História Forbidden Love - Capítulo 58


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Chaz Somers, Christian Beadles, Jaxon Bieber, Justin Bieber, Ryan Butler
Tags Amor Proibido, Justin Bieber, Padrasto, Romance
Visualizações 2.462
Palavras 5.773
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Musica do Capitulo: Nothing Like Us, coloquem-na quando o negrito itálico começar ;)
Aproveitem, espero que gostem!

Capítulo 58 - Marry me?


Fanfic / Fanfiction Forbidden Love - Capítulo 58 - Marry me?

Anne Marie P.O.V.

  - Se você não aceitar, juro que te mato.

  - Ju, por favor, não posso!

  - Anne Marie Winks, ganhamos um dia no melhor SPA dessa cidade e você tem a coragem de me dizer que não pode?

  - Primeiro: você ganhou esse negócio, não eu. Segundo: você, ao menos, me disse como ganhou tudo isso. E terceiro: vou sair com Marcus. - ela bufou.

Jullie agora não parecia mais suportar Marcus. Ela me apoiava antes, dizia que o que me fizesse feliz estava perfeito, mas agora era uma das adoradoras de Justin Bieber, o grande imbecil que me prendeu em um escritório há duas semanas.

  - Marcus é o grande problema? Anne, você tem noção de como é caro um dia completo no SPA perto do natal? É um absurdo, e eu consegui essa merda! Não importa quem me deu, eu quero usar com você, minha melhor amiga. Ou esqueceu-se desse detalhe?

  - Não me esqueci, e sei o como é caro! Mas, Jullie, estamos a menos de quinze dias do natal. Tenho compras para fazer, não tenho a mínima ideia do que dar para Marcus, e para os pais dele. E a filha? Se ela não gostar de mim, esse relacionamento pode não rolar.

  - Foda-se a pirralha! - exclamou irritada. - Você vai ter um dia de princesa amanhã comigo. - bateu o pé.

  - Não, não vou! Eu e Marcus vamos jantar e eu vou passar meu dia em lojas. Então, se não quer que eu te dê algo inútil de presente, cale a boca e vá com outra pessoa. - ela me olhou boquiaberta e me arrependi de ser tão estúpida.

Antes que eu começasse a me desculpar, ela me deu as costas e saiu de meu apartamento batendo a porta com força suficiente para arrancá-la das dobraduras. A porta não saiu das dobraduras, mas senti meu coração apertar. Ela era a minha melhor amiga e queria que eu tivesse um bom dia, depois de tudo o que estou vivendo. Eu era uma idiota.

Resolvi adiantar meu dia de compras e pedi para minha secretária desmarcar tudo o que eu tinha para hoje. Não era nada importante. E era só metade do dia, já que estava em horário de almoço. Terminei de lavar a louça que ela e eu sujamos e coloquei uma roupa mais quente. Uma calça jeans, uma blusa de gola alta preta, uma blusa de lã e um sobretudo negro. Calcei minhas botas montaria e coloquei um cachecol, também preto, jogando meus cabelos ondulados e loiros sobre os ombros. Peguei minha bolsa e sai de casa, com o bloquinho de papel que peguei em cima da mesa. Tinha anotado cada presente que daria a cada um. Faltavam uma ou duas pessoas, mas eu podia resolver dentro de um táxi.

  - Tenha uma boa tarde, senhora.- Hugo acenou com a cabeça, abrindo o portão para mim.

  - Obrigada Hugo. - sorri, indo direto ao táxi que ele chamara para mim. - 5th Avenue. - pedi, e o homem assentiu.

Durante o caminho, pensei no que dar a minha mãe, a Leonor e o que mandaria a Pattie. Ela me ligara insistindo para que eu permitisse que Justin levasse Mel e Jake para lá, mas nunca o deixaria ir sozinho com meus filhos, e não iria furar com Marcus dizendo que viajaria com o meu ex, apenas por ele ser o pai dos meus filhos. Eu estava me mantendo longe de Justin. Reprimia a vontade de ligar a noite apenas para pedir que ele cantasse para mim, reprimia a vontade de aceitar o carro que ele me mandava - com tanta boa vontade - quando Jazzy pegava o meu emprestado, e reprimia a vontade de ir até seu escritório aonde fizemos amor por horas enquanto o mundo corria e ele perdia reuniões, assim como eu, e lhe dizer que desistia do meu orgulho para ficar ao seu lado. Eu não faria isso. Estava voltando a ter contato com minha mãe, quase convencendo-a de encontrar outro homem, e estava cada vez mais próxima de Marcus. Não podia voltar para um homem que poderia me enganar a qualquer momento.

