História Forbidden Love - Capítulo 59


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Chaz Somers, Christian Beadles, Jaxon Bieber, Justin Bieber, Ryan Butler
Tags Amor Proibido, Justin Bieber, Padrasto, Romance
Visualizações 2.386
Palavras 4.601
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 59 - Small Honeymoon


Fanfic / Fanfiction Forbidden Love - Capítulo 59 - Small Honeymoon

Justin Bieber P.O.V.

Durante o caminho até meu apartamento, não pude me manter afastado de Anne e seus lábios. Era incrível acreditar que ela era novamente minha. Ela não iria mais fugir de mim. Pelo contrário, estaríamos cada vez mais próximos e juntos. Ela se casaria comigo. Ela aceitou. Puta que pariu! Era surreal. Eu podia tocá-la, e beijá-la o quanto eu quisesse.

  - Ei, ei! - ela exclamou, soltando-se de mim e rindo de meu afobamento. - Aonde estamos indo? - perguntou, risonha e eu sorri largamente.

  - Surpresa. - selei nossos lábios e ela resmungou. - Valerá a pena. - completei, voltando a selar nossos lábios.

Eu nunca me cansaria de seu gosto doce. A textura suave de sua pele e lábios. Seus olhos brilhantes. Eu nunca me cansaria de Anne. A minha menina, minha pequena, minha futura esposa.

O carro começou a parar, e então entramos na garagem de meu prédio. Duncan estacionou e abriu a porta para nós dois, que pulamos para fora rapidamente.

  - Justin. - Anne chamou, assim que adentramos o elevador.

  - Fale, babe. - selei nossos lábios novamente e ela riu.

  - Esse aqui - olhou ao redor, antes de completar: - não é seu prédio?

  - Hã, sim. - assenti e ela franziu o cenho.

  - Então por que do suspense? Eu já vim aqui inúmeras vezes. - comentou e eu sorri.

  - Mas quem disse que é aqui que vamos ficar? - sussurrei em seu ouvido, mordendo o lóbulo em seguida e ela sorriu.

  - Vamos, me diga aonde iremos. - pediu e eu neguei, abrindo a grade do elevador, e então, entramos na enorme sala de estar de meu apartamento.

  - Fique aqui. - pedi, beijando sua testa e correndo para o meu quarto, aonde peguei nossas pequenas malas, e avisei ao piloto, pelo telefone, que estávamos prontos. Em menos de cinco minutos eu havia pegado ela de volta, e estávamos no heliponto do prédio. As luzes da cidade brilhavam intensamente atrás de nós, e Anne parecia maravilhada com aquilo. De minha varanda a vista era quase a mesma, porém, aqui em cima era de tirar o fôlego. Os prédios erguendo-se um em cima do outro, impondo-se, e as luzes coloridas e amarelas brilhando ao longe, enquanto podíamos ver a extensão do enorme Central Park. Era estupenda a vista que tínhamos dali.

  - É lindo, eu sei, mas, precisamos ir. - gritei um pouco, por conta do barulho que as hélices faziam, e apontei o helicóptero, que ela olhou maravilhada, enquanto tapava o ouvido.

  - Meu Deus! - exclamou boquiaberta e eu ri. Adorava surpreendê-la.

Ajudei-a subir no helicóptero, e em minutos estávamos a caminho de nosso destino. Anne não parava um segundo de perguntar sobre o destino de nossa viajem e me lembrava de que tínhamos filhos e não poderíamos nos ausentar por um longo período de tempo.

  - Você sabia que amanhã nossos filhos têm escola? E eu tenho que trabalhar, Bieber! Infelizmente, não sou a dona da revista.

  - Eu compro uma para você, se esse for o problema. - dei de ombros, fingindo falar sério e ela me olhou indignada.

  - Idiota! - riu, dando-me um tapa do braço. - Eu estou falando sério.

  - Eu sei. - puxei-a mais para mim, abraçando seu corpo, e beijando seus lábios. - Esse vestido ficou ótimo em você. - comentei e ela sorriu amplamente.

  - Tudo foi você, não? - seus olhos brilhavam. - O SPA, a roupa, sapato, a lingerie misteriosa. - ri e assenti.

  - Você tinha que estar ainda mais deslumbrante para o dia mais especial de sua vida. Sabia que gostaria de estar.

