História For The Love Of a Daughter - Capítulo 51


Escrita por: ~

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Categorias Novos Titãs (Teen Titans)
Personagens Mutano, Ravena
Tags Bbrae, Beast Boy, Mutano, Raven, Ravena, Teen Titans
Visualizações 587
Palavras 4.002
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Nome do capitulo: Por conta própria.

OIOIOI MANAS!!!! Escutem a música On My Own do Ross Lynch (ou Teen Beach 2, vocês que sabem) e All Over Again do Big Time Rush. São tão maravilhosas <3

Espero que gostem.

Capítulo 51 - On My Own


- Amor, nós vamos dar uma volta no centro da cidade… Você vem? – Tara perguntou, terminando de se arrumar na frente do espelho. Mutano estava deitado na cama, mexendo no celular. Ele negou com a cabeça, aumentando o volume da música que estava escutando.  – Mas, Garfield, tem uma semana que você não sai desse quarto. O que está acontecendo? Por que você não quer fazer nada comigo, além de sexo?

- Não estou com cabeça para sair – ele deu de ombros. – Só isso. Não quero enfrentar as ruas lotadas e as promoções de Natal... Não estou interessado em nada disso.

- Mas eu queria comprar com você as coisas que faltam para o nosso casamento. Isso sem contar que você ainda precisa experimentar os ajustes finais do seu terno.

- Tara, eu posso fazer isso amanhã. Hoje é quinta-feira, dá um tempo.

- Tá bom – Tara revirou os olhos. – Não vou discutir com você, até porque preciso de você bem calmo e feliz para a surpresa que estou preparando.

- Não gosto de surpresas.

- Desde quando?

- Desde sempre. – Mutano mentiu, segurando-se para não mencionar o jantar que Ravena tinha preparado na noite em que eles brigaram.

- Você está cada vez mais ranzinza, Garfield. Que saco. Passei quase um mês fora e quando volto é assim que você me trata. Isso não é justo!

Mutano revirou os olhos e saiu de cima da cama, indo até a noiva e a puxando pela cintura. Deu um demorado beijo na mandíbula direita dela, antes de descer os lábios para seu pescoço.

- Desculpa – ele sussurrou, chupando de leve a pele exposta do pescoço dela. – Estou nervoso com o nosso casamento. Quero que tudo seja perfeito.

- Vai ser perfeito – Tara sorriu, jogando a cabeça para trás e reprimindo um gemido. – Você é perfeito. – ela deu um demorado beijo na boca dele e sorriu, pegando o celular e alguns documentos que estavam em cima do criado mudo. – Se você mudar de ideia, me liga.

- Pode deixar.

- Cyborg está na oficina, ele nos encontrará mais tarde.

- Ok.

- Eu te amo, Garfield Logan.

- Eu também te amo. – ele respondeu com um sorriso. Tara concordou com a cabeça e saiu apressada do quarto, fechando a porta. – Só não te amo como amei a... Ravena.

Mutano bufou e passou as mãos pelo cabelo, nervoso. Não aguentava mais não ter noticias de Ravena. Sabia que Estelar e Eleanor tinham trocado mensagens com ela, mas nenhuma das duas falavam o que tinham conversado. Tudo que ele sabia era que ela tinha chegado em Nova York, seu casamento estava de pé e a Fearless estava melhor do que nunca.

Grande coisa. Ele não devia sentir saudade. Desde o inicio, a intenção dela tinha sido passar a perna nele. Provavelmente, ela só estava esperando o momento certo para dispensá-lo. O momento certo para rir da cara dele mais uma vez.

Revirou os olhos e resolveu ir procurar Cyborg. Queria conversar com alguém que não fosse Tara ou Eleanor. Já não aguentava mais falar sobre casamentos e vestidos de noiva. Não se importava com quantos filhos teria com a futura esposa. Rapidamente, chegou a oficina do amigo, parando na porta enquanto o observava mexer no motor do T-Car.

- Você nunca vai se cansar de mexer nesse carro? – Mutano perguntou, dando um susto em Cyborg. – Precisa de ajuda?

- Não. Já estou terminando com isso aqui.

- Qual foi o problema da vez?

- Problema nenhum. Estou conectando alguns fios para ligar a maquina de refrigerante. – Cyborg deu de ombros, virando-se para Mutano. Ele limpou as mãos numa toalha e recostou-se no capô do carro. – Do que você precisa?

