História Forbidden Love - Capítulo 49


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Chaz Somers, Christian Beadles, Jaxon Bieber, Justin Bieber, Ryan Butler
Tags Amor Proibido, Justin Bieber, Padrasto, Romance
Visualizações 2.270
Palavras 7.767
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey hey hey babes! Well.... Vou falar lá em baixo, é melhor... Please, aproveitem o capitulo GIGANTÃO!

Capítulo 49 - Time


Fanfic / Fanfiction Forbidden Love - Capítulo 49 - Time

Anne Marie P.O.V.

  - Oh, meu Deus, Anne! - minha irmã exclamou, olhando para o meu filho em meus braços. - Ele é perfeito.

  - Eu sei. - sorri. - Meu príncipe.

  - Você tem certeza que o nome dele será Jacob?

  - Sim, Jullie. Tenho certeza. - ri, beijando a mãozinha pequena que ao menos ficava aberta.

  - Eu gosto desse nome, mamãe. - Mellanie sorriu, passando a mão pelo rostinho do bebê.

  - Cuidado amor. - adverti e ela assentiu.

  - Eu... Espera. - Jazzy falou, mexendo na bolsa que trazia. - Aqui! - mostrou-me um papel. Melhor, uma foto. - Eu pedi para a minha mãe me mandar uma foto de Justin, quando ele era bebê, só para comparar.

Revirei os olhos. Não queria comparações.

  - Jazmyn!

  - Não é que são parecidos. - sorriu, mostrando a foto aos outros.

  - A cara do pai! - Jennifer exclamou, sorrindo e me mostrando a foto.

Realmente, não dava para negar que era um Bieber, mas eu não queria ver isso. Empurrei a foto para longe e ela revirou os olhos.

  - Eu não quero saber dele, tudo bem? E se eu descobrir que algum de vocês falou dessa criança para ele, juro que mato! - ameacei e eles assentiram contrariados.

...

  - O que achou do seu quartinho, meu amor? - perguntei, olhando para o rostinho enrugadinho do meu menininho e ele resmungou, aconchegando-se mais a mantinha branca ao redor de seu corpo. Mellanie estava animada, pulando por todo o quarto. Eu, boba como as mães de primeira viajem, sorria aos ventos. O levei até o quartinho e o aconcheguei no berço.

Não conseguia acreditar que estava com meu filho em meia braços. Ele não teria um pai, mas eu estava feliz por poder ser mãe. Eu seria a melhor mãe que essas crianças poderiam ter. Eu paparicaria, mimaria. Nada faltaria.

  - Mamãe, por que ele não abre a mão?

  - Porque ele ainda é pequenininho, anjo. - ri.

  - E ele vai ser assim para sempre?

  - Você não ficou assim para sempre, não é? - toquei seu nariz.

  - E você vai ficar só com ele para sempre?

  - Como assim? - perguntei confusa.

  - Por que você só está com ele?

  - Meu amor, ele é pequenininho.

  - Eu também, óh. - mostrou que batia um pouco para baixo de minha cintura. - E você nem liga mais pra mim.

  - Que tal nós assistirmos a um filme, juntinhas e abraçadinhas lá no meu quarto.

Eu ainda não podia ficar subindo e descendo escadas por conta dos pontos, então ficava aqui em cima para tudo e só saia do meu quarto para vir até o de Jake. Eu odiava ter que deixá-lo aqui, mas, segundo minha avó, é melhor. Não me pergunte por quê.

  - Eu vou ir pegar o filme e pedir pra tia Jazmyn fazer pipoca. - concordei, enquanto a via sumir pela porta.

Dei uma última olhada em Jake e voltei lentamente para o meu quarto.

...

  - Você já está se saindo muito bem, querida. - Vovó sorriu, acariciando minhas costas, parabenizando-me por conseguir dar banho em Jake sem medo de deixá-lo cair.

Eu me sentia a melhor mãe do mundo por não derrubá-lo e minha vó ria disso.

Terminei de dar o rápido banho nele e o enrolei em uma toalha e o coloquei no lugar certo para trocá-lo. Essas novas experiências estavam sendo mágicas para mim. Eu me sentia tão perto dele, tão responsável e capaz.

  - Que cheiroso! - exclamei, cheirando seu pescocinho.

Meu filho era lindo. O bebê mais bonito do mundo. Eu não acreditava que eu havia feito àquela coisinha delicada e milimetricamente desenhada.

Outubro, 2014

  - Anne, você não vai acreditar! - assustei-me com Jazzy entrando como uma louca em casa.

  - Cozinha! - gritei, chamando sua atenção para o cômodo que eu estava.

  - Anne, você não vai acreditar! - repetiu, tomando fôlego.

  - No que não vou acreditar?

  - Anne, desculpe-me, mas minha mãe acabou de chegar à Nova York e eu passei o endereço daqui para ela. - meus olhos se arregalaram e um bocado de ar faltou aos meus pulmões.

  - Como assim?! Jazmyn, você ficou louca?

  - Ela chegou de surpresa, não tinha como mandá-la para outro lugar.

  - Jazmyn, ela vai descobrir sobre eles! E vai contar para ele. - falei, deixando a faca que estava em minha mão em cima da ilha da cozinha e apoiando meus cotovelos na pedra de mármore. - Eu não quero que ele descubra!

  - Olhe, vamos pensar em alguma coisa.

  - Quanto tempo temos?

  - Uns - tirou o celular em seu bolso e olhou para a tela - quarenta minutos.

  - Nossa, vamos armar um ótimo plano em quarenta minutos. - murmurei impaciente.

  - Eu já sei. Você terá que ser muito boazinha, Anne, e me obedecer.

  - Au au. - sorri falsa e ela revirou os olhos.

  - Olha, Mellanie vai para a casa da amiga todos os dias, não é? - assenti. - Ótimo, uma a menos para esconder. Você irá ficar lá em cima durante todo o tempo que ela ficar aqui.

  - Não posso fazer isso! Se ela passar a tarde toda aqui eu não vou poder garantir que Jake não chore, ou mantê-lo com uma mamadeira apenas. Eu tenho que descer, tenho que limpar essa casa, olhe como está imunda.

  - Eu vou tentar tirá-la daqui. Vou tentar localizar Justin, para levá-la ao apartamento dele. Vai ser rápido, eu prometo.

  - Se não der certo, você vai ser responsável por não deixá-la contar.

