História For the love of my family - Capítulo 41


Escrita por: ~

Postado
Categorias Carrossel
Personagens Alícia Gusman, Carmen Carrilho, Daniel Zapata, Jorge Cavalieri, Marcelina Guerra, Margarida Garcia, Mário Ayala, Paulo Guerra, Personagens Originais
Tags Carmiel, Jorgerida, Marilina, Paulicia
Visualizações 508
Palavras 1.559
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 41 - Capítulo 39


Paulo encarava Alicia, sem saber o que fazer. Por um lado estava aliviado, profundamente aliviado. Por outro, sofria com a dor dela. Agora que ela e os pais, afinal, estavam voltando a se ligar, perder os dois era algo muito doloroso.

Ela não havia parado de chorar por um minuto sequer desde que os médicos decretaram que Débora e Geraldo estavam mortos, e mesmo que Lilian e Roberto ainda não estivessem fora de perigo, a grande preocupação do Guerra mais novo era sua morena.

Afinal, a partir daquele momento, ela era sua família, e ele era tudo o que ela tinha.

Não teve coragem de levá-la para o quarto que dividiam, que costumava ser dos pais dela e ainda tinha todas as coisas deles. Também havia pedido que Pietro, Alice e Paulinho ficassem na casa dos pais, longe deles, para que não ouvissem o que ele sabia que Alicia diria a qualquer momento.

“É culpa deles.” Ela soluçou, agarrada com o namorado. “É tudo culpa deles.”

“Amor, não fala isso.” Ele pediu com carinho, penalizado.

“É a verdade, Paulo, você sabe disso. E você só não está admitindo isso porque não foi você que perdeu seus pais, fui eu.” Alicia explodiu, se levantando e começando a marchar pelo quarto.

“Meus pais estão no hospital, Alicia, em estado grave.” Lembrou Paulo, tentando manter a calma.

“Mas eles estão vivos, Paulo, vivos! Os meus pais estão mortos, e a culpa é do Pietro, da Alice, de todos eles. Porque eles voltaram na merda do tempo, porque...”

“Porque eu fui um filho da puta e abandonei vocês no futuro.”

“Não coloca palavras na minha boca, Guerra.”

“Mas é a verdade, não é?” Ele deixou os ombros caírem. “A culpa não é deles, Alicia... É minha, do Daniel, da Marcelina e da Margarida. Os nossos erros que levaram ao futuro do qual eles vieram, que fez com eles viessem parar aqui e mudar tudo. A morte do Rabito, a morte dos seus pais, o que quer que vá acontecer com os meus... Eu sei que você quer culpar alguém, e você tem esse direito. Então culpe a mim, amor, mas não culpe ou faça nada contra os nossos filhos. Eles já passaram por coisas demais, não merecem mais isso.”

Aquilo, claro, desarmou a Gusman. Ela ficou encarando o namorado, observando as lágrimas escorrendo dos olhos dele de forma idêntica aos seus. Depois de alguns segundos ela correu até o rapaz, o abraçando com força novamente.

“Desculpa, Ali, me desculpa.” Ele soluçou contra o ombro dela.

“A culpa não é sua, Paulo, calma.” Ela também soluçava. “A culpa não é de ninguém.”

“Só não culpa os meninos, Alicia, por favor. Eu não vou suportar ver mais isso pesando no ombro deles três.” Ele implorou, desesperado.

“Claro que não vou fazer isso, amor. Desculpa por ter... Eu só, eu só estou nervosa. Chateada. Eu e meus pais nos reaproximamos por causa dos meninos também, né? E agora... Agora doeu muito mais perder eles do que teria doído alguns meses atrás.” Ela desabafou, um pouco mais calma.

“Eu sei, amor. Por isso eu pedi para eles ficarem com a Mili e o Marcos na casa dos meus pais, para você explodir quando precisasse.” Paulo acariciou o rosto da namorada. “A verdade é que eu também estou morrendo de medo, linda, sem saber o que vai acontecer com os meus pais.”

“E por que você não ficou no hospital com a sua irmã, Paulo?”

“Porque, de agora em diante, minha família é você, Alicia. A Marcelina vai ser sempre minha irmã, assim como meus pais serão sempre meus pais; mas já há semanas, e para sempre, a parte mais central do meu mundo vai ser você, Gusman. É com você que eu vou deitar e acordar todos os dias, é contigo que eu vou dividir uma casa, meus medos, inseguranças, sonhos e conquistas. Daqui alguns anos, é você que vai gerar e trazer ao mundo as três coisas mais importantes da minha vida, da nossa vida. E por mais que eu esteja morrendo de medo de perder meus pais, eu sei que você é que precisa mais de mim nesse momento... E eu não vou te deixar na mão dessa vez.”

Um silêncio longo se seguiu a declaração do Guerra, no qual Alicia apenas o observou e tentou memorizar cada detalhe do rosto dele. Ela se inclinou e lhe deu um beijo delicado nos lábios.

“Eu te amo.”

“Eu sei. Eu também, Ali.”

“Não, Paulo, eu acho que você não tem a menor noção de um terço do quanto eu te amo. Porque nem eu mesma tenho noção disso. Eu só consigo saber que esse amor é maior do que eu pensava em momentos assim, quando eu percebo que eu posso aguentar tudo, Guerra, desde que você esteja do meu lado.” Garantiu a morena. “Vamos para o hospital.”

