História Forbidden - Drarry - Capítulo 3


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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Harry Potter
Tags Draco Malfoy, Drarry, Harry Potter
Exibições 148
Palavras 1.526
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Demorei, mas só deu para vir agora. Me desculpem.
Muito obrigado a todos que comentaram e favoritaram a história.
Fiquei feliz por terem gostado e espero que gostem deste cap também. Foi escrito um pouco há pressão mas espero que esteja bom o suficiente para agradar vocês.
Até lá abaixo ^^

Capítulo 3 - Segundo


 

* SEGUNDO CAPÍTULO

O dia seguinte havia chegado.

A manhã já havia nascido e apesar de haver uma ligeira brisa fria, o dia estava ensolarado.

- Onde você está indo, Draco? – Perguntou a rainha Narcissa entrando nos aposentos do filho e o vendo sentado na borda da cama calçando as suas botas de cavalgar.

- Dar uma volta. – Respondeu o loiro sem fintar a mãe, se focando em terminar de apertar as botas.

- Tão cedo? – Questionou indignada com a fuga do filho que aparentemente se estava tornando constante. - Ainda ontem foi e demorou uma eternidade.

- Por favor, mãe, entenda que eu preciso de um tempo sozinho antes de todos os acontecimentos que estão para chegar. – Falou Draco, tentando pedir compreensão à sua mãe, a única pessoa que realmente o conseguia compreender naquele momento.

- Eu só espero que esse seu tempo sozinho não o faça cometer alguma loucura ou ouse sequer fugir às suas responsabilidades.

- Eu sei perfeitamente qual é o meu lugar, não se preocupe. – Respondeu Draco, se levantando da cama.

- Não se demore. Precisamos de você aqui. – Avisou a rainha.

- Será rápido. Até logo, mãe. – Se despediu Draco, beijando rapidamente a testa da sua mãe e saindo do seu dormitório.

Caminhou apressadamente pelos corredores gelados do castelo em direção ao piso inferior. Tentou ser discreto quando entrou pelas portas da cozinha, mas como era de esperar, todos os empregados o fintaram admirados. Contudo bastou um olhar rápido do loiro que todos eles se sentiram repreendidos e desviaram o olhar, voltando aos seus afazeres.

- Me prepare rápido uma sacola com comida suficiente para três refeições. – Ordenou para uma das empregadas que se encontrava a preparar o pequeno almoço que seria servido em breve.

- Com certeza, alteza.

Após a empregada lhe entregar a sacola ele saiu pela porta dos fundos, dirigindo-se diretamente aos estábulos onde se encontravam os cavalos.

Visto que o seu cavalo estava sobre observação e curando o machucado que o fugitivo moreno lhe havia feito numa das patas no dia anterior, Draco teria que levar um outro cavalo. Desta vez optou por um branco.

Cavalgou por entre a imensidão de arvoredos até avistar uma pequena cabana de madeira escura que quase não se via, pois os ramos longos e cheios de folhas das árvores em torno quase a tapavam. Estava bem recolhida, um bom esconderijo.

Muito rapidamente prendeu o cavalo a um dos troncos das árvores e dirigiu-se até à única porta existente na pequena cabana, esperando uma resposta que não vinha. Como era de calcular, não iria obter resposta se não se identificasse antes.

- Harry, pode abrir a porta. Daqui é o Draco.

Foi uma questão de segundos e a porta foi aberta pelo ser moreno e de olhos verdes que fintou o loiro com certa admiração.

- Fico surpreso que tenha cumprido com a sua palavra. – Falou o moreno abrindo totalmente a porta para que o outro pudesse entrar.

- Eu sempre cumpro com a minha palavra. – Garantiu Draco olhando sério na direção do moreno que acabara de fechar a porta e se voltava para o fintar.

- Hum, tem a certeza? – Inquiriu Harry erguendo a sobrancelha, olhando desconfiado ou até mesmo provocativo nos olhos do outro. - Há sempre uma primeira vez para tudo.

- Certo, não vou falar disso. – Resmungou Draco, rolando os olhos, desagradável com aquela conversa. - Trouxe alguma coisa para você comer enquanto me conta a sua história.

Pousou a sacola branca sobre uma mesa redonda de madeira escura, um dos poucos moveis que se encontrava presente na pequena cabana. Eles não estavam em grande estado mas fora o melhor que o príncipe conseguira arranjar. Não podiam dar nas vistas e aquele era o lugar mais discreto que ele conhecia.

- E se eu não quiser contar? – Perguntou o moreno, fazendo com que o loiro se voltasse novamente para si.

- Eu terei de descobrir sozinho, o que será bem pior. – Respondeu Draco aparentemente indiferente, dando de ombros. - Você já disse que foi condenado à forca por ter sido acusado injustamente de roubo. Contudo, eu quero saber a verdadeira razão.

- Como assim a verdadeira razão? – Questionou Harry nervosamente.

- Eu sou o futuro rei de Hogwarts por isso estou a par de todas as leis de condenação de todos os reinos de Inglaterra. E nenhum deles usa a forca como condenação em caso de roubo.

