História Forbidden Love - Season 4 - Begin Again - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias The Originals, The Vampire Diaries
Personagens Alaric Saltzman, Aurora de Martel, Aya, Bonnie Bennett, Camille O'Connell, Caroline Forbes, Céleste Marie Helene Dubois, Damon Salvatore, Davina Claire, Elena Gilbert, Elijah Mikaelson, Elizabeth "Liz" Forbes, Enzo, Esther Mikaelson, Finn Mikaelson, Freya Mikaelson, Genevieve, Hayley Marshall, Henrik Mikaelson, Hope Mikaelson, Jackson Kenner, Jenna Sommers, Jeremy Gilbert, Josette "Jo" Laughlin-Saltzman, Joshua "Josh" Rosza, Kaleb Westphall, Katherine Pierce, Klaus Mikaelson, Kol Mikaelson, Lexi Branson, Lucas "Luke" Parker, Lucien Castle, Malachai "Kai" Parker, Marcellus "Marcel" Gerard, Matt Donovan, Mikael Mikaelson, Monique Deveraux, Olivia "Liv" Parker, Papa Tunde, Personagens Originais, Rebekah Mikaelson, Sage, Sean O'Connell, Stefan Salvatore, Tristan de Martel, Tyler Lockwood, Vicki Donovan
Visualizações 69
Palavras 6.779
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Spoilers, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá meus amados leitores!!!
Td bom com vcs?

Olha só! Nem demorou, né?!

Eu vou ser breve... O tão esperado último surto começa no próximo capítulo e vai ser dividido em duas partes...
Vai ser O SURTO! Com direito à mortes e tudo!

E o plano do Scott e do Miguel vcs vão entender um pouco melhor...

E vamos ter uma "aparição" da tão temida Fe...

E um casal vai se separar!

E é isso... Boa leitura!

Capítulo 15 - Cursed By The Love


 

POV-KATE

Os Mikaelson iam sair para comemorar a reconciliação de Henrik com as sereias e eu estava checando se Scott estava bem depois do ataque de Seline.

– E então? Como isso funciona? – Perguntei segurando o cordão de Scott na mão.

– Quando Rowena foi criada, Kira já estava morta. Ela sabia que os bruxos negros seriam os mais poderosos vagando pela Terra, então criou as sereias para serem mais poderosas e para nos caçarem. – Scott explica deitado no sofá.

– E o que tem no colar para impedir que as sereias nos machuquem? – Perguntei olhando para o pingente, que era um frasquinho com um liquido vermelho.

– Sereias só não podem entrar na cabeça de outras sereias e de bruxos originais. Como Kira era a única bruxa original na época em que eu estava pesquisando, eu usei sangue de sereia. Funcionou! – Scott deu de ombros. – É seu, se quiser.

– Não acho que seja seguro aceitar algo que venha de você. – Falei.

– Sabe que eu meio que salvei a sua vida, não é? Isso tem que mudar pelo menos um pouquinho o jeito que você me odeia! – Scott disse me encarando.

– Eu duvido que aquilo poderia chegar a me matar! – Falei. – Você, no mínimo, me poupou de uma grande dor de cabeça!

– Chame do que quiser, mas eu acho que mereço ao menos um obrigado! – Scott disse se levantando e vindo até mim.

– Obrigada! – Falei lhe entregando o cordão. – Satisfeito?

– Quase. – Scott responde. – Vou ficar satisfeito quando você me disser o que tinha na cabeça para se envolver com o meu irmão!

– Por que isso te chocou tanto? – Perguntei. – Derek é um cara legal! Eu mereço ficar com o cara legal!

– Ele não é o que você está procurando! – Scott disse.

– Você não sabe nada sobre mim, Scott. – Falei. – Muito menos o que eu procuro em um cara!

– Então me diga: o que você procura em um cara? – Scott pergunta cruzando os braços.

– Eu não vou te dizer. Esse é o tipo de conversa que eu teria com um amigo querido. Você não é um amigo, muito menos querido! – Falei.

– Já que você não vai responder, eu vou. – Scott disse. – Você nunca teve uma família até os Mikaelson chegarem na sua vida. E até isso acontecer, você estava desesperada por uma família para te acolher e te dar abrigo nos momentos ruins.

– E o que isso tem a ver com esse assunto? – Perguntei ignorando o fato de que ele estava certo.

– Você quer um cara que te proteja e que pare o mundo para te abraçar quando você estiver triste. Como uma mãe faria. A mãe que você nunca teve. Você quer alguém que te passe segurança. – Ele se aproxima de mim. – Alguém que tire essa sensação de solidão que você sente todos os dias. – Scott olhava nos meus olhos enquanto falava aquilo. Ele olhava para mim como se conseguisse ver a minha alma. E por um segundo, eu achei que ele estivesse a vendo, de fato.

– Como você sabe disso? – Perguntei.

– Uma coisa que nós dois temos em comum. – Scott diz. – Nunca tivemos uma família de verdade e tudo o que queremos agora, é uma forma de superar isso. Mas fazemos isso de formas diferentes.

– Bem diferentes! – Enfatizei.

– O fato é que: Derek não é esse alguém. – Scott disse. – Não que ele seja um péssimo namorado ao algo do tipo... Mas ele não é o que você procura. Achei que você talvez não gostaria de perder seu tempo tentando algo que não vai funcionar.

– Você está errado, Scott. – Falei. – Derek é incrível e é tudo o que qualquer garota poderia querer.

– Acho que o cabelo roxo deixa bem claro que você não é qualquer garota, Kate! – Scott disse. – Mas tanto faz! Se você quer dar murro em ponta de faca... O problema não é meu! Apenas me avise quando vocês terminarem!

– Você finalmente disse algo que faz sentido: o problema não é seu! – Falei dando as costas para Scott e saindo do escritório.

