História Forbidden - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Exibições 18
Palavras 3.105
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Colegial, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi gentee!

Estou sem celular por um tempo então não vai ter capa de capítulo por enquanto, mas depois eu vou atualizando e colocando em todas as que faltarem!
Obrigada pelos favoritos <3 vocês são uns amores!!!!

Espero que gostem!

Capítulo 3 - Segundo


Alguns meses antes...

 

“Olha por onde anda!” gritaram, tremendo o ar.

Levantei o olhar encontrando um garoto muito irritado me olhando torto. Eu podia realmente não estar olhando pra frente quando trombei com ele, mas juraria por qualquer coisa que não havia nada no meu caminho, era como se ele simplesmente tivesse surgido no meio da calçada. Quase como se ele tivesse se materializado ali.

“Desculpe, eu não vi você aí.” Inclinei um pouco minha cabeça, deixando meu pedido mais sincero.

“Se você andasse que nem gente normal na rua, e não olhando para o livro, isso não teria acontecido. Da próxima vez eu acabo com a sua raça, Cabeça de Fogo.”

O garoto estranho e assustador passou por mim, esbarrando de propósito em meu ombro, desequilibrando-me. Não ousei olhar para trás para ver onde ele estava indo ou para tentar identificar quem ele era, porque numa cidade pequena dessas não é normal nós não conhecermos uns aos outros, mas seja lá o que o tinha deixado mal humorado o suficiente para explodir com uma estranha e me ameaçar com certeza não era uma coisa boa (e eu também não sou curiosa o suficiente para arriscar meu pescoço para perguntar). Além disso a clara referência maldosa aos meus cabelos fazia meu estômago revirar.

Mesmo assim, dois minutos depois lá estava eu dando meia volta e seguindo por onde ele tinha ido. Havia algo nele que foi impossível resistir de ir atrás.

Como eu disse, em cidades pequenas como a minha não é muito comum não reconhecermos cada pessoa que cruza com você na rua. Porém, mais incomum ainda é encontrar uma pessoa como ele por aqui. WellHay é uma cidadezinha esquecida pelo resto do mundo, parece que ela parou no tempo e ninguém faz o mínimo de esforço para mudar isso. As pessoas gostam da monotonia, da rotina e da época que eles julgam viver. E quando alguém gosta de algo nada é capaz de mudar isso, a não ser ela mesma. E como ninguém queria mudar, todos viviam da mesma forma.

 Cedo de manhã, a única padaria da cidade manda um garoto entregar uma garrafinha de leite na porta de todas as casas junto com o jornal do dia. No meio da manhã, lá por oito horas quando as crianças e os adolescentes estão indo para o, também único, colégio praticamente todos os adultos também saem para os respectivos trabalhos. Todos sorrindo, cumprimentando uns aos outros. Vivendo como se fizessem parte de um maldito filme de Hollywood infinito, como se a vida de todos fosse perfeita e ninguém tivesse problemas.

Por esses (e muitos outros motivos) pessoas como ele não vêm pra cá, que graça pode ter vir para uma cidade no meio do nada com um monte de gente hipócrita que não vai te acrescentar em nada? Não temos nenhuma contribuição histórica, nenhum monumento ou ponto turístico, somente um shopping minúsculo, um cinema de rua e muitas, muitas, muitas florestas. Algumas seguras o suficiente para entrar e relaxar... outras nem tanto. Tem gente que diz que as florestas são encantadas e, por isso, quase ninguém consegue deixar Wellhay. Na minha opinião isso não passa de uma enorme besteira.

Talvez fosse por ele ser tão diferente que eu o segui. Talvez a possibilidade de saber como era o mundo fora daquela cidade me encantasse o suficiente para tirar o meu medo de morrer pelas mãos do cara que há cinco minutos tinha ameaçado.

