História Forbidden Girl - Capítulo 80


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Colegial, Drama, Lesbicas, Romance
Exibições 406
Palavras 2.351
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, FemmeSlash, Festa, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


depois de 47 mil anos, estou de volta
e voltei com a treta que vocês queriam e um pov esclarecedor da giu
conversamos mais nas notas finais
façam uma boa leitura!

Capítulo 80 - E se tornou real o fato de que a Camila não era mais minha.


  POV GIULIA

 - Se você estender essa cobertura até aqui, talvez dê certo – falei apontando, depois de ter pensado um pouco.

 - Giulia, você é brilhante! Quer dizer, nós ainda temos que tirar as medidas, mas eu acho que daria certo – Roberto disse empolgado – Melhoraria também o espaço dessa porta, acredito eu – disse olhando pensativo pro projeto.

 Já era quase 16h quando a fome que eu sentia já tinha se tornado oficialmente insuportável.

 - Roberto, podemos fazer uma pausa pro lanche? – perguntei com um sorriso de lado, sem mostrar os dentes.

 - Claro – ele sorriu – Eu já vou adiantando os cálculos, pode ir – voltou a prestar atenção nos papéis.

 Amém!

 A minha fome era tanta, que eu nem chamei o elevador. Desci pelas escadas mesmo, chegando na cantina do prédio, em que agora eu trabalho.

 Eu me formei ano passado. Pois é!

 Estava fazendo o meu estágio aqui, eles acabaram gostando de mim e é isso mesmo. Roberto, o meu mentor e agora amigo, é um dos caras mais alucinados com engenharia que eu conheço. Na metade desse ano, recebemos uma proposta incrível, de montar um novo hotel aqui pra cidade.

 Coisa fina.

 - E ai, loirinha? – Tati, a minha atendente favorita/melhor amiga.

 - Beleza? – perguntei deixando um beijo em sua bochecha.

 - Sim, tenho que te contar as novidades – falou sorrindo enquanto colocava a minha empada, de sempre, na minha frente, junto com meu inseparável suco de manga.

 - Uhh ansiosa – sorri empolgada – Deixa eu adivinhar, é sobre o Rodrigo? – o boy dela da faculdade. Tati, ou Tatiana, tem 20 anos e trabalha aqui pra pagar a faculdade. Começou a trabalhar aqui na mesma época que eu, então nos ajudamos e acabamos nos tornando amigas. Só que minha namorada acha que nós temos um caso.

 Mesmo a Tati sendo hétero.

 - Exatamente! Mas agora eu tenho que correr, olha como encheu, só porque fui te contar – apontou pra cantina.

 - Janta comigo hoje? A gente vai pro shopping, janta e eu te deixo na faculdade – falei bebendo um gole do suco. A Lilian tem que entender que eu posso ter amigas.

 - Tem como recusar uma proposta dessas, Giu? – falou sorrindo – Claro que eu topo, te espero as 18h aqui mesmo – assenti e ela mandou um beijo, indo atender uma pessoa qualquer.

 Voltando ao meu projeto.

 Como o projeto é enorme, quase todas as partes da empresa vão trabalhar juntas. E como o Roberto (meu mentor, pra quem já esqueceu) é um cara competente, foi chamado pro projeto. E como eu sou sua aprendiz, estou inclusa. Maravilha, né?

 E modéstia á parte, eu sou uma engenheira muito boa, apesar de ter pouquíssimo tempo de carreira. Quase dois anos trabalhando aqui, e eu já tenho uma moral do caralho. Bem que sempre dizem que é só você fazer o que ama, que o resto da certo.

 Fazer engenharia foi uma das melhores escolhas que eu podia ter feito. Sucesso profissional é maravilhoso.

 Uma das melhores escolhas, porque a melhor eu sei que vocês sabem qual foi. E essa escolha tem nome e sobrenome.

 Camila Ribeiro.

