História Forbidden - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Sidney Glass, Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Ouat, Regina Mills, Swan Queen, Swanqueen
Visualizações 1.037
Palavras 6.245
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Orange, Romance e Novela, Saga, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


E ai, gente! Tudo bacana?
Queria agradecer a chifresdacallie por ter dado a ideia de uma certa música que uma certa @ vai cantar nesse capítulo. ☻ Agradeço ela tb pela ideia da "surpresinha" que a Emma fez. Enfim!!!! Se vcs tb quiserem mandar ideias para a fic, que vcs acharem que fica legal nela, só deixar aí nos comentários ou me enfiar por MP, blz?

Boa leitura <3

Capítulo 19 - A festa de August


Alguns dias se passaram desde o ocorrido. Regina simplesmente fingia que nada havia acontecido e, quando Emma tentava se aproximar ou pedir desculpas, a morena desconversava e saia de perto da garota.


Swan suspirava, enquanto sempre era deixada para trás, em qualquer situação. Quando Mills tinha que buscá-la em algum lugar, a prefeita não ia e alegava ter “esquecido”, assim como das vezes em que deixou a loira distante à pedido de David e não voltou para trazê-la até a mansão.


Zelena tentava, de algum jeito, fazer Regina confessar sobre seus sentimentos em relação à Emma, mas nada funcionava. Tentou com a ajuda de Ruby, mas tudo foi em vão.


A chegada de Mary e Leopoldo fez tudo ficar ainda mais difícil. Margaret não saia de perto da garota, assim como Leopoldo de Mills.

Tudo estava estranho, como se uma nuvem negra estivesse ao redor da mansão.


Sidney sempre ficava encarando Emma quando a mesma se aproximava muito de Henry. Ela não entendia, já que o menino não tinha nada haver com a relação entre Regina e Leopoldo. Mas nada falava, preferia se calar ao invés de discutir com o mordomo e acabar brigando com os pais.


Na manhã de Sábado, todos estavam se preparando para ir à Boston, para o aniversário de August. Leopoldo insistiu em ir, já que era seu neto e não o via há anos. August havia se mudado para o Brasil, numa tentativa de fazer um intercâmbio independente. O mesmo adorou o país e ficou lá por uns dez anos. Mas sempre mantinha contato com a família, tanto que voltou para Boston, matando a saudade de todos.


Enquanto todos se arrumavam para partir, Emma e Henry estavam sentados no sofá, já que haviam se arrumado primeiro. Swan lia o livro que deu de presente à ele, que a escutava atento.


Assim que Regina arrumou as malas dela e de Henry, desceu, pondo-as junto com a de Leopoldo, ao lado do sofá. Não queria ir, mas não havia conseguido pensar em nenhuma desculpa para se livrar da viagem, ainda mais que tinha compromissos lá.

Olhou para o lado e viu Emma lendo para Henry.


No fundo, não gostava de tratar Swan com indiferença, mas tinha que segurar suas rédeas. Não foi por causa de Lily, foi por causa de si mesma. Precisava estar no controle.


— Henry, eu vou preparar um lanche. Tudo bem? A viagem vai demorar e você pode sentir fome. — Disse Regina, fazendo Emma parar de ler e a olhar.


— Ok, mãe. — Assentiu com a cabeça. — Estou muito ansioso para chegar em Boston. — Sorriu, animado.


— Você vai adorar o meu primo, ele é meio louco da cabeça, mas muito legal. — Emma falou à Henry.


— Eu quero muito conhecê-lo. — Afirmou, sorridente.


Regina se virou, indo para a cozinha. Swan a observou até a mesma desapareceu ao entrar na cozinha. Suspirou, voltando a olhar para Henry.


— O que você faz quando a sua mãe está brava contigo? — Ela perguntou, fazendo-o arquear as sobrancelhas.


— Hum… — Ele parecia pensar. — Eu abraço ela e peço desculpas se eu fiz algo errado. — Afirmou.


— E isso funciona? — Indagou, sem expectativas.


— Comigo sim, mas só quando ela está calma. — Disse, encolhendo suas pernas e as pondo no sofá. — Sua mãe está brava com você? — Perguntou.


— Não exatamente ela. — Declarou.


— Então, é a minha. — Deduziu. Emma apenas o olhou. — Qual é? Até eu percebi isso. — Rolou os olhos.


— Há dias. — Confessou.


— Minha mãe não é de ficar irritada por muito tempo com alguém, mas quando passa, ela também não vai atrás. Muito orgulhosa, eu sei. — Henry explicou, calmo.


— Você acha que ela não está mais irritada comigo? — Indagou.


— Acho que não. — Afirmou, fechando o livro nas mãos da loira.


— Mas você viu o que ela fez comigo ontem. Me deixou plantada no cais, mesmo tendo ligado para ela umas quinhentas vezes. — Falou, um tanto revoltada ao se lembrar que teve que caminhar muito até chegar na mansão.


— Ela não está irritada, e sim magoada. — Henry coçou a cabeça. — E ela vai continuar magoada, se não for atrás dela. — Completou.


— Mas sempre que vou, ela me ignora. — Disse, deveras sentida.


