História For You - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Guarda-costas, Idade Média, Princesas, Principes, Rainhas, Reis
Visualizações 48
Palavras 1.387
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Espero que estejam a gostar da minha nova história.

Capítulo 2 - Capítulo 2


Fanfic / Fanfiction For You - Capítulo 2 - Capítulo 2

P.O.V.- Thyana

O meu pai foi tirar a armadura e colocar as suas vestes reais, enquanto eu, a minha mãe, a Margie, e o Jason, o melhor dos cavaleiros do meu pai, o seu braço direito em batalha, e filho da Margie, estamos na sala de estar à espera dele. Eu e a minha mãe estamos sentadas em poltronas, à frente da lareira acesa, enquanto aguardamos.

As portas são abertas e o meu pai entra, sentando-se depois numa das poltronas vazias, e os empregados deixam-nos aos três sozinhos, com exceção do Jason que está na porta de guarda.

-Vais ter um guarda-costas! - disse-me o meu pai, fui apanhada desprevenida, não estava à espera que ele tomasse esta decisão assim de repente, no máximo, achei que ele fosse aumentar o número de guardas dentro do castelo.

-Como!?- disse eu ainda surpresa.

-Vou pedir a um amigo meu de confiança que venha para cá, para te proteger, e olhar por ti quando decides sair do castelo para dares as tuas voltas.

-Pai, eu não preciso, nem quero, ter alguém a ver o que faço durante o dia todo. Preciso de alguma liberdade, e privacidade.

-Ou aceitas o guarda-costas ou aceitas o teu casamento.

-E o que veio fazer essa história de casamento à conversa? Pensei que já tínhamos falado sobre isso. Eu não vou casar com qualquer um.

-Vem sim à conversa, se aceitasses de uma vez o casamento não precisava de chamar nenhum guarda-costas, pois já tinha o teu marido a vigiar-te. E claro que não vai ser com qualquer um. Quer tu queiras, quer não, vais casar com ele, está combinado desde que nasceste, não vou faltar à minha palavra.

-Não é justo. Eu não quero!

-Sente-te agradecida por te estar a dar a possibilidade de escolheres. Agora, decide.

-Se eu por um acaso aceitasse o guarda-costas, quantos anos é que o casamento seria adiado?

-Adiado!? É suposto casares esta primavera.

-Ou é adiado, ou não aceito nenhum dos dois.

-Um ano.

-Dois.

-Um ano e meio.

-Dois.

-Que seja, o teu casamento é adiado dois anos, e o guarda-costas vem.

-Está bem! Obrigada pai!…espera um segundo. Para quê o guarda-costas, ao certo?

-O nosso Reino está sobe ataque, não quero correr riscos. Se eu morrer, ao menos que a minha herdeira esteja em segurança.

-Está bem, eu vou me deitar. Boa noite! - disse eu antes de sair da sala.

Fui seguida por um guarda e pela Margie. Eu e a Margie entramos no quarto e o guarda ficou no seu posto, fora do quarto, e à entrada da porta.

A Margie vestiu-me a roupa que uso para dormir, desejou-me uma boa noite de sono, e saiu do quarto.

******************

Acordei com a Margie a chamar-me calmamente.

-Boa tarde, princesa! - disse ela quando reparou que eu já estava acordada.

-Boa tarde!? Eu dormi assim tanto?

-Sim, princesa, os seus pais já almoçaram. Deseja comer algo?

-Sim, por favor. Pede ao Pietro para fazer o costume.

O Pietro é o chefe da cozinha, é ele que cozinha especialmente para mim, e aliás, o único que consegue que eu goste de qualquer cozinhado, e para além de que faz qualquer tipo de comida ficar com um sabor simplesmente perfeito. Tem 50 anos, e é casado com a Margie.

Peguei no livro que estava em cima da minha mesinha de cabeceira, e continuei a minha leitura, enquanto aguardo que a Margie chegue com a minha refeição.

Estava já a “devorar” cada palavra, quando sinto algo subir para a minha cama, parei de ler para ver a gata branca da minha mãe passear-se pela minha cama.

-Crystal, saí da minha cama! - disse eu, mas fui simplesmente ignorada- Vai chatear a tua dona.

Ela continuou a ignorar-me, veio na minha direção e deitou-se no meu colo.

-Está bem, podes ficar. Desde que não atrapalhes.

Voltei à minha leitura, mas durou pouco, pois a gata começou a miar.

-Não me vais deixar em paz, estou certa? - ela continuou a miar- Está bem, já entendi o que queres.

