História Forbidden Love - Capítulo 30


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Chaz Somers, Christian Beadles, Jaxon Bieber, Justin Bieber, Ryan Butler
Tags Amor Proibido, Justin Bieber, Padrasto, Romance
Exibições 3.157
Palavras 4.017
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hey hey meus anjos >...<

Bom, eu realmente espero que gostem, e se estiver uma merda... Bom me desculpem!

AHHHHH E OBRIGADA PELOS FAVORITOS E QUASE 300 COMENTÁRIOS! ESTOU EM ÊXTASE! VOCÊS SÃO FODAS DEMAIS!

Capítulo 30 - Continuando com a Farsa...


Fanfic / Fanfiction Forbidden Love - Capítulo 30 - Continuando com a Farsa...

  - Que inferno! - Justin resmungou novamente, pegando o celular que tocava em cima da mesa.

  - Acho melhor irmos. - Falei colocando mais uma colher de sorvete na boca.

  - Vamos terminar o sorvete. - falou cabisbaixo.

  - Hey Bieber, não fique assim. - pedi de maneira engraçada o fazendo rir. - Melhor.

Minha mãe havia chegado hoje de manhã, mas Justin não quis ir buscá-la, dizendo que tínhamos que aproveitar o dia, pois não íamos mais poder ficar assim na frente dela. Foi hilário vê-lo mentir para ela, dizendo que ia ter reuniões até de madrugada. A coitada caia direitinho, estava até me batendo um arrependimento, mas ele não me deixou dar para trás.

Hoje acordei com café da manhã na cama, pois é, chique né? Foi muito fofo, comemos juntos, rindo e conversando sobre o que faríamos no dia. Depois ele foi me levar na faculdade e mais tarde me buscar, depois fizemos um voo panorâmico pela cidade. Eu nunca havia feito aquilo, e foi tão perfeito, tirando o meu pequeno medo de voar, mas de resto, foi incrível. Depois fomos almoçar no Per Se, o melhor restaurante do mundo, segundo Justin, e realmente, a lagosta com espinafre de lá e divina. Foi um almoço mega agradável e divertido, em um lugar exclusivo para o Senhor Bieber, foi tão engraçado ver o maitre o chamando assim, mas em fim, foi perfeito. Depois fomos ao cinema, assistimos Homem de Ferro 3, nada muito romântico, mas eu não gosto muito de romance mesmo. Saímos de lá e fomos a uma loja de chocolates, e cara... Aquilo foi meu sonho. Apesar de Justin não gostar de chocolate, ele acabou comendo alguns bombons comigo, acho que para não me deixar passar por gulosa, ou sei lá, mas eu realmente parecia uma criança, principalmente quando passamos pela loja de jogos. Nossa aquilo foi demais! Eu e ele brincamos em tudo quanto é tipo de maquina, ganhamos vários prêmios. Após fazermos a festa lá, fomos caminhar pelo Central Park. Foi tão... Perfeito? É acho que tudo que fizemos pode-se descrever assim, perfeito! Comemos algodão doce, e andamos pelas lindas árvores floridas, depois ficamos vendo as crianças brincarem perto do lago, falando sobre Mellanie, que temos visto bastante nessas ultimas semanas. E para completar, fizemos um passeio de charrete, aquela branca e vermelha, como as de filmes. Agora, estamos aqui, em uma sorveteria tomando um sorvete enorme, que é uma explosão de açúcar.

Justin realmente conseguiu se superar. Ele conseguiu fazer um dia perfeito, ele é perfeito. Agora eu me pergunto, porque diabos eu não consigo distinguir o que sinto por ele? É algo tão difícil... Bom, para eu dizer que amo alguém é. Eu não consigo colocar meus pensamentos no lugar, me organizar e pensar. Isso está se tornando uma tortura para mim, e tenho certeza que para Justin também, e isso me incomoda. A minha indecisão me incomoda. Mas, agora, que começamos o mês de dezembro, irei ir para Disney, onde me apresentarei e passarei o Natal, junto a algumas amigas da faculdade. Isso me dará um tempo. Eu relaxarei, e poderei pensar direito em tudo, quando voltar, saberei o que fazer.

  - Por que está me olhando assim? - ele perguntou, tirando-me do transe.

  - Ahh, desculpa, estava distraída. - falei corando levemente e ele riu.

  - Pensando em mim, aposto. - falou rindo e eu ri fraco.

