História Forbidden Love - Capítulo 55


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Chaz Somers, Christian Beadles, Jaxon Bieber, Justin Bieber, Ryan Butler
Tags Amor Proibido, Justin Bieber, Padrasto, Romance
Visualizações 4.092
Palavras 5.752
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


BOA LEITURA!

Capítulo 55 - Telephone


Fanfic / Fanfiction Forbidden Love - Capítulo 55 - Telephone

Justin Bieber P.O.V.

  - Caralho, eu estava crente que ela iria vir. - murmurei rindo, vendo todas as rosas no banco traseiro do carro. - Essa é marrenta. - li o bilhete que ela mandou.

Anne era foda! E só me fazia querê-la mais ainda.

  - Obrigada Duncan, pode se retirar. - ele assentiu, balançando a cabeça e se retirando.

Sorri, subido para o meu apartamento. Fui direito para o meu quarto e coloquei um pijama qualquer, me jogando na cama.

Anne voltará a ser minha.

Anne Marie P.O.V.

Joguei-me no sofá de casa, podendo respirar, e comecei a rir. Será que fiz certo em devolver aquelas flores? Justin estava sedo muito abusado, metendo seu nariz aonde não foi chamado, mas suas intenções não eram más. Ele apenas queria me ajudar, e realmente estava ajudando, mas eu estava achando muito sufocante. Para que seguranças na porta da escola das crianças? E por que esses mesmos seguranças agora estavam aqui na rua do prédio? Ele podia pensar que sou idiota, mas havia visto os brutamontes do outro lado da rua. Isso era maluquice, e nos sufocaria se eu permitisse.

  - Mãe! - senti Mellanie pular em meu colo e sorri.

  - Oi, meu amor. - beijei sua bochecha.

  - Tia Jazmyn está lá em cima dando banho no Jake.

  - Vamos preparar alguma coisa para comermos?

  - Vamos! - pulou do meu colo e correu para a cozinha. Tirei meus saltos e joguei-os num canto da sala, seguindo-a.

  - O que quer? - perguntei, vendo-a analisar a geladeira.

  - Pode ser Nugets?

  - Okay. Restou macarrão? - perguntei enquanto ia até o fogão separar as panelas.

  - Um monte! - exclamou e eu ri.

Fui até lá e peguei o macarrão e, após coloca-lo no fogão, peguei a caixinha de nugets em bolinha.

  - Esse tem queijo. - comentei.

  - EBA!

  - Como foi o resto do seu dia, princesa? - perguntei, ligando o fogo para esquentar o macarrão e buscando pelo óleo.

  - A Tia Harriet pediu para desenharmos nossa família. Ela disse que minha família é muito grande e isso é bom.

  - Quem tanto você desenhou? - perguntei rindo.

  - Você, o papai, o Jake, a tia Jazzy, o tio Chaz, a tia Jullie, o tio Ryan, a tia Jennie, a vovó Pattie, o tio Chris e a tia Ash. Eu coloquei a vó Marissa também, junto com o vó Albert, e bisa Lucy. - ri. Até mesmo os pais de Jullie, que geralmente ficavam com ela quando ela ia lá. Eles eram como pais para mim, e pediam para que ela os chamassem de vovô e vovó.

  - Uau! Coube tudo em uma só folha? - debochei e ela riu.

  - Sim, mas eu me arrependi quando tive que escrever o nome e o que cada um era. Foi uma lista grande. - gargalhei e ela me fuzilou. - Não ri, Marie!

  - Deus você e essa mania de dizer meu segundo nome. - Bufei. - Seu pai tem a mesma mania desnecessária!

Terminamos de preparar as coisas e eu levei tudo para a mesa. Logo Jazmyn desceu, com Jake no colo, e eu me deliciei com a presença do meu menininho.

Após assistirmos a alguns programas que assistimos todos os dias, fui colocar as crianças na cama. Contei uma história para Mellanie e dei o peito para Jake, que dormiu serenamente.

Voltei ao meu quarto, após dar boa noite para Jazzy, e coloquei a banheira para encher. Despi-me e peguei as reportagens que tinha que ler e aprovar para a revista. Deixei tudo em cima de uma cadeira e fui até a mini adega que eu tinha no meu closet, atrás de alguns vestidos, e escolhi um vinho de ótima qualidade, pegando uma taça em um compartimento que havia ali.

