História Fora do Comum - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO, Harry Potter
Personagens Baekhyun, Sehun
Tags Amigo Secreto, Baekhyun, Bea Te Amo, Hp!au, Loreal É Linda, Sebaek, Sehun, The Red Dead, The Red Design
Visualizações 123
Palavras 2.296
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Crossover, Fluffy, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OI, MINHAS PITANGUINHAS! Tudo bom?

Belê, essa aqui é minha fanfic escrita para o armygo secreto da staff do @.TheRedDesign. Eu gostaria de agredecer à Joycieli e a Beatriz por terem pedido hp!au, porque tirei a Joy no segundo sorteio e no último a Bea. Se vocês acham que eu aproveitei o plot estão redondamente certos. rs

Já revelei pra todo mundo, but minha armyga secreta é a @.sehurn. *joga confetes*

Bea, de verdade, espero que você goste, porque escrevi com todo carinho do mundo pra ti. Eu amo HP e fiquei super feliz por você ter escolhido esse tema rsrsrs. Só não fiz o Baek lufano como você queria, desculpa djsjsjs Mas, de qualquer forma, foi feita com bastante carinho e eu me diverti muito. Te amo, nenê. <3

A capa foi feita pela thalua (@.4waulls) AMÉM THALUA, SALVOU MINHA VIDA E PISOU COM A CAPINEA, um denguinho desses *~

Bom, peps, boa leitura! sz

ps: não tá betada bjos

Capítulo 1 - Capítulo Único


Quase uma centena de pinturas desafortunadas lamuriaram quando um dos estudantes do quinto ano serpenteou entre as escadas, com o uniforme preto e vermelho e dourado sacolejando em sua corrida em prol da própria vida. A silhueta voou pelos corredores da Torre Leste, assustando as muitas figuras adormecidas dos quadros pregados às paredes milenares. Depois de praguejarem, nenhum deles ficou, contudo, surpreso. Não havia nada de incomum em um Byun Baekhyun atrasado para a aula.

Era quarta-feira; a grade escolar havia sido atualizada e o relógio intrínseco do grifinório não estava exatamente adaptado, o que significava que, com quase dez minutos, ele estava atrasado para a aula de Transfiguração.

Com sorte, talvez algum dos fantasmas surgisse de brusco e lhe desse um susto daqueles. Talvez rolasse pela escada e quebrasse alguns ossos, escapando de ser transfigurado em um despertador — o que de fato já havia acontecido. O professor definitivamente não batia bem, mas preferia ele do que a professora do primeiro ano. Falando sério, ela era assustadora — e tinha o mesmo senso de moda que um botijão de gás. Antes mesmo de concluir o primeiro ano, ela contraíra sarapintose e vem estando ausente desde então. Mas depois de quatro anos lutando contra a doença, que Deus o perdoe, ele não sabe como a velha ainda era capaz de manter um fio de vida.

Se tivesse ainda mais sorte, as escadas começariam a se mover no momento em que seu corpo estivesse prestes a saltar de uma para outra, lançando-o numa queda imensa até o piso de marmóre lá em baixo. O acidente provavelmente tiraria sua vida, mas estaria salvo das garras do professor Wu.

Infelizmente, este não foi o caso.

Ele caiu, sim. Enquanto corria, a capa de seu uniforme, de alguma, enrolara num de seus pés, fazendo-o tropeçar e voar para frente. No entanto, Kim Junmyeon, o muito-bonito-e-irritantemente-certinho-monitor de sua Casa, apareceu para salvar o dia e livrá-lo da morte iminente: segurou-o pelo colarinho e impediu Baekhyun de se estatelar pelos lances de escada remanescentes.

— Obrigada por salvar minha vida — disse-lhe o quintanista. Ele meteu as mãos no bolso e tirou uma dúzia de caramelos, estregando-os desajeitamente ao monitor. — Pegue como prova de minha gratidão.

Baekhyun não poderia dizer que se lembrava com clareza, mas tinha quase certeza de que entregara caramelos incha-língua para o coitado. Esperava que ele tivesse os descartado na lixeira mais próximas ao invés de consumi-los.

Deu dois toques na porta antes de empurrá-la para dentro. A infeliz rangeu tão terrivelmente que sentiu vontade de batê-la, dar meia volta e tomar seu café da manhã tranquilamente pelos dois períodos seguintes. Mas ele não o fez, porque ir para diretoria não estava em sua lista de desejos do dia.

