História For you, I must be strong - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Konohamaru, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Amor, Câncer, Dor, Drama, Esperança, Haruno, Hinata, Hyuuga, Konohamaru, Narusasu, Naruto, Perda, Romance, Sakura, Sasuke, Sasunaru, Triste, Uchiha, Uzumaki
Exibições 188
Palavras 6.365
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Visual Novel, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


YOOOOOOOOOOOOOOOO MINNA!!!
OHAYOOO!!!! MINNA, EU VOU RESPONDER TODOS VOCÊS HOJE A NOITE!! EU PROMETO!!!!
E eu preciso agradecer todo o carinho que vocês me passaram no ultimo cap, e exatamente por isso os responderei a noite, agr eu os responderia correndo a noite terei tempo de responder vocês devidamente com toda a atenção.
Mais uma vez obrigado por toda a boa recepção que a fic está tendo eu agradeço mesmo.

Capítulo 3 - REC. - Uchiha Sasuke


Fanfic / Fanfiction For you, I must be strong - Capítulo 3 - REC. - Uchiha Sasuke

You still are blind, if you see a winding road
'Cause there's always a straight way to the point you see

Don't try to live so wise
Don't cry 'cause you're so right
Don't dry with fakes or fears
'Cause you will hate yourself in the end

Você continua cego, se vê curvas na estrada

Porque haverá sempre um caminho direto ao que você quer

Não tente viver tão sensato
Não chore por estar tão certo
Não resseque por falsidades ou medos
Porque você se odiará no fim

Don't Cry - Naruto

 

 

 

Quando tocou a campainha do apartamento de Sasuke, Konohamaru considerou verdadeiramente a possibilidade de sair correndo e descer pelo mesmo elevador que viera, e nunca mais incomodar Sasuke com aquele assunto. Queria mesmo fazer isso, mas suas pernas pareciam estar coladas ao chão, e o peso que o mantinha ali parado se tornou chumbo quando a porta se abriu e a governanta dos Uchiha apareceu sorridente pedindo para que o menino entrasse, lhe informando que Sasuke estava em uma ligação com o Irmão mais velho, mas logo logo viria atendê-lo. 

A mulher era simpática e muito agradável, ofereceu comida, refrigerante e quando o menino negou o levou até a sala e ali permaneceu fazendo companhia a Konohamaru até que Sasuke adentrou a sala, e o garoto precisou segurar o impulso de segurar o pulso da mulher quando isso aconteceu, porque quando seu empregador chegou ela respeitosamente se dirigiu aos seus afazeres. 

- Konohamaru, quanto tempo! - O Uchiha cumprimentou ao mais novo com cordialidade, estendendo a mão.

- Muito tempo Tio Sasuke. - Apertou a mão do mais velho dando um sorriso de lado meio desconcertado. - Como estão as coisas? 

Konohamaru era um bom garoto, ele era um dos garotos do orfanato onde Naruto  crescera, perdeu os pais muito novo, passou a viver como tio mas o perdeu quando o tio fora assassinado brutalmente, mais tarde descobriram que foi algo como um ritual religioso doentio. Foi quando passou a morar com o avô, que acabou perdendo por fatalidades do destino mesmo. O menino estava sempre na cola de Naruto, quando mais novo bem no inicio do namoro de Naruto e Sasuke, o Uchiha se lembra de ouvir Konohamaru chamar o loiro de Naruto-nii-san ou de chefe, e Naruto simplesmente era louco com o garoto, quando decidiram se casar Naruto sabia com toda a sua certeza de que adotariam Konohamaru, e não havia nenhuma objeção quanto a isso no que dizia respeito a Sasuke. Era um garoto esperto e de bom coração. Mas assim como Naruto ele não sabia disfarçar nenhum de seus sentimentos. 

- Criança, relaxe, eu estou bem, não teria concordado tudo isto... - gesticulou calmamente para o menino com a câmera. - Se não estivesse pronto. 

Naquele momento se sentiu um idiota. Deveria imagina que Sasuke estava ao menos mais confortável com tudo aquilo, afinal não importa qual seja o assunto, ainda se tratava de Uchiha Sasuke, e ele jamais viu o tio tomar uma decisão com a qual não arcou com suas consequências. 

- Vamos começar? - Perguntou Sasuke indo para seu escritório, sendo seguido de perto por Konohamaru, que enquanto caminhava, podia ver um porta-retrato aqui e ali, com fotos deles. Algumas estavam os amigos mais próximos, outras pareciam ser a família do Uchiha, haviam tantas fotos de Sarada que Konohamaru acabou sorrindo, haviam também muitas fotos de Naruto e estas lhe doeram um pouco. 

