História Forbidden Love - Capítulo 46


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Chaz Somers, Christian Beadles, Jaxon Bieber, Justin Bieber, Ryan Butler
Tags Amor Proibido, Justin Bieber, Padrasto, Romance
Exibições 2.855
Palavras 3.506
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Notas finais, gatas, notas finais...

Capítulo 46 - Congrats, mommy!


Fanfic / Fanfiction Forbidden Love - Capítulo 46 - Congrats, mommy!

Anne Winks POV.

Mexi-me na cama e abri os olhos. Mellanie dormia serenamente. Levantei-me e a ajeitei na cama, seguindo para a suíte. Tomei um banho rápido e me arrumei. Deixei-a dormindo e desci para a cozinha. Ashley cozinhava, pois eu nem me arriscava.

  - Bom dia, loira! - dei um tapa em sua bunda e ela riu.

  - Bom dia, morena. - brincou. - Mel ainda está dormindo?

  - Sim. Está dormindo tão tranquilamente que não quis acordá-la.

  - Quando ela acordar eu dou o café da manhã. - assenti.

Eu a ajudei a colocar a mesa e tomamos café juntas. Christian, geralmente, acorda uma hora depois que eu saio, pois também tem faculdade, e Ashley fica com Mellanie para mim, já que ela trabalha de noite em um restaurante da cidade. Jullie, Jennie, Ryan e Chaz ajudam sempre que podem, mas eles também têm as coisas deles.

Já fazia três semanas que estávamos nessa. Eu ando a procura de casas e apartamentos, Chaz tem me ajudado, mas, apartamentos aqui no centro são caros e com o pouco dinheiro que tenho, não consigo nada. Nova York é uma cidade com custo de vida muito alto.

Terminei de tomar café e subi me despedi de Mel e peguei minhas coisas.

  - Bom dia, Ashley. - me despedi, saindo porta a fora.

Peguei o elevador, desci até a garagem e adentrei meu carro. Ele também estava me dando um gasto enorme. Quer dizer, sempre deu, mas antes quem arcava com todas as despesas dele era Tracy, não eu. Eu mal sabia que ele gastava tanto com álcool. Por dia iam uns trinta dólares só para abastecê-lo.

...

  - Ótimo trabalho, Senhorita Winks. Sabia que conseguiria. - o professor de História parabenizou-me e eu sorri em agradecimento.

Eu estava indo bem na faculdade e isso era um alívio. Sai da sala, me despedi de algumas pessoas e logo estava no estacionamento. Antes deu entrar no carro meu celular vibrou em meu bolso da calça e eu o peguei. E mais uma vez, Tracy me ligava atrás de respostas. Eu ainda não havia explicado a ela o porquê sai de casa e a deixei sem nenhuma explicação, não sabia o que falar na verdade.

"Ah, mamãe. Não é nada, eu apenas me envolvi com o canalha do seu namorado, e o deixei me convencer a adotar uma menina, depois levei um pé na bunda e estou nessa sozinha". Isso não podia sequer ser cogitado.

Suspirei e deslizei meu dedo pela tela, rejeitando a ligação. Eu iria falar com ela, apenas precisava de mais tempo.

...

  - A Senhora quer falar comigo? - perguntei, adentrando a sala da Mrs. Manson.

  - Anne, sente-se, querida. - pediu e assim eu fiz me sentei a sua frente. - Como andam as coisas?

  - Bem. Tudo está correndo bem.

  - Tem certeza? Você anda abatida, cansada.

  - É que... Mellanie é agitada, dorme tarde, não para. Se eu consigo dormir cinco horas por noite é muito.

  - Oh, entendo. Minhas filhas eram do mesmo jeito quando pequenas. - sorriu.

Mrs. Manson é uma senhora de 62 anos, que aparenta ter 30, e tem a mente de 20, com criatividade de 10. Literalmente, uma mulher brilhante. Ela tinha duas filhas já adulta e vivia me contando sobre as mesmas. Ela também estava prestes a se aposentar, mas isso não vem ao caso. A questão é que ela é extremamente amável e gentil comigo, me apoia imensamente.

