História Forbidden Girl - Capítulo 72


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Colegial, Drama, Lesbicas, Romance
Exibições 606
Palavras 1.734
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, FemmeSlash, Festa, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


370 FAVS VALEEEEU ♥
eu não sabia o que escrever nesse cap, mas uma bela hora eu acordei e vomitei 900 palavras em 35 minutos kkkkkkk
só que depois disso eu também não sabia o que escrever
mas aconteceu a mesma coisa, de novo
eu não entendo a minha criatividade hahaha
mas acho que o cap ficou muito gostoso de ler
façam uma boa leitura!

Capítulo 72 - Haja coordenação motora e gemidos abafados.


  POV GIULIA

 Um mês depois.

 - Mas eu queria passar o Natal com você – Camila fez biquinho.

 Estávamos deitadas na sala de TV dela, uma de frente pra outra, pernas e mãos entrelaçados, jogando conversa fora.

 - Eu também, mas você sabe que não dá.

 - É. O que a gente vai fazer no Réveillon?

 - Aquela festinha na casa da Laís, lembra?

 - Ah é – riu leve – tudo bem, então – fechou os olhos.

 - Cansada?

 - Exausta – disse com a voz fraca.

 - Tá fora de forma, hein? – brinquei e ela criou forças pra me bater.

 - Tá me chamando de gorda? – abriu os olhos.

 - Sai TPM – me afastei dela.

 - Só porque eu tô gorda – virou de costas pra mim e cruzou os braços.

 Que bebê.

 - Eu não falei isso, Mila – a abracei por trás.

 - Mas quis dizer.

 - Não quis. Quem disse fui eu, oxe – beijei sua orelha de levinho.

 - Quis sim! Sai de cima de mim, Giulia.

 - Mulher chata – sai e fui pra cozinha, só pra fazer drama.

 - Onde você tá indo? – fez voz meiga.

 - Pra longe de você e da sua TPM – aproveitei e peguei um chocolate pra ela.

 - Giuliaaa – deu pra ouvir que ela começou a chorar.

 Por que eu gosto de mulher mesmo?

 Olhei pra ela de relance, linda numa regata, sem sutiã.

 Ah, lembrei o motivo.

 - Tão fofa – voltei correndo, abracei ela com as pernas e com os braços – Para de chorar, toma, come pra você ficar feliz – fui abrindo o chocolate e ela abriu a boca – Folgada! – rimos.

 - Eu te amo – falou com a boca cheia, depois de dar uma mordida.

 - Eu também te amo – enchi seu rosto de beijos – aaaí – o lugarzinho da cirurgia ainda dói.

 - Machucou, amor? Tá doendo aonde? Me desculpa! Quer o remédio?

 - Só doeu um pouquinho, calma – continuei abraçada nela, mas fiz menos força.

 - Tem certeza? – ainda comia o chocolate.

 - Tenho.

 - Chega pra lá, vamos ver um filme, deixa eu fazer carinho em você.

 - Oh, mas essas suas mudanças de humor na TPM.

 - Não reclama! – agora tá brava, óia.

 - Você quem manda – deitei em seu colo e ela começou a fazer cafuné.

 - Quer ver o quê?

 - Você que deu a ideia de ver filme.

 - Tá dizendo que não quer ver filme comigo? – agora triste – Tô zuando – rimos juntas.

 - Me assustou, já ia sair correndo.

 - Você correria de mim?

 - Vai tomar no cu, Camila, dá play num filme logo – ela riu e finalmente conseguimos assistir o filme.

 Como foi esse último mês? Pesado. Mas nós aprendemos a lidar. As duas primeiras semanas foram as mais difíceis, quando o Rique chegou ao hospital, naquele dia em que eu acordei. Sua situação era precária, foi quase um milagre ele ter sobrevivido.

 Depois de muitas cirurgias e visitas na UTI, por parte dos meus amigos, já que eu também estava presa, só que em um quarto comum, ele finalmente acordou. Saí do quarto um dia depois disso, e fui lá visita-lo. Quando acordou, ele tinha o mesmo brilho nos olhos de sempre, mas estava extremamente abatido por fora.

