História Forbidden Love - Capítulo 60


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Chaz Somers, Christian Beadles, Jaxon Bieber, Justin Bieber, Ryan Butler
Tags Amor Proibido, Justin Bieber, Padrasto, Romance
Visualizações 1.673
Palavras 5.342
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Enjoy!

Capítulo 60 - Be careful


Fanfic / Fanfiction Forbidden Love - Capítulo 60 - Be careful

Anne Marie POV

  - Bom dia! - gritei, pulando em cima de Justin, beijando seu rosto.

  - Oh, meu Deus, Anne! - falou rindo.

  - Vamos, meu amor! Temos nossas ultimas horas aqui, antes de voltarmos para os nossos pequenos! - exclamei, animada.

  - Mas, desse jeito, não consigo sair de casa. - falou, olhando para baixo. Eu estava apenas com uma camiseta dele, e que, na posição que eu estava, deixava meus seios a mostra completamente. Ele umedeceu os lábios e sorriu malicioso.

  - Justin! - exclamei, ao senti-lo me puxar e colar nossos lábios.

  - Vamos começar bem o nosso dia. - pediu, rolando e ficando por cima de mim.

 

Passamos um longo tempo na cama brincando um com o outro, até termos coragem de sair de casa e ver mais pessoas. Levantamos-nos e fomos dar mais uma volta na praia, já que eu não tinha roupa para mais nada. Jullie colocara apenas roupa de praia e lingeries na mala. Justin agradeceu, mas estávamos presos ali. Joguei-me ao mar, sentindo a água gelada arrepiar meu corpo, e logo Justin estava junto de mim, beijando-me. Agarrei-me a ele e o puxei comigo para baixo, enquanto uma onda nos cobria. Sorri, emergindo e o abraçando. Outra onda veio e eu me soltei dele, mergulhando por baixo dela. Quando vi, já estava um pouco afastada dele. Justin veio para mim e eu mergulhei novamente, com ele junto de mim. Suas mãos prenderam minha cintura e eu bati os pés, tentando livrar-me dele, porém, ele me puxou e selou nossos lábios. Nadamos juntos por horas, até o céu escurecer. Nosso ultimo dia naquele paraíso particular havia sido incrível. No entanto, eu não conseguia ver a hora de chegar em casa, com os meus filhos. Eu sentia uma saudade imensa deles, meu peito se apertava de saudade dos meus pequenos.

  - Está pronta? - Justin passou por mim e selou nossos lábios rapidamente.

  - A não ser o fato de que estou usando uma camiseta sua e um short jeans porque a lerda da Jullie esqueceu que eu precisava voltar com alguma roupa além de um biquíni para casa; estou prontíssima.

Ele riu levemente, puxando a mala que eu acabara de fechar e a levando para o andar de baixo junto da sua. Peguei o casaco de Justin da cama e desci com ele. Emily estava lá na sala.

  - Anne! Fiquei sabendo que já estava indo e vim me despedir.

  - Me desculpe por não passar lá.

  - Imagina. Bom, passei apenas para dar um tchau e agradecer por aparecerem ontem.

  - Foi o melhor luau que já fui, Emily. Eu que tenho que agradecer.

  - Quando aparecerem de novo por aqui, me avisem, tudo bem? Eu vivo preparando festas. - assenti.

  - Foi muito bom tem conhecer. - a abracei, beijando sua bochecha.

  - Mal vejo a hora de ver vocês novamente! - exclamou animada, e eu sorri, ainda mais. Não via a hora de voltar aqui novamente, e da próxima com os meus filhos.

Ela ficou comigo até que eu embarcasse no helicóptero que pousara na praia, fazendo areia voar para os quatro lados. Acenei uma última vez, antes de o helicóptero pegar altura e ela se transformar em uma pequena formiguinha no meio de um mar de areia. Apertei a mão de Justin, sentindo meu estômago dar uma cambalhota a ver a altura em que estávamos e tirei os olhos da janela, concentrando-me nele. Seus lindos e profundos olhos me fizeram suspirar. Eu não sabia o que havia feito para poder tê-lo. Havia pessoas tão interessantes e melhores que eu por ai, no entanto, eu fui a escolhida para receber seu amor, e tê-lo ao meu lado para sempre. Sorri abertamente e encostei minha cabeça em seu ombro, aguardando o fim de nossa viajem.

 

Pousamos no heliponto do prédio de Justin e juntos fomos ao seu apartamento.

