História Fora de controle - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Exibições 91
Palavras 1.543
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá...
Obrigada pelos favoritos e comentarios, boa leitura!

Capítulo 8 - De cabeça erguida


Lauren

Quando terminei, já passavam das duas da tarde. Não almocei, tampouco sentia fome. Meus joelhos doíam, a saia não os cobria, estavam vermelhos pelo atrito com o tapete. Passei por Alexa ela segurou meu braço.

- A Hanna me falou. Nossa, seus joelhos! Por que fez isso? Você não trabalha na limpeza dos quartos. Você chorou? – Estava me olhando sem entender nada.

- Alexa, tem algumas coisas que preciso lhe contar. A noite conversamos. – Precisava falar com alguém sobre o que estava acontecendo.

Á tarde liguei para delegacia para saber de Luís. Não me deram muitas informações.

“ Minha vida se transformou num inferno” – Pensei enquanto me dirigia a lavanderia. Não vi quando Camila voltou, mas no final da tarde quando estava indo para o vestiário para trocar de roupa, o senhor Joaquim me chamou.

- Lauren, antes de sair leve o pedido da senhorita Camila. – Ouvi e não acreditei.

“ Por que eu ? Não tinha outra pessoa? – Mas eu já sabia a resposta, ela queria que eu a visse.

Eu iria.

Fui até a cozinha e me indicaram o carrinho. Olhei e senti uma dor no peito, champanhe, duas taças, morangos e uvas. Empurrei o carinho até o elevador de serviço e fiquei olhando os números passarem. A porta abriu e saí do elevador. Olhei aquele corredor... Nunca o senti tão frio! Caminhei até a porta da suíte, bati e, quando a porta abriu, reconheci a loura. Era a mesma que eu tinha visto com ela na cama. Entrei, a loura sorriu. Ela surgiu na porta do quarto, nossos olhos se encontraram por alguns segundos. Ela desviou seu olhar para meus joelhos, o meu foi para o chão. Não queria que visse minha decepção. Na verdade, eu apenas confirmava o que pensava sobre ela.

- Coloque na varanda. – Falou friamente. Fiz o que mandou e, quando eu ia sair, ela completou. – Antes de sair, recolha aqueles papeis no chão. – Falou apontando para o tapete que eu havia limpado e que estava com diversos papeis espalhados. Comecei a fazer o que ela pediu. Na verdade, mandou. Vi quando as duas foram para a varanda, quando ela segurou a loura por trás e beijou-a no pescoço. Virou-se e percebeu que eu a olhava. – Por que está demorando tanto? – Perguntou e veio em direção a sala. Ficou parada me olhando.

- Desculpa, onde quer que coloque? – Perguntei com os olhos nos papeis. Havia decidido aguentar, ela cansaria e acharia outra diversão e eu manteria o meu emprego.

- Em cima da mesa. – Fiz o que me mandou e fui em direção a porta.

Não olhei para ela. Saí e fechei a porta imaginando o que aconteceria naquele quarto.

- Metida! Insuportável! Vadia. – Falei baixinho enquanto caminhava em direção ao elevador.

Narrador

- Camila, por que falou assim com ela? Coitada! – Camila saiu do transe. Estava ainda parada no mesmo lugar, de costas para ela, com os olhos fechados. Virou-se e tentou sorrir.

- Esquece. Vem, vamos sentar na varanda.

Lauren

Alexa me esperou para sairmos juntas. Fomos até a minha casa, pegamos minhas roupas e alguns pertences e saímos.

- Tenho que pensar no que vou fazer agora, não quero morar mais aqui. Vou agilizar os documentos para alugar aquele apartamento. – Falei para Alexa, enquanto saia de casa.

- Terá tempo para pensar. Pode ficar lá o quanto quiser, você sabe disso. – Alexa respondeu.

Pegamos um taxi e fomos embora.

Chegamos, arrumamos minhas coisas e nos sentamos na sala. O apartamento era pequeno, de um quarto, mas aconchegante. Alexa resolveu tocar no assunto.

- Sou toda ouvidos,  fala logo... O que está acontecendo entre você e a Camila Cabello.

Respirei fundo, olhei para ela e comecei do dia que a vi com a loura, pela primeira vez. Alexa ouviu tudo sem interromper, mas de vez em quando dizia “ Meu Deus”!

- Você está gostando dela, Lauren?

- Não sei, mas não posso! Nem a conheço, alias conheço sim, ela é... É...

- É o que, Lauren? Uma mulher linda e está agindo assim porque também não é diferente de você...

- Eu sei o que ela quer de mim. Não posso ceder a isso, se tivesse condições... Eu me demitiria amanhã mesmo. Mas e daí? Vou fazer o que? Luís está preso e tenho que ajuda-lo.

- Lauren, você já devia ter se separado a anos, e também não pode mais fazer nada por ele, pense em você.

Dormimos tarde. Na verdade, acho que não dormi. Chegamos ao hotel de manhã e já havia uma solicitação para que eu me encaminhasse para a suíte de Camila com o material de limpeza. A determinação era limpeza geral.