Não foi difícil encontrá-lo: só havia uma pessoa que andaria vestida daquele jeito por aquelas ruas sem perceber os olhares tortos e desaprovadores ao redor. Um estranho. Somente um estranho para fazer isso.

Seus passos eram rápidos e ele pisava tão forte que eu podia jurar que o chão estava tremendo um pouco. E ele falava tão rápido, mas tão rápido que, se eu não soubesse que essa língua é uma língua morta e que não possui falantes nativos há anos, diria que parecia latim. Estava com pressa, com certeza com muita pressa, o que quer que tivesse que fazer era muito importante. E tentar acompanhá-lo não estava sendo fácil, minhas panturrilhas doíam e meus braços, ocupados com cinco livros que eu tinha acabado de alugar na biblioteca pública, estavam quase dormentes.

Parei, ajeitei os livros e pisei forte algumas vezes com cada perna aliviando a dor. Mais uma vez eu estava pronta para segui-lo, o único problema era que eu o tinha perdido de vista... dentro de um beco sem saída.

Aquilo era humanamente impossível, eu só desviei o olhar por uns dois minutos no máximo e não havia nenhum lugar que ele pudesse ter entrado ou se escondido: nenhuma lixeira, nenhuma porta, nenhuma escada. Só o encontro de duas paredes pertencentes a dois prédios e uma parede de tijolos ao fundo delimitando o terreno que havia atrás. Eu até poderia dizer que ele tinha pulado a parede, isso se ela não tivesse quase cinco metros de altura.

Dei um passo em direção à parede e meu celular tocou, assustando-me.

“Alô? Mãe? Sim, desculpa. Já estou voltando.” Guardei o celular no bolso, olhando mais uma vez para aquele beco. Para onde ele tinha ido?

Chacoalhei a cabeça, tirando os pensamentos de meu cérebro e convencendo-me de que aquilo tinha sido um engano e que provavelmente ele tinha entrado em outro lugar e eu não tinha percebido. Sim, mas é claro. Humano nenhum pularia aquela parede sem o auxílio de alguma coisa. Sem chance.

Dei as costas para o lugar, caminhando pelo caminho pelo qual tinha chegado até ali. Mas por mais que eu soubesse que nada tinha acontecido, meus passos começaram a acelerar assim como o meu coração. Era quase um alerta claro que, por algum motivo, eu tinha que dar o fora dali o mais rápido possível. Só queria entender porquê ele não tinha se manifestado antes de eu ter perseguido aquele forasteiro.

 

Graças a Deus a primeira neve ainda não tinha caído como previsto para aquele dia. Voltar para casa, depois de um encontro esquisito como esse, com neve teria deixado tudo muito pior.

Bati a porta de casa sentindo o cheiro gostoso de chocolate quente juntamente com o barulho relaxante da madeira queimando na lareira. Buffy, meu golden retriever, pulou em cima de mim, latindo e abanando o rabo assim que me viu. Deixei os livros, minha mochila e meu casaco na mesinha da entrada e fiz um carinho na cabeça dele, aproveitando para conversar um pouco com ele.

“A mamãe está muito brava comigo?” perguntei, coçando atrás das suas orelhas, vendo seus olhinhos ficarem pesados.

“AU!” SIM!

“Você acha que se eu disser pra ela que o que me atrasou foi a fila na biblioteca ela vai acreditar?”

“...au...” ...não...

“Buffy!” resmunguei, fazendo manha.

Larguei meu cachorro, engolindo em seco. Chegar até a cozinha parecia mais assustador do que todo o meu caminho de volta pra casa hoje. Mamãe podia ser mais amedrontadora do que qualquer vilã de cinema quando ela queria e tudo o que eu podia fazer era segurar Buffy do meu lado para me dar apoio moral enquanto, eu e ele, colocávamos nosso rabinho entre as pernas.

“Helena Louise Benoit, posso saber por que você chegou tão tarde?”

Merda.

“Mãezinha são só sete horas.” Tentei, fazendo cara de inocente.