  - Eu sabia que não demoraria em ficarmos juntos, então tudo está arrumado. O quarto das crianças e o nosso. Eu tenho uma empregada, mas ela só vem uma vez por semana; se quiser eu posso pedir para ela vir mais vezes, sei que você é ocupada demais para cuidar de casa sozinha. E sobre o seu trabalho... - desatou a falar, mas eu precisei interromper.

  - Justin, eu não quero morar aqui. - falei rápido, para que ele não me interrompesse.

  - Eu sei que você quer uma casa, mas eu achei que seria legal mudarmos só depois do casamento. Mas, se quiser posso providenciar tudo...

  - Não! Eu... Eu acho que deveríamos ficar cada um na sua casa. Sabe... Ir mais devagar. Eu não sei... Só... - me perdi no meio da fala ao ver a cara dele. Ele não gostara da ideia.

  - Anne! Eu não quero perder mais tempo separado de você. Eu quero poder ficar junto de você e das crianças.

  - Mas... Nós acabamos de ficar noivos, imagine o que vão dizer.

  - E você se importa?

  - Sim, porque agora tudo o que cai sobre mim, cai sobre meus filhos.

  - Por favor. Eu quero ficar junto de vocês.

  - Deus! Você sabia que os noivos normais não moram juntos?

  - Mas, nós não somos normais.

 - Okay, Justin. Mas, no meu apartamento. As crianças estão acostumados ao apartamento, e eu também. Depois podemos nos mudar, mas por enquanto, pretendo ficar lá.

  - Tudo bem. Eu não ligo, apenas me deixe ficar com vocês.

Assenti, sorrindo e o abraçando. Depois, ele foi pegar suas coisas e voltou com uma enorme mala. Descemos juntos a um de seus carros e ele colocou as malas no porta-malas e juntos seguimos pelas ruas iluminadas pelas luzes da cidade.

  - Onde as crianças ficaram?

  - Na casa de Ryan. Ele e Ashley se ofereceram para ficar com as crianças enquanto estivéssemos fora.

  - Há quanto tempo estavam planejando isso?

  - Pouco tempo, na verdade. Uma semana. Eu e Jullie saímos juntos para fazer compras algumas vezes. Ela é difícil de agradar. Mas, quando chegamos à Victoria Secret's, ah, aquela era a minha área. Ela não pôde dar pitaco nenhum. - sorriu convencido.

  - Imagino. - revirei os olhos.

Em alguns minutos estávamos na porta do apartamento de Ryan, e podíamos escutar gritos lá dentro. Sorri, apertando a mão de Justin, e ele apertou a campainha. Em segundos estávamos sendo agarrados por nossos filhos, tendo amor e carinho.

Demoramos-nos um pouco ali, e logo estávamos em casa, todos juntos; Mellanie nos questionando feito louca para saber cada detalhe da viajem, e nos fazendo prometer que a levaríamos da próxima vez.

Tudo era um mar de rosas, mas eu não estava completamente no clima. Ainda tinha minha mãe. Eu passara dois dias num paraíso particular, sem celular, iPad, notebook ou internet. Nada para que eu pudesse saber como tudo tinha sido aceito por ali. Por um lado, foi ótimo. Eu gostei de me desligar e permanecer offline por um tempo, no entanto, agora eu teria problemas em dobro. Mamãe era um deles. E Marcos era outro. Eu precisava conversar com os dois, e começaria pelo menor dos meus problemas.

 

  - Bom dia. - Justin sorriu para mim, beijando meus lábios enquanto saia do banheiro com uma toalha na cintura, sendo seguido por uma nuvem de vapor do chuveiro.

  - Ótimo dia, querido. - ele riu e passou por mim, indo até suas malas ao lado da porta do quarto.

Entrei no banheiro cheio de vapor quente e úmido e fechei a porta, ouvindo os resmungos de Justin sobre precisar de espaço para suas coisas. Ele tinha um pouquinho de mulher nele e eu não podia negar, nem deixar de rir com esse pensamento. Justin era uma pessoa vaidosa e ele trouxe metade de seu apartamento para cá. Era obvio que ter ficado lá talvez fosse mais fácil, no entanto, eu não queria mudar minha rotina, nem a das crianças. Estávamos acostumados a essa casa, ao nosso espaço.  Eu, principalmente. E ainda tinha Jazmyn. Por mais que ela fosse querer morar sozinha, eu não a deixaria sozinha em meu apartamento. Conheço bem a cunhada que tenho e sei que não é nada normal.