E naquele momento o moreno não soube o que responder.

Ele pensava que havia conseguido enganar o príncipe, contudo acabara de se surpreender, não sabendo o que responder ou sequer como reagir. O loiro o havia ajudado sem hesitar, mesmo sabendo que o moreno era um fugitivo e havia mentido quanto ao motivo pelo qual fugia,

- Como é, vai contar a verdade?

- Quem me garante que você não me vai entregar depois de contar a minha história? – Perguntou Harry, recuperando a sua mente que esteve brevemente perdida em pensamentos.

- A minha palavra não lhe chega? – Inquiriu o loiro, erguendo a sobrancelha na direção do moreno que não hesitou a responder.

- Sinceramente? – Perguntou Harry retoricamente. - Não.

- Então lamento, mas não tem outro jeito. – Falou Draco dando de ombros, como quem estivesse desistindo.

- Não vou contar a minha história para você. – Repetiu novamente Harry, sendo bem firme na sua afirmação.

- É. Então parece que vou ter de descobrir sozinho, e talvez desse jeito chegue a ponderar em o entregar. – Falou Draco de forma ameaçadora, começando a caminhar novamente em direção à porta da saída. - Com licença.

Nesse exato momento Harry caminhou rapidamente na direção do loiro e o alcançou, o encostando contra a parede enquanto lhe rodeava o pescoço com a sua mão direita.

Eles ficaram a olhar-se por breves segundos em pleno silêncio, tentando decifrar os pensamentos um do outro. O azul acinzentado olhando atentamente o verde puro, tentando descobrir os segredos que se escondiam por detrás daqueles lindos olhos. O verde puro olhando igualmente atentamente no azul acinzentado, tentando descobrir se podia confiar no dono daqueles olhos especialmente únicos e diferentes de todos os outros.

- Não se atreva a fazer isso. – Ameaçou Harry, nervosamente.

- Largue o meu pescoço. – Pediu Draco, se mantendo calmo, pois sabia que o outro estava apenas com medo de ser entregue.

- Você não pode me entregar. Eles vão me matar. – Falou Harry não escondendo o desespero, largando o pescoço do outro para poder se afastar e começar a andar de um lado para o outro nervosamente.

- Eles quem? – Perguntou Draco num tom de voz calmo, observado cada passo que o outro dava.

- Eu fui condenado à forca pelo rei de Hogsmead, se você me entregar eles vão me matar. – Harry já não conseguia esconder o desespero no seu tom de voz, deixando de certa forma cair um pouco daquela mascara de homem audacioso e destemido.

- E porque você foi condenado à forca? – Draco não parava de fazer perguntas, pois queria conhecer a história daquele moreno que aparecera no pior momento da sua vida como uma distração para os verdadeiros problemas que o esperavam num futuro muito próximo.

- Desculpe, mas eu não consigo falar disso agora. O que lhe posso dizer é que tudo é uma injustiça. – Respondeu Harry.

- Eu estou ajudando você sem o conhecer de lugar algum, e mesmo você sendo um suposto criminoso o continuo ajudando. O mínimo que me pode oferecer é a razão pela qual está sendo condenado.

- Eu não sou um criminoso! Eu fui tramado. Eu seria incapaz de o matar! – Exclamou Harry, apontando o dedo na direção do loiro que o fintava atentamente e com um ar bem calmo.

- Então é por isso que você está sendo condenado? Porque o acusaram de matar alguém? – Questionou Draco, não desviando o olhar atento do moreno.

- Mas eu não o matei! – Harry voltou a exclamar, revoltado.

- Você quer contar mais da sua história? – Perguntou Draco pacientemente. Ele estava mesmo empenhado em ganhar a confiança do outro e saber o que aconteceu. - Talvez o possa ajuda.

- Não, eu não quero. – Respondeu muito rapidamente o moreno, desviando o olhar do loiro, pois o estava incomodando.

- Tudo bem, eu respeito a sua decisão. Mas lembre-se que se está inocente, eu poderia ser uma boa aposta para o ajudar a provar que é realmente inocente e desse jeito ter a sua liberdade de volta. Não pode ficar aqui escondido para sempre.

- Eu nunca pedi a sua ajuda para nada. Não tente fazer-me sentir como se lhe estivesse devendo alguma coisa. – Resmungou Harry, rolando os olhos.

- Tudo bem. Quando você perceber que eu sou a sua melhor opção para resolver esse seu problema, me avise. – Falou Draco pacientemente, voltando costas e se dirigindo até à saída.

- Onde você vai? – Inquiriu Harry, voltando a cabeça na direção do loiro e o olhando atentamente.

O loiro olhou uma última vez para trás e respondeu:

- Embora, pois tenho assuntos para resolver. Até amanhã.

Abriu a porta e saiu da pequena cabana, deixando para trás um moreno sozinho, completamente pensativo e sem grandes alternativas.


Notas Finais


É isso aí. Que acharam?
Comentem, favoritem, ajudem na divulgação ^^


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