  - Tudo bem. - aceitou feliz, abraçando-me. - Eu te amo, cunhadinha. - beijou minha bochecha e eu ri, negando com a cabeça.

  - Acho bom você dar uma arrumada naquela bagunça que você e Mellanie fizeram essa noite na sala. Sua mãe vai ter um surto ao ver aquilo.

  - Certo. E você vá levar Mellanie na casa da amiga. - assenti e ela saiu saltitante para a sala.

Desliguei o fogo que estava acesso fervendo água para um macarrão e descidi que hoje teríamos que pedir algo, para o almoço. Liguei para a mãe da amiga de Mellanie e perguntei se podia levá-la mais cedo hoje; a resposta foi positiva. Subi as escadas e encontrei Mellanie brincando com Jake em seu bercinho. Agradeci aos céus por ele ser quietinho.

  - Anjo, vou te levar na casa da Thayla, vamos?

  - Mas, não era mais tarde? - perguntou confusa.

  - Hoje vamos mais cedo querida. - expliquei.

  - Vou me despedir do Jake.

  - Tudo bem. Vou ir pegar sua mochila.

  - E pega aquele filme que eu ganhei do Tio Chris?

  - Okay. - assenti, saindo do quarto e indo até o dela.

Aquele quarto era até que arrumado para ser de uma criança, mas, ainda assim, havia muitas bonecas espalhadas pelo chão, como roupas e maquiagens de crianças. Eu até tentava arrumar, porém ela não permitia. Duas vezes por semana eu entrava, dobrava as roupas e colocava tudo no lugar. Horas depois estava tudo bagunçado novamente.

Peguei a mochila em cima da cama e procurei pelo DVD que Chris havia comprado para ela. Era um desenho de uma das princesas da Disney, ou algo assim.

Assim que o encontrei - confirmando ser Cinderela, minha princesa favorita -, voltei  ao quarto de Jake. Entreguei as coisas a Mellanie e gritei por Jazmyn, que em segundos apareceu.

  - Cuide bem dele, volto em vinte minutos.

  - Ela chega em meia hora, seja mais rápida!

  - Meu Deus, vocês crianças só me dão dor de cabeça! - exclamei e ela revirou os olhos.

  - Vai idosa, vai lá! - me empurrou para fora do quarto.

  - Cuide bem do meu menino! - falei, descendo as escadas ao encalço de Mellanie.

Descemos até a garagem e eu peguei o carro. Estava evitando andar de carro para economizar, mas com o bebê eu estava tendo que o usar mais. Jazzy também o usava vez ou outra.

  - Mãe, quem vai vir em casa? - Mellanie perguntou, enquanto eu saia da garagem guiando o carro.

  - Uma amiga da Jazzy, amor. Nada de mais.

  - Ah.

  - Me promete que vai fazer o dever? - perguntei, a olhando de esguio, logo voltando meu olhar para a rua a minha frente.

  - Prometo, mamãe. Mas vou assistir o filme.

  - Okay. - assenti, estacionando na frente do enorme prédio luxuoso.

  - Tchau, mãe.

  - Hey, hey! - A deti, antes que saísse do carro. - Meu beijo.

  - Nossa. - revirou os olhos e beijou minha bochecha. - Te amo.

  - Também, molequinha! - a agarrei e beijei sua bochecha.

  - Mamãe! - exclamou indignada e eu ri, a vendo sair do carro.

Mellanie estava tão grande. Minha menina estava crescendo.

Arranquei com o carro, após vê-la passar pela portaria e adentrar o prédio, onde a amiguinha a esperava no hall de entrada, e em segundos estava dentro do elevador, subindo animada.

  - Anne, minha mãe já vai chegar.

  - A febre do Jake melhorou? - perguntei.

  - Nada. Ele continua quentinho.

  - Se não passar eu o levo no médico. - ela assentiu, olhando para o sobrinho e ia falar algo, mas foi interrompida pela campainha.

  - Oh, minha mãe! - Mordeu o lábio, apreensiva.

  - Vamos, desça. As mamadeiras estão aqui, trouxe alguns biscoitos. Seja rápida.

  - Tudo bem. - sorriu animada.

A campainha tocou novamente e ela saiu correndo pelo corredor.

Virei para o berço, observando o rostinho sereno do meu anjo. Ele estava um pouco vermelho por conta da febre. Ele estava há horas assim, mas não passava dos 36 graus.

  - Você vai ficar bom, meu amor. - sussurrei, passando a mão em seu rostinho.

Ele dormia serenamente.

Sentei-me na poltrona que tinha ali e peguei meu celular. Troquei algumas mensagens, procurei saber como estavam às coisas na revista. Comecei, mentalmente, a fazer uma lista das coisas que eu tinha a fazer:

  - Trabalho da faculdade;

  - Entregar relatórios da revista;

  - Pagar a última parcela do hospital, e pagar o mês do convenio;

  - Contas: luz, água, gás, condomínio, farmácia;

  - Comprar mais do remédio de Jake, e o remédio de rinite da Mellanie;

  - Pagar minha faculdade atrasada a meses...

Eram muitas contas, muitas coisas. Ainda tinham mais contas que não paravam de chegar, como TV a cabo, internet, o homem que concertou o ar condicionado, mais muitas outras. Era coisa que não acabava mais. Meu dinheiro não dava. O que eu recebia dava para metade dessas contas. Mais o mercado, era um valor exorbitante. Eu precisava fazer algo para isso mudar, só não tinha ideia do que.

Meu celular vibrou, tirando-me do transe e eu o peguei. Mensagem de Jazmyn:

  "Já já vamos sair, só mais um minuto".

Dei de ombros, escutando Jake resmungar, prestes a virar um choro. Corri até ele, colocando a mão em sua testa e ele estava mais quente. Muito mais quente!

Entrei em desespero. Corri até o termômetro e o peguei, colocando debaixo do bracinho dele.

  - Calma, querido, já vamos ver.

Os segundos que ele demorou para apitar pareceram intermináveis horas, que faziam meu coração ir a mil. Quando tirei aquele objeto, meu olhar foi direto para a telinha que marcava 39. Meu coração apertou. Ele estava fervendo. Eu não podia deixá-lo aqui assim. Não sabia como agir.

Corri ao meu quarto, coloquei um sapato qualquer. Eu o levaria para o hospital e não me importava se Pattie estava aqui. Eu não podia deixá-lo aqui por egoísmo meu.