Em pouco mais de meia hora eu estava pronta para mais um dia de trabalho, porém, o que realmente preenchia a minha mente era a conversa que teria com Marcus no almoço. Eu havia tentado ligar, mas ele não me atendera, então, minha única opção era ir até seu trabalho. Ele provavelmente não gostaria.

  - Mãe, eu preciso de ajuda com o meu cabelo! - Mellanie exclamou, assim que deixei o closet.

  - Eu preciso ver como Jake está, querida. Só um minuto, okay?

  - Tia Jazzy está dando banho nele, você pode muito bem me ajudar. - fez bico, batendo o pé no chão.

  - Tudo bem, mocinha, acalme-se. - Suspirei, indo até ela e pegando o pente em suas mãos.

Mellanie era a criança mais mandona que já conheci. Tudo precisava ser do jeito que ela queria e quando ela queria. Eu sabia que parte disso era minha culpa, mas eu não resistia em mimá-la um pouco.

Ajudei-a com seu cabelo, fazendo uma trança simples e bonita, e depois ela me pediu para ajudá-la a escolher uma roupa. Era assim quase todas as manhãs, mas eu suspeitava que nesse dia tivesse algo em especial. Ela queria impressionar o pai. Sorri com isso. Mellanie adorava Justin com todas as suas forças, e fora algo instantâneo e puro.

  - Vai pegar sua mochila que eu vou ir cuidar de Jake e do café, tudo bem?

  - Tudo bem. - sorriu mais relaxada.

Segui pelo corredor, meus saltos batendo no chão de madeira, indo direto para o quarto de Jacob. Podia ouvir os gritos dele e de Jazmyn brincando na banheira assim que pisei dentro do quarto. Desviei de alguns brinquedos, tentando evitar pisar em algum deles, e segui para o banheiro.

- Mas que bagunça! - exclamei, assustando tanto a Jazmyn quanto a Jacob.

  - Agá! - Jake exclamou, jogando água para cima e eu me esquivei em vão de alguns pingos de água.

  - Desculpe, Anne! - Jazzy exclamou, mordendo o lábio para tentar evitar o riso, mas não deu e nós duas acabamos caindo na gargalhada. Jacob nos acompanhou um segundo depois.

  - Não se preocupe.

Eu não podia achar ruim vendo aquele sorriso enorme no rosto do meu menino. Ele estava feliz, e apenas isso me importava.

  - Pode descer para fazer o café, hoje eu me encarrego dele. Sua noite foi bem cansativa, não? - piscou, sua voz cheia de malícia.

  - Jazmyn Kathleen!

  - Dona Patricia! - retrucou. - Vai, hoje eu vou te ajudar. Entro mais tarde.

  - Tudo bem. Encontro vocês lá embaixo. - beijei a cabeça molhada de Jacob.

Lá embaixo, minha cozinha estava um caos. Quem fizera o jantar na noite passada fora Jazmyn e Jullie, e as duas não eram as melhores cozinheiras do mundo. Nada habilidosas. Suspirei, recolhendo um avental xadrez que estava jogado na bancada e o vestindo. Olhei no relógio e decidi que precisava ser rápida, pois tínhamos pouco mais de uma hora, e o transito nessa cidade era um inferno.

Comecei a mexer nas louças, colocando tudo na pia e começando a arrumá-la.

  - Ei! - Justin adentrou a cozinha com sacolas a tira colo. Ele estava em um terno elegante, azul marinho. Seu corpo esbelto, seus cabelos alinhados. Estava lindo. - Pedi para Duncan ir buscar algumas coisas rápidas, já que a cozinha foi destruída. Eu não sabia exatamente o que gostavam de comer, então tem um pouco de tudo. Era melhor do que ir ao Starbucks. Têm alguns jornalistas na porta.

 - Jornalistas? Duncan? Justin, eu poderia muito bem ter arrumado aqui rapidamente e preparado um café. - murmurei, desligando a torneira e tirando o avental.

  - Eu sei, desculpe. Eu apenas pensei que estaria cansada da noite de ontem. - piscou, sorrindo malicioso e eu bufei. Ele e Jazmyn eram muito infames. - Pare de corar. - riu levemente, levando as coisas para a mesa de jantar. Justin arrumou-a em minutos.

  - Aproveite. - piscou, beijando minha bochecha e me obrigando a sentar na cadeira. - Ah, aliás, você está maravilhosa.