O táxi parou de frente a uma loja qualquer e eu entreguei a ele uma nota de 20 dólares, descendo. Comecei pelas roupas, que eram mais fáceis para carregar, e passei horas entrando e saindo de lojas caras. Eu adorava o natal. A rua com enfeites, luzes, a neve, o cheiro de nozes no ar. Escutava os pequenos sinos ao longo de meu caminho pelas ruas e lojas. Era incrível. Um clima tão bom, tão família. Precisava sair um pouco com meus pequenos antes de irmos para Boston com Marcus.

Já estava com uma porção de sacolas a tira colo, lutando para passar entre as pessoas que praticamente me levavam junto, quando finalmente parei em uma perfumaria. Compraria o perfume de Pattie e de Leonor. Pattie gostaria de um perfume, não? Eu não sabia exatamente o gosto de Pattie, não tivera tempo suficiente com ela, mas ela era uma mulher elegante. Ela deveria usar algo com um cheiro imponente e que demonstrasse sua força. Não precisei de muito para achar o perfeito. Olhe do outro lado da loja e sabia que era aquele perfume que levaria. Escolhi o de Leonor e segui para pegar o de Pattie. Sorri, vendo o belo e elegante frasco. Era encantador. Elevei minha mão para pegá-lo, quando uma outra mão fez o mesmo. Nossas mãos se encontraram e por um pouco o frasco não se espatifou no chão. Bufei, olhando para a pessoa e congelei no lugar.

  - Anne! - Justin sorriu. - Como vai, anjo? - perguntou, segurando minha mão.

  - E-eu... Oi. - sussurrei. - Solte a minha mão.

  - Ah, claro. - ele parecia brilhante de alguma maneira. Seus olhos estavam brilhando. Eu queria sorrir por vê-lo bem daquele modo.

  - Obrigada. - murmurei, pegando o perfume rapidamente.

  - Compras de natal?

  - Hã... Sim. Deixei para ultima hora. E você?

  - Igualmente. Escolhendo um presente para a minha mãe. Ela vai gostar desse, não? - espirrou um pouco no ar e eu assenti.

  - Vou ter que escolher outro. - murmurei e ele franziu o cenho.

  - Também era para a dona Pattie?

  - Hã...

  - Vocês mantém contato?

Engasguei com a minha própria saliva e neguei.

  - Eu só lembrei dela e de como ela foi legal comigo naquele natal. Então eu mando um presente todo ano por Jazmyn. - esclareci meio mentindo, meio dizendo a verdade e ele sorriu.

  - Você, definitivamente, é a nora que ela pediu a Deus. - corei com o comentário.

  - Justin! - uma morena extremamente bonita tocou seu ombro. - Talvez eu tenha achado um perfeito. - sorriu radiante para ele. Ela era tão bonita que estava fazendo-me odiá-la. O fato dela este com ele me fazia odiá-la. Será que eles estavam... Juntos? Ela era o motivo daquele brilho nos olhos dele? Não podia ser... Aquele sorriso brilhante deveria ser por causa dela.

  - Meg, essa é Anne. Anne, Megan.

  - Prazer, sou amiga dele. - sorriu, olhando para ele e eles trocaram um olhar cúmplice. Ela não deveria ser uma simples amiga.

   - Igualmente. - murmurei, apertando sua mão.

 Ela tinha os cabelos até a cintura, negros e lisos, seu corpo parecia esculpido pelo melhor artista plástico do mundo. Usava roupas que valorizavam suas belas curvas. Seus olhos verdes tinham um brilho juvenil, sua boca carnuda aberta num sorriso grande e branco. Ela parecia ser jovem. Não passava dos 25, talvez a minha idade, ou um pouco mais velha.

  - Bom, pode levar esse. - Justin falou, pegando o que ela trazia nas mãos. - Acho que vou levar esse. - assenti minimamente, sentindo vontade de voar em seu pescoço e gritar o como ele era cínico. Havia acabado de flertar comigo, sendo que sua... "Amiga" estava bem ali. Eu sentia meus olhos queimarem, e segurava para não deixar uma lágrima sequer escapar por meus olhos. - Hã... Tchau.

  - Tchau. - sorri de lado para ela e para ele. - Feliz natal. - murmurei.

  - Antes de ir viajar passo para ver as crianças. - assenti automaticamente e agradeci por ele ter desistido da ideia de levá-los para Stratford.