- Eu? Não estou precisando de nada.

- Garfield, você não me engana. Eu sou o seu melhor amigo, sei quando você está incomodado e triste com alguma coisa.

- Não estou triste, Cyb. – Mutano riu sem vontade.

- Está sim, e eu sei muito bem qual é o motivo dessa sua tristeza. Por que você a dispensou?

- Eu não sei do que você está falando.

Cyborg revirou os olhos e suspirou, encarando o chão.

- Tudo bem, se você não quiser conversar vou voltar para o meu precioso bebê. – apontou para o carro.

- Eu quero. – Mutano falou rapidamente. – Mas não sei o que falar.

- Que tal começar por como você está se sentindo?

- Estou... Bem, eu acho. Quer dizer, tenho aproveitado esse tempo para ‘tirar o atraso’ com a Tara, e estou me dando bem com a Eleanor. Ela está se abrindo mais comigo, me contando sobre a amizade dela com o Damian... Estou mais tranquilo.

- Então acho que você não tem nenhum tipo de problema.

- Eu sinto falta dela.

- Dela? – Cyborg fingiu não entender. – Dela quem?

- Da Rachel – Mutano murmurou. – Da Ravena.

- Ah, finalmente você admitiu. Acha que ninguém percebeu? Até a Kori que não sabe de tudo que vocês fizeram está percebendo que tem alguma coisa errada com você. Acredita que a Eleanor perguntou para mim e para o Dick se vocês brigaram mais vezes?

- Como é que é?

- A sua filha não é boba, verdinho. Ela percebeu que tinha alguma coisa rolando. Sentiu uma conexão forte com a Ravena e nós dois sabemos o motivo.

- Não tinha noção de que seria tão difícil ficar longe dela, Cyb. Passei 12 anos sem ela, e não consegui me acostumar.

- Você ainda a ama, isso é óbvio.

- O quê? É claro que não! Eu só juntei o útil ao agradável para colocar o meu plano de vingança em ação, você sabe disso. Eu odeio a Ravena.

- Ótimo – Cyborg sorriu. – O oposto do amor não é o ódio. É a indiferença. Então, se você a odeia é porque ainda se importa.

- Para com isso – Mutano pediu. – Não quero ficar pensando nisso.

- Por que você a dispensou?

- Lá vem você com isso de novo...

- Que foi? É só falar o motivo! Não estou perguntando nada demais.

Mutano suspirou e umedeceu os lábios com a língua.

- A Emma me contou o que a Rachel estava tentando fazer. – ele contou. – Ela queria me fazer ficar apaixonado por ela outra vez para poder ir embora mais rápido. Ela ia me fazer sofrer outra vez, Cyborg! Eu não podia deixar isso acontecer.

- Levando em consideração que você já está sofrendo... Acho que ela conseguiu o que queria. Odeio ser esse tipo de amigo, mas eu te avisei que isso não acabaria bem. Te avisei para sair dessa brincadeira enquanto ainda tivesse tempo, mas você não quis me ouvir...

- Estou sentindo necessidade de beber. Na verdade, sinto necessidade de chorar, mas meus canais lacrimais são muito orgulhosos. Ela vai se casar Cyborg! Vai seguir uma vida cheia de mentiras, fingindo ser quem não é!

- Você não a quis, Garfield.

- É, mas isso não quer dizer que eu quero que ela queira outra pessoa.

Cyborg segurou o ombro do amigo e tentou sorrir.

- Está entendendo agora porque eu disse para você não se vingar? Você está vivendo no passado mesmo depois de todos esses anos...

- Vingança é diferente de viver no passado, Cyborg – Mutano respondeu, sentando-se na mesa da oficina. – Viver no passado é não dar uma chance para o presente, vingar-se de alguém é destruir qualquer chance desse passado continuar nos assombrando. E foi isso que eu fiz.

- Você destruiu o coração dela e o seu. – Cyborg disse, triste. – Sabe, eu pensei que vocês fossem se entender, que contariam a verdade para a Eleanor... Que viveriam bem pelo resto da vida. Naquele dia na enfermaria, você até confessou que estava dormindo com ela.

- Era tudo parte do plano.

- Não. Você dormiu com ela porque quis. Porque sentia vontade e necessidade de estar com ela. Para de justificar as partes boas desse relacionamento com a sua vingança idiota.

