História Forbidden - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Sidney Glass, Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Ouat, Regina Mills, Swan Queen, Swanqueen
Visualizações 786
Palavras 3.958
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Orange, Romance e Novela, Saga, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Ok, não aguentei a ansiedade e postei logo. Não vou falar nada porque aaaaaaaa

Capítulo 20 - As suspeitas confirmadas


Regina acordou com um grande barulho de panelas batendo e uma gritaria, seguido de uma música alta que faltava explodir seus ouvidos. Gemeu reprovativa, ainda com os olhos fechados. Espreguiçou-se e se levantou, já com uma cara nada boa. Olhou para o lado, procurando Henry, mas o mesmo já havia acordado.

 

Ela se inclinou até o cômodo ao lado da cama e pegou seu celular. Uma hora da tarde. Bufou, levantado-se rapidamente. Teria coisas para fazer e hoje mesmo voltariam para Storybrooke.

Pegando uma roupa e toalha, saiu do quarto às pressas indo para o banheiro.

 

Emma estava sentada à mesa junto com Henry, ambos estavam comendo, à sòs, já que não aguentavam mais a barulheira de música lá no terraço. A garota estava com um dos cotovelos na mesa, com a mão do mesmo braço apoiando a cabeça. Comia sem ânimo algum.

Havia dormido tão mal no sofá empoeirado do sótão que, por incrível que pareça, queria tanto voltar para Storybrooke.

 

— O que foi, Emma? — Henry perguntou, quebrando o silêncio.

 

— Só estou cansada. — Disse, levando o garfo com alface até a boca.

 

— Você brigou com a minha mãe? — Indagou ele.

 

— Por que eu faria isso? — O olhou, séria.

 

— Porque você ia dormir com a gente, mas não o fez. — Disse, pensativo.

 

— Eu dormi com a minha mãe. — Mentiu, e Henry percebeu.

 

— Se você fosse Pinóquio, estaria em problemas. — Ele afirmou, se calando logo em seguida.

 

— Regina, querida. — Gepeto cortou a fala de Emma para Henry, chamando Regina, que se aproximava. — Venha comer um pouco.

 

— Obrigada, mas tenho que resolver um problema, e já estou atrasada. Quando voltar, como. — Disse, olhando para Emma, que também olhava para ela.

 

— Tudo bem. Boa sorte. — O homem deu um sorriso e Regina meneou a cabeça. Ele saiu da cozinha, sorridente.

 

— Querido, eu vou até a prefeitura daqui, assinar uma papelada importante. Se importa de ficar aqui? — Perguntou ela, tocando em seus cabelos.

 

— Claro que não. Pode ir. — Deu um selinho na mãe, sorrindo.

 

— Senhorita Swan, poderia me acompanhar? — A morena perguntou.

 

— Sim. — Respondeu curta, se levantando da cadeira com seu prato em mãos.

 

Regina a esperou deixar o prato na pia. Emma voltou, indo até ela. A mais velha se virou, saindo da cozinha e Swan a seguiu.

As duas foram para fora da casa e entraram no carro que estava estacionado na frente do imóvel.

Emma ainda não havia falado nada, apenas pôs o cinto de segurança e ficou olhando para frente. Estava chateada com Regina, pois via que a prefeita queria, mas não cedia.

 

— Por que está com essa cara? — Mills, enfim, perguntou.

 

— Porque meus pais me fizeram assim. — Disse, seca.

 

— Escute…

 

— Não me venha com “escute”, você sempre me trata mal, e as raras vezes que faz o contrário, é para no fim me dar uma patada. Eu não entendo o porquê age assim, se eu quero que possamos nos dar bem, mas você mostra que não quer. Então, se você fizer o favor de andar logo com esse carro, ficarei muito agradecida e nós poderemos acabar com isso rápido. — Emma disparou, irritada. Odiava quando Regina se fazia de cínica.

 

Mills abaixou a cabeça, segurando sua risada. A garota estava tão fofa emburrada daquele jeito, com os braços cruzados e com um bico enorme, franzindo o cenho.