REC. - ON 

- Eu não cumpri minha promessa. - Sasuke começou de forma calma, e Konohamaru tentava desesperadamente até mesmo respirar sem fazer barulho. Era sempre assim que as pessoas agiam ao redor de Sasuke... Como se ele fosse se partir a qualquer momento. E ele só queria gritar para todos que ele estava bem, obrigado. Que estar sozinho e resguardando a sua dor, era a maneira que ele havia conseguido para passar aquilo tudo. Podia não ser tão saudável como os psicólogos desejam, mas ele estava seguindo em frente. De sua forma meio torta e completamente quebrada mas estava seguindo em frente. - Eu preciso me desculpar com você. Mas depois de tudo eu não consegui. 

Diferente da dor pacifica de Hinata e da dor barulhenta de Sakura. A dor de Sasuke era caótica. O que Konohamaru via refletido na presença do Uchiha era uma massa de sentimentos tão pesada e confusa, que sua jovem cabeça de quatorze anos não estava preparado para lidar a respeito. Mas fazia aquilo por Naruto. Era sua ultima missão pro seu mestre e sinceramente quando olhava para Sasuke tudo o que conseguia ver era alguém cansado demais para fazer algo a respeito de sua própria dor, mas forte o suficiente para continuar lutando.
- Eu peguei um vôo pra Nova York e eu só queria deixar Tokyo para trás... - O homem estava sentado em uma cadeira branca, apoio ambos os cotovelos em seus joelhos e uniu as mãos onde repousou o queixo pouco antes de continuar. - Você vai ter que me perdoar de novo aqui... - Sasuke engoliu a seco  e seu olhar vagueou por todo o comodo. - Eu não consegui levar Sarada... Demorei uns nove á dez dias para conseguir olhar pra ela de novo e quando eu fiz, Naruto por Deus que se você estivesse vivo eu teria matado você... - Sasuke passou as mãos em seus fios negros e suspirou pesadamente. - Eu percebo agora o presente que você me deu, quando nos fez tomar esta decisão. Ela é a minha força. A minha coragem e o motivo de eu continuar todos os dias. - Sasuke deu um sorriso triste e a primeira lagrima caiu, solitária pelo canto do olho esquerdo. - Era isso que você queria não é ? Agora pensando e colocando isso em voz alta. Foi isso que você quis me dizer sobre ser forte, não é? - Naquele instante Konohamaru se sentia estranhamente intrometido, pois havia certa particularidade na forma como o Uchiha ficou em silêncio, se propondo a pensar a respeito de suas próprias verdades. - Eu estava sentado num banco branco com armações de ferro negro, em um dos lugares mais românticos do mundo,  e volta e meia passavam alguns artistas, pintores, grandes nomes do universo da arte, e nomes que ninguém nunca tinha escutado falar e alguns que provavelmente nunca viremos a conhecer, passavam grupos de jovens cantando, sonhando com o estrelato, com o futuro. - Sasuke deu um sorriso forçado. - Afinal, aquela era a promessa daquela cidade tão cheia de sonhos... - e se mostrando ser um mau habito Sasuke tornou a passar as mãos em seus cabelos nervosamente. - Ventava pouco, o sol estava morno e brilhante, exibindo-se em um céu azul maravilhosamente limpido,  algo que acontecia raramente, até hoje eu acho que o céu só estava tão azul para que eu me lembrasse dos seus olhos. - O homem deu de ombros tornando a coçar a cabeça. - E nada importava, nada conseguia me tirar do torpor que sentia. Eu estava vazio e nem mesmo Nova York poderia fazer algo a respeito do silêncio que eu sentia em mim. - Sasuke levou a  mão direita até o pingente que pendia na corrente de prata em seu pescoço e fechou os olhos, Konohamaru não precisou mais do que uma rápida olhada para o pingente para saber que era exatamente igual ao de Sakura e que provavelmente Hinata  e Sarada tinham um igual. - Uma lagrima caiu, Naruto. Uma maldita lagrima, só uma... E todo o meu mundo parou por alguns segundos. Eu sei que eu a limpei com destreza e tão afoitamente para escondê-la do mundo... Era como um treinamento para os dias que viriam a seguir, eu me obriguei a sorrir, não poderia fraquejar agora. Não iria fraquejar agora. Não era uma opção nem ao menos considerável. 
Sasuke ficou parado encarando o vazio, perdido em seus próprios pensamentos, e Konohamaru não se atrevia nem mesmo a cogitar a possibilidade de se intrometer e falar algo para incentiva-lo a continuar, esperaria ali o tempo necessário para que ele continuasse, o que acabou não demorando muito a acontecer. 
- Apenas um ano antes eu havia prometido á você, sentado naquele mesmo banco que seria forte. Independente de tudo. Não importando o que acontecesse, que não choraria atoa e que não fraquejaria.  - Sasuke tinha a mesma expressão impassível em seu rosto, o mesmo semblante de todos os dias, que Konohamaru sempre viu, se não fosse é claro pelas lagrimas que caiam de seus olhos sem permissão. - Então eu seria forte. E chorar não fazia meu estilo então, essa deveria ser uma parte facil de se manter na promessa.  Meu grandioso clã e minha orgulhosa familia com seus lemas e preceitos... Nos ensinam desde cedo a nunca demostrar sentimentos, pois eles são fraquezas que nos cegam e nos desviam do real sentido do dever. Então eu precisava ser forte. Eu tinha que ser forte, o mais forte, muito forte, de maneira Hercúlea eu seria forte, tão forte que talvez não perceberiam o quão fraco eu era. - a esta altura Konohamaru já estava com as mãos sobre a boca impedindo que o seu soluçar fosse alto demais. Não era como se o que Hinata e Sakura tivessem dito fosse menos doloroso ou menos forte do que os sentimentos de Sasuke, mas havia um certo sentimento vindo dele mesmo que o fazia se sentir especialmente mexido com o Uchiha falando, afinal Sasuke e Naruto foram o mais próximo que ele conheceu de familia. - Teve um momento, naquela tarde em que eu precisei inspirar profundamente, para obrigar que meus pulmões se enchessem de ar e eu pudesse respirar novamente. E enquanto eu soltava o ar, a respiração saiu tremida. Então eu chorei.