Do lado de fora, dei de cara com Miguel.

– Uou! Você parece nervosa! – Miguel disse.

– Efeitos de Scott Black. – Falei. – O que está fazendo aqui?

– Eu... Eu queria aproveitar que todos vão sair para comemorar e ficar treinando feitiços. Mas pra isso eu preciso de um grimório. – Miguel responde.

– Okay. Só não fique muito tempo lá dentro. Seu pai não te quer perto de Scott e eu tenho que Lavínia iria concordar com ele. – Falei e fui embora.

POV-MIGUEL

– Eu realmente não sei como você consegue irritar as pessoas, tão fácil! – Falei entrando no escritório e encarando Scott.

– É quase como respirar para mim! – Scott responde. – Principalmente quando se trata da Kate! – Ele sorri ao pronunciar seu nome.

– O que foi isso? – Perguntei me referindo ao sorriso.

– Eu adoro irrita-la! – Ele diz dando de ombros.

– É só isso mesmo? – Perguntei.

– Miguel, meu coração é da sua irmã. – Scott diz. – E Kate está namorando meu irmão. Por mais divertido que seria rouba-la de Derek, eu não estou interessado!

– Vou me lembrar disso no dia do casamento! – Gracejei.

– E então, como vai o nosso plano? – Scott pergunta mudando de assunto.

– Nosso plano vai dar uma pausa! – Falei. – Eu tenho que fazer algo, que eu acho que você também vai ter interesse em ajudar.

– O que é? – Ele pergunta.

– Preciso localizar a minha mãe. – Falei.

– Se a sua ideia é que eu tire essa informação de alguém, não conte comigo. Já usei meus melhores truques com o seu pai... Ele não disse nada! – Scott diz.

– Ninguém vai falar. – Falei. – Mas eu ainda posso fazer um feitiço localizador, não é?

– Não se Kate estiver envolvida! – Scott disse.

– Olha, eu sei que você está meio obcecado com ela agora, mas podemos focar nisso? – Perguntei.

– Primeiro: eu só sou obcecado pela Hope. Segundo: eu estou focando. – Scott diz. – Kate deve ter um dedo nisso. Ela sempre está envolvida quando se trata da sua mãe.

– E por que o envolvimento de Kate mudaria alguma coisa no feitiço? – Perguntei.

– Porque aquela diabinha pensa em tudo! – Scott diz. – Ela calcula cada mínimo detalhe... Ela sabe que você, uma hora ou outra, ia querer saber da sua mãe, e que você ia tentar encontra-la... Deve ter feito algum feitiço de camuflagem, que você não vai conseguir derrubar sem se descontrolar. Kate vai estar sempre um passo à frente... Ou mais!

– Não sabia que você a conhecia tão bem... – Falei.

– Eu tive que perseguir cada membro da seita para usar as palavras certas na hora de convencê-los a entrar para a seita. – Scott explica. Ele para de falar do nada, como se estivesse pensando em algo. – E isso me faz estar um passo à frente dela!

– Isso é algo bom, certo? – Perguntei.

– É algo ótimo! – Scott disse. – Eu sei como você pode tirar informações dela! Ou melhor: como eu posso tirar informações dela!

– Eu não estou gostando do jeito que isso soou! – Falei. – Você vai machuca-la ou algo do tipo?

– Não fisicamente... – Scott responde.

– Scott... – O repreendi.

– Miguel, Kate é a regente do inferno. Ela é mais poderosa que eu. – Scott diz. – As chances de ela me machucar são bem maiores do que as chances deu eu machuca-la.

– Nesse caso... – Dei de ombros.

– Quanta consideração! – Scott diz ironicamente.

Ouvi gritos que vinham da sala.

Saí correndo, assim como todos na casa.

Chegamos na sala e vimos Josh.

– Lavínia... – Josh dizia ofegante.

– O que tem a minha mãe? – Perguntei.

Meu pai chega e me afasta de Josh.

– Ela descobriu. – Josh disse.

– Descobriu o quê? – Meu pai pergunta.

– Quem é a lobisomem. Ela conseguiu tirar a informação da Katherine! – Josh responde.

– É claro que ela conseguiu! – Hope disse com um sorriso nos lábios. – Quem é?

Josh olhou para todos nós de uma forma apreensiva.

– É a Lis. – Josh diz.

(...)

Fomos para o escritório. A comemoração havia sido cancelada.

– Quem é Lis no final das contas? – Freya pergunta.

– Foi a lobisomem que me ajudou a forjar a morte quando Scott e seus irmãos estavam atrás de mim. – Hope diz.

– Ah, eu me lembro dela! Achei que ela tivesse morrido à essa altura do campeonato. – Scott diz.

– Scott, lembra o que eu falei sobre calar a boca? – Kate pergunta o fuzilando com o olhar e se sentando no sofá.

– Não me lembro muito bem... Você podia refrescar a minha memória... – Scott disse a seguindo e se deitando no seu colo e então mandando-lhe um beijo no ar.

– Por que ele ainda não está dormindo? – Kol pergunta.

– Vamos pensar em Scott depois que resolvermos isso! – Meu pai diz. – Depois de pegarmos Lis, só vai faltar a hibrida.

– Já? Foi mais rápido do que eu achava que ia ser! – Kol diz.

– Temos, Enzo como o vampiro, Katherine como a duplicata... – Hope começa a fazer a lista.

– Richard como o herege... – Ansel continua.

– Davina como a bruxa... – Continuei.

– Lis como a lobisomem e alguém como o hibrido. – Meu pai finaliza.

– Katherine disse que Lis estaria sentindo muita dor por ser a passagem mais fácil de se passar. – Josh diz.

– Ela deve estar em sua forma de lobisomem. – Hayley diz. – Uma forma de diminuir nossa dor.