Vi eles seguirem pela enorme loja até os caixas e me virei imediatamente, pois sabia que não seguraria mais nenhuma lagrima. Deixei duas delas descerem por meu rosto, enquanto respirava fundo, e sequei o mesmo, decidida a voltar para casa.

 

Suspirei ao pisar dentro de casa e soltei as sacolas no sofá, junto as minhas lágrimas!

  - Droga! - gritei. - Eu devia estar feliz. - falei para eu mesma, caminhando furiosamente pelo apartamento. Eu não sabia para onde ir. Precisava ficar sozinha e sabia que daqui a alguns minutos eu teria que ir buscar Mellanie e Jake. Bufei, sentando no outro sofá e fechei os olhos.

Por que ver Justin e Megan juntos me fez tão mal? Eu não quero me importar com isso, mas é quase impossível! Meu coração se apartou a ver seus olhos brilharem por outra pessoa que não eu, mas isso era o que eu queria desde o início. Eu queria que ele me esquecesse e seguisse a sua vida, para que eu pudesse fazer o mesmo, porém, pensar nisso estava me deixando perturbada. Não é possível que em duas semanas ele tenha me esquecido totalmente. Esse pensamente me fez estremecer. Ele me esqueceu?

  - Ele me esqueceu! - falei em pânico.

Não podia! Quer dizer...

Peguei meu celular, discando o número de Jullie.

  - O que você quer? - perguntou zangada.

  - Ju...

  - Você está chorando?

  - Ele me esqueceu! - falei com raiva.

  - Ele? Quem? Anne, estou indo até ai. - falou afobado. - Chaz! - escutei-a gritar. - Pega seus sobrinhos na escola, corre! E depois vá para o cinema. Eu e Anne temos muito o que conversas. - mandou e eu ri entre as lágrimas. - Chego em dez minutos.

Ela desligou e eu franzi o cenho. A casa de seus pais ficava a quase uma hora de onde eu moro, e a de Chaz há uns trinta minutos. Ela nunca chegaria em dez minutos.

 

Realmente, ela conseguiu chegar em dez minutos - não me pergunte como -, e me pegou em um estado deplorável. Eu não sabia por que estava mal e ela não me pediu para lhe dizer nada, apenas se sentou ao meu lado e me abraçou. Passei alguns minutos daquele modo encolhida contra ela, até começar a me acalmar.

  - O que houve? - perguntou, enquanto afagava meus cabelos.

  - Ele me esqueceu. - sussurrei, me sentindo uma retardada. - Justin está com outra.

  - Justin? Pensei que falava de Marcus. - a porra da culpa me atingiu e eu voltei a chorar copiosamente.

  - Eu sou uma péssima namorada!

  - Não é não!

  - Eu estou mal por um homem que não deveria importar para mim. Ele está com uma morena peituda e toda gostosa.

  - Não era isso que queria?

  - Sim! Não! Não sei! Quer dizer... A duas semanas eu e ele nos encontramos, com a ajuda de Chaz. Ele meio que me obrigou. - ela assentiu, seus olhos já mostravam ciúme por Charles saber e ela não. - Então, conversamos. Ele me disse que queria ir com as crianças para o Canadá, e que ia não importava o que eu queria. Em fim, brigamos e no meio ele me beijou e começou a dizer inúmeras vezes que me amava e que me queria. Nós transamos. - ela sorriu maliciosa a ver minha expressão que mostrava que havia sido mais que uma transa. Olhava-me com aquele olhar de "me conte tudo". - no sofá do escritório dele, contra a parede de vidro, eu... Bom, você sabe... Eu fiz aquilo nele e ele se ajoelhou a minha frente, dizendo o como me amava e que me queria de volta, antes de... Sabe. Depois fizemos novamente em cima da mesa e no chão. E ele em momento algum deixou de dizer o quanto me amava e que me pertenceria para sempre.

  - Por Deus, Anne! Que coisa! Vocês são dois maníacos.

  - Quando, por fim - continuei, ignorando-a -, disse que precisava ir embora porque Marcus e Margô não paravam de ligar, ele... Ele me pediu novamente para ficar, quis até mesmo atender meu telefone e dizer para Marcus que eu era dele, mas eu não sabia o que fazer. Eu saí perdida de lá, sem lhe dar resposta alguma. Então, acho que ele deve ter desistido. Mas foi tão rápido...

  - Pelos céus! Justin estava mesmo obstinado a te ter.

  - Até você acha que ele desistiu. - falei histérica, chorando novamente.

  - Se isso te afeta tanto, vá atrás e lhe diga isso. Diga a ele que ainda o ama.

  - Eu não posso fazer isso com Marcus, nem comigo. Ele me enganou.