Esticou seu braço e tocou nos cabelos da garota, que se afastou, magoada. A prefeita riu, insistindo em colocar uma mecha de cabelo para trás da orelha da menina, que fingia ignorá-la, olhando para a janela.

 

— Você está bravinha, está? — Mills a provocou, acariciando os cabelos finos e loiros.

 

— Não me toca. — Reclamou, mas não se mexeu e nem tirou a mão de Regina de si.

 

— Me faça não tocar. — Desafiou, fazendo Swan olhá-la, mas ainda brava.

 

— Eu vou rasgar sua roupa e agarrar você agora mesmo se você não parar de me tocar. — Ameaçou, séria, ainda olhando para a janela.

 

— Vem cá, deixa eu te dar um beijo. — Brincou. Emma rapidamente virou o rosto para ela, a fazendo rir.

 

— Anda, beija. — Rolou os olhos, fingindo não ser nada demais. A prefeita se inclinou para a garota, segurando o queixo dela e deu um selinho rápido.

 

— Mas que droga. Isso você dá no Henry e na Zelena. — Suspirou, voltando a olhar para a janela.

 

— Nossa! Você ainda está reclamando. — Regina bufou.

 

— Estou! — Rebateu, a olhando bem nos olhos.

 

— Se você for boazinha comigo, te levo em um lugar. — Afirmou, colocando a chave na ignição e voltando a acariciar os cabelos da loira.

 

— Para onde? Sua cama? — Sorriu, maliciosa.

 

Regina ficou encarando-a por alguns segundos, até recolher sua mão e umedecer os lábios, pensando naquela possibilidade de dar uns belos amassos em Emma em seu carro ou levá-la para o quarto.

Deu partida no veículo, tomando seu caminho.

 

Não demorou muito para que elas chegassem na prefeitura. As duas saíram e Mills foi até o banco de trás, pegando uma pilha de papéis e dando para Emma segurar. Foi colocando algumas pastas preta em cima dos papéis, fazendo a garota resmungar.

 

— Que legal! Não quer que eu leve sua bolsa também, madame? — Emma indagou, sarcástica.

 

— Na verdade, sim. — Regina fechou a porta do carro e pôs sua bolsa de couro em cima dos papéis. — Leva também a minha jaqueta. — Pôs a jaqueta no ombro da loira e sorriu, cínica.

 

— Eu te odeio! — Resmungou, baixinho, seguindo a prefeita.

 

— Eu escutei isso! — Olhou para trás, piscando para a loira, que revirou os olhos.

 

Swan revirou os olhos, a seguindo.

Entraram na prefeitura da cidade e foram para a recepção, onde uma mulher bem arrumada estava mexendo no computador.

 

— Boa tarde. — A moça sorriu, simpática.

 

— Boa. Sou Regina Mills e estou aqui para a reunião com o prefeito Robert Wilton. — Regina foi direta, odiava rodeios.

 

— Sim, claro. Me acompanhe. — A mulher se levantou, guiando Regina até a frente de uma sala. Depois, avisou ao prefeito sobre a morena e saiu.

 

— Vá brincar por aí, daqui a meia hora te encontro no carro. — Mills pegou bolsa, as pastas e a papelada.

 

— Eu não posso ficar com você? — Perguntou, decepcionada.

 

— Não. Xô! — Regina entrou na sala e fechou a porta.

 

Emma revirou os olhos, saindo da prefeitura. Decidiu vestir a jaqueta de Mills, já que ela não havia pegado. Se sentou no banco na frente da prefeitura e pegou seu celular para passar o tempo.

 

Depois da longa conversa com o prefeito da cidade, para uma parceria de evento, caso ela ganhasse as eleições, Regina saiu da sala dele. Ambos se deram bem, já que tinham os mesmo pensamentos e ambições. Uma dupla e tanto. Se despedindo com um aperto de mão, foi em direção à saída da prefeitura.