 

  - Bom dia, Anne. Repassamos agenda em alguns minutos. - Margô pediu, passando correndo por mim.

Franzi o cenho, seguindo para o meu escritório em meio aos comprimentos de bom dia. Em minha mesa estavam todas as edições de revistas de modas ao redor do mundo. Antes de pegar um delas, já sabia o tema. Em menos de três meses ocorreria a Nova York Fashion Week. Era tudo o que se falava há meses. Ela dava inicio as semanas de moda mundiais e esse ano traria novos estilistas e tendências. Todos queriam saber se estariam na moda, ou não.

Eu as adorava. Eram mágicas. As mega produções, os novos modelos, os estilistas incríveis. Tudo era maravilhoso, e super trabalhoso. Tínhamos que correr atrás de estilistas para as matérias da Fashion Week, precisávamos de muita exclusividade e tempo. Eu trabalharia como uma louca em fevereiro, pois iria cobrir os desfiles, teria que terminar reportagens. Até já havia conversado com alguns professores da faculdade, pedindo consultoria para tudo o que teria que fazer. Eles me ajudariam, claro.

A faculdade estava sendo empurrada com a barriga por mim. Eu tentava me empenhar, mas nada acabava saindo tão bem quanto eu pretendia. Minhas notas estavam na média, e eu me destacava apenas nas aulas de desenho. Meus modelos não eram ruins, pelo contrário. Meus modelos eram ótimos, e eu admitia que boa parte disso fosse responsabilidade de Tracy. Ela me incentivava, pagava cursos caros, forçava-me a ser melhor. Eu agradeço isso a ela.

  - Prontinho. - Margô suspirou, adentrando minha sala. - Desculpe, eu tive que levar essas revistas a todos da empresa e sabe como é quando estou só eu.

Margô era extremamente eficiente, e além de minha secretária, também cuidava de boa parte de todo o setor de encomendas e secretariado tudo. Era uma loucura.

  - Eu tenho coisas para resolver depois do almoço, e não poderei vir. Você pode desmarcar minhas reuniões.

  - Anne, uma delas é realmente importante para nós. - alertou-me e eu suspirei.

  - Edgar, ele está na empresa? - Edgar era um dos filhos mais novos do dono. Aquele homem fazia filhos a rodo. Acho que tinha seis, mas podiam ser oito.

   - Ele está, mas o que... Ah, não! Você não vai...

  - Ah, vou. Vou sim. O mande em meu lugar.

  - Mas, ele é um total inexperiente. A senhora sabe que Edgar não irá saber como resolver nada.

  - E é por isso que você irá com ele. - Pisquei.

  - Não! Mas...

  - Sem poréns, por favor! Não há uma pessoa que conheça as coisas tão afundo quanto você. - ela parecia aterrorizada. - Margô, por favor. Essa será a sua chance.

  - Oh, meu Deus!

Ri, enquanto ela saía da minha sala e voltei minha atenção às revistas.

 

  - Boa sorte, e qualquer coisa me ligue. - falei para Margô, que ainda tinha aquela expressão assombrada no rosto, e segui para o elevador.

Eu havia pego carona com Justin hoje de manhã, portanto estava sem carro. Aproveitei que estava sozinha no elevador para checar como eu estava. A manhã fora um pouco corrida. Algumas reuniões e parte delas não muito proveitosas. Eu estava um pouco corada, mas minha pele estava ótima. Eu suspeitava que Justin fosse a causa. Eu estava tão feliz e relaxada, e dormia tão bem em seus braços. Pesquei um batom vermelho rapidamente de um dos bolsos da minha bolsa e o retoquei, ajeitando o cabelo em seguida. Eu estava ótima.

Em segundos o elevador abriu no hall de entrada e eu saí, dando tchau a algumas pessoas, e seguindo para a agitada calçada. O tempo em Nova York estava frio. O inverno já havia chego, no entanto, apenas um vento gélido beijava meu rosto, deixando-me ainda mais corada. Logo nevaria.

  - Senhorita Winks. - chamaram-me e eu me virei automaticamente, vendo Duncan parado no meio fio, encostado ao carro.

  - Duncan? - cruzei os braços, seguindo para ele. - O que faz aqui?

  - Estou a sua disposição, senhora.

  - Justin te mandou ficar aqui?

  - Sim, senhora.

  - Deus, você deve estar morrendo de frio.