— Faz ela não te ignorar, então. — Suspirou, dando um leve sorriso. — Mas o que você fez mesmo? — Perguntou, curioso.


— É complicado… — Deu um sorriso torto, se levantando.


— Tudo é complicado para você. — Resmungou baixinho, enquanto Emma ia até a cozinha.


Ela entrou, vendo Regina preparar um sanduíche para Henry. Ela estava de costas para a garota, que se aproximava lentamente.


Tranquila, Regina colocava o sanduíche em um prato, quando foi atacada por um abraço forte. Olhou para trás, sem entender nada.


— O que está fazendo, Swan?! — Indagou, irritada, enquanto Emma a abraçava por trás, encostando sua cabeça nas costas da prefeita.


— Desculpe… — Pediu, sincera, a apertando mais em seus braços.


— O que?! — Regina tentava tirar as mãos de sua cintura.


— Eu não queria, juro. Ela que me agarrou. Não tive culpa, falei que não queria mais nada com ela. Por favor, Regina. — Emma disse, calma, lutando para continuar abraçada com a morena.


— Me solta. — Ordenou, em vão.


— Só solto se você me perdoar. Eu não quero que fique esse clima chato entre a gente. — Afirmou, beijando suas costas.


— Eu desculpo. Agora, me larga. — Mandou novamente.


— Assim não. — Continuou apertando-a.


— Eu vou chamar a sua mãe. — Ameaçou-a.


— Por favor. — Disse num tom implorativo.


— Eu te desculpo, Swan. — Deu um suspiro antes de falar, desistindo de afastar Emma.


— Mesmo? — Indagou, sorridente.


— Sim. Me solta! — Ordenou. Dessa vez, a garota a soltou.


— Emma! — A voz de Mary cortou a fala da loira, que olhou para trás. — Vem, nós já vamos. — Ignorou a presença de Regina, que sequer se importou com isso.


Emma assentiu, indo até a mãe, que a levou de volta para a sala. Henry se levantou do sofá, questionando, com o olhar, se havia dado certo. Emma balançou a cabeça afirmativamente, fazendo-o sorrir.


Sidney pegou as malas que estavam juntas em um canto e levou até os dois carros que estavam estacionados na frente da mansão, o de Regina e o de David. Pôs as malas da morena, Henry e Leopoldo no de Mills e as de Emma, Mary e David nas dele.


Todos saíram da mansão, indo para os respectivos carros. Henry, comendo seu sanduíche, abraçou Emma antes de entrar no carro, fazendo Sidney encarar a loira, mas sem falar nada. A garota entrou no carro do pai e assim seguiram a viagem.


Apesar de David ter ido na frente, no meio da estrada, Regina o ultrapassou em alta velocidade, fazendo Mary resmungar sobre ela a viagem inteira. Nem Emma e nem David falavam enquanto Margaret arrancava os cabelos, xingando Mills por estar sendo imprudente em sua visão.


Quando chegaram, já eram quatro horas da tarde. Um tempo de viagem razoavelmente curto, já que a estrada era longa.


Parando em uma casa não tão grande, mas bem arrumada, cheio de flores ao redor, David deu sinal para Regina, agora atrás de si, parar.


Todos saíram do carro e, com a ajuda de Mary, Leopoldo ficou em pé. Apesar de cansado, estava feliz.

Regina encarou a casa. Muito brega em sua concepção. Logo fez uma careta, se perguntando o que lhe aguardaria ali. Segurou a mão de Henry, que estava sonolento.


Logo um homem de idade avançada lhes recebeu, com um grande sorriso no rosto. O pai de criação de August, apelidado carinhosamente de Gepeto, abriu os braços para seu irmão Leopoldo, abraçando-o. Logo uma multidão saiu da casa, fazendo Regina se assustar com tanta gente.


— August! — Emma pulou nos braços de um homem bonito, forte. Ambos sorriam, abraçando-se.


Regina se encolheu com Henry, enquanto abraços eram distribuídos à todos. Mills odiava abraços. Leopoldo foi até Regina, lhe segurando pela mão.


— Essa é a minha esposa, Regina. — Ele apresentou.


Todos, ao mesmo tempo, olharam a morena dos pés à cabeça, incrédulos. Se perguntavam o que uma mulher tão linda e, aparentemente jovem, fazia ao lado de Leopoldo. Não era preconceito, mas visivelmente, tinha algo por trás disso. Como sempre.


— Ual! — O queixo de August caiu, falando baixinho, de modo que só Emma, ao lado dele, escutou.


— É um prazer conhecê-la, Regina. — Uma mulher se aproximou para abraçá-la.


A prefeita deu um sorriso amarelo, abraçando-a contragosto.


— Vamos todos entrar. Sejam bem-vindos. — Disse Gepeto, orientando Leopoldo para dentro da casa.


— Tenho uma playlist de funk atualizada para você, Emma. Vai adorar! — August abraçou a loira de lado, entrando junto com todos.


Ao entrar na casa, Regina quase teve um infarto ao observar a decoração. Muitas flores de plástico, quadros enormes com fotos de várias pessoas. O raque onde estava a TV, cheio de bagulhos e mais retratos. Era um crime aos olhos de Mills, principalmente o tapete de oncinha e o sofá coberto com uma capa cor de rosa exagerado.


