ela estava curiosa. – Agora ela está fazendo faculdade, e os irmãos dela estão sendo treinados pelos Titãs do Leste.

- Ela desistiu de ser uma super-heroína? – Ravena perguntou curiosa.

- Não. Ela ainda treina e mora com eles. Mas a prioridade é a faculdade.

- Eu era apaixonada por ela. – Eleanor riu. – Adorava quando ela estava aqui.

- Eu também. – Mutano sorriu. – Vamos chamá-la para vir aqui um dia. Você vai adorar conhecê-la, Rachel.

- Eu sei. – Ravena sorriu agradecida. Ela olhou a hora em seu iPhone e suspirou. Ainda não estava com sono. Depois de contar a história, Mutano tinha ficado em silêncio, assim como Eleanor, mas ela sabia que eles não estavam dormindo.

- Parece que a nossa noite das garotas foi destruída, Rachel. – Eleanor falou.

- Nós estamos tendo uma noite das garotas... – Ravena riu.

- Ei! – Mutano protestou. – Eu estou aqui.

- Eu sei, mas isso não muda o que eu disse.

Mutano revirou os olhos e se sentou na beirada da cama, olhando para as duas.

- Então, o que nós fazemos em uma noite das garotas? – ele perguntou com uma sobrancelha arqueada.

- Eu não sei – Eleanor confessou. – Quando eu vou para a casa da Perrie, ou ela vem para cá, nós falamos de tudo. Pintamos nossas unhas, vemos TV... Essas coisas.

- Eu também não sei. – Ravena riu. – Nunca fui uma pessoa muito amigável.

- A Rachel ia me contar sobre os namorados que ela já teve.

- Eu ia?

- Ela ia? – Mutano perguntou curioso.

- Ia.

- Ah... Isso vai ser interessante. – ele gargalhou.

Ravena revirou os olhos e balançou a cabeça negativamente.

- Tudo bem, menina. O que você quer saber?

- Você pode começar contando quantas vezes já se apaixonou... – Eleanor falou com um ar sonhador.

- Duas vezes.

- Sério? – Mutano provocou. – Por quem?

- Meu noivo, é claro... E um amigo de infância.

- Amigo? E por que vocês não ficaram juntos? – Eleanor perguntou chocada.

- Acho que não era para acontecer.

- Como ele era?

- Ele era... – Ravena olhou para Mutano e respirou fundo. – A melhor pessoa do mundo. De verdade. Eu gostava de ficar com ele, mesmo quando ele me irritava muito. Isso acontecia na maior parte do tempo.

- Vocês chegaram a namorar? – a menina suspirou.

- Sim... Ficamos juntos por um tempo.

- Parece que você gostava mesmo dele. – Mutano riu, provocando-a.

- É. Eu gostava. – Ravena respondeu seca. – E você, Garfield?

- Eu? Eu não tenho histórias para contar. Essa é a noite das meninas...

- A Eleanor é quem não tem histórias para contar...

- Conta, pai. – Eleanor pediu. – Por favor! Você se apaixonou muitas vezes?

Mutano respirou fundo e deu de ombros.

- Só uma vez.

- Pela Tara? – Ravena provocou.

- Sim. – ele respondeu entredentes. – Pela Tara.

Eleanor umedeceu os lábios com a língua e suspirou.

- Você está falando sério, papai? – ela perguntou. – A Tara é mesmo o seu grande amor?

- É, Eleanor. Eu a amo como nunca amei ninguém na vida. – ele mentiu. – E ela é boa para você...

- Você não tem que ficar com ela só por isso! Muitas pessoas são boas para mim e você não vai se casar com elas!

- É diferente. E você sabe disso.

- Eu não consigo acreditar que você a ama desse jeito. Não parece...

- Mas eu amo, Eleanor.

Ravena encarou as próprias mãos sem graça e esperou a discussão terminar.

- Então é verdade que se a minha mãe voltasse, você não falaria mais com ela? – Eleanor perguntou nervosa. – Isso é tão injusto! Por que se ela voltasse, é porque se importa o suficiente com nós dois!

- Ela não vai voltar. – Mutano falou baixinho. – Você sabe disso. Sua mãe pode ter sido o meu amor verdadeiro, mas isso não significa mais nada.