Voltei ao quarto e peguei uma bolsa com as coisas dele. O enrolei em uma manta e peguei no colo, embalando em meus braços. Ao mesmo tempo ele começou a chorar alto e forte.

  - Calma, meu amor. - Beijei sua testa, saindo do quarto, enquanto tentava acalma-lo.

Desci as escadas, desejando ser invisível. Infelizmente, eu não era.

  - Anne?! - Pattie perguntou em espanto, olhando para mim com um sorriso. Seu olhar seguiu para o meu filho e ela desfez o sorriso no mesmo instante. - Meu Deus! - exclamou com a mão na boca.

  - O que está fazendo aqui? - Jazzy perguntou, com os olhos arregalados.

  - Jake está com 39 de febre, tenho que levá-lo ao médico, não posso deixar meu filho assim. - falei, evitando olhar para Pattie.

  - Jazzy, o que isso significa? - Ela perguntou, intercalando o olhar entre nós.

  - Mamãe...

  - Pattie, ela lhe explicará tudo. - Sorri de lado a ela, indo até a porta.

  - Anne! - Jazzy chamou. - Me mantenha informada.

  - Claro. - Assenti, saindo porta a fora. 

Jazmyn Bieber P.O.V.

  - Jazmyn, o que a Anne estava fazendo aqui? E de quem é aquela criança? 

  - Mamãe... É com ela que estou vivendo. Nunca arrumaria um quarto em um prédio desde por uma mixaria.

  - Não, até ai eu consigo entender, mas... O bebê?

  - O bebê... Jake ele... Mãe...

  - Vamos, não me enrole! Ele é filho dela e de quem? É de Justin?

Não adiantaria eu mentir para ela, dizer que o bebê não é de Justin. No momento em que ela visse Jake de perto iria saber que é neto dela. Anne podia me achar uma traidora, mas, se mentisse para ela agora, seria pior.

  - Sim, esse filho é de Justin.

  - C-Como? Ele não me contou!

  - Pattie, ele não sabe.

  - Como assim? - perguntou pasma. Seus olhos levemente arregalados.

  - Olha... Justin a deixou. Ele a deixou com Mellanie, sozinhas, a ver navios. - ela abriu a boca algumas vezes, tentando falar.

  - Quem é Mellanie? - sorri, pensando em minha sobrinha.

  - Mellanie é a outra filha deles.

  - O-outra?

  - Bom, simplificando, eles adotaram ela, em seguida ele a deixou. Ele não quis mais saber delas e as deixou. Então, Anne descobriu estar grávida e não quis contar a ele. Eu achei uma injustiça, mas ela decide.

  - Esse não me parece Justin. Meu filho não deixaria uma mulher com uma criança. Ele não faria isso! Ah, mas ele vai escutar. Não acredito que já sou avó e que não sabia.

  - Não, mamãe! Não pode contar, por favor.

  - Como não? É filho dele, por favor!

  - Olhe, eu sei... Mas é uma decisão da Anne, são os filhos dela.

  - E dele também! Como posso encará-lo sabendo disso e não podendo contar. Sou a mãe dele, não posso enganá-lo.

  - Eu sei, sofro com isso também. Por mais que não vá com a cara dele por esse motivo. Eu queria poder contar a todos que tenho sobrinhos lindos.

 - Eu quero conhecê-los, Jazmyn, por favor.

  - Mel foi na casa de uma amiga, daqui a pouco eu tenho que buscá-la e logo Anne voltará com Jake.

  - Tudo bem... Então, por favor, me conte melhor esse história.

  - Claro.

Anne Marie P.O.V.

  - Obrigada, Doutora. - sorri.

  - Imagine, Anne! Foi apenas uma febre, normal em crianças dessa idade. Mas, quando acontecer novamente, você já sabe o que fazer agora, certo?

  - Claro! Compressa de água quente, purificador de água... Tudo o mais.

  - Que bom. - ela sorriu amável.

  - Obrigada, mais uma vez.

Ela sorriu, balançando a cabeça, e eu sai porta a fora. Estava mais leve só de pensar que meu bebê estava bem. E sentia que poderia desmaiar a qualquer momento só por saber que Pattie provavelmente estaria em casa, esperando por mais respostas, ou que já teria ligado para ele. Oh, essa ideia me atormentava ainda mais. Ela poderia ligar para ele. Não, isso não aconteceria.

Passei para pegar Mellanie, após mandar uma mensagem para Jazmyn dizendo que ela não precisava ir buscá-la, e passei no mercado, tentando prolongar ainda mais minha chegada em casa.

  - Mãe, compra pra mim, por favor!

  - Mel, mas têm chocolate em casa.

  - Maaas, isso é sorvete, não chocolate.

  - Maaas, os dois são doces.

  - Por favorzinho, dona Anne!

  - Oh, meu Deus! Tudo bem, leve.

  - Ai, te amo. - abraçou minhas pernas, colocando o pote de sorvete no carrinho.

Terminei de pegar algumas coisas que precisava, que Jazzy gostava, e  que Mel implorava quase todos os dias, e então seguimos para casa. Estacionei em minha vaga e Mellanie me ajudou a levar as coisas até o Hall.

  - Deixe que eu ajude, dona Anne. - Morche falou, pegando as sacolas de minha mão e apertando o botão do elevador.

  - Obrigada, esse menino já está ficando muito pesado. - falei e ele sorriu, entrando conosco no elevador e apertando o botão do penúltimo andar.

  - Ele é lindo.

  - Meu príncipe. - sorri, segurando a pequena mãozinha enrugada de Jake.

Saímos do elevador e eu abri a porta de casa, ele deixou as coisas na porta e saiu.

  - Mellanie, espere chegar na cozinha para querer abrir esse sorvete! - pedi, vendo-a revirar as sacolas atrás da sobremesa. Estranhei não ter ninguém na sala. - Vamos, me ajude a levar as sacolas. Depois pegue o carrinho do Jake para eu por ele.

Meus braços estavam começando a doer de carregá-lo no colo. Abaixei e com um pouco de dificuldade levei até a cozinha, onde me surpreendi ao ver Pattie cozinhando com um sorriso nos lábios, enquanto Jazzy comia chocolate sentada na ilha da cozinha.

  - Anne!

  - Jazmyn, desça dai! - exclamei, tentando ignorar Pattie ali.