  - Mais importante de minha vida, hein? - sorriu e eu assenti. - Ainda tem nosso casamento. - beijou-me e eu sorri, maravilhado com a mulher a minha frente.

  - Lingerie misteriosa? - murmurei contra seus lábios e ela assentiu.

  - Jullie escolheu maravilhosamente bem. - ri negando.

  - Não foi ela. - Anne abriu a boca e me olhou, rindo.

  - Você? Jura?

  - Cada parte eu escolhi. Vestido, sapatos, sutiã, calcinha... Tudo. - sorriu, passando a mão por meu rosto. - Queria que fosse a mulher mais deslumbrante que já pisou em meu restaurante.

  - E funcionou? - assenti e, então, seu cenho se franziu. - Calma... Seu restaurante?

  - Você acha mesmo que seu prato preferido seria o indicado pelo dono por acaso?

  -Verdade. - foi tudo o que ela disse, e, então, encostou-se a mim, aconchegando-se e ficou acariciando meu peito por cima da blusa. Eu desenhava círculos em seu braço, sentindo-me o homem mais sortudo de todo o mundo. Podia ver o sorriso no rosto de Anne. Eu a fazia feliz, e isso era o que mais importava. Eu seria o motivo de sua felicidade pelo resto da minha vida. E ela da minha.

Em poucos minutos, sentimos o helicóptero pousar, então, pulei para fora e a puxei comigo. Agradeci ao piloto, e, um pouco afastado de Anne, informei-lhe a hora em que voltaríamos. Ela ficaria louca se soubesse que ficaríamos dois dias longe de tudo.

  - Bem vinda ao Hamptons! - exclamei, abrindo os braços, já de frente a nossa casa.

  - Oh, Justin! Ela é linda!

  - E toda nossa. - sorri malicioso, não podendo evitar pensar em tudo o que faríamos nesse lugar. - Venha. - chamei, estendendo minha mão livre, e ela a alcançou, deixando-se guiar por mim. Eu a puxei para nosso paraíso escondido e juntos adentramos a cada. A decoração era ainda mais bela, e tudo era do melhor. Ela olhava encantada ao redor, e eu para ela. Anne era a coisa mais incrível que eu já vira em toda a minha vida, e seria minha para sempre. Era difícil de imaginar. Eu tivera muita sorte. Com certeza, fiz algo muito bom para merecê-la.

  - O que achou?

  - É incrível! - selou nossos lábios com tanta paixão, que a única coisa que pude fazer foi soltar as malas e agarrar sua cintura possessivamente. Ela era minha, só minha. Inteiramente minha. Para sempre.

Eu tomava seus lábios com volúpia, desejo, paixão. Anne era a coisa mais viciante que já existiu. Seu gosto em meus lábios era o sabor perfeito. A sincronia que nós tínhamos juntos era surreal. Nenhum outro casal poderia tê-la. Era algo tão nosso. Tão pessoal.

Passei meus braços por suas pernas e a peguei em meu colo, fazendo-a rir. Subi as escadas, tentando beijá-la ao mesmo tempo, o que não foi uma ideia muito sabia, já que quase caímos, mas não ligamos e logo eu consegui chegar ao quarto. Eu havia mandado preparar essa suíte da melhor maneira possível, mas hoje Anne não teria tempo para apreciá-la. Não comigo por perto. Coloquei-a na cama, e desci meus lábios por seu pescoço, enquanto minhas mãos apertavam suas coxas que ficavam a mostra pelas fendas do vestido. Eu amava aquele vestido. Procurei, desesperadamente, aonde abria aquele vestido, e quando achei quase gemi de satisfação. O tirei enquanto chupava a pele do pescoço de Anne e ela suspirava sob mim. Afastei-me um pouco, assim que consegui livrar-me daquela peça, e gemi em satisfação pelo que via.

  - Se levante, só um segundo. - pedi a ela, que fez o que pedi, sem entender. Assim que ela parou diante de mim, com a lingerie que comprei pensando nela, e saltos, senti que poderia explodir de prazer a qualquer momento. Deus, como alguém podia ser tão espetacular? Aquela lingerie tinha ficado ainda melhor do que eu poderia ter imaginado. Tudo nela parecia ter se encaixado perfeitamente ao corpo dela. Agora, suas curvas eram ainda mais assentadas. Seu quadril mais largo por conta de ter sido mãe. Aquilo me enlouquecia. Seus seios pareciam maiores que antes, e eu não sabia se era possível, já que ela parara a um tempo de amamentar. Suas coxas perfeitamente delineadas, mostrando que a academia ajudava a moldar o que já nascera perfeito.