  - E passou quase um ano atrás de você, querendo consertar isso tudo. Ele te ama.

  - Mas ele está com a morena peituda. Você não viu o tamanho daqueles peitos, eram enormes.

  - Ah, por favor! Pare com isso!

  - Se você visse, ia entender o que estou falando. - murmurei.

  - Olhe, você precisa relaxar, e eu sei como. Vamos para aquele SPA? Por favor...

  - Eu ia te ligar para pedir desculpas. - murmurei envergonhada. - Eu adiantei minhas compras e ia aceitar passar o dia contigo.

  - Ai, amiga! - sorriu e me abraçou. - Vamos para o SPA! Chaz vai ficar com as crianças.

  - Jullie! Ele já ficou demais com meus filhos! Coitado.

  - Melhor do que ele ficar por ai assistindo futebol ou vendo mulheres gostosas e peladas. Para isso ele tem a mim. - piscou e eu ri.

  - Okay.

 

 

No dia seguinte, Jullie me fez acordar antes das oito da manhã, e eu estava parecendo um zumbi enquanto tomava meu café, e me arrumava para seguir para o SPA.

  - Você não está animada? - Jullie perguntou sorrindo.

  - Estou com sono! - murmurei rindo. - Mas não vejo a hora de receber uma boa massagem.

  - Hoje será um dia muito importante! - exclamou e eu concordei, mesmo sem saber o motivo.

 

  - Jullie, eu te amo! - exclamei, sentindo os dedos mágicos da mulher agindo sobre meus pontos mais sensíveis em minhas costas.

  - Não agradeça a mim. - murmurou, a voz tremulando por conta da massagem.

Fechei os olhos e me senti sonolenta. Aquela massagem era ótima. Saindo dali, fomos para o ofurô. E depois cabeleireiro.

O dia foi digno de uma rainha, e eu agradecia a Jullie por ter insistido para que eu viesse. Era um dos momentos mais relaxantes que passei durante os últimos tempos. Eu não tinha um momento para mim há tempos, era sempre: crianças, trabalho... Aquilo era um verdadeiro presente.

  - Obrigada! - exclamei, jogando-me nela, enquanto entrávamos em casa.

O apartamento estava vazio. Como ela disse, Chaz pegou as crianças para passear. Agora, eu tinha que me arrumar, pois Marcus planejará uma noite romântica para nós. Eu estava muito empolgada, e Jullie também. Era raro vê-la assim com algo relacionado a ele, e eu estava aproveitando cada segundo.

  - Amiga, eu comprei um vestido novo, superdivo, mas... Ele não serviu. - fez biquinho. - Acho que preciso de academia, ou algo assim. Eu acho que é perfeito para uma noite romântica, então, talvez, você queira usá-lo. - mordeu o lábio e eu sorri.

  - Claro, cadê?

  - Aqui. - abriu a bolsa, puxando lá de dentro uma sacola normal, sem marca, ou logotipo, e me entregou.

Puxei o vestido de dentro da sacola e meu queixo caiu. Ele era um vestido preto, longo, simples, com poucos detalhes, porém, com uma fenda enorme desde a coxa. Meus olhos deviam ter brilhado, pois Jullie riu.

  - Tem o sapato também, eu já mandei Chaz trazer mais cedo.

  - Jullie!

  - O que foi? Você vai usar um vestido deslumbrante, precisava do sapato também. - deu de ombros e eu sorri.

  - Deus, você é a melhor amiga do mundo! - gritei, abraçando-a.

  - Eu sei amiga, mas me agradecia quando essa noite acabar. - piscou, puxando-me escada a cima.

Assim que pisei em meu quarto, surpreendi-me com uma caixa da Prada em cima da cama, e uma caixinha preta aveludada, com o que parecia ser uma joia dentro.

  - Ah, vai me dizer que você também comprou isso, mas não serviu em você. - arqueei a sobrancelha e ela riu.

  - Só achei que ficaria legal. - deu de ombros. - Agora, a lingerie! - exclamou, entrando em meu closet e eu arqueei a sobrancelha novamente.

  - Jullie, não compro lingeries há tempos. Não vai achar nada novo ai! - exclamei e ela gargalhou.

  - E o que é isso? - apareceu de volta ao meu quarto, com um conjunto lindo. Era preto e incrível.

  - Eu não me lembro de ter comprado isso. - murmurei boquiaberta. - Eu juro.

  - Ah, mas está aqui. Você deve ter se esquecido. - deu de ombros.