  - Desculpe.

  - Tia, minha mãe comprou meu sorvete e aquele palitinho que você gosta.

  - E eu peguei aquele seu suco. - avisei. - Mel, por favor, pegue o carrinho.

  - Tá. - ela saiu correndo até a sala, onde o carrinho do bebê se encontrava.

  - Não adianta fingir que não estou aqui, Anne. - mordi o lábio, sem jeito ao encarar Pattie pela primeira vez naquele dia.

 Ela estava linda, elegante como sempre. Sorri tímida e sem graça. Eu não queria que ela soubesse desse jeito. Na verdade, eu não queria que ela soubesse de qualquer jeito. Eu não estava preparada para que essa noticia chegasse aos ouvidos de Justin. Não estava preparada para encarar minha mãe, a mídia, o julgamento das pessoas. Não queria virar alvo de xingamentos. E, principalmente, não estava preparada para encará-lo. Eu ainda sentia algo muito forte por Justin, mas a magoa e a raiva ainda eram maiores que qualquer coisa.

  - Eu... - gaguejei e então optei por calar-me. O que poderia falar?

  - Esse é o meu netinho, certo? - assenti em silêncio. - Posso pegá-lo?

  - S-sim. - minhas pernas fraquejavam.

Entreguei Jake com cuidado para ela e me apoiei ao mármore negro da ilha.

  - Ele... Ele é a cara de Justin. - comentou e eu balancei a cabeça, assentindo contrariada por escutar aquele nome. - É perfeito.

  - Não é?! - Jazmyn concordou animada.

Pattie o observava com carinho, apresso. Ela tinha os olhos cheios de lagrimas, prestes a cair, e seus lábios puxavam-se em um sorriso aberto. Ela parecia boba. Vendo-a assim, eu tentava imaginar como minha mãe ficaria se soubesse que é avó. Sabe, esquecendo a parte do pai, apenas sabendo que eu lhe dei um neto. Eu gostaria de saber se ela ficaria feliz, ou se ela me xingaria por ser mãe tão cedo. Eu gostaria de saber se ela iria sorrir e me parabenizar por ter criado algo tão lindo e esplendoroso. Se me ajudaria e daria dicas de como cuidar dele. Passar-se-ia as noites aqui comigo, ensinando como trocar fraldas, como amamentá-lo da melhor maneira, dar banho, ser delicada. Eu apenas queria saber se ela ficaria do meu lado.

Parecia algo tão improvável vindo de Tracy. Algo surreal. Talvez não acontecesse. Talvez tudo fosse diferente do que eu imaginava e ela apenas ia se afastar e dizer que eu morri como filha para ela.

  - Mãe, aqui! - Mel exclamou, entrando na cozinha empurrando o carrinho. - Agora posso tomar sorvete?

Ela mal parecia ter notado a presença de Pattie, de tão empolgada que estava para comer aquele bendito sorvete. Porém, Pattie pareceu notá-la, e notá-la muito bem.

  - Essa é Mellanie? - perguntou meio abobalhada.

  - Sim, é ela. - minha voz estava saindo fraca e entrecortada.

  - Olá, querida. - falou, sorrindo e deixando algumas lágrimas descerem por seu rosto.

  - Oi. - Mel sorriu cativante. Seu sorriso era iluminado, lindo. Como o de Justin. Ela conquistaria qualquer um com aquele sorriso perfeito, assim como ele fazia com todos ao seu redor. Seu carisma. Ela podia não ser filha biológica dele, mas eu nunca acharia alguém tão parecida com ele como ela. Pattie também pareceu notar aquilo, pois seu sorriso aumentou ainda mais, se possível.

  - Como pode ser tão parecida? - perguntou, olhando para mim e rindo. - Meu Deus!

  - Eu sei... É assustador! - ri levemente.

  - Quem é a senhora? - a pequena de olhos azuis perguntou curiosa, olhando para Pattie.

  - Eu sou sua avó, meu amor. Sou sua avó! Oh, meu Deus! Avó! - exclamou rindo e chorando ao mesmo tempo.

  - Avó?

  - Sim, meu amor, sou mãe de Justin, de Jazmyn e de Jaxon. - explicou e Mel sorriu.

  - Jaxon? Jaxon é irmão do papai?

  - Sim, pequena. - respondi, passando a mão nos cabelos.

Ela já estava sabendo demais sobre Justin. Eu não queria a proximidade.

  - Meu pai me disse uma vez, que a senhora sabe fazer bolo de chocolate, e, sabe... Eu não gosto muito de chocolate, igual ao meu pai, mas eu gosto de bolos de chocolate. E ele disse que o seu é o melhor do mundo. Agora, que você é minha vózinha, pode fazer pra mim? - arregalei os olhos. Mellanie não sabia ser discreta, e era uma interesseira!

  - Mellanie Bieber, pare de ser interesseira! - Esbravejei, envergonhada e Pattie gargalhou alto.

  - Deus, uma verdadeira Bieber! - disse e Mel sorriu, achando graça da minha cara. - Eu faço quantos bolos quiser. A vovó vai fazer quantos bolos quiser! - exclamou, agachando perto de Mellanie, com Jake no colo, e beijando a bochecha da menina. - Meus netos! Oh, meu Deus!

Pattie continuou paparicando Mellanie por muito mais tempo. Enquanto eu observava boquiaberta e receosa. Jazmyn sorria e interagia junto, mas eu não conseguia mover-me. Meus músculos estavam congelados e minha mente fervia.

  - Pattie. - chamei, achando que já estava na hora de ter uma conversa séria com ela. - Nós podemos conversar? - ela assentiu, ainda sorrindo, e entregou Jake a Jazzy, seguindo comigo para a sala.

  - Anne, eles são incríveis! - exclamou.

  - Sim. - sorri. - E... Bom... Eu sei que adorou vê-los, e que está chateada comigo por tê-los omitido, mas eu tive meus motivos.

  - Olhe minha filha, sente-se aqui comigo. - pediu, se sentando no sofá e eu fiz o mesmo. - Jazmyn me contou a história por cima. Sem muitos detalhes. Eu não entendi direito por que Justin a deixou, mas de uma coisa eu sei - assenti, prestando atenção -, ele não faria isso em sã consciência. Eu o criei, dei-lhe uma boa educação.