“Não vem com mãezinha, que tipo de pessoa sai de casa logo após o almoço dizendo que vai até a biblioteca e só volta a essa hora? Você está de namorinho menina?!”

Como é que faz pra essa criatura entender que minha vida social não existe? Que eu não falo com absolutamente ninguém além de cachorros e da minha família? Que por mais que eu quisesse mesmo ter ido fazer qualquer outra coisa do que ter ido a biblioteca bater papo com a senhorinha que cuida dos aluguéis, eu não teria como fazer isso porque eu simplesmente sou invisível para o resto dos adolescentes na cidade?

“É claro que não mãe, se quiser pode ligar para a Senhora Martinez, eu acabei de sair de lá. Eu já disse que eu não tenho um namorado, mesmo que eu quisesse ter um.” Murmurei a última parte, envergonhada.

Esse assunto me irritava profundamente. Minha mãe simplesmente não conseguia entender que é possível sim ser adolescente e não fazer nenhuma besteira com a minha vida. É possível ser adolescente sem mentir para os pais que vai a um lugar quando na verdade vai a outro. Ou que eu não bebo, não fumo, não transo... nem beijo ninguém. Pelo amor de Deus o mais perto que já cheguei de beijar alguém foi no pré quando eu dei um encontrão em um garoto e nossas bocas quase se encostaram, depois disso nunca mais. Será que é muito difícil acreditar nisso? Ainda que eu mesma não quisesse acreditar nisso.

“Tudo bem, acredito em você. Mas se eu descobrir que está mentindo pra mim você vai se ver comigo, mocinha.” Apontou a colher de pau, que usava para mexer a panela, para mim.

“Achei que você tivesse acabado de dizer que acreditava em mim.” Revirei os olhos, indo para meu quarto, seguida de perto por Buffy que se esfregava em minhas pernas quase dizendo eu te entendo, está tudo bem.

Será que é muito triste que meu melhor amigo seja meu próprio cachorro e que no final das contas as respostas que ele me dá são apenas fruto da minha imaginação?

“Ah...” suspirei, jogando-me de costas em minha cama enquanto Buffy fazia o mesmo na dele. “Eu conheci alguém hoje, Buffy.”

“Conheceu mesmo? Ou é mais alguém que você seguiu?” levantou as orelhinhas para mim, olhando-me preguiçoso ainda deitado.

“Tudo bem, não conheci ele. Mas nós trombamos na rua e ele meio que me ameaçou. Só que tinha alguma coisa sobre ele... não sei explicar. Só senti que precisava ir atrás dele, no final das contas eu acabei perdendo ele de vista em um beco... foi muito estranho. Mas ele deve ter virado em outro lugar que eu não tenha percebido, né?”

“Você precisa parar de seguir as pessoas...”

“Eu sei que eu preciso parar de fazer isso. Eu já tinha parado. É que dessa vez foi diferente.”

“Isso é perigoso.”

“Sei que é perigoso... ah, não quero mais falar sobre isso. Quer assistir alguma coisa?” estiquei-me na cama, puxando o controle de cima de uma das prateleiras que ficavam a cima da minha cama.

“Acho que você esquece que eu sou só um cachorro e que eu não assisto televisão. Nem converso com você realmente... muito menos entendo uma palavra que seja.” AU!

“É... Au, au.” Imitei-o, virando de lado da cama em posição fetal navegando pelos canais aleatoriamente.

 

–—

 

Gritos. Fumaça. E fogo. Muito fogo.

Estava sonhando mais uma vez. Já tinha perdido a conta de quantas vezes eu já tinha sonhado esse sonho, mesmo assim o pressentimento de que eu nunca iria me acostumar com aquilo era constante. E o pior de tudo é que não importava o que eu tentasse eu simplesmente não conseguia fazer nada para ajudar aquelas pessoas, não conseguia nem me mexer. Só ficava parada lá, há alguns metros de distância sentindo o cheiro de carne queimada e tentando ignorar os berros agonizantes que ecoavam por todos os lados.

