História Forbidden Love | Malec (HIATO) - Capítulo 19


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Categorias Os Instrumentos Mortais
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Lady Camille Belcourt, Magnus Bane, Meliorn, Robert Lightwood, Simon Lewis
Tags Alec Lightwood, Camille Belcourt, Isabelle Lightwood, Magnus Bane, Malec, Meliorn, Simon Lewis, Sizzy
Visualizações 383
Palavras 1.621
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 19 - Lake



Abriu os olhos lentamente, apenas para fechá-los novamente.

Encarou as vigas no teto, piscando algumas vezes para se acostumar com a claridade que começava a tomar conta do quarto. Bocejou silenciosamente e olhou para o lado, dando de cara com Magnus, que ainda dormia. Sorriu involuntariamente, jogando a coberta sobre o corpo do feiticeiro.

Bane estava sem camisa, o que atraiu a atenção de Alec, e por alguns minutos, permitiu-se admirar Magnus ali, dormindo calmamente. Uma de suas pernas estava por cima das de Alec, o fazendo sorrir.

Seus lábios ainda sentiam o toque intenso de Magnus da noite passada. Sentia se extasiado pelo contato que tiveram, a forma como tudo começara com um ar inocente e terminara em um campo dominado pela malícia. Havia pedido aos deuses e recebera a oportunidade de poder alimentar o desejo que já o consumia a algumas semanas.

Olhou para o rosto do rapaz ao lado, que respirava serenamente, como uma criança em sono profundo.

Havia sido maravilhoso beijá-lo, mas agora sentia medo de tudo ter sido um sonho e Magnus ao seu lado alguma miragem.

E se ele abrir os olhos e se der conta de que dormimos na mesma cama? Alec esperava que isso não acontecesse.

Será que ele se lembrará da noite passada? Desejava que Magnus não se lembrasse, seria melhor para ambos, mas no fundo, grande parte dele queria que sim. Queria que Magnus se lembrasse de tudo, da forma como se beijaram, da forma como seus corpos responderam ao toque um do outro.

O feiticeiro resmungou alguma coisa, deixando Alec em alerta. Ele não estava sonhando, era real.

A noite passada havia de fato acontecido.

Fechou os olhos, sentindo o rapaz ao seu lado pousar uma de suas mãos em seu peito.

Ele gostava, não podia negar. Mas como seria quando Magnus acordasse? Voltariam a ser aquelas pessoas estranhas que mal falavam uma com a outra?

Temia que sim, mas no momento não queria pensar no depois, tudo que queria era aproveitar o agora. Respirou fundo, soltando o ar pesado de preocupação, inalando o cheiro amadeirado do cômodo.

O quarto era aconchegante e cheiroso. O cheiro de Bane. Um cheiro peculiarmente bom, agradável. O feiticeiro  lhe era agradável. E só se dera conta e aceitara o sentimento, após tê-lo beijado, os lábios de Bane fizeram com que abrisse os olhos para o que acontecia dentro de si.

Estava apaixonado por Magnus.

Sabia que sim, porque toda vez que se banhava, seus pensamentos o levavam ao corpo do feiticeiro, as costas esguias, o quadril afeminado que o deixava excitado. Sabia que não devia pensar nele dessa forma, mas era inevitável. Desde o primeiro dia, seus pensamentos começavam com Magnus e terminavam em Bane.

Talvez estivesse enfeitiçado.

Sua mão acariciava a de Magnus, saboreando o sentimento bom que sentia tocando sua pele.

Lembrou se de que na madrugada - não sabia que horas eram-, Magnus despertara gritando, lhe abraçando, como se sentisse medo, como se precisasse se agarrar a algo para que ficasse bem. Por impulso abraçou o rapaz, sequer pensara duas vezes.

Gostava de como o corpo quente de Magnus tocava o seu, causando arrepios.

Talvez aquela fosse a melhor noite que tivera em toda sua vida.

Mas teria de esconder todos esses sentimentos. Não sabia o que o feiticeiro sentia por ele, então esperaria o momento certo, manteria todos os sentimentos em segredo.

Pousou as orbes azuis sobre o rosto delicado de Bane, se forçando a não beijá-lo.

Desejava permanecer deitado ao lado de Magnus por horas, seria prazeroso, mas o rapaz poderia acordar a qualquer momento e não queria estar ali quando ele despertasse.

Com calma - e contra sua vontade - se levantou e foi até o banheiro lavar o rosto.

Não havia percebido, mas não vestia suas calças, estava apenas de cueca.

Não lembrava quando havia tirado ou se ao menos fora ele quem a tirara. Talvez houvesse tirado quando estava beijando Magnus, mas não podia confirmar, estava totalmente imerso na bolha de desejo que se formara quando seus lábios tocaram os de Bane.

Secou seu rosto e voltou a procura de suas calças.

Depois de uma breve busca pelo quarto, a encontrou jogada próxima a entrada do cômodo. Olho para Magnus - agora estirado pela cama - e saiu do quarto, fechando a porta lentamente, desejando não acordar o feiticeiro.

Pegou uma blusa azul e saiu da cabana.

...

Era quase meio-dia quando avistou Meliorn.

Estava com os pés imersos na água e lançando pedras no lago.