  - Pois é... - admiti.

  - E o que estava pensando sobre mim? - perguntou segurando minha mão.

  - Em como nosso dia foi perfeito, em como você é perfeito, e em como você não me merece. - fui sincera e ele riu pelo nariz.

  - Por que você acha que eu não te mereço?

  - Ahh... Sei lá Justin. Eu sou tão indecisa, criança... Não sei, só acho que merece alguém a sua altura sabe... Uma mulher de negócios, que sirva para algo, como a minha mãe. - falei tudo que eu vinha guardando para mim durante essa semana.

  - Anne, você é perfeita, a minha criança. - falou tocando meu nariz e eu ri. - Eu te amo, e não preciso de uma mulher de negócios.

  - Ainda não entendo o que você viu em mim... - comentei rindo.

  - Tudo o que faltava em mim. - ele disse sorrindo de lado e eu sorri. - Uau, isso soou gay demais, não acha.

  - Sim, mas foi fofo. - ele riu. - Jus... Acho melhor irmos. - falei após longos minutos em silencio, apenas trocando olhares. - Está ficando bem tarde.

  - Claro. - assentiu, se levantando e pegando a carteira.

Justin deixou o dinheiro na mesa, e nós saímos. Já estava de noite um pouco frio. Como o carro estava um pouco longe, fomos caminhando. Estávamos de mãos dadas, caminhando calmamente enquanto conversávamos coisas sem importância. Senti um clarão me segar por alguns segundos e parei, assim como Justin. Quando consegui voltar com a visão ao normal, forcei um pouco a vista e, um pouco distante de nós, pude notar um cara com câmera. Não paparazzi não!

  - Droga. - Justin murmurou e agarrou minha mão, correndo em direção ao carro no final da rua.

  - Hey! Olhem para mim! - o cara gritou tirando mais fotos.

  - Para! - gritei sentindo minha cabeça girar por causa daqueles clarões.

  - Entra no carro Anne. - Justin abriu a porta para mim e eu entrei.

Ele entrou logo em seguida, e o cara ainda tirava fotos do lado de fora.

  - Ai que inferno! - gritei irritada.

Justin deu partida, arrancando com o carro, cantando pneus.

  - Por que vieram atrás da gente? - Justin perguntou irritado.

  - Minha mãe ta de volta a cidade, agora isso vai voltar. - bufei.

Não, calma! Se ele tirou fotos, quer dizer que isso sairá em algum lugar, e se isso sair em algum lugar, minha mãe irá ver eu e o Justin... Wow! Isso é péssimo.  

  - Justin, se amanhã essas fotos saírem em algum lugar, minha mãe vai ver teremos que nos explicar. Eu não quero que ela fique sabendo assim e nem agora. - falei temendo o que poderia acontecer.

  - Anne calma. - falou e eu bufei.

  - Calma Bieber? Calma? Como eu vou ficar calma, sabendo que amanhã essas porras de fotos podem estar em todos os jornais e revistas ao redor do mundo e todos vão ver a vadia que eu sou?! Minha mãe não pode descobrir assim Justin, não pode! Ela vai me matar, claro... Depois de te castrar! - gritei nervosa.

  - Acontece, que se nós ficarmos nervosos vai ser pior. Deixa que eu resolva isso. - falou serio e eu assenti ainda meio desnorteada. - Fique calma, ok?

  - Ok. - assenti respirando fundo.

Justin me levou até seu apartamento, onde eu peguei minhas coisas. Não poderíamos chegar juntos, então eu iria com o meu carro.

  - Até mais tarde. - falei, jogando a mala no banco de trás.

  - É... Até mais tarde. - sorriu de lado.

Justin estava meio triste, desde a hora que chegamos, e aquilo me deixava de coração partido, pois eu sei que a culpa é minha.

  - Justin, é só um tempo, juro que vou me decidir. - falei encostando-me ao carro e passando a mãos em seu rosto.

  - Eu sei, é que... Eu não queria mais ficar com a Tracy. - falou e beijou minha bochecha.

  - Se quiser termina com ela então, mas pense em uma desculpa boa, porque não quero vê-la sofrer. - falei seria.

  - Eu não sei o que falar. - falou pensativo. - Sei lá, dizer que não está dando certo, que me apaixonei por outra pessoa.