- A Eleanor nunca vai saber que a Rachel é a mãe dela. Nunca. Esse segredo vai para o túmulo comigo.

- Acho que é questão de tempo até ela descobrir – o mais velho argumentou. – Aposto que o Damian está mexendo os pauzinhos para ver se descobre alguma coisa.

- Ele já descobriu.

- Como?

- Ele já sabe que a Rachel é a mãe da Eleanor. Foi por isso que ela resolveu ficar para ajudá-la com os poderes. O Damian a chantageou, e ela ficou.

- Esse garoto dá uma surra no Robin do Dick, hein.

Mutano riu e balançou a cabeça negativamente. Seus pensamentos voltaram para Ravena outra vez. Justo ele que tinha falado nem pensar, agora se arrependia, roendo as unhas. Mas ele falara sem pensar. Um erro assim tão vulgar, o perseguiria por todas as noites e quando acabasse a bebedeira conseguiria o achar.

- Sinto muito que você tenha se machucado nessa história, verdinho. Sinto muito mesmo.

- Não sinta. Eu já sabia que a Ravena é do tipo de mulher que é tão chata e inconveniente que você sente vontade de mandá-la para o inferno. Mas aí ela some e tudo em que você consegue pensar é em como ela faz falta na sua vida... Não sei o que sinto, Cyborg...

- Sabe sim. Só está com medo de dizer.

- Tem noção do que é se apaixonar por uma mulher que odeia pelo simples fato dela ser tudo o que você sonhou?

- Finalmente você admitiu! – Cyborg comemorou, fazendo um ‘booyah’ logo em seguida. – Viu?! Você ainda gosta dela... Acho que você deve conversar com a Tara. Explicar o que aconteceu. Você não pode se casar amando outra mulher. Não é justo.

- Eu vou me casar. Isso já está decidido. O casamento da Rachel é em 10 dias... Já era, Cyb.

Cyborg balançou a cabeça negativamente quando viu Mutano saindo da oficina. Queria ser bons com conselhos para conseguir ajudar melhor o amigo, mas não era. E sabia que nada faria o metamorfo mudar de ideia.

- Eu a amei por metade da minha vida – Mutano deu de ombros. – Mas cansei de correr atrás dela.

Com isso, ele saiu da oficina, deixando Cyborg sozinho. Andou até a cozinha e tirou uma cerveja da geladeira, tomando um longe gole para se esquecer de toda a confusão que tinha causado. Puxou uma cadeira e encarou o balcão de granito preto.

“Ravena soltou a mão de Mutano e se sentou no balcão da cozinha. Os outros Titãs tinham saído com Eleanor, o que significava que tinham a Torre toda só para eles.

- Sério, eu não sei como você aguenta correr atrás de vilões até hoje – ela riu, retomando a conversa que eles estavam tento. – Não sei como os vilões ainda não desistiram desses planos falhos... Precisa de muita boa vontade para não se cansar disso.

- É isso que eu faço de melhor, Rae – Mutano deu de ombros, rindo para ela. – Eu amo ser um super-herói. Quero fazer isso pelo resto da vida.

- Pensei que você quisesse ter mais filhos.

- Eu quero, mas se eles puxarem a Eleanor, também terão poderes. Os Titãs vão acabar seguindo uma ‘linhagem’ de pai para filho.

- Isso nunca dá certo. Gar. Sempre tem alguém que não gosta do emprego dos pais.

- Eu sei. Mas quem não vai gostar de ser um super-herói? É incrível em todos os aspectos. Desde a ação até as gatinhas.

Ravena franziu o cenho e riu, o puxando para mais perto. Sentiu o calor do moletom que ele usava, fechando os olhos. Ele colou os lábios no nariz dela, sorrindo.

- Você vai deixar o meu nariz vermelho – ela riu. – Mas tudo bem... Posso te dar permissão para fazer isso mais vezes.

- Só com o nariz?

- Você tem mais opções?

Mutano deu de ombros e sentiu as pernas de Ravena rodeando sua cintura. Ele as segurou com força, chegando mais perto dela. A malicia na voz dela era perceptível. Ravena era do tipo de mulher que sempre conseguia o que queria. Se não tomasse cuidado, estaria na cama dela em questão de minutos.

- Tenho várias opções, Ravena – ele respondeu, segurando o rosto dela com as duas mãos. Passou o dedo indicador pelos lábios dela, brincando. – Várias mesmo.