  - Pattie, não! Não se culpe em momento algum pelo que aconteceu. Sua criação foi a melhor possível, Justin é uma pessoa incrível! Veja tudo o que ele conquistou, tudo que fez. Ele apenas não estava preparado para ser pai, para assumir essa responsabilidade. Eu ainda nutro uma magoa muito grande por ele, admito, porém, ele não e um monstro com má criação. Eu não sei o que houve. Talvez apenas um caminho errado que ele fez e infelizmente percebeu tarde demais. - tentei confortá-la.

Na verdade, tudo o que eu falava era uma mentira. Uma grande mentira! Eu não acreditava naquilo. Para mim, Justin era um grande canalha. Um grande filho da mãe. Um desgraçado, sem alma e cruel, que me deixou sozinha quando eu mais precisava. Um monstro que me prometeu o mundo e ao menos foi homem o suficiente para se importar com os meus sentimentos, com a minha vida. Ele foi o pior crápula que já pudera existir. Uma pessoa horrível. Um ser humano sem valores algum, que não pôde honrar as calças que vestia. Porém, não a deixaria pensando que a culpa foi dela. Pattie é uma mãe incrível.

  - Mas... Ele precisa saber desse filho. Não posso esconder isso dele. É meu filho, não aguentarei esconder uma coisa tão maravilhosa como essa dele.

  - Por favor, Pattie. - e novamente aquela sensação de que a qualquer momento meus filhos poderiam ser tirados de mim me tomou. Meus olhos se encheram de água. - E se ele quiser meus filhos? Eu tenho medo. Eu não o quero perto de nós. Eu sei que para você meus motivos podem ser fúteis, mas para mim não é! Ele me deixou! Abandonou-me com uma criança. Ele sabia que eu mal sustentava a mim e mesmo assim ele escolheu nos deixar. Por favor, não revele isso a ele. Pode ser difícil para você, eu entendo, mas é muito mais para mim.  - implorei, deixando as lágrimas rolarem soltas por minhas bochechas, até caírem em meu colo.

  - Anne, você sabe como isso que está me pedindo é doloroso e complicado?

  - Sim. - sussurrei, abaixando a cabeça.

  - Que Deus me perdoe pelo que farei agora, mas... Eu não contarei até você se sentir preparada; Eu não contarei, mas espero que você mesma conte. - soltei o ar, aliviada. - Escute o que vou lhe dizer. - assenti. - Ele pode formar outra família com a sua mãe, ele pode ter mais filhos, casar-se, mas... Essas crianças nunca deixaram de ter seu sangue. Eles nunca deixaram de ser um Bieber. Um dia ele irá querer saber como Mellanie está, irá ter curiosidade ao menos, e, quando esse dia chegar, você terá que arcar com todas as consequências desse afastamento. Jacob a questionará, Mellanie a questionará. Será mais complicado para você. Todas as responsabilidades caíram sobre suas costas. Desculpe se estou sendo indelicada, mas você será a monstra da história.

  - E eu estou disposta a arcar com essas responsabilidades. - respondi convicta, apesar de assustada com suas palavras.

Dezembro, 2014

 Autora P.O.V.

  - Venha, querido! - Tracy gritou, puxando Justin para mais próximo da água.

Pela primeira vez estava passando o ano novo com o seu amado, não podia estar mais feliz. Justin, por si, não estava se sentindo tão completo. Ele sorriu para a noiva, mas aquele não era um sorriso verdadeiro, daqueles que te fazem bem e que te enchem a alma. Era um sorriso falso e triste.

Eles estavam em uma praia paradisíaca, sozinhos. O clima romântico, que a mulher passara meses preparando, envolvia o casal. Nesse ano, em especial, Tracy não passara junto a sua família. Tivera um briga com sua mãe, por conta de Justin. Lucy, por um motivo desconhecido, não aprovava mais o relacionamento, pelo contrário, abominava Justin no momento. Seus irmãos não se importavam com ela, o único que a amava incondicionalmente - e que nutria um amor proibido pela mesma -, era seu irmão mais velho. Ela sempre pudera contar com ele, não importava para quê, ele sempre estava lá. Ás vezes chegava a ser algo doentio, achava ela, mas ele era o único que apoiava a felicidade da mulher. Ela se dedicou ao máximo para tornar aquelas semanas com seu amado as melhores de sua vida.

Mal ela sabia que as melhores semanas da vida do homem foram ao lado de sua filha. Sua filha sumida, que não dera mais sinal de vida, a não ser por curtos e-mails que lhe diziam estar tudo bem e pedia para que ela não a procurasse. Justin não conseguia tirar os poucos meses que passara ao lado de sua doce Anne da cabeça. Parecera-lhe uma vida. Uma vida alegre, cheia de sorrisos e de encantos aos quais ele não desfrutava mais.

Ele estava chegando ao seu limite. Longe de seus amigos, longe de seus hobbies, de sua família... Ele estava os evitando, o que não era grande sacrifício, já que seus amigos o achavam um grande canalha e seus irmãos mal lhe ligavam. A única que ainda se preocupava com sua sanidade e com sua saúde era sua mãe, que lhe ligava ao menos duas vezes na semana, sempre com a sua doçura e atenção. Ela não fizera tanta questão de que ele fosse passar as festas em casa esse ano - o que o fazia desconfiar de que ela soubesse de algo que aconteceu e que também o repugnasse - então, ele realmente não foi. Não aguentaria as milhares perguntas por parte de todos que o rodeavam e que conheceram Anne nas festas passadas.

O que mais lhe machucava era não poder passar as primeiras festas de verdade de Mellanie junto a ela. Era o primeiro natal, o primeiro ano novo, que a menina passaria sem estar naquele orfanato, com a escassez de comidas e presentes. Se ele pudesse estar com ela a encheria de mimos, a paparicaria. Ele sabia que Anne estava fazendo isso pelos dois. Ela estava sendo uma ótima mãe, ele tinha certeza. Ela era perfeita, como não poderia ser uma boa mãe? 

  - Se anime, amor! - Tracy pediu, sorrindo abertamente.

Justin sorriu, não queria magoá-la. Ele sabia que ela não tinha culpa de nada, que ela não merecia ser traída em pensamentos, como ele sempre fazia.

  - Dez... Nove... Oito... - a mulher gritava animada, vendo a enorme tela que estava preparada no lado de fora da pousada em que estavam hospedados. -... Cinco... Quatro...