– Lavínia deve estar desesperada. Ela e Lis eram bem próximas. – Hope diz. – Talvez ela pudesse nos ajudar a encontra-la.

– Não. – Meu pai diz. – Podemos acha-la sem a ajuda dela.

– Pai, Lis vai precisar de alguém para acalma-la. Lavínia é esse alguém! – Hope diz.

– Se eu estou dizendo que nós não precisamos da ajuda de Lavínia Black é porque não precisamos da ajuda de Lavínia Black! – Ele grita assustando a todos. – Kate, você vai ficar aqui. Scott é sua responsabilidade.

– Eu vou ser mais útil procurando por Lis. – Kate diz.

– Será que vocês vão debater tudo o que eu disser? – Ele pergunta com raiva. – Você vai cuidar desse maldito, porque você é a regente do inferno. Se ele começar a causar muitos problemas, apenas o envie para lá! – Ele respira fundo. – Hayley e Elijah vão avisar Jackson sobre isso e vão tentar uma última vez uma trégua com os crescentes.

– Na verdade... Eu posso ir com ela. – Hope diz. – Tenho certeza que os crescentes vão estar nervosos e podem ficar ainda mais nervosos se um original for até o campo deles! E nós não vamos ter tempo para cura-lo se ele for mordido... Mas eu sou uma crescente, então...

– Tudo bem. – Meu pai diz impaciente. – Quero alguém de olho em Henrik e aquelas sereias.

– Eu e Marcel cuidamos disso, Nik. – Rebekah diz.

– Josh... – Meu pai olha para o mesmo. – Você vai pegar o trabalho mais difícil.

– Como sempre! – Josh diz.

– Você vai ficar de olho em Lavínia. Eu sei que ela vai ficar infernizando para sair de lá. – Meu pai diz. – Você vai ser a pessoa que ela vai infernizar, e vai dizer para ela que tudo o que ela precisar falar comigo, ela vai dizer para você, que vai me passar o recado.

– Ah, ótimo! E o que eu faço se ela tentar me matar ou algo do tipo? Porque ela com certeza vai fazer isso! – Josh diz.

– Isso já faz parte do seu trabalho. Sobreviver ao furacão Lavínia. Boa sorte! – Meu pai diz.

– Sabe, eu poderia ficar com o trabalho de Josh. – Falei. – Ela com certeza não tentaria me matar.

– Não. – Meu pai diz.

– Por quê? – Perguntei.

– Porque eu disse para Josh fazer isso! Você não é o Josh! – Ele responde.

– Pai, vai ser bem mais fácil você apenas me deixar ir. Você sabe que eu posso ir com ou sem o seu consentimento. – Falei.

– Miguel, caso não esteja claro, eu não estou em um bom dia, então não tente medir forças contra mim! – Meu pai diz.

– Longe de mim, pai! – Falei. – Quer dizer, quem sou eu perto do hibrido original, rei de New Orleans! Tudo o que eu quero é saber o que aconteceu com a minha mãe.

– Sua mãe, mais uma vez, quis ser a dona da razão! – Meu pai diz entre dentes.

– Mas ninguém além de Klaus Mikaelson pode ter razão, não é? – Perguntei.

– Eu não vou discutir com você agora! – Ele diz.

– Então não discuta! Eu só quero saber se a minha mãe está bem! – Gritei.

Meu pai se aproxima e olha em meus olhos.

– Você acha que eu deixaria algo acontecer com ela? Sua mãe é uma das três pessoas que podem me desafiar, quebrar o meu coração, e ainda assim, sair impunes no final! – Ele diz e desvia o olhar. – Ela está bem. – Ele passa por mim e vai até a porta do escritório. – Hope, Miguel e Hayley vão comigo procurar por Lis. Não quero nenhum vampiro no pântano. – Ele diz e sai.

Aquele olhar... Meu pai não estava bravo. Ele estava magoado.

– O que foi isso? – Perguntei puxando Hope para um canto. – O que aconteceu entre eles?

– Eles brigaram, mas não se preocupe... Eles sempre se acertam depois dessas briguinhas. – Hope diz.

– Isso não me parece uma briguinha! – Falei. – Hope, você sabe o que aconteceu?

– Sei. Papai me contou. – Ela diz. – Mas você precisa ficar fora disso. Eles vão fazer as pazes!

– Ficar fora disso? Eu sou o filho deles! Não tem como ficar fora disso! – Falei. – Por que ele te contou e não contou para mim?

– Não comece com isso. – Hope disse. – Ele me contou porque eu estava aqui em momentos como esse. Quando os dois estavam realmente brigados. Você não tinha sequer nascido. – Hope coloca sua mãe em meu ombro. – Eles vão ficar bem.

Hope se fasta e sai do escritório.

(...)

POV-LAVÍNIA

Eu estava esperando que Josh e Kate viessem me tirar de lá. Josh já havia levado Katherine, então se ele voltasse, seria para me tirar de lá.

Quando vi Josh entrar na cripta, não consegui evitar de abrir um sorriso.

– Graças à Deus! – Falei me levantando do chão. Fiquei esperando Kate aparecer. – Cadê aquela diabinha de cabelo roxo?

– Kate? – Josh pergunta.

– Sim. Ela ainda precisa tirar o feitiço para que eu saia daqui! – Falei. Percebi o pânico no rosto de Josh. – O que foi? Klaus vai me tirar daqui, não é? Ele precisa da minha ajuda para achar Lis!

– Klaus disso que eles podem encontra-la sem a sua ajuda. – Josh diz. – E disse que se você tiver algo para falar com ele, tem que dizer para mim, e então eu vou passar o recado.

– O quê? – Perguntei. – Josh, foi uma piada bem engraçada, mas eu quero saber a verdade.

– Não foi uma piada. – Josh diz.

Me sentei no chão novamente.