“Alicia...”

“Não, Paulo. Eu sei que você não liga de ficar aqui comigo, mas lá é onde devemos ficar. Meus pais não têm mais chance, os seus têm. E nós vamos estar lá, com eles e com a sua irmã... Porque ser família é isso. Pelo menos, foi o que você acabou de me ensinar.”

~*~

Na sala de espera do hospital, Marcelina estava acompanhada dos amigos. Após todos se certificarem que os próprios pais estavam bem, além de todos que lhes eram importantes, correram para o hospital para acompanhar a jovem Guerra e o namorado, sabendo que Paulo estaria cuidando de Alicia.

“Mais nenhuma notícia?” Perguntou Mário para Majo, que vinha de mais uma conversa com o pai.

“O Roberto ainda está em cirurgia, não podem dizer muito até que ele saia. A Lilian continua estável, mas o quadro dela está bom. Se Deus quiser, a única sequela vai ser fisioterapia para lidar com as fraturas.” A menina recitou o que havia escutado do pai.

“Deus queira mais que isso.” Suspirou Marcelina, abraçando o namorado com força.

“O que vocês dois estão fazendo aqui?” Perguntou Valéria, surpresa ao ver Paulo e Alicia entrarem.

“É aqui onde devemos estar, Val. E não façam mais perguntas, por favor.” Pediu a garota, abraçada com o namorado.

“Alguma mudança?” Questionou Paulo para a irmã.

“Nada... Papai ainda com o cérebro na mesa de cirurgia e a mamãe apagada.” Suspirou a baixinha.

“Vai dar tudo certo, Marce... Temos que ter fé.” O mais velho segurou sua mão e tentou sorrir.

A garota apenas encarou a cunhada, encolhida nos braços do namorado. Se olharam por vários minutos, antes de simplesmente se abraçarem, chorando em silêncio. Paulo e Mário suspiraram, antes de abraçá-las e esconderem os rostos em seus cabelos.

~*~

“Como você está?” Jaime perguntou para Alice, afagando seus cabelos,

“Como você acha, Jaime? Meus avós estão mortos, meus outros avós estão em estado crítico no hospital, minha mãe nos odeia... E a máquina não funcionou, o que pode significar um milhão de coisas horríveis.” A jovem estava deitada nos braços do namorado, chorando.

“É, foi uma pergunta idiota, desculpa.”

“Não, amor, desculpa estourar com você. A culpa de nada disso é sua.” Suspirou a morena, recebendo um beijo na testa.

“Eu queria poder fazer alguma coisa para tirar essa dor de você, meu anjo, queria mesmo.” Prometeu a grandalhão, carinhosamente.

“Você estar aqui já é o melhor remédio do mundo, Jaime, eu juro. Você é meu ponto de paz.”

“Achei que eu era a causa de todos os seus conflitos.”

“Não foi isso que eu disse sobre o amor no casamento dos meus pais? É aquilo que te enlouquece, mas é também a única coisa capaz de te devolver a sanidade. Esse é você, amor... Meu yin e yang.” Ela se sentou, acariciando o rosto dele. “Eu quero contar para o meu pai.”

“Tá louca, Alice? O Guerra vai me quebrar em dez.” Jaime arregalou os olhos.

“Jaime, nós sempre estivemos cercados de incertezas. Agora, mais do que nunca, nossa vida está completamente incerta. E se eu não conseguir voltar para o futuro, ficar presa nesse tempo? Será que eu vou nascer? Será que meus pais não vão ter outros filhos? E mesmo que minha mãe engravide de mim e do Pietro, como nós vamos viver em dois corpos? Eu acredito em almas, e sei que a nossa não vai poder habitar dois corpos ao mesmo tempo.”

“Eu sei disso tudo, Alice.”

“Então, Jaime... E nós vamos ficar nos escondendo e perdendo tempo para quê? Eu quero poder andar com você de mãos dadas, te beijar em público, dizer para o mundo que eu te amo e que você é tudo para mim, garoto. Eu quero aproveitar plenamente cada segundo que eu tiver com você, meu amor... Sem medo e sem reservas.”

O rapaz sorriu ao ouvir aquilo, se inclinando e beijando Alice. Ele acariciou o rosto dela com o indicador, vendo-a fechar os olhos.

“Existe a chance de eu morrer antes de podermos fazer isso, e antes mesmo de você saber seu futuro, mas eu concordo. Nós vamos contar para o seu pai e eu vou pedir autorização para namorar com você. Mesmo seu pai sendo três meses mais novo do que eu... Me senti muito pedófilo agora, sabia?”

“Só você para me fazer rir, Palilo.”

“Minha especialidade, Guerra. Agora vem aqui... Você precisa descansar, e eu sei que não tem lugar melhor para você fazer isso do que nos meus braços.” 


Notas Finais


FELIZ 2017, GEEEENTE!
Sim, eu estou sem postar tem um bom tempo, me desculpem! Mas como prometi, agora as coisas estão voltando ao normal, ok?
Bom, esse capítulo foi mais melosinho, deixarei as grandes bombas para o capítulo que vem. E tem uma bomba que vocês querem faz teeeempo HAHAHAHAHAHA
Espero que tenham gostado. Perguntinhas no ask, ok? E COMENTEM, AMOORES!
Beijos de luz ;*
http://ask.fm/WPKiria


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