História Forbidden Love - Capítulo 40


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Chaz Somers, Christian Beadles, Jaxon Bieber, Justin Bieber, Ryan Butler
Tags Amor Proibido, Justin Bieber, Padrasto, Romance
Visualizações 3.243
Palavras 6.587
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


NOTAS FINAIS ~~ PERGUNTA IMPORTANTE ~~ NOTAS FINAIS ~~ PERGUNTA IMPORTANTE ~~ NOTAS FINAIS ~~ PERGUNTA IMPORTANTE ~~ NOTAS FINAIS ~~ PERGUNTA IMPORTANTE ~~ NOTAS FINAIS ~~ PERGUNTA IMPORTANTE ~~ NOTAS FINAIS ~~ PERGUNTA IMPORTANTE ~~ NOTAS FINAIS ~~ PERGUNTA IMPORTANTE ~~ NOTAS FINAIS ~~ PERGUNTA IMPORTANTE ~~ NOTAS FINAIS ~~ PERGUNTA IMPORTANTE ~~ NOTAS FINAIS ~~ PERGUNTA IMPORTANTE ~~ NOTAS FINAIS ~~ PERGUNTA IMPORTANTE ~~

Capítulo 40 - Tudo ficará bem...


Fanfic / Fanfiction Forbidden Love - Capítulo 40 - Tudo ficará bem...

  - Não acredito que se resolveram! - Jazzy falou, vindo em minha direção. - Me conta tudo!

Havíamos acabado de chegar à casa de Pattie. Eu implorei muito a Justin para que não viéssemos aqui, pelo menos não depois daquele barraco que armei aqui, mas ele insistiu, e disse que não havia sido nada demais. Acabei me rendendo. A casa já não estava tão lotada, também pudera, já eram três da manhã.

Jazmyn puxou-me até seu quarto e fechou a porta atrás de si, encarando-me, esperando que eu começasse.

  - Nós apenas reatamos o que mal terminamos. - dei de ombros, mas ela me encarou como se dissesse: “Ahh, é mesmo?!”. O que me fez continuar. - Eu só percebi que não iria conseguir ficar longe dele, e que ele sempre me perseguiria. Eu acabei me tornando dependente de Justin. - suspirei pesadamente.

  - Você sabe que ele te ama. - murmurou, vindo sentar-se ao meu lado.

  - Eu também. - admiti. - Mas, de qualquer forma, é uma traição. Você perdoaria fácil assim?

  - Se o amasse e soubesse o quão culpado ele se sentia... Acho que sim. - deu de ombros.

  - Ele, realmente, senti-se culpado?

  - Claro! - exclamou. - Justin te ama muito, o que aconteceu foi um mero deslize. Ele me contou assim que ocorreu. - a encarei incrédula. Ela sabia? - Calma, eu sabia, mas não contei porque ele me pareceu realmente arrependido. Fiquei sem falar com ele durante alguns dias, até ele vir aqui e dizer que sentia sua falta e tudo mais. Ai eu o ajudei com a surpresa para você, e em fim o perdoei e resolvi não lhe contar.

  - Mas você devia, Jazzy! - exclamei.

  - Eu apenas achei que isso deveria ficar no passado. Não sabia que a vadia ruiva contaria. - falou sobre a outra com uma raiva.

  - Porque você também não gosta dela? - perguntei curiosa.

  - Porquê... Bom, há um ano, eu estava namorando um menino. Ele era universitário, cursava medicina, e eu estava muito apaixonada. Muito mesmo. - começou. - Tanto a ponto de... Bom, eu me entreguei a ele. - assenti, atenta a cada palavra. - Ele foi tão amoroso e carinhoso que só conseguiu me fazer amá-lo mais. Estava bem juntos e brigas eram raras, ele era perfeito... Tudo estava perfeito. Até minhas notas estavam boas. - riu fraco, me fazendo rir junto. - Um dia cheguei em casa e a encontrei aqui… Nunca gostei dela pelo simples fato de que ela vivia dando em cima de Justin, então a expulsei daqui. Recebi uns xingos da minha mãe, mas eu não queria aquela mulher em casa. Sempre que ela vinha era para perguntar sobre Justin, ou tentar fazer a cabeça da minha mãe sobre a vida dele em Nova York. Naquela época ele ainda não estava rico. - assenti. - Em fim... Ela ficou furiosa comigo, e disse que se vingaria. E realmente se vingou. Após uma semana, eu e Antony marcamos de nos encontrar em um parque aqui perto, e eu fui. Fiquei lá por uma hora, mais ou menos, mas nada dele chegar ou atender o telefone. Comecei a ficar preocupada e resolvi ir até a pensãozinha que ele ficava aqui na cidade durante os finais de semana, enquanto estava fora da faculdade. Cheguei lá me deparei com a cena mais escrota que já poderia ter visto. Aquilo me fez desmoronar. Ele me traiu com aquela coisa. - falou com desgosto. - Depois daquilo tudo acabou, porque eu percebi que não tínhamos mais jeito. Eu até dei uma segunda chance, mas ele ficou diferente. Ela havia o enfeitiçado. Ele sonhava com ela noite e dia... Chegou a trocar nossos nomes. No final, eu o dispensei, ela o dispensou, e ele nunca mais voltou para Stratford. Até que finalmente eu encontrei Brian, meu príncipe. - sorriu abertamente, fazendo-me sorrir.

  - Então, não é a primeira vez que a vadia ataca. - perguntei. - Mas, você nunca fez nada?

  - Sim, hoje, depois que vocês saíram. - riu. - Descontei minha raiva.