– Então, Klaus não vai me tirar daqui e também não pretende voltar aqui. – Falei assimilando aquela informação.

– Parece que sim. – Josh diz.

– Eu odeio a Katherine! – Falei socando o chão. – Ela me fez estragar tudo! E eu deixei! Eu deixei aquela maldita fazer a minha cabeça...

– Deve ter sido bem ruim mesmo. Klaus está com raiva de todo mundo! – Josh diz.

– Ele não está com raiva. Ele está magoado. Comigo! – Falei. – E eu não tenho nem a chance de tentar concertar isso! Estou presa aqui!

– Vocês vão passar por isso. – Josh disse. – É só uma fase!

– Não vamos passar por isso se eu não fizer algo! – Falei. – Eu preciso sair daqui!

POV-HOPE

Já havíamos chegado no pântano. Eu e minha mãe estávamos à caminho da área dos crescentes.

– Obrigada por isso. – Minha mãe diz. – Teria sido um desastre se eu tivesse que ficar perto de Elijah por tanto tempo!

– Sem problemas. – Falei. – Podemos aproveitar esse tempo para conversar sobre isso. Está pensando em aceitar?

– Eu queria... Mas os crescentes... Eles não vão aceitar isso. – Minha mãe diz.

– Mãe, você ama o Elijah. Que tipo de matilha os crescentes seriam se não te deixassem casar com quem você ama? – Perguntei.

– O problema não é esse... O problema é a pessoa que eu amo ser um original! – Minha mãe diz. – Se você soubesse do quanto os crescentes estão fartos da nossa família...

– Eu sou prova viva de que você não escolha por quem se apaixona. – Falei.

– E é a prova viva de que algumas vezes nós precisamos nos sacrificar por um bem maior. – Minha mãe diz. – Você sacrificou fazer parte da vida de Miguel para poder dar uma vida decente aos gêmeos.

– Mãe... – Parei de andar para encara-la. – Está pensando em fazer algo do tipo?

– Você se lembra quando chegou em New Orleans e eu teria que me casar com Jackson? – Ela pergunta.

– Sim, mas... – Foi quando eu raciocinei.

– Eu sei que os crescentes não vão aceitar meu casamento com Elijah, justamente porque essa é a única condição para tê-los no nosso lado: eu tenho que me casar com Jackson. – Minha mãe diz com lagrimas nos olhos.

– Eles não podem fazer isso! – Falei. – Não! Isso é injusto! Você está sabendo disso desde quando?

– Um dia antes de vocês voltarem de Mystic Falls, Jackson disse que precisávamos conversar sobre os crescentes. Ele disse que Lavínia havia o chamado para ir até Mystic Falls para ajuda-la, e que ele achava que eu estaria lá também. – Minha mãe explica. – Quando ele voltou, nós nos encontramos e ele disse a proposta dos crescentes para voltar a ajudar os Mikaelson.

– E você não está pensando aceitar, não é? – Perguntei.

– Hope... A cada dia temos mais uma barreira para fechar as passagens. Fe vai passar uma hora ou outra e se ela for tão perigosa quanto parece ser, então vamos precisar dos crescentes do nosso lado. Eu já perdi a conta de quantas vezes eles passaram para o lado inimigo e eu não posso deixar isso acontecer de novo. – Minha mãe diz.

– E perder a sua chance de ser feliz com Elijah? – Perguntei. – Você o ama!

– Mas eu te amo mais. – Ela diz. – Eu sinto que se Fe tem um alvo, esse alvo é você. E ela vai ter que passar por cima do meu cadáver pra tentar te machucar. E por isso nós precisamos dos crescentes.

– Mãe... – A abracei. – Caso você não se lembre, eu já sou adulta. Se Fe tentar me machucar... – Me lembrei que Fe era a responsável de eu estar prestes a ter um surto. – Eu vou ficar bem. – Mudei de assunto.

– Que tipo de mãe eu seria se acreditasse nisso? – Ela pergunta. – Está na hora de assumir meu papel de mãe, Hope. – Ela deposita um beijo em minha cabeça. – Me desculpe por isso. – Senti algo perfurar meu pescoço e então meus olhos começaram a pesar, até que se fecharam.

POV-HAYLEY

Deixei Hope no chão, delicadamente.

– Você não precisava fazer isso. – Jackson disse aparecendo de trás das árvores.

– Eu conheço a filha que tenho. – Falei sorrindo ao olhar para a mesma. – Hope iria me impedir.

– Eu estava falando de aceitar esse casamento, Hayley. – Jackson diz. – Podemos negociar com os crescentes.

– Acha que se tivesse chance de negociar eu estaria fazendo isso? – Perguntei. – Precisamos fazer isso pela matilha, Jack.

– Quando Hope chegou em New Orleans, eu estava apaixonado por você. Hoje eu sei que eu te amo apenas como uma amiga. – Jackson diz. – Nós vamos viver miseravelmente se nos casarmos.

– Se não quiser fazer isso... – Jackson me interrompe.

– Eu vou fazer o que for possível para juntar os crescentes, mas quero que você tenha certeza do que está sacrificando. – Jackson disse.

Olhei para Hope mais uma vez.

– Eu não tenho certeza do que estou sacrificando, mas tenho certeza que é o melhor para a minha filha. Isso já é suficiente. – Falei. – Pronto?

– Pronto. – Jackson responde.

POV-MIGUEL

Eu e meu pai estávamos andando em silêncio pelo pântano.

– Então... – Quebrei o silêncio. – Quão ruim é a situação com a mamãe?

– Miguel, se for possível, eu gostaria de não falar sobre a sua mãe. – Ele disse.

– Então uma pergunta que não envolve a minha mãe: por que os gêmeos não vieram também? – Perguntei. – Quer dizer, eles são parte lobisomem como eu...