Todo o meu corpo estremeceu a sentir a água quente em contato com ele. Acomodei-me e suspirei, servindo-me uma taça de vinho. Peguei a primeira reportagem e comecei a ler. Era sobre pontos turísticos para a família aqui em Nova York. Levando em conta que era para a sessão de viagens. Não era ruim, a repórter era boa. Passei para o próximo. Um roteiro para casais. Os lugares mais românticos e sexys de toda a cidade. Até eu me surpreendi com aqueles pontos. Deus, existem hotéis que pensam exatamente no prazer a dois. Claramente, era uma matéria mais sexy, mas que não continha os detalhes eróticos. Eu havia gostado. A próxima, era para conhecer mesmo a cidade, para quem estava chegando agora, de fora da cidade, até mesmo do país.

Havia acabado de terminar de ler as três propostas. Estava totalmente indecisa. Tomei mais um gole do meu vinho e fechei os olhos, deitando a cabeça no encosto da banheira. Eu precisava tomar uma decisão, mas seria a primeira matéria para as três jornalistas, e as três eram muito boas. Eram conceitos diferentes, mas bons e úteis. Setembro era outono aqui, e era a melhor estação para se andar por Nova York. Iniciava-se as temporadas de arte, opera, shows. Era a cidade mais badalada nessa época. E o artigo para pessoas que estão de chegada a cidade mostrava o roteiro de todos esses eventos.  Já o para casais, é o mês para casamentos. Lembro-me que as amigas excêntricas de minha mãe adoravam o outono para casamentos. O clima é mais ameno que o verão, menos chuvoso que na primavera, e mais suportável que o inverno. Então, seria um ótimo roteiro para uma lua de mel caliente e apaixonante. Já para a família, também seria ótimo e viável, pois há peças de teatros, musicais, e demais atividades para levar os filhos e se divertir. Eu pelo menos seguiria aquele roteiro com meus filhos.

Despertei ao escutar o barulho do toque irritante do telefone. Eu havia o trazido para o banheiro, pois Jullie iria me ligar. Sempre ela para me ligar à uma hora dessas.

  - Jullie, estou num relaxante banho de banheira, com uma deliciosa taça de vinho ao meu lado, e uma decisão dificílima. O que quer? - perguntei, com os olhos fechados.

  - Obrigada pela informação. - arregalei os olhos, ouvindo aquela voz rouca e debochada. - Agora eu estou duro e provavelmente irei passar a noite pensando em você enquanto bato uma. - aquilo me fez cruzar as pernas ao sentir minha intimidade vibrar.

  - Justin. - aquilo saiu como um quase gemido.

  - Anne, pare de me provocar! - pediu.

  - Não estou! - exclamei na defensiva.

  - Droga, tudo em você é excitante, mulher! - murmurou.

  - O que quer?

  - Dizer que concordo, sou um idiota, babe. - sorri.

  - Já deveria saber, Bieber.

  - Mas... Anne, eu sou um idiota completamente apaixonado por você. E agora duro também!

  - Justin, sobre esses detalhes... Pode mantê-los para você.

  - Por quê? Vai me dizer que não gosta de saber que é o motivo do meu pau endurecer em dois segundos?

  - Não, não me agrada. - sussurrei, sentindo meus seios endurecerem como pedra. Meus bicos rígidos.

  - Eu não consigo dormir. - falou manhoso.

  - Deite e conte carneirinhos.

  - Fique no telefone comigo, vou tentar. - pediu e eu ri, mas concordei. Passaram-se alguns segundos, então, o escutei bufar. - Não consigo. A única causa que consigo contar é as estocadas que quero dar na sua boceta molhada, apertada e quentinha. Não deveria ter me contado que está nua em uma banheira.

  - Pare de falar isso. - pedi.

  - Está excitada, meu amor? - perguntou e eu gemi baixo. - Anne, eu vou gozar só com seus gemidos, meu anjo. Não faça isso. - sussurrou. Escutei alguns sons e mordi o lábio, imaginando o que ele estaria fazendo. - Oh, Anne. - gemeu, e eu me assustei ao ouvir sons de masturbação.

  - Você está... Se masturbando? - sussurrei.

  - Oh, sim, meu anjo. Estou imaginando sua linda mãozinha sobre o meu pau pulsante e duro como pedra, subindo e descendo, enquanto me olha com aquele olhar malicioso e inocente ao mesmo tempo, que me faz enlouquecer. - interrompeu sua narração com um gemido alto. Estremeci, levando uma mão até o meio de minhas pernas, eu estava extremamente sensível ali. Meus lábios vaginais inchados. Comecei a me tocar lentamente.

  - Imagine a minha boca o envolvendo. Engolindo o que cabe de seu pau gostoso e grande, indo até a garganta. Ai, Bieber, como você é gostoso. - falei, massageando meu clitóris e o ouvindo gemer rouco.

  - Isso, pequena. Continue.