Tudo começava com uma sensação horrível de queda, como se eu estivesse em queda livre por vários minutos. Então, do nada, eu aparecia no meio de um descampado, em pé, presa ao chão, com meus braços grudados ao lado do corpo, sem que nada de fato estivesse me prendendo. O céu era muito parecido com um céu noturno, a exceção de que aqui não havia estrelas ou lua ou qualquer tipo de luz, a não ser uma enorme trilha de fogo ao horizonte que dava às pessoas expressões estranhas e inumanas.

Demorou um pouco, na primeira vez, para eu entender o que estava acontecendo. Uma fila enorme de pessoas acompanhava em paralelo o rastro de fogo e quando o rastro terminava, a fila continuava contornando o perímetro do espaço aberto e, quando este também acabava, as pessoas começavam a preencher o que havia dentro. E eu estava bem  no meio de tudo aquilo, mas estranhamente nenhum deles chegava perto de mim e a fila parava de se enrolar uns três metros de distância de mim, como se algo impedisse que eles chegassem perto.

E era isso: eu ficava lá, estática enquanto observava aquela fila ir diminuindo e diminuindo conforme as pessoas atravessavam a Linha de Fogo, gritando e sentindo dores que eu não conseguia nem imaginar. E toda aquela tortura parecia infundada, já que não havia absolutamente ninguém que os obrigasse a fazer aquilo.

Depois de algumas vezes tendo esse mesmo sonho, decidi que não olharia mais para as pessoas, o medo de ver alguém conhecido entre aqueles rostos tão sofridos e ao mesmo tempo inexpressivos e não poder fazer nada era demais pra mim.

Eu só era capaz de acordar quando a Linha de Fogo era dividida ao meio por uma luz negra que conseguia brilhar mais que o próprio fogo trepidante. E, antes que ela pudesse chegar até mim, eu abria meus olhos. Sempre. Não fazia diferença se eu estava extremamente imersa no sono ou levemente acordada. Eu nunca consegui permanecer lá dentro depois que a luz surgia, não que eu quisesse de fato.

“Bom dia, Buffy!”

Ele estava com a cabeça apoiada em minha cama quando abri meus olhos, acho que estava ponderando se deveria ou não lamber meu rosto. Ainda bem que acordei a tempo...

As roupas do dia anterior, bem como a posição em que eu estava, fizeram-me acordar com uma dor horrível nos ombros e nas costas. Eu definitivamente não deveria ter deitado antes de trocar de roupa.

Estiquei os braços acima da cabeça, estralando os ombros e depois o pescoço. Puxei o cachecol que quase me enforcara durante a noite e o deixei na cama ao levantar e ir até a janela.

Estava frio e nevando, mas abri a janela mesmo assim. Era bonito assistir os flocos sendo depositados no chão de forma aleatória, descolorindo a grama e o concreto, formando um enorme, belo e frio tapete de gelo. Nunca fui muito fã do frio, no entanto a neve simplesmente me fascinava.

“Filha, já acordou?”

Olhei por cima do ombro, encontrando minha mãe parada na minha porta, vestindo seu pijama de oncinha e pantufas cor de rosa. Ela estava sonolenta e as marcas do travesseiro em seu rosto junto com o cabelo armado eram a prova clara de que ela havia acabado de acordar, assim como eu.

“Você pode ir na padaria buscar alguns pães e café?”

“Tudo bem, quer mais alguma coisa?”

“Não, só isso. Obrigada, querida.”

Não respondi, sorrindo apenas. Não troquei de roupa, coloquei meu cachecol de volta, um par de luvas, uma touca amarelo-mostarda com um pompom no topo e minhas botas para neve.

“Bom dia, Lou.”

Meu irmão mais velho cruzou meu caminho, saindo de seu quarto indo direto para o banheiro.