  - Ela não deve estar conseguindo andar direito. - comentei, e não pude conter o enorme sorriso de satisfação. - Coitada. - falei sarcástica.

  - Vazo ruim não quebra. - Jazzy riu.

  - To com fome. - murmurei e ela riu assentindo.

  - Sobrou bolo de cenoura com cobertura de chocolate. - falou, lambendo os lábios. - Na verdade eu escondi para ninguém comer, mas vamos deixar todos acharem que sobrou. - assenti rindo. - Ah, e afinal... Sua irmã saiu daqui preocupada, acho melhor ligar para ela. - avisou.

  - Vou ligar sim. - concordei enquanto descíamos. Tudo estava vazio, todos estavam na parte de fora da casa, conversando de frente a fogueira.

Enquanto Jazmyn lutava para tentar achar o bolo liguei para Jennie e avisei que estava bem e que ligaria para explicar tudo amanhã - ela estava de partida para Paris, começaria um estágio. Jennifer trancou a faculdade de moda, e resolveu partir direto para o estágio. Trabalharia com D&G. -. Depois liguei para Jullie, e ela me avisou que me buscaria no aeroporto, já que chegaria amanhã mesmo em Nova York.

  - Achei. - Jazmyn comemorou, após longos minutos. - Caralho, me esqueci de onde tinha escondido. - murmurou, pegando dois pratinhos.

Após cortarmos o bolo, resolvemos ir assistir aos shows que, com certeza, estariam passando na TV. Sentamos no gigante sofá e ela ligou o aparelho, revelando o show do Justin Timberlake.

  - Justin Timberlake! - Jazzy exclamou, animada.

  - Amo esse cara. - comentei, a vendo aumentar o volume. - Os Justins me prosseguem. Sabia que meu primeiro namorado se chamava Justin? - contei e ela riu.

  - Que carma. - rimos. - Mirrors ohh... - cantamos juntas rindo. - Lá lá lá lá lá lá lá lá! - ela continuou enrolada com a letra, me fazendo rir. - Vai delicia, canta! - exclamou para a TV.

  - Jazmyn, você não existe. - murmurei rindo.

  - Sou única amor. - jogou um beijo no ar.

  - Unicamente chata. - Justin apareceu.

  - Vai se ferrar. - murmurou, colocando outro pedaço de bolo.

  - O que estão fazendo? - perguntou, sentando no meio de nós duas e passando o dedo no glacê do meu bolo.

  - Porco. - murmurei e ele deu de ombros.

  - Estamos vendo o show do Justin delicinha Timberlake. - Jazzy murmurou.

  - Toma jeito menina. - ele falou sério, nos fazendo rir. - Anne, precisamos conversar. - falou, após alguns minutos.

  - Claro, fala.

  - Em particular. - olhou para Jazzy, que entendeu o recado e saiu da sala.

  - Fala.

  - Como vamos fazer agora? - me perguntou.

  - Como assim?

  - Sua mãe. Como vamos contar?

  - Eu estou com medo da reação dela. E se ela me por para fora de casa?

  - Você vem morar comigo. - deu de ombros. - Será que ela vai ficar muito brava?

  - Ela te ama. - murmurei. - Ficará magoada. Só espero que ela entenda.

  - Sei que irá. Não se preocupe. - acariciou meu rosto. - Assim que voltarmos contamos.

  - Sim. - assenti.

  - Nossas passagens estão marcadas para amanhã de noite. - avisou.

  - Ta certo.

Meu celular começou a vibrar em meu bolso e eu o peguei, vendo o nome da minha mãe no visor.

  - Falando na fera. - murmurei mostrando o celular, o atendendo em seguida. - Mamãe! - forcei um pouquinho de entusiasmo na voz.

  - Anne, meu amor, tudo bem?

  - Sim, e com a senhora?

  - Estou ótima. Como foi sua virada de ano?

  - Ahh legal! Eu e meus amigos comemoramos em uma grande festa.

  - Que bom que esta se divertindo.

  - E como está a família ai?

  - Bem. Já estão todos dormindo, sua avó comeu tanto que precisou deitar. - rimos. - Você conseguiu falar com o Justin? Eu tentei, mas ele não atendeu.

  - Ai mãe, eu nem liguei para ele, mas pelo que conversei com Chaz o Justin está bem e com a família. - menti.

  - Eu sinto que tem algo errado com ele. Sempre que conversamos ele é curto nas respostas e desliga rapidamente, não me liga... Acho que ele esta me traindo

  - Claro que não! Ele nunca faria isso. Não se preocupe. - mordi os lábios fortemente, estava nervosa por mentir para ela. Justin começou a passar a mão por minha coxa, tentando me acalmar e logo estava beijando meu pescoço. - Para. - sussurrei, tentando afasta-lo e escutei minha mãe rir do outro lado.

  - Bom, vou desligar porque vejo que esta ocupada, até breve. Beijos... - disse risonha e desligou.

  - Não vejo a hora de contar e não precisar mais mentir. - Justin murmurou, dando leves mordidinhas em meu pescoço. - Quero poder te apresentar como minha namorada sem que preocupar com Tracy. - sorri fraco.

Eu tentava, mas sempre que ele chegava perto eu pensava nele e naquela vadia se tocando. Era como se fosse algo sujo. Não sei direito, apenas era torturante. E eu sempre me perguntava se foi apenas com ela, ou ele me "traiu" com mais alguma mulher.

  - Me diz, com o que esta incomodada? - perguntou, parando com as caricias e me encarou sério.

  - Nada. - menti, olhando para a TV.

  - Anne... - pegou o controle e desligou a mesma, forçando-me a olha-lo. - Fala. - pediu, olhando em meus olhos.

  - Foi só com ela? - fui direta.