  - Eu massageio o que não cabe, faço o mesmo com as suas bolas grandes e pesadas. Isso, Justin, geme meu nome. - pedi, entorpecida. Coloquei um dedo em minha vagina, gemendo. - Passo minha língua pela cabecinha vermelha e inchada do seu pau, chupando-a com vontade, te deixando louco. Eu te deixo louco, Justin?

  - Sim, sim. Me deixa maluco!

  - Isso. Continuo a chupa-lo, forte e rápido. Você segurando em meus cabelos, fodendo a minha boca. Deus, como você fode bem a minha boca, Justin. Isso, continue. - coloquei mais um dedo, entrando e saindo de minha vagina, que os engolia com vontade, querendo Justin ali.

  - Ah, Anne! Isso... Ah, eu vou gozar em sua boca gostosinha.

  - E eu quero engolir todo o seu líquido quentinho, Bieber. - falei, e ele gritou meu nome, sua voz mais rouca que o normal.

  - Meu Deus! Olhe o tanto de porra que está saindo de mim, Anne. - mordi o lábio. - Olhe o seu celular, pequena. - abri os olhos, procurando pelo mesmo e o achei no chão, sobre os papéis. Apoiei o telefone no ombro e me estiquei para pegar o mesmo no chão. Eu havia recebido uma foto de Justin. Uma foto não, um vídeo. Um vídeo tão erótico que seria capaz de me fazer gozar ali mesmo. Seu pau jorrava porra por toda a sua cama. Jatos fortes e precisos, enquanto Justin passava as mãos com dedos longos e ágeis, até não restar uma única gota.

  - Justin. - gemi, ouvindo sua risadinha. - Faça-me gozar, por favor. - sussurrei.

  - Me imagine ai. Meus dedos percorrem todo o seu corpo. Tenho o mapa de cada pontinho sensível que vai te enlouquecer, princesa. - deixei o celular na cadeira, apoiado a garrafa de vinha, repetindo aquele vídeo, meus olhos fixos nele, peguei o telefone e o ajeitei, começando a passar minha mão por meus seios. - Isso. Esses seus peitos enormes em minha mão. Ah, eu levo a minha boca até seus bicos rígidos e rosados, prontos para mim. Chupo com desejo, enquanto massageio seu seio direito. Anne, você é deliciosa. - gemi alto. - Isso, seus gemidos me estimulam. Continue, cada vez mais alto. - obedeci, quase gritando seu nome. - Me saceio com seus peitos belíssimos, choupo até te fazer revirar os olhos, anjo. Desço beijos por sua barriguinha lisinha, até chegar ao meu paraíso. Sua bocetinha molhada e quente.

  - Sem preliminares. - pedi e ele riu.

  - Tudo bem. - assentiu. - Meu pau grande e duro esfrega em sua boceta, e eu o passo, abrindo seus lábios inchados e sensíveis. Sem dó, meto fundo em você, sem me preocupar se te machucará, você gosta de quando faço isso. - gemi, colocando três dedos em mim. - Movimento meus quadris, invadindo você. Ah, Anne, você é tão gostosa.

  - Isso, Justin. Ah, como seu pau me invade forte. - sussurrei, querendo cada vez mais que aquela fantasia se torne real. Contorço-me dentro da banheira.

  - Meus músculos ficam tensos ao sentir as parede de sua boceta me apertar, engolindo-me. Você arranha minhas costas, pedindo por mais velocidade. Eu atendo o seu pedido, meto sem dó nem piedade. Uma estocada, duas... Anne, você me enlouquece. Estou te arrombando, seu corpo suado contra o meu. Uma de minhas mãos vai até seu clitóris, massageando-o. - fiz o que ele estava falando. Meu dedão massageia meu clitóris. - Enquanto a outra mão te aperta com possessividade, ela deixará lindas marcas roxas em sua cintura. Você é minha, Anne. Repita, você é minha.

  - Eu sou sua. Sua, Justin! - falei extasiada, sem ao menos perceber.

  - Eu vou ainda mais forte e fundo. Você quer gozar, não quer Anne?

  - Eu... Oh, Justin. Estou...

  - Goze pra mim, Anne. Goze daquele jeito que só eu sou capaz de fazer você gozar. Seu corpo se convulsiona sob o meu, quente, suado, entregue. - sua voz estava rouca e sexy. - Goze, Anne. Quero sentir sua porra quentinha envolver meu pau, que te penetra com força e profundidade, sem parar.

  - Justin. Justin. Justin. - não parei de repetir seu nome, até me liberar e ficar mole. - Oh...

   - Ah, Anne! - ele grunhiu, e eu soube que, enquanto fazia-me chegar ao meu orgasmo, ele se masturbava novamente. E havia chego a um novo orgasmo comigo.