E naquele ano novo, tudo que ele podia desejar, era que sua família estivesse bem, aonde quer que estejam... E que aquele homem finalmente o liberasse daquela prisão.

Casa Charles Somers, Nova York.

  - Três… Dois… Um! - todos os amigos gritaram juntos, brindando e abraçando um ao outro.

  - Feliz ano novo, pequena! - Anne beijou a bochecha de Mellanie, enquanto apontava os fogos de artifício que estouravam no céu pela janela da casa do amigo.

Jake, em seus braços, ainda muito pequeno, chorava amedrontado pelo forte barulho.

  - Para com isso, moleque! Para de ser boiolinha! - Chris fingiu brigar com o bebê, enquanto Anne o repreendia com um tapa no ombro. - Feliz ano novo, baixinha. - ele a abraçou sorrindo. - Que esse ano tudo se realize para nós, que essas crianças tenham saúde e que tenhamos muito whisky! - desejou e ela riu, repetindo.

Logo, todos estavam em cima dela. Todos lhe desejavam aqueles votos banais, e mais coisas absurdas. Após minutos naquilo, brindando e festejando, ela finalmente afastou-se de todos, podendo ficar sozinha para pensar nos seus verdadeiros votos.

Ela queria que seus filhos tivessem saúde, queria poder dar-lhes tudo o que eles pediam. Ela queria ser feliz, ser feliz como nunca foi antes. Queria achar alguém que a amasse como ninguém nunca amou, e, principalmente... Queria poder esquecê-lo. Ela não suportava mais viver com ele em seus pensamentos. Por que ele não podia sair dela? Por que não podia ser tão fácil esquecê-lo como foi para ele esquecer-se dela? Ela queria poder tirá-lo de seu coração, e desejava isso com toda a sua alma.

Apesar de tudo, ela também desejava que, aonde quer que ele esteja, ele estivesse bem e feliz.

Tomando mais um gole de sua taça de champanhe, ela fechou os olhos, vendo Justin a sua frente.

  - Espero que esse ano tudo se resolva. - sussurrou quase inaudível, suspirando e voltando para onde seus amigos e seus filhos estavam.

Janeiro, 2015

Anne Marie P.O.V.

  - Venha, Mel, todos estão te esperando! - chamei, abrindo a porta de seu quarto. - Meu amor, por que está sozinha? Seus amigos estão todos lá embaixo.

  - Nada, mamãe. - fungou, passando a mão por seu rosto e se virando para mim.

  - Por que está chorando? - perguntei preocupada, aproximando-me dela.

Sentei-me em sua cama e a peguei no colo, esperando por sua resposta.

  - Nada demais. - repetiu, sorrindo de lado.

  - Vamos, conte-me! Você sabe que pode me contar qualquer coisa.

  - Eu... Eu apenas sinto falta do meu pai. - deu de ombros, brincando com as mãos. - Lembro-me do aniversário que passamos todos juntos, foi um dos dias mais felizes da minha vida.

Suspirei, sorrindo, tentando mostrar que aquilo não me afetava tanto quanto afetava.

  - Você sabe que sempre terá a mim certo? Eu, seus tios... Nós sempre estaremos aqui por você. E, de algum lugar, seu pai também está.

  - Está tudo bem, mamãe. Eu entendo.

  - Jura?

  - Sim.

  - Então, coloque aquele lindo sorriso de princesa no rosto e vamos descer, todos lhe aguardam. - beijei sua bochecha, dando-lhe um forte abraço e ela sorriu, saindo do quarto.

Desci ao seu encalço e, finalmente fomos cantar os parabéns. Ryan filmava tudo. Minha menina estava completando cinco anos. Estava crescendo rapidamente.

Autora P.O.V.

Justin andava de um lado para o outro em sua sala.

Estava indeciso. Ele ligava, ou não, para sua filha? Ele sabia que hoje era seu aniversário, mas não tinha certeza se devia ligar. E se Anne por acaso atendesse? Era melhor então ligar no celular de Ryan, não? Porém, e se ele não quisesse passar a ligação? Ele ainda o achava um canalha sem coração, não achava? Com Chaz ele não poderia contar, muito menos com Christian.

Respirou fundo e gritou por sua secretária. Ele sabia que estava sendo um carrasco ultimamente, mas acabava descontando suas frustrações nos outros, não conseguia evitar isso.

  - Pois não, senhor Bieber.

  - Desmarque tudo que tenho para hoje, vou sair e não volto hoje. - falou, pegando seu sobretudo negro pendurado na cadeira e o jogou nos ombros, saindo da sala sem ao menos agradecer ou se despedir.

Saiu do enorme prédio, optando por deixar o carro na garagem, e começou a caminhar sem rumo pelas ruas cobertas de neve. Seus passos lentos o guiaram até uma Starbucks próxima e ele entrou, pedindo um cappuccino normal, e logo voltando para a rua. A bebida quente o ajudava a pensar. E desestressar.

Parecia que tudo estava o incomodando ultimamente. Até mesmo o barulho das pessoas respirando ao seu lado o fazia perder a cabeça. E, para afogar suas decepções e magoas, ele entrava em um estúdio de tatuagem qualquer e apontava o primeiro desenho que ele via. Ou se enfiava em bares de índole duvidosa, bebia como um porco, pegava uma vagabunda qualquer e passava a noite usando-a em meio a lamentos.

Ele mesmo estava sentindo nojo da pessoa que estava se tornando, e sabia que tinha que acabar com isso. Porém, o medo de que algo que aquele homem lhe dissera se tornasse ações, era maior. Não arriscaria.

As brigas que estava tendo com Tracy estavam mais frequentes e violentas. Não que ele batesse na mulher, mas sim ela vinha para cima. Tracy era uma descontrolada, segundo ele. O psicólogo da mulher também devia achar isso.

Enquanto ele caminhava e observava as pessoas apressadas ao seu redor, pensava em como estaria sua vida ao lado de Anne e Mellanie nesse exato momento. Ele provavelmente estaria em uma festa, com crianças correndo por toda casa, vendo o sorriso cativante de sua princesa, divertindo-se com seus amigos, e nos braços da mulher da sua vida. Isso o deprimia ainda mais. Pensar nos lábios de Anne sobre os seus, seus corpos tocando-se... Ah, Anne! Ela ainda o levaria a loucura.