  - Se eu bem conheço minha mãe, ela vai pagar alguém para te seguir. - falei e ele riu.

  - Verdade.

  - Olha, vamos continuar assim até o final do ano. Depois tudo se acalma, ela ficará mais tempo em casa, e estará menos atarefada. - falei e ele assentiu.

  - Tudo bem. - me abraçou, deixando sua cabeça na curvatura do meu pescoço, depositando um pequeno beijo ali. - Só vai ser difícil resistir a você tão perto de mim sem poder de tocar, te beijar... - falou baixinho apertando minha cintura de leve, fazendo-me sorrir.

  - Eu sei que é difícil mesmo resistir a 1,61 de beleza. - gabei-me rindo e ele riu também, levantando a cabeça e me olhando nos olhos.

  - Metida. - falou acariciada minha bochecha com uma das mãos.

  - Aprendi com você. - ri.

  - Aprendeu direitinho. - beijou o canto da minha boca. - Eu te amo. - repetiu e selou nossos lábios.

Ficamos por alguns minutos ali, no estacionamento do prédio, trocando beijos, e logo depois eu entrei no carro, dando partida para minha casa. Fazia tempo que não ia lá, estava com saudades. Durante o percurso fui pensando em como será minha viagem. Eu estou ansiosa, por incrível que pareça, nunca passei o natal longe da minha mãe. Nós sempre vamos para Paris, ficar com a minha avó e o resto dos parentes que moram pra lá.

Respirei fundo, assim que parei em frente a mansão das Winks e desliguei o carro. Peguei a pequena mala que levei para casa do Justin e a mochila e desci. Caminhei lentamente até o portão, o qual eu abri com a minha copia da chave, e segui pelo jardim bem cuidado à frente da casa. Abri a porta e dei de cara com Leonor, varrendo.

  - Menina Anne! - falou feliz e eu sorri a abraçando. - Que saudade.

  - Também estava Leo. - beijei sua bochecha demoradamente. - Minha mãe... Ela ta em casa? - perguntei torcendo para não estar.

  - Ahh, sim. Chegou de manhã, e desde então não sai de perto do telefone, esperando o senhor Bieber ligar. - falou baixo. - Não parou de ligar para ele um segundo se quer.

  - É eu sei. - murmurei revirando os olhos.

  - Como assim?

  - Ahh, nada não. - sorri. - Vou subir com essas coisas.

  - Deixe que eu te ajude. - falou largando a vassoura encostada a parede.

  - Não, pode deixar, eu consigo subir sozinha. - ela assentiu e eu segui.

  - Filha! - escutei a voz da minha mãe assim que cruzei a entrada da sala.

  - Mamãe! - fingi entusiasmo. - Como foi de viagem?

  - Ótima meu amor, perfeita. - falou animada e eu franzi o cenho.

  - Porque toda essa animação?

  - Ahh... - corou. - Nada não.

  - Sei... - falei desconfiada. - Vou subir, preciso guardar essas coisas.

  - Não! Deixe que Leonor faça isso, você sente aqui e me conte como foi tudo. - falou batendo ao seu lado no sofá.

  - Não mãe, Leonor está atarefada. - neguei e ia subindo quando ela gritou Leonor, que apareceu correndo.

  - Leve as coisas da Anne lá para cima e arrume tudo. - mandou com uma voz cheia de si, prepotente, e Leonor assentiu.

  - Deixe-me levar Anne. - Leonor pediu, chegando perto.

  - Quem te deu tanta intimidade Leonor? - minha mãe perguntou rude.

  - Perdoe-me. Com licença senhorita Anne. - pediu de cabeça baixa e pegou minhas malas.

  - Leo, me chame de Anne, escutou? Eu te dou intimidade. - falei olhado para minha mãe que revirou os olhos.

Leonor apenas assentiu e subiu as escadas, sumindo logo em seguida.

  - Venha Anne! Conte-me, como foi entre você e o Justin? - perguntou animada.

Sentei ao seu lado, a contra gosto, claro, e comecei inventar umas coisas.

  - Mãe, nós nem nos vimos direito. Eu estou ocupada com os ensaios, a faculdade e o ateliê. - menti. - E Justin também, trabalha muito coitado. Às vezes chegava bem tarde.

  - Anne, seja sincera comigo. - pediu e eu assenti. - Você acha que ele possa estar me traindo?

Engoli em seco.

  - Claro que não mãe. Justin é um homem fiel. - menti descaradamente.