  - Não se preocupe, senhora. Vai para algum lugar?

  - Eu ia pegar um táxi... Justin não irá precisar de você?

  - Não, senhora.

  - Tudo bem. Você poderia me levar ao Mount Sinai?

  - Claro. - assentiu. - Por favor. - ele abriu a porta para que eu entrasse e eu agradeci, entrando.

Ali dentro estava quentinho, senti vontade de até suspirar de tão aconchegante que aquele carro era. Duncan deu partida, entrando no trânsito caótico e barulhento. Encostei-me contra o banco de couro e aproveitei o tempo da viajem para relaxar um pouco. O percurso até o hospital era rápido, e em minutos Duncan estava me deixando de frente ao mesmo.

  - Obrigada.

  - Estarei lhe esperando aqui.

Assenti, sabendo que não adiantaria falar que eu voltaria de táxi. Segui rapidamente para dentro do enorme e imponente hospital, e fui direto para a recepção.

  - Boa Tarde. - murmurei, esfregando minhas mãos levemente uma na outra. - Eu gostaria de conversar com o Doutor Marcus Terrence.

  - Ele está no Centro de Pesquisas, senhorita.

  - Aquele prédio? - apontei o prédio que se erguia pelo vidro lá fora.

  - Isso mesmo.

  - Muito obrigada.

Andei rapidamente para o outro prédio e parei novamente na recepção.

  - Por favor, o doutor Marcus Terrence. É importante.

  - Você é a Anne, não é? Namorada do doutor?

  - Bom, não mais. - sorri sem graça.

  - Claro, desculpe-me. - balancei a cabeça, indicando que aquilo não foi nada. - Siga por esse corredor, à esquerda.

  - Obrigada.

Segui por onde ela mandou e não demorou nada para que eu pudesse ver Marcus por um vidro. Ele estava em uma sala de laboratório, rodeado de jovens, e vestido com apetrechos médicos. Ele parecia concentrado. Mordi o lábio, sem saber ainda o que falaria. Eu só precisava me desculpar. Fiquei ali alguns minutos, sem saber como agir ou chamar a atenção dele. Optei por dar algumas batidinhas no vidro. Assim que o fiz, todos ali olharam para mim, e Marcus arregalou levemente os olhos. Acenei, sorrindo sem graça e o mesmo respirou fundo. Após dizer algo para as pessoas, ele contornou a sala e saiu vindo até mim.

  - O que faz aqui? - perguntou, olhando-me de cima a baixo. Ele me odiava.

  - Eu precisava conversar com você, Marcus. - murmurei, abraçando meu corpo. O olhar dele era mais frio do que o vento gélido lá fora.

  - Anne, eu não quero ouvir suas explicações. Estou no meio de algo importante. - falou grosso, a voz firme.

  - Eu queria te pedir desculpas. Eu sei que o que fiz não foi... Certo.

  - Aquilo não me importa, tudo bem? Você o escolheu.

  - Você é maravilhoso, Marcus, e eu te adoro, mas você sabe que eu sempre o amei. Justin é o homem da minha vida. - expliquei. - Eu sinto muito por tê-lo deixado sem uma explicação, ao menos. Foi tudo tão... Repentino.

  - Você o ama, tudo bem... Eu não me importo. - repetiu e eu assenti.

  - Tudo bem. Eu só queria pedir desculpas. O que tivemos foi especial para mim e eu me importo. - murmurei.

  - Foi tão especial que você optou por quem lhe deixou, do que a mim. - debochou, cheio de veneno.

  - Ele teve os motivos dele. E eu também tive os meus para o aceitar de volta.

  - Claro que teve. - riu. - Imagino que foram muito convincentes. - franzi o cenho, tentando identificar se o sarcasmo e a sugestividade vinha apenas da minha mente.

  - O que está querendo dizer com isso?

  - Por favor, Anne. O cara é milionário.

  - Você... Está dizendo que estou com ele por dinheiro? Uau, eu achei que você me conhecia melhor do que isso. - falei irritada, ajeitando minha postura.

Antes que ele falasse alguma coisa, meu celular tocou. Ele estava em minha mão, e a foto de Justin sorrindo apareceu na tela. Marcus riu debochado e eu bufei, atendendo.

  - Oi.

  - Anne, está tudo bem?

  - Sim, está. - franzi o cenho. - Por quê?

  - Duncan disse que havia ido a um hospital.