Suspirei, e ela riu.

  - Gosta do que vê? - perguntou e eu gargalhei.

  - Se eu gosto? Babe, eu amo! - respondi e ela sorriu largamente. - Você é a mulher mais gostosa de todo o mundo, Anne. Deus, como sou sortudo! - exclamei, puxando-a para mim e começando de onde havíamos parado.

Joguei-a novamente na cama e Anne começou a tirar as minhas peças de roupa. Em minutos, nós dois estávamos nus, e eu não pude deixar de observa-la novamente. Ela era o meu paraíso. Ataquei seus seios com minha boca, e pude ouvir seus longos suspiros e gemidos tímidos, que faziam meu membro ficar ainda mais acordado. Trabalhei ali, até sentir-me satisfeito, e pronto para dar-lhe atenção em outras partes. Desci por sua barriga, beijando-a e lambendo-a, até chegar em sua vagina depilada e totalmente encharcada. Anne estava pronta para mim, porém, quis a torturar mais um pouco. Beijei seu monte de venus e desci mais um pouco, até minha língua tocar seu clitóris. O chupei e ela gritou de prazer. Sorri, e repeti o ato. Seu gemido foi mais alto. Minha língua passeou por sua intimidade e provocou-a ao tocar sua entrada. Comecei a penetrá-la com a mesma e Anne gemia alto, pedindo-me mais e mais. Eu me sentia a ponto de explodir em porra, e sabia que não aguentaria muito mais quando entrasse dentro dela. Quando senti que ela se desmancharia em minha boca, afundei ainda mais minha língua dentro dela e massageei seu clitóris com mais intensidade, fazendo-a gritar e apertar meus cabelos. Suas pernas se fecharam contra minha cabeça e ela se curvou um pouco. Em seguida, seu doce líquido preencheu meus lábios, fazendo-me gemer de prazer.

  - Você é tão doce. - murmurei, lambendo os lábios, e subi, beijando sua barriga, e chupei seus bicos rosados mais uma vez, subindo, finalmente para os seus lábios. Ataquei-os com fome de sua boca, e ela gemeu em meus lábios. Não poderia aguentar mais, eu precisava estar dentro dela, e o mais rápido possível. Segurei meu pênis pela base, e me a fundei dentro dela de uma só vez. Urrei ao sentir-me completamente dentro dela, e Anne pediu por mais. Comecei a me movimentar, de início vagarosamente, para poder apreciar a sensação de ter-me dentro dela, porém, não aguentaria muito, e aumentei meu ritmo gradativamente, conforme seus gemidos aumentavam. Estávamos em uma velocidade insana, que eu só conseguia alcançar com ela. Vez ou outra, eu diminuía o ritmo, apenas para ouvir sua voz implorando-me o que eu faria pelo resto de minha vida sem reclamar se ela quisesse. Não conseguia parar de dizer o quanto eu a amava e o quanto estava satisfeito em tê-la para mim. Ela repetia o quanto eu era maravilhoso e perfeito, e - obviamente - eu nunca discordaria daquilo. Beijei seus lábios com ainda mais avidez e me senti liberar dentro dela. Aquela era uma das melhores sensações de todo o mundo. Ao sentir meu liquido dentro de si, Anne entrou em combustão e me seguiu em um orgasmo maravilhoso e que nos deixou sem ar.

Sai de dentro dela, caindo ao seu lado, e sorri, enquanto ainda respirava com dificuldade. Sabia que ela fazia o mesmo. Era incrível pensar que aqui estávamos nós outra vez. Juntos. Tentando manter a respiração normalizada.

  - Eu te amo. - ela se virou para mim, seu sorriso enorme.

  - Eu também te amo, Anne Marie. Te amo mais que qualquer outra coisa no mundo. - murmurei, puxando seu corpo para junto do meu, enquanto ela puxava o lençol de nossos pés.

Anne Marie P.O.V.