Sasuke se ajeitou na cadeira e passou a ponta da língua em seus lábios, outro trejeito adquirido com a perda de Naruto.
- E eu chorei como quando tinha cinco anos de idade e não me deixavam fazer o que queria. - passou as mãos em seus cabelos novamente, encarando o nada. - Chorei mais do que nunca havia chorado, chorei de corpo e alma sentado no banco do Central Parque e não conseguia parar de chorar, eu precisava parar. - os olhos dele a essa altura já estavam marejados novamente. E havia um desespero escondido em seu  rosto centrado. - Eu queria parar de chorar. - novamente ele alisou seus cabelos e um suspiro pesado lhe escapou pelos lábios. - Mas eu não conseguia nem me lembrar de como respirar. - O Uchiha tentou mais uma vez se arrumar na cadeira, mas sabia bem em seu intimo que não havia lugar no mundo que faria se sentir bem. - Chorei como  havia chorado na morte do meu pai. A diferença era que nesse momento, minha mãe está do outro lado do mundo e não afagando meus cabelos para o pranto passar em seu proprio tempo. Sakura também não estava aqui para sorrir e me fazer sorrir junto e Hinata também não estava aqui. Nem mesmo Sarada, para me olhar com aqueles olhinhos negros capazes de mudar meu mundo todo. - Nervosamente ele passou a língua sobre os lábios e os mordeu em seguida, enquanto entranhava as mãos em seus fios negros, mas dessa vez manteve ambas as mãos ali em uma tentativa óbvia de manter sua sanidade. - Eu estava sozinho depois de tanto tempo.... - Sasuke apertou os fios em suas mãos, puxando-os levemente em um claro sinal de desespero crescente. - Eu tentei me lembrar de ser forte... "Deus, como eu sou estúpido tinha prometido que seria forte." E mais lagrimas, era como se houvesse um buraco no meu peito, um vazio na alma e um nó na garganta. - ele apertou com ainda mais força os fios de seus cabelos, tentando com todas as suas forças respirar. Sabia que não deveria ter aceitado aquilo. Talvez se tivesse continuado negando Konohamaru teria desistido. Mas aquele menino era praticamente um filho para ele e Naruto, e se tinha algo que Konohamaru havia aprendido com aquele idiota do Naruto era nunca desistir das coisas que ele deseja. Então apenas se lembrou de como respirar e quando o fez se sentiu mais apto a continuar. - Coisas que eu simplesmente não conseguia parar de sentir. Chorava tanto que às vezes me  faltava o ar. E foi junto com o choro desesperado, nasceu a necessidade de respirar e continuar vivendo... - Naquele momento Konohamaru considerou a possibilidade de desligar a câmera e ir até Sasuke e falar que ele não precisava continuar, e por Deus que ele faria isso se conseguisse se mover um centímetro que fosse, mas não tinha coragem para tal feito, ver Sasuke curvado para frente deitando a testa nos joelhos, enquanto lutava bravamente para dificultar a vontade de gritar, aquilo era demais para Konohamaru. E sendo muito honesto o Uchiha queria mesmo era gritar para o mundo a minha dor, queria gritar para todos saberem o quanto aquilo estava o partindo, queria fazer com que todos soubessem da sua revolta, da indignação que sentia, queria gritar para que todos pudessem ouvir, queria gritar ate expulsar toda dor e ficar completamente vazio, mas  Sasuke tinha medo que se mandasse toda a dor embora, ficariam apenas as lembranças e elas - uma hora ou outra - se pareceriam sonhos bons e então ele acabaria esquecendo de tudo, porque nada ia parecer real. E se havia algo que ele não  queria  fazer, era esquecer. Ele precisava de cada uma daquelas lembranças. Queria se lembrar de cada detalhe, de todos os lugares, de cada toque, de todas as gargalhadas, do azul intenso dos olhos de Naruto que sempre lembravam o céu, do seu riso fácil e das estranhas porém muito charmosas marquinhas que tinha na bochecha, do cheirinho de shampoo que sempre o tomava quando ficavam no sofá da sala e ele fazia cafuné nos cabelos loiros macios e sedosos até que o outro adormecesse. Lembrar também da eterna implicância com a preferencia absurda por roupas - principalmente moletons- laranjas.  
- E enquanto eu sentia a dor ruminar no meu peito, eu já sabia que não podia permanecer sentado no banco da praça, ou acabaria por explodir. - ele continuou agora aparentemente mais calmo. - Quando eu me coloquei de pé, a principio pensei que fosse cair, o sobretudo negro e quente me pareceu pesado demais, - quente demais.-  o despi e coloquei ele dobrado sobre o antebraço esquerdo, cruzei os braços diante do meu corpo em uma tentativa de manter o mundo afastado de mim. A primeira vez que  eu me notei capaz de respirar normalmente em Nova York foi naquele momento. Eu era como uma criança ganhando o mundo. - houve uma pequena pausa carregada de dor. - Ganhando um mundo onde não havia Naruto.  Tudo o que eu tinha agora a fazer era andar, um pé atrás do outro, não precisava ser elegante ou bonito, ele não estava mais lá para reparar, então podia ser  estranho e disperso. - Sasuke respirou profundamente antes de continuar. - E eu fui. Meio cambaleante, meio travado, com medo do mundo, andando vagarosamente, mais fui. Chegar no hotel me pareceu quase um milagre. Mais eu já não acreditava mais nesse tipo de coisa. Se um dia eu me encontrar com Deus vou lhe dizer poucas e boas. - ele riu sem humor algum. - Queria ter esperanças de um céu onde voltaria a vê-lo. Porém, aprendi por méritos próprios ser desconfiado de tudo e de todos. Principalmente de Deus.
Sasuke respirou profundamente e tentou limpar as lagrima que ainda embaçavam sua visão. 