– Eles também são bruxos negros em aprendizagem. A última coisa do que precisamos é dos dois tendo um surto. – Meu pai diz.

– É tão ruim quanto dizem? Os surtos? – Perguntei.

– Eu nunca presenciei um surto inteiro da sua irmã. Ela sempre quebrava meu pescoço. – Meu pai responde. – Mas o pouco que eu presenciei é o suficiente para dizer que é ainda pior do que dizem.

– Sabe, os gêmeos do Tyler também podiam ajudar... Eles também são parte lobisomem. – Falei.

– Eu odeio os Lockwood, eles me odeiam... Não ia dar certo envolver qualquer um de Mystic Falls. – Meu pai diz. Aquelas respostas diretas estavam me irritando. Talvez fosse melhor ficar em silêncio. – Você parece não gostar deles também... – Ele diz e um sorriso fraco se abre no meu rosto.

– Pura implicância. Eles não são tão ruins assim. – Falei.

– Gostaria de dizer o mesmo sobre Tyler... – Meu pai diz.

– Pai... – O chamei parando de andar. – Quem são as outras duas pessoas?

– O quê? – Ele pergunta também parando de andar.

– Você disse que a minha mãe era uma das três pessoas que podiam te desafiar e quebrar o seu coração e sair impunes. Quem são as outras duas? – Perguntei. – Tenho certeza que Hope é uma delas... E a terceira?

Ele se aproxima de mim.

– Hoje você me desafiou, Miguel. Hoje, ontem... Você o faz constantemente. Alguma coisa já aconteceu com você? – Ele pergunta. – Você é a terceira pessoa.

– Então por que você não me conta o que aconteceu entre você e a mamãe? – Perguntei.

– Porque não é algo com que você precise se preocupar. Isso é entre mim e ela. – Ele diz. – Não quero que se envolva.

– Eu já estou envolvido. Eu sou filho de vocês. – Falei. – Eu sei que o que tivemos que passar não é nem metade pelo que vocês já passaram, mas está sendo um inferno para mim. A última coisa que eu preciso é que vocês se separem.

– Se isso acontecer, não vai mudar o fato que você é o meu filho! – Meu pai diz forçando um sorriso.

– É nessa parte que você diz que você e a mamãe vão ficar bem e que não vão se separar! – Falei com lagrimas nos olhos. Percebi que meu pai também estava prestes a chorar. – Pai, o que aconteceu?

– Sua mãe acha que eu não a amo mais. – Ele diz. – E eu sei! É idiotice brigar por isso! Mas... Ela nunca deveria duvidas disso! Eu entrei na cabeça de um demônio uma vez, só para abraça-la e dizer que tudo ficaria bem! Eu mergulhei em uma piscina de carvalho branco para salva-la! Eu provei meu amor por ela milhares de vezes! Em questão de minutos ela se esqueceu disso tudo com as palavras de uma vadia vingativa e manipuladora. Se foi assim tão fácil, talvez seja ela quem não me ama mais!

Automaticamente o abracei. Ele retribuiu o abraço.

– Ela vai perceber que errou. – Falei ainda abraçado à ele. – Você se lembra quando eu era menor? Eu me deitava no meio de vocês dois na cama e vocês me contavam histórias... Como se conheceram, como se apaixonaram... Aquilo tudo não foi em vão! – Apertei o abraço. – Esse não vai ser o final da história de vocês. Não vou deixar que seja!

POV-SCOTT

Eu e Kate estávamos no escritório, em silêncio. Kate lia um livro e eu estava apenas sentado no sofá, inquieto.

– Sabe, se formos passar muito tempo juntos, talvez devêssemos tentar nos dar bem. – Falei. Kate me ignorou e continuou a ler seu livro. – Tipo, descobrir porque nos odiamos tanto.

– Eu sei exatamente porque eu te odeio. – Ela diz sem desviar o olhar do livro.

– Por quê? – Perguntei.

Kate abaixa o livro e me encara.

– Você ainda pergunta? – Ela diz rindo com desdém.

– Pergunta idiota... – Falei.

– Scott, posso te fazer uma pergunta? – Kate pergunta fechando o livro e se levantando.

– Já está fazendo... Mas prossiga! – Falei.

– Por que de repente você decidiu que quer ser meu amigo? – Kate pergunta.

– O que te faz pensar que eu quero ser seu amigo? – Perguntei.

– Você está puxando conversa comigo... Me dando conselhos amorosos... – Ela responde. – Poupe seu tempo... Eu não tenho interesse algum em ser sua amiga.

– Auch! – Falei. – Já que estamos fazendo perguntas inconvenientes... Era verdade?

– O quê? – Ela pergunta confusa.

– Que você teve um pouco de esperança em mim por eu ter ajudado as garotas a se controlarem? – Perguntei. Kate permaneceu em silêncio. – Vou considerar isso como um sim.

– Eu admito: por um segundo, eu vi o tal Scott de que Matthew sempre fala. Por um segundo, eu pensei que você tivesse mudado depois de todo esse tempo. – Ela diz. – Mas foi realmente só por um segundo!

– Vale do mesmo jeito. – Falei. – Seline estava falando a verdade. Essa foi a primeira vez que alguém acreditou que existia algo bom em mim desde que Esther me trouxe de volta à vida.

– É claro que é. As pessoas só vão acreditar que existe algo bom em você se você mostrar algo bom. – Kate diz.

– Eu não tenho alguém pra quem eu queira mostrar um lado bom. – Falei.

– Nem mesmo para a Hope? Você era apaixonado por ela. – Kate disse.

– Eu ainda sou! – Corrigi.

– Então você tem alguém! – Kate diz. – Não que você tenha chances com ela, de qualquer forma... Mesmo com você virando um padre, Hope continuaria amando Kol.

– Se até Klaus e Lavínia podem se separar, Kol e Hope também podem! – Falei.