Eu conhecia Jullie muito bem para saber que eu não tinha aquilo antes de ela entrar no meu closet. Eu nunca comprara aquilo. Porém, deixei passar. Eu estava estranhando demais aquilo.

 

  - Anne, venha logo, ou você ficará sem maquiagem e cabelo.

  - Desculpe! - exclamei, terminando de fechar o roupão e indo me sentar de frente a penteadeira, aonde ela já arrumava as coisas empolgada.

  - O que você acha de uma trança embutida? Tipo a menina de Frozen.

  - Eu estava pensando em deixá-lo solto mesmo. E sem muita maquiagem. - comentei. Eu estava um pouco bronzeada devido ao SPA, e achava interessante o aspecto que minha pele tomava com um pouquinho de maquiagem opaca. Eu pareceria alguém que vive na praia.

  - Amiga, não acho que um look desse mereça algo menos que esplendido.

  - Ah, Ju... Eu gosto de algo mais simples.

  - Oh, meu Deus! Tudo bem... Vai ser bem simples. Um pouco de pó, rímel, sabe... O básico.

  - Obrigada. - sorri animada.

Jullie começou seu trabalho, e eu relaxei. Adorava sentir seus dedos tocarem o meu cabelo lentamente, em um quase carinho. Em pouco mais de meia hora, tudo estava perfeito, e eu pude ouvir a agitação no andar de baixo. Meus pequenos haviam chegado.

  - Mãe! - escutei Mellanie gritar e então a doce voz de Jacob.

Ele havia começado a falar algumas palavras. Eu me lembro de ter chorado ao ouvi-lo dizer "papa" pela primeira vez. Claro que ele havia chamado por Justin primeiro. Mas eu não me importei. No fim, o que importava mesmo era que ele já estava crescido o suficiente para começar a despejar algumas palavras, algumas coisas balbuciadas. Era a coisa mais fofa do mundo, principalmente, quando ele imitava Mellanie e a deixava maluca. Meu coração sempre batia mais rápido.

  - Ela está aqui em cima! - Jullie gritou. - Eu vou descer lá, pois não quero ninguém aqui xeretando. Enquanto isso vá vestir seu vestido deslumbrante, para que eu possa dar os toques finais. Seu acompanhante já deve estar chegando. - mandou e eu assenti, sem outra alternativa.

Ela saiu como um raio do quarto, deixando-me sozinha. Corri para o closet, onde meu vestido estava pendurado, e o admirei. E, por mais idiota que possa ser, eu pensei em Justin. Era o tipo de vestido que ele adoraria. Deixava minhas pernas de fora, e mostrava um pouco mais do que devia, mas, mesmo assim, era lindo. Não fazia o estilo comportado que Marcus queria que eu usasse. Eu, realmente, esperava que ele aceitasse o vestido e aprovasse. Era lindo, e eu não o trocaria.

Em poucos minutos eu estava devidamente pronta, com meu vestido caríssimo - eu ainda não entendia como Jullie conseguira comprá-lo -, o sapato ainda mais caro, e a maquiagem perfeitamente leve e natural. Eu tinha consciência de que aquele cabelo e aquela maquiagem não estavam a altura daquele vestido, mas para mim estava ótimo.

  - Ele vai adorar! - Jullie sorriu, os olhos brilhando.

  - Espero.

  - Vamos, Marcus está lhe esperando.

Assenti, deixando tudo. Não levaria bolsa, nem celular. Eu sabia que meus filhos ficariam bem com Jullie e Chaz, e qualquer coisa, Marcus nunca larga o celular. Desci e sorri aos olhos arregalados de Mellanie e ao sorriso brilhante de Chaz, e então, a expressão encantada e... Furiosa de Marcus. Minhas pernas tinham bastante a ser mostradas, e ele não aprovava isso.

  - Mãe, você está gata! - Mellanie exclamou.

  - "Ata"! - Jacob exclamou, correndo até mim e eu me abaixei para pegá-lo. Senti que as minhas duas coxas ficaram expostas, mas não me preocupei. Abracei meu bebê e me levantei com ele ainda no colo e olhei para Marcus, esperando que ele disse algo.

  - Você está deslumbrante. - falou, sorrindo e eu sorri aliviada.

  - Você também, está lindo. - falei, observando-o.

  - Então, vamos? - ele perguntou e eu assenti.

  - Claro, aonde vamos?

  - Surpresa. - sorriu e eu assenti, animada.

Despedi-me de meus filhos e de Jullie, que tinha um sorriso animado e travesso no rosto.

  - Vai estar tudo pronto, parceiro. Só dizer meu nome. - Chaz falou para Marcus, dando tapinhas em suas costas e sorriu, o brilho em seus olhos me assustou.