 Foda-se que já se passaram quase 7 anos que nós terminamos. A Camila foi muito importante pra mim, e eu arrisco dizer que é o amor da minha vida. E a parte mais triste disso é que eu simplesmente a deixei ir.

 Ela não fez o segundo ano no mesmo colégio que eu, e cortou relações com todos os amigos que tínhamos em comum. Se eu já estava triste pelo nosso término, depois eu quase entrei em depressão. Sério. Foi horrível.

 E foi do jeito difícil que eu descobri que ter um contato cheio de atritos e brigas com a Camila era melhor do que não ter contato algum.

 Agora eu já não posso fazer mais nada, eu simplesmente não tenho coragem de chegar pra ela e dizer que eu sinto falta. Que a parte da minha vida que eu vivi com ela foi a melhor de todas. Que mesmo depois de tanto tempo ela ainda tem uma parte minha.

 E tem até uma parte dela em mim. De verdade.

 No meu aniversário de 18 anos eu tive um choque de realidade. Finalmente se tornou real o fato de que a Camila não era mais minha. E que nunca mais seria.

 Eu estava bêbada, tinha dado uma festa enorme.

 Procurei no Google um estúdio de tatuagem 24h, peguei o endereço e fui de táxi até lá. Eu realmente não sei porque existem estúdios de 24h, acho que servem só pra bêbados desesperados poderem fazer a tatuagem que tanto querem. E eu tatuei uma frase que me lembrava muito dela, ainda mais pela conclusão que eu tinha chegado no dia.

 E tá aqui no meu ombro esquerdo, até hoje.

 what I know is that a part of me will always be yours

 (o que eu sei é que uma parte minha sempre será sua)

 E para os interessados, o final do quote segue “[...] and, you know, when the time is right, I have a feeling we’ll find each other” (e sabe, quando for a hora certa, eu sinto que vamos nos reencontrar).

 Esse sentimento ainda está vivo dentro de mim. Por mais bobo que isso possa parecer.

 Não é uma tatuagem que representa a Camila, mas sim o que nós vivemos, que foi lindo. Complicado e trabalhoso, mas lindo.

 Eu não sei se eu ainda a amo, já que não sei mais como ela está. Mas eu amo, com todo o amor que existe dentro de mim, as nossas memórias. Algumas delas estão gravadas em vídeos. Esses vídeos foram as melhores coisas que nós podíamos ter feito.

 Desde a Camila a minha vida amorosa tem sido um desastre. Eu namorei algumas vezes, e a minha atual é a Lilian. Estamos juntas há pouco mais de 4 anos. Mais ou menos, já que ficamos separadas por 1. Mas a Lilian gosta de contar como 4, então eu nem discuto.

 Eu amo a Lilian, ela é engraçada, extrovertida e linda. Se formou em culinária e é uma cozinheira fantástica. O problema é que ela é muito ciumenta.

 Pra vocês verem, o ciúme de novo na minha vida.

 Mas eu vou fazer certo dessa vez, e nós vamos trabalhar esse ciúme dela, até que ele não exista mais. Porque eu não quero perder mais uma pessoa por isso.

 Acabei de comer, voltei pra sala e fizemos mais um pequeno progresso com o projeto. É demorado pra porra, já estamos há 3 meses fazendo e você assustaria com o pequeno resultado que temos. Mas vamos lá, paciência.

 Encontrei Tati na porta da cantina, ela esboçou um sorriso assim que me viu e veio caminhando rápido em minha direção, bagunçando mais ainda os seus perfeitamente bagunçados cachos.

 - Fome? – perguntei quando começamos a caminhar em direção ao estacionamento.

 - Muuuita – ri da sua cara.

 - Quer comer o quê? – entrei no carro.

 - Não sei, mas tô morta de fome – entrou também – Uma coisa bem gorda, tipo uma pizza – falou mostrando o tamanho da pizza, eu só ria.

 - Você falou com tanto gosto que até me deu vontade – ela também riu – Mas vai contando aí, do seu homem – saímos do prédio.