Viu Emma com dois adolescente, uma menina ruiva e um menino. Semicerrou os olhos, indo para o seu carro.

 

Eles conversavam, sorridentes. Com Swan no meio, ela abraçava os dois, com um enorme sorriso. Tinha uma das pernas em cima das do garoto e a ruiva segurava sua cintura, lhe dizendo algo. Mills logo se incomodou com aquilo.

 

— Swan?! — A chamou, impaciente, fazendo-a olhar. — Vamos. — Disse, autoritária.

 

— Eu posso ficar? Vou depois para casa. — Emma se levantou, ainda abraçada com os dois amigos.

 

— Não. Vem, vamos para casa. — Disse, entrando no carro.

 

— Nós visitaremos você antes que vá embora, com toda a turma reunida. — Disse a ruiva.

 

— Obrigada, Merida. Eu esperarei ansiosa. — Sorriu,  abraçando ela. — Tchau, Neal. — Abraçou o garoto.

 

Correu para o carro, vendo que Regina já ia sair. Pôs o cinto de segurança, alegre. Mills a encarou por alguns segundos, a loira estava inquieta e dava tchau para os amigos com a mão.

 

— O que foi, garota? Engoliu um palhaço? — Perguntou, séria.

 

— Não. Eu vi meus amigos. — Disse, ainda sorrindo, enquanto Mills acelerava o carro.

 

— E? — A olhou por alguns segundos e voltou sua atenção na rua.

 

— E eu estou feliz por isso. — Afirmou, arqueando as sobrancelhas.

 

— Ok. — Se calou.

 

— O que foi? — Emma indagou, sem entender. Regina apenas negou com a cabeça. — Você vai me levar em algum lugar? — Perguntou, se lembrando do que a morena havia falado para ela quando chegaram. Regina assentiu com a cabeça. — Para onde? — Se animou.

 

— Para casa. — Disse, seca. O sorriso de Swan se desfez aos poucos.

 

— Por que? — Estava triste.

 

— Se quiser ficar no meio da rua ao invés de ir para casa, é só falar que eu paro. — Regina estava visivelmente irritada.

 

— Mas o que eu fiz? — Emma arregalou os olhos.

 

— Está usando a minha jaqueta! — Mentiu.

 

A verdade era que Mills estava, de certa forma, magoada. Por que Emma recebia seus amigos daquele jeito, com tanta alegria, e não a recebia assim? Afinal, a loira já havia visto eles na festa de August, então, não era saudades, talvez. Regina queria ser tratada na mesma intensidade, com abraços quando ela chegasse em casa, mas a loira não o fazia.

 

Emma se calou, mas não tirou a jaqueta, tinha certeza que não era isso.

O caminho seguiu silencioso, com apenas o barulho do rádio baixo.

 

Assim que chegaram na casa de August, Regina saiu do carro e foi direto para dentro, sem nem olhar para Emma, que suspirou.

A prefeita comeu um pouco e, depois de confirmar o horário para a viagem de volta à Storybrooke, às quatro da tarde, foi para o quarto. Antes disso, se certificou onde Henry estava. O mesmo brincava no videogame com August. Tomou um banho e pôs somente camisola, sem roupas íntimas. Se sentia tão livre assim.

 

Pegou seu óculos de grau e um livro na cômoda, se sentando na cama e encostando na cabeceira. Ligou o ar-condicionado e relaxou, ajeitando os dois travesseiros em suas costas.

 

Depois de alguns minutos lendo seu livro, escutou a porta se abrindo. Mas não deu atenção, continuou lendo. Era Emma.

A garota deslizou seu olhar por todo o corpo de Regina, naquele fino e pequeno tecido lilás. Aquela mulher a deixava tão inquieta lá embaixo.

 

— Eu posso me deitar com você? — Swan cortou o silêncio. Regina a olhou, séria. — O lugar onde eu durmo está ocupado no momento. — Mentiu.

 

— Antes, tome um banho. — Disse, voltando a ler o livro.