Respirei fundo. Era a primeira vez que fazia sexo por telefone, e nunca acreditei que seria possível sentir tanto prazer. Meu corpo estava mole, e Justin também estava lutando para sua respiração de regularizar. Ficamos em silêncio após isso. Aproveitei e me lavei e sai da banheira, colocando meu roupão. Segui para o meu closet.

  - Anjo? - Justin chamou, cuidadoso. Minha respiração agora estava tão calma, que ele podia estar pensando que dormi.

  - Oi.

  - Pensei que tinha dormido.

  - Apenas estou... Em paz. - sussurrei.

  - Eu também. - podia vê-lo sorrir por trás de minhas pálpebras fechadas. Sorri também. - Qual era a decisão dificílima que tinha nas mãos, amor? - eu já não me importava com ele me chamando assim. Já virara costume, e quase não tinha efeitos em mim. Quase. Eu ainda sentia meu coração disparar.

  - Tenho que escolher entre três roteiros sobre Nova York para a próxima edição. Um para a família, um para um novato, e um para o casal. Todos são ótimos. Sabe, o da família, eu seguiria com meus filhos, e se fosse nova na cidade, adoraria aquele roteiro prático e direto. Porém, se eu estivesse a fim de uma noite romântica e cheia de sexo, seguiria o roteiro para casais. - falei, suspirando. Ele assentiu e me pediu para continuar. - São de três jornalistas novos, e ambas as reportagens são boas. Eu estou com medo de deixar duas pessoas desapontadas.

  - Eu te entendo, princesa

  - Mesmo? Porque acho que estou ficando louca. - murmurei, lembrando do que Marcus me dissera. Para ele, minha posição implicava em tomar decisões, e era isso que eu tinha que fazer com determinação. Sem pensar em como elas poderiam atingir aos outros, e sim como elas atingiriam meu futuro como profissional.

  - Só por se importar com as pessoas? Não! Você está mostrando que tem coração. E isso é o que mais amo em você. - sorri. - Olhe, você vai dar um jeito, sem deixar nenhum dos três mal. Quem sabe misturá-las? - sugeriu e eu parei para pensar.

  - Não é uma má ideia. Fazer de três, uma.

  - Não, não é. - riu. - E sei que você fará isso com perfeição.

  - Obrigada por confiar em mim. - falei, vestindo uma calcinha e uma camiseta, que era dele, com dificuldade. - Ultimamente ando com medo de errar. Esse ano está tão agitado. Todos os dias trago pilhas de papéis para casa... Preciso de um tempo.

  - No final de semana você vai estar livre?

  - Provavelmente, por quê?

  - Terá uma exposição, eu vou ir porque sou um dos donos da galeria. Nós poderíamos ir e depois vamos jantar, dar uma volta pela cidade. O que acha?

  - Justin...

  - Como amigos, pequena. Prometo me comportar. - falou e eu ri.

  - E se estiver cruzando os dedos enquanto me faz essa promessa, senhor Bieber?

  - Não estou! - exclamou na defensiva e eu ri.

  - Tudo bem. Aceito ir com você. Mas nada de mãos bobas!

  - Nada de mãos bobas, Marie!

  - Aff, você e Mellanie com essa mania de me chamar pelo nome do meio! - murmurei e ele gargalhou.

  - Jura?

  - Sim! Nem parecem não ter o mesmo sangue. Justin, você tem certeza de nunca ter engravidado uma vagabunda por ai e ela ter dado minha bebê para a adoção? - ele gargalhou novamente.

  - Juro que não! - ri. - Eles estão bem?

  - Estão. Ótimos na verdade.

  - Que bom. - murmurou. - Queria poder estar ai com vocês.

  - Eu te prometi uma noite na semana, lembra? Amanhã eu os levarei até ai.

  - Também sinto sua falta.

  - Bieber!

  - Marie!

  - Não está com sono, ainda?

  - Por quê? Você está? Quer que eu desligue?

  - Não, gosto de falar contigo. Só perguntei.

  - Também gosto de falar contigo.

  - Veja no seu celular, acabei de mandar uma foto de como estou montando o álbum da próxima edição. Esse negócio de juntar as três reportagens foi brilhante. - comemorei, fazendo mais uma modificação no álbum.

Era um tipo de pasta enorme, aonde eu montava a próxima revista. Depois de mostrar para o conselho e os donos, minha secretária apenas mandava para a gráfica.

  - Está incrível, Marie. Nós dois juntos formamos uma ótima dupla. - sorri.

  - Você tem boas ideias. Talvez por isso seja o dono de metade de Nova York.

