História For the love of my family - Capítulo 41


Escrita por: ~

Postado
Categorias Carrossel
Personagens Alícia Gusman, Carmen Carrilho, Daniel Zapata, Jorge Cavalieri, Marcelina Guerra, Margarida Garcia, Mário Ayala, Paulo Guerra, Personagens Originais
Tags Carmiel, Jorgerida, Marilina, Paulicia
Exibições 191
Palavras 1.936
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


LEIAM AS NOTAS FINAIS
LEIAM AS NOTAS FINAIS
LEIAM AS NOTAS FINAIS
LEIAM AS NOTAS FINAIS
LEIAM AS NOTAS FINAIS
LEIAM AS NOTAS FINAIS
LEIAM AS NOTAS FINAIS
LEIAM AS NOTAS FINAIS
LEIAM AS NOTAS FINAIS
LEIAM AS NOTAS FINAIS

Capítulo 41 - Capítulo 38


“O que aconteceu?”

Foi a primeira coisa a ser dita após um longo tempo. A escuridão era total, dentro e fora da casa. Era como se a eletricidade tivesse deixado de existir, e na noite, transformado a cidade em um breu.

O que, para Eric, já acontecida de todo o jeito.

“Eu não sei.” Quem respondeu foi Daniel, segurando o filho e a namorada. “Está tudo escuro.”

“Os celulares não funcionam.” Mário comentou, tentando acender a lanterna. “Eu não to enxergando nada.”

“Calma, Paulinho.” Alicia tentava acalmar o garotinho com a ajuda de Paulo, mas o menino não conseguia parar de tremer.

“Será que nós morremos?” Perguntou Cirilo de algum lugar no cômodo.

“Não... Acho que o inferno é muito mais barulhento e o céu muito mais iluminado. Só se estivermos presos no limbo.” Resmungou Jorge, tateando para ter certeza que segurava Margarida, Ella e Nicholas entre seus braços.

“Tá realmente tudo quieto demais.” Alice disse em um sussurro.

E foi como se uma chave se acendesse. Os gritos começaram do lado de fora, pessoas praguejando, pedindo ajuda, crianças chorando por medo do escuro. Parecia um cenário quase apocalíptico.

“Tem velas na cozinha.” Lembrou Marcelina.

“E como nós vamos chegar lá, amiga? Ninguém enxerga nada.” Resmungou Valéria.

“Exato.” Eric se levantou, segurando as mãos dos pais. “Venham comigo.”

“Eric, está um breu aqui.” Carmen lembrou o filho.

“Para mim é sempre um breu, mãe... E eu sei me locomover perfeitamente nele.”

Ele conduziu o casal com maestria por todo o cômodo, não deixando que eles topassem com nada ou caíssem nenhuma vez. Os dois ficaram, como sempre, surpresos com as habilidades sensoriais do filho.

“Em qual gaveta?”

“Terceira.”

Logo o barulho da gaveta se abrindo pôde ser escutado. Eric entregou uma vela para o pai e outra para a mãe, acendendo um fósforo.

“Foi?”

“Foi, deixa que eu acendo.” Daniel guiou o fósforo até a ponta da própria vela, a acendendo e logo acendendo a da namorada. “Um pouco de luz, afinal.”

“Bom, para mim não mudou nada.” Brincou Eric, sem humor.

“Vamos levar para a sala.” Carmen segurou a mão do filho enquanto Daniel pegava o pacote de velas.

Logo a sala estava repleta de velas para todos os lados, dando novamente uma aparência de casa mal-assombrada ao lugar. Porém, serviu para acalmar Paulinho e Nicholas, que estavam deitados no colo das mães, assustados.

“Eu só vejo o brilho de algumas velas.” Comentou Paulo, voltando para dentro da casa. “A cidade toda está um breu.”

“Será que é por causa da máquina? Afinal, o que aconteceu?” Questionou Jaime, que estava observando o projeto que tomara suas vidas nas últimas semanas.

