História Forbidden Attraction - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aluna, Amor Proibido, Professor
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Palavras 1.708
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Simplesmente uma vadia


Fanfic / Fanfiction Forbidden Attraction - Capítulo 4 - Simplesmente uma vadia

São Francisco, Califórnia
11:59am
Emma Greenwich


O sinal acabou com a aula de história sobre Adolf Hitler e seus planos com a segunda guerra mundial. Pelo meu horário agora é o almoço e graças a Deus, pois meu estômago estava roncando de fome.

Juntei meus livros que estavam em cima da mesa e coloquei-os nos braços, pronta pra deixar a sala de aula, mas a voz de Sandy me parou.

— Então, onde vamos fazer o trabalho?

Eu me virei e a olhei.

A professora de história havia passado um seminário em dupla sobre o holocausto. E eu fiquei com Sandy, pelo fato dela sentar na minha frente e me chamar. Sandy parecia ser legal. Era bonita, mas tinha uma lerdeza só.

— Hm, podemos fazer na minha casa. Não tem ninguém lá mesmo. — eu falei caminhando.

— Você mora sozinha? Que máximo! — disse cheia de entusiasmo.

Eu sorri fraco.

— Não, moro com meu pai. Mas ele está sempre trabalhando e não para em casa.

— Hum. Entendi...

No mesma hora em que saí da sala para ir guardar os livros, vi sair do segundo ano, Adrian acompanhado de uma das alunas. Ele parecia irritado com alguma coisa e logo deixondo sozinha.

Adrian é mesmo uma perdição com aquelas camisas pólos que realçam seus músculos atraentes e aquelas calças meio justas, seu ar de arrogante e sabe-tudo...

Minha visão foi tapada pelos dedos de Sandy que estralavam na frente do meu rosto.

— O quê foi? — perguntei.

— Tô falando com você.

— Desculpe! O quê disse?

— Eu perguntei se você quer almoçar comigo?

Vi o professor entrar na cantina, atraindo olhares e cochichos de algumas alunas.

 Eu sorri e mordi o lábio inferior.

— É claro.

Joguei os livros de qualquer jeito no armário, tranquei e acompanhei Sandy até a cantina, onde já havia a escola inteira.

Eram várias e várias mesas com seis cadeiras cada. Muitas já estavam ocupadas por alunos e até professores, Adrian estava sentado junto com outros professores. Sandy procurou uma mesa e logo nós estávamos sentadas com o almoço em cima da bandeja.

— Aqui os professores almoçam com os alunos? — eu disse assim que dei uma garfada no meu bife.

— Sim, todas as escolas são de turno integral, então eles almoçam e até tomam banho aqui.

Ao ouvir aquilo, logo me veio na mente a visão de Adrian tomando banho em um dos box. A água gelada descendo por aquele corpo cheio de gominhos e músculos...

Uau...

— Sandy, o quê você sabe sobre o professor de biologia? — perguntei como não queria nada.

— O Sr Lott? — ela deu uma risada nasal e balançou a cabeça. — Nem adianta se interessar, ele é inalcançável.

Meu cenho se franziu.

— Como assim?

— Adrian Lott não é como os outros professores, apesar de sua pouca idade, ele parece um velho rabugento. É durão e muito sério.

— Ele não me parece ser tão... assim...! — gesticulei com as mãos.

— Mas é... Até a professora de física que é uma gostosona já tentou ficar com ele, mas ele não quer nada com ela, aliás, com ninguém. Muitas alunas já deram em cima dele e não foram correspondida. Já cheguei a pensar que ele é gay.

Sorri e olhei para cima.

— Mas isso ele não é mesmo. — sussurrei pra mim.

— O quê disse?

— Nada... Sabe quantos anos ele tem?

— Se eu não me engano é 29 ou 30. Eu não o conheço, na verdade ele é meu professor desde o primeiro ano, mas eu nunca o vi a não ser aqui na escola.

Olhei por cima dos ombros e vi Adrian comendo, calado, enquanto seus colegas conversavam e riam. Ele apenas comia, calado.

Como alguém pode mudar tanto de um dia para o outro?

O Adrian daquela noite era totalmente o oposto do professor de biologia agora.

— Isso é estranho, não acha? — perguntei. — Um cara como ele tem tudo para arrasar os corações nas baladas.

— Sim. — ela bebeu um gole de seu suco de morango. — Mas acho que ele não faz isso, acho que ele é daquelas pessoas que passam a noite inteira lendo livros de pesquisas científicas.

— É aí que você se engana. — eu sibilei ainda olhando o professor sentado.

— O quê disse?

Olhei para Sandy que me encarava.

— Eu? Nada. — sorri fraco. — Só tô pensando alto.

Voltei a olhar para Adrian e ele me surpreendeu quando levantou o rosto e olhou na minha direção.

Nossos olhares se encontraram de novo.

Ele fechou a cara e se levantou com sua bandeja nas mãos.

Sorri maliciosa e joguei meus cabelos para trás.

Sandy e eu terminamos de comer e fomos descansar um pouco no jardim. Eu peguei meus fones de ouvido e me sentei embaixo de uma árvore. Coloquei no aleatório e as músicas do meu celular foram passando.

Quinze minutos se passaram e o sinal tocou. Segundo meu horário, teríamos aula de educação física agora. Eu acompanhei Sandy até o vestuário para nos trocar. Lá havia todas as gatotas de nossa turma de vestindo. O uniforme era um short-saia preto e uma camiseta branca. Um tênis e boné.