Quando ele finalmente sentiu o cansaço tomá-lo, após quase uma hora de caminhada, sentou-se em um banco, de frente a uma praça desconhecida e sacou seu celular do bolso. Discou o número de Ryan, que, por incrível que pareça, após quase um ano sem discá-lo ainda não havia esquecido, e levou-o até a orelha. O telefone chamou algumas vezes, no quarto toque Ryan atendeu:

 - Por que está me ligando? Aconteceu algo na empresa? - sua voz soava baixa, no fundo vozes se sobrepunham.

  - Eu posso falar com a Mellanie? - perguntou baixo, quase que em um sussurro.

  - O quê? Espere, vou ir para um lugar menos barulhento. - pediu e logo ele podia escutar os barulhos bem mais baixos, quase imperceptíveis. - Diga.

  - Eu posso falar com a Mellanie? - repetiu um pouco mais alto, e o que recebeu em resposta foi um silêncio cortante. - Ryan? Ainda estou escutando sua respiração. - bufou, revirando os olhos. - Vamos, responda-me! Posso?

  - Está ficando louco? - quando finalmente a voz do amigo soou, ele respirou fundo mais uma vez.

  - Eu quero falar com ela. Sei que hoje é aniversário dela, e também sei que está na festa dela.

  - Por que não as deixa em paz? Por que insiste em fazer a menina se lembrar de você? - aquelas perguntas apenas fizeram seu coração quebrar mais um pouco.

  - Ela... Ela é minha filha. - sua voz saiu muito baixa, quase que ele mesmo não se escutava, mas Ryan escutou.

  - Se lembrou disso, Justin? Nossa, que surpresa! - o sarcasmo pingava em cada palavra que Ryan falava.

  - Eu nunca esqueci! - protestou.

  - Se não tivesse, realmente, estava aqui, com ela e com Anne, não do outro lado da linha, implorando-me para quebrar as regras impostas por Anne. - foi duro.

  - Porra, Ryan! - Justin gritou frustrado. - Não precisa me lembrar do quão estúpido estou sendo me negligenciando dessas coisas. Eu não aguento mais isso! Eu sei disso, tudo bem? - suspirou, abaixando a cabeça.

  - Seja rápido. - advertiu e, em segundos a voz da menina soou pelo fone.

  - Alô? - Justin sorriu.

A voz de Mellanie havia mudado muito. Estava mais madura, não parecia com o bebê que ele havia deixado na responsabilidade de Anne.

  - Princesa! - exclamou e a menina sorriu abertamente.

  - Papai!

  - Parabéns, meu anjo. - falou sorridente.

  - Papai, vem aqui pro meu aniversário! Vem, por favor! - a menina pediu, ansiosa por uma resposta positiva.

  - Eu acho que sua mãe não gostaria muito disso. - ele riu amargamente. - E eu ao menos seu onde você mora pequena.

  - Ah... - ela parecia decepcionada. - A mamãe realmente não gostaria. - ouviu sua filha falando tão bem o inglês/português e sentiu que parte da infância da menina estava sendo tirada dele. - Mas eu queria te ver.

  - O papai também, anjo. - lamentou. - Mas, me diga, está tudo bem?

  - Sim, estamos bem. - ela sorriu. Sabia que seu pai ainda se preocupava. - Você não me parece muito bem.

  - Eu estou querida. Apenas com muitas saudades. - ele sorriu de lado. - Você está cuidando da sua mãe, né?

  - Sim, Bieber. Estou cuidando muito bem!

  - Que bom, estou orgulhoso de você! E a escola?

  - Sou uma das melhores alunas da classe. - a garota declarou com orgulho.

  - Que bom, meu pequeno gênio. - brincou e ela riu levemente.

  - Pai, me promete que vai vir me ver? Por favor!

  - Nós vamos nos ver em breve, eu prometo.

  - Da ultima vez que disse isso, foi há quase um ano. - alertou e ele riu.

  - Não vai demorar tanto dessa vez. - prometeu. - Agora, acho melhor desligar, sua mãe pode desconfiar. - falou e a menina assentiu.

  - Está bem.

  - Eu te amo. - declarou e ela sorriu.

  - Bieber! - chamou antes de o pai desligar.

  - Fala.

  - Se cuida, eu também te amo. - falou e finalizou a ligação.

Fevereiro, 2015

Anne Marie P.O.V.

  - Anne, pelo amor de Deus, não vá com essa coisa! - Jullie exclamou, me empurrando de volta para o closet. - Você tem que seduzi-lo, não mandá-lo para longe da sua vida.

  - Jullie, eu apenas vou jantar com ele, por favor! Você fala como se eu estivesse matando cachorro a grito!

  - Querida, há quanto tempo você não transa? - não respondi. - Vamos, diga! Há quanto tempo você não trepa?

  - Que horror, Jullie! Você acha que eu sou o quê? - perguntei ofendida com o termo.

  - Uma mulher que não têm relações a mais de um ano! - bufei, revirando os olhos. - Deus, você e Justin eram como dois maníacos, não paravam de se agarrar! Como você consegue aguentar todo esse tempo na seca? - tremi na pequena menção a Justin e nossas... Intimidades.

  - Não sei... Apenas não estou com tempo.

  - Amor, você agora é mãe, não freira! Por favor, vê se tira todo o atraso essa noite.

  - Jullie, não sou uma vadia em busca de sexo casual. - esclareci para o caso de ela não ter percebido.

  - Mas é uma mulher gostosa, jovem e que não transa a mais de um ano! Vamos, capriche! - exclamou se juntando a mim no closet, começando a separar algumas peças.

  - Isso ai é vulgar até para prostitutas! Por que tenho essa peça no meu closet? - perguntei, pegando aquele negocio e jogando e um canto quarto. - Esse é bonito. - comentei vendo o vestido em suas mãos. - Mas prefiro esse aqui. - apontei o preto básico e simples que eu tinha ali.

  - É... E ele me parece ser fácil de tirar. - comentou, vendo o zíper na parte de trás e eu gargalhei. - Anne, safadinha!

  - Jullie Stanford, você é uma vadia!

  - Assumida, gata! Não gostou entra na fila! - fez uma dancinha escrota e eu ri.

  - Vai ser esse. - ela assentiu e então, começou a me ajudar.

...

  - Você está linda, mamãe! - Mel disse sorrindo e eu mandei um beijo para ela. - Aonde vai?