  - Antes, posso falar com você, Charles? - perguntei e ele arqueou a sobrancelha.

  - Ixi! - Mellanie exclamou, enquanto seguíamos para a cozinha.

  - O que foi, Anne? - ele parecia confuso.

  - O que foi isso que acabei de presenciar?

  - O quê?

  - Não se faça de idiota. - grunhi.

  - Eu só estava tentando ser gentil. - deu de ombros.

  - Você? - perguntei desconfiada.

  - Sim, eu. Pare de ser desconfiada e vá logo aproveitar a noite. - sorriu animado.

  - Se eu souber que você está aprontando... Você e Jullie.

  - Vai logo embora.

Ele me expulsou da cozinha, enquanto vinha atrás e parou atrás de Jullie, abraçando-a. Beijei singelamente os lábios de Marcus e ele sorriu, despedindo-se de todos e nós saímos do apartamento. Minha boca se abriu em choque ao ver a linda limousine reluzente a nossa espera, de frente ao meu prédio.

  - Marcus... - abri a boca e ele sorriu timidamente.

  - Tudo do melhor para você, meu anjo. - sorri abertamente, atirando-me a ele e beijando seus lábios.

Entramos no luxuoso carro e ele me serviu champagne durante o percurso, contando-me que a limousine fora parte do premio de Jullie, além do SPA, e que ela fizera questão de nos passar isso, pois ela e Chaz ainda não estavam num relacionamento tão sério. Fiquei boquiaberta, mas resolvi relevar. Depois conversaria com ela. Eles estavam muito estranhos, e armando algo, eu tinha certeza. Nesse momento, Justin veio a minha mente, mas então, imagens da morena gostosa e gata que o acompanhava e que era a razão daquele seu sorriso iluminado de ontem, fizeram com que qualquer esperança que eu tivesse em relação a isso tudo e ele, fossem por água a baixo.

Ele desistira de mim.

Senti vontade de chorar. Mas eu tinha que aceitar isso. Estava com Marcus, e sabia que poderia ser feliz com ele, do mesmo modo que Justin e Megan também seriam. Meu estômago se embrulhou. Só de pensar nele e em outra mulher. Juntos. Ah, meu Deus! Por que eu simplesmente não posso me esquecer dessa pessoa e focar no homem maravilhoso, tentando me paparicar, a minha frente. Tudo seria mais simples.

Senti o carro parar e sorri para Marcus, ansiosa pelo que me aguardava. Ele me ajudou a sair do carro e eu pude ver o luxuoso restaurante a minha frente. Ele era todo iluminado, chamava a atenção, e era muito elegante. Parecia custar uma fortuna para poder apenas pisar lá dentro. Um vento arrebatador soprou contra nós e eu senti minhas pernas ficarem descobertas por conta das fendas no vestido. Marcus me olhou bravo e bufou.

  - Você poderia ter vestido algo mais comportado. Algo que...

  - Uma mãe vestiria. - completei envergonhada. - Eu sei, mas Jullie ofereceu esse vestido, eu apenas não pude recusar. Desculpe. - ele balançou a cabeça, ainda carrancudo e ofereceu-me seu braço, para que eu o acompanhasse.

  - Boa Noite, mesa para dois. No nome de Charles Somers. - o maitre - boa aparência, aparentava seus cinquenta, quase sessenta anos, porém, charmoso - sorriu, olhando diretamente para mim, e assentiu, pedindo para que nós o guiássemos. Adentramos o ambiente, e tudo parecia ainda mais luxuoso e deslumbrante. Cada detalhe minimamente pensado para deixar a todos de boca aberta. Tinha detalhes em ouro, e tudo do mais refinado que o dinheiro poderia comprar. Era lindo.

  - Aqui é incrível, babe. - murmurei baixinho para Marcus, que riu e beijou minha mão. Ele estava mais relaxado em relação ao vestido, pelo menos isso.

O homem nos guiou até uma mesa no centro do salão, de frente a um palco bem posicionado, equipado com diversos instrumentos, mas o piano de calda no meio, enorme e exuberante era o que mais me chamava a atenção. Era realmente bonito, e caro. Como tudo o que tinha ali.

  - Aqui tem musica ao vivo. - falei a Marcus, alegre.

  - E hoje será especial, senhorita. - o maitre sorriu novamente e eu retribui.

  - Adoro musica. - comentei e Marcus sorriu novamente.