— Como estão as coisas lá no Brasil?  — David perguntou, se sentando com os demais no sofá.


— Ótimas! Já estou com saudades. — August também se sentou. — Vocês deviam conhecer. — Completou.


Enquanto conversam animadamente, Regina estava de braços cruzados, se recusando a sentar e a juntar-se na conversa.

Ela, sorrateiramente, acompanhou a empregada com as malas. Vendo ela se afastar, Emma se levantou, indo atrás.


Assim que a empregada lhe indicou o quarto, seu olhar caiu nos colchões no chão e na beliche caindo aos pedaços. Sua expressão de desagrado não passou despercebido pela mulher de uns cinquenta anos, mas a mesma não falou nada sobre isso. Apenas pediu licença e saiu.


— A madame não gostou da hospedagem?  — Emma brincou, entrando no quarto.


— Não enche, Swan. — Revirou os olhos. — E não! Não gostei. — Afirmou, convicta.  — Esse quarto está só poeira, vai fazer mal à Henry e… — Ela se conteve. — Até você, que ainda está mal devido aquele incidente. — Abrandou a voz. — Eu vou procurar um hotel. — Afirmou.


Ela foi em direção à porta, mas Emma se pôs na frente, impedindo-a de continuar. Regina bufou, cruzando os braços.


— É apenas um dia, Regis. — Emma tentou convencê-la.


— Um dia no meio do lixo? Não, obrigada. — Tentou sair pela brecha, mas Swan não deixou.


— Pode dormir no meu quarto, se quiser. — Emma ofereceu.


— Com você dentro? Não! — Negou, seca.


— Eu saio. — Rebateu.


— Por que faz tanta questão que eu fique? — Perguntou.


A verdade era que Emma não sabia, mas queria ficar o mais perto possível de Regina, e isso incluía também não perder nenhum segundo ao seu lado. Apesar dos pesares, gostava de ficar ao lado da prefeita.


— Ok. Eu fico. — Regina deu um suspiro, convencida.


Emma abriu um grande sorriso, correndo para pegar as malas da morena e de Henry.


— Deixa que eu levo… — Mills tentou pegar as malas, mas Swan negou e correu para fora do quarto.


Regina respirou fundo, indo atrás da garota.

Assim o resto da tarde passou, com Regina, sempre que podia, evitando as pessoas e August mostrando as coisas que havia comprado no Brasil.


Quando a noite chegou, a casa lotou com amigos da família. Mills estava odiando tudo aquilo, mas parecia ser a única.

Dando uma desculpa à Leopoldo e seu irmão, disse que ia se arrumar para a tal festa.

Com uma forte dor de cabeça, Regina entrou debaixo do chuveiro, com a água mais fria do que o normal. Saiu do banho tremendo o queixo e foi correndo para o quarto, para que ninguém a visse só de toalha.


Pondo uma saia de couro e uma blusa regata vermelha, calçou um salto scarpin e penteou os cabelos. Passou seu batom vermelho e deu uma última checada no espelho de uma penteadeira rosa. Sorriu, observando o quarto. Era todo rosa e até tinha  algumas Barbies descabeladas e pelúcias. Muito infantil, o que fez Regina deduzir que quando era mais nova, Swan morou ali. Se perguntava curiosamente o motivo, já que tinha os pais sempre presentes em sua vida. Bom, pelo menos, era o que parecia atualmente.


Saiu do quarto e logo franziu o cenho pela barulheira de pessoas e música tocando alto. Pensou em voltar para dentro do quarto e se trancar, mas se lembrou de Henry e precisava saber o que ele fazia naquele momento.

Percebendo que a festa era mais lá em cima, se direcionou para a escada sem corrimão.


— Oi, Regina!  — A voz de Emma atrás de si a fez virar.


— O que foi? — Indagou, vendo a menina sorrindo.


Desceu seus olhos para a vestimenta dela. Aquele vestido preto. Swan ficava tão sexy naquele vestido, mesmo a roupa não sendo vulgar. Era sensual e ao mesmo tempo fofo.


— Eu disse oi. — Continuou sorrindo.


— Oi o quê? — Disse rápido, voltando a olhá-la nos olhos.


— Oi de oi. Você está bem? — Perguntou, se aproximando.


— Estou ótima. — Disse ironicamente.


— Vamos subir? A festa é lá em cima. — Emma explicou, subindo os degraus ao lado de Regina.


— Festa no terraço. — Disse Mills, um tanto contrariada.


— Na verdade, é laje. — A corrigiu.


— O que?! — Regina arqueou as sobrancelhas.


— Coisa do August. — Deu de ombros.


Assim que Regina chegou na ponta da “laje”, parou. Olhou ao redor, vendo uma multidão gritando e cantando músicas que não lhe eram agradáveis. Uma fumaça saindo escandalosa por uma churrasqueira feita de tijolos infestava o ar. Mas o que lhe deixou mais abismada, foi algumas crianças dentro de uma caixa d’água. Arregalou os olhos, enquanto mais crianças entrava na enorme caixa azul. Viu Henry tirar suas roupas com rapidez, a fazendo ficar confusa.