- O hotel era simples, um quarto, banheiro, sala, e um pequeno escritório que eu fiz de biblioteca, tinha uma pequena sacada nos fundos do quarto e na sacada da frente um jardim suspenso mal cuidado, não é que eu não tivesse  dinheiro para algo melhor, mas ali eu não precisava ser o Sr Uchiha e isso já era um começo, ou melhor um recomeço. - Sasuke havia retornado a sua expressão usualmente vazia e Konohamaru se sentiu seguro o suficiente para poder ajustar um pouco a camera. - Eu não aguentaria ficar em Tokyo, não naquele momento. Não suportaria o calor maçante que fazia no pais naquela época do ano sem as piadas indecentes de Naruto. Não suportaria as lotações no metro sem ele mordendo o meu ombro uma hora ou outra. - Ele engoliu a seco e tornou a alisar os cabelos. - E eu não sou bom com mentiras, se me perguntassem  se eu estava bem, teria que mentir. Porque no fundo do meu coração, eu sei que jamais ficaria bem novamente, e não estou sendo melodramático ou algo do tipo. - Sasuke sorriu levemente. - Isso eu deixo para ele. Naruto sempre foi o mais artistico de nós. - um novo suspiro se sobresalta dos lábios finos de Sasuke. - Mas eu sou o tipo de pessoa que só se apaixonava uma vez na vida. Eu posso ate vir a me casar algum dia...  - a simples menção daquela ideia causava arrepios estranhos e algum tipo de náusea em Sasuke. Mas poderia acontecer ele era jovem. Porém, jamais seria do mesmo jeito, Naruto acendeu em Sasuke uma luz que ele jamais soube que possuía, ele fez de Sasuke uma pessoa melhor e então partiu. 