  - O que? - franziu o cenho.

  - Que você me traiu, foi só com Amy?

  - Anne...

  - Responde. - insisti.

  - Sim, só com ela. - respondeu, suspirando e passando as mãos pelos fios dourados. - Vamos esquecer isso, tudo bem? - assenti, mordendo o interior da bochecha. - Tenta... Por mim, por você... Por nós.

  - Tudo bem. - minha voz estava rouca e embargada pelo choro preso em minha garganta.

  - Eu te amo. - me abraçou. Retribui, passando os braços por seu pescoço, escondendo meu rosto ali, enquanto ele acariciava minha cintura carinhosamente. - Tira isso da cabeça, por favor. - pediu ao me escutar suspirar forte, tentando conter as lagrimas.

Eu estava muito sensível e não gostava disso. Nunca gostei de chorar na frente de alguém, nem mesmo de Jullie. É como se eu demonstrasse fraqueza, e eu não quero ser fraca. Não mais.

  - Desculpa. - murmurei, me soltando dele, após minutos o abraçando forte. - Eu ando muito sentimental. Isso é uma merda. - ri pelo nariz.

  - Eu que tenho que te pedir desculpas por tudo que te fiz passar. - ele acariciou meu rosto. - Vem aqui, princesa. - me puxou para o seu colo.

Justin me aninhou em seus braços como um bebe, e puxou minha cabeça para seu peito deitando-a ali. Seus dedos passavam lentamente por meus cabelos, enquanto sua outra mão passava por minhas costas em uma pequena caricia.

  - Minha pequena. - sussurrou, beijando o topo de minha cabeça.

Sorri levemente, me ajeitando melhor ali e fechando os olhos. Aquele momento estava bom e eu precisava dele.

...

  - Queria que vocês ficassem. - Jazmyn disse.

  - Tenho tantas coisas para resolver em Nova York. - murmurei entediada.

  - Logo nos veremos de novo. - assenti.

  - Bom, de mim ninguém sentirá saudades né? - Justin perguntou.

  - Eu não. Graças a Deus você irá embora. - Jazzy brincou, e logo o abraçou. - Também vou sentir sua falta. - ele sorriu, beijando o topo de sua cabeça.

  - Se comporta.

  - Sou um completo anjo.

  - Oh se é! - Pattie brincou, nos fazendo rir e Jazzy a encarar indignada.

  - E não sou Dona Pattie? Pode falar, sou uma ótima filha. - gabou-se. Coisa de família.

  - A melhor - Pattie sorriu amorosa, abraçando-a de lado.

Aquela era uma família linda. Do tipo da que eu queria ter. Unida, divertida, companheira. Da qual você sabe que pode contar se algo acontecer. Eu me apaixonei por eles.

  “Passageiros do vôo 936, com destino a Nova York, Estados Unidos, embarcar no portão três.” - a voz computadorizada de uma mulher ecoou pelo extenso local, nos alertando.

  - Meu filho, fique mais um tempo. - Pattie pediu com lagrimas nos olhos.

  - A senhora sabe que não dá. - ele a encarou de forma reconfortante. - Prometo voltar o mais rápido possível. - ela sorriu, assentindo, e o abraçou forte.

Era difícil para Justin deixar a família, principalmente sua mãe. Após minutos nos despedindo e prometendo que voltaríamos, seguimos para o portão de embarque. Entregamos nossas passagens a mulher vestida com uniforme da companhia aérea e logo estávamos dentro do avião, nos acomodando em nossas poltronas. Após longos minutos o avião estava no ar, com destino a minha cidade. Eu queria chegar logo, encontrar com Jullie, queria ir ao orfanato. Queria voltar a ativa. E dessa vez, tudo seria diferente. Eu não seria mais a pirralha dependente, como Amy falou. Eu iria me desligar um pouco de Dona Tracy. Iria procurar meu próprio emprego, viver com o meu próprio dinheiro - nem que para isso eu precisasse desistir do luxo e viver com o que eu conseguisse pagar -. Começaria uma nova rotina, e acho que contar a verdade ajudará. Se ela me expulsar, será uma ótima desculpa para alugar um apartamento e começar uma nova vida. Mais simples, porem nova e no meu controle.

Viver com Justin também não estava em meus planos. Por mais que nossa relação caminhe bem, não quero depender dele nem de seu dinheiro. Não estou com ele por isso, nem quero que pense algo assim. Sei que posso ser capaz de conseguir o que quero com meu próprio mérito.

Ainda tem o concurso. A final será mês que vem, se eu conseguir ganhar, ganho um contrato. Não sei se é isso que quero para a minha vida. Ser cantora nunca passou de um passatempo. Ainda não sei como farei, mas isso, literalmente, não está em meus planos.

  - No que está pensando? - a voz de Justin me despertou, fazendo-me encara-lo.

  - Tudo... Nada... - dei de ombros.

  - Naquilo de novo? - sua expressão era indecifrável. Sempre que acabávamos tocando nesse assunto era assim.

  - Não. - sorri de lado e ele me pareceu mais aliviado. - Apenas pensando em coisas aleatórias. - dei de ombros e ele assentiu.

Meu celular vibrou em minhas mãos e eu franzi o cenho. Eu posso usar telefone no avião? Sei lá. Eu iria ignorar, mas quando vi que o numero era identificado como “Sophie”, atendi na hora. Podia ser algo com Mellanie.

  - Sophie? - perguntei, mas ninguém respondeu, apenas podia-se escutar uma respiração acelerada do outro lado. - Sophie? Sophie, você está ai? Aconteceu algo com a Mel? - perguntei, e só então obtive resposta.