  - Está tudo bem, não é nada. Já estou indo embora. - murmurei, olhando para Marcus. Meus pedidos de desculpas não adiantariam ali. Ele estava magoado, e não me queria ali.

  - Vamos almoçar, Okay?

  - Eu ainda tenho uma coisa para resolver. Te ligo depois. - murmurei, desligando o celular. - Eu já vou indo. Vejo que você não precisa das minhas desculpas.

  - É, não preciso mesmo. Agora, se não se importa, tenho mais o que fazer.

Ele me deixou ali parada, voltando para sala sem nem mesmo olhar para mim novamente. Bufei, frustrada que a minha visita não tenha surtido o efeito que eu desejava, e voltei pelo caminho que vim. Em minha mente, tudo daria certo. Mas, ele me odiava agora. Ele e minha mãe. Ela devia querer me matar agora. Nem me ver pintada, com certeza. Eu era uma idiota. Estragava tudo.

  - Anne. - levantei a cabeça e Justin estava ali, materializado na minha frente, encostado no carro ao lado de Duncan. - Está tudo bem mesmo, amor?

  - O que... O que faz aqui?

  - Você desligou na minha cara, eu precisava saber o que estava acontecendo. Trabalho há um quarteirão, se lembra? - aproximou-se de mim, no entanto, eu esquivei. - O que aconteceu? O que veio fazer aqui?

  - Justin, sabe o espaço? Nós precisamos dele. E o ar? Olha só, nós também precisamos dele. Para de ficar em cima! - falei irritada.

Ele não me deixava respirar, era um maluco por controle. Eu não estava acostumada com aquilo.

  - Desculpe por me preocupar. Mas agora já sei que você adora vir dar voltas num hospital, não é mesmo? Vai querer se internar uma noite aqui também, só para diferenciar um pouco?

  - Para de ser louco! Eu vim resolver coisas pessoais, e já ia voltar.

  - Coisas pessoais? Eu sou o louco? Por favor!

Bufei, o deixando falar sozinho e acenei para um táxi, entrando rapidamente no mesmo. Não deu tempo de ele me alcançar, eu apenas me joguei no banco de trás e pedi para que o taxista seguisse. Eu entendia Justin, mas também me irritava. Era ruim ter alguém em cima de você o tempo todo. Eu não era acostumada com isso, e ele não era assim antigamente.

  - Para onde, senhora? - o taxista perguntou-me, olhando pelo retrovisor.

  - Hã... Sabe onde fica o ateliê de Tracy Winks?

  - Claro, para lá?

  - Sim, por favor.

Ele assentiu. Eu me encostei ao banco e, mais uma vez, a curta viajem me serviu para pensar. Minha mente estava totalmente cheia e perdida. Eu precisava falar com Tracy, mas também não sabia o que falar. Eu desejava que não fosse tão desastroso quanto foi com Marcus, mas era Tracy Winks, não havia como não ser desastroso. O estranho era que ela ainda não havia vindo me procurar, e com as fotos já publicadas... Eu não acreditava que ela estivesse tão calma.

  - Senhora. - o homem chamou minha atenção, mostrando-me que estávamos de frente ao ateliê.

  - Obrigado. - murmurei, entregando dinheiro a ele.

Sai para o ar frio do mês de Dezembro de Nova York e segui para o ateliê. Ele estava lotado de turistas e de mulheres ricas atrás de modelos novos para algum evento. Com custo cheguei a recepção e Greta continuava ali, ela trabalhava há anos com minha mãe.

  - Anne! - exclamou feliz, levantando de sua cadeira e se esticando por cima do balcão de vidro para me abraçar. - Que saudades, menina!

  - Isso está lotado, meu Deus!

  - Não é?

  - Minha mãe está ai?

  - Oh, você não sabe? Ela está na Irlanda. Partiu ontem de madrugada.

  - Irlanda?

  - Um novo negociante, eu não sei ao certo. Quem cuidou de tudo foi seu tio, Gerard.

  - Gerard... Como ele age? Tem vindo muito aqui?

  - Ele está sendo ótimo com a sua mãe. Depois que ela ficou solteira... Bem, não está nada legal. E ele está ajudando-a com tudo. - meu coração se apertou. Eu me encontrava com ela, mas eu dificilmente conseguia saber exatamente o que estava acontecendo com ela. - Desculpe tocar nesse assunto. Vi que você está noiva... Dele. - parecia receosa ao tocar no assunto, no entanto, muito curiosa. Ela queria detalhes e eu não podia falar daquilo. Ninguém precisava saber que eu traia minha mãe. Ninguém sabia o nome de Jacob, nem de Mallanie, muito menos a idade deles. Ninguém saberia que Jacob fora gerado enquanto Justin e mamãe ainda estavam juntos, por mais que fosse obvio.