Comecei a passar a mão pelo seu dorso, e ela parou de miar para ronronar, mas fê-lo baixinho, deixando de me incomodar. Continuei a ler ao mesmo tempo que lhe afagava o pêlo.

Alguns minutos mais tarde, a Margie chegou com a minha comida. Comi o que me apeteceu, depois a aia levou o tabuleiro, provavelmente para a cozinha, voltando para o meu quarto pouco depois.

-O que pretende fazer hoje? Tem o resto do dia livre- disse a Margie, dirigindo-se ao meu guarda-roupa.

-Estava a pensar em dar uma volta com a Fénix- disse eu.

A Fénix é a minha égua, recebia quando tinha 15 anos, é castanha, com manchas brancas pelo corpo, tendo uma em especial no dorso, quase com a forma de um coração.

A Margie arranjou-me, e depois guiou-me até aos estábulos, sendo sempre acompanhadas por um guarda, claro. Ela saiu, e o guarda só foi embora quando eu estava acompanhada pelo Jared. É ele que cuida dos estábulos, é irmão gémeo do Jason, por isso, filho da Margie e do Pietro. Ele tem o cabelo castanho, olhos verdes, e o corpo com músculos definidos, provavelmente por causa do trabalho que leva nos estábulos.

-Olá, loirinha!

-Sabes o que o meu pai te faria se te ouvisse chamares-me dessa maneira?

-Expulsar-me-ia do reino?

-Provavelmente, e eu não posso deixar a Fénix com qualquer um, sabes que ela não se dá muito bem com outras pessoas. E só se dá contigo provavelmente porque cuidaste dela desde que nasceu.

-Por falar na Fénix, queres que eu a prepare?

-Foi para isso que vim, não estou com ela há muito tempo.

-Vou tratar dela para ti.

-Claro que vais, é essa a tua obrigação.

Ele deixou-me sozinha por uns instantes, para depois voltar com a Fénix.

-Queres ajuda para subir?

-Não obrigada, consigo fazê-lo sozinha.

Mesmo assim, ele ajudou-me a montar a Fénix, depois sorriu-me.

-Obrigada Jared. Vamos Fénix.

-Ei, espera! O teu pai não te deixa andar sozinha por aí.

-E o que propões?

-Posso ir contigo.

-Desde que nos consigas acompanhar, tudo bem.

-Sempre posso tentar.

Ele afastou-se para ir buscar um cavalo, e eu aproveitei para fugir dali. Não estou com cabeça para aturar ninguém, nem mesmo o meu melhor amigo.

Conheço o Jared e o Jason desde que sou pequena, afinal, eles são dois anos mais velhos que eu, e somos os três amigos desde essa época, já que no castelo, de crianças, só existíamos nós os três.

Saí das redondezas do castelo e fui para a floresta, há lá uma clareira linda, onde vou desde que me lembro, e tem sido o meu refugio sempre que tenho de pensar na minha vida. E agora é tudo que mais preciso, ficar um pouco sozinha para pensar.

-Thyana! - ouvi chamar antes de chegar à clareira.

Mudei de direção, não seguindo assim para a tal clareira, ninguém sabe que este é o meu sítio, nem quero que saibam.

-Fénix, mais rápido! - pedi eu.

-Thyana, espera! – reconheci a voz do Jared.

-Continua Fénix, temos de o despistar.

-Se continuares assim, ainda te vais magoar.

Magoar? Impossível, conheço esta parte da floresta como a palma da minha mão, ele é que devia ter cuidado, que eu saiba, o Jared não costuma andar por aqui.

-Vamos para a caverna! - sussurrei eu à Fénix, guiando-a para a caverna.

Descobri esta caverna por acaso, e vou para aqui sempre que tenho que despistar alguém que não conheça bem a floresta, pois a caverna é super discreta e bem camuflada.

Entramos dentro da caverna e esperamos à entrada, escondidas pela vegetação que tapa a entrada. Ouvi o Jared parar perto do local onde nos encontramos.

-Thyana! Onde estás? - gritou ele- O teu pai mata-me se te acontecer alguma coisa enquanto estás com a Fénix.

A minha égua mexeu-se ao ouvir o seu nome.

-Pára! -sussurrei-lhe eu.

-Está aqui alguém, respondam- continuou ele- Thyana, porquê que fugiste de mim?

Permaneci em silêncio.

-Estou à tua espera nos estábulos, se não apareceres até à hora do jantar eu venho à tua procura, e não vou desistir tão facilmente.

Ele foi embora, esperei para ter a certeza de que ele tinha mesmo ido, depois montei a Fénix, e fui para a clareira.

Continua…



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