História For you, my love - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Tom Hiddleston
Visualizações 39
Palavras 1.504
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


EAE GEMTCHY COMO É Q VCS TÃO?
Eu sei que demorei pra caralho
me perdoem
mas eu to aqui e trouxe um cap novo.

Capítulo 2 - I think about you all the time



Helena


  Acordei às 10 da manhã, finalmente pude dormir na minha própria cama depois de quase 5 meses, levantei e me olhei no espelho pela primeira vez em todo esse tempo, estou extremamente magra. Até minhas roupas estão largas. Eu lembro que não conseguia comer direito, muitos dias eu não almoçava, às vezes, num dia inteiro eu apenas jantava, principalmente nos dias de gravações. Eu estou acabada, meu cabelo está mais comprido, eu se quer pareço saudável. Pareço exatamente a Helena de alguns anos atrás. Apenas um fantasma longínquo.
  Nem tomei café da manhã, depois eu vou na padaria do senhor Vicenzo comprar alguma coisa para o almoço.
  Resolvi dar uma olhada nos meus quadros inacabados, quero ver se termino alguns, caso eu precise voltar a vender quadros pra conseguir algum dinheiro. Vejamos... O quadro do parreiral, só alguns retoques finais... Sherlock... Ah, esse quadro vai ficar comigo, é bonito demais para vender. Mais um quadro do Tom... Vou tentar melhorar a cor dos olhos e vou vender. 
  Enquanto eu finalizava os quadros Watson ficou no meu colo, pobrezinho, ficou 5 meses sem me ver...
  Quando percebi já era meio-dia e eu estava com fome, levantei da cadeira e fui até a padaria, até que é perto da minha casa, é só subir a rua.
— Bom dia, senhor Vicenzo! — Falei, ele ajeitou os pequenos óculos.
— Helena! Quanto tempo! Por que sumiu? — Ele disse apoiando os braços no balcão.
— Eu trabalhei na produção de uma série britânica, todo esse tempo passou voando. E Giulia? Como ela está? — Perguntei.
— Ela está tentando entrar na faculdade de belas artes de Florença, mas eu tenho medo de deixar ela morando sozinha lá naquela cidade... — Ele falou passando a mão no bigode, como sempre faz quando está preocupado.
— Não se preocupe, eu conheço a Giulia e sei que ela vai saber se cuidar sozinha. — Falei.
— Então, o que vai querer hoje? Temos Cannolis, Grostoli, algumas tortas, pães... — Ele disse tentando mudar de assunto.
— Acho que vou ficar com Cannolis, ainda não almocei. — Pedi, ele embalou os doces. Giulia apareceu.
— Por que não fica e almoça com a gente? — Ela perguntou.
— Muito obrigada, mas não quero atrapalhar... — Justifiquei.
— Não se preocupe, sempre sobra almoço aqui em casa. E você é praticamente da família.Vamos antes que a lasanha esfrie. — Giulia falou tirando o avental.
— Então tudo bem, o senhor não vem com a gente? — Perguntei para Vicenzo.
— Podem ir meninas, vou cuidar do caixa por enquanto. — Ele respondeu.
  Eu e Giulia fomos até a cozinha, a mesa já estava posta, nos servimos e a lasanha estava deliciosa, é tão boa quanto a da minha avó.
— Giulia, realmente, você cozinha muito bem. — Elogiei.
— Muito obrigada... Então, como foi a produção da série? — Ela perguntou.
— Nunca viajei pra tantos lugares em tão pouco tempo. — Falei rindo. — Mas ainda sim, foi incrível recriar um ambiente tão parecido com o do livro. — Ela me olhou curiosa.
— Me conte dos atores, algum deles é bonito? — Giulia parecia extremamente curiosa.
— O Tom é bem mais bonito na vida real, e eu achava que ele era mais alto... — Comecei a falar, porém ela me interrompeu.
— Você conheceu o Tom Hiddleston!? — Eu comecei a rir. — Por que está rindo? — Ela me perguntou.
— Olha pra você tendo um ataque de fangirl... E sim eu conheci ele. — Respondi.
— Tá bom, eu sei que eu sou uma fã louca... E a série ficou boa? — Mal cheguei e já estão me enchendo de perguntas.
— Não sei, os editores que vão montar os episódios, eu só editei algumas coisinhas e dirigi toda a parte artística. — Respondi.
— O.k.... E quando você vai voltar a vender quadros? — Ela perguntou. 
— Não sei... Já tenho alguns prontos, mas no momento eu não preciso de dinheiro.— Falei.
— Ah, se precisar de ajuda para divulgar seu trabalho é só me chamar. — Ás vezes Giulia faz vídeos enquanto canto ou danço na rua, eu edito e ela coloca no YouTube, isso aumentou minha “fama”.
— Eu estou pensando em fazer mais um vídeo, acho que vai ficar bom. —  Ficamos em silêncio.
— Então... E a faculdade? — Tentei puxar assunto.
— Olha, eu não sei como dizer isso mas... Eu consegui! Eu vou estudar fotografia! — Que notícia boa! Ela batalhou tanto para entrar nessa faculdade.
— E seu pai sabe? — Perguntei animada.
— Não, mas... — Ela começou a falar mas foi interrompida por mim.
— Você tem que contar pra ele ainda hoje. —  Falei e olhei meu celular. — Eu tenho que ir, muito obrigada pelo almoço Giulia. — Me despedi e saí.
  Cheguei em casa, dei comida pro Watson e continuei a finalizar os quadros, passei a tarde inteira trabalhando naqueles pequenos detalhes, que para mim, fazem uma diferença enorme.
  Tomei meu chá preferido, aquele que me faz lembrar da Inglaterra, e ao mesmo tempo me faz lembrar do Tom. Será que ele gostaria de estar aqui comigo? “Não seja idiota” repito para mim mesma, “ele merece alguém melhor”. Terminei meu chá e assinei os quadros. Vou passar o resto da minha tarde lendo