Quando entrou, todos os alunos estavam sentados com as varinhas em punho, tal como o professor, que dirigiu seu melhor olhar azedo ao rapaz.

— Sente-se, senhor Byun.

— Agora mesmo, professor.

Ele se apressou a tomar o lugar estabelecido no início do ano letivo, sendo extremamente ruidoso. Largou a mochila sobre a carteira e tirou a varinha das vestes. Se virando para a esquerda, encontrou o olhos afiados do rapaz com quem dividia a mesa. Ele usava uniforme verde e prata, com uma serpente sobre o peito.

— Ei, Sehun, o que eu perdi?

Oh Sehun crispou os lábios para Baekhyun, o que geralmente significava que ele não estava afim de respondê-lo.

— Não 'tá mais aqui quem falou...

O rosto do sonserino se virou para frente, assim como Baekhyun. O menino, no entanto, estava só fingindo; gostava de ficar observando Sehun quando este não estava olhando.

Ele era um cara bonito, poxa! Que parcela de culpa tinha? Seus olhos eram bem negros e cabelos como ébano, ambos que entravam em contraste com uma pele muito branca. Nela, as pequenas manchinhas alaranjadas salpicam as maçãs do rosto do jovem — e Baekhyun amava a sardas de Sehun. Era o típico cara que ele beijaria até os lábios ficarem roxos. Na brotheragem, claro. Coisa de amigo.

Sem perceber, deixou um suspiro escapar.

— Que foi? — Sehun perguntou.

— Nada.

— Como ia dizendo — prosseguiu o professor Wu, caminhando pelo corredor entre as duas fileiras de mesas —, há duas penas sob cada uma de suas cadeiras. Por favor, peguem-nas. Sim, obrigada. Agora, o objetivo de hoje é transformá-las em pássaros, valendo cinco pontos para a Casa por cada aluno que for capaz de realizar tal feito. Passarei em suas mesas para auxiliá-los com o feitiço.

O sr. Wu fazia questão de deixá-los sentados na primeira carteira da fileira da esquerda, então foram os primeiros a receberem ajuda. Ele explicou tim-por-tim o que deveriam fazer, também os ajudando na pronúncia do feitiço. Sehun conseguiu realizá-lo de primeira, mas não era possível dizer o mesmo de Baekyun.

Uma mosquinha pousara em sua mão justamente quando sacudia a varinha e entonava o feitiço. Seus olhos dobraram de tamanho de susto e sobrou para Oh: a varinha voou da mão do grifinório e a ponta colidiu duramente com a testa do rapaz.

— Poxa, cara, foi mal.

Sehun esfregou a testa, onde agora havia um vergão.

— Foi péssimo, Byun.

De ínicio, Baekhyun pensou que Sehun estivesse se afundando na cadeira também, tão frustrado quanto o próprio. Mas então pendurou a questão, pois em todos os anos que compatilharam uma mesa durante as aulas de Transfiguração, o jovem nunca havia visto o sonserino abandonar a postura ereta. Virou para dar uma boa avaliada no colega de mesa e sua mandíbula quase se desprendeu do restante do rosto.

— Ah... Professor Wu?

Ainda de costas, resolvendo o problema de Chanyeol, cuja varinha tinha uma personalidade bastante forte, Yifan abanou a mão para o bruxo.

— Só um momento.

— Professor, acho que o senhor realmente precisa ver isso...

— Estou ocupado, senhor Byun. Queira esperar sua vez.

Baekhyun roeu o lábio inferior. Foi quando os alunos da mesa atrás dele e Sehun se inclinaram para frente, bisbilhotando o que se passava com a dupla. Também foi um deles a anunciar, aos berros:

— Gente, o Sehun 'tá encolhendo!

Foi uma algazarra e um empurra-empurra quando todo mundo resolveu levantar da respectiva cadeira e se debruçar sobre a dupla. O professor Wu Yifan abriu caminho entre os adolescentes, alarmado. Quando dirigiu seu olhar para onde Sehun deveria estar sentado, encontrou um corvo de penas negras como nanquim.

Baekhyun!

— Olha — tentou remediar —, pelo menos a cara de quem comeu e não gostou continua a mesma, né?