“Bom dia, Jim.”

“Lou.”

“Sarah.” A segunda mais velha voltou para o quarto, vindo da cozinha com uma xícara fumegante nas mãos.

“Louise, saindo tão cedo?” Fred começou.

“A mamãe adora te explorar.” John terminou. Os gêmeos, ambos apenas com a cabeça para fora do quarto.

“Querem alguma coisa da padaria?” ofereci, bagunçando os cabelos ruivos dos dois.

“Uns pães doces seria bom.” John olhava para cima, falando com si mesmo.

Ri.

“Pães doces então. Até depois, meninos.”

Minha família não era das mais comuns. Nós éramos em cinco irmãos mais os nossos pais vivendo em uma casa com mais quartos que qualquer outro cômodo. Era um total de seis quartos, um banheiro, uma cozinha e uma lavanderia. Mais nada, todos os outros cômodos que existiam antes foram transformados em quartos conforme a família aumentava. Eu sou a filha do meio, com 17 anos. Jim é o mais velho com 21 e Sarah a segunda mais velha com 20 e os gêmeos têm 14 anos.

Pela quantidade de filhos nossa vida financeira deveria ser bem recheada para garantir que todo mundo tivesse uma vida confortável, mas o trabalho de editor de jornal do meu pai e de professora de história antiga da minha mãe não são bem lá as profissões mais bem pagas de todas. Nós não somos pobres, mas também não somos ricos o que rende uma rotina bem limitada de coisas que podemos (ou não) fazer. Meus irmãos mais velhos já trabalham o que ajuda bastante nas contas em casa, ainda que não seja o suficiente.

Conforme caminhava, podia sentir meu pé afundar na neve e ficar gelado cada vez mais rápido. Precisava urgente de umas botas novas, ou eu ia acabar tendo os meus pés congelados quando o inverno ficasse ainda mais rigoroso. Ainda bem que nesse momento eu só ia precisar andar mais duas quadras.

“Bom dia, Helena! O que vai querer para o café da manhã de hoje?”

“Bom dia, tio Érico.” Ele não era meu tio de verdade, mas me conhece desde que eu nasci o que praticamente faz dele parte da minha família. “Quero quinze pães, dois pães doces para os gêmeos e sete cafés. Dois expressos, dois mocca, dois americanos e um cappuccino.”

“O de sempre, então? Você espera naquela mesa, por favor? Já levo tudo para você.” Apontou para uma das mesas próximas à janela.

Era bem cedo, mas grande parte das mesas já estavam ocupadas por adultos tomando seus cafés e lendo seus jornais ou assistindo à televisão que passava o jornal matinal, prontos para irem trabalhar logo em seguida. Aproveitei o tempo livre e já paguei a conta voltando para a mesa. Cumprimentei a todos dizendo o nome de cada um. Eu odiava essa história de todo mundo saber da vida de todo mundo por ali, era muito constrangedor saber, por exemplo, que a noiva do homem sentado ao meu lado o estava traindo com o filho do dono do posto de gasolina. Era mais constrangedor ainda saber disso e saber que ele sabia e que ele sabia que o resto da cidade também sabia. Mas só porque eu não gostava dessa falsa intimidade, não significava que eu tinha o direito de ignorar todo mundo ali.

Poucos minutos depois e eu já estava ficando entediada, observando as ruas vazias e a neve caindo. Até que algo capturou a minha atenção ao longe. Se eu tivesse um pouco mais distraída eu não o teria notado. Talvez se estivesse um pouco mais distraída eu tivesse sido mais cuidadosa. O problema era que eu não estava distraída e eu não tinha sido cuidadosa. E quando dei por mim já tinha disparado padaria a fora.

 

 


Notas Finais


As coisas estão meio paradas por enquanto mas logo logo os meninos vão aparecer e as coisas vão se encaminhar, confiem em mim!

Beijão!


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