 Pelo que eu entendi ele, e o pessoal que tava no fundão, inclusive o Pedrinho, caíram mais pra frente desse barranco e ficaram lá sumidos no meio das árvores. De todos que estavam no fundão, só o Henrique sobreviveu.

 Ele disse que isso aconteceu porque ele é o Ranger Rosa.

 Se realmente é, eu não sei. Mas sou grata por qualquer que seja a força que manteve o Henrique aqui com a gente. Porque vocês bem sabem, eu não sou nada sem esse viado aqui me aporrinhando.

 Mas eu não consigo parar de imaginar a dor emocional que a Camila passou durante esse tempo. Ela teve que lidar com o meu coma induzido, com o melhor amigo dela desaparecido... Imagina? Deve ter sido terrível. Eu, pelo menos, quando acordei já tinha ela lá, linda na minha cama. De hospital. Mas perto de mim, então não tenho o que reclamar.

 Eu assustei um pouquinho quando me disseram da cirurgia, e que eu tive duas paradas cardíacas, mas aparente tá tudo bem, então eu nem dei muita importância, afinal, o que passou, passou.

 O que importa é que estamos bem. Quase. Foi muito triste tanto o velório quanto o enterro do Pedro. Pelo que me disseram, nunca viram tanta gente chorando junto. Pedro era aquele menino que não tinha UM melhor amigo super especial, mas era amigo de todo mundo, sabe? Ele era uma das pessoas mais queridas que eu já conheci.

 Gratidão enorme por ter conhecido esse cara.

 Já a missa de sétimo dia foi quase junto com isso tudo, porque pelo que descobriram ele morreu assim que o ônibus bateu, então 2 dias depois do velório já teve a missa. Foi uma época bem pesada, mas eu não estava completamente triste, afinal eu estou viva, Camila esta viva, e o Henrique, bem, estava quase vivo.

 Como eu disse, Pedrinho não foi o único que morreu. Tinham 45 pessoas naquele ônibus. 37 sobreviveram. Muita gente ficou ferida, lógico, acho que teve um cara que ficou paraplégico, imagina que horror. Eu sei que 8 mortes não parece assustador, mas 8 mortes é muita coisa. Imagina, são 8 famílias que perderam alguém especial, são 8 grupos de amigos que perderam um amigo, são 8 pessoas importantes.

 Pelo que deu a entender, foi algum problema no freio do ônibus, e é lógico que dá-lhe processo na empresa. Espero que eles tenham falido.

  POV CAMILA

 - Fooome – reclamei no meio do filme.

 - Também tô, quer comer o quê? – Giu falou com a voz meio rouquinha.

 - Você – encostei de leve em seu nariz, ela deu um sorriso safado – tô brincando, quero comida mesmo – levantei.

 - Inconsequente – me puxou pela cintura, caí em seu colo – Você me acende assim e acha que vai sair ilesa?

 - A gente transa rapidinho e come ou come rapidinho e transa? – perguntei, ainda de costas em seu colo.

 - Transa rapidinho, come, transa mais – falou baixo.

 - Isso – virei de frente e sorri pra ela, recebi seu sorriso de volta.

 Eu tinha uma perna em cada lado do seu corpo. Segurei o seu rosto e selei nossos lábios. Giu levou suas mãos até minha cintura com uma delicadeza que eu amo e começou a fazer carinho de leve. Aprofundei o beijo e ela correspondeu.

 Ficamos um tempinho bom nesse beijo calmo, bem de gente apaixonada mesmo. Até que eu prendi a mão direita com força em seus cabelos e ela arranhou minhas costas de levinho por baixo da blusa, arrepiei toda. Mordi o seu lábio inferior e ela resolveu arranhar minha barriga, aí é meu ponto fraco.