- Eu não sei qual é a história de vocês, mas... – Ravena mentiu. – Tenho certeza que a mãe da Eleanor lutou por você, Garfield.

- Talvez a pessoa por quem ela devesse ter lutado não fosse eu.

- O que você quer dizer com isso? – ela perguntou.

- Ela se perdeu no meio do caminho. Devia ter lutado por si mesma. Lutado contra seus próprios demônios... Mas no fim, preferiu ser covarde e fugir.

- Garfield... Mas, como você mesmo disse, ela foi e ainda é o seu amor verdadeiro.

- Então onde ela estava quando mais precisei dela?

Eleanor pigarreou, chamando a atenção dos dois. Ela os observava com atenção, decorando cada parte daquela conversa.

- Eu não quero mais falar disso. – ela murmurou, puxando o edredom para cima da cabeça. – Vamos dormir.

- Vou voltar para o outro quarto. – Ravena falou, saindo da cama. Eleanor não se mexeu e Mutano suspirou. – Boa noite.

- Boa noite, Rachel. – pai e filha disseram juntos.

Mutano revirou os olhos e se deitou, abraçando Eleanor. Ela continuou sem se mexer, tentando engolir o choro.

- Que foi? – ele perguntou baixinho.

- Eu não acho que você saiba amar, papai. – ela confessou com os olhos marejados. – Você me ama, ama os meus tios e a vovó... Mas você não é feliz.

 

Estelar acordou mais cedo que o normal. Ela e Eleanor precisavam ter algumas aulas de voo antes de Ravena ajudá-la com a meditação. O sol ainda estava nascendo quando as duas foram para a sala de treinamento da Torre.

- Tudo bem, Els – a alienígena sorriu. – É o seguinte: você precisa ficar calma para que as suas emoções se ajeitem.

- Tá bom. – Eleanor falou, respirando fundo. – Se eu conseguir ficar calma, vou voar direito?

- Vai. Mas para isso, lembre-se do que a Rachel te ensinou com a meditação.

Eleanor concordou com a cabeça e fechou os olhos, esvaziando a mente. Sentiu seus pés saindo do chão e tentou manter a calma.

- Isso! – Estelar exclamou, batendo palminhas. – Isso!

- Estou fazendo certo? – ela perguntou, abrindo o olho direito. Ao perceber que estava bem longe do chão, arregalou os olhos e começou a se debater, querendo descer. – EU QUERO DESCER! QUERO DESCER! POR FAVOR! ALGUÉM ME AJUDA!

Asa Noturna, Cyborg e Mutano entraram correndo na sala de treinamento e se depararam com Eleanor voando descontrolada mais uma vez.

- Mantenha a calma! – Estelar pediu. – Você estava fazendo certinho!

- Alguém me ajuda! SOCORRO!

Mutano revirou os olhos e suspirou derrotado. Transformando-se em um pterodactyl, ele voou até a filha e a segurou com suas garras, deixando-a no chão antes de voltar a sua forma humana. Ela se agarrou a ele, respirando ofegante com os olhos arregalados.

- Eu não sei fazer isso.

- Você vai aprender, eu prometo.

- Acho que ela só vai aprender na prática – Asa Noturna suspirou. – Ou quando estiver em perigo.

- Dick! – Cyborg o repreendeu. – Você está a assustando.

Asa Noturna deu de ombros e abriu a boca para falar alguma coisa quando foi interrompido pelo alarme de vilões. Ele e os outros Titãs foram para o centro da cidade, deixando Eleanor sozinha na sala de treinamento.

- Só vou aprender na prática? – ela perguntou baixinho. Um sorriso tomou conta de seu rosto quando uma ótima ideia tomou conta de sua mente. – É isso!

A menina saiu correndo pela Torre, indo em direção ao telhado. No meio do caminho, trombou com Ravena, assustando-a.

- Ai! – a empata exclamou, pegando o livro que tinha deixado cair no chão. – Para onde você vai com tanta pressa?

- Desculpa, Rachel! Preciso aprender a voar na prática! Até mais tarde! – Eleanor respondeu rapidamente, sem se preocupar em responder a pergunta dela.