  - Está reclamando? Você ficará trilhardária quando eu morrer!

  - Pare, Justin!

  - Não adianta discutir você herdará tudo, estando ou não comigo.

  - Não! Pare de falar que vai morrer! Não suporto essa ideia. - confessei, sentido meu coração apertar.

  - Tudo bem! Eu viverei para sempre por você e pelas crianças.

  - Ah, a propósito, você também é dono de uma floricultura? - tentei amenizar o clima sobre o assunto morte. Eu não gostava de pensar nisso.

  - Hã... Não. Aquelas rosa me custaram caro. E o menino também! Ele me extorquiu! - exclamou indignado e eu gargalhei.

  - Ele era uma graça.

  - Só com mulheres bonitas. Eu tive que desembolsar quinhentos dólares com isso!

  - Não te faz falta!

  - Não mesmo. - ri. - Você não gostou delas?

  - Gostei. - afirmei.

  - Devolveu por quê?

  - Porque estava com raiva de você, e achei aquilo tudo errado depois que... - me lembrei da visita de minha mãe, e do nosso encontro amanhã.

  - Depois que...?

  - Tracy foi me procurar.

  - Saco! O que ela queria?

  - Se sente sozinha. Disse que precisa de alguém. Ela disse que estava orgulhosa de mim, Justin. Você sabe quando minha mãe me disse isso? Acho que nunca! E eu fodi com a vida dela.

  - Não pense assim. Eu e Tracy nunca teríamos dado certo. Apaixonar-me por você só me fez ver isso mais rápido.

  - Eu vou me encontrar com ela para almoçar.

  - Tem certeza?

  - Sim, tenho... Não, não tenho. Talvez... - ele riu. - Preciso ir. Ela não precisa saber que eu tenho filhos. Ah, e falando nisso... - Murmurei, ao lembrar-me de uma duvida que tinha a um tempo. - Você já reparou que nunca saiu nem uma foto nossa? Quer dizer, sabe... Você e as crianças. Nunca saiu uma sequer. Isso é estranho.

  - Sim... É.

  - Você tem pagado para isso acontecer? Porque é muito estranho. Sai fotos suas e de seus amigos, de você e daquelas mulheres, mas nunca sua e das crianças.

  - Não, nunca esconderia meus filhos e você.

  - Mas você disse que ele tinha fotos nossas! Por que não divulgou até hoje?

  - Eu não sei! Também pensei que faria isso assim que eu acabasse com Tracy, mas não fez.

  - Estranho. - bocejei.

  - Anjo, durma. Já está tarde.

  - Tudo bem... - murmurei. Antes que ele desligasse, fiz algo que sentia falta de quando éramos um casal, e que provavelmente iria ser estupidez, e lhe daria muitas esperanças, mas eu precisava. - Justin.

  - Oi.

  - Cante para mim? - pedi, deixando minhas coisas no chão e me acomodando sob os edredons.

  - Cantar?

  - Sim. Por favor. Aquela musica que cantava antes deu dormir. Sua musica.

  - Tudo bem. Agora feche seus olhos e ponha o telefone no viva-voz. - fiz o que ele pediu, diminuindo um pouco o volume, deixando o som num tom intimo e confortável.

Ele começou a cantar e não precisei de nem mais um minuto para cair no sono, liberta de qualquer preocupação.

...

  - Bom dia, senhora. - Betta sorriu.

  - Betta. - balancei a cabeça, retribuindo o sorriso.

Segui até o meu escritório, devolvendo bom dias e sorrisos. Margô logo entrou.

  - Senhora, a reunião é daqui a três horas. Está pronto?

  - Sim, está. Mas, antes, chame os três jornalistas das matérias de turismo. - pedi e ela assentiu, deixando uma xícara de café fumegante em minha mesa.

Eles entraram em menos de dois minutos, e eu lhes expliquei minha dificuldade em escolher apenas um, e de "minha" ideia para unir as reportagens. Pedi a permissão deles e os ajudei a montar uma coisa que as unissem. As reportagens não deixariam de serem as mesmas, mas teria uma passagem, pedi a ajuda de Ian para mais imagens de Nova York e elas chegaram quase que instantaneamente. A reportagem ficou perfeita. Estava orgulhosa. E as três estavam radiantes por terem seus textos expostos. E eu estava pensando em algumas coisas para a próxima edição, ligadas a essa matéria.

Estava confiante para a reunião.

  - Senhora Winks, está na hora.

  - Claro. Bom dia, meninas. Falo para vocês sobre a opinião deles depois.

Caminhei pelo corredor, seguindo até a sala de reuniões, confiante. Daria tudo certo. Sempre dava, mas essa reportagem era o que eu mais me preocupava. Ela gastaria um tanto a mais de páginas, e talvez eles não quisessem isso.

