História Forbidden Girl - Capítulo 82


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Colegial, Drama, Lesbicas, Romance
Exibições 261
Palavras 1.893
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, FemmeSlash, Festa, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


voltei no dia prometido porque promessa é divida
não tenho muito o que dizer
além de
455 favs? obrigada, apenas, não sei nem mais como agradecer vcs, sério
façam uma boa leitura!

Capítulo 82 - Dia bonito hoje, né?


    POV GIULIA

 E eu tinha perdido a noção de tempo e espaço, no momento em que eu percebi que era a Camila, que estava parada ali na minha frente.

 Sim, Camila, pra que não haja confusão, a minha namorada do primeiro/segundo ano. Aquela que foi tudo pra mim. Que eu fiz uma tatuagem pra ela. Tão lembrados?

 Pois bem, ela está aqui parada na minha frente. E pelo que eu entendi ela vai ser a minha estilista.

 Sério isso, vida?

 - Você... – tentei formular alguma frase, mas eu estava quase que em transe.

 - Tá linda – ela disse, mas estava no mesmo estado que eu.

 - Você também – ri leve, ela me acompanhou.

 E a melodia da sua risada ainda é um dos sons mais agradáveis do mundo, aos meus ouvidos.

 - Então – Camila pigarreou – Eu... Eu preciso lavar o rosto – virou de costas e saiu andando.

 Porra, não vai embora, Camila.

 Puxei uma cadeira, assentei e fiquei ali tentando digerir o que acabou de acontecer. Caralho, a Camila. A minha Camila.

 Eu não quero perder o contato com ela, mas não quero que essa situação a deixe desconfortável.

 - Giulia, vamos? – sorriu pra mim.

 - Camila, se você não quiser fazer isso, eu entendo, sério – me levantei.

 - Não se preocupa, é o meu trabalho – abriu um sorriso e foi pegar alguma coisa na mesa em que os trecos de estilista estavam – Licença – e foi tirar a medida da minha barriga.

 O clima não poderia estar mais pesado.

 - Dia bonito hoje, né? – tentei descontrair, olhando pela janela.

 - Sim – ela sorriu olhando pra fora – Fiquei sabendo que você foi importante na construção do tal hotel – voltou a olhar pro meu rosto.

 - Fui – ri leve – Deu trabalho, e eu tive sorte de poder participar – dei de ombros.

 - Não queira tirar o seu mérito, você não estaria nessa posição se não fosse boa – continuou tirando as medidas.

 - Verdade. Digo o mesmo pra você, parabéns – que orgulho dela, cara, sempre quis ser uma estilista, e agora é uma das boas.

  Porque eu sei que a empresa dela é ótima.

 - Obrigada – sorriu – Vira – e foi tirar mais medidas, um arrepio cortou o meu corpo quando ela passou a mão pela minha cintura, espero que não tenha percebido.

 - Se formou há muito tempo? – perguntei de curiosa.

 - Já vai fazer quatro anos.

 - Também – respondi. Meu Deus, Camila, me ajuda a quebrar esse gelo.

 - Ahn, sua tatuagem – senti os seus dedos tocando de levinho – É linda.

 Pra quê eu fui vir de regata, logo hoje?

 - Obrigada. Você conhece a frase, né?

 - Conheço. Você que me mostrou, lembra? – voltou pra minha frente e enrolou a fita métrica.

 - Lembro, só tava te testando – e arranquei mais uma risada dela.

 - Continua essa boba brincalhona – estávamos próximas, o seu perfume, que já era diferente do de costume, era igualmente maravilhoso.

 - Sempre – continuei sorrindo, também.

 - Fez essa tatuagem quando?

 - No dia do meu aniversário de 18 – comentei sem graça.

 - Ah sim. Bom, já decidiu o que vai querer pra grande noite?

 - Ainda não, mas tava pensando em algum vestido que não seja logo.

 - Você ainda me deixa com milhares de opções – ela riu.

 - Escolhe pra mim, eu sei que você é boa – dei de ombros.

 - Certo, vou pensar com carinho, no que vai ficar bom em você.

 - Qualquer coisa – eu disse e nós rimos.

 E o silêncio se instaurou no ambiente mais uma vez. Até que Laura apareceu, chamando pela Camila.

 - Ela quer que você veja se ficaria legal – Laura dizia, sobre uma estagiária da Camila, eu acho.