– Não compare Klaus e Lavínia com Kol e Hope. São duas situações bem diferentes! – Kate disse.

– Como assim? – Perguntei.

– Kol e Hope... Eles foram um amor proibido. Acha mesmo que eles correriam todos esses riscos para ficar juntos e se separarem por qualquer coisinha? – Kate pergunta.

– E se fosse algo grande? – Perguntei. – Como Kol machucando alguém que ela ama?

– Como ele fez quando socou Lavínia? Ou quando matou a esposa e filha do Harold? Ou quando traiu a confiança da Hope para se vingar da Davina? – Kate pergunta.

– Um resumo: seja lá o que a sua cabecinha psicopata está planejando, não vai funcionar. – Kol entra no escritório. – Hope e eu já passamos por tudo o que você pode imaginar... Nada mais vai nos separar, Scott.

– Kol, não é educado se meter na conversa dos outros. – Falei.

– Não é educado cobiçar a esposa dos outros. – Kol diz. – Lavínia bem disse que você estaria planejando uma vingança contra nós.

– Nós? – Repeti. – Ah Kol... Eu já superei essa história toda com a sua família... Meu único problema é você!

– Só por que Hope me ama do jeito que nunca vai te amar? – Kol pergunta tentando me provocar.

– Ah, isso já não tem mais a ver com a Hope... – Me aproximei de Kol. – É algo pessoal!

– Kol, acho melhor você ir. – Kate sugere.

– Na verdade, você deveria ir. – Kol diz. – Vou te dar umas horinhas de folga. Deve ser exaustivo ficar perto dele por tanto tempo! – Kate parecia apreensiva. – Relaxa, eu não vou mata-lo.

– Tudo bem. – Ela concorda. – Mas lembre-se que os seus filhos ainda podem precisar dele. – Kate diz e sai do escritório.

– Então... Isso significa que você não é mais obcecado pela Hope? – Kol pergunta.

– Eu sempre vou ser obcecado por ela... Mas talvez eu tenha me enganado sobre ama-la. – Falei.

– E o que te fez perceber isso? – Kol pergunta. Permaneci em silêncio. – Ah meu Deus! O psicopatinha se apaixonou por alguém? – Kol pergunta fazendo voz de bebê. – E quem é a sortuda? Quem fez Scott Black amar pela primeira vez?

– Isso já não é da sua conta! – Falei. – Mas isso é um pouco parecido com a sua situação. Quer dizer, Hope foi a primeira que você amou de verdade!

– A diferença é que no meu caso foi recíproco. Mas no seu? Acho difícil que tenha alguém nesse mundo que seja capaz de te não te odiar. – Kol diz com um sorriso nos lábios.

(MÚSICA = Devil Devil – Milck)

– Esse é o seu problema, Kol! – Falei. – Você acha que o milagre do amor só funciona com você. Assim como você achou um amor recíproco, eu também posso achar. Assim como você pôde se envolver com a sua sobrinha... Outras pessoas também poderiam... – O sorriso de Kol foi se desmanchando aos poucos.

– Pode parando por ai! Eu não vou cair em seus truques de novo, Scott. – Ele diz.

– Mas eu ainda nem comecei! – Falei rindo. – Por que tanto desespero? Eu não disse nada demais...

– Você disse o suficiente! – Kol disse.

– Você tem medo, não é? Que a história se repita? – Perguntei. – Se nem Klaus Mikaelson conseguiu deter a sua relação com Hope, acha que você vai deter a relação de Miguel com Nataly?

Naquele momento, Kol perdeu o controle e me atacou.

Ele me segura pelo pescoço e me prende contra a parede.

– Está vendo? É por isso que eu sei que não será recíproco! Você faz as pessoas te odiarem, Scott! Por que alguém amaria um monstro como você? – Kol pergunta apertando meu pescoço.

– Pelo mesmo motivo que alguém conseguiu amar um monstro como você! – Falei com dificuldade.

Kol começa a se contorcer e solta o meu pescoço, me fazendo cair no chão.

Olhei para frente e vi Kate, com a mão erguida na direção de Kol. Ela abaixa a mão e Kol para de se contorcer.

– Eu sabia que isso seria uma péssima ideia! – Kate diz. – Kol, vá!

Kol me fuzila com o olhar uma última vez e sai do escritório.

– Obrigado por isso. – Agradeci.

– Não me agradeça! Se eu pudesse, eu ajudaria Kol a te matar! – Kate responde com raiva. – Você queria saber porque eu te odeio. Esse é só um dos motivos! – Ela grita. – Kol está certo! Você faz as pessoas te odiarem! E até parece que você gosta disso!

– Acredite, eu não gosto. – Falei.

– Então por que continua fazendo isso? – Kate pergunta. – Se você estava realmente tentando ser meu amigo a alguns minutos atrás, então saiba que você está fazendo tudo errado!

– Achei que não tinha interesse em ser minha amiga. – Falei.

– Não desse Scott! – Kate diz. Ficamos em silêncio por alguns segundos e então, caiu a ficha do que Kate havia acabado de dizer. – Quer dizer, de nenhum Scott! – Ela tenta corrigir. – Eu preciso de ar!

Ela sai do escritório.

Senti um aperto no peito ao vê-la sair naquele estado.

O que estava acontecendo comigo? O que eu tinha dito para Kol era apenas para provoca-lo, certo? Eu não estava de fato apaixonado por alguém!

E por que eu estava tão interessado em ser amigo de Kate? Eu a odeio! Ela me odeia! Sempre foi assim!

Me joguei no sofá e passei minhas mãos pela cabeça.

– Não, não, não! – Falei ao perceber o que estava acontecendo. – Isso não pode estar acontecendo!

Encarei o teto e então eu já não tinha certeza de mais nada.