- Quando eu era criança eu sonhava com o que eu seria quando crescesse.  Quanto eu iria ganhar no meu trabalho e desejava as mais mirabolantes profissões. Qual carro eu ia ter... - havia um brilho diferente em seu olhar, um brilho novo que Konohamaru não sabia como interpretar. - Quando eu era criança fiz tantos planos. Eu queria tantas coisas, e me cabiam tantas possibilidades. - novamente ele mexeu em seus cabelos, expondo seu nervosismo e se odiando por isso. -E o que acontece é que as vezes o que mais desejei nunca chegou nem mesmo perto de ser real, e o que eu nem ao menos esperava se tornou minha realidade. -olhos inquietos de Sasuke eram a maior denuncia de que ele se encontrava fora de sua área de conforto. - Eu conheci tantas pessoas no meu caminho turbulento e cheio de curvas, mas apenas uma delas mudou tudo. 
Ele permaneceu em silêncio durante algum tempo e Konohamaru o aguardou pacientemente. Em nenhum momento o menino se queixou das pausas longas que Sasuke fazia e por isso ele era grato. 
- Me lembro com clareza de todos os "Não chora!" que ele me disse. E quantas vezes eu sorri para ele em seguida engolindo todo o choro que pudesse. - O Uchiha coçou a sobrancelha para ter o que fazer com as mãos, pois estava tão sem lugar em admitir aquilo tudo que não sabia como se portar. - Naruto era o amor da minha vida. E a verdade é que quando você ama alguém, você ama e ponto.  E há muitos modos de esse alguém ser a pessoa errada.  -mordiscou nervosamente seu lábio inferior, contendo um pequeno suspiro enquanto deixava ser atingido por uma torrente de lembranças antes de prosseguir. - E esse era o jeito dele de ser a pessoa errada... Uzumaki Naruto, 23 anos. Ele era desafiante, um bilhão de vezes mais forte do que eu jamais serei capaz de ser. - Foi quando Sasuke suspirou e o choro caiu de verdade que Konohamaru se sentiu mais perto de desligar a câmera e simplesmente jogar tudo aquilo pro ar. - Naruto... Era o cara... Mais.. Imbecil... - precisou puxar o ar para que pudesse continuar. - Acho que eu nunca vi ele chorar... Ou ficar assustado... - Sasuke deixou uma risada esganiçada escapar de sua boca, e logo foi substituida pelo choro, demorou alguns instantes até que conseguisse continuar e aquilo era tão impróprio de seu comportamento que nem mesmo ele, sabia como lidar a respeito. - Diagnosticado a primeira vez aos 13 anos. Leucemia. Leucemia Mieloide Aguda. - O rosto do Uchiha estava como sempre, a mesma expressão usual, porém seus olhos vermelhos e a boca trêmula entregavam seu desespero crescente. Gesticulou com ambas as mãos enquanto sem sua permissão o tom de sua voz soou duas oitavas mais alto. - A chance de uma criança ter LMA é tão pequena que os médicos quase acreditaram estarem errados no diagnóstico. - e seu olhar assumiu um brilho triste. - Quase.
Com elegância, Sasuke tornou a se ajeitar na cadeira e secou as lagrimas que caiam sem sua autorização
- Foram meses de tratamento pesado, com passagens pela UTI, infecções, hemorragias e todas as intercorrências que surgem devido à quimio e a própria doença. -
nesse momento estava sendo sucinto ao falar. Konohamaru sabia notar quando Sasuke estava escondendo algo. Porém, qualquer um que visse aquela expressão que ele carregava, seria capaz de perceber o mesmo. - Mas Naruto era jovem e um garoto forte. - Sasuke bateu contra o próprio peito, sorrindo, e quando os olhos se comprimiram por conta do sorriso as lagrimas voltaram a cair. - Remissão completa. Naruto ficou bem durante anos... - havia em sua forma de falar, uma  nostalgia velada, um segredo quase sagrado. - E nesse meio tempo nós fomos os maiores rivais e os melhores amigos que o mundo já pode conhecer. - um pequeno sorriso brindou a face do Uchiha mais novo. -  Nós nos amamos e nos odiamos dos fundos de nossos corações por mais vezes que se podem contar.
Porém, tão rápido quando surgiu. O sorriso desapareceu, dando lugar a uma expressão fria e sarcástica.
- Mas a vida é um sopro. E então tudo muda. - riu-se de si mesmo, como se tivesse dito a mais engraçada das anedotas. - No começo de fevereiro daquele ano, ele teve uma febre alta, nós estávamos em casa, em uma interminável maratona de Star Treek, com muita pipoca e chocolate. - Novamente se viu sem saber o que fazer com as próprias mãos, ás sacudiu diante do corpo e depois acabou as levando para seus cabelos. - Encostar nele e sentir sua pele quente, fez meu coração doer. - Desceu as mãos para seu próprio colo as mantendo por ali. - E eu não precisei pensar muito. Não demorou nem mesmo dez minutos, do momento em que percebi que ele estava com febre, até estarmos dentro do meu carro, em caminho direto para o hospital. - Sasuke passou a lingua sobre os lábios e suspirou. - Demorou menos de 40 minutos para atravesamos uma boa parte de Toquio e chegarmos ao hospital oncológico. - O Uchiha olhou para o chão, sabendo que apartir dali, as coisas começavam a fazê-lo ser incapaz de respirar corretamente. -  Pediram um hemograma e as taxas estavam lá no chão. E bem... Com o histórico de câncer no passado, de cara o médico pediu um mielograma. - Ele balançou a cabeça em discordância aos seus pensamentos e novas lagrimas começaram a cair. - Deus, como o tempo passou devagar naqueles dias, foi uma semana longa e demasiadamente extensa. 

