História For the love of my family - Capítulo 33


Escrita por: ~

Postado
Categorias Carrossel
Personagens Alícia Gusman, Carmen Carrilho, Daniel Zapata, Jorge Cavalieri, Marcelina Guerra, Margarida Garcia, Mário Ayala, Paulo Guerra, Personagens Originais
Tags Carmiel, Jorgerida, Marilina, Paulicia
Exibições 440
Palavras 2.016
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Gente, vou responder aqui o que me perguntaram em várias mensagens: eu não shippo Lufer e nem nenhum shipp assim. Eu acho que os atores tem suas próprias vidas, e pegam quem quiserem, namoram quem quiserem, e etc. Mas, preciso dizer: Lucas, Fernanda, CÊS TAMBÉM SE AJUDEM, NÉ MEUS QUERIDOS? Meio mundo querendo vocês de casal, e cês saem brincando de metralhadora? Ok, se fosse eu também ia tocar o foda-se e sair provocando, mas vocês são fodões soberanos nessa arte, galera teve orgasmos HAHAHAHAHAH
Enfim, depois dessa reflexão profunda, vamos ao capítulo.

Capítulo 33 - Capítulo 32


“Ella Garcia Cavalieri, come mais devagar.” Mandou Margarida, abismada. “Está parecendo um animal esfomeado.”

“Eu não sou, mas acho que tem um na minha barriga.” Reclamou a menina, com a boca cheia de coxinhas.

“Alicia do céu, isso porque ela só está grávida de um. Imagina como você comia com os dois na barriga?” Paulo estava assustado. “Eu fali só no supermercado.”

“Guerra, eu já peço o divórcio agora.” Ela revirou os olhos.

“Ué, mas podem ter dois na barriga da Ella. Ou três.” Comentou Laurinha. “Afinal, o Pietro é gêmeo, né?”

“Não fode, Laura.” Gritaram Paulo, Alicia, Margarida e Jorge.

“Ainda bem que vocês vão voltar para o futuro logo.” Comentou Davi. “Se não, o filho de vocês ia ser mais velho que vocês dois. Já pensou que bizarro?”

“Bizarro? O que aconteceu nos últimos meses que não foi bizarro?” Perguntou Marcelina. “Tava eu lá, virgem, com uma marmanja do meu tamanho me chamando de mãe. Eu comecei a cogitar procurar um psiquiatra.”

“Dava um vazio existencial no útero?” Perguntou Daniel.

“Que merda de conclusão foi essa, amor? Você tinha um vazio existencial no saco por acaso?” Carmen gargalhou e todos a acompanharam.

“Acho que foi mais fácil descobrir depois que eu e o Paulo já tínhamos transado.” Comentou Alicia.

“Gente, vocês sabem o quão nojento essa conversa está sendo para a gente?” Perguntou Eric, com uma careta engraçada. “Vocês são nossos pais, contenham-se.”

“Já estamos nos contendo a uma semana.” Resmungou Mário.

“Ai meu Deus, hoje a noite vai ser longa.” Alice se levantou, saindo caminhando.

“Acho que a Alice está sentindo um vazio existencial.” Comentou Mili.

“Nem digo o que preencheria esse vazio.” Ella disse baixinho, sendo fuzilada por Pietro. “O que foi?”

“Eu espero, do fundo do coração, que o nosso bebê seja um menino. Porque se for menina, só vai sair de casa aos 30 anos.” O rapaz suspirou, comendo um brigadeiro.

“Eu vou dar na cara desse moleque.” Avisou Jorge, indignado.

“Entra na fila, cara... To só esperando a chance para dar uma no pé do ouvido dele.” Suspirou Paulo, bebendo um copo de refrigerante.

“Cadê o Jaime?” Perguntou Daniel, procurando o amigo.

“Foi na cozinha buscar mais brigadeiros.” Avisou Maria Joaquina, um sorrisinho de canto.

“Caramba, mas ainda tem meia bandeja aqui.” Observou Margarida.

“Ah, sabe como é o Jaime.” A patricinha deu de ombros, se servindo de mais um docinho.

O rapaz, na verdade, havia saído atrás de Alice, minutos antes. Ele a seguiu até a parte da frente da casa, onde ela sentou em um banco do jardim e ficou observando o céu, como fazia durante seu discurso.

“Você é estranha.” Jaime disse de supetão, assustando a menina.

“E você é muito normal, né?” Alice resmungou, e ele observou que ela secava os olhos. “O que você quer?”

“Queria elogiar seu discurso. Sabe, no casamento?” Ele se aproximou tímido, com as mãos no bolso da calça jeans. Agora que havia retirado sua batina, era um rapaz comum.

“Achei que você tinha gostado mais do seu.”

“Garota, eu to tentando te elogiar, dá licença?” Jaime reclamou, irritado.

“Desculpa.” Ela disse baixinho. “Obrigada, Jaime. Eu... Eu gostei do seu também.”

“Ah, ele foi babaca mesmo, não precisa mentir. Eu realmente não entendo nada sobre o amor, só sobre comida.” Ele sentou ao seu lado no banco, encarando a lua. Deu uma risada fraca. “Isso me lembra a cena de uma novela.”