Ravena deu de ombros e se sentou no sofá para terminar de ler o livro. Depois de alguns minutos tentando se concentrar na história, ela simplesmente desistiu e bufou. Alguma coisa estava errada. Ela franziu o cenho quando sentiu um aperto no peito. Suas mãos começaram a suar frio, deixando-a ainda mais nervosa. Alguma coisa estava mesmo errada. Alguma coisa com Eleanor.

Sem pensar duas vezes, saiu da sala correndo, indo pelo caminho que a menina tinha seguido logo depois de se chocar contra ela.

- Eleanor? Eleanor? – Ravena chamou preocupada. Não tinha a encontrado em nenhum cômodo da Torre. Ela não podia ter desaparecido do nada. – Eleanor? Onde você se meteu? – ela perguntou, segurando-se no corrimão da escada que levava até o telhado. Seus olhos se arregalaram e ela tentou não se desesperar. – Não é possível.

A empata subiu os degraus correndo e sentiu seu corpo gelando quando viu Eleanor parada na beira do telhado. Antes que pudesse fazer alguma coisa, a menina abriu os braços e se jogou, fazendo-a tampar a boca com as mãos.

- NÃO! – Ravena gritou desesperada, correndo para onde a menina tinha estado segundos antes de pular. Ela olhou para baixo e viu o corpo de Eleanor despencando em queda-livre. Mais alguns segundos e ela se chocaria contra as pedras. – Não! Não! Não! – ela passou as mãos pelo cabelo, tentando pensar. – O Garfield vai me matar se eu não fizer nada. Eu não vou me perdoar se não fizer nada. Oh Azar! Ela é minha filha! A minha menina! O que eu vou fazer? É a minha menina... A minha menina...

Como se uma luz tivesse sido acesa em sua cabeça, Ravena arregalou os olhos e respirou fundo para se concentrar. Naquele momento, nada mais importava no mundo. Só Eleanor. A menina que ela tinha abandonado 12 anos antes. A sua filha.

- Azarath Metrion ZINTHOS!

 

Eleanor fechou os olhos com força e tentou se lembrar dos conselhos de Ravena nas aulas de meditação. Não adiantou. Ela continuou caindo sem parar, e ao contrário do que tinha pensado, não estava conseguindo voar. Talvez a teoria de Asa Noturna estivesse errada.

- Ai meu Deus! Voa! Voa! Voa! – ela suplicou para si mesma. Em vão. – AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHH! SOCORRO! VOA! VOA! VOA!

A cada segundo que se passava, as pedras no mar ficavam mais perto. Ela sabia que não sobreviveria. Se tivesse um último desejo, seria dizer para seu pai o quanto o amava e pediria para que ele perdoasse sua mãe. Mas não seria possível. Estava caindo diretamente para a morte, sem direito a pedidos ou despedidas.

Eleanor tentou engolir o choro e fechou os olhos para não ver as pedras se aproximando. Ela podia sentir algumas gotas de água em seu rosto, indicando que já estava chegando perto das ondas, e consequentemente das pedras. Ela soltou um último suspiro e imaginou uma vida completamente diferente da que tinha tido. Imaginou Mutano casado com Ravena, tendo uma família feliz, livre de raiva, angústia e todas aquelas coisas ruins. Imaginou sua mãe lhe ensinando a andar e a falar. Imaginou a vida que nunca teria a chance de ter.

- Por favor, papai – ela sussurrou para o vento. – Seja feliz.

De repente, sentiu como se uma corda tivesse a puxando para cima, fazendo-a parar de cair. Ela abriu os olhos rapidamente e viu que estava a menos de cinco centímetros de uma grande pedra. Antes que pudesse fazer qualquer coisa, a tal ‘corda’ a soltou, deixando-a cair de barriga, mas de um jeito ‘amortecido’. Eleanor suspirou aliviada e se largou em cima da pedra, recuperando-se do susto. Pelo menos, estava viva.


Notas Finais


Mana a a a a a a a a as, meu twitter é @dreamsforstyles, ok?! Pedi o de vocês e esqueci de falar o meu hgfdsfds Se quiserem facebook, snapchat, grupo no fb e etc é só falar hgfdsahgfdsa

Comentem :)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...