  - Bom dia. - sorri ao entrar na sala com todos aqueles figurões olhando para mim. Eles devolveram o cumprimento, alguns sorrindo de volta.

Comecei a mostrar o que pretendia para a edição e quando falei que a reportagem provavelmente ficaria maior do que eles exigiram de início.

  - Anne, a ideia de juntar as três sairá mais cara - Keaton, chefe de todo aquilo, começou -, mas ficou ótimo, diversificado. Realmente muito bom. Vale a pena.

  - Obrigada. - sorri abertamente e ele retribuiu. Eu percebia seus olhares para as minhas pernas vez ou outra. Ele sempre dava em cima de mim. - Admito que fiquei receosa.

  - Ficou muito bom, Anne. - Adelaide concordou. Ela era linda. Tinha um corpo espetacular, lindos olhos verdes brilhantes, cabelos sedosos e castanhos escuros, pele branca e uma gorda poupança. Seu pai era dono da revista. Ela tinha dinheiro para dar e jogar fora. - Se não se importa, agora quero abrir as sugestões para a próxima edição.

  - Claro, fique a vontade. - assenti, indo me sentar em meu lugar.

  - Bom, eu andei pensando em algumas coisas. - ela começou. - E eu queria dar um ar mais empreendedor a revista. - se levantou, com o controle dos slides na mão. - Um tempo com um dos empresários mais requisitados do momento. Justin Bieber. - quando ela falou, eu quase engasguei com a água que tomava. Todos me olharam assustados. - Algum problema?

  - Não, nenhum. Desculpe-me. - sorri sem graça. - Mas, você disse Justin Bieber? - ela assentiu. - Sinceramente, não acho que ele faz o estilo da revista.

  - Jura? - sorriu. - Eu acho. - seu sorriso e o brilho nos olhos me fizeram pensar que ela já havia provado Justin. Isso me deu raiva.

  - No que um dia com um empresário iria ajudar?

  - Não somos uma revista de autoajuda. - argumentou.

  - Mas nós... Bom, nós nunca passamos um dia a dia com uma personalidade da mídia.

  - Eu acho que seria interessante para o público saber o que um mega empresário faz no seu tempo livre. - suspirei e resolvi dar de ombros.

  - Não acho que Justin vá aceitar, mas tudo bem.

  - Justin? Você o conhece?

"Ah, sim! Ele é um velho conhecido e pai de meus filhos. Coisa boba!"

  - Não. - neguei, prontamente.

  - Adelaide, você realmente acha que isso atrairá público? - seu irmão perguntou, Taylor. - Ou você apenas quer passar o tempo com o "grande empresário bonitão"? - debochou e ela ficou vermelha.

  - Taylor! Aqui não é lugar para briguinhas de irmãos! - Jeremias esbravejou, ele era tio dos dois. - Adelaide, também não acho que essa seria uma boa matéria principal. Não para a nossa revista.

  - Jeremias, você sabe que posso fazer uma ótima matéria.

  - Adelaide, nós somos uma revista de moda. Justin não tem nada a ver com isso. - argumentei.

  - Pare de agir como se fosse intima dele. E para de falar como se fosse parte da empresa. Nós mandamos você só obedece. - falou histérica e eu ri sem humor. Esse era o efeito que Justin Bieber causava nas mulheres.

  - Tudo bem. - Ergui as mãos, ficando jogada na cadeira.

  - Anne, não dê ouvidos a ela. - Taylor pediu e Jeremias assentiu.

  - Não, tudo bem. Eu sou apenas uma funcionaria, mas ao menos sei e entendo o conceito da revista. - levantei. - Com licença, e obrigada por terem aceitado a pequena modificação. - dito isso, sai da reunião.

Estava com raiva daquela megera. Como ela podia ser tão não profissional por um homem? Ela me ofendeu por uma retardadisse dessa. Meu celular tocou em minhas mãos e para a minha surpresa, era o capeta.

  - O que quer, Bieber? - perguntei irritada, parando no meio do corredor. Eu sempre parava de andar quando falava ao telefone, mas as pessoas em Nova York não eram assim. Pelo contrário, estavam sempre em movimento.

  - Bom dia, princesa. - murmurou. - Só liguei para saber como está.

  - Estou péssima! Acabei de discutir com uma das chefas da revista.

  - Por quê?

  - Por sua causa! Seu idiota! Adelaide te lembra de algo?

  - Ade... Adelaide? Não!

  - Sínico! Ela quer te por como matéria principal de uma revista que não tem nada a ver com você!