  - Bom, eu volto outro dia. Você pode avisar que eu passei aqui? Quando ela voltar.

  - Claro. Se quiser, seu tio está ai.

  - Gerard está aqui?

  - Sim. Quer falar com ele?

  - Não, por favor.

Eu não aguentaria ficar de frente para aquele cara. No entanto, meu plano de sair dali o mais rápido possível foi por água a baixo quando Gerard apareceu na recepção. Eu não sei o que ele fazia ali, mas eu não queria ficar frente a frente com ele. Aquele homem sempre me dava arrepios, e estar no mesmo ambiente que ele era apavorante.

  - Anne! - ele sorriu de uma maneira medonha, vindo até mim. - Os seguranças me avisarão que lhe viram passar. Que bom que veio, eu queria mesmo ter uma conversa com você.

  - Mas eu não posso. - falei rápido demais, parecendo amedrontada, e ele riu.

  - O que houve? Problema com seus filhos? - o tom de ameaça em sua voz era quase palpável. Senti meu estomago embrulhar e minha garganta fechar. Eu tinha certeza que lágrimas brilharam em meus olhos. Ele veio até mim e abraçou-me de lado. - Vamos, precisamos conversar. Tudo bem? - engoli em seco, assentindo lentamente.

Eu devia ter ido almoçar com Justin. Eu não podia ter o deixado. Como não pensei que esse cara poderia estar aqui? Mamãe me contou que ele estava ajudando-a a administrar as coisas. Eu apenas não prestara tanta atenção quanto deveria. Ele me guiou por um corredor, tirando-me do aglomerado de pessoas na sala de recepção, e fazendo-me ir para uma sala de produção. Eu já havia passado tanto por aquele lugar. Ajudara minha mãe a cria-lo junto com Jennifer. Acenei a alguns funcionários conhecidos, tentando parecer normal, e o deixei me guiar para dentro da sala da diretoria.

  - Querida Anne. - riu debochado. - Como anda a vida de uma quase casada?

  - Por que você faz tudo isso? Por que você ameaçou Justin? - perguntei, deixando algumas lagrimas escaparem por meus olhos.

  - Diferente de você, eu quero o bem de Tracy. Eu a amo.

  - Você é um doente. Não é assim que vai fazê-la feliz. Você não pode mostrar as fotos.

  - Tarde demais. - riu alto. - Felizmente, eu mandei Tracy para longe, aonde ela pudesse ficar afastada dessas picuinhas infantis. Por enquanto. Quando Tracy souber, não haverá uma pessoa nessa cidade que não estará ao seu lado. Todos saberão a pequena vadia que você é. E não irá demorar. Você precisará tomar cuidado.

  - Isso é uma ameaça? - minhas mãos tremiam.

  - Presumo que seu noivinho tenha te alertado do que sou capaz.

  - Na verdade, ele me contou que você está mais para um cão que ladra e não morde.

  - Ah, minhas cartas estão sempre prontas para serem postas à mesa. - sorriu. - E elas serão mostradas. Em breve.

Ajeitei minha bolsa mais junto do corpo, como se ela fosse me proteger, e suspirei.

  - Você é maluco. Minha mãe não pode ficar perto de você.

  - Eu sou única pessoa que realmente gosta dela, sua vadia mesquinha. - sua voz aumentou consideravelmente e eu me assustei.

  - Eu vou embora. - murmurei, buscando pela maçaneta às minhas costas.

  - Não queira magoar mais Tracy do que ela já está magoada. E se cuide, querida. - sorriu doce, como se não tivéssemos acabado de ter uma conversa cheia de ameaças e agressividade.

Fechei a porta, bloqueando a visão perturbadora dele sorrindo docemente para mim. Respirei fundo, o ar mais leve do lado de fora daquela sala. Sentia as lagrimas descerem por meu rosto, e meu corpo tremia. Eu temia por meus filhos agora. E temia por Justin.

Justin.