Não havia como dizer o que se passava na cabeça de Sasuke naquele momento. Encarava o nada enquanto as lagrimas maldosas caíam sem qualquer respeito. 
- Naruto bem... - mesmo entre as lagrimas que caiam sem a menor piedade, Sasuke foi capaz de rir. - Continuava sendo Naruto e acreditem, vocês não fazem ideia do quanto isso é reconfortante. - fungou enquanto secava as lagrimas teimosas com a mão direita. - Mas e eu? - tornou a fungar antes de continuar. - Eu estava destruido, uma parte de mim já sabia a resposta daquele exame infernal, e hoje pensando a respeito, acredito que ele sempre soube. 
Konohamaru estava em silencio, assustado demais para falar alguma coisa, e com medo demais de não ter dito nada. 
- A semana chegou ao fim. E quando voltamos ao hospital, Sakura foi conosco. - houve um sorriso gentil no rosto de Sasuke ao falar da amiga. - Ela é a mulher mais incrível que eu já tive o prazer de conhecer e sem duvida é o amor de nossas vidas. É a amiga mais fiel e comprometida que nós dois tínhamos... - Sasuke colocou as mãos a postos e sorriu de lado. - Desculpe Hina, nós também amamos você... Mas Sakura sempre esteve lá, gritando conosco e nos colocando em ordem, e se estivemos perto de quebrar, foi ela que nos manteve unidos. - um novo sorriso surgiu, fazendo-o se sentir mais leve. - Na verdade Itachi costumava falar que nunca conseguiu entender a nossa amizade, era quase surreal e inatingível. Ele também falava que enquanto um dos corações batessem os outros dois de alguma forma continuariam a existir... - Atualmente, Sasuke tinha completa concordância com as palavras do irmão mais velho. - Mas lá estávamos nós, outra vez, sete anos mais tarde, recebendo aquela noticia que nos rasgou a alma. - O homem olhou para o chão, incapaz de encarar qualquer coisa que não fossem seus pés. - O câncer tinha voltado. E como se trata de uma recidiva, a doença veio mais agressiva, bem mais difícil que a primeira vez... 
Sasuke respirou profundamente enquanto brincava com os próprios dedos antes de continuar. 

- Mas Naruto, não era só a doença. - o Uchiha mais novo levantou o rosto, agora mais calmo e mais seguro. - Ele era cheio de vida, e com planos mirabolantes. Quando decidimos a respeito de ter um filho, eu pensei que talvez ele estivesse pensando em adotar Konohamaru... - o homem deu um pequeno sorriso para o menino que estava atras da camera, agora completamente vermelho. - A verdade é que se ele tivesse tido mais tempo, ele teria feito isso... - Sasuke deu um pequeno sorriso. - Além desse sentimento quente... De pertencer a alguém, Naruto me fez ser pai. De seu jeito torto e maluco ele me deu a única razão de continuar existindo.  - Sasuke tornou a mexer em seus cabelos nervosamente. - Ele veio com uma sentença horrível e eminente. Mas definitivamente ele não se resumia apenas na doença. E eu era tão completamente apaixonado por ele que isso nunca me importou. - deu de ombros como se não fosse nada importante. - Quando você ama alguém, você é tudo menos racional. E então aquela rotina absurda se tornou comum para nós. - Sasuke acabou dando um pequeno sorriso, bem leve. - É engraçado, porque casais normais contam um para o outro a experiencia do dia. - coçou a cabeça sem muito jeito. - Como foi no trabalho, ou na faculdade, quais foram as novidades. Coisas corriqueiras. O nosso normal, era "Boas noticias, nenhum aumento nas células anormais e deficientes no meu sangue!" ou "hoje eu não vomitei depois da quimio"  E isso pode parecer louco para as pessoas de fora, mas era o nosso banal. 
O Uchiha inspirou profundamente enchendo os pulmões de ar e depois soltou lentamente, um pequeno exercício que aprendera com Sakura, para ganhar tempo e pensar com clareza. 