 

— Mas eu não estou suja. — A garota se olhou.

 

— Banho para refrescar, Swan. — Rolou os olhos. Emma fez uma cara de quem havia entendido e caminhou para o banheiro. — Espera aí. — A morena a olhou, fazendo-a se virar. — Você só toma banho quando está visivelmente suja? — Arqueou as sobrancelhas.

 

— Ou quando não cheiro bem. — Brincou.

 

— Deixa de ser nojenta. — Regina fez uma cara enojada e Emma revirou os olhos, continuando a andar para fora do quarto.

 

Depois de alguns minutos, Swan voltou. Usava roupas mais leves, um short curto rosa de algodão e uma regata frouxa branca. Mills desviou a atenção do livro e a olhou. Lutava para não ter pensamentos impuros com aquela garota, precisava se conter, era apenas uma adolescente, e era sua neta.

 

Emma deu a volta na cama e subiu nela, se aproximando de Regina, que a fez parar de engatinhar para si erguendo uma mão.

 

— Sem gracinhas. — Alertou.

 

— Hm. — Rolou os olhos, se jogando para trás, deitando.

 

Swan olhou para Regina, ela tinha voltado a ler. A analisou minuciosamente. Sorriu ao ver que a mais velha não usava sutiã, podia ver o relevo nos seios dela. E se ela não estivesse com calcinha também? Aquele pensamento deixava a garota eufórica.

Aos poucos, foi se aproximando da morena.

 

— Regis… — A chamou, manhosa.

 

— O que? — Nem deu atenção.

 

— O que está lendo? — Perguntou.

 

— Um livro. — Foi óbvia, fazendo Emma suspirar.

 

— Sobre o quê? — Voltou a perguntar.

 

— Coisas. — O silêncio reinou outra vez por uns longos cinco minutos.

 

— Regis… — A chamou outra vez.

 

— O que é, Swan? Eu estou lendo! — Bufou.

 

— Eu estou entediada. — Choramingou.

 

— Durma. — Rebateu.

 

— Faz alguma coisa comigo. — Pediu.

 

— Eu vou fazer, sim. Te colocar para fora desse quarto aos berros se não calar essa boquinha. — Declarou.

 

— Mas eu quero fazer alguma coisa. — Insistiu, a tocando na barriga, fazendo massagem.

 

— Vá estressar outra pessoa. — Fingiu que aquele toque não causava nada, mas causava.

 

— Regina… — Choramingou.

 

— Emma! — Se irritou, a olhando. A garota estava com uma expressão triste, tentando convencê-la. — Esses olhinhos de cachorro abandonado não funciona comigo. — Declarou.

 

Swan fez barulho de choro, fingindo. Regina revirou os olhos.

 

— Se sua mãe vir aqui e achar que você está realmente chorando, eu vou te dar uns belos cascudos. — Afirmou, séria.

 

— Não vai, não. — Disse, convicta, pondo sua cabeça na barriga da morena, que arregalou os olhos com o ato.

Uma mão da loira rodeou a cintura de Regina, e a outra ficou no interior da coxa da mesma. Emma começou a acariciar aquele local, subindo e descendo, arrepiado a mais velha que, involuntariamente, segurou os cabelos dela. Swan, vendo a aceitação, espalmou a mão, indo lentamente até a virilha de Mills e voltando, a dando uma deliciosa sensação.

 

Regina deixou o livro de lado e se concentrou na loira, que estava com o rosto virado para si, mas sua expressão era de quem não estava fazendo nada demais.

 

— Você cheira tão bem. — Emma disse, baixinho, roçando seu nariz no ventre da outra.

 

— Emma… — Regina fechou os olhos, acariciando os cabelos dela.

 

Swan começou a dar leves beijos pela barriga da morena, lentamente, enquanto continuava massageando as coxas dela.

A outra mão de Regina foi para as costas da garota, entrando por debaixo da blusa, a causando arrepios.