 - Ok, tô indo, onde ela tá? – Camila perguntou.

 - Vem comigo.

 - Foi legal te ver, Giu – sorriu e isso esquentou o meu coração.

 - Digo o mesmo, Mila – e o seu sorriso aumentou ao ouvir seu apelido.

 Puta que pariu. A última coisa que eu esperava hoje era rever a Camila, quer dizer, depois de tanto tempo. Logo hoje? Por que hoje? Já faz alguns anos, uns nove? Nove anos que nós terminamos e ela ainda mexe desse jeito com o meu psicológico? E com o meu corpo, porque o jeito que o meu coração bateu quando eu a vi não foi normal.

 Também preciso lavar o rosto.

 [...]

 POV CAMILA

 - Sim, claro. Vai estar pronto, só faltam alguns detalhes, Eleanor – disse no telefone.

 - Certo. E como tão as coisas aí? Tá aguentando?

 - Tá tudo certo, por enquanto. Isso é mais difícil do que eu esperava – ri pra não chorar, jogando o cabelo pra trás, com a mão livre.

 - Você consegue. Falo com você mais tarde – e desligou.

 Valeu, chefe.

 Eu tô fudida. Simplesmente fudida. Além de ter que ficar corrigindo os erros das CINCO estagiárias, eu tenho que pensar no vestido que eu vou fazer. Ah quem dera se fosse um vestido qualquer. Não é. É um vestido pra ninguém mais ninguém menos que Giulia Muniz. Porra, logo hoje isso dela aparecer na minha vida.

 Bufei e saí da sala com pressa, prestando atenção na mensagem que eu havia acabado de receber de Alexia.

 [Alexia 17:27] vou ter que desmarcar nosso jantar, tô atolada aqui

 Ótimo.

 [Camila 17:29] certo, boa sorte

 [Alexia 17:29] posso pegar o carro? Se quiser eu te busco depois

 [Camila 17:30] ok, pega lá, qualquer coisa eu te ligo

 Quando eu cliquei pra enviar a mensagem eu trombei com alguém. Isso que dá não prestar atenção em nada que eu estou fazendo.

 - Desculpa – passei a mão no rosto – Hoje meu dia tá um caos – ri e virei pra olhar a pessoa.

 Lógico que era a Giulia. Esqueceu que nós somos um clichê?

 Fomos, quer dizer.

 - Relaxa – aquela risada.

 E aquele sorriso que me fez cair de amores por ela, no primeiro dia de aula, estava em seu rosto.

 - Eu... vou... continuar meus afazeres – falei apontando pra onde eu iria.

 - Você parece estressada, posso te ajudar em alguma coisa? – segurou minha mão, antes que eu pudesse sair correndo.

 - Ahn... Você pode pegar um copo d’água? – ri leve.

 - Lógico – ela também riu – Vai lá, já levo pra você.

 Balbuciei um “obrigada” e fui correndo ver o que a estagiária tinha arrumado.

 - Qual o problema? – prendi o cabelo num coque.

 - Essa fita – tentou amarrar – Fica dando problema.

 - Calma, faz assim olha – abaixei, mostrei como devia ser feito, e quando me levantei: loira.

 - Sua água, madame – fez pose de mordomo e engrossou a voz, consegui dar a primeira gargalhada do dia.

 - Obrigada, eu realmente tava precisando – e bebi tudo.

 - Percebi – ela arqueou as sobrancelhas me fazendo rir, de novo – Você vai fazer alguma coisa mais tarde? – perguntou tímida.

 Olha, eu não sei se quero reviver aquela tristeza que eu vivi 9 anos atrás. Mas tem uma parte enorme de mim que quer matar essa sede de Giulia. E como minha namorada desmarcou comigo, eu estou livre.

 - Na verdade não – sorri.

 - Então eu TENHO que te mostrar um restaurante novo que abriu aqui perto – falou com um sorriso de canto no rosto.

 - Eu adoraria conhecer – sorri – Teoricamente meu horário acaba as 18:30 – avisei.

 - Certo, te espero lá embaixo, então – sorriu e eu assenti.

 Alguém tira esse sorriso bobo do meu rosto?

 E depois disso parecia que o tempo simplesmente não passava. Pronto, cansou. Decidiu que não ia mais passar.

 Mas foi com muito custo, que deu 18:30.