Eu havia sido uma megera com ele. Agora eu o entendia. Justin talvez tivesse medo do que poderiam nos fazer. Gerard era maluco, e precisava estar internado em uma clinica. Puxei meu celular, ainda do corredor, escondida dos olhos de outras pessoas, mas correndo o risco de ser vista por meu tio novamente. Disquei o numero de Justin com as mãos tremulas, e em questão de segundos ele me atendeu, sua voz exalando preocupação.

  - Anne, onde você está?

  - Vem me buscar? - pedi, chorando ainda mais ao ouvir sua voz.

  - O que houve? Aonde você está?

  - No ateliê da minha mãe. Por favor, venha o mais rápido possível. - pedi e o ouvi falar com alguém, Duncan provavelmente.

  - Estou chegando. - falou e eu assenti, mesmo sabendo que ele não poderia ver.

Justin não falhou, em minutos estava do lado de fora do ateliê. Joguei-me para dentro do carro, tentando chamar o mínimo de atenção possível por meu desespero, mas não pude. O que eu mais queria era abraçar Justin e contar tudo o que aconteceu. Ele precisava saber que Gerard era ainda mais maluco do que ele pensava, e que agora ameaçava nossos filhos. Ele precisava nos proteger.

  - Calma, anjo. Tudo vai ficar bem. - sussurrou, beijando o topo da minha cabeça, enquanto Duncan arrancava com o carro. - O que houve?

  - Eu o vi, Justin. Gerard estava aqui. - murmurei assustada. - Ele disse para termos cuidado. Ele vai fazer alguma coisa com nossos filhos, Justin. Alguma coisa vai acontecer por esses dias. Ele disse que tem cartas nas mangas a serem jogadas.

  - O que ele fazia ali? Melhor, o que você fazia ali? - Justin parecia tentar se controlar por ver meu estado caótico.

  - Eu precisava falar com a minha mãe antes que mais que notas saíssem na mídia. E quando fotos nossos e das crianças se espalharem? Como acha que ela vai reagir? Porém, Gerard a enviou para a Irlanda. Ele está esperando algo maior acontecer para que ela fique sabendo. Ele me disse que todos dessa cidade ficarão sabendo o que eu fiz.

  - O que nós fizemos. Você não fez nada sozinha, Anne.

  - Desculpe por antes. Lá no hospital. Eu estava irritada comigo mesma e descontei em você. Você só não era assim antes, mas agora eu entendo o porquê de você querer saber de tudo, o tempo todo.

  - Adiantou alguma coisa você ir atrás daquele doutorzinho filho de uma...

  - Okay! - o interrompi. - Não vou perguntar como sabe que fui ver ele. E não, não adiantou. Ele me odeia.

  - Ninguém te odeia, Anne Marie.

  - Ah, logo terei uma lista, querido.

  - Você não devia ter ido até o hospital. Nem até o ateliê. Gerard é... Incompreensível.

  - Você precisava ver o modo como ele agiu. Ele é um sociopata. Ao mesmo tempo em que me xingou, agiu como um tiú doce e preocupado. Ele sorria feliz, como se nada tivesse acontecido. Ele agia de maneira neutra.

  - Ele é um canalha, isso sim. Eu prometo, nada chegara perto de vocês.

  - Ele pode tentar alguma coisa, Justin.

  - Eu prometo, Anne. Nada vai nos acontecer.

 


Notas Finais


Ei! Eu espero que tenham gostado do capitulo. Demorou, mas saiu!
Os próximos serão mais agitadinhos, e vão sair logo logo, talvez na terça, ou antes... Vai depender dos comentários e do que vocês estão achando.
Como eu disse em Common Denominator, eu preciso agradecer a todos vocês que estão se mantendo fieis a mim e a fic. Eu sou muito grata mesmo. Grata às pessoas que me mandam mensagens no Instagram, no whatsapp, Facebook e twitter. Grata às pessoas que me "perseguem" atrás de um novo capitulo. Eu sou grata a cada uma de vocês. E esse capitulo (assim como o de Common Denominator) é dedicado a vocês, pessoas que se dedicam e que se mantêm fiel. Amo vocês, obrigada,

PS.: Alguém de vocês sabe aonde posso baixar um Photoshop decente? O meu bugou e eu baixei um piores ainda. Quem puder me ajudar, eu agradeço.

Em fim, acho que é isso. Ah, e eu queria deixar aqui o meu FELIZ ANIVERSÁRIO PARA A PESSOA MAIS IMPORTANTE DA MINHA VIDA. Meu menino está crescendo :'D (limpando a lagriminha de orgulho e saudades) e boa noite minhas meninas(os).


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