- Semanalmente Naruto fazia um check-up completo com o oncologista. - Sasuke parou por alguns segundos como se pensasse em como continuar dali. - As pessoas costumam ignorar quando você fala sobre leucemia... Ou quando você fala sobre qualquer câncer porque elas pensam que nunca acontecera perto delas e quando acontece elas não sabem como lidar a respeito. - o moreno, mordeu o labio inferior enquanto um soluço crescia em sua garganta e as lagrimas enchiam seus olhos. - Naquela tarde, o oncologista dele me olhou nos olhos e falou " Não me pergunte, nada que não esteja pronto pra ouvir... Porque eu falarei a verdade." Sarada iria completar dois anos quando isso aconteceu, ela havia ficado com Sakura em  casa, Hinata tinha ficado responsável por cuidar das coisas do aniversário de Sarada. Então estávamos apenas eu e Naruto. - mordiscou o interior da boca e suspirou. - Eu lembro que Naruto segurava a minha mão quando eu tirei coragem, sabe se lá Deus de onde e perguntei. "Ele vai... - Sasuke soluçou e o pranto caiu. - É o fim?"  E o oncologista dele me olhou diretamente nos olhos e ainda posso sentir o aperto dele em meu ombro enquanto dizia pra nós. " Sim, é o fim da estrada." 
Se houve um momento em que Konohamaru esperaria que Sasuke chorasse e não conseguisse voltar a gravar, aquele era o momento, porém, aquilo não ocorreu. Sasuke apenas engoliu o próprio chora e encarou a câmera pela primeira vez. E o menino entendeu ali, o que Sakura queria dizer como ver dor nos olhos dele, porque não havia muito mais ali. 
- Quando nós recebemos essa noticia tão terrível, eu liguei pra minha família e Itachi comprou nossas passagem, reservou um quarto de hotel, passamos em casa pra buscarmos Sarada... - ele falava de forma travada, sua voz era rouca e cheia de sentimentos, os olhos marejados em constante ameaça de choro. - E então nós fugimos. 
Sasuke engoliu a seco para não permitir que as lagrimas caissem, seu dedo indicar estava sobre seus lábios nunca tentativa vã de que eles não tremessem. Tornou a encarar o chão porque não conseguiria olhar para ninguem naquele momento, principalmente para Konohamaru. 
- Fomos para Nova York. - e todo o esforço para manter as lagrimas contidas se provou nulo, pois bastou colocar aquilo em palavras que elas rolaram.
O Uchiha engoliu a seco novamente e tratou de tomar coragem para olhar para a camêra, o que ele diria a partir dali não merecia ser dito para o chão ou para o vazio. 
- Naruto... - respirou profundamente para recobrar um pouco de sanidade. - o fato de acordar na cama de um hotel com você ao meu lado e ver você dormir que nem criança com a boca aberta... Com Sarada completamente jogada em cima de você, e seus braços em torno dela a protegendo do mundo... - o mesmo sorriso de adoração estampado no rosto de Sakura agora se fazia presente no rosto doe Uchiha mais novo. - E estar tão apaixonado por você em Nova York... O fato de você estar morrendo, estava á parte daquilo, era presente e saltava aos olhos mas ao mesmo tempo não fazia a menor diferença. - Sasuke coçou a cabeça meio sem jeito. - Eu acho que o que quero dizer é. Eu também estava com você em Nova York, só olhando você e Sarada, vivendo com vocês  e os amando incondicionalmente. - em um gesto de completo desespero Sasuke limpou os rastros das lagrimas em seu rosto de deixou uma risada dolorida escapar de seus lábios. - Você deve achar estranho eu dizer mas, eu sou um cara de sorte. - ele confirmou com o rosto e novas lagrimas caíram pelo rosto recém limpo. - Mas não conheço muitas pessoas que podem afirmar que tiveram tudo o que eu tive. - ele confirmou com o rosto de maneira nervosa. - Eu amei e fui retribuído pelo grande amor da minha vida. E eu fui amado numa intensidade que raramente é vista e tive a honra de poder retribuir este sentimento da mesma forma. - no rosto de Sasuke apesar da dor, podia se ver muito além, havia presente um orgulho de ter amado Naruto e também um brilho de felicidade que dava ele uma aparência mais leve. - Você por sentir esse tipo de sentimento, esse amor tão puro e tão forte.... Naruto o fato de você me deixar uma hora sempre esteve aparte disso...- ainda afirmando com o rosto Sasuke mordia o labio inferior de forma dolorosa e as lagrimas iam caindo silenciosas. - Eu fui amado de uma maneira tão completa e  isso é tudo o que uma pessoa poderia querer. - ele deu um sorriso leve encarando a câmera. - Eu tenho sorte porque sei que nem todas as pessoas tem isso... Ou sabem que são amados... Eu sinto tudo isso e as vezes é dificil de colocar em palavras... 
O homem de cabelos pretos, tornou a esconder o rosto em suas mãos e suspirou pesadamente.