  - Mas... Hoje mesmo, ele até agora não atendeu ao telefone.

  - Pelo que eu entendi dele falando com o Chaz, hoje ele teria uma importante reunião com uns coreanos. - falei o que ele havia inventado.

  - Você tem certeza? - perguntou e eu assenti. - Ai, obrigada filha, ainda bem que posso contar com você. - falou e eu senti meu coração se esmagado. - Olha, eu vou tentar falar com Justin novamente e quem sabe marcar um jantarzinho para nós dois. Acho que estamos apenas precisando matar as saudades. - sorriu maliciosa e aquilo me deu nojo. - Estou pensando em algo bem... Excitante.

  - Ai que nojo! - falei levantando. - Não precisa contar o que pretende fazer. - falei seguindo para a escada.

  - Tudo bem. - falou rindo.

Subi para o meu quarto sentindo nojo do que havia escutado. Que horror, ela e Justin juntos... Aff’, não consigo imaginar essa atrocidade. Entrei no meu quarto  sorri vendo tudo arrumadinho, como eu deixará. Olhei para minha cama e mordi o lábios inferior.

  - Cama! - gritei e corri até ela, me jogando ali. - Ai, que delicia! A cama do Justin não se compara com essa. - comentei comigo mesma.

  - Como assim, a cama do Justin? - Leonor apareceu, saindo do closet.

  - Ahh... É que... Nada não... Só que sabe... A cama... No apartamento dele é dele. - gaguejei.

  - Sei. - falou sorrindo maliciosa e eu corei. - Não vou nem comentar sobre o que acho disso. - balançou a cabeça negativamente rindo.

  - Eu e ele não temos nada! - falei me sentando.

Ao fundo pude escutar Sex In Crazy Places tocar.

  - Ahh, seu celular estava na mochila. - Leonor entrou no closet e logo apareceu com ele em mão. - Hm... O senhor Bieber está ligando. - falou em um tom malicioso me entregando e eu vi no visor uma foto bem idiota do Justin.

  - O que você quer Justin? - perguntei ao atender e ele riu.

  - Nossa, que amor você.

  - É eu sei, sou muito gentil e tudo mais. - debochei e ele riu abafado.

  - Err... A sua mãe está ai? - perguntou e eu ri pelo seu tom de voz.

  - Sim, minha mãe está, e está te ligando loucamente para marcar um jantarzinho com uma surpresa sexy. - falei debochada.

  - Oi?

  - Ela disse que irá te fazer uma surpresa... Uma surpresa muito excitante. - falei com nojo e ele riu malicioso. - Seu safado!

  - Hey, eu vou ter que fingir enquanto estiver com ela, não? - perguntou brincalhão.

  - Justin, fica quieto velho, por favor. - pedi irritada pelas suas brincadeiras.

  - Awwn, que ciumenta você meu anjo. - falou rindo e eu bufei deitando na cama.

  - Eu? Ciúme? Não me faça rir Bieber. - falei debochada.

  - Ok, ok... Já estou indo prai. - falou. - Estou ansioso para a surpresa. - falou rindo.

  - Faça como quiser, tchau. - falei e desliguei na sua cara.

Ai que inferno! Por que eu estou me sentindo assim?

Eu nem tinha percebido, mas Leonor já havia saído do quarto. Coloquei The Pretty Rockless para tocar e fiquei jogada na cama, com os olhos fechados, enquanto escutava a voz da Taylor soar por todo o quarto em um volume exagerado.

JUSTIN POV.

  - Oi Leo. - beijei seu rosto e ela sorriu. - A Anne está né? - ela me olhou sugestiva. - Quer dizer, a Tracy está?

  - Sim, as duas estão. Dona Tracy está na sala, e Anne está no quarto.

  - Obrigada. - sorri de lado e ela assentiu saindo em direção à cozinha.

Puxei o ar e o soltei em seguida, de maneira bruta. Lá vou eu!

Dei meus primeiros passos em direção à sala, ouvindo um som alto que deveria vir do andar de cima, e logo avistei Tracy sentada no sofá, com uma cara nada boa, mas assim que me viu um sorriso brotou em seus lábios.

  - Bebê! - gritou animada correndo até mim e se jogando em meus braços.

  - Tracy! - fingi empolgação a abraçando pela cintura e beijando sua bochecha.