  - Vou sair com um amigo, querida. Se comporte e ajude a tia Jullie e a tia Jazzy a cuidar do Jake. - ela assentiu, voltando a prestar atenção na TV e eu me dirigi a Jazmyn. - Cuide bem deles, não deixe Jullie causar muitos estragos.

  - Pode deixar, cunhadinha. - piscou e eu ri.

Ela ainda tinha o costume de me chamar de cunhadinha, isso quando não me chamava de mãe. Eu até achava graça.

Estava apreensiva por deixar Jake, com apenas cinco meses, aos cuidados dessas duas malucas, mas Jullie tinha razão. Eu precisava sair. E não me importava se Marcus me acharia uma vadia, mas essa noite eu tiraria meu atraso. Um ano sem manter relações com ninguém! Céus, de onde tirei essa força?

Meu celular apitou; mensagem dele. Sorri animada e mandei um beijo para Jazmyn e outro para Jullie e deixei o apartamento.

...

  - A responsabilidade de cuidar de uma revista tão importante deve ser enorme. - ele falou, comentando sobre meu cargo na Vogue.

  - Com certeza. - ri. - Mas, seu emprego também não é nada fácil. - ele assentiu. - Deve ser gratificante quando você salva a vida de uma pessoa.

  - Sim... A alegria da família lhe agradecendo, o sorriso do paciente ao ter alta. Dá uma sensação de dever cumprido.

Marcus era uma pessoa encantadora. Encantador e lindo! Deus, ele era perfeito. Ombros largos, loiro, olhos azuis belíssimos, bom papo, engraçado, cavaleiro, se importa com o mundo... Todas as coisas boas que você pode imaginar em um homem ele tem. Sua boca me chamava e eu me controlava para terminar meu jantar em paz.

...

  - Então... Que tal um vinho no meu apartamento para fechar a noite? - perguntou, abrindo a porta do carro.

  - Eu adoraria. - sorri, antes de entrar definitivamente.

Durante o percurso fomos conversando mais sobre nós, sobre nossos gostos, adolescência. Ele não se importou quando eu lhe disse que tenho dois filhos, apenas ficou um pouco chocado, por eu ser nova, mas também tem um filho, que me parece ser a razão da sua vida. Assim que ele parou de frente ao belo prédio sorriu e desceu antes, vindo abrir a porta para mim.

  - Obrigada. - sorri e ele fechou a porta, acionando o alarme.

Seu apartamento era muito elegante. Todo organizado e aconchegante. Os móveis mognos, uma enorme TV na parede da sala, e abaixo uma lareira. Uma bela vista para algumas avenidas, que de noite era o paraíso. Ele me entregou uma taça de vinho e eu sorri, agradecendo. Eu mal molhei os lábios com o liquido quando ele tomou meus lábios para ele com voracidade. Eu não estava em condições de pedir que fossemos com calma, tudo o que eu mais precisava era ser possuída e ser feita mulher. Precisava de sexo; estava sedenta por isso.

Ele me guiou ao seu quarto, após deixar nossas taças na mesa, e seus lábios percorreram toda a extensão do meu pescoço, proporcionando-me um prazer que há muito eu não tinha. Suas mãos fortes, grandes e abeis passavam por meu corpo, fazendo-me soltar pequenos gemidos de satisfação. Realmente, aquele vestido era muito fácil de ser tirado, em segundos ele estava no chão, e eu apenas de lingerie em sua frente. Não ficava assim na frente de um homem há tanto tempo que já tinha até esquecido a sensação de ter olhos queimando em luxuria sobre mim. Suas palavras deixavam explicito o desejo que ele sentia, e seus lábios em cada parte do meu corpo. Deus, que sensação dos céus!

Tirei sua camisa, podendo apreciar seus músculos definidos e mordi o lábio, ele riu com isso. Em minutos ele estava me possuindo. Possuindo-me forte, rápido e agilmente. Seu membro grande e grosso entrava em mim, fazendo-me soltar alguns gritos de prazer. Meu primeiro orgasmo chegou fácil, e eu percebi o quanto precisava daquilo. Porém, uma coisa que me atormentava, era saber que em minha mente eu comparava os mínimos detalhes dele com os de Justin. Seus movimentos, sua forma de me proporcionar prazer... Tudo me fazia pensar que Justin era melhor. Marcus era perfeito, estava se saindo maravilhosamente bem, mas Justin ainda permanecia em minha cabeça, fazendo-me desejar-lhe ali, possuindo-me. Eu o queria dentro de mim, queria poder escutar sua voz sussurrando coisas sujas em meu ouvido, sentir o gosto de seus lábios nos meus. Aqueles pensamentos fizeram-me chegar a outro orgasmo. Eu estava entrando em combustão apenas com pensamentos.

Marcus continuava a usar-me como bem entendia, e eu permitia, pois precisava daquilo tanto quanto ele. Precisava sentir-me desejada, sentir que não dependia de Justin. E mais uma vez ele invade minha cabeça. Controlava-me ao máximo para não gemer seu nome, ou gritar por ele. Tentava concentrar-me no momento, no loiro gato a minha frente.


Notas Finais


Hã... Oi? Eu sei, é muita cara de pau minha, mas... Arg, sempre tem uma explicação! A questão é o dinheiro. Sem dinheiro não se paga a internet, e isso é, basicamente, o que acontece comigo! Minha mãe conseguiu pagar, e eu estou de volta! Heeeee o/ Vou falar apenas isso, pois acho que não tem muito mais o que fazer... Ah, não, esperem! Mais uma coisinha, alguém aqui vai na Bienal dia 24 de agosto? Eu vou, como presente de aniversário de 15 anos, e porque NECESSITO ver minha diva: Cassandra Clare <3 Se alguém for, nos encontramos lá ;)

Agradeço a cada comentário, a cada favorito, e a cada pessoa que ainda não desistiu da minha pessoa. Amo vocês s2 ahsushhsahd
Já sabem, qualquer coisa, twitter: @swagsofjusten instagram: @sahkatrina facebook: Sara Katrina e qualquer outra rede social procura o Katrina que me acha! Ah, e eu fiz um Shots, pq como sabem agora também é para pobre: SahKatrina! Em fim... OBRIGADA!

OBS: VOLTO COM CAPITULO NOVO EM DOIS DIAS E... AMANHÃ É MEU ANIVERSÁRIOOOOOOO!!!


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