- Oito semanas depois de que voltamos de Nova York, Naruto teve uma infecção . - ele balançou a cabeça negativamente e sua voz se tornou mais baixa. - Nós sabíamos de alguma forma de que ele não voltaria pra casa. - seus ombros pareciam tremer mas Konohamaru não conseguia fazer nada a respeito ou falar algo minimamente bom para aliviar um pouco aquilo. - Meu celular tocou e eu estava no trabalho... - rolou os olhos para cima e suspirou de forma pesada. - Eu me lembro que subi - Sasuke gesticulou com as mãos de forma desordenada e voltou a passa-las por seus cabelos. - as escadarias do hospital correndo, eu nunca pensei que pudesse correr tão rapido.  - Sasuke fechou os olhos, não conseguiria falar aquilo encarando o mundo, sua mão direita estava sobre seus lábios e sua voz estava bem baixa. - Naruto estava respirando com a ajuda dos aparelhos e o médico disse que ele não seria capaz de respirar muito tempo sem eles. - era possivel ver as lágrimas que caiam e Sasuke continuou com os olhos fechados. - liguei para meu irmão e ele trouxe mamãe e Sarada, Sakura e Hinata chegaram em seguida, junto com elas vieram Neji e Gaara. - um soluço o tomou e Sasuke precisou de um tempo para que pudesse voltar a falar. - Kakashi, o médico de Naruto disse que quando nós estivéssômos prontos ele desligaria o respirador e Naruto iria para de respirar lentamente.  - Sasuke pos a mão em sua boca e tentou lutar consigo mesmo para não chorar, mas não havia nada que pudesse fazer a respeito de suas lagrimas. Então uma risada cheia de dor e amargura saiu preenchendo a sala com sentimentos ruins. - Não tem como estar pronto para isso. Você nunca está pronto para falar aquelas palavras... - um suspiro longo e Sasuke assumiu a mesma postura distante de sempre. - Foi Hinata quem falou com Kakashi para desligar os aparelhos. - ele olhou para um canto qualquer da sala e as lágrimas caiam sem parar por seu rosto. - Sarada segurou a mão dele o tempo todo... - ele negou com o rosto. - Uma criança não devia passar por coisas assim. - Respirou fundo e em seguida fungou. - Eu deitei o rosto em seu peito, para poder escutar sua respiração. - Sasuke suspirou. - E ele lentamente parou de respirar. - nesse momento Sasuke deu de ombros com o rosto livido. - E foi isso... Só isso.... - bufou um pouco antes de ser tomado por uma nova onda de lagrimas. - Foi tão surreal, tão impossivel... Completamente impossivel de entender. 
O Uchiha brincou com o colar em forma de folha e suspirou mais uma vez, precisou mais tempo do que todas as vezes antes para poder continuar. Precisava aceitar aquilo em si mesmo para poder falar. 
- Em poucos segundos ele havia deixado de existir... - Sasuke tentava respirar da maneira corretar mas era praticamente impossível. - A sensação é como se tivessem arrancado uma parte consideravelmente grande de mim, e que eu não serei capaz de recuperar nunca... - Sasuke coçou a cabeça novamente enquanto secava as lagrimas. - Ele queria ir.... Eu sei. - o homem deu um sorriso curto e triste enquanto negava com o rosto. - Eu não posso obriga-lo a ficar. - tentou falar e a voz lhe faltou por alguns instantes por conta do desespero. - Não posso obrigá-lo a nunca ter tido câncer... - bufou e novas lagrimas rolavam. - Esse é um pensamento que eu nem me atrevo á ter. - ele parou por alguns instantes apertando as próprias mãos. - Já se passaram dois anos... E isso aconteceu da melhor forma que poderia ter acontecido... - E como se lutasse contra seus próprios demonios Sasuke sorriu. - E eu sou grato por isso.  
- Mas esse video não é sobre a doença dele, nunca foi. E por isso relutei tanto em falar aqui sobre ele. - Sasuke suspirou levemente e sorriu. - Esse video é sobre amizade. Amor. Medos. Juventude. Ele e principalmente sobre vida. - o Uchiha olhou para o alto, como se olhasse para o céu, em cumplicidade ao amado. - Naruto veio para nós, como um presente. Ele veio nos ensinar a ser melhores e nos curar de coisas que doiam. Veio para nos ensinar sobre a vida e como ela preciosa e intensa. - havia no rosto de Sasuke, mesmo com as lagrimas um sorriso bonito. - O que Naruto, Sakura, Hinata e eu passamos é uma bonita história. Da para rir um pouco e da para chorar também. - ainda em seus lábios o sorriso brilhava tímido. - Ao final desse video, eu peço a todos vocês que se lembrem dele da mesma forma que eu me lembro. - Sasuke levantou os olhos em direção a câmera e sorriu de lado. - Peço que se lembrem dele como alguém que viveu tudo o que pode viver. E que ensinou aos outros que apenas eles são responsáveis pela própria felicidade... Alguém que viveu, sorriu, e amou e foi amado intensamente e era extremamente apaixonado por isso. - Konohamaru já estava preparado para desligar a câmera quando Sasuke completou. - E Usuratonkashi, por você eu tenho sido forte, eu estou cuidando de Sarada e pode deixar que tenho me alimentado bem... Não era eu que vivia de ramém afinal, eu também tenho saído com Sakura e os outros as vezes, até mesmo deixo Itachi e Shisui me carregarem de um lado para o outro, o nosso escritório tem ido muito bem também. As vezes eu vou visitar Hinata e Kiba em Osaka e sempre levo Sarada comigo. Nunca mais será tão divertido, e você não pode ficar bravo com isso, mas eu estou tentando viver da melhor forma que posso e sempre que dói demais eu tento pensar que você está ai em cima olhando por nós, então se estiver ouvindo, eu quero que saiba que eu sempre vou amar você, isso é a minha verdade, aquela que eu nunca disse para ninguém. 

 


Notas Finais


E então Minna, o que vocês acharam???


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