  - Anne? - uma vozinha baixa e doce ecoou, fazendo-me sorrir.

  - Meu anjinho. Como está?

  - Eu to bem. - sua voz parecia alegre. - Cadê você?

  - Eu estou viajando, meu amor.

  - Pensei que não queria mais me ver. - parecia tristonha ou temerosa. - A Vivi falou que você tinha me esquecido e nunca mais viria me ver. - falou com a voz um pouco chorosa.

  - Nunca! - exclamei indignada. - Eu viajei com Justin, para passar o natal com a família dele. - expliquei. Achei melhor esclarecer. - Como foi seu natal?

  - Legal! Tinha comida. E teve fogos, um montão assim! - ela devia estar mostrando a quantidade com os bracinhos, o que me fez rir. - Quando vem me ver?

  - Chego amanhã de manhã. Vou passar ai para te dar um beijão. - falei e escutei-a comemorar.

  - O Biebs também vem? - perguntou eufórica.

  - Acho que sim, o Justin vai. - Justin sorriu ao meu lado, assentindo.

  - Mellanie! - escutei a voz brava de Sophie ao fundo.

  - Ih, ferrou! - falou. - Anne, eu tenho que desliga. - falou com a vozinha preocupada. - Manda bejo pro Biebs, te amo! - falou e desligou sem me dar chances de responder.

Acabei rindo. Ela deve ter pegado o celular de Sophie sem pedir.

  - Ela te mandou um beijo. - falei sorrindo boba a ele. - Acho que tinha pegado o celular de Sophie escondido. - rimos.

Ficamos conversando por um tempo, até eu sentir minhas pálpebras irem fechando-se aos poucos.

...

  - Amor. - me chacoalharam. - Hey, acorda. Chegamos. - era Justin.

Resmunguei um pouco e logo estava de olho aberto. Justin sorriu para mim e pegou em minha mão, me puxando para fora do avião. Depois de pegarmos nossas bagagens, caminhamos em direção à saída, porem algo me parou.

  - Ah que saudade! - Jullie gritou, se jogando para cima de mim, fazendo-me cambalear para trás e ser amparada pelas mãos de Justin em minhas costas. - Cara, não acredito que estamos nos vendo de novo! - fez escândalo. - Você ta tão gata. - falou me soltando e me olhando de cima a baixo.

Só então eu consegui ver seu cabelo. Ele estava mais curto. Bem mais curto. E a cor também estava mais clara. Jullie estava ótima.

  - Ju, para de drama. - ri. - Você está linda. - sorri e ela passou as mãos no cabelo.

  - Eu sei meu amor. - mandou um beijo, fazendo-me rir. - Pelo que eu vejo, ele realmente conseguiu te ter de volta. - falou olhando Justin da cabeça aos pés. - Eu converso com você depois. - falou séria e ele assentiu assustado com seu tom de voz, o que me fez rir internamente, mas manter-me neutra por fora. Jullie conseguia ter um extinto bem protetor, ás vezes. - Agora vamos, temos muita coisa para conversar. - falou me puxando pelo braço, deixando Justin para trás com as malas.

Ela não parava um segundo de tagarelar. Eu sentia falta daquilo. Jullie dirigia feito uma louca, cantando e dançando, me fazendo temer por minha vida.

  - Pelo amor de Deus, Jullie! - gritei a vendo desviar de um carro bruscamente. - Vai com calma! - pedi infincando minhas unhas no banco.

  - Relaxa e goza, por que a vida é rosa, amiga! - gritou, aumentando o volume do carro e erguendo os braços, soltando o volante.

  - Porra Jullie! - Justin gritou, se jogando para frente e segurando o volante, desviando de alguns carros que buzinaram me fazendo rir.

  - Ih, relaxa Bieber! - Jullie gritou rindo.

Em poucos minutos estávamos de frente ao orfanato. Eu havia pedido para que ela passasse aqui, eu prometi a mel que estaria aqui. E aqui estou! Desci do carro, carregando o enorme embrulho que comprei na Disney, e adentre o enorme casarão, meio danificado pelo tempo, onde as crianças brincavam no enorme jardim. Procurei com os olhos, mas não avistei minha menina ali. Logo Sophie percebeu nossa presença e deixo as crianças com uma monitora, que acho que dava algumas aulas também, e veio até nós.

  - Anne, quanto tempo. - sorriu, abraçando-me.

  - Estava viajando. - sorri.

Ela cumprimentou Justin e Jullie, e logo depois disse que Mel estava em aula, com outra turma, teríamos que esperar no quarto. Eu estava morta, mas iria ficar, nem que fosse apenas para dar um rápido abraço na minha pequena.

  - Awwn, que boneca mais adorável. - Jullie comentou, pegando a pequena Anne deitada em cima da cama.

  - Se chama Anne. - comentei rindo.

  - Ela realmente gosta de você, não é? - assenti.

  - Que aula demorada. - Justin murmurou, sentando ao meu lado.

  - Daqui a...

  - Anne! - a vozinha de Mellanie interrompeu-me, adentrando o quarto alegre. - A Tia Sophie disse que você tinha vindo me ver. - pulou no meu colo.

  - Que saudade pequena! - distribui vários beijos por seu rosto, fazendo-a rir, tentando livrar-se de meus lábios.

  - Eu também. - sorriu. - Oi Biebs! - falou, soltando-se de mim e se jogando em Justin, o abraçando.

  - Hey baixinha. - ele sorriu, beijando sua bochecha. 

  - Eu não so baxinha. - falou brava, nos fazendo rir.

  - E ninguém vai vir me dar um beijo, um abraço, um “oi”? - Jullie perguntou, chamando a atenção da pequena, que a olhou, só agora percebendo sua presença.