“Sangue Bom?” Ele a encarou, surpreso. “O que foi? Nós ainda temos o Vale a Pena Ver de Novo no futuro. Eu assisti essa novela durante minhas férias do 9º ano.”

“Hum, então você é toda menininha.”

“E eu tenho cara do quê?”

“Relaxa, Alice, eu só estou só brincando com você.” Garantiu Jaime, assustado. “Caramba, você é bem Giane mesmo, né? Toda bonitinha por fora, mas casca grossa por dentro.”

“Infelizmente você está bem longe de ser um Fabinho. Porque isso não existe, Palilo, essa coisa de menino podre que vira bonzinho.” A garota se levantou com os olhos rasos d’água, mas ele a impediu de se afastar.

“Existe sim, Alice, e eu vou te dar um ótimo exemplo: seu pai. Não existia ninguém mais filha da puta do que ele, até o dia em que se apaixonou pela sua mãe. Você falou tão bonito sobre o amor, mas não parece acreditar nele.”

“Eu já acreditei nele por tempo demais, e não me levou a lugar nenhum.” Agora ela parecia prestes a chorar.

“Sinto muito se te machucaram, Guerra... Mas nem todos os homens do mundo são assim, podres.”

“Você não sabe do que está falando, Jaime.”

“Não, não sei. É esse o problema, garota... Eu não sei de mais nada quando estou perto de você.” Ele admitiu, a surpreendendo. “Eu fico sem chão, sem rumo. Ajo como um grande imbecil, mesmo que eu não seja lá muito esperto no resto do tempo. Mas quando você está por perto... Garota, você tira toda a minha calma.”

“Eu... O quê?”

“Você é a coisa que me deixa louco, mas ao mesmo tempo, é a única coisa capaz de me dar paz. Não foi isso que você disse no seu discurso, Alice?” Ele perguntou, a segurando pela cintura, seus rostos muito próximos.

“Jaime, você não sabe do que está falando.” Ela tremeu nos braços dele, a voz vacilando. “Tem muita coisa errada nisso.”

“Eu sei, eu tenho pensado nisso a cada segundo de cada dia, desde o momento em que você apareceu nesse tempo. Você é o meu fim, Alice, de todas as formas possíveis. Principalmente porque o seu pai vai me matar pelo que eu vou fazer agora.”

“E o que você vai fazer, moleque?”

“Isso.” Ele disse simplesmente, antes de puxá-la pelo pescoço e selar seus lábios em um beijo que, não queriam admitir, mas ambos ansiavam há tempos.

Venceram a falta de ar, temendo romper o beijo, mas não puderam ignorar uma voz grossa que surgiu.

“Alice? Filha, cadê você?” Paulo gritava pela garota, que soltou Jaime e saiu correndo sem dizer uma palavra. Segundos depois o mesmo apareceu, confuso. “Cara, cê viu a Alice?”

“Não vi, cara. Vim aqui tomar um ar.”

“Ué, mas você não ia pegar mais brigadeiros?”

“Ah, desisti. Resolvi vim ver a lua.” Explicou Jaime depressa, tremendo por dentro. Havia acabado de beijar a filha do cara mais ciumento que conhecia, e tinha medo que ele percebesse isso.

“Hum, tá bom.” Concordou Paulo, sem entender muito bem. “Bom, se vir ela, avisa que ela vai dormir com o Pietro e o Paulinho no QG hoje, tá? Eu e a Ali estamos indo embora.”

“Juízo, hein Guerra? Ainda tem oito anos até vocês virarem pais.” Provocou o gorducho, recebendo uma risada de volta.

“Dá para se divertir com cuidado, amigão. Boa noite, cara.” O rapaz se despediu.

“Boa noite, sogrão.” Jaime sussurrou a última palavra, vendo-o se afastar. Encarou então a lua, suspirando. “Você realmente age rápido, né?”

~*~

“Já falei que eu te amo hoje, senhora Guerra?” Paulo perguntou no ouvido de Alicia, que riu.

“Até onde eu saiba, ainda não sou a senhora Guerra.”

“Ah, é sim. Agora nós somos casados, né? Isso te torna a senhora Guerra, mesmo que extraoficialmente.” Ele acariciou a bochecha dela com o indicador. “Eu te amo tanto, Ali.”

“Eu também te amo muito, meu marrento meloso.” Ela sorriu, lhe dando um longo beijo. “Mas acho que já mostrei isso agora há pouco, não?”

“E se mostrou.” Ele suspirou. “Você realmente sabe o que faz, linda.”

“Assim eu fico convencida.” Riu a morena, deitando no peito dele. “Eu estou com dó das crianças.”

“Eles vão superar, Ali. Até porque eles só vão nascer porque nós fizemos isso, então eles vão conseguir lidar com isso.” Os dois riram, e ele a observou atentamente. “Tem uma ruguinha bem aqui, no meio dos seus olhos. O que te preocupa, meu amor?”

“Meus pais.” Ela desabafou, o abraçando mais apertado. “Tem acontecido tanta coisa na minha vida, na nossa vida... Digo, os pais dos nossos amigos conheceram os nossos filhos, e os meus pais nem sabem que eles existem.”