Todo o ódio que eu carregava... De Lavínia, dos Mikaelson... Já não prevalecia.

Flash Back

Eu estava na rua da casa do próximo membro da seita. Estava dentro de um carro, com Miguel no banco de trás. Ele havia dormido.

Comecei a procurar pela casa da garota que eu observaria por um tempo, mas não encontrava nada.

Olhei nas informações que eu tinha dela. Uma foto, nome, data de nascimento e o endereço. Eu estava no endereço certo, então por que não conseguia encontrar a casa dela?

Vi o portão de uma casa enorme, se abrir. Olhei para casa e percebi que era um abrigo.

Do abrido saiu uma garota alta, bem pálida e com as pontas dos cabelos roxos. Olhei na foto que eu tinha da garota que estava procurando e percebi que era ela.

A garota fechou o portão do abrigo. Antes que eu pudesse ligar o carro para segui-la, percebi que ela não estava indo para lugar algum.

Ela se sentou no meio-fio da calçada e ficou apenas observando as ervas-daninhas. Ela aproxima sua mão de uma delas e a planta começou a murchar.

Sua magia negra havia feito aquilo. Somos feitos para destruir tudo o que a natureza cria. Eu me lembrava de ficar frustrado, toda vez que isso acontecia comigo.

Olhei para Miguel, que ainda dormia.

– Por favor, não acorde enquanto eu não voltar. – Falei baixinho e saí do carro, colocando um feitiço de camuflagem para que ninguém o visse dentro do carro.

Me aproximei da garota, que estava muito distraída com a erva-daninha murcha, então não percebeu a minha presença.

– É realmente uma droga quando isso acontece. – Falei e ela virou o rosto para mim.

– Me desculpe, está falando comigo? – Ela pergunta apontando para si.

– Quem mais seria capaz de fazer isso com a pobre plantinha? – Perguntei me sentando ao seu lado. – Mas isso passa depois de um tempo. – Sem sequer olhar para ela, eu sabia que ela me encarava com um semblante de confusão.

– Quem é você? – Ela pergunta.

– Alguém que quer ajudar. – Falei. – Você precisa de ajuda, Kate.

– Acredite, você não é o primeiro a me dizer isso. – Ela diz com certa frustração na voz. – O que vai dizer agora? Que eu sou uma aberração? Também não é o primeiro a me chamar assim!

– Posso não ser o primeiro a te dizer que você precisa de ajuda, mas vou ser o primeiro a te oferecer ajuda. O tipo de ajuda que você precisa. – Falei. – Tudo o que você precisa é ter controle... – Falei aproximando a minha mão da erva-daninha murcha. – E então, coitado de quem ousar te chamar de aberração! – A erva-daninha volta ao normal e brota algumas flores roxas. Peguei uma das flores e coloquei no cabelo de Kate. – Você não é uma aberração... Só é diferente. As pessoas ignorantes não gostam do diferente... Elas sabem que as pessoas diferentes ainda vão dominar o mundo!

– Você é como eu, não é? – Kate pergunta.

– E não sou o único. – Falei. – Eu posso te ajudar, Kate. Eu posso te dar tudo o que você sempre quis. Controle, poder... Uma família... – Apontei para o abrigo.

– Você pode? – Ela pergunta. Vi a esperança brilhar em seus belos olhos castanhos.

– Sim, eu posso. – Falei colocando uma mecha de seu cabelo atrás de sua orelha.

Olhei cada detalhe do rosto de Kate e percebi o quão bonita ela era. Nunca tive tempo de notar a beleza das garotas, mas algo em seus olhos fazia ser quase impossível não perceber a sua beleza.

Me afastei de Kate e tirei aqueles pensamentos de minha cabeça. Eu não tinha tempo para isso. Tinha que focar no meu ódio por aquela família maldita. Meu ódio pelos Mikaelson era maior do que qualquer coisa que qualquer garota poderia me fazer sentir.

Meu ódio pelos Mikaelson era maior do que qualquer coisa que qualquer garota poderia me fazer sentir.

– Merda! – Exclamei ainda deitado no sofá.

(...)

POV-HOPE

Acordei no chão do pântano. Me sentei e percebi que já estava quase anoitecendo.

Ouvi um grunhido e me virei para onde vinha o som. Meu coração acelerou ao ver um lobo branco na minha frente.

Me afastei, lentamente. Ouvi passos atrás de mim e quando virei a cabeça para ver quem era, vi Miguel e meu pai.

– Essa é... – Miguel aponta para o lobo.

– Acho que sim. – Falei.

Meu pai me ajuda a levantar.

– O que fazemos agora? – Miguel pergunta.

– Lobos mais velhos quando estão em sua forma de lobisomem são extremamente fortes. – Nosso pai diz. – Qualquer movimento brusco pode ser o suficiente para que ela nos ataque.

– Continuo sem saber o que fazer. – Miguel diz.

– Temos que fazê-la voltar para sua forma humana. – Falei.

– E como fazemos isso? – Miguel pergunta.

O lobo começa a grunhir mais alto e mostra seus dentes.

– Eu não faço ideia, mas precisamos descobrir rápido. – Falei.

– Temos que tocar a humanidade dela. – Meu pai diz.

– E é nessas horas que Lavínia seria extremamente útil! – Falei.

(MÚSICA = Bones – WENS)

Miguel estava olhando para o lobo e o lobo estava olhando para Miguel.

– Achei que podíamos fazer isso sem ela. – Meu pai diz.

– E nós podemos. – Miguel diz e se agacha no chão.

– Miguel, o que está fazendo? – Meu pai pergunta.

– Todos dizem que eu tenho os olhos da mamãe. Vamos tirar a prova agora. – Miguel disse e se aproximou do lobo, que de inicio ficou na defensiva por Miguel estar tão próximo.

– Fique atrás dela em caso dela fugir. – Meu pai diz.