 - Já arrumou um apartamento?

  - Não... Nova York é... Uma cidade cara. - suspirei. - O dinheiro que ganhei do concurso não é o suficiente para um apartamento perto de tudo.

  - Você conseguirá. - assenti esperançosa. - Mas, não te chamei aqui apenas para isso.

  - Claro, pode falar.

  - A empresa me pediu para indicar uma pessoa para me cobrir durante minha licença.

  - Licença?

  - Meu pai, ele está com câncer, já em fase terminal. Resolvi ficar perto nos seus últimos meses. Segundo o médico ele tem apenas cinco meses de vida.

  - Oh, eu sinto muito.

  - Obrigada. - sorriu. - Continuando: eles me pediram para escolher uma pessoa, e essa pessoa é você.  - abri a boca em perplexidade.

  - Eu? Mas eu cheguei aqui há pouco tempo e sou apenas uma estagiária.

  - Você é uma das pessoas que eu mais confio aqui dentro, e a que tem mais experiência com moda. Você aceita?

  - Eu... É claro! - sorri.

  - Mas, devo avisar que tem bastantes coisas a fazer. Você gerencia tudo, e irá acompanhar toda a temporada de moda que acontecerá em Nova York no próximo mês. Tem que conseguir as entrevistas com os estilistas, cuidar dos ensaios com as estrelas, dos orçamentos... Tudo, exatamente tudo, tem que sair perfeito.

  - Uau! - balbuciei confusa com todas as tarefas. - Eu dou conta. Não decepcionarei. - Falei, me prontificando ao cargo.

  - Ótimo, acredito em você.

  - E a faculdade? - perguntei, lembrando-me agora que ela chegava aqui de manhã e saia de noite, como eu assistiria a minhas aulas?

  - Sobre isso, querida - falou. -, você que terá que resolver. Tem que estar totalmente disponível.

  - Ok, eu darei um jeito.

Não podia negar aquela proposta. Eu daria um jeito na faculdade, mas aquilo eu não podia negar.

  - Você pode ir embora. Segunda-feira iniciará e terá um longo dia. - assenti, me levantando.

  - Muito obrigada, Mrs. Manson. - agradeci, antes de deixar sua sala.

Aproveitaria que estava saindo mais cedo e passaria na corretora para checar se havia algum apartamento dentro de meu orçamento disponível. O quanto antes eu arrumasse um lugar, melhor. Mellanie poderia ir para a escola, e minha vida se estabeleceria.

Sai do prédio, seguindo diretamente para o centro de New York, onde a corretora ficava. Não demorou muito, cerca de quinze minutos e eu estava de frente ao estabelecimento. Desci do carro, joguei a bolsa nos ombros e segui confiante para dentro do lugar. Eu iria achar esse lugar para morar, tinha certeza!

 

Ok, talvez meu radar para as coisas não seja tão bom. Novamente, nenhum dos apartamentos anunciados aqui estava de acordo com o meu preço.

Eu tenho cerca de cento e cinquenta mil dólares no banco, devido ao concurso, e a maioria dos apartamentos que vejo é para mais de duzentos e sessenta. Eu e Jullie até fomos ao Brooklyn atrás de um lugar, mas o lugar onde fomos não era um ambiente familiar, nem um pouquinho. A amiga de Chaz está com dificuldade para achar também. Meu dinheiro pode ser útil para um financiamento ou algo assim, mas eu não posso fazer, pois, não tenho idade suficiente. É preciso ter ao menos vinte e um anos.

Meu celular tocou em minha bolsa, o peguei e atendi, vendo que era Chaz.

  - Fala, Chazito!

  - Oi, pirralha. Podemos nos encontrar?

  - Tudo bem. Aonde?