“Eu não sei, cara... Não consigo nem imaginar.” Suspirou Marcos, frustrado. “Lice, você tem alguma ideia?”

“Muitas, uma pior e mais impossível que a outra. Minha primeira ideia era que a corrente elétrica desse tempo não suportou a máquina, mas se fosse por isso a máquina teria explodido e matado todos nós. Depois pensei que foi a máquina do futuro que desestabilizou, mas isso parece ainda pior, porque nossos pais podem estar...” Ela engasgou ao dizer isso e todos entenderam o que ela queria dizer. “Cogitei uma tempestade solar também, por isso que não tem nada funcionando, nem mesmo os celulares.”

“Bom, isso faz sentido.” Concordou Koki, vendo que o aparelho continuava sem sinal de vida.

“Sentido? Nada do que está acontecendo faz sentido.” Resmungou Paulo, preocupado. “Parece cenário de filme apocalíptico, gente... Tenho medo de encontrar a cidade saqueada quando a luz voltar.”

“Tem mais alguma coisa te perturbando.” Garantiu Jaime, encarando Alice. Ela apenas concordou, atraindo a atenção de todos. “O quê?”

“Eu não sei como explicar.”

“Tenta, filha, por favor.” Pediu Alicia.

“Certo... Você tem um arquivo no Word, certo? Lá está escrito um texto. Você então começa a fazer alterações nesse texto. E aí você tenta abrir esse arquivo de novo, e ele dá erro, porque existe outra versão dele aberta, e surge uma janela perguntando se você gostaria de salvar as alterações e fazer valer o novo texto. Você diz que sim, e o que acontece com a versão original do texto?”

“Deixa de existir.” Mili sussurrou em um fio de voz.

“E o que isso quer dizer, Alice?” Pietro engoliu em seco.

“Que o nosso futuro pode ser o arquivo antigo, Pietro... E agora, ele deixou de existir e nós não temos mais para onde voltar.” A jovem Guerra começou a tremer. “E pode ter sido isso o que ocasionou toda essa reação, essa descarga... Eu não sei mais nada.”

“Mas vocês ainda estão aqui. O futuro não pode ter deixado de existir, pode?” Perguntou Carmen, preocupada.

“Esse é o grande paradoxo que envolve as viagens no tempo em todas as histórias. Se alteramos o futuro, como criamos o que nos permitiria voltar para alterar o passado? Quem poderia responder? Será que existe uma resposta?” Marcos afundou o rosto nos joelhos. “Eu não sei o que pensar.”

“Pietro, eu to com medo.” Ella agarrou o namorado com força, tremendo.

“Todos nós estamos, amor. Mas vai dar tudo certo, se acalma, pelo nosso filho.” Ele beijou a testa dela, ele mesmo tentando ficar calmo.

“Se pelo menos a luz voltasse.” Reclamou Maria Joaquina.

No instante seguinte, as luzes na rua se acenderam com um estrondo. Depois, a sala se preencheu de luz, quase cegando os presentes.

“Caraca, Majo, virou boca santa agora?” Adriano esfregou os olhos. “Não quer falar os números da loteria não?”

“A energia está voltando em toda a cidade, mas os celulares continuam sem funcionar.” Daniel testou. “Vocês acham que alguém pode vir parar aqui?”

“Acho que não, Dan... Mesmo que tenha sido a máquina que causou tudo isso, não tem nada que leve até ela.” Garantiu Marcos, lembrando todos os cuidados que tiveram ao fazer a ligação elétrica.

“Tá um caos lá fora, gente... Acho melhor irmos dar uma olhada, ver se alguém precisa de ajuda.” Propôs Mário, olhando pela janela. “Acho que aconteceu um acidente de carro aqui perto.”

“Então vamos ajudar.” Daniel entrou no modo salvador da humanidade.

Deixaram Cirilo, Adriano e Kokimoto na casa, para o caso de haverem pessoas de má índole se aproveitando da situação da cidade. Resolveram ir para a casa de Alicia, ver se estava tudo bem, e aproveitariam para ver se alguém no caminho estava com problemas.