 Arqueei as costas com esse contato e ela começou a beijar o meu pescoço. Resolvi começar a rebolar, e fazia bem devagar, pra provocar mesmo. A umidade da minha calcinha já estava me incomodando quando eu me dei conta de que a Giulia estava tirando minha blusa. Lambeu, chupou e mordeu o meu mamilo esquerdo, enquanto eu aumentava a velocidade dos movimentos.

 Deixei um gemido escapar antes de reclamar da quantidade de roupas que estávamos vestindo. Ela concordou, se livrou do seu short e calcinha e eu fiz o mesmo, voltamos pra mesma posição. Beijei sua boca, de novo e ela manteve o beijo, enquanto eu continuava rebolando.

 Suas mãos estavam massageando a minha cintura, e agora guiando os movimentos. O beijo continua o mesmo, porém mais ofegante. Haja coordenação motora e gemidos abafados. A situação inteira ficou mais quente quando caiu a ficha de que estávamos transando no sofá da minha sala.

 Mas calma, nem meus pais e nem a Ceci estão aqui. Foram pra alguma festa dos amigos da Ceci eu acho, tanto faz.

 - Desse jeito mesmo, amor? – perguntei quando percebi que o orgasmo já estava quase chegando.

 - Exatamente assim, Mila – falou com a voz completamente rouca, porra que menina sexy.

 - Eu tô quase... – tentei falar.

 - Eu também. Ahh Camila, isso, aí mesmo.

 E gozamos. Juntas.

 Eu NUNCA vou me cansar disso.

 Caí do seu lado, ficamos caladas até a respiração voltar ao normal, enquanto isso ela entrelaçou os nossos dedos e fez um carinho de leve com o dedão, tão carinhosa!

 - Comida agora? – olhei pra ela com cara de cachorro pidão.

 - Vamos – riu leve – Fazer uma lasanha de micro-ondas, tô a fim e você?

 - Nossa, deu vontade.

 - Vou lá fazer – selou nossos lábios, mas eu segurei sua cabeça e aprofundei o beijo, ela continuou.

 Ficamos um tempo assim, até faltar o ar.

 - Agora vai lá, tô com muita fome.

 - Folgada – levantou e eu segurei sua perna, usando a minha perna – Camila – reclamou e riu.

 - Me dá mais um beijo antes.

 Ela abaixou e me beijou, de novo.

 - Parece que a gente começou a namorar ontem, nesse grude todo.

 - Pois é – rimos – Você vai ficar desfilando por aí só de blusa mesmo? – falei reparando no seu sexo, que estava brilhando, extremamente convidativo.

 - Vou – deu uma voltinha – Te incomoda?

 - Nem um pouco – e foi fazer a lasanha.

 Quer dizer, colocar no micro-ondas, né. Voltou e conseguiu me dar outro orgasmo, só no tempo em que a lasanha ficava pronta. É com essa mulher mesma que eu caso.

 - Deu tempo mesmo – ri ofegante, ao escutar o barulho do micro-ondas avisando que estava pronto.

 - Eu te disse – tirou os dedos de dentro de mim com delicadeza, me deu um beijinho e levantou – Vou pegar a comida.

 Voltou com duas colheres e um prato.

 - Nós duas casadas ia ser só isso, transar, comer, fazer comida peladas, transar enquanto não fica pronto, ver filme, comer, transar mais um pouco, ver série, eu já disse transar? – comentei e começamos a rir.

 - Um sonho, né? Tô super ansiosa pra isso acontecer logo – colocou uma colherada na boca.

 - Será que a gente ainda vai ter esse fogo todo quando tiver filho?

 - Acho muito difícil a gente perde esse fogo – falou entre risadas.

 Essa é a melhor vida do mundo. As pessoas ao meu redor com saúde. Transar e comer (com) a minha namorada enquanto a gente planeja um futuro incerto.

 Muito obrigada, seja lá qual foi a força que permitiu que Giu e Henrique permanecessem na minha vida.


Notas Finais


e aí? gostaram?
tava com saudades do fogo dessas duas e vc?
ahh e a mila de tpm? bicho fofooo vontade de morder
espero que tenha gostado, obrigada por ler <3


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