  - Central Park, pode ser?

  - Claro, estou de frente a ele.

  - No lago.

  - No lago. - confirmei. - Até.

Desliguei o celular e acionei novamente o alarme do carro, atravessando a rua, dando direto em uma das entradas do Central Park. Caminhei pelo lugar, com a bolsa em mãos na frente do corpo. O céu estava claro, era início de primavera e as árvores estavam com uma coloração linda, e as folhas caiam lentamente, acompanhava o percurso que algumas delas faziam. Sorri vendo crianças passar correndo por mim, fugindo dos pais. Alguns artistas de rua tentavam a vida dançando, atuando, fazendo mímica. Eu parei, apreciando um grupo dançar. Os aplaudi e coloquei algumas notas no case do chão.

Apressei os passos e logo estava de frente ao lago. Chaz já me esperava ali. Sorri e fui até ele.

  - Esperando alguém? - perguntei, parando atrás dele.

  - Uma menina chata e atrasada.

  - Desculpa. - sorri amarelo. - Tudo bem?

  - Sim, e com você? - perguntou me olhando.

  - Ótima.

  - O que houve?

  - Minha chefa vai ficar de licença e adivinha quem vai cobri-la e vai ganhar o triplo do que ganha agora. 

  - Parabéns. - sorriu, abraçando-me.

  - Para que me chamou?

  - A minha amiga - falou. - Achou um apartamento que está dentro da sua faixa de preço. E é aqui no Centro.

  - Jura? Como? Tudo aqui é tão caro.

  - Tem um homem que está desesperado para voltar ao seu país e está aceitando qualquer valor para poder pagar o tratamento da mãe. Eu ofereci cem mil e ele aceitou de primeira. - falou animado e eu sorri.

  - Não acredito! Cara, isso é incrível! - o abracei. - Obrigada, grandão.

  - Aceita ir ver o apartamento? 

  - Agora!

Resolvemos ir de a pé, já que o apartamento era praticamente de frente ao Central Park. Fiquei animada ao ver que o prédio era muito bom. Adentramos ele e Chaz disse algo ao porteiro que assentiu, interfonando para o apartamento, em minutos um homem estava no saguão nos saudando.

  - Então a senhorita que vai comprar o apartamento?

  - Anne Winks, prazer. - apertei sua mão, o cumprimentando.

  - Mark Denson. - retribuiu, cumprimentando Chaz em seguida. - Venham, vou mostrar ele a vocês. - nos acompanhou até o elevador. - Você irá adorar isso aqui, eu e minha família amamos. - comentou, assim que saímos do elevador no penúltimo andar e nos guiou até uma das duas portas.

Ele abriu a porta e meu queixo caiu. Era realmente muito bonito. Assim que você entrava, já dava de cara com uma enorme parede de vidro, que dava visão de parte de Nova York. A sala era enorme, assim como todo o apartamento. Ele fez um tour conosco, mostrando cada parte do apartamento e me explicou sua situação. Sua mãe está com câncer e ele voltará para França para cuidar dela, e aproveitará para ficar por lá. Mas está desesperado, pois ela está cada vez pior e ele precisa ir urgente. Por isso sequer teve tempo de por o apartamento em uma imobiliária. Ele está praticamente oferecendo o imóvel de graça.

Fechei contrato ali mesmo, ele já tinha tudo pronto, partiria amanhã mesmo e eu faria uma transferência em sua conta.

Eu e Chaz deixamos o apartamento e eu quis ir direto para uma escola que havia ali perto. Eu precisava matricular Mel o mais rápido possível. O lugar parecia ser agradável, tinha piscina, quadras, aulas de línguas e música. Minha menina adoraria aquilo. Entrei e Chaz ficou me esperando ao lado de fora.

  - Bom tarde, eu poderia falar com a diretora? - sorri simpática à secretária.

  - Claro, só um segundo. - pegou o telefone e logo estava falando com a diretora. - É para matrícula ou seu filho estuda aqui?