“Gente, todos estão desesperados.” Observou Margarida, espantada. “Pelo menos não estou vendo sinais de violência em lugar nenhum.”

“Acho que até os bandidos ficaram assustados, pensando que era o fim do mundo.” Comentou Jorge, a segurando com força. Nicholas estava entre os dois, ainda assustado.

“Está uma agitação muito grande por aqui.” Observou Valéria, vendo pessoas correndo de um lado para o outro.

“Hey, moça... Aconteceu alguma coisa?” Pietro chamou uma mulher que passava na rua, desesperada.

“Os carros não funcionam, os celulares e telefones também não... Eles precisam ir para o hospital.”

“Quem precisa ir para o hospital?” Questionou Mili.

“Aconteceu um acidente de carro há duas ruas daqui, dois casais em um carro. Não sabemos o que aconteceu, foi na hora do breu. Um dos lados do carro entrou em um poste, e parece ser grave. Bem grave.” Ela contou, arfando. “Estão tentando tirar os passageiros do lado que está melhor, e todo mundo está pegando o que tem em casa de primeiros socorros.”

“Minha vizinha é enfermeira.” Lembrou Alicia.

“Eu vou buscar ela.” Valéria saiu correndo sem esperar resposta.

“Nós ajudamos a pegar o que precisa.” Ofereceu Bibi, saindo com Majo e Laura atrás da desconhecida.

O restante do grupo seguiu andando em direção à bagunça de gente, até que Paulo e Marcelina travaram de uma vez.

“É o carro dos meus pais.” Avisou o Guerra, empalidecendo.

“Calma, amor, eles devem estar bem.” Alicia o abraçou, preocupada.

“Espera, mas a mulher falou de dois casais no carro.” Lembrou Marcos. “Quem estava com eles?”

“Alicia?” Uma pessoa surgiu da multidão e a morena reconheceu uma mulher da sua rua. “Ah, minha filha, graças a Deus você está bem.”

“O que foi, dona Marta?”

“Ninguém te achava em casa, estávamos preocupados. Querida, seus pais estão naquele carro.” Avisou a mulher, e Alicia ficou tão pálida quanto o namorado.

“O quê? Não, não é possível... Eles estão viajando.” Gaguejou a menina, começando a caminhar aos tropeços até o carro acidentado. “Ai meu Deus.”

“Mãe, pai.” Marcelina sussurrou, vendo os pais desmaiados. “Paulo.”

“Calma, Marce. Vamos todos ficar calmos.” O Guerra tentava ser forte, vendo que as duas meninas estavam a um passo de colapsar.

“Vocês os conhecem?” Um homem se aproximou, sério.

“São nossos pais. Meus e da minha namorada.” Paulo indicou Alicia, que parecia fora do ar. “Ninguém consegue falar com o 190?”

“Não vai adiantar nada, rapaz... Os veículos não funcionam, eles não vão ser de muita ajuda. Um rapaz correu até o postinho aqui perto, ver se consegue ajuda. O motorista e a mulher atrás dele estão fáceis de tirar, se souber um pouco sobre resgate. O problema são os outros dois... Eles estão presos na ferragem.”

“Quem está preso?” Sussurrou Eric, assustado.

“Os pais da Alicia, filho... O Roberto e a Lilian estão bem, mas a Débora e o Geraldo não parecem estar do mesmo jeito.” Explicou Carmen, o estômago em um nó ao pensar na própria família.

“Ele está acordando.” Avisou alguém e todos encararam Roberto, que piscava lentamente.

Paulo e Marcelina nem perguntaram se podiam, apenas correram e ajoelharam ao lado da porta aberta do pai, preocupados.

“Pai, papai, paizinho...” Sussurrou a baixinha, segurando a mão dele. O homem mexeu a cabeça levemente, desorientado. “Consegue me ouvir?”

“Marcelina? Paulo? O que aconteceu?” Gaguejou Roberto. “De repente ficou tudo escuro e o carro parou de funcionar... Eu não vi mais nada.”