  - Desculpe. - murmurou envergonhada.

  - Só se me der um beijo. - falou agachando no chão, esperando que Mel fosse até ela. Meio acanhada Mellanie abraçou Jullie, mas minutos depois as duas estavam conversando.

Ficamos por uma hora. Eu estava morrendo de sono, e não via a hora de ver minha cama.

  - Não se esqueçam do me pesente! - Mel gritou, antes de entrarmos no carro, nos fazendo rir e Sophie balançar a cabeça negativamente.

  - Não vamos esquecer. - Justin sorriu.

Após mais uma hora de viajem, finalmente estávamos de frente a minha casa.

  - E se minha mãe nos vir chegando juntos? - falei antes de sair do carro.

  - Ela não está em casa. - Jullie deu de ombros.

  - Como sabe?

  - Eu passei ai mais cedo, para ver se ela ia no aeroporto, mas Leo avisou que ela não tinha chegado de viajem ainda, e ligou avisando que não chegaria tão cedo. - deu de ombros e eu franzi o cenho.

  - Tudo bem. É até melhor. - murmurei. - Obrigada pela carona, vem ai mais tarde. - ela assentiu, mas Justin cortou-a antes de abrir a boca.

  - Não, você não vai vir. - falou sério. - Tenho coisas para resolver. - sorriu malicioso e eu senti meu rosto queimar de vergonha.

  - Tudo bem. Eu tenho coisas para resolver também. - deixou o mesmo sorriso brotar em seu rosto. - Aliás, vocês sabem se Chaz já chegou? - sorri.

  - Hm... - ela riu. - Sim, ele veio antes de nós, junto a Ryan.

  - Ótimo. Agora, tchau, saiam do meu carro. - falou, delicada como sempre.

  - Tente não causar muitos estragos. - adverti rindo.

  - Pode deixar que eu sei bem como aproveitar. - me mandou um beijo no ar.

Adentramos minha casa e o silêncio dominou o ambiente. Tudo estava escuro. Leonor deveria ter ido embora. Joguei minhas malas em um canto da sala, e logo senti mãos me agarrarem e me erguerem no ar. Meu corpo foi jogado com cuidado no enorme e macio sofá da sala, e Justin começou a beijar meu pescoço.

  - Para Justin! - pedi rindo. - Se alguém chegar e ver eu te mato! - exclamei, dando tapinhas em suas costas.

  - Ninguém vai ver. - deu de ombros e eu ri. - Relaxa gata. - piscou, tomando meus lábios para si em seguida.

Virei com ele, o que nos fez cair no tapete da sala, causando um barulho estridente e uma careta ser arrancada de Justin.

  - Doeu. - fez biquinho.

  - Que dó. - murmurei sarcástica, desmanchando seu bico com um selinho.

Meus lábios tomaram os dele com vontade. Ele agarrou minha cintura, acariciando o pouco de pele exposta que tinha ali. Minhas mãos bagunçavam seus fios macios de forma apressada. Desci meus beijos por seu pescoço e rapidamente minhas mãos desceram até a barra de sua camiseta, puxando-a para cima, e ele ergueu os braços, ajudando-me a tira-la. Arranhei seu abdômen levemente, o fazendo arfar e eu rir. Suas mãos me ajudaram a livrar-me da minha blusa, deixando meus seios cobertos pelo sutiã a mostra. Ele sorriu malicioso, mordendo os lábios, e levou as mãos até ali, porem eu neguei as tirando dali e prendendo em cima de sua cabeça.

  - Quietinho. - sussurrei, mordendo seu lábio e o puxando para mim. Ele assentiu, porem resmungou a me ver rebolar em seu quadril.

  - Anne, isso é tortura, me deixe toca-la! - esbravejou e eu ri, rebolando novamente.

Levei uma de minhas mãos, que o prendiam, até o zíper de sua calça, o descendo. Logo, Justin estava livre das calças, apenas com uma boxer vermelha. Mordi o lábio o encarando, e vendo o volume notável que estava embaixo de mim. Rebolei mais uma vez, para provoca-lo, vendo um gemido baixo e rouco escapar por seus lábios. Soltei-o de vez e deixei meus lábios trabalharem. Estávamos na sala, e podíamos ser pegos a qualquer momento, mas tudo que me importava era ele, o momento... Nós. Apertei seu membro de leve por cima da cueca o escutando arfar e resmungar palavras sem sentido, livrando-o logo em seguida. O mesmo pulou ereto e completamente duro em minhas mãos. Com elas comecei um movimento de vai e vem lento e torturante, escutando gemidos baixos saírem de seus lábios, me incentivando a continuar. Rodeei a cabecinha vermelha com a língua, lambendo o pré-gozo e logo o tomei com meus lábios. Justin soltava gemidos altos, e me ajudava com os movimentos, como se estivesse entocando em minha boca.

  - Anne. - gemeu um pouco mais alto, avisando que poderia gozar a qualquer momento, o que me fez parar, para podermos prolongar nosso momento.

Levantei e ele me encarou confuso, mas um lindo sorriso abriu-se em seus lábios a me ver desabotoar os botões da minha calça e a descer lentamente por minhas pernas.

  - Esse é o espírito da coisa. - murmurou a me ver desabotoar o feixe do meu sutiã, nas costas.

Assim que meus seios ficaram livres daquela peça, ele levantou e me puxou, grudando nossos corpos e me beijou. Beijou-me com uma vontade nunca vista antes. Sua língua sugava a minha, me fazendo arfar. Assim que a falta de ar fez-se presente, ele largou meus lábios e começou a descer beijos molhados por meu pescoço. Gemi sentindo sua língua contornar o bico rígido de meu seio.