 - É mesmo! Então, ontem no final da última aula...

 E ela foi o caminho todo contando, e até quase o final da nossa janta. Mas ela foi interrompida pelo meu celular tocando. Lilian.

 - Oi, amor – atendi.

 - Giu, você vem aqui pra casa hoje?

 - Vou, Li – respondi simples.

 - Tô fazendo uma macarronada que olha, tá maravilhosa – dava pra perceber que ela estava sorrindo. Merda, fudeu.

 - Daqui a pouco eu tô aí – falei já colocando o prato pro lado.

 - Vem agoraaa – pediu manhosa.

 - Relaxa, daqui a pouco eu chego.

 - Por que não agora? – insistente.

 - Porque eu tô indo deixar a Tati na faculdade, amor – eu posso ser tudo, mas não sou mentirosa.

 - Quando você chegar aqui em casa a gente conversa – e desligou.

 - Fudeeeeu – falei bloqueando o celular.

 - Que foi? Mais uma crise de ciúmes? – perguntou antes de colocar uma garfada na boca.

 - Uau! Como você adivinhou? – falei irônica.

 - Ás vezes eu sinto que tô estragando o relacionamento de vocês.

 - Quê isso, Tati. Claro que não. Nós somos só amigas e a Lilian tem que entender isso – acabei de beber meu suco.

 - Eu sei, Giu. Mas sei lá, é esquisito.

 - O nosso relacionamento sempre foi assim, eu já acostumei – falei olhando pra mesa.

 - Pois não devia. Você falando assim parece que é uma tiazona amargurada no amor – pegou mais um pedaço.

 - Não fala assim – taquei um guardanapo nela – Sou só três anos mais velha do que você.

 - Eu sei, mas é toda infeliz no relacionamento – deu de ombros.

 - É porque eu já tive o melhor namoro da minha vida, você sabe.

 - Você tá sendo muito pessimista achando que nada supera o seu namoro de 1 ano e pouco. Você tinha 15 pra 16 anos, supera, gata.

 - Não supera, nada supera. Tati, se você tivesse conhecido a Camila – suspirei – Se você tivesse nos visto juntas – sorri ao lembrar.

 - Por que você não me mostra um vídeo de vocês? – eu tenho que ir pra casa, mas já que estamos no inferno vamos abraçar o diabo.

 - Vem cá – dei espaço pra ela assentar no meu banco.

 Abri a pasta de vídeos. Sim, eu tenho um vídeo nosso no meu celular. Claro que num aplicativo escondido, se a Lilian acha isso eu sou uma Giulia morta.

 - Você tem no celular? – ela riu leve.

 - Tenho, não me julgue – dei play no vídeo – Isso foi um pouco antes do acidente de ônibus – a Tati sabe da minha vida toda – Mas não é o melhor vídeo, se quiser depois eu te mostro, tá no meu notebook.

 O vídeo começa com a gente no carro da mãe dela, chegando em uma festa na casa do Rique.

 - Esse é a mãe dela – apontei – Estela – sorri – Melhor sogra, juro.

 - Aff, e lá existe sogra boa? – ela perguntou rindo.

 - A Estela. Mas só a Estela – ri também.

 - Aí estamos chegando numa das festas do Rique.

 - Meu Deuuus, o viado criança! Gente esse é o Nathan? – perguntou animada – Eles nem tinham barba direito – riu – Que bebês.

 - Fofos desde sempre.

 Daí tinha mais algumas bobagens no vídeo, porque esse era o sem edição, e depois a câmera liga, com o Rique filmando, a Laís e a Bianca.

 - A Laís? Porra mudou demais – as reações da Tati são as melhores.

 - Sim, nessa época ela ainda tava com a Bianca. Gostava da Bianca, saudades Bianca – suspirei, de novo.