O corvo-que-não-era-corvo crocitou e fechou o bico no dedão do bruxo folgado e trapalhão, tirando um bom corte donde a pele outrora era lisa e fechada.


[ . . . ]


— Eu não tenho certeza se essa é uma boa ideia — disse Sehun, de cenho franzido, ao estreitar a vista para o professor de Trato das Criaturas Mágicas. Baekhyun observou que seus olhos eram tão escuros quanto granada e quase desapareciam sob as sobrancelhas quando parecia tão mal-humorado.

Não havia sido demorado o processo de reverter o feitiço e transformá-lo no Oh Sehun de sempre. O ruim não fora nem isso, de longe! Eles tiveram de passar quase uma hora ouvindo um monólogo do diretor sobre cuidado, responsabilidade e como não deviam ferir fisicamente seus semelhantes — a última parte pesou mais para Sehun do que para o grifinório.

Agora, na aula de Trato das Criaturas Mágicas, o sr. Cho mandara os alunos do quinto ano passearem pelos arredores da Floresta com bichos estranhissímos que, segundo o velho, se chamavam explosivins. Eram, basicamente, duas dúzias de uma mistura mutante e definitivamente bizarra entre camarões e lagostas-gigantes, que de dóceis não possuíam nem o nome. Segundo o professor, os bichos vinham acumulando muita energia, pois ele os mantinha presos dentro de caixotes durante todo o tempo. Como resultado, eles começaram a ficar agressivos e matar uns os outros.

Baekhyun concordava com o sonserino, mas permaneceu em silêncio. Já cutucara a onça com um palito de dente e não parecia disposto a piorar a própria situação.

De qualquer forma, o tiro que o professor Cho dera no escuro saiu pela culatra.

Pelo menos quatro dos explosivins explodiram a própria cauda e dois ameaçaram os alunos com seus espinhos. Baekhyun estava afastando o seu à pontapés quando Zhang Yixing, um garoto da grifinória, foi arrastado por seu explosivin para dentro da Floresta. Junmyeon correra em seu socorro, uma mão segurando a varinha, e a outra, a corda que amarrava sua Máquina de Matar.

— Não podemos simplesmente deixar que eles se matem? — ele ouviu o companheiro sugerir, mantendo uma distância segura do seu explosivin, que já atingira mais de noventa centímetros. Ele estava amarrado numa coleira improvisada, assim como todos os outros. — Ficamos com o que sobrar, é muito mais simples.

— Apoiado! — exclamaram juntos Kim Minseok e Do Kyungsoo, dois outros rapazes da Sonserina.

Pelo que Byun se lembrava, em uma das aulas de Trato das Criaturas Mágicas, a cauda de um dos bichos explodira na mão de Kyungsoo, causando uma queimadura feia e dolorosa. A senhora da ala hospitalar ficara muito irritada quando ele aparecera por lá, com a mão pingando pus e sangue. Enquanto tratava do ferimento, reclamara sem parar de como expunham os alunos a perigos mortais todos os dias.

— Besteira! — disse Cho. — O que eles precisam é de exercício! Vamos, continuem andando! — e encaminhou-se para perto de Yixing e Junmyeon, que voltavam da Floresta arrastando seus pequenos Diabinhos.

Entrementes, o de Baekhyun começou a ficar arisco. Ameaçou-o com a cauda, quase atingindo sua perna esquerda. Ele respondeu chutando o ar para assustá-lo, mas o ato não intimidou o bicho. Parecendo muito estimulado a fazer Baekhyun ser trucidado, arrastou-se para perto do explosivin mais próximo — que convinientemente também era o de Sehun. Xingando um palavrão que renderia-lhe uma escova de dentes e soda caústica na boca caso estivesse perto de sua progenitora, o grifinório enrolou a coleira ao redor do próprio pulso e puxou-o na direção contrária. E não é que a figura nem se mexeu?

Imerso na discussão sobre o futuro daquelas aulas, Sehun suspirou audivelmente.

— Continuo acreditando que seria melhor...

O rapaz sequer pôde terminar a frase, pois a cauda de seu explosivin explodiu inesperadamente quando o de Baekhyun decidiu atacá-lo. Surpreendido, a explosão fez com que perdesse o equilíbrio. Ele caiu no chão com a mão ainda firme na corda, mas o camarão-lagosta-assassino-mutante começou a arrastá-lo pelo terreno. Com seus gritos, conseguiu desviar a atenção do sr. Cho para si. O professor de Trato das Criaturas Mágicas veio correndo ao seu encontro, tentando agarrar o explosivin enquanto os alunos — principalmente da Grifinória — explodiam em risadas.