...

  - Oh! - soltei um pequeno grito ao sentir Justin me penetrar sem qualquer tipo de aviso. - Oh meu Deus! - gemi sentindo-o tocar meu fundo.

Seus movimentos ritmados, intercalos entre o rápido e o lento, me faziam ir aos céus. Justin gemia rouco em meu ouvido, e só aquilo já podia me fazer ter um orgasmo triplo. Eu acabava com suas costas devido ao prazer exorbitante que eu sentia com seus movimentos. Aquilo estava conseguindo me deixar maluca. Seus lábios colavam-se aos meus, vez ou outra, a fim de me fazer diminuir o volume dos meus gemidos, para não chamar a atenção de algum segurança ou funcionário que pudesse estar ocupando a casa sem nosso conhecimento, mas não adiantava muito. Senti meu ventre contorce-se e aquela corrente elétrica gostosa passar por meu corpo, segundos depois cheguei ao meu clímax, acompanhada minutos depois de Justin. Seu corpo caiu sobre mim, cansado, enquanto nossas respirações pesadas e aceleradas se misturavam.

  - Isso foi incrível. - falou rindo fraco, saindo de dentro de mim, e deitando no chão.

Recolhi minha lingerie pela sala e me vesti e ele fez o mesmo com a boxer. Estava cansada demais para subir as escadas e seguir até meu quarto. Peguei uma almofada do sofá e coloquei no chão, para que apoiássemos a cabeça ali, e deitei em seu peito, escutando as batidas calmas de seu coração. Sua respiração era lenta e suave, o que significava que ele já estava dormindo. Em minutos eu apaguei junto a ele.

...

Senti uma brisa fria passar por meu corpo e me movimentei incomodada. Aos poucos abri meus olhos, não conseguindo voltar a dormir. A sala já estava completamente escura. Devia estar de madrugada. Levantei com cuida, retirando o braço de Justin que passava desajeitado por meu corpo, e coloquei a enorme camiseta dele, que chegou ao meio de minha coxa. Prendi meus cabelos em um coque e segui até a cozinha, meio sonâmbula ainda. Abri a geladeira, a procura de algo para comer, mas estaria vazia se não fossem os legumes. Droga! Eu estou morrendo de fome, e não tem nem uns salgadinhos.

  - Justin! - segui para a sala gritando. - Justin, acorda! - gritei novamente. - Justin. - chamei, agachando ao seu lado. Ele se quer se mexia. - Caralho! Justin Bieber acorda! - gritei o chacoalhando.

  - O que foi? - murmurou, ficando de bruços e me olhando com um olho fechado e o outro meio aberto. Com a maior cara de sono, que seria fofa se eu não estivesse morrendo de fome.

  - Eu estou com fome. - murmurei, caindo sentada para trás.

  - E eu com isso? - perguntou, voltando a fechar os olhos e enterrando a cabeça no travesseiro.

  - Não tem nada na geladeira, seu grosso! - falei, indignada pelo modo como ele me tratou.

  - Pede uma pizza, princesa. - sua voz estava mole.

  - Está de madrugada. - rolei os olhos. - Levanta, quero ir no MC’ Donalds. - falei manhosa.

  - Anne, eu estou com sono. Deixa-me dormir. Amanhã te levo onde quiser. - pediu.

  - Para de vagabundice. - falei, levantando. - Vai, levanta. - cutuquei-o com o pé. - Vamos Justin! - apressei-o.

  - Puta que pariu! - resmungou irritado. - Mulher chata. - o encarei indignada.

  - Toma vergonha na cara moleque! - dei um tapa em seu braço.

Subi as escadas, com minhas malas, ainda o escutando resmungar e segui direto para o meu quarto. Em minutos estava pronta. Havia colocado um moletom com uma calça jeans. Acho que conseguiria suportar o frio insuportável que estava em Nova York. Sai do quarto passando as mãos no meu cabelo solto, e descia as escadas, dando de cara com Justin sentado no sofá, mexendo no celular. De ponta de pé caminhei até ele, tentando ver o que ele fazia. Estava trocando mensagens com Chris.

   - Ta gostando do que está lendo? - perguntou, terminando de digitar e enviando.

   - Vamos? - mudei de assunto, o vendo se levantar.

  - Não precisa ficar espionando. - falou sério, parecia mal humorado. Talvez insistir para sair com ele enquanto ele está com sono não tenha sido uma ideia muito inteligente. - Não gosto disso.

  - Eu...

  - Estava querendo ter certeza que não estou te traindo com mais alguém? - riu pelo nariz, incrédulo.

  - Não! - exclamei indignada. - Apenas curiosidade, essa ideia se quer passou pela minha cabeça. - tentei explicar-me.

  - Tudo bem, vamos. - deu de ombros, seguindo para a porta.

  - Se for para receber patadas de você a todo instante, prefiro passar fome. - falei, cruzando os braços e o encarando.

  - Desculpa... - suspirou. - Eu estou com sono. - fez careta.

  - Percebi. - murmurei risonha.

  - Vem. - esticou os braços, para que eu pegasse em sua mão.

Segurei nelas e ele me puxou, colando meu corpo no dele, e depositou um selinho delicado em meus lábios. Sorri. Saímos de casa e eu senti a neve cair em minha cabeça, causando-me um pequeno calafrio. Nunca fiquei em Nova York quando estava tão frio. Estranhei o meu carro estar ali fora.

  - Eu o tirei pra fora, enquanto se trocava. - Justin explicou.