Após o senhor nos entregar o cardápio e oferecer o melhor vinho por conta da casa, ele se foi e nos deixou a sós. Marcus pegou minha mão, beijando-a novamente, e eu sorri.

  - Tudo isso é lindo. - comentei, e ele assentiu.

  - Concordo. Porém, mais belo do que qualquer outra coisa, é a linda mulher que posso chamar de minha. - ri baixo com seus galanteios.

  - Te adoro, sabia?

  - Sabia, claro que sabia. - riu e eu o acompanhei.

Marcus e eu começamos a conversar sobre tudo. Na maior parte do tempo, ele falava sobre seu trabalho e sobre algum paciente novo. Geralmente, eram crianças com câncer e ele tinha verdadeira paixão por isso. Eu adorava escutar o amor pelo que fazia em suas palavras.

  - Eu acho que estou falando muito. - ele riu, e eu neguei.

  - Não ligue para isso, eu gosto. - ele sorriu. - Meu emprego não é nada emocionante. Quer dizer, não salvo ninguém, nem nada do tipo. - dei de ombros.

  - Boa noite, eu irei servi-los essa noite. - o garçom sorriu a nós. - Já sabem o que irão pedir?

  - Hã... Não. Por que não nos indica algo? - perguntei, sendo simpática.

  - Hoje, o proprietário indica esse prato aqui. - mostrou-me no cardápio.

  - Meu prato preferido! Que seja este, então! - sorri.

Ele sorriu, anotou o pedido de Marcus e foi embora. Marcus não parecia contente.

  - O que houve?

  - Por que estava toda sorrisinhos com aquele rapaz?

  - O que? Eu? Marcus!

  - Eu percebi como sorria a ele.

  - Ah, por favor! Eu fui gentil, Marcus. Apenas. Agora, por favor, vamos voltar a nossa noite especial. - pedi, fazendo a carinha mais fofa que pude.

  - Tudo bem, me desculpe...

O prato principal chegou, e nós continuamos a comer, enquanto conversávamos. De repente, quando nossa sobremesa acabara de chegar, tudo ficou escuro, e eu podia ver a movimentação no palco, e escutar os burburinhos das pessoas curiosas ao redor. Então, um canhão de luz brilhante e branca, iluminou o centro do palco, mais especificamente em cima do piano branco, e minha boca se abriu ao ver Justin ali. Justin estava no meio do palco, sentado de frente ao piano. Puta que pariu! Ele estava lindo, em um smoking preto e elegante, olhando diretamente para mim. Ele sorriu. Meu coração se aqueceu ali. Ele era lindo. Um anjo.

  - Hã... Boa noite. - ele falou, após limpar a garganta, obtendo resposta de algumas pessoas.

  - Esse não é o pai de Mellanie e Jacob? - Marcus murmurou, sua expressão séria e ameaçadora.

  - Aham. - concordei, meus olhos fixos em Justin.

  - Eu... Bom, para ser sincero, estou hoje aqui por um único motivo. - começou e eu senti meu coração acelerar. - Essa será uma tentativa... Desesperada, por algo que desejo com toda a minha alma. Por alguém. A pessoa mais importante em todo o mundo para mim. - seus olhos ainda estavam em mim. Eu comecei a tremer. - Eu te quero, Anne. Eu te quero mais que tudo. Mas não posso esperar para sempre. Eu te amo, e espero que possa ver, nesta letra, todos os meus sentimentos verdadeiros. - ele sorriu e então, se virou para o piano, começando a tocar lentas melodias, que tocavam ao meu coração.

Lately I’ve been thinkin’, thinkin’ ’bout what we had

I know it was hard, it was all that we knew, yeah.

Have you been drinkin’, to take all the pain away?

I wish that I could give you what you, deserve

‘cause nothing could ever, ever replace you

Nothing can make me feel like you do.

You know there’s no one, I can relate to

And know we won’t find a love that’s so true.

 

Meu coração batia desenfreadamente, e eu sentia meus olhos arderem devido a emoção.

  - Mas que palhaçada é essa? - Marcus parecia super furioso.

There’s nothing like us, there’s nothing like you and me

Together through the storm.

There’s nothing like us, there’s nothing like you and me

Together.

I gave you everything, baby, everything I had to give

Girl, why would you push me away?

Lost in confusion, like an illusion

You know I’m used to making your day.

But that is the past now, we didn’t last now

Guess that this is meant to be.

Tell me was it worth it? We were so perfect

But baby I just want you to see

 

There’s nothing like us, there’s nothing like you and me

Together through the storm.

There’s nothing like us, there’s nothing like you and me

Together.