Ravena arqueou uma sobrancelha e sorriu de lado, fechando os lábios em torno do dedo dele. Mutano engoliu em seco quando a sentiu dar uma leve sugada em seu dedo, colocando boa parte dele na boca. Olhou dentro dos olhos roxos dela e pôde ver a luxúria que tomava conta dela.

- Rae... – ele arfou, fechando os olhos quando ela soltou o dedo dele, lambendo os lábios. Os lábios dela eram como labirintos que atraiam os instintos mais sacanas dele. E o olhar dela, sempre tão distante, sempre o enganava. No fim das contas, ele acaba sempre entrando na dança dela.

- Você tem um ótimo gosto, Garfield.

- Acho melhor você parar de me provocar. Não quero te mostrar os lugares que eu gostaria de beijar como fiz com o seu nariz.

- Ah... Agora fiquei decepcionada. – Ravena provocou, olhando-o intensamente. Mutano umedeceu os lábios, controlando a vontade de arrancar a roupa dela ali mesmo.

- Para com isso – Mutano pediu, ficando de costa para ela e deitando a cabeça em seus seios. Ela riu baixinho, segurando as mãos dele. – Está com fome?

- Um pouco.

Ele soltou as mãos dela e andou até a geladeira, pegando um pote cheio de morangos e uma caixinha de leite condensado.

- Você só come besteira. – Ravena riu, segurando o pote de morangos.

- Abre a boca – Mutano pediu, colando a boca no ouvido dela. Molhou a fruta no leite condensado e esperou. Ravena obedeceu e ele colocou o morango entre os lábios dela, deixando-a morder um pedaço. Sorriu e comeu o que sobrou da mordida dela.

- Nossa, isso está muito bom! É muito difícil achar morango em Nova York, acredita?

- Morango com leite condensado é uma das melhores coisas do mundo, boneca.

- Eu sei. E é ainda melhor quando é dado por você.

Mutano abriu um sorriso torto e beijou o pescoço dela, lambuzando-o de leite condensado.

- Quer mais?

- Por favor. – Ravena pediu, sorrindo maliciosamente. Devagar, ela abriu a boca, provocando Mutano. Ele lhe deu o morango, mordendo junto com ela. Quando perceberam já estavam se beijando intensamente, aproveitando o sabor bom da fruta misturado com o doce do leite condensado. Ela o segurou pelo colarinho do moletom, impedindo-o de se afastar. Mutano empurrou para longe o pote de morangos e apertou as coxas dela com força. – Garfield...

- O quê?

- Não para agora. Por favor.

O metamorfo sorriu e a beijou novamente, entrelaçando as pernas dela em sua cintura. O short curto que ela usava só facilitava a situação, fazendo com que ele percebesse boa parte das reações que provocava nela, como por exemplo, os arrepios. As mãos de Ravena se enroscaram no cabelo dele, fazendo-o gemer baixinho.

Mutano subiu uma das mãos pelas costas de Ravena quando ela mordeu o lábio inferior dele, piscando um olho. Rapidamente, ele se livrou da blusa fina que ela usava e voltou sua atenção para os seios dela.

- Toma – ela sussurrou, entregando a caixinha de leite condensado. Ele arqueou uma sobrancelha e a segurou com curiosidade. – Faz o que você quiser.

Ravena gemeu quando sentiu o liquido gelado escorrendo por seus seios e barriga. Gemeu mais ainda quando Mutano lambeu cada pedacinho da pele que tinha sido atingida pelo doce. Ela tremeu quando sentiu os lábios dele no final de sua barriga.

Mutano abaixou o short que ela usava e jogou mais doce, lambendo completamente as coxas dela. Ravena suspirou e deitou o corpo no balcão, abrindo as pernas. Ele subiu distribuindo beijos até a boca dela, provocando-a quando foi surpreendido por beijo violento e cheio de desejo. Ela riu baixinho e desceu do balcão, indicando que ele deveria subir.

- Minha vez – Ravena avisou, abaixando a calça de moletom que ele usava. Assim como ele, jogou leite condensado e lambeu cada pedaço da pele, levando-o a loucura. Apoiou o queixo na cueca boxer que ele usava e sorriu. – Quer mais? – ela deu um demorado beijo no pano que cobria o membro dele, arrancando um gemido alto da boca de Mutano. – Vou entender isso como um ‘sim’.