- Por que ela está fazendo isso? – Perguntei baixinho. Imaginei qual seria a próxima humilhação. A informação que recebi foi de que ela já havia saído.

Entrei, fechei a porta e olhei ao redor. Percebi que teria muito trabalho, fizeram uma festa ali. Imaginei ela na cama com a loura. Depois de terminar a sala, fui para o quarto e me senti pior ainda. A cama desfeita, com os lençóis amarfanhados... Duas taças no criado mudo, mancha de champanhe no chão, nos lençóis.

“ Era isso que ela queria que eu visse?” – Percebi que me dava um recado: - Você não é nada.

A dor que senti ao limpar aquele quarto foi indescritível. Não chorei, estava com raiva. Raiva daquela loura, dela, de mim por estar com ciúmes...Recolhi as garrafas, as taças, troquei os lençóis, abri as janelas e limpei o quarto, o banheiro. Enfim havia terminado e me dirigia para a sala quando ouvi o barulho da porta se abrindo. Ela entrou e me olhou. Baixei os olhos, não queria ver o sorriso estampado em seu rosto.

- Ainda não terminou?

- Já sim, estava saindo.

- Espera, vou ver como ficou.

Foi em direção ao quarto e eu não me mexi.

“ Não acredito que está fazendo isso.”

Ela voltou.

- É ficou razoável. – Parou na minha frente, acho que vou solicitar ao senhor Joaquim que mude você para a limpeza, estamos reformando o quadro de funcionários.  – Falou me olhando de forma...Não consegui decifrar. Ameaçadora?

Respondi desafiadoramente.

- Como achar melhor, senhora! – Utilizei todas as letras das palavras devagar e a encarando.

- Não se importa de ser transferida para a limpeza? – Seu tom era jocoso, percebi que ela estava me provocando. Aceitei.

- Não tenho problemas em limpar. Na verdade, as vezes é melhor limpar o chão do que...

Percebi seu olhar fulminante. Fiquei com medo de completar e, então ela se aproximou.

- Complete! Diga! Perdeu a coragem? – Estava furiosa.

- Farei o que quiser, senhora Cabello! Limpo! Posso servi-la, mas nunca na sua cama! – Gritei em cima dela a ultima palavra. Ela se aproximou mais, seus olhos estavam escuros como nunca, me olhou com raiva, respondeu baixo, com a voz embargada.

- Quem disse que quero você na minha cama? Olhe para você! – Seu olhar me percorreu. – Agora, pegue o seu material de limpeza e saia da minha frente.

Suas palavras me atingiram como um soco no estomago. Baixei os olhos e empurrei o carrinho. Quase a empurrei. Mas não aguentei e virei-me para ela.

- Por que você não me demite? Está com medo que eu a processe? Fique tranquila... Pode se livrar do problema.

Ela deu um passo a frente e parou, achei que ia esbravejar, mas falou pausadamente.

- Não tenho problemas aqui...Se está insatisfeita em seu trabalho, se demita.

Resolvi encerrar o embate, virei-me e não olhei mais para ela, abri a porta e saí. No corredor, ouvi uma batida na porta. Desci rapidamente, larguei o carrinho na lavanderia e corri para o vestiário. Não conseguia mais me controlar. Fechei a porta e explodi em choro.  Fiquei assim por muito tempo. Tentava em vão compreender o que tinha nos levado aquela situação. Tinha plena consciência da atração que sentia por ela e do quanto eu devia evita-la, mas não conseguia entender a necessidade dela em me humilhar.

Narrador

Camila viu a porta fechar e se virou, pegou uma garrafa de vinho em cima do balcão e jogou com todas as forças em direção a porta da varanda. Os vidros se espatifaram no chão. Mais tarde, ela mesma limpou.

Lauren

A noite contei a Alexa tudo o que tinha acontecido. Com lagrimas nos olhos falei.

- Não estou mais suportando! Se eu pudesse, se tivesse outra alternativa de trabalho...

- Calma, Lauren. Você a feriu mais do que ela a você. Imagina como deve ser para uma mulher como ela ser rejeitada por uma camareira?

- Ela me torturou, me humilhou... Poderia processar. Deveria. – As lagrimas escorriam.

- Lauren, ela está louca por você! Será que não percebe? Acha que Camila Cabello iria se dar ao trabalho de discutir com funcionários? Pense bem! Ela se acha superior a todos.

- Não consigo mais pensar...Conheci as duas faces de Camila. Primeiro ela intercedeu por mim, demonstrou ter coração...Agora... Só faz me humilhar. – Respirei fundo.

- Olha, vamos fazer o seguinte...amanhã é minha folga, mas vamos trocar. Eu vou e você fica em casa. Explico ao Joaquim que você precisou ficar. O que acha?

Concordei. Precisava colocar minha vida em ordem. Me afastar um pouco dela. Não aguentava mais chorar.


Notas Finais


Gostaram do cap??


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...