Levou certo tempo para domarem o explosivin rebelde, mas finalmente conseguiram o fazer. Devolveram-no de volta ao caixote de madeira e o professor Cho tratou de colocar uma pedra pesadíssima sobre a caixa.

Baekhyun o ergueu por baixo dos braços e ajudou o pobre coitado a se levantar. Cortes finos o ralavam nas maçãs do rosto, com pequenos filetes de sangue escorrendo pela face. Sehun pousou a mão na própria testa e titubeou, jogando seu peso sobre o corpo do colega. As pernas do Byun quase não aguentaram, mas mesmo assim ele se ofereceu para o levar até a enfermaria e dispensou a ajuda de Junmyeon quando este se dispôs a ajudá-lo.

Foi com uma dificuldade gritante que ele levou-o em suas costas até a seção da enfermaria. A sra. Kim ajudou a colocá-lo sobre uma maca e checou rapidamente o estado do bruxo.

— Cortes pequenos e um pulso deslocado, mas não há porquê se desesperar. Você vai sobreviver, rapaz — ela diagnosticou, se retirando para fazer algo avulso.

Baekhyun se recolheu, mirando tudo e qualquer coisa que não se chamasse Oh Sehun. 

— Então, acho que eu já vou indo...

— Fica.

— Fico — confirmou bem rápido, se sentando na cadeira mais próxima.

— Vem cá.

O grifinório arrastou ruidosamente os pés da cadeira pelo chão.  Quando pertinho da maca, se sentou, com as mãos no colo. Seu olhar procurou o do sonserino, que não vacilou.

— Sério, desculpa por hoje.

— Estou acostumado com suas tentativas de pôr um fim na minha vida — Sehun riu no que Baekhyun pensou talvez ser a primeira vez desde que o conhecera.

— Não 'tá bravo? — perquiriu. Sua testa formou sulcos quando ele franziu o cenho, só para depois apaziguar as feições. — Você deveria sorrir mais.

— Não estou bravo — foi a única coisa que ele respondeu, embora não tivesse parado de sorrir.

O silêncio deu as cartas por alguns instantes, antes de por fim Sehun se virar para fazer uma revelação capaz de bombardear o pobre Baekhyun.

— Você é um pentelho chato, mas não me deixa bravo de forma alguma — o rapaz negou com a cabeça. — Não pensei que fosse igualmente cego.

Tapado, Byun o olhou com o tipo de cara que fazia quando estava nas aulas de Aritmancia: "Que eu 'tô fazendo aqui, brô?" Felizmente, paciência era uma virtude do garoto de vestes verdes.

— Você me é interessante. Os trouxas tem uma palavra para isso, não é? Brush, eu acho.

— Crush — Baekhyun o corrigiu, todo coradinho.

— Essa mesma.

O grifinório mastigou a língua dentro da boca numa tentativa vã de se controlar, o que não deu certo. Quando viu, já estava com os braços em volta do pescoço alheio.

Foi um beijo curto, mas foi um beijo. Sehun chupou o ínfero do mais baixo, levando a mão para segurar seu rosto. O mesmo, por sua vez, penetrou com o lábio superior a boca de Oh, apoiando a mão dominante sobre seu peito. Eles ainda estavam osculando quando a enfermeira apareceu para curar as feridas e remendas o pulso do sonserino.

No dia seguinte, Baekhyun matou aula. Não por ter dormido demais ou coisa do gênero, mas porque foram ele e Sehun surrupiar a mesa de café da manhã, subir para a Torre de Astronomia e trocar beijos tímidos enquanto observavam outros desafortunados serem vítimas de demônios híbridos de camarões e lagostas.


Notas Finais


— Os explosivins são criaturas que aparecem em Harry Potter e o Cálice de Fogo. God only knows como eu amo essas crias de Satã, então os inseri aqui mesmo que o certo seja aprender sobre os mesmos no quarto ano [risca]porque a fanfic é minha e eu faço o que quiser[/risca].

Brincadeiras a parte, espero que vocês (E A BEA) tenham gostado. <3


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