 

Swan foi levantando a camisola da prefeita aos poucos, beijando as coxas dela.

 

— Pa-ra… — Mills pediu, ofegante. Sentia sua intimidade pulsar. — A porta não está trancada. — Alertou.

 

— Se eu trancar, você faz amor comigo? — Sussurrou, subindo para olhá-la nos olhos.

 

Regina suspirou, massageando a nuca da loira, a aproximando para um beijo lento, mas intenso. Emma mal podia acreditar naquilo. Mal acreditava que era Regina que começou o beijo, não o contrário.

Assim que se afastaram para recuperar o ar, fixaram os olhos. A prefeita acariciava o rosto da menina com as costas da mão, a fazendo sorrir.

 

— Você faria, Regina? — Voltou a perguntar, beijando sua mão.

 

Antes que pudesse responder, a porta do quarto se abriu. As duas levaram um susto, mas relaxaram assim que viram ser Henry. O garoto parou, olhando aquela cena. Regina estava deitada e Emma estava quase em cima, e uma de suas mãos estava envolta da cintura da outra. As mãos  de Mills, uma estava por dentro da blusa da loira, nas costas, e a outra na barriga da mesma.

 

— Tudo bem? — Ele perguntou, desconfiado.

 

— T-Tudo. Nós só estávamos...e-estávamos conversando. — Regina se mexeu na cama, desconfortável, fazendo Emma se afastar.

 

— Eu volto aqui depois. — Disse, sem jeito.

 

— Nada disso, vem aqui agora. — Emma se sentou na cama. — Deita com a gente. Sabe, para descansar antes da viagem. — Falou, sem jeito.

 

Ele olhou para Regina, como se esperasse uma resposta dela.

 

— Vem, amor. — Mills o chamou.

 

Ele subiu em cima da cama, ficando no meio das duas.

 

— Você pode ficar como estava, Emma. — Henry se pronunciou, envergonhado.

 

— Como? — Fingiu desentendimento.

 

— Abraçada com a minha mãe. Eu divido ela com você. — Afirmou, sorrindo. Emma ficou vermelha, de tão envergonhada,  assim como Regina. — Claro, com tanto que me abrace também. — Sorriu para Mills, que queria sumir dali.

 

— Acho melhor descansarmos. — A mais velha cortou a conversa, se virando para o lado oposto dos dois.

 

Emma sorriu terna para Henry, que retribuiu.

Eles se ajeitaram na cama e fecharam os olhos. A viagem de volta para casa seria longa, precisavam de energia para enfrentar.

 

Os três cochilaram por uma hora. Emma foi a primeira a acordar. Estranhou ao perceber que não estava no lugar de antes. Agora, estava ao lado de Regina, a abraçando, e Henry estava em cima das duas, atravessado. Tentou erguer um pouco seu tronco, mas era impossível sair dali sem acordar os dois. Voltou relaxar, agora com a cabeça no ombro de Regina, que dormia tranquilamente. Deu alguns beijos no queixo dela, sorrindo logo em seguida.

 

Mills se mexeu, parecendo que ia acordar. Emma ficou a observando, ela era tão linda. A morena foi abrindo os olhos bem devagar, sorrindo ao ver a garota. Swan ficou tão feliz por aquela ação, mesmo que fosse involuntariamente.

 

— Oi! — Os olhos de Emma brilhavam.

 

— Oi… — A voz de Regina estava rouca, sonolenta. — Que horas são? — Perguntou.

 

— Eu não sei, porque estou imobilizada pelo seu filho. — Brincou, olhando para Henry em cima das duas.

 

— Henry, querido, acorda. — Regina o sacudiu de leve.

 

— Hum. — Resmungou, se aconchegando mais.

 

— Anda, Henry. Nós temos que pegar a estrada. — Tentou se levantar, até conseguir.

 

Emma saiu da cama e foi até a cômoda, pegar seu celular. Regina também se levantou, puxando Henry pelos braços.