“Ninguém entendeu o que aconteceu, pai... A luz voltou a pouco, mas os carros não funcionam e nem os telefones. Você está bem? Está sentindo tudo?” Perguntou Paulo, preocupado.

“Cadê a mãe de vocês?”

“Aqui atrás, ela está desmaiada. Pai, o que os pais da Alicia estão fazendo aqui?”

“Eles vieram ver vocês, Paulo, ver os meninos... Como a máquina ia ser ligada amanhã, eles voltaram ontem para conhecer o Pietro, a Alice e o Paulinho antes de eles voltarem. O voo chegou em Campinas e nós fomos buscá-los. Estávamos indo encontrar vocês na casa abandonada.” Resmungou Roberto, ainda desorientado. Ele virou o rosto, encontrando Geraldo. “Ah, não...”

“Não fica se mexendo, pai, pode ser pior.” Pediu Marcelina, aflita. “Nós temos que achar algum socorro.”

“Aqui.” Diversos homens vieram correndo com macas, enquanto algumas mulheres traziam maletas. “Somos do postinho... Desculpem a demora, a distância a pé é um pouco longa.”

“Vocês conseguem tirar eles?” Perguntou Alicia, saindo do transe.

“Precisaríamos mover esse carro, para tirar os passageiros do outro lado.”

“Nós ajudamos.” Jorge se aproximou com os amigos, enquanto outros homens que estavam por ali se aproximavam. “Será que conseguimos?”

“Sem conflitos, rapaz... Força.” Gritou um dos médicos.

Demorou um pouco, mas com muito esforço e gemidos de dor, conseguiram fazer com que o carro se movesse o bastante para poderem destruir a porta do lado do passageiro e tirar Débora e Geraldo.

“É melhor vocês se afastarem, meninos.” Pediu um dos médicos, afastando os jovens.

“Vem aqui, amor.” Paulo abraçou Alicia, que tremia sem parar.

Mário abraçou Marcelina, que começou a chorar contra o seu peito. Ali perto, Pietro e Alice seguravam Paulinho, que estava assustado, enquanto Mili e Marcos se abraçavam, pesarosos. Os demais amigos estavam ao redor em silêncio.

“Vai dar tudo certo, pequena... Fica calma.” Mário suspirou, beijando a testa da namorada.

Mas nem ele sabia se falava a verdade.LEIAM 


Notas Finais


Oi gente, to sumida né? Fim de ano, GRAÇAS A DEUS, está sendo pauleira no trabalho! Entrando mais cedo, saindo mais tarde, levando coisa para casa... Hoje trabalhei até as 20h30. E além de tudo tem o teatro que escrevi e estou dirigindo, que é em 16 dias! Então, além de tudo, tenho ensaios, reuniões, coisas para resolver.
Por isso eu gostaria de pedir PACIÊNCIA para vocês, e reforçar que, além daqui e do Ask, MINHAS REDES SOCIAIS NÃO SÃO LUGAR PARA COBRAR FANFIC! Na verdade, nenhum lugar é para isso, já que não sou paga para escrever e ninguém pode cobrar poha nenhuma de mim. Quem continuar vindo no insta e no snap, vai ser bloqueado :D
Se vocês estão de férias de escola e ficam morgando, eu não estou. Não tenho mais férias, mesmo não estando mais nada escola, então não me torrem. OBRIGADA, DE NADA, EU!
Sobre o capítulo: DE CAIR O CU DA BUNDA! Passei mal escrevendo o acidente, admito HAHAHAHA E aí, o que será que vai rolar? E o que aconteceu com o futuro? Deixem suas teorias!
Prometo que, assim que as coisas acalmarem, a Marcelina termina de escolher a namorada do Marcos!
Enquanto isso, vamos na fé aqui! Mandem perguntas no ask, ok? http://ask.fm/WPKiria
Beijos de luz e até quando Deus quiser HAHAHAHA


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...