“Você sente falta deles, não é?” Perguntou o rapaz, a encarando.

“Você lembra da casinha onde eu morava quando era criança? Era alugada, pequena, simples, mas nós estávamos sempre juntos, nós três. Meu pai era vendedor de eletrodomésticos, minha mãe recepcionista de um médico, e o que ganhavam era o bastante para vivermos. E então um homem ofereceu um emprego de representante comercial para o meu pai, e ele começou a viajar. Ganhou dinheiro, comprou essa casa, e arranjou o mesmo emprego para a minha mãe. E então eu não os via mais, eles passavam semanas a fio viajando. Eu tinha dinheiro, uma casa grande, mas nada de carinho e da companhia deles.”

“Hey, olha para mim.” Ele ergueu o rosto dela, fazendo seus olhares se encontrarem. “Nossa vida vai ser diferente, Ali. Nós vamos estar sempre por perto dos nossos filhos, ok?”

“Você não acreditava nisso.”

“Mas agora eu acredito, linda. Eu vou tentar descobrir algo sobre a minha doença, algum indício, e começar a investigar isso desde já. E então, no futuro, tudo vai ser diferente. Nós vamos ser bons pais, estar sempre por perto, e cuidar do Pietro, da Alice e do Paulinho com todo o nosso amor e carinho, ok? Não importando o que aconteça.” Paulo prometeu, lhe dando um longo selinho. “Eu te amo, ok?”

“Você já disse isso, lindo.”

“Eu sei, mas vou dizer quantas vezes precisar para ver essas lágrimas virando sorrisos. É nossa noite de núpcias, minha princesa... E hoje eu só quero te ver sorrindo e se contorcendo de prazer.”

“Você é muito pervertido, Guerra. Mas eu te amo por isso.” Alicia riu, enquanto ele aproximava mais seus corpos.

~*~

“Que sensação horrível, meu Deus.” Gritava Marcos, angustiado. “Como alguém consegue transar tanto?”

“Nossos pais são bem ativos, cara, lamento informar.” Eric estava deitado no sofá da casa abandonada, com Mili aninhada a ele.

“Como o Nicholas e o Paulinho não estão surtando?” Perguntou a baixinha.

“Nós demos dois comprimidos de dramin para eles. Vão ficar apagados até amanhã.” Avisou Ella, massageando as têmporas. “Eu estou enjoada.”

“Todos estamos. Eu só fico imaginando meu pai... Eca, eca, eca.” Marcos parecia prestes a vomitar. “Ela é minha mãe, pelo amor de Deus. Ele não pode respeitar isso?”

“Má notícia para você, amigo... Você só nasceu porque ele não respeitou isso.” Pietro riu de leve, abraçando o primo. “Toma.”

“Isso é vodca?”

“Eu só não estou bebendo porque tem um bebê na minha barriga.” Garantiu Ella, enquanto o namorado entregava um copo para Eric e Mili.

“Mas nós não temos idade.”

“Vai por mim, maninho... É a melhor forma de ignorar essa noite animada do papai e da mamãe. Porque eu acho que eles não estão muito animados para ir dormir.” Avisou Mili, bebendo um gole.

“Achei que homens não aguentavam muito.”

“Nossos pais devem ser aberrações da natureza, porque eles têm um fôlego que só Deus na causa.” Riu Pietro. “Hã, alguém viu a Alice?”

“Estava no jardim da última vez que a vi.” Avisou Ella.

Realmente, ela estava novamente sentada encarando a lua, com lágrimas escorrendo de seus olhos. Pietro sentou ao seu lado, a encarando com um olhar compenetrado.

“É o Jaime, não é?”

“Como?” Ela perguntou, assustada.

“Você e ele... Eu consigo ver, Alice. Eu sou seu irmão gêmeo, consigo te ler melhor do que ninguém. Você está apaixonada por ele, e ele por você.” Ele disse em voz alta o que ela não queria admitir. “E vocês estão com medo.”

“Ele me beijou, Pietro.”

“E você não gostou? Ou não queria?”

“Você sabe que eu gostei, e queria muito. Mas... É errado. Ele é 25 anos mais velho do que eu Pietro, isso nunca daria certo.” Ela choramingou, segurando a mão dele. “Você sabe que... Eu nunca gostei de ninguém depois do Caíque, não é? E quando isso acontece...”

“Vem aqui.” Foi só o que ele disse, a puxando e protegendo em seus braços. “Vai ficar tudo bem, maninha... Eu te prometo.”

Mas nem ele estava certo disso.


Notas Finais


JAILICE FODENDO FORNINHOS, GENTE DO CÉU. E Paulicia safadenhos, mas sendo românticos.
ENFIM, TENHO SPOILERS:
- Duas pessoas vão morrer nos próximos capítulos;
- A máquina é ligada;
- Eles descobrem o sexo do bebê da Ella;
- Jaime e Alice tomam uma decisão importante.
Já podem começar as urticárias HAHAHAHAH
Beijos de luz, queridos. E parem de pirar no inbox por Lufer, obrigada de nada eu HAHAHAHA


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