— Henry! — O chamou. Ele correu em direção à caixa. — Não! Não! Não entre na… — Gritou alto, em vão.— ...caixa d’água. — Tarde demais.


Emma começou a rir, enquanto Regina resmungava sobre ter várias bactérias que poderiam comer o cérebro de Henry por estar naquela água suja com um monte de meninos.


— Relaxa, Regina. — Swan tentou acalmá-la.


— Relaxa porque não é seu filho que está sujeito à doenças! — Rebateu.


— Emma! — August a chamou, acenando com as mãos.


— Senta ali, eu já volto. — Disse a garota, já indo em direção ao primo.


— Não quero que você volte. — Retrucou, fazendo Swan se virar para ela e rir, desacreditada.


Para escapar das pessoas, Mills foi para o canto do terraço, onde alguns bancos estavam dispostos. Relutante, se sentou, rezando para que ninguém a perturbasse, a menos que fosse Emma.

Já tinha muita gente bêbada e mal havia começado a festa. Suspirou, vendo um aglomerado ao redor da churrasqueira e Emma tossindo, ao lado de August.

Aquela noite seria longa e nada agradável para a morena.


Alguns minutos se passaram e a música alta de pagode já fazia todos dançarem, bêbados. As crianças gritavam e pulavam na caixa d’água. Regina já estava preocupada com Henry. Era noite e estava frio, ele podia ficar resfriado.


Um garoto de aparentemente dezoito anos, moreno e bem magro, puxou um banco para bem próximo de Regina e se sentou na frente dela, que o encarou séria.


— Oi, gata! — Ele a olhou dos pés a cabeça. — Quer uma cervejinha gelada? — Estendeu a lata para Mills, que fez uma expressão de desdém.


— Não. — Disse, seca.


— Quer dançar um sambinha bem maroto comigo? Se não souber, eu te ensino. O negão aqui tem talento. Inclusive, pegada que eu posso te mostrar. — A flertou, dando um sorriso feliz.


— Não! E se você for embora, me agradaria muito.

— O respondeu, entredentes, mas com um sorriso forçado.


— Hum! A madame é irritadinha. Adoro essas mulheres estressadinhas, são as melhores na cam… — Antes que ele pudesse completar sua fala, Emma o agarrou pelos cabelos e o puxou para o lado.


— Sai de perto da Regina! — Declarou, fazendo-o levantar para que ela soltasse seus cabelos.


— Ai, Emma! Eu só estava querendo ser legal. Louca! — Ele massageou o topo de sua cabeça e se afastou, revoltado.


Swan se sentou no banco em que o garoto estava e olhou para Regina, dando um sorriso logo em seguida. A morena a olhava séria, pacientemente, diferente de como olhava para o garoto.

O olhar de Mills era tão penetrante que parecia que sondava a alma de Emma.


Ficaram alguns longos segundos apenas se olhando, uma estudando a outra. Os olhos da prefeita ficavam levemente apertados, sua boca abria e fechava bem devagar, causando arrepios em Swan, que estava hipnotizada.


Emma limpou a garganta, olhando para baixo, desconfortável. Sempre perdia a postura quando encarava Regina por muito tempo.


— Está com fome? Eu posso te trazer algo. — A loira quebrou o silêncio com uma de suas aleatórias.


— Eu não quero comer essas coisas estranhas. — Afirmou, firme.


— Não tem nada estranho aqui, Regina. — Swan rebateu.


— Ah, não tem? — Indagou em deboche, rindo sem humor.


— São coisas diferentes. Não pode julgar sem nem ter provado. — Afirmou, deixando sua coluna ereta e abrindo um pouco as pernas, fazendo Regina olhá-las.


O silêncio entre as duas pairou no ar, mesmo com a música alta tocando e pessoas dançando, gargalhando.


— Essas pessoas são bem diferentes de vocês. — Regina se referiu à Emma e seus pais. — São mais…escandalosas. — Disse em um tom interrogativo, olhando para as pessoas dançando exageradamente. — E eu achando que vocês eram os mais estranhos da família de Leopoldo. — Riu.


— Nós podemos ser até os mais arrumadinhos, mas viemos do mesmo ninho. — Disse, com um tanto de humor.


— Sobre o seu quarto… — Regina precisava saber. Viu a expressão de Emma mudar, se pôr séria. — Você já morou aqui? — Perguntou.

— Meus pais e eu não morávamos em um luxo de casa. Você sabe, chamou minha antiga casa de muquifo outro dia. — Seu tom de voz denunciava sua chateação.


— Mas não foi isso que eu te perguntei. — Disse, calma.


— E-Eu vou pegar algo para você comer. Já volto. — Swan desconversou, se levantando e saindo dali bem rápido.


Regina estranhou aquilo. Entendeu que Emma não queria falar sobre aquilo, mas não entendia o porquê. O que de tão grave aconteceu que deixava a garota sem jeito assim?

Respirou fundo, fechando os olhos por alguns segundos.


Logo viu Emma voltar com algo nas mãos. Semicerrou os olhos, a vendo se sentar em sua frente.