  - Que saudades de você. - falou e me beijou.

Fiquei sem reação no começo, mas logo retribui. Eu tinha que fingir, não? Nossas línguas se enroscavam de maneira sensual, mas eu não conseguia sentir nada demais, era apenas um beijo. Com Anne eu sentia mil coisas, eu nem sei o que, mas sentia.

  - Vamos jantar fora? - ela perguntou ofegante, assim que nos afastamos.

  - Ahh não... Eu estou cansado. Que tal pedirmos uma pizza mesmo? - sugeri e ela assentiu meio a contra gosto.

  - Aff que inferno esse som. - Tracy reclamou. -

  - E a Anne?

  - Sim, só Deus mesmo. Essas musicas esquisitas. - revirou os olhos.

  - Quer que eu peça para que ela abaixe? - perguntei torcendo para ela assentir.

  - Por favor, não aguentaria chegar perto daquele quarto. Enquanto isso eu peço a pizza. Fale para ela descer para comer também. - assenti e corri em direção à escada.

Subi tentado parecer normal a ela, que me observava sorrindo e assim que vi o corredor sorri. O som estava ainda mais alto ali em cima, como ela consegue ficar dentro do quarto assim? O negocio deve estar explodindo a cabeça dela. Cheguei de frente à porta e minha cabeça quase descolou do pescoço, caralho!

  - Anne! - gritei batendo na porta, e obviamente ela não ouviu. Resolvi abrir de uma vez.

Ela estava jogada a cama, com as pernas apoiadas na parede da cabeceira, de olhos fechados, e gritando a letra da musica. Ri e fui até ela. A mesma se quer percebeu. Deitei ao seu lado na cama e, só então, ela percebeu minha presença.

  - Oi. - sorri.

  - Oi. - respondeu seca.

  - O que houve?

  - Nada. - mentiu. - Já praticaram a putaria? - perguntou debochada e eu ri.

  - Ciúme. - falei e ela riu sarcástica. - Vamos comer pizza?

  - Não, não estou com fome.

  - Mas precisa comer. - falei me esticando e desligando o radio. - Nossa como aguenta ficar aqui dentro com isso?

  - Por que desligou?

  - Sua mãe queria que você desligasse. - sorri de lado, indo até ela.

  - Sua mãe queria. - me imitou fazendo uma voz tosca e eu ri. - Já está virando o cachorrinho dela de novo?

  - Anne, para de ciúmes. Você quis assim. - falei e ela revirou os olhos.

  - Não é...

  - É sim, agora vamos descer que eu to com fome. - falei e ela assentiu levantando.

Antes de sairmos do quarto escutamos seu celular tocar e ela voltou correndo até a cama para atendê-lo.

  - Hey, Logan! - ela gritou animada e eu franzi o cenho, prestando atenção no que ela dizia. - Tudo sim meu gato, e contigo? - ela sorriu. - Que bom, mas e ae, o que quer comigo? - pausou, sempre mantendo aquele sorrisinho de lado no rosto. - É obvio que eu vou né?! Cara, to muito ansiosa, a Disney é meu paraíso desde criança! - pausou. - Não, minha mãe ainda não sabe, irei contar hoje, na verdade, agora mesmo. - me olhou de relance e fez sinal para que eu saísse do quarto, mas eu neguei. - A claro, vai ser incrível! Eu acho que irei me apresentar três dias antes do natal. - fitou as unhas. - Fiz sim, e você? Tudo bem, nos vemos amanhã, beijos delicia! - gritou animada, mandando um beijo estalado e eu a olhei indignado.

  - Delicia? Gato? Que merda é essa Anne Marie? - perguntei a olhando serio.

  - Que foi? Era meu amigo, e ele é uma delicia. - sorriu falsa. - Agora vamos que eu estou com fome. - falou passando por mim e seguindo pelo corredor.

Bufei e a segui. Mas que porra de amigo é esse? Eu não fico chamando minhas amigas de gostosas, ou delicias, apenas de serem. Para mim isso de amizade entre homem não existe! Cheguei á sala encontrando ela e Tracy sorrindo e conversando sobre algo.

  - Então você tirou dez? - Anne assentiu sorrindo. - Que orgulho. - a abraçou e aquilo me fez me odiar.