  - Matrícula. - ela assentiu e voltou a falar.

  - Por favor, entre. - se levantou e abriu a porta da sala.

  - Obrigada. - agradeci e entrei. - Boa tarde. - cumprimentei a senhora bem-vestida e ela sorriu para mim.

  - Boa tarde, senhorita...

  - Winks. Anne Winks.

  - Seja bem-vinda a nossa escola, sente-se, por favor. - assenti, me sentando a sua frente. - Quer matricular sua filha?

  - Sim, Mellanie.

  - Quantos anos?

  - Quatro.

  - Nossa, a senhora me parece tão jovem. Quantos anos têm?

  - Dezoito. - suspirei, mordendo o lábio inferior. - Mas, Mellanie é adotada.

  - Adotada?

  - Sim. A menos de um mês eu recebi sua guarda provisória.

  - Me descreva sua... Filha. Por favor.

  - Mellanie é uma garota extremamente carinhosa, educada, inteligente até demais para a sua idade. Adora brincar e se dá bem com todos. Ela é ótima.

  - A senhora trabalha no que?

  - Sou estagiária em na revista Vogue e estou abrindo meu ateliê. - falei e sua expressão não foi muito boa, talvez por pensar que eu não tinha dinheiro para pagar.

  - Está casada, ou é separada?

  - Separada. - falei de prontidão, mas parei para pensar. - Na verdade, nunca chegamos a casar. - me corrigi, mordendo o lábio, apreensiva.

  - O nome do pai.

  - Justin Drew Bieber. - respirei fundo ao responder.

Por mais que Justin não estivesse conosco, no papel ele é o pai dela.

  - Justin Bieber, dono daquela enorme empresa e daquele prédio ali? - apontou a enorme torre com um letreiro chamativo com o sobrenome dele. Ele realmente gostava de chamar atenção.

  - Esse mesmo. - concordei, prendendo os lábios em uma linha fina.

  - Oh... - anotou algumas coisas. - Amanhã mesmo a senhorita pode trazer-me esses documentos - entregou-me um papel. - e nós podemos terminar de matriculá-la.

  - Claro. Você pode apenas me passar o valor da mensalidade?

  - Sim. Bom, esse valor já tem incluso todas as aulas extras, línguas você escolhe entre: francês, espanhol, japonês e italiano. Nossos professores são altamente treinados. Ela terá aula de música, aprendendo a vários instrumentos, e natação, junto a vôlei e tênis. Sempre temos acampamentos e atividades para incentiva-los a ser melhor. - fiquei de boca aberta com aquilo. - Por mês são $800,00. - meus olhos se arregalaram sutilmente. - Creio que o preço não será problema.

  - É... - sorri nervosa. - Bom, obrigada.

  - Tenha uma boa tarde. - sorri agradecendo e sai da sala, quase tropeçando em meus próprios pés.

Assim que cheguei do lado de fora, agradeci por Chaz estar tomando uma Coca-Cola. A roubei de sua mão e praticamente tomei tudo em um único gole.

  - Bem melhor. - respirei fundo, jogando a latinha em um lixo ali.

  - Minha Coca! - exclamou.

  - Foi de muita ajuda. - sorri para ele.

  - Foi ruim, a Mel não vai estudar ai?

  - Ela tem o sobrenome Bieber, infelizmente.

  - Ah, claro.

 - Mas, a mensalidade me faz ter pressão alta de tão salgada. - ele riu. - Sério. Oitocentos dólares por mês.

  - Oitocentos? Caralho, Anne!

  - Pois é! Mas, a escola é realmente boa. E é período integral.

  - Bom, vamos pensar e ai vemos o que podemos fazer. - assenti e parei, me virando para ele.

  - Obrigada, Charles. Sério, eu te amo. - o abracei e ele riu.

  - Se me chamar de Charles novamente, todo o amor que eu tenho por ti vai sumir em dois tempos.