  - Anne, meu anjo, a culpa não é minha! - defendeu-se rindo.

  - Ah, seu crápula! Eu posso ser demitida se a madame achar que eu a ofendi. Sem dizer que se ela souber que sou intima de você, me exila do mundo!

  - Então, nós somos íntimos?

  - Se contarmos a noite de ontem, talvez isso responda sua pergunta, gênio!

  - Ah... Bom, quer almoçar comigo?

  - Justin...

  - Eu tinha certeza disso. - fechei os olhos, virando para a pessoa e sorri para Adelaide. Eu e minha mania de parar ao falar no telefone. - Por isso não o queria como matéria, pois tinha ciúmes.

  - Não! - exclamei. - Não é o Justin que você pensa! Justin Tyler. É com ele que estou falando. - Justin gargalhou ao telefone.

  - Justin Tyler é um lixo! - ele comentou.

  - Ah, sim... Desculpe-me. - ela sorriu sem graça. - E me desculpe pelo que houve na sala. Eu quero ver esse cara novamente porque ele é incrível, mas ele não me deu seu número, e, na verdade, foi apenas uma noite, no carro, e ele nunca mais me procurou. Eu não consigo parar de pensar nele. - admitiu e eu arregalei os olhos, escutando Justin resmungar. - Estou perdida e a reportagem foi uma desculpa.

  - Não... Tudo bem. Ele parece ser o tipo de homem que causa isso.

  - Você nem imagina! Aquele homem...

  - Ah, imagino, pode acreditar. - murmurei.

  - Nossa, duas mulheres dizendo como sou gostosos e bem dotado!

  - Ninguém disse que você é bem dotado. - sussurrei e ela nem pareceu perceber, pois estava inerte, com cara de safada. Que nojo. - E ela parece este se lembrando da noite de vocês. Ah, nojo!

  - Sou inesquecível!

  - Adelaide, tenho que ir. - falei, virando e saindo. - Justin, tenho um almoço com a minha mãe, lembra? E outra, já vamos nos ver sábado.

  - Tudo bem. Você ainda vai levar as crianças em casa?

  - Sim - chamei Margô com a mão, antes de entrar em minha sala. -, mas não posso subir. Marcus terá a noite livre.

  - Anne, pare de me falar desse cara!

  - Ele é meu namorado, quase noivo. Acho que ele vai me dar um anel logo! - comentei empolgada, e ele bufou. 

  - Espero que esteja errada!

  - Idiota!

  - Boa tarde, little Anne. - falou e desligou na minha cara.

Bufei, jogando o celular na mesa.

...

  - Senhorita. - George sorriu para mim. - É um prazer revê-la.

  - Também estava com saudades George. - beijei seu rosto e adentrei o carro. Minha mãe não havia me ligado, mas George sabia para onde estávamos indo.

O percurso não durou mais que quinze minutos, e logo eu estava de frente a um restaurante elegante e classudo, que eu não conhecia. Tinha cara de ser novo. Se era, eu provavelmente não teria vindo aqui mesmo. Fugia de coisas que podiam extrapolar na hora do orçamento final. Antes de entrar, me olhei na porta que mostrava a minha aparência e ajeitei os cabelos discretamente, estiquei um pouco a saia lápis que usava. Respirei fundo e adentrei. O metre me olhou e sorriu.

  - Anne Winks, estão me esperando. - informei e ele assentiu.

  - Claro, siga-me, por favor.

Encontrei minha mãe numa mesa ao lado da janela, de frente a uma rua com dois paparazzis com as câmeras apontadas em sua direção.

  - Anne! - sorriu e se levantou, abraçando-me forte.

  - Mamãe. - sorri, beijando sua bochecha.

  - Venha, vamos nos sentar. - falou, apontando a cadeira de frente a ela. - Quero saber de tudo o que andou fazendo nesse ano que estávamos longe! - arqueei a sobrancelha, mordendo o lábio. - Me conte!

  - Eu... Bom. Eu não tenho muito a contar, mamãe.

  - Como não? Uma jovem linda, solteira, com um ótimo emprego! Vamos, conte-me…

  "Quando se tem dois filhos e uma vida social parada... Não tenho nada a contar!"

  - Hã... - engasguei.

  - Bom, sozinha sei que não está, a julgar pelo monte de rosas que vi ontem naquele escritório, que a propósito é muito pequeno para uma Winks.

  - Mamãe... Okay, não estou sozinha. Eu namoro um médico. Marcus Terrence.

  - Que bom que soube escolher, querida. Em que área ele trabalha?

  - Obstetra.

  - Quer ter filhos?

  "Posso parar no segundo, já estou satisfeita."