 

— São quatro e meia. — Emma avisou, se jogando na cama de novo, sentindo o quentinho do colchão.

 

Três batidas na porta chamou a atenção deles, os fazendo virar para a mesma. Regina estava em pé, junto com Henry e apenas Emma deitada. Era Mary.

 

— Vim checar se estavam acordadas. David disse que veio aqui e vocês estavam dormindo. — O tom da mulher era neutro.

 

— Henry e eu já vamos nos arrumar. — Disse Regina, já pegando algumas roupas na mala.

 

Tremia com a possibilidade de David ter visto o jeito de como estavam dormindo.  Torcia para que ele tenha vindo quando todos estavam separadinhos.

Swan se levantou da cama e seguiu a mãe.

 

Depois de quase meia hora arrumando as coisas, finalmente estavam prontos. Emma estavam com Mérida, Neal, Alice, Mulan e Aurora, seus amigos. Estava tão triste de ter que se separar deles novamente. Sentados no sofá, eles se abraçavam, conversando.

Regina passou direto com as malas, queria tanto voltar para casa que nem percebeu a presença dos adolescentes ali.

Na hora da despedida, já fora da casa, eles já estavam quase chorando, inclusive Emma. Se abraçavam e se beijavam, não querendo que o tempo passasse.

 

— Nós vamos te visitar em breve, loira. — Disse Merida, já com a voz embargada pela vontade de jogar.

 

— E vamos tocar fogo naquela cidade. — Aurora falou, com os olhos marejados.

 

Outro abraço em grupo foi o ápice para que todos se derramassem em lágrimas. Eles cresceram juntos, aprenderam coisas juntos, então, “perder” alguém do grupo assim era muito triste.

 

David estava pegando as malas dentro da casa e Mary trazia Leopoldo. Henry estava parado na frente do carro de Regina, que ajeitava as coisas no porta-malas, vendo aquela cena bem dramática dos amigos de Emma.

Mary levou Leopoldo para o carro de Mills, que abriu a porta do passageiro para ele. Ignorando Regina por completo, seguiu para o carro de David, que estava atrás.

 

— Vamos, Emma. — Ela a chamou. — Prometo que passará as férias aqui só para ficar bem pertinho deles de novo. — Lhe sorriu, tentando passar segurança.

 

Regina abriu a porta do passageiro ao lado do motorista para Henry, que estava triste com aquela cena também. A família de August estava na porta, acenando para todos, também triste pela partida deles.

 

Emma enxugou o rosto e, cabisbaixa, foi em direção ao carro do pai, que já estavam lá dentro, junto com Mary. Regina fechou a porta do carro e observou a garota passar, repetindo em sua cabeça “Não a pare, não a pare, não a pare.”. Em vão, assim que Swan passou ao seu lado, Mills a pegou pelo antebraço, a puxando para um abraço na frente de todos. Afinal, era apenas um abraço entre… Avó e neta?

 

— Não fique assim. — A morena sussurrou, dando um beijo no topo da cabeça da garota e se afastando.

 

Emma apenas assentiu, dando um sorriso sem jeito e seguindo seu caminho. Regina a acompanhou com o olhar até ela entrar no carro. Logo a própria entrou no seu, dando partida.

 

Henry a olhava um tanto intrigado. Sua mãe nunca havia mostrado empatia com os outros, por que estava fazendo isso com Emma?

Manteve a viagem toda pensativo sobre aquilo. Afinal, essa não era a primeira vez que as via tão íntimas assim.

 

Chegaram em Storybrooke já à noite e Regina nem teve tempo de pensar, a festa beneficente era amanhã e a mesma não estava situada de nada, sem contar que as eleições estavam chegando. Tinha que manter tudo em ordem. Precisava ir para a prefeitura o mais rápido possível.

Sidney, junto com outros empregados, foram pegando as malas. Mills correu para o banheiro, tomando um banho rápido e colocando a primeira roupa que viu pela frente. O tempo era precioso. Ligou para Fiona, Úrsula e Kristin, precisava delas para obter informações, já que amanhã pela manhã teria várias entrevistas e não podia cancelar nenhuma.