 - Agora só quer saber de Paty – verdade. Nunca se vê Laís sem Paty. E agora o Rique tava filmando Camila e eu. Eu assentada e ela deitada no meu colo, estávamos conversando sobre alguma coisa que eu queria muito lembrar o que era – Porra, que fofas – sorriu.

 No vídeo, a câmera virou pro Rique que reclamou sobre a gente ser um casal meloso.

 - Henrique nos irrita desde sempre, como você pode ver – comentei sorrindo com as memórias.

 - Claro, por isso é meu ídolo – parou de filmar e voltou quando estávamos caminhando em direção á ele, de mãos dadas e rindo – Que destruidoras. É, vocês eram um casal lindo – Tati levantou os braços em rendição.

 - Tem mais, quer ver as fotos?

 - Quero!

 - Beleza, só vamos já indo pra sua faculdade, porque você tem aula e eu uma mulher furiosa – nos levantamos.

 E fomos conversando sobre a Camila até chegar na faculdade. E eu fui pensando na Camila até chegar em casa.

 - Cheguei – joguei a mochila no sofá da sala.

 - Você sabe que a mochila é no quarto, Giulia – Lilian apareceu de braços cruzados.

 - Desculpa, vou colocar lá – peguei e fui em direção ao quarto.

 - Você também sabe que nós precisamos conversar, né? – ainda estava de braços cruzados quando eu voltei.

 - Brigar, né? – falei baixo.

 - Eu ouvi! Brigar? É isso que você acha que são as nossas discussões? – já tava levantando a voz.

 - Não, Li, mas você fica levantando a voz, cara. Isso dá um ar de briga – tentei manter a voz baixa.

 - Ai, Giulia. Você sai com a Tati, diz que já tá chegando e demora quase 45 minutos – prendeu o cabelo – Você sabe que eu não gosto dessa menina, porra, tem que ficar saindo com ela?

 - Tenho, Lilian. Tati é minha amiga, e só isso. E além do mais ela é hétero, estava me contando dos casos dela com o futuro namorado – me joguei no sofá, estou exausta e ainda tenho que discutir.

 - Você que pensa. O jeito que ela te olha não me engana, Giulia. E vocês ficaram, desde 18h falando sobre esse cara? Ah me poupe – gesticulava muito.

 - Também falamos da minha vida, já que ela é minha AMIGA – falei a última palavra mais alto, pra ver se entra na cabeça dela.

 - Que parte da sua vida? Você tem algum problema por acaso?

 - Ah – ri sarcástica – Não, imagina – falei irônica.

 - Que tipo de problema? – perguntou incrédula.

 - Amor, todo mundo tem problemas, meu Deus!

 - Sobre o que você tava falando com ela? – me encarou.

 - A gente falou um pouco sobre a Camila – respondi baixo.

 - Ah, a Camila – agora ela riu sarcástica – Você não supera essa menina, né? Puta que pariu – bufou.

 - Lilian – cansei de discutir – Você tá vendo coisa onde não tem – levantei e me aproximei – Eu não vejo a Camila há 7 anos – fiz um carinho no seu braço.

 - E a Tati? – estava quase cedendo.

 Lilian é frágil. Seu problema é a insegurança, porque ela é uma mulher doce.

 - A Tati deve tá a essa hora beijando o seu homem – falei roubando um selinho e ela acabou rindo – Vem cá, pra eu fazer a mesma coisa com minha mulher – e a puxei pro sofá, enquanto ela abri aquele sorriso lindo, que ela tem.


Notas Finais


me desculpem a demora, mas eu tava estudando pras provas!! se tudo der certo, eu só tenho mais uma e um simulado, aí fico livre pra vocês, então torçam pra eu ir bem hahah
é isso, estamos caminhando pro meu objetivo final, e eu não poderia estar mais ansiosa pra escrever e ver a reação de vcs! minha querida namorada (mentira, quem dera, só melhor amiga mesmo) isadora já sabe do final, e eu espero que a reação de vcs seja parecida com a dela
enfim, me aguardem
espero que tenha gostado, obrigada por ler <3


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