  - Demorei tanto assim? - ele assentiu rindo. - Obrigada. - sorri vendo-o abrir a porta para mim. Entrei no carro, ele fechou a porta e logo atravessou, ocupando seu lugar. - Hey! Eu te deixei dirigir meu carro?

  - Nem precisa. - riu, dando partida.

Durante o percurso fomos cantando algumas musicas animadas, que tocavam na radio e conversando sobre assuntos aleatórios. Logo chegamos ao MC, ele estava vazio, tinha apenas dois casais e uma família ali. Eu e Justin entramos e fizemos nossos pedidos, indo nos sentar em seguida. Logo uma mocinha veio nos trazer. Eu quase meti a mão na cara daquela vadia, que ficou encarando Justin e agindo como se só ele estivesse ali.

  - Nós não precisamos de mais nada, pode ir. - falei seca, e ela me olhou, sorrindo sem graça, e saiu.

  - Por que a tratou assim?

  - Ela estava se oferecendo. - falei indignada. - Eu deveria falar com a chefa dessa coisa. - falei e ele riu.

  - Você com ciúme fica muito gata. - não pude evitar rir com o modo como ele disse aquilo.

  - Você é um idiota! - exclamei, mordendo meu lanche.

  - Eu sei. - riu, dando de ombros.

Logo engatamos uma conversa animada sobre nada. Falávamos de coisas idiotas. Era bom estar ali com ele, eu me sentia em paz. Como se meu mundo estivesse em completa harmonia.

  - Não acredito que dormiu com a sua professora! - exclamei rindo.

  - Eu precisava de nota. - deu de ombros.

  - Mas você não é nerd?

  - Sim, porem, eu nem sempre conseguia boa nota em química. - deu de ombros. - Eu era adolescente, ela era bonita... Por que não? - ri, negando com a cabeça.

  - E se encontrasse com ela hoje em dia, com que cara olharia pra ela? - perguntei, ainda rindo, bebericando um pouco do refrigerante.

  - Com meus olhos ué! - revirei os olhos. - E ainda agradeceria por me fazer pular algumas séries. - deu de ombros. - Se não fosse por seus dez, eu com certeza estaria na faculdade ainda.

  - Você nunca prestou. - ele deu de ombros rindo.

  - Agora me conta alguma coisa sobre você, já sabe demais da minha vida. Até coisas que se quer deveria imaginar.

  - Bom... Não tem nada. Ainda nem vivi direito.

  - Claro, porque tenho vinte anos a mais que você. - ri.

  - Não... É que, sei lá... Não tenho o que contar. - dei de ombros.

  - Você sabe de um jeito ou de outro eu descubro o seu passado. - falou rindo.

  - Ai, terei que te matar. - pisquei.

  - Que mulher misteriosa. - sorriu de lado. - Acho isso muito sexy.

 - Sei que sou amor. - rimos. - Acho que já esta tarde. - falei, notando que só nós sobrávamos ali, e as mulheres que trabalhavam ali já nos encaravam com tédio. - Vamos?

  - Claro. - falou, sugando o resto do refrigerante em seu copo, fiz o mesmo, e depois, nos levantamos, indo em direção ao caixa.

Saímos do local em silencio, caminhando um ao lado do outro em direção ao carro. Justin olhou no celular, e me puxou pela mão.

  - Vem, quero te mostrar uma coisa. - falou saindo do estacionamento.

  - E o meu carro? - perguntei olhando para trás, vendo o lugar ficar mais longe a cada passo.

  - Daqui a pouco voltamos. - deu de ombros, virando uma esquina.

A rua era sem saída, logo estávamos de frente a um enorme muro de tijolos vermelhos. Olhei ao redor, vendo os prédios simples nos rodeando e algumas latas enormes e verdes de lixo.

  - Justin, o que estamos fazendo aqui? - aquela não era a melhor parte de Nova York.

  - Vem. - falou, subindo em cima de uma lata de lixo fechada.

  - Desce daí menino! Se alguém vir vai achar que é vandalismo.

  - Se você for rápida, ninguém irá ver. - apressou-me e eu rolei os olhos, seguindo até ele e subindo em cima da lata, com sua ajuda.

Logo Justin subiu em cima de umas caixas de madeira que tinha ali e pulou para cima do muro, sendo auxiliado por um buraco que tinha na parede. Arregalei os olhos, tentando entender o que ele estava fazendo.

  - Vem, Anne. - chamou-me, fazendo-me acordar e vê-lo esticando as mãos de cima do muro.

  - Senhor, se eu for presa te estrangulo! - falei, pegando em suas mãos, e ele rolou os olhos, me puxando.

Com ajuda dos meus pés, escalei o muro e sentei-me ao seu lado.

  - Olha. - falou, apontando para frente, enquanto eu me ajeitava direito no pequeno espaço, tentando me equilibrar.

Olhei para onde ele apontava e fiquei maravilhada com a imagem. O sol estava nascendo, e aquilo era a coisa mais linda. Não tinha prédios na frente, não tinha nada atrapalhando a visão.

  - Que lindo. - murmurei, olhando para ele.

  - Sim.

  - Como descobriu esse lugar?

  - Um dia estava bêbado e acordei nesse beco. - falou, apontando para trás. - Ai acabei descobrindo isso aqui.

  - Legal. - murmurei.

Justin me puxou para perto dele e eu entrelacei nossas mãos. Ficamos ali por longos minutos em silencio, apenas apreciando o pelo presente da mãe natureza. Aspirei o ar profundamente, sentindo o ar puro, sem toda a poluição de Nova York entrar em meus pulmões me renovando. Paz era tudo que eu precisava, mas infelizmente sinto que não duraria muito tempo.

...