 Passei no banheiro e lavei o rosto, porque foi necessário. Respirei fundo e já comecei a sentir o meu estômago revirar. Estômago, acalme-se, estamos indo jantar.

 Chegando no térreo daquele maravilhoso prédio, sorri ao ver Giulia olhando pra mim enquanto sorria. Tão linda de longe.

 - Pronta? – perguntou.

 - Sim – fui andando ao seu lado.

 Tão linda de perto.

 - Adoro horário de verão, o dia demora pra escurecer e eu me sinto mais produtiva – puxou um assunto.

 - Você odiava horário de verão – ri pelo nariz.

 - Sim, na época em que eu não tinha que ser produtiva – desalarmou o Rover e abriu a porta pra mim.

 Previsível esse ser o carro dela. Sempre foi louca com a marca.

 - Obrigada – assentei – Bons tempos.

 E só depois que eu disse, que eu percebi a merda que tinha saído. Eu quis dizer que eram bons tempos de não ter tanta preocupação, e não do nosso namoro. É, nosso namoro também foi ótimo, mas não foi o que eu quis dizer... Ah, foda-se, deixa no ar.

 - Ainda gosta de japonês, né?

 - Muito – ri – Ei, como tá o pessoal? – tô morrendo pra perguntar.

 - O Rique tá bem – sorriu – Tá noivo do Nathan.

 - O QUÊ? – gritei.

 - Sim – ela riu – Ficaram noivos na faculdade, mas não casaram até hoje, acredita?

 - Como assim? Já faz alguns anos da faculdade, não? – que babado.

 - Pois é, eles são enrolados. Mas agem como casados há um booom tempo – ela dirigia e olhava pra rua.

 - Quem diria, o Ranger Rosa noivo. Há anos – rimos – E a Laís, como tá?

 - Com a Paty até hoje, mas elas não estão noivas – deu de ombros.

 - Estão bem?

 - Sim. Elas terminaram, ficaram separadas por alguns anos, tipo uns três, eu acho. E voltaram há pouco tempo – agora ela olhava pra mim.

 - É, elas eram pra ser. Quando é pra ser o destino da um jeito de juntar as pessoas de novo – falei mesmo.

 - Concordo – e se distraiu olhando pra mim, mas assuntou com as buzinas avisando que o sinal já tinha aberto.

 - E você? Namorando? – certas informações... Podem machucar. Mas é um mal necessário, saber disso.

 - É... Tô com a Lilian há um tempo já, mas a gente é aquele casal e que termina e volta, termina e volta. Já fizemos isso umas cinco vezes, sei lá, tô cansada – suspirou.

 Tá ruim mesmo. E o pior de tudo é que eu fiquei feliz em ouvir isso. Egoísta? Muito.

 - Sinto muito – o que dizer?

 - E você? Comprometida? – foi estacionando o carro.

 - Sim. Já faz alguns enormes anos, com a Alexia. Uns seis anos, eu acho.

 - Acha? – ela riu.

 - É, eu fui perdendo a conta – fiz uma careta – Mas o nosso relacionamento tá super desgastado, eu não sei o que vai ser – ajeitei o cabelo, enquanto entrávamos no restaurante.

 - Sinto muito – o que ela poderia ter dito?

 E ficamos ali, conversando sobre a faculdade, os nossos empregos, o hotel, a roupa que ela queria, o clima, música e eu nem vi o tempo passando. Quando me dei conta já passava das 21:30, e ainda tivemos uma pseudo discussão pra ver quem pagaria a conta, mas decidimos dividir.

 Depois ela se ofereceu pra me levar em casa, e eu não recusei, afinal, Alexia estava com o meu carro.

 - Obrigada – falei quando ela parou na porta do prédio.

 - Sem problemas – sorriu.

 - Pela carona, pela janta e pela conversa – sorri também.

 - Obrigada pela janta, pela conversa e pela companhia – agora nós rimos.

 - Foi muito bom conversar contigo de novo, Giu.

 - Digo o mesmo, Mila – e nós fomos nos abraçar.

 Foi um abraço rápido, até porque estávamos assentadas e meio em choque pelo dia. Mas foi um abraço gostoso, cheio de saudades.

 E bota saudades nisso.


Notas Finais


ah foi fofinho o reencontro, me falem o que vcs querem ver disso!!
e sobre o rique e o nathan não terem casado: tem um bom motivo
espero que tenha gostado, obrigada por ler <3


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