Fez uma trilha com a língua pelo peito esculpido dele, dando leves mordiscadas. Ele arfava alto e jogava a cabeça para trás. Ela riu, satisfeita por saber que ele ia à loucura com tanta facilidade. O empurrou, deitando-o no balcão e deu vários chupões e mordidas em seu pescoço. Voltou sua atenção para as pernas de Mutano, passando as mãos por suas coxas e pernas, apertando forte e arranhando com as unhas. Ravena acariciou o membro dele por cima da boxer, vendo Mutano se arrepiar e arfar. Colocou a mão na barra da peça de roupa, brincando um pouco com ela, mas Mutano estava impaciente. Ela não se importava.

- Porra, Ravena! Vai logo. – ele reclamou, puto da vida. Ela riu alto e terminou de tirar a boxer, jogando-a no chão da cozinha. Passou as dedos gélidos pelo membro dele. Mesmo com o pouco contado, Mutano gemeu baixo, encarando-a com o cenho franzido. Ravena passou a mão por todo o membro, fazendo-o fechar os olhos e arfar. O gosto de leite condensado ainda estava na boca dela, deixando tudo mais divertido. Arrumou as alças do sutiã que usava, e começou a aproximar a boca. Lambeu a glande e Mutano soltou um gemido rouco. A empata deu um sorriso e continuou. Passou a língua desde a base do pênis dele até a glande enquanto aumentava a velocidade com a mão. Ela começou a alternar, dando leves mordidas e colocando tudo o que conseguia na boca, aumentando a velocidade das chupadas de acordo com a velocidade da mão. Mutano gemia o nome dela, a motivando ainda mais. Vê-lo completamente entregue a deixava excitada. Ele jogou a cabeça para trás e apoiou o peso do corpo nos cotovelos. – Para! Eu vou... Vou...

Ravena sorriu quando percebeu que ele ia gozar e diminuiu os movimentos até parar. Deu um último beijinho e se levantou, beijando a boca dele mais uma vez. Logo em seguida, Mutano a deitou no balcão novamente, e tirou o sutiã dela, apertando um dos seios enquanto beijava e lambia o outro.

O ar da cozinha estava completamente diferente. A emoção em saber que qualquer um poderia pegá-los daquela maneira os incentivava a querer mais e mais.

Mutano arrancou a calcinha de Ravena, e não perdeu tempo. Ela gemeu, assustada quando ele a penetrou um dedo sem nenhum aviso prévio. Depois de alguns minutos, Ravena já estava quase gozando na boca e dedos dele. Aquilo soava estranhamente familiar...

- Ravena... – ele arfou, levantando-se. Ravena arqueou uma sobrancelha e saiu de cima do balcão, colocando um pouco de leite condensado na boca. – Eu não vou aguentar por muito tempo. Eu quero muito sentir você.

Ravena concordou com a cabeça e o beijou rapidamente. Mutano segurou as coxas dela, pegando-a no colo. Andou até a pia com ela no colo, a sentando na pedra fria. Ele se afastou um pouco e passou os olhos por todo o corpo dela, abrindo as pernas dela com as mãos. Se aproximou um pouco mais de Ravena, colocando o membro na entrada da intimidade dela, segurou suas coxas e penetrou de uma vez só.

Ela mordeu o lábio inferior com força, tentando reprimir um grito. Mutano começou a fazer movimentos lentos, tirando tudo só para colocar com mais força depois, querendo provocá-la. A cada estocada, ele apertava as coxas dela, deixando marcas.

- Mais... Rápido. – Ravena suplicou com os olhos fechados. Ele riu e fez o que ela pediu, aumentando a velocidade. Ela gemeu quando sentiu uma pontada no ventre. Estava forte demais. – Vai... Não para... – Mutano fazia o possível para não perder o contato visual com ela, seus olhos verdes hipnotizantes transbordavam de desejo. Ele estava se segurando para chegar ao ápice junto com ela, aumentando cada vez mais as estocadas. Mesmo com dor, Ravena mexia o quadril em movimentos circulares. Já não tinha mais controle sobre o próprio corpo, toda vez que Mutano tirava o pênis de dentro dela, ela implorava por mais, indo em encontro a ele.