— O que é isso? — Mills a olhou séria, pegando o prato.


— Isso se chama feijoada à brasileira. Como o nome já diz, é do Brasil. August ama essas comidas. — Explicou. — E tem o molho vinagrete, que é preparado com cebola, tomate, pimentão e azeite. É bom para acompanhar com a carne assada. — Completou.


— Por que algo me diz que essas comidas não são boas para combinar entre si? — Regina indagou, se referindo à feijoada e à carne com vinagrete. Emma riu, olhando para o prato. — Ok, senhorita cozinha-brasileira, como você acha que eu vou comer isso sem uma faca e garfo? — Ergueu a olhar para a garota, fazendo um biquinho e apontando a colher para ela.


— Come com a mão. — Rebateu, brincando.


— E como eu vou cortar essa carne, Swan? — Indagou, repreensiva.


— Você tem dentes para quê? — A encarou, se arrependendo de ter falado isso no mesmo segundo que Regina lhe metralhou com o olhar.


— Vá pegar a faca! — Ordenou. Emma deu um suspiro, se levantando para pegar os talheres para a morena.


Mary observava as duas, bem intrigada. Olhou para David que, ao seu lado, estava entretido na comida que recebia. Voltou seu olhar para Emma e Regina. A garota se sentou novamente, entregando uma faca e um garfo para à prefeita.


— David! — Cutucou o marido, que logo a olhou. — Não estou gostando nada dessa aproximação. — Afirmou, fazendo David olhar para Emma e Regina.


— Não se preocupe com isso, querida. Emma só está tentando deixar Regina confortável. — Explicou, calmamente.


— Olha! Ela está brigando com a nossa filha! — Disse alterada.


— Não está. A Emma está rindo. — David via a filha rir, enquanto Regina falava algo que parecia ser sério.


— E se ela estiver chorando ao invés de rindo? — Rebateu, preocupada. — Olha, olha! Ela está escravizando a Emma! — Puxou o braço do marido, para que ele prestasse atenção.


Emma havia posto o prato de Regina em seu colo, para que a morena pudesse comer confortavelmente, já que a mesma se recusava a se sentar à mesa junto com os outros.


— Não seja dramática, querida. — David a abraçou de lado, entregando-lhe uma bebida.


Emma e Regina continuavam conversando, reservadamente. Ambas estavam gostando daquele momento, mesmo com a barulheira incessante.


— E então? Gostou? — Perguntou Emma, olhando para o prato de Regina em suas pernas.


— É bem saboroso, apesar da aparência. — Confessou. — Não vai comer? — Perguntou, estranhando.


— Não. Eu não gosto. — Sorriu.


— Você não gosta e me deu para comer, Swan?! — Seu tom saiu irritado.


— Mas você gostou, não foi? — Rebateu, segurando o prato. — Me admira muito, uma dama da alta sociedade comendo orelha, pé e rabo de porco, e ainda por cima gostando. — Emma sorriu.


— É o quê?! — Regina falou tão alto que algumas pessoas a olharam. — Você está brincando, não é? — Psicologicamente, sentiu gostos estranhos em sua boca, fazendo com que sua expressão fosse de nojo.


—  Eu não havia dito antes? Oops! — Segurando sua risada, se levantou.


— Eu…vou…te…matar! — Declarou, se levantando.


— Desculpa, desculpa, desculpa! — Repetia, mesmo rindo, dando passos para trás enquanto Mills a fuzilava com o olhar.  — Mas olha, você gostou! — Tentou amenizar.


— Mas é nojento! — Falou, bufando.


— Emma! — August a segurou pelo braço.  — Hora do karaokê!  — Vibrou, dando um sorriso à Regina e levando Emma consigo.


Regina revirou os olhos, se encostando no murinho isolado, mas logo Leopoldo foi fazer companhia, junto à Gepeto e sua esposa. A morena gritava por dentro, enquanto chamava Henry para se vestir.


De repente, a música que tocava parou. Algumas pessoas estavam aglomeradas na frente de uma TV e um karaokê.

Todos pareciam ansiosos, vendo August ligar o aparelho.


— Para dar início ao nosso momento cantante, vou inaugurar cantando o hino do Brasil. — Disse August, bem animado. Escolheu a música, fazendo soar uma bela melodia. — Quando eu digo que deixei de te amar, é porque eu te amo… — Começou, fazendo a maioria ao seu redor gritar, batendo palmas e dando risadas.


Ele continuou cantarolando, enquanto gargalhavam de sua performance cheia de drama e gestos com as mãos.

Regina olhava aquilo como se fosse uma loucura, olhava de um lado para o outro, tentando encontrar alguém que estivesse na mesma situação que a sua. Nem sequer Emma estava calada, a mesma ria, enquanto cantava junto, e até olhava para si em algumas partes. A morena fingia ignorá-la, enquanto abraçava Henry.


Depois da cantoria de August, outros vieram a cantar uma música mais divertida, animando todos, que já dançavam.


— Eu quero ir embora daqui. — Regina resmungou baixinho à Henry, que se continha mexendo os ombrinhos por causa da música.