Em algum momento eu caí no sono, e acordei no meio da noite, sentindo leves caricias em meus cabelos. Aspirei fundo, deixando que aquele perfume natural da pele de Justin invadisse minhas narinas e abri os olhos lentamente, piscando um pouco par poder me acostumar. O quarto estava todo escuro, e eu ainda estava apoiada em seu peito. Ergui meu olhar para seu rosto, e ele sorriu levemente para mim, beijando minha testa.

  - Por que ainda está acordado? - murmurei, coçando os olhos.

  - Observando você dormir... - deu uma resposta vaga e deu de ombros, sorrindo de lado. - Tendo certeza que estará aqui quando o dia amanhecer...

  - Estarei; não se preocupe. - me estiquei, beijando seus lábios singelamente. - Nunca mais irei fugir de você, babe. Eu juro. - ele sorriu abertamente. - Agora, por favor, durma. Quero você disposto para amanhã. - mostrei-lhe meu melhor sorriso malicioso e ele riu levemente.

  - Tudo bem. Agora durma. - pediu e eu assenti, sentindo o cansaço de meu corpo.

  - Cante para mim? - pedi e, mesmo já não o olhando mais, eu o sentia sorrindo.

E então, Justin começou a cantar “I Don’t Want To Miss a Thing” do Aerosmith e eu senti meu peito doer devido ao que eu sentia por ele. Crescia a cada segundo. A cada gesto. Embalada pelo doce voz, e pela perfeita letra, cai no inconsciente novamente.

 

Quando despertei novamente já era manhã e Justin dormia tranquilamente. Levei alguns minutos apenas o observando, escutando sua respiração calma, o subir e descer de seu peito. Ele era perfeito, como um anjo. Senti uma sensação de completa paz e plenitude. Como se tudo dentro de mim estivesse renovado e perfeito agora. Tudo estava em completa sintonia em minha vida. Justin era a peça que faltava para que eu entrasse nos eixos. O meu planeta Terra, finalmente, girava novamente.

Vagarosamente, fui capaz de deixar o seu abraço e esgueirei-me para o banheiro. Eu estava um caos. Meus cabelos pareciam um ninho de passarinhos, meus olhos inchados e meu corpo marcado. Meus lábios ainda inchados e vermelhos por ontem, e meu ombro direito ostentava uma bela marca de chupão, assim como alguns pontos do meu pescoço. Revirei os olhos, sorrindo. Odiava quando ficava marcada de algum modo, mas, por incrível que pareça, não me importei com isso. Joguei um pouco de água em meu rosto e procurei por uma escova, que achei facilmente, embalada, dentro de uma das gavetas do enorme banheiro. Escovei meus dentes, dei um jeito em meus cabelos e os prendi em um coque rápido e classicamente desleixado. Então, entrei no Box do chuveiro e liguei a enorme ducha, sentindo a água relaxante descer por meu corpo. Era muito bom sentir aquilo. Sai um pouco depois e comecei uma grande batalha interna: e minhas roupas? Eu não poderia andar por ai com meu vestido belíssimo de festa - que nesse momento deve estar jogado em algum canto do quarto - como se fosse uma louca. Precisava de vestimentas.

Imagens da noite anterior chicotearam minha mente e sorri, lembrando-me das malinhas que Justin carregara até aqui. Pesquei sua camisa jogada sobre o abajur e procurei por minha calcinha. Não a achei. Bufei, resolvendo descer até lá em baixo - aonde eu suspeitava que ele tivesse deixado às malas -, apenas com a camisa. Ela era grande o suficiente.  Sai do quarto em passos leves, torcendo para não ser desastrada e simplesmente dar de cara com alguma parede repentina. Cheguei ao andar debaixo a salvo e sorri, podendo observar a casa por completo agora. Ela era grande e ampla. Perfeita. Aquilo me fez lembrar-me de meus filhos, e meus filhos me lembraram de responsabilidade, chegando assim ao meu belo cargo de editora-chefe de uma revista importante e conceituada. Comecei a entrar em desespero, pois não fazia ideia do tempo. Que horas eram? Oh, eu estava atrasada para o trabalho, com certeza!