  - Ok, foi mal. - ri. - Que tal comer alguma coisa?

...

 

  - Mamãe! - Mellanie pulou em mim, assim que abri a porta do apartamento de Christian.

  - Tudo bem, meu amor?

  - Sim, a tia Ash fez biscoito de chocolate pra mim.

  - Que delícia, sobrou pra mim?

  - Sim, vou pegar! - pulou do meu colo e correu em direção a cozinha.

  - Ela se comportou? - perguntei à Polyana, a garota do prédio que ficava com Mellanie depois que Ashley saia.

  - Mel é um anjo. - sorri.

  - Tome. - entreguei as dez pratas a ela. - Obrigada.

  - Até amanhã. - sorriu, deixando o apartamento.

Joguei-me no sofá, suspirando. Eu estava tão feliz. Finalmente sairia das costas de Christian, finalmente colocaria minha vida nos eixos.

 - Aqui! - Mel pulou ao meu lado no sofá e me entregou um prato com alguns biscoitos. - Estão muito bons. - falei mordendo um.

  - Eu sei. - deu de ombros, voltando a assistir. - Mamãe - chamou e eu a encarei, esperando que continuasse. Ela abaixou a cabeça, brincando com os dedinhos e eu franzi o cenho, achando aquilo tudo estranho. Coloquei o prato do lado e a puxei para o meu colo, aconchegando-a melhor ali.

  - O que foi pequena?

  - Sabe...

  - Fala, não precisa ter medo.

  - Eu não to com medo. - murmurou.

  - Está com o que então?

  - Saudade. - me encarou com aqueles enormes olhinhos azuis, cheios de dúvidas. - Saudade do Biebs. - completou e eu suspirei, sentindo meu coração acelerar e minhas mãos soarem lentamente.

  - S-sente é? - gaguejei e ela assentiu.

  - Eu escutei o tio Chris falar pra tia Ash que o Justin pediu um relatório enorme e eles disseram que ele anda muito chato e mandão. - assenti e ela continuou. - Por que ele não está com a gente, mamãe?

  - É complicado, honey. - acariciei seus cabelos. - Justin não pode viver conosco por que... Ele tem outras coisas para fazer e outras pessoas para conhecer.

  - Ele não gosta de mim?

  - Claro que gosta amorzinho. Mas ele está trabalhando e com outra pessoa. Está sendo feliz e nós também vamos ser tudo bem? - ela sorriu de lado e assentiu.

  - Eu vou vê-lo de novo?

  - Quem sabe um dia. - murmurei, drogando sua cabecinha em meu peito e fazendo um leve carinho pela extensão de seu cabelo loiro acinzentado.

...

  - Uau!  Aqui é grande, amiga.

  - Não é! Dei sorte.

  - Muita. E já está tudo montado?

  - Sim. Eu não comprei nada na verdade. Ele deixou praticamente tudo para trás, doou apenas a TV e o resto dos aparelhos domésticos.

  - Nossa! A vista é ótima.

  - Incrível. - parei ao seu lado. - Vamos buscar a Mel?

  - Aonde?

  - Na escola ué.

  - Ela já está na escola? - assenti. - Desde quando não nos falamos, vadia?

  - Desde o jantar.

  - Três dias e ela já está na escola?

  - Pois é! E vamos logo que esse é o primeiro dia dela.

  - Ai, então vamos logo! Ela vai ter que me contar tudo. Deve ter um monte de gatinhos.

  - Jullie é o jardim, ninguém vai à escola para isso.

  - Eu ia.

  - Eu me lembro.

Fomos de a pé, já que apenas tínhamos que atravessar o Central Park. Jullie me fez parar para ela comprar algodão doce, mas apesar disso, nosso caminho foi tranquilo e cheio de risadas. Eu me sentia confortável em estar com ela, a pessoa que me conhece melhor do que eu mesma, meu diário ambulante.