Eu iria destruir um laço entre mãe e filha, tudo porque fui idiota o suficiente para me apaixonar pela pessoa errada. Eu sei que assim que contarmos que estamos juntos Tracy não irá mais querer Anne nessa casa, e nem em sua vida. Eu me sinto mal por fazer isso, mas não posso negar que Anne foi uma das melhores coisas que aconteceu comigo. Eu me sinto diferente com ela. Sinto-me uma pessoa melhor, sei que é ela a mulher da minha vida, e que minha escolha é a melhor que eu poderia escolher. Eu a amo... Muito, e lutarei por ela, não me importo com nada, desde que eu a tenha comigo.

  - Justin, porque está ai parado? - Tracy perguntou se levantando do chão, onde estava com Anne.

  - Ah nada não. - sorri de lado. - A pizza chegou?

  - Sim, já está ali. - ela sorriu e eu segui até elas.

Sentei junto a elas e Anne ligou a TV, deixando em um canal de desenhos, e pegou um pedaço de pizza, virando-se para prestar atenção na TV a sua frente.

  - Anne, come direito! - Tracy repreendeu o jeito de minha menina comer e eu ri fraco. - Até parece um hominho.

   - Aff mãe, não enche! - Anne resmungou voltando a atenção para a TV.

  - Vê se pode isso. - Tracy falou indignada e eu ri.

ANNE POV.

  - Não vai comer mais bebê? - minha perguntou a Justin que negou.

Eu fingia prestar atenção nos meus desenhos tolos, mas eu sempre os fitava e me arrependia. Minha mãe estava sentada no colo de Justin, beijado seu pescoço, enquanto o mesmo me olhava perdido e eu dava de ombros. Fui eu que quis assim, não foi? Então, eu que aguente. Comi meu ultimo pedaço de pizza e joguei a borda na caixa, fazendo barulho o suficiente para chamar a atenção de ambos. Tomei o resto de Coca que tinha no copo e me levantei.

  - Com licença. - pedi e sorri falsa á Justin que negou leve. - Até amanhã. - falei por fim e subi.

Fui direto para o banheiro. Despi-me e entrei debaixo do chuveiro quentinho. Aquilo era bom e relaxante. Fiquei por longos minutos ali e quando sai já era uma da manhã. Fui até o closet e peguei um pijama limpo e uma calcinha e voltei ao quarto.

  - Awwn! Isso Justin! Mais rápido... - escutei os gemidos da minha mãe e ri pelo nariz, sem humor algum.

É obvio que eles transariam, ela voltou com saudades e Justin, bom ele é homem e eu o mandei continuar com essa farsa, eu o mandei agir como sempre, mesmo ele não querendo. Vesti-me e voltei ao banheiro. Penteei meus cabelos enquanto escutava os escandalosos gemidos de minha mãe. Sem perceber senti uma lagrima descer por meu rosto.

  - Droga! - murmurei frustrada.

Fiz uma trança e fui para a cama, dormiria com eles molhados mesmo. Peguei meu fone, daqueles gigantes e que explodem a cabeça, e o coloquei, para parar de escutar aquilo. Deitei-me na cama, me cobrindo com os enormes cobertores verde-água, e fechei os olhos, enquanto era induzida ao sono pela doce voz do Ed Sheeran.

Após longos minutos, horas talvez, senti mãos abraçarem minha cintura. Sorri sentindo um corpo colar-se ao meu e beijar minha nuca. Meus fones, que já não reproduziam nenhuma musica, foram tirados.

  - Desculpa princesa. - escutei-o murmurar.

Abri meus olhos com dificuldade e me mexi, meio mole. Virei-me para ele e o olhei. Ele estava sem camisa, apenas com uma calça de moletom, e me olhava ternamente. Passei minhas mãos por seu rosto e selei nossos lábios. Me aconcheguei melhor em seus braços, e mais uma vez adormeci. 


Notas Finais


PIJAMA: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=81644375&.locale=pt-br
TRAILER COMMON DENOMINATOR: http://www.youtube.com/watch?v=9-gyFpMF_H8
QUARTO: http://weheartit.com/entry/60882208/via/sarakatrina
E ae, gostaram? Espero que sim =) Bom, aos leitores de Common Denominator, logo eu atualizarei! E o trailer, espero que gostem dele, mesmo tendo ficado meio escuro, não ficou tão ruim para a minha 1ª vez usando o SV >.<
Espero que vcs comentem, nem que for para criticar, ou um simples 'Continua'!
BJS!


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