— Por que? Está tão legal. — Afirmou, enquanto colocava um pedação de carne na boca.


— Você vai se engasgar! — Disse Mills, preocupada, afastando a mão do menino da boca dele pelo cotovelo. — Vamos dormir, amor. Tenho que aproveitar que estou aqui para regularizar os documentos lá da prefeitura amanhã. — Ela suspirou.


— Ah, não! — Resmungou. — Espera só a Emma cantar e nós vamos, ok? — A olhou.


Sem entender o que o garoto havia dito, olhou para a multidão novamente, vendo uma senhora entregar o microfone para Swan. Se lembrava claramente das duas vezes que havia pego a menina cantando. Não ia negar, ela tinha uma boa afinação. As pessoas começaram a gritar seu nome, enquanto a mesma ria, deixando August escolher a música.


Henry puxou Regina para mais perto das pessoas, ficando de frente para Emma. Não entendia, mas se sentia uma tremenda adolescente esperando o crush se pronunciar.


Swan olhou para frente, vendo a prefeita e Henry. Sorriu para o garoto, que logo retribuiu.


— Meu posso escolher outra música? — Indagou ao primo, que se posicionou ao lado de Regina.


— Claro! A estrela é quem manda. — Afirmou, brincalhão.


— Emma, sem exageros. — David alertou-a, sabia que a filha tinha um pé na lua em certas ocasiões.


Swan sorriu, se abaixando para pôr outra música. Todos esperavam ansiosos, até que a loira se levantou, limpando a garganta.

Um toque animado começou, fazendo os demais rirem e dançarem, no ritmo alegre do trombone. Algumas mulheres já sambavam, fazendo os outros se divertirem mais.


— Vai, Emma! — August gritou, incentivando-a a cantar.


Cheia de manias! Toda dengosa. Menina bonita, sabe que é gostosa. — Emma começou a cantar, extremamente animada, dançando ao compasso da música. — Com esse seu jeito, faz o que quer de mim.
Domina o meu coração, eu fico sem saber o que fazer. — Continuava cantando.


Henry gargalhava junto com August. Regina olhava incrédula para Emma, a vendo dançar, mexendo os pés sincronizadamente. Ao mesmo tempo que queria rir daquilo, sentia vergonha da menina.


— Mostra esse teu sangue brasileiro! — Berrou August.


Todos riam, dançando e cantando junto com Emma. Ao escutar o primo, começou a sambar, divertindo os outros. Mary pôs uma das mãos na testa, abaixando a cabeça. David se mexia de um lado para o outro com Leopoldo.


Então, me ajuda a segurar, essa barra que é gostar de você. Então, me ajude a segurar, essa barra que é gostar de você, iêh! Dididididiê! — Emma aumentou a voz, cantando o trecho da música enquanto olhava diretamente para Regina, que tinha uma expressão indecifrável, mas era vergonha. Vergonha e mais vergonha. De si e da garota.


Emma sambava como se ninguém a estivesse vendo. Todos se juntaram à ela, sambando no mesmo balanço da menina.


— Não é por nada não, mas a sua prima é retardada. — Regina fez uma careta, olhando para August.


— A Emma não é retardada, é só… — Deixou suas palavras morrerem, enquanto Swan imitava falhamente uma globeleza dançando, mexendo os braços loucamente, os girando. Regina se virou para o homem, arqueando as sobrancelhas. — Bem… — Riu.


Se estou na sua casa, quero ir pro cinema, você não gosta. Um motelzinho você fecha a porta. — Swan seguiu sua cantoria, tão animada que qualquer um podia alegar que ela estava bêbeda. E de fato estava. Bêbeda de indiretas.  — Então, me ajude a segurar,essa barra que é gostar de você. Então, me ajude a segurar essa barra que é gostar de você, iêh! Didididiê! Didididiê! — Olhava para Regina o tempo todo, mas as pessoas estavam entretidas demais para notar aquilo.


A música chegava ao fim, assim como a dança de Emma, ofegante. Havia dançado exageradamente assim para arrancar sorrisos, pois, na verdade, a única dança que sabia era o ballet. Assim que parou, tossiu um pouco, mas logo voltou a sorrir, entregando o microfone à August debaixo de muitas palmas e assobios.


— Você foi demais! — Disse Henry, elogiando-a.


— Obrigada, criança. Não quero me gabar, mas tenho muito talento. — Afirmou, convencida.


— O principal deles é irritar as pessoas. — Regina se pronunciou.


— Ou você. — Rebateu, se inclinando para ela.


— Mãe, eu quero comer. — Disse Henry, estragando todo o clima.


— De novo? — Indagou, séria.


— Vem, Henry! Eu pego comida para você. — Swan o pegou pela mão, se afastando de Regina, que revirou os olhos.


Mills, apesar de tudo, havia gostado naquele pequeno “show” de Swan. Era cômico, apesar de amedrontador. Sabia que a garota não meteria seu nome ou faria qualquer alusão, tirando os olhares, de que aquela música era dirigida à si, mas mesmo assim, receou. Emma não parecia ser uma pessoa confiável nesse sentido. Afinal, ela era filha de Mary Margaret.