Tom


  Abri os olhos, virei para o lado, e mais uma vez acordei sozinho na lamentável frieza do meu quarto, tudo me lembra ela, a cômoda onde ela deixava os seus melhores perfumes, o pequeno e detalhado porta-retrato ainda guarda uma foto nossa, o cabelo loiro claro e os olhos extremamente azuis que uma vez amei, e ainda amo; e no criado mudo do meu lado da cama ainda está a caixinha do anel que eu daria a ela... Lembro como se fosse hoje, a primeira vez que ela me traiu, e mesmo depois da traição ficamos juntos por 6 meses depois dela quase implorar para continuar comigo, eu fui um idiota e perdoei. No início desse ano ela simplesmente me mandou uma mensagem dizendo que me deixaria livre e que iria embora, eu deveria ter ficado feliz, mas não, eu chorei sozinho em um camarim, foi o dia mais solitário da minha vida. 
  Levantei e fui até a sala, me deparei com o diário que aquela mulher me deu, talvez me anime um pouco.

25-12-2016

Eu tentei tanto e cheguei tão longe
Mas no fim, isso não tem mais importância
Eu tive que cair, que perder tudo
Mas no fim isso não tem mais importância
— Linkin Park

 Thomas, se estiver lendo este diário, quero que saiba que não estou “conversando” com Tom Hiddleston, o ator, a lenda, o homem que sempre está feliz, praticamente inabalável. 
  Estou falando com Thomas William Hiddleston, o homem comum, que já derramou lágrimas, que já foi fraco, que às vezes tem dias ruins...
  Saiba que, antes de tudo, eu confio em você, mas não sou sua amiga, ou algo assim. Eu sou apenas uma “fã” sua, e obviamente admiro muito seu trabalho, quando coisas terríveis aconteceram comigo, eu quase desisti de tudo, mas você me ajudou, através das suas belíssimas atuações. Em alguns dias eu posso estar no fundo do poço, mas sei que apenas ouvir sua voz me anima um pouco.
  Você deve estar se perguntando porque estou escrevendo isso na noite de natal. Meus avós estão dormindo então resolvi assistir alguns filmes junto com meu primo Francesco. Depois da metade de ‘As vantagens de ser invisível’ ele apagou. Então estou na cozinha, comendo as sobras da ceia, talvez eu tenha bebido demais, mas estou sóbria o suficiente para te contar porque eu decidi escrever esse diário especialmente para você.
  Tudo começou quando minha avó disse “você deveria escrever uma carta para esse ator que você gosta” então eu pensei “porque não?”, mas acho que tudo não iria caber em uma carta, e também cartas amassam e são difíceis de serem guardadas por muito tempo, já esse diário cabe num bolso e é resistente (eu espero que seja).
  Acho que você não precisa ler isso, mas eu quero desabafar com alguém. Hoje foi o pior natal da minha vida. Depois de 3 anos que evito voltar para o Brasil, finalmente consigo coragem para vir no natal e minha mãe aparece, e novamente me culpa por tudo. Eu e minha mãe nunca fomos “melhores amigas”, mas hoje a discussão foi pior, ela disse que eu não devia ter voltado, que eu só trago infelicidade, que eu deveria ser “corajosa” o suficiente e assumir “meus” erros (ou seja, dizer que sou culpada apenas para ela se sentir bem). Desde sempre gostei mais dos meus avós, passei os melhores momentos da minha infância na casa deles. 
  Espero não ter te deixado triste, porque você merece toda a felicidade do mundo, na minha opinião.


3ª pessoa


  Helena estava em sua casa lendo livros, apenas para tentar evitar a inevitável solidão e mais uma vez falhar miseravelmente. Thomas lia o diário e surpreendentemente viu que aquela mulher realmente confiava nele, e como estava escrito na contracapa do pequeno caderno, ela morreria por ele. Isso assustou-o um pouco, “será que ela é mais uma fã louca?” falou para si mesmo, mas logo afastou esse pensamento, “naquele dia ela parecia apenas uma moça normal, ela não seria perturbada o suficiente para fazer isso” pensou consigo.
 


Notas Finais


espero q tenham gostado
mas é aquele ditado
QUEM GOSTOU BATE PALMA QUEM NÃO GOSTOU PACIÊNCIA
Aceito opiniões, comentem pelo amor de deus, eu adoro os comentários de vcs.


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