There’s nothing like us, there’s nothing like you and me

Together through the storm.

There’s nothing like us, there’s nothing like you and me

Together.

 

Ele cantou a ultima palavra, sua voz suave chegando fundo a minha alma. Seus olhos fechados, ele respirou fundo. As palavras que saíram de sua boca vinham do coração. Eu sentia meu mundo parar de rodar. Justin havia composto uma musica para mim. Uma musica ao qual ele dizia com toda a alma que me amava e sentia falta de nós. Eu era insubstituível para ele. Ele me amava. E naquele momento, eu não conseguia pensar em traição, ou em abandono, somente em um futuro. Um futuro em que eu me via ao lado de Justin e nossos filhos, feliz com nossos amigos. Sem nenhum obstáculo, sem ninguém para nos atrapalhar ou impedir.

Era isso.

Justin era o meu futuro.

Eu o queria no meu futuro. Ele era o homem da minha vida. Eu não podia negar isso, não após uma declaração desta. Não após... Então, tudo fazia sentido. O dia num SPA luxuoso, o vestido, sapato, lingerie, Chaz sendo gentil, Jullie sendo gentil... O restaurante, o meu prato preferido. Nada era por acaso. Justin planejara isso junto a todo mundo. Eu... Eu não pude evitar sorrir.

Sai de meus devaneios ao ouvir a voz de Justin sair apreensiva, ainda em cima do palco. Meus olhos ainda fixos nele.

  - Eu sei que errei, anjo. Sei que fiz tudo para merecer que nunca mais olhe na minha cara. Mas, você sabe a razão de tudo. A única coisa que lhe peço é uma segunda chance. Uma segunda chance para ser o homem de sua vida. Para ser o pai que nossos filhos precisarão, e prometo que lutarei cada dia do resto da minha vida para que vocês sejam as pessoas mais felizes na Terra. - suspirou, olhando no fundo de meus olhos, e começou a descer os poucos degraus até parar de frente a minha mesa. - Eu te amo, Anne Marie. Eu te amo mais que a mim mesmo. - e então, ele se ajoelhou a minha frente e meus olhos pararam. Minhas mãos tremiam quando ele as segurou, beijando-as. - Anne Marie Winks, você aceita se casar comigo e me fazer o homem mais feliz do mundo? - eu estava de boca aberta, paralisada.

Olhei para os lados, vendo as pessoas ansiosas por uma resposta, e então, meus olhos pararam em Marcus. Ele tinha dor em seus lindos olhos verdes. Dor e decepção. Ele esperava que eu não aceitasse. Ele esperava que eu o escolhesse. Porém, aquela não seria a coisa certa a se fazer. Eu não o amava como amava Justin. Ele não me enfeitiçava como Justin fazia. Eu não podia... Já tinha a minha escolha feita.

  - Me desculpe. - sussurrei e ele balançou a cabeça incrédulo. Sua expressão demonstrava o quanto queria que eu estivesse mentindo, e o quanto me odiava.

  - Aceito. - falei, não podendo evitar o sorriso em meu rosto.

Justin sorriu abertamente, colocando o lindo solitário em meu dedo. O anel era lindo, com um enorme diamante, e eu sabia que custara uma fortuna. Justin beijou minha mão e se levantou, tomando-me em seus braços.

  - Eu esperei tanto por isso, futura Senhora Bieber. - falou e então grudou seus lábios nos meus e uma chuva de palmas rodeou-nos.

Era tão bom poder, finalmente, beija-lo sem nenhum receio. Sem medo de que nos pegasse, ou sentindo que aquilo fosse errado. Eu me sentia livre.

  - Eu te amo. Te amo. Te amo. - sussurrei, beijando sua boca várias vezes seguidas, e ele sorriu.

  - Repete. - pediu bobo.

  - Te amo, babe. - ele sorriu e começou a gargalhar. Eu me sentia aquecida com aquele som, mas não entedia o porquê de ele estar rindo. - O que houve? - perguntei, olhando todos a nossa volta.

  - Eu juro que não acredito que tive que armar toda essa coisa para poder, finalmente, escuta-la dizer isso. - me beijou novamente. - Eu te amo. - beijou minha bochecha. - Agora, vamos. - puxou minha mão e me guiou para fora do restaurante sem me deixar falar ou fazer nada. Eu não estava entendendo nada.

  - Justin! - exclamei, puxando sua mão para que parássemos. - Onde estamos indo? - perguntei rindo e ele deu de ombros.

  - Eu preciso de você, babe. - sorriu maliciosamente e voltou a me puxar.

 

 

 


Notas Finais




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