Deixei a tarefa de exploração para mais tarde e varri a sala com os olhos, esperando achar as malas. Não me decepcionei, elas estavam ao lado do sofá, jogadas de qualquer jeito. Sorri e corri até elas, pegando uma delas e estendendo no sofá preto, de couro e luxuoso. Permiti-me babar por alguns segundos, antes de abrir a mala e deparar-me com roupas masculinas. Roupas do Justin. Seu perfume inebriante atingiu-me e eu sorri, pegando uma de suas camisetas bem dobradas. Sua mala era impecável, de dar inveja; ele era extremamente organizado. E só havia roupas de calor, pouquíssimas blusas, diversos shorts, e produtos de higiene. Nem um celular ou relógio. Obviamente! Quem carrega um relógio dentro da mala?

Puxei minha mala e a coloquei ao lado da de Justin e a abri. A primeira coisa a ser vista era um pequeno envelope negro. Peguei-o e sorri, vendo a letra de Jullie na frente do mesmo. Abri e li o conteúdo:

“Pequena Miss Sunshine, como vai?

    Acredito que muito bem, estou certa? Ah, sim, estou! Espero que tenha gostado da surpresa. Na verdade, sei que gostou. Também sei que aproveitará cada minuto. Nessa mala tem tudo o que precisará para esses dois dias. Não se preocupe com nada aqui! As crianças estão ótimas, e em seu emprego está tudo correndo bem e do jeito que devia.

Conte-me detalhes depois, sua vaca sortuda. Te amo, Jullie.”

 

Sorri amplamente. Eles pensaram em tudo. Dois dias. Apenas Justin e eu. Deus, isso é um sonho! Puta merda. Minha mala resumia-se a: biquínis e lingeries minúsculas e pouquíssima roupa. Jullie era uma filha da mãe. Peguei minha nécessaire e aproveitei par passar um pouquinho de desodorante, apenas para garantir, e resolvi trocar-me depois. Não faria mal eu ficar assim para preparar o café. Depois iremos dar uma volta na praia.

Fechei as malas e as deixei ali mesmo, então segui até a cozinha. Ao mesmo tempo em que ela era elegante, era simples. Nada de exageros. A casa em si não era grande (o que era um enorme milagre direcionado a Justin, já que ele não comprava nada pequeno), porém, era muito aconchegante, e eu não via a hora de explorá-la. Comecei a minha busca por tudo que precisaria para preparar um ótimo café da manhã, e surpreendi-me ao receber uma enorme e farta dispensa. Não faltava nada que sua mente fértil pudesse imaginar, estava tudo ali. Talvez Justin pretendesse que não saíssemos dessa casa, e eu adorava essa ideia.

Peguei bacon, ovos, ingredientes para a panqueca, laranjas para o suco e o que mais eu precisava. Deixei tudo exposto no balcão da pia e comecei meu trabalho. As panquecas foram as primeiras, e logo eu não estava mais sozinha. Podia sentir Justin me olhando.

  - Da última vez, você destruiu uma de minhas cozinhas. - falou e eu sorri, colocando o resto da massa no fogo e preparando a ultima panqueca da pilha.

  - Andei praticando, Mr. Bieber. - respondi, virando-me para ele com o maior sorriso que poderia existir estampado em meu rosto. Ele não estava diferente. Seus olhos brilhavam e ele sorria majestosamente. Tudo que tinha a ver com Justin era majestoso.

  - Percebi. - murmurou, passando seus olhos por meu corpo. Ele mordeu os lábios e veio até mim. - Bom dia.

  - Bom dia. - passei meus braços por seu pescoço, sorrindo ainda mais. - Dormiu bem?

  - Melhor do que nunca. - selou nossos lábios rapidamente.

Antes que ele pudesse tentar mais que singelos beijos, afastei-me e voltei para o fogão. Ele subiu para tomar um banho e eu terminei de preparar nosso café, logo a mesa estava posta e ele de frente a mim.

  - Isso está realmente bom, Anne. - murmurou após engolir o que tinha na boca.

  - Como eu disse, andei praticando. - pisquei e ele sorriu. - Eu estava pensando em irmos dar uma volta na praia.  Faz algum tempo que não venho para cá.

  - Eu estava pensando em outras coisas... - Murmurou pensativo e eu ri.

  - Eu imagino, Bieber. Mas eu adoro a praia. - pedi, fazendo biquinho e ele sorriu.

  - Okay, eu me rendo a sua ideia. - sorri abertamente.

Terminamos nosso café em meio a risadas e brincadeiras.

  - Acho que posso me acostumar a acordar todo dia com você desse jeito. - escutei-o murmurar enquanto eu subia as escadas arrastando minha mala para me trocar. Ri e suspirei. Eu também poderia me acostumar fácil.