  - Eu... Nunca pensei nisso, na verdade. - murmurei.

  "A não ser com Justin. Eu já pensei em povoar um novo país com aquele homem."

O garçom nos servir. Eu não havia pedido.

  - Espero que não se importe. Pedi uma comidinha leve. Salada de entrada, caldo como prato principal. Vejo que precisa perder peso. - abri a boca e a fechei, balançando a cabeça e sorrindo.

  - Se você diz.

  - Filha, não quero te ofender...

  - Não, imagina. Eu realmente não estou na minha melhor forma.

  - Onde está morando?

  - Região sul do Central Park. Perto da Broadway.

  - Aquela região tem bons apartamentos. Mas você poderia ter me pedido uma ajuda. Morar na Upper East Said é muito melhor. Eu poderia te por ali. Muito mais luxuoso.

  - Estou bem onde estou.

  - Continua falando com Jullie?

  - Claro.

  - Eu a vi um dia desses. Claro que não chamei sua atenção, mas ela me pareceu à mesma.

  - Ela não mudou muito, Tracy. Está fazendo a faculdade de psicologia, não trabalha, mas é a melhor pessoa que já conheci. Mas, e a senhora?

  - Eu estou bem. Minha ultima coleção vendeu muito bem, é um sucesso. Abri uma Winks Modas em Paris.

  - E seu coração?

  - Estou ótimo. Eu e Justin demos um tempo, mas logo nos resolvemos.

  - Tempo? Não é definitivo?

  - Ah, você sabe como são essas coisas de relacionamentos. Idas e vindas. Mas ele me ama, sei disso.

  - Mamãe, acho que deveria seguir em frente. Ele não é homem para você.

  - Anne! Nunca mais diga isso. - me olhou repreensiva. - Ele irá voltar para mim. Para mim. - sorriu de maneira doce, porém... Perturbada. Seus olhos pareciam tempestades tortuosas.

  - Eu espero que sim. - falei sem graça.

Vê-la assim me matava por dentro. Se eu não tivesse me envolvido com Justin, provavelmente, ele não teria largado dela. Nem mesmo teria a traído. Eles poderiam estar bem. Às vezes me pergunto: se eu tivesse insistido em estudar na França, como sonhava aos meus quinze anos, tudo teria sido diferente? Ou o meu destino era ter Justin Bieber na minha vida? Eu não teria filhos, provavelmente, e nem teria conhecido Chaz, Ryan e Christian. Nem Ashley. Marcus estaria fora de cogitação, e meu emprego na Vogue também. E eu amo essas coisas. Não importa se tenho que pegar metrô quando não tenho dinheiro para o combustível, ou se tenho de abdicar a algo que quero muito. Eu tenho uma vida perfeita. Nunca trocaria isso. Deus agiu da maneira mais correta possível em minha vida, e serei eternamente grata.

Só quero que minha mãe consiga superar, e que ela siga frente. Justin não a merece, e eu também não. Só quero poder parar de estragar a vida dela e lhe trazer desgosto.

  - Me desculpe. - sussurrei, colocando minha mão sobre a sua na mesa. Ela segurou-a e sorriu.

  - Desculpar o que, meu amor?

Ela podia só se importar com o dinheiro, ser soberba e cruel vez ou outra, mas era a minha mãe e eu a amava a cima de tudo.

  - Eu preciso ir, mas saiba que eu te amo.

  - Obrigada, meu anjo. Você sabe que no momento, só tenho a você e seu tio.

  - Gerard?

  - Sim, ele voltou especialmente por mim. Está morando em casa e é super carinhoso. - minha espinha gelou.

  - Mamãe, tome cuidado com ele. Por favor. - beijei sua testa. - Eu te amo.

  - Eu também.

Sorri. Nunca considerei um "eu também" um "eu te amo", mas deixei passar. Apenas acenei e segui para fora daquele lugar requintado demais.

  - Senhorita. - George sorriu, querendo abrir a porta, e eu neguei.

  - Pode deixar que volto andando. Obrigada. - sorri, beijando sua bochecha e comecei a andar.

 


Notas Finais


No capitulo anterior eu disse que vocês gostariam desse capitulo, e eu realmente espero que tenham gostado. Nunca escrevi algo como "Sexo por telefone", mas espero ter acertado. Vocês viram que eu mudei a capa da fic? Eu pedi uma capa no http://www.perfect-design-pd.com/ e simplesmente A.M.E.I o resultado! Espero que vocês também tenham gostado!!
O próximo sai em dois dias, como sempre, e quero ver comentários, okay? Pessoinhas fantasmas, apareçam, por favor!!!!
Kisses, e obrigada por cada favorito e comentário!


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