Passei pelo canto e me coloquei atrás do lobo.

Olhei para Miguel, que olhava diretamente nos olhos do lobo. Me assustei ao ver os olhos azuis de Miguel ficarem amarelos e brilhantes.

No mesmo instante, o lobo abaixa sua cabeça e começa a se transformar em Lis.

Quando a mesma já estava nua e encolhida no chão, Miguel sorriu ao perceber que seu plano maluco tinha funcionado.

Tirei minha jaqueta e cobri Lis.

– Está doendo. – Ela diz com a voz fraca.

– Vai ficar tudo bem! – Falei tentando acalma-la. Olhei para seus braços e vi os hematomas. Depois fui perceber que havia hematomas por todo o seu corpo. – Temos que leva-la para o hospital. Agora!

Meu pai pega Lis nos braços e começamos a nos direcionar de volta para o carro.

(...)

Chegamos no hospital e logo, vários enfermeiros chegaram com uma maca, onde meu pai colocou Lis.

– Hope... – Jo aparece. – O que aconteceu?

– Longa história. – Falei. – Um resumo: ela é uma das passagens e está extremamente machucada. Por favor, tome conta dela!

– Eu vou. – Jo diz e então olha para Miguel. – Me desculpe, mas eu te conheço?

– Jo... Esse é Miguel. Meu irmão. – O apresentei. Jo ficou boquiaberta. – Miguel, essa é Jo. Além de ser uma das mães de Lizzie e Josie, foi ela quem fez o seu parto.

– Ah... Olá! – Miguel disse meio sem graça. – Você tem filhas lindas!

– É.. Eu tenho! – Jo disse prestes a se emocionar. – Lavínia também tem um filho muito bonito! – Ela sorri. – Eu vou assumir o caso da sua amiga... Vou avisar sobre qualquer novidade. – Ela diz e então vai embora.

– Isso foi... Estranho. – Miguel disse.

– Um pouquinho. – Falei. – Acho que ela só está emocionada ao ver que o bebezinho que ela fez nascer, já está crescido e agora é um homem.

– Não exagere. – Miguel diz.

– Eu não estou. – Falei. – Você tem muito mais em comum com a Lavínia do que os olhos. – Coloquei a mão em seu ombro. – Estou orgulhosa, maninho!

(...)

Voltamos para casa e nos reunimos no escritório, onde Scott estava jogado no sofá.

– O que estamos esperando para coloca-lo para dormir de novo? – Perguntei apontando para Scott no sofá.

– Eu sei exatamente o que estamos esperando. – Scott responde e então se vira para me encarar. – Quer que eu diga em voz alta? – Ele olha para meus braços, onde as veias negras circulavam de novo. Cruzei os braços para tentar esconde-las.

– Onde sua mãe está? – Meu pai pergunta.

Foi quando me lembrei do motivo pelo qual eu tinha acordado no chão.

– Ah meu Deus! – Falei. – Nós temos que voltar e detê-la!

– Tarde demais. – Minha mãe diz entrando no escritório. – Está feito.

– O que está feito? – Elijah pergunta entrando no escritório.

Logo, toda a famíliaestava no escritório.

– Aproveitando que todos estão aqui, eu tenho um comunidado para dar. – Minha mãe diz. – Eu vou me casar. – Vi um sorriso crescer nos lábios de Elijah, provavelmente achando que ela havia aceitado o seu pedido de casamento. – Assim que Lavínia voltar, eu e Jackson vamos nos casar. – O sorriso se desmanchou.

– Jackson? – Rebekah pergunta.

– Sim, Jackson. – Minha mãe diz. – Os crescentes disseram que o único jeito de tê-los de volta do nosso lado, seria se eu me casasse com Jackson.

– Isso não pode ser verdade. – Elijah diz. – Me desculpe, mas eu me recuso a acreditar nisso.

– Você acreditando ou não, o casamento vai acontecer. – Minha mãe disse sem encara-lo.

Elijah passa por minha mãe e então sai do escritório. Freya e Rebekah vão atrás dele.

Minha mãe fecha os olhos e lagrimas começam a escorrer. Quando ela começou a soluçar, fui até ela e a abracei.

POV-TREVOR

Eu estava no cemitério, escondido atrás de uma sepultura, olhando para a cripta dos Black, onde havia um dos vampiros de Klaus na porta. Lavínia deveria estar lá.

– Nem pense nisso! – Ouvi sua voz suave atrás de mim.

Me virei e a encarei.

– Então, a tão temida “Fe” já está de volta? – Perguntei a encarando.

– Ainda não. – Ela responde. – Mas em breve estarei. Sou apenas um fantasma te fazendo uma visitinha.

– Do jeito que Carolyn e Nataly faziam para Lavínia? – Perguntei.

– Exatamente. – Ela responde.

– Você não tem motivos para vir me assombrar. Eu fiz tudo o que você mandou. Injetei o sangue de Abaddon em Hope, menti sobre com funcionam as passagens... – Falei.

– Mas eu nunca mandei que viesse aqui. – Ela diz. – Aliás, o que você veio fazer aqui? – Engoli em seco. – Você já juntou os pontos, não é? Por isso está aqui? Para pedir avisar Lavínia e estragar o meu plano?

– Podemos acabar isso de um jeito pacífico. Eu posso ir embora agora mesmo! – Falei com medo do que ela poderia fazer comigo.

– Tarde demais para isso. – Ela diz e ergue sua mão em minha direção. – O feitiço de Hope, impede que nenhum Mikaelson vivo possa te machucar. Mas eu não estou viva ainda!

Foi quando senti meu coração sair do meu peito.

Continua...


Notas Finais


Eae? O q acharam?
Nessa cena da Fe, imaginem ela de costas... Como se tivesse uma câmera focando só na cara do Trevor.


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