Joguei a mala em cima da cama desarrumada e suspirei mais uma vez. Estava com medo de que tudo desse errado mais uma vez. Tinha algo dentro de mim que me dizia “Cuidado!” e eu temia isso. Talvez eu estivesse apenas sendo boba. E eu preferia acreditar nisso. Abri a mala, resolvendo ignorar aquilo tudo, e sorri começado a fuçar nela. Tinham uns cinco ou seis biquínis e cada um deles tinha um grau de magnitude. Tinha um ou dois mais simples, o outro tinha alguns enfeites e um era esplêndido, acho que para alguma ocasião mais chique. Quando meus olhos bateram em uma saída de praia, soube no mesmo momento que Jullie havia o colocado ali para fazer par com um dos biquínis. Um mais simples azul marinho. Era perfeito. Os vesti juntos, e me olhei no espelho, sorrindo. Soltei meus cabelos e dei uns tapinhas nas bochechas para que elas corassem um pouco.

Descalça mesmo, desci as escadas e Justin estava terminando de lavar a louça que sujamos. Parei na porta, observando-o. Seus músculos se retesavam a cada movimento. As tatuagens perfeitamente distribuídas em seu corpo.

  - Gosta do que vê? - franzi o cenho e então olhei por cima de seus ombros, vendo que eu podia ser vista pelo reflexo do vidro da janela. Sorri.

  - Com certeza. - dei de ombros.

Justin virou-se para mim, aquele sorriso perfeito moldado em seus lábios.

  - Você está linda. - comentou, deixando as coisas arrumadinhas na cozinha. Ele tinha um tipo de “tic” com limpeza.

Após lavar a mão, Justin veio até mim, mordendo o lábio enquanto me olhava de cima a baixo. Suas mãos prenderam a minha cintura e eu sorri.

 

  - Aqui é lindo. - comentei, chutando a água cristalina em meus pés.

Justin abraçou-me pela cintura, tirando-me do chão e me rodopiou no ar. Ri, abraçando seu pescoço e ele me pôs no chão, beijando-me suavemente nos lábios depois. Separei-me dele e sorri. Continuamos nossa caminhada pela praia enquanto conversávamos sobre como nossa vida seria daqui para frente.

  - Nós vamos casar logo, não vamos? - ele perguntou esperançoso e eu sorri.

  - Não sei. Acho que sim. Só estou com medo de como minha mãe reagirá a tudo isso. Quer dizer... Ela já deve estar sabendo, né? - perguntei receosa e ele deu de ombros.

 - Provável. Mas não vamos pensar nisso, por favor.

  - Tudo bem.

Eu queria mesmo manter minha mãe longe de minha mente, porém, tinha medo de como ela iria agir. E se ela quisesse acabar com a minha felicidade?!

  - Você me prometeu, Anne. - Justin parou de frente a mim. - Pare de pensar em Tracy. Pare com isso. Essa é nossa pequena lua de mel, não quero que nada lhe tire o foco.

  - Desculpe. - mordi o lábio.

  - Ei! - nos viramos ao som de uma voz feminina. Uma mulher loira vinha em nossa direção. Franzi o cenho e esperei que ela chegasse a nós. Justin me abraçou por trás, apoiando o queixo em minha cabeça. - Ah! Oi. - sorriu e eu não pude deixar de sorrir com ela. Seu sorriso era lindo. Ela era linda.

  - Prazer, Anne. E esse é Justin.

  - Desculpe atrapalhar, mas vocês são novos aqui? Eu estava nadando e percebi que nunca os vi aqui.

  - Hã... Sim, somos. Estamos passando uns dias aqui. - sorri, acariciando os braços de Justin. - Uma pequena lua de mel.

  - Ah! - exclamou feliz. - Me lembro dessa época apaixonada com Daniel. Nós nos casamos há pouco tempo. - assenti. - Estamos morando ali. - apontou uma enorme casa, perto da nossa. - E eu queria convidá-los para um luau que eu estou preparando.  Nada mais romântico que isso. - piscou. - Hoje a noite, as oito; aqui mesmo espero vocês. - falou e começou a andar em direção a sua casa. - Ah, a propósito, meu nome é Emily. Emily Thorne.

Fiquei observando-a partir e acabei rindo.