  - Mamãe, tia Jullie! - gritou, correndo até nós e pulou direto em Jullie.

  - Oi, gatona! - Jullie beijou seu rosto.

 Voltamos para casa, mas no meio do percurso Jullie disse que nos encontrávamos em casa e virou a esquina, seguindo para um lugar qualquer. Mandei Mellanie tomar banho e preparei um sanduíche para ela. Eu já havia começado a ter algumas aulas de culinária, até treinara uns dias atrás, mas aquilo não havia dado certo. Eu convidara todos para um jantarzinho na casa de Chris, preparei alguns pratos e no final, acabamos todos comendo pizza, já que eu havia posto açúcar no lugar de sal nas comidas. Claro, tudo ficara horrível e eu me senti uma babaca, mas eu já tinha até comprado as pizzas para prevenir.

  - Anne! - Jullie gritou, adentrando o apartamento.

  - Não grita, estou aqui na sua frente. - murmurei, deixando o prato de Mellanie na mesa.

  - Foi mal.

  - Onde estava?

  - Passei na farmácia. - arqueei uma sobrancelha. - Vamos subir.

  - Mallanie ainda não comeu.

  - Deixa ai, a menina sabe se virar. - me puxou escada a cima.

  - O que você quer?

  - Eu... - me jogou dentro do quarto. - Eu comprei um teste de gravidez.

  - Jullie, meu Deus! Você está grávida?

Não conseguia imaginar minha melhor amiga descabeçada grávida. Jullie não tinha muita responsabilidade para cuidar dela mesma, imagine de uma criança.

  - Eu? Grávida? Por favor, Anne! - gargalhou.

  - Comprou o teste para que, então?

  - Pra você. - engasguei com a minha própria saliva.

  - Eu? Ficou louca menina?

  - Anne, não finja que não desconfia também. Você está a todo o momento vomitando ou com tontura. Sempre com desejos e vontades estranhas. Está engordando muito e não consegue perder.

  - Jullie, eu não posso estar grávida.

  - Não é questão de poder. Acontece.

  - Mas...

  - Sem mais ou menos. Você e Justin usavam camisinha?

  - Sim. Não. - suspirei. - Só nas primeiras vezes, eu acho.

  - Está vendo! Toma. - me entregou aquela caixinha. - Mija lá e depois vê o resultado.

  - Mas, isso tem que ser feito quando se acorda.

  - Tanto faz. - deu de ombros. - Faz esse e depois fazemos outro de manhã.

Respirei fundo e assenti, seguindo para o banheiro. Durante todo o processo minhas mãos tremiam demais. Se eu estivesse grávida, minha vida estava fodida. Eu estava sozinha e mal dava conta de cuidar de Mellanie, imagine de mais uma criança. Senhor, por favor, eu não posso estar grávida, isso é loucura. Eu não o tenho mais comigo para cuidar dessa criança. Como farei?

Após longos minutos tentando urinar naquele potinho, eu finalmente o fiz e coloquei aquele negocio ali dentro.

  - Jullie! - gritei e em segundos ela invadiu o banheiro.

  - Você ta grávida? - perguntou afobada.

  - Não sei. Não tenho coragem de ver. - falei, virando de costas e tampando o rosto. Ela bufou e foi até a pia do banheiro, onde o teste estava.

  - É... Parabéns, mamãe.


Notas Finais


ai que emoção, a Anne vai ser mamãe! Sou louca de deixar a coitada ficar grávida agora, mas a fic já estava planejada desde o começo, então...
O que acharam?
Esse capitulo foi apenas para vcs verem o como ela esta se virando sozinha, apenas com a ajuda dos amigos.. Eu espero que vocês tenham gostado!
Obrigada por todos os comentários, e favoritos, e por todos os que me chamam no Chat daqui e do face para cobrar um capitulo novo... Não irei demorar para o próximo.
Beijos, FELIZ AN NOVO e comentem, ok? Bye meus amores...


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