Mutano gemia coisas desconexas, às vezes chamava pelo nome dela. Ravena já sentia os espasmos percorrendo seu corpo e sabia que não aguentaria por muito tempo. Sentiu uma pressão no ventre e uma onda se passou, como se fosse um choque elétrico. Ele deu uma última estocada e gemeu alto, gozando junto com ela.

- Oh Azar... – Ravena disse, cansada. Ela puxou o rosto de Mutano com as mãos e deu um demorado selinho nos lábios dele. Ficaram parados, ofegantes e cansados apenas se olhando. Mutano sorriu e saiu de dentro dela, pegando as roupas que estavam no chão. Eles se vestiram e terminaram de comer os morangos do jeito convencional. – Acho que eu preciso de um banho.

- Eu também – Mutano riu, olhando-a nos olhos. Ela suspirou. Malditos olhos verdes. – Preciso mesmo. – ele esfregou o nariz no dela, acariciando as coxas dela por cima do short.

- Obrigada.

- Pelo que?

- Por tudo. – Ravena respondeu, beijando-o novamente. – Você não tem noção do que me causa...

- Não teve um momento da nossa existência juntos que eu duvidei dos efeitos que causo em você.”

Mutano balançou a cabeça, espantando os pensamentos da tarde maravilhosa que passara com Ravena naquela cozinha. Ele estremeceu com a lembrança. Tudo tinha começado com desejo e luxúria, mas ele tinha parado de transar com ela há muito tempo. Cada vez que eles estavam juntos, eles ficaram juntos por amor. Ele fez amor com ela. Em cada única vez, deu um pedaço de sua alma para ela. Terminou de tomar sua cerveja e logo pegou outra na geladeira, encostando sem querer em uma caixinha de leite condensado. Bufou.

Era quase como se fosse apenas um sonho. Todas aquelas memórias dele e de Ravena. Era quase como se eles não tivessem sido o casal que foram por um curto período de tempo. Todo o tempo que passaram juntos não passava de um borrão. Agora, era apenas ele e as lembranças. Então, o que ele deveria fazer? Porque todos os planos que eles tinham feito, foram destruídos.

Sem Ravena, ele estava por conta própria. Ele ficaria sozinho, mesmo quando estivesse rodeado de gente. Se fosse apenas ele, tudo ficaria bem? Ela estava tão longe de casa, e ele não sabia se era corajoso o suficiente para seguir naquela estrada sozinho. Se lembrou do olhar dela. Aquele mesmo olhar que o fazia se desligar. Ele tinha sentimentos que não podia mostrar. Por que ele tinha a deixado ir? Ele não devia ter deixado-a partir.

Era como se ele estivesse se apaixonando de novo a cada lembrança. A cada recordação. Pela primeira vez, ele tinha certeza do que sentia. Ele sabia que tinha tentado não encarar a verdade. Tinha tentado apenas provocá-la. Mas ninguém podia amá-lo como Ravena. Ele não queria deixar tudo aquilo acabar. Ela o controlava com um estalar de dedos. Havia algo nela que o prendia. Que continuava mantendo aquele amor vivo dentro do peito dele. Talvez houvesse algo que o faria seguir em frente, mas ninguém nunca substituiria Ravena. Tinha sido amor á primeira vista e ambos sabiam disso.

Talvez ele estivesse caindo de cara no maior erro de sua vida ao se casar com Tara. Ou talvez estivesse fazendo a coisa certa. Talvez ele estivesse a milhas e milhas de distância de Ravena. Ou talvez seus corações ainda estivessem conectados. Já não importava mais, ele estava passando daquela fase. Ele superaria. Nunca olharia para trás de novo. Esqueceria completamente o passado. Estava por conta própria, sim. Mas isso não importava desde que tivesse a si mesmo. Ele faria funcionar. Não só por ele, mas por Eleanor também.

Era corajoso o suficiente para seguir em frente por conta própria.


Notas Finais


"Não teve um momento da nossa existência juntos que eu duvidei dos efeitos que causo em você.” é da fic Lobotomia, todos os créditos a autora.
"Tem noção do que é se apaixonar por uma mulher que odeia pelo simples fato dela ser tudo o que você sonhou?" é da fic Pull Me In, todos os créditos a autora.
"Vingança não é viver no passado. Viver no passado é não dar uma chance para o presente, vingar-se de alguém é destruir qualquer chance desse passado continuar nos assombrando." é do livro os 12 Signos de Valentina, todos os créditos a autora.

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