Viu a loira e Henry perto da mesa, escolhendo algumas comidas para pôr no prato que a garota segurava.

Suspirando, resolveu descer do terraço e ir para o quarto. Ligaria para Fiona, saber se estava tudo bem em Storybrooke. Assim que entrou no quarto, foi logo pegando o celular. Não gostava de depender das pessoas, mas naquele momento se via encurralada.


Depois de alguns longos minutos conversando com Fiona, debatendo sobre as coisas da prefeitura, Mills encerrou a ligação. Sua cabeça latejava, seus olhos ardiam. Precisava descansar.


Saiu do quarto, na esperança de chamar Henry para que fossem dormir, já que, de maneira nenhuma, deixaria o filho sozinho no meio daquela gente “doida”.


Assim que passou pela cozinha, algo ali lhe chamou a atenção. Emma novamente. Semicerrando os olhos ao escutar uma cantoria, foi até a porta, vendo a garota fazer mais um show.


Ela ia de um lado para o outro, rebolando até o chão cantando a música que tocava baixo devido à distância. Regina se encostou no batente da porta, observando-a, rindo.


Cheguei. Tô preparada pra atacar. Quando o grave bater, eu vou quicar. Na sua cara vou jogar ah ah e rebolar ah ah. — Emma cantava, enquanto se requebrava exageradamente, se direcionando para a geladeira com uma tigela de vidro.


Na batida da música, Swan aguardou a tigela na geladeira e começou a rebolar mais, deslizando sua mão pela porta do freezer, quicando. Regina pôs suas mãos na boca, na tentativa se segurar sua risada. Claramente, a garota dançava assim pois pensava que estava sozinha na cozinha.


A loira fechou a porta da geladeira com o pé, indo em direção à mesa. Enquanto juntava uma pilha de pratos, rebolava como se tivesse uma mola nas pernas. Ia se deslizando na mesa, enquanto continuava a cantar.


Mills não conseguiu segurar e começou a dar risada, mesmo com as mãos na boca. Emma parou rapidamente de dançar e olhou para a porta. Quando viu Regina, seu rosto todo queimou, podia senti-lo vermelho. Naquele momento, quis morrer, enterrar o rosto em um buraco.


Mills se aproximou, gargalhando alto daquilo. Emma ficou ereta, olhando para baixo, tamanha era a sua vergonha. Suas mãos soavam e suas bochechas ficavam cada vez mais vermelhas. Diferente do karaokê, ela dançava do seu jeito real, e isso a envergonhava.


— Parece que a princesa não sabe só dançar ballet. — A prefeita zombou, ainda rindo.


— Você me assustou! — Disparou, um tanto irritada. — E-Eu estava só… só… pegando esses pratos! — Balbuciou, indicando os pratos na mesa.


— Aham! — Regina riu, revirando os olhos. — Continua o que estava fazendo. Eu não me importo. — Brincou.


— Ah! Cala a boca, Regina! — Bufou. Foi até a geladeira novamente e pegou uma jarra com água, para se acalmar.


— Não sabia que você era adepta à músicas assim, Swan. — Regina se aproximou da loira na geladeira.


— Você não é engraçada. — Falou, séria.


— Em compensação, você é, muito. — Disparou. — Quer me dar algumas aulas de dança? — Continuou zombando.


— Eu quero é te dar outra coisa. — Sorriu maliciosa. Regina revirou os olhos, se afastando.


— Seu momento de vergonha não dura muito tempo, não é? — Suspirou, pondo as mãos na cintura.


— Se lembra daquele dia que eu disse que ia fazer algo pensando em você?  — Mudou de assunto, pegando Mills pelo antebraço e a trazendo mais para si.


— Lembro. — Afirmou, esperando-a que a garota continuasse.


— Então… Eu fiz. — Sorriu.


— Fez o quê, coisinha? — Perguntou, sem entender.


— Vou te mostrar depois, agora não dar. — Explicou, pondo suas mãos para trás, segurando a bancada.


— Por que não? — Indagou, mais confusa ainda. — O que você fez, garota?! — Perguntou em um tom sério.


— Na verdade, eu estou muito ansiosa por isso. — Disse, perversa. — Vem! — A pegando pela mão, Emma correu para o quarto.


— Se você pensa que eu vou fazer alguma coisa com você, está extremamente enganada, Swan. — Lhe advertiu, enquanto a loira fechava a porta.


— Ok. Você vai ter que descobrir o que é. — Ignorando a última fala da prefeita, Emma se aproximou.


— Como diabos eu vou descobrir o que você fez? — Indagou, impaciente.


— Simples. Você vai procurar. — Sorriu, ficando bem próxima dela.


— Onde? — A olhou fixo.


— No meu corpo. — Seu sorriso se alargou.


— Eu não vou te tocar. — Declarou, séria. Swan revirou os olhos.


— Você já me tocou antes, bem intimamente. — A provocou.


— Mas foi diferente. — Rebateu.


— Diferente como? — Emma indagou.


— Eu não estava querendo matar você como estou agora. — Disse, entredentes.


— Ainda irritada? Você disse que tinha me perdoado. — Emma choramingou.