  - Nossa como você é engraçado. - ri sarcástica, dando um tapa em sua cabeça, o observando fechar a porta de casa.

  - Anne?! - arregalei os olhos ao ver a imagem de Dona Tracy de pé, ao lado do telefone.

  - Mamãe! - exclamei, sorrindo. - Nós fomos comer alguma coisa. - expliquei, antes que ela viesse com perguntas, mas só então vi que seus olhos estavam vermelhos e com lagrimas, e que tinha mais alguém na sala. Minha tia? - Tia? - perguntei confusa, olhando para elas. - O que houve?

  - Sua avó. - minha mãe voltou a chorar. - Ela não está bem Anne. - as lagrimas desciam descontroladamente por seu rosto.

  - O que aconteceu com ela? - perguntei preocupada, indo ampara-la.

  - Ela teve um infarto. - arregalei meus olhos, sentindo minha garganta fechar e o choro vir.

  - Como ela está? - perguntei. Mas porra, ela teve um infarto Anne! Não deve estar boa.

  - Ela está mal. Eu consegui transferi-la para um hospital aqui, para ficar mais perto.

  - Vocês estão bem? - perguntei observando minha tia, intercalando meu olhar entre as duas.

  - Tudo de ruim acontece comigo! - minha tia exclamou, jogando as mãos para o alto.

  - O marido dela a largou. - minha mãe sussurrou, secando o rosto com um lencinho. - Ela ficará conosco por um tempo. - avisou.

  - Ta... Mais alguma coisa aconteceu? - perguntei.

  - Meu ateliê. Terá um lançamento e com tudo isso... Eu não sei o que fazer. - murmurou perdida e eu a acolhi em meus braços. - Como tudo isso pode estar acontecendo? Porque minha mãe? - perguntou baixo, entregando-se ao choro. Logo senti poucas lagrimas descerem por meu rosto. Minha avó... Cara, ela é tão alegre e animada.

  - Tudo ficará bem. - escutei Justin murmurar, acariciando as costas de minha mãe.

  - Ohh, Justin! - ela exclamou, o abraçando fortemente. - Eu preciso tanto de você agora. - sussurrou, deixando-o sem reação. Balancei a cabeça, dizendo para que ele a consolasse e ele assentiu, meio perdido.

  - Tudo ficará bem. Eu estou aqui. - falou, acariciando seus cabelos, e ao longe escutei mais alto o choro de minha tia, que olhava a cena e chorava.

Ela amava tanto o tio Mark. Devia estar sendo difícil ficar sem ele. Caminhei até ela e a abracei e a mesma se entregou, chorando feito um bebe.

Minha família está mal.

Olhei para Justin, que me encarava perdido, assim como eu. Eu não sabia o que fazer. Planejamos contar assim que a víssemos, mas eu não faria isso com a minha mãe desse jeito. Nunca! Eu não sabia o que fazer.

  - Tudo vai ficar bem. - Justin disse novamente, mas acho que agora foi mais para mim do que para minha mãe, que ainda chorava em seus braços.

  - Tudo vai ficar bem. - repeti, tentando acreditar naquilo.  


Notas Finais


Roupa Anne (lanche): http://www.polyvore.com/lanche_for_my_fanfic/set?id=92483969
Roupa Justin: http://i.dailymail.co.uk/i/pix/2013/02/20/article-2281571-17F2611E000005DC-307_634x750.jpg
Jullie: http://images5.fanpop.com/image/photos/31800000/miley-cyrus-2012-miley-cyrus-31863312-403-403.jpg
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Hey meus amores!
Primeiramente, me desculpem a demora... Acho que foi a maior, não é? Me desculpe. Eu ando meio enrolada com as minhas fics (se alguém lê Common Denominator sabe como estou demorando)... O problema tem sido a falta de inspiração para escrever. Eu posso forçar e escrever algo chato e que apenas atrasará a fic, ou demorar um pouquinho e escrever algo produtivo. Eu prefiro a segunda opção. Mas, em fim... Percebi que a fic chegou aos 40 capítulos, e cara, ainda não aconteceu nada! Eu sei, está parada... Esse capitulo era para sair maior do que isso, mas eu resolvi parar quando vi seis mil palavras. Eu preciso ajeitar algumas coisas, e acho que no próximo capitulo elas serão esclarecidas, para que eu possa passar para a reta final da fic. Acho que ainda terá uns 20 capítulos. E aqui está a questão importante que eu queria falar. VOCÊS QUEREM 2ª TEMPORADA DE FORBIDDEN LOVE? Eu precisa saber para chegar no final. Caso não queiram, eu teria que resolver algumas coisas para o final, mas se quisessem eu teria que dar um jeito na Tracy, e deixaria grandes acontecimentos para a 2ª. Vocês que sabem, eu já tenho uma ideia do que escreveria, e tenho que confessar que me animei um pouco... Mas ficará a critério de vocês.
Em fim, já falei demais!
Hey, esperem, eu sei que não estou em condições de pedir nada a vcs, mas, por favor, me ajudem a realizar meu sonho. Deem RT nesse link > https://twitter.com/swagsofjusten/status/363691052558868480 < Eu sei que já nem tenho mais esperanças, afinal tem gente beirando os 2.000 RTs, porem quero tentar.
Em fim, acho que realmente cheguei ao fim... Obrigada por não desistirem de mim e da fic, e obrigada por cada favorito e comentário. Estamos chegando aos 500 e logo os 300 favoritos, vcs não tem noção de como eu amo vcs! Muito obrigada... E para o próximo capitulo, não tenho certeza de quando sai, já que voltarei as aulas amanhã. BEIJOS DELICIAS!

https://twitter.com/swagsofjusten


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