 

Emma estava com fome, então, decidiu ir para a cozinha antes de ir para o quarto, como todos fizeram. Zelena estava lá, mas ia sair com Ruby, por isso, estava bem arrumada e cheirosa.

 

— Eu senti falta de você, loirinha. — A ruiva a abraçou rápido. — Como foi o aniversário? Abalou com aquele vestido, não é? — Sorriu.

 

— Foi legal, gostei muito de rever August e meus amigos. — Comentou, dando um leve sorriso, comendo um pedaço de pudim, sentada na banqueta do balcão.

 

— Amanhã você vai sair comigo, quero te deixar bem gostosa para a festa da prefeitura. — Jogou um beijo no ar para a garota, já indo para a porta de saída da cozinha.

 

— Quem disse que eu vou? — Arqueou as sobrancelhas.

 

— É claro que vai. — E saiu, topando com uma Regina apressada. — Ai, sis! Está louca? Isso é só saudades de mim? — Brincou.

 

— Cala a boca, tenho que ir para a prefeitura. — Tentou seguir seu caminho para a cozinha, mas Zelena a impediu, segurando-a pelo braço.

 

Regina bufou, enquanto a ruiva a abraçava. Mas depois relaxou, retribuindo o carinho. Zelena e Henry eram os tesouros da prefeita, por mais que, com a irmã, não parecesse muito.

 

— Passe mais um dia longe de mim e verá uma bruxa voando na vassoura só para te buscar aonde quer que esteja. — A ruiva ameaçou, se afastando.

 

— Também estava com saudades. Agora, tchau. — Regina foi para a cozinha.

 

Zelena revirou os olhos, continuando seu caminho. Mas logo parou e sorriu diabolicamente, se lembrando de quem estava na cozinha. Voltou seus passos. Era hoje que pegaria Regina no flagra.

 

Regina foi às pressas para a geladeira, pegando uma jarra com suco de laranja. Foi até Emma e pôs um pouco do líquido no copo, o tomando.

 

— Vai sair? — Perguntou Swan, se levantando.

 

— Vou para a prefeitura,  tenho muita coisa o que fazer lá. — Explicou, rápido.

 

Regina foi até a mesa, e Emma a seguiu. Zelena se encolheu ao lado da porta, vendo tudo curiosamente.  Mills pegou uma maçã e, ao se virar, ficou de frente para Swan, que lhe sorriu tímida. Sem perder tempo, a puxou pegou cintura, a tomando em um beijo rápido, mas profundo. Zelena quase caiu para trás. Quase. Ao invés disso, procurou rapidamente seu celular. Regina não teria como negar com fotos. Pôs na câmera e tirou algumas fotos, com o sorriso mais grande do mundo. Agora sim Mills confessaria tudo à ela. A ruiva estava tão eufórica que mal se aguentava, queria correr para dentro daquela cozinha e gritar bem alto, sacudir a irmã com um “Eu sabia, sua cadela!”.

 

— Hum, que gostoso! O que é isso? — Regina perguntou depois de cessar o beijo, se referindo ao quê Emma comia.

 

— Minha boca. — Sorriu, maliciosa, disparando selinhos na mulher, que deu uma risadinha pela resposta. — Vem no meu quarto quando chegar? — Perguntou, baixinho.

 

— Emma...Sabe que não funciona assim. — Acariciou as bochechas rosadas da loira.

 

— Nós vamos apenas conversar. — Insistiu. — Por favor.

 

— Tchau, mais tarde nos vemos. — Empurrou Swan de leve, já saindo da cozinha.

— Isso é um sim? — Perguntou, mas Mills não a respondeu.

 

Zelena saiu correndo a toda velocidade dali, quase caindo ao escorregar no tapete. Riu de si mesma, saindo da mansão pelas portas do fundo. Haveria muito assunto a tratar com Ruby.



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