— Mas não quer dizer que eu esqueci! — Disse alto.


— Ok, ok. — Swan se rendeu para não irritar mais a mulher. — Eu mostro sem você me tocar. — Falou em um tom decepcionado.


Regina cruzou os braços, esperando Emma lhe mostrar o que quer que fosse. Arqueou uma das sobrancelhas quando viu a garota deslizar a alça do vestido, deixando-as cair pelo ombro.


— Um strip-tease é o que você quer me mostrar? Não estou no clima. — Rolou os olhos, trocando o peso de seu corpo para a outra perna.


— Shiiii! — Emma a olhou, brava. — Vem mais perto. — Pediu e assim Mills fez.


Swan pegou uma das mãos de Regina, levando-a até um de seus seios coberto pelo vestido. A mais velha sentiu seu sangue ferver com o toque. Por mais que sua consciência dissesse que aquilo era errado, gostava.

Sentir o pequeno volume de Emma era inebriante.


A garota guiava a mão de Mills, a arrastando por toda a extensão de seu seio.


— Emma… — A chamou baixinho, sabia que aquilo era uma péssimo ideia.


A loira mantinha seus olhos fixos nos da prefeita e continuava fazendo massagem em seu seio com a mão da outra. A deslizou um pouco para cima e desceu, dessa vez, por debaixo do vestido. Viu Regina tremer e deu um leve sorriso, enquanto levava os dedos da mulher para o seu mamilo.


— Ah, você não fez isso, garota… — Regina estava incrédula com o que sentia em seus dedos.


Emma sorriu, mordendo o lábio inferior. A morena se aproximou mais, olhando para onde sua mão estava. Com a outra, abaixou o tecido que cobria o seio com a “surpresa”. Assim que fez isso, quase teve um ataque cardíaco. Seus batimentos aceleraram, tanto pela surpresa, quanto pelo seio exposto que via ali.


Regina abria e fechava a boca, tentando falar alguma coisa, mas suas palavras sumiram naquele momento. Acariciou levemente o seio da garota, tocando com o dedo do meio e o indicador no mamilo rosado de Emma, que a olhava com atenção.


— E então? — Swan quebrou o silêncio, mas Mills parecia estar hipnotizada.


— V-Você é… — Regina tentava procurar adjetivos que se encaixasse à Emma, mas não encontrava nenhum.


— Você gostou? — Indagou, olhando para a mão da morena, que acariciava o metalzinho em seu seio.


— E-Eu… — Gaguejou.


Regina lutava para não se descontrolar, para não pegar Emma, jogá-la na cama e se deliciar com aquela “surpresa” do piercing que a garota havia posto.


Mills massageava o seio de Emma, mas totalmente sem expressão. Intercalava o olhar entre os olhos da loira e o seio exposto.

Respirou fundo, tirando sua mão dali, mas não os olhos.


— Você gosta de sentir dor, Swan? — Perguntou, baixinho.


— Gosto… — Respondeu no mesmo tom sensual. — Vamos se beijar, Regis. — Ela sorriu, enquanto segurava a cintura da prefeita.


— Não se fala “se beijar”, Swan. — Mills revirou os olhos.


— Então, como é? — Arqueou uma das sobrancelhas.


— Vamos nos beijar. — Disse, corrigindo-a.


— Vamos! — Emma a puxou rapidamente pelas calças da blusa, fazendo a morena se inclinar, podendo assim, tomá-la em um beijo quente.


A princípio, Regina hesitou, tentando se afastar da garota, mas logo a loira enlaçou os braços dela em seu pescoço, suavizando o beijo e pedindo passagem da língua para dentro de sua boca. Relaxou, segurando a cintura da mais nova, pressionando-a mais contra si.

Mills sentia-se tão bem ali, naquele beijo terno. Levou uma de suas mãos até o cabelo da garota, acariciando os fios dourados, enquanto se afastavam lentamente para recuperar o ar perdido.

Sentia o gosto doce de Emma em sua boca. Queria mais daquilo, muito mais.


— Por favor, Regina… — Pediu baixinho, puxando-a para baixo.


— Emma, não. — Falou no mesmo tom, vendo a loira baixá-la até na altura do seu seio.


Dando-se por vencida, Swan ajeitou seu vestido e saiu do quarto, um tanto decepcionada. Queria tanto aquilo, sentir a língua de Regina em seu corpo, a tomando-a toda. Mas aquilo parecia ser cada vez mais impossível.

A prefeita escutou a porta se fechando bruscamente e fechou os olhos, respirando fundo. Se já estava perdida antes, agora estava muito mais. Queria Emma, isso já não era segredo para si, mas algo a impedia de prosseguir.


A festa de August seguiu normalmente, com muita música e bebidas alcoólicas. Os amigos de Emma chegaram, a alegrando. Passou a noite toda se divertindo com eles, matando a saudade. Regina, atordoada pelo o que havia acontecido, foi procurar Henry e o trouxe para o quarto. Mesmo ele estando molhado, o levou para o banho junto consigo. Assim que saíram do banheiro, deitaram na cama e adormeceram, juntinhos. Mills mal esperava para voltar à Storybrooke. 



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