Tirei a roupa que eu estava e vesti o meu uniforme. Quando terminamos, fomos todas para a quadra enorme. Lá havia uma rede de vôlei a nossa espera e a professora.

— Boa tarde, meninas! — ela disse.

Todas respondemos em uníssono.

— Bom, hoje iremos jogar vôlei, como vocês pode ver e vamos... Ah, droga! — a professora lamentou.

— Que foi, professora? — uma garota perguntou.

— Eu esqueci a bola em cima do meu armário, na sala dos professores, tenho que ir...

— Não, professora! Deixa que eu pego pra você. — eu disse de repente e todas me olharam.

— Você? Mas...

— Já que eu volto! — sorri e saí correndo da quadra.

Ao chegar de novo no colégio, entrei em um dos corredores que dava na sala dos professores e logo encontrei a sala. A porta estava fechada e eu juro que torci pra que o encontrasse ali.

Abri a porta e meus olhos logo correram pelo local.

Não havia ninguém.

Bufei irritada e entrei, mas quando eu fechei a porta, minha mente captou a imagem de um homem sentado, escrevendo de cabeça baixa.

Aquela postura relaxada, despojada e nada séria eu conhecia.

— Oh, desculpe! Eu vim pegar a bola de educação física.

Ele apenas me olhou, ajeitou a postura e abaixou novamente a cabeça, como quem não ligasse.

Eu odiava aquele Adrian.

Revirei os olhos e procurei por cima dos armários uma algo redondo e logo encontrei a bola em cima do armário. Eu caminhei até lá e estiquei meu corpo pra pegá-la.

Sorri maliciosa por não conseguir alcançar e me virei para ele que ainda permanecia do mesmo jeito.

— Hm, professor! Pode me ajudar? — eu perguntei apreensiva.

Depois de alguns segundos Adrian me olhou.

— Eu não consigo alcançar.

Ele revirou os olhos e se levantou devagar. Seu corpo se aproximou do meu e seu perfume delicioso se fez presente no meu nariz. Adrian levantou o braço e conseguiu, sem dificuldades alcançar a bola. Eu continuei paradinha, apenas observando ele retirar o objeto do armário e colocar na minha direção.

— Obrigada! — sorri simpática.

Ele me olhou por alguns segundos, sério. Eu virei meu corpo para sair da sala, mas ao perceber que ele estava bem atrás de mim, virei-me de uma vez e meu corpo bateu no de Adrian. Seu espanto foi tão grande que ele deu um passo pra trás e bateu as costas no armário.

Perfeito.

Dei mais um passo, colando nossos corpos por completo. Confesso que quando olhei nos olhos dele, meu coração acelerou, mas eu não posso me desconcentrar. Tenho um foco e devo mantê-lo.

Vi sua boca rosada se abrir e seus olhos descerem para meus lábios automaticamente como se o hipnotizasse. Ele fechou os olhos devagar e depois os abriu. Eu ainda estava ali. Meu peito subia e descia freneticamente o que chamou a atenção de Adrian para o decote em minha blusa. Ele estava desconcertado. Eu o provocava, ele me queria e eu sabia disso.

— Algum problema, professor? — eu perguntei procante.

Ele respirou fundo e deu uma última olhada para meus lábios. Em seguida segurou meus ombros e me afastou.

— Você. — ele disse. — Você é meu problema. Desde que você entrou nesse colégio.

— Ué, não foi isso que pareceu há duas noites atrás. — me aproximei tocando seu peito, sentindo-o se contrair com meu toque.

Ele me fuzilou com apenas um olhar e segurou meu braço, firme.

— Não fale disso aqui.

— Vem cá, você tem dupla personalidade? — eu caminhei para o meio da sala e coloquei as mãos na cintura.

— O quê?

— É, porque se eu chegasse aqui e você me dissesse que tem um irmão gêmeo e foi ele quem ficou comigo no sábado eu acreditaria, de boa.

— Eu deveria ter feito isso mesmo. — ele respirou fundo. — Só não diga nada, finja que não me conhece, ok?

— Por quê você é assim? Sei lá... Por quê quer manter a fama de durão e centrado.

— Porque é assim que eu sou.

— Não, não é. Eu te conheço pouco, mas...

— Exatamente! — me interrompeu. — Você me conhece pouco, aliás, você nem me conhece. Então finja que nunca aconteceu nada entre nós.

— Ah, e você acha que é assim?

— Sim. Acho. — ele disse juntando suas coisas sobre a mesa. — Na verdade eu nem sei como você tem a cara de pau de me procurar. Não tá óbvio que foi apenas um caso de uma noite?

Minha boca se abria várias vezes, mas eu não entendia o que ele dizia.

— O quê? Eu não te procurei, só quis entender...

— Emma, você não é uma garota para um cara como eu. Eu sou um homem sério e você é simplesmente...

— Simplesmente o quê? — me aproximei dele, o olhando nos olhos.

Simplesmente uma vadia.

Meus olhos se arregalaram e eu abri a boca e um perfeito "o".

Ele não...

Não...

Ele não disse...

De não pôde ter...

Esse desgraçado me chamou de vadia...

Eu senti tanta, mais tanta vontade de voar no pescoço desse infeliz e encher ele de tapas e murros, mas minha mão, automaticamente se ergueu e eu dei um belo tapa em seu rosto.

Um tapa.

Que o fez virar para o lado e depois ele voltou ao normal, mas sua bochecha estava rosada. E sua expressão era indecifrável.

Ele, sem prévio aviso, segurou meu pulso e me jogou no armário, colando nossos corpos. Seus olhos estavam brilhando de raiva.

Ele vai devolver?

Ele vai me bater?



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