  - Ela é doida.

  - Eu gostei dela, Justin. E nós vamos a esse luau, né?

  - Jura? Eu estava planejando outras coisas.

  - Juro! Vamos, Justin! - pedi e ele suspirou.

  - Tudo bem. O que não faço pela minha futura esposa? - ele sorriu, virando-se para mim.

 

Por fim, de noite fomos ao Luau. Estava tudo muito bonito e enfeitado. Era algo quase mágico. As pessoas eram legais, a decoração incrível, a comida ótima. Eu e Justin passamos a noite toda na pista. Emily se juntara a nós em algum momento e tanto ela quanto seu marido eram pessoas divertidíssimas. Daniel fazia piadas a todo o momento. No meio da dança trocamos os pares e Daniel me conduziu ao som de Love On Top. Quando eu já não aguentava meu pé, puxei Justin para o bar montado na areia e sorri sentindo meu pé entrar em contato com a mesma. Ela estava gelada e um pouco úmida. Pedi minha bebida e Justin fez o mesmo. Eu não bebi álcool por ainda dar o peito para o Jake. Minha médica havia dito que era recomendado que eu o amamentasse até os dois anos, e eu querendo manter isso dou de vez em quando. Mas meu leite já estava secando. De qualquer jeito, eliminar a bebida alcoólica era bom. Tomei minha batida refrescante, e abracei Justin pela cintura. Aquela pequena Lua de Mel estava sendo a melhor coisa do mundo. Eu estava conseguindo relaxar, mesmo com o meu peito apertado por saudades dos meus pequenos.

Sorri, sentido a leve brisa bater contra nós. Começaria a nevar logo, mas o clima ainda não parecia inverno. Estava quente e aconchegante. Porém, poderia mudar a qualquer momento. Era muito louco o clima em Nova York. Por alguns minutos, eu e Justin permanecemos ali. Abraçados, observando as pessoas dançarem na pista improvisada no meio da areia, ouvindo o som das ondas se quebrando a alguns metrôs de nós.

Chamaram meu nome ao longe e eu me virei, vendo Emily vir em minha direção e me puxar pela mão. Justin me seguiu e Daniel veio logo atrás. Ela estava me puxando para o mar.

  - Vamos! Eu quero nadar. - falou, tirando sua saída de praia e eu arregalei os olhos.

  - Não!

  - Vamos, Anne!

  - Ah, Deus! - mais uma maluca na minha vida.

Por que eu atraia esse tipo de gente? Primeiro Jullie, depois aquela gangue de malucos e então ela. Deus do céu!

Rendendo-me tirei o vestido de crochê que eu usava e a segui. A água estava congelante, porém, assim que Justin se juntou a nós, assim como Daniel, a água fria não era um incomodo. Justin me ergueu no ar, e eu entrelacei minhas pernas em sua cintura, meus braços ao redor de seu pescoço. Aquilo me lembrava de nosso primeiro beijo. Justin sorriu quando eu lhe revelei isso e me beijou. Continuamos ali por mais algum tempo, mas em algum momento da madrugada o frio era quase insuportável.

Despedimos-nos de todos que conhecemos e quando finalmente chegamos a casa, o relógio digital da enorme TV de tela plana marcava quatro e meia da madrugada.

Não precisei dizer nada ao ver o sorriso malicioso no rosto de Justin. Um de seus braços passou por minhas pernas e o outro apoiou em minhas costas. Ele me levou escada à cima e fez daquela noite, uma das mais bonitas de todas em minha vida. Ele foi tão carinhoso comigo, e seus toques me faziam queimar. Seus beijos eram doces e agressivos, cheios de luxuria e paixão. Amamos-nos durante todo o resto da noite.


Notas Finais


Saída de Praia Anne: http://4.bp.blogspot.com/-2s-5N21rlOM/Us_4_dmG4WI/AAAAAAAATYs/k1spxmdd_k0/s1600/saidapronto3.png

Ei babes, desculpem a demora, mas eu estava meio travada para esse capitulo.. Como eu falei em Common Denominator, vou tentar postar duas vezes por semana, agora que estou de férias pelo menos. Então, pretendo postar na terça, okay?

Muito obrigada por cada comentário, eu chego a chorar com eles e sou extremamente apaixonada e grata por vocês... Muito obrigada mesmo, e até terça!


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