Tirou suas botas e as deixou próxima a um tronco caído coberto de musgo. Apanhou algumas pedras e foi até onde seu amigo fada estava.

Se aproximou, abraçando a cintura de Meliorn e pousou a cabeça em seu ombro. Seus longos cabelos estavam soltos, exalando um cheiro parecido com framboesa. Fechou os olhos e inalou o odor frutífero.

Adorava abraçar Meliorn, sentia se mais próximo e confortável do garoto da floresta, nem sequer se lembrava do desconforto que sentia antigamente.

Sem contar no quanto Meliorn o lembrava Jace.

Por um momento, a saudade o invadiu, junto com a vontade de chorar. Mas não podia, sabia que Jace não gostaria de vê-lo chorando. Ainda mais por ele.

Contou até dez e engoliu o sentimento ruim que estava emperrado em sua garganta.

- Parece que alguém dormiu com um vampiro - disparou Meliorn com ar malicioso.

- O quê? - Alec franziu a testa confuso, desvencilhando os braços de cintura do rapaz.

- Me conta. Como é passar a noite com um filho da noite? - perguntou deixando Alec mais confuso.

- Azulão... Do que está falando? - encarou seriamente Meliorn, que ria.

- Estou falando disso - apontou para o pescoço de Alec, onde algumas marcas roxas e vermelhas cobriam o pele do garoto - Eu não sabia que você gostava de ser marcado.

Alec enrubesceu rapidamente, balbuciava, incapaz de argumentar ou inventar alguma desculpa para o amigo.

- Ah.. Isso... N-não foi um... Vampiro.

- Foram dois? - perguntou com sarcasmo.

- Não seu idiota.

- Então quantos foram? - Meliorn estava mesmo se esforçando para saber como as manchas surgiram no pescoço do amigo.

- Eu... caí - Alec sempre soube que era um péssimo mentiroso, mas naquele momento havia se superado.

Meliorn o encarava como se esperasse uma resposta convincente, mas tudo que Alec fazia era morder os lábios. Para alguém que não queria parecer nervoso estava piscando rápido demais, sua testa transpirava e não parava de passar as pedras de uma mão para a outra.

Meliorn estava prestes a falar quando Alec disparou frenético.

- Magnus estava bêbado, ele caiu, fomos para a cama e nos beijamos.

Parou os olhos sobre o amigo, que demonstrou surpresa de imediato.

Esperava uma reação negativa, mas tudo que Meliorn fez foi gargalhar. Alec o encarava sem entender.

Por que esse idiota está rindo? Será que ele comeu algum cogumelo de novo?

Uma vez Meliorn colhera alguns cogumelos, até mesmo os que não eram comestíveis, resultando numa tarde de alucinações psicodélicas e risadas que eram ouvidas pela floresta inteira. Desde então, jamais aceitara algo que Meliorn o oferecia.

Alec o encarava com ar desconfortável.

- Você é um péssimo mentiroso.

- Jace sempre dizia isso - sussurrou pra si mesmo.

- Você não vai mesmo me dizer quem fez isso em você, não é? - Alec olhou para cima - onde algumas aves construíam seus ninhos -, ignorando a pergunta de Meliorn.

Não sabia se deveria contar a verdade, Magnus poderia ficar irritado e o expulsar da cabana, e certamente não queria que isso acontecesse.

- Digamos que eu não possa te contar quem foi. Pelo menos por enquanto.

- E se eu disser que sei quem foi? Você não estaria me contando, certo?

Alec arqueou as sobrancelhas apreensivo.

- O cheiro dele está impregnado em você - Alec enrubesceu fortemente - Assim como sei que você está apaixonado por ele. Eu sinto.

- Eu não estou apaixonado pelo Magnus! - se arrependeu logo que disse, porque Meliorn sorria maliciosamente - Nós só nos beijamos.

Engoliu a saliva tentando disfarçar o nervosismo.

- Quer dizer que você e o Magnus ficam se beijando o dia inteiro naquela velha cabana?

- Isso só aconteceu uma vez.

- E você já está todo bobo por ele? - questionou Meliorn.

Alec lançou uma pedra no lago, afundando assim que bateu duas vezes na superfície líquida.

- Já faz algum tempo que eu gosto dele. Mas só nos beijamos ontem a noite e isso só aconteceu porque ele estava bêbado.

- Quer dizer que você se aproveitou dele, ham? - Alec riu em resposta.

Precisava contar o que estava acontecendo para alguém.

Passaram a tarde conversando sobre o que Alec faria em relação aos seus sentimentos por Magnus. Meliorn sempre que podia, o constrangia com assuntos indevidos que envolviam Bane.

Também contou sobre os sonhos que tivera com Isabelle, e o quanto o machucava não tê-la ali. Sentiu o amigo se retrair, que o fez mudar de assunto perguntando o que sua irmã diria sobre Magnus.

Sabia que Izzy diria para agarrar Bane como um filhote de gato e enchê-lo de beijos e jamais soltá-lo. Caso ele não o fizesse, ela o obrigaria.

Após mencionar Izzy, sentiu se triste e um o som de suas vozes foram substituídas pelo som das folhas balançando com o vento.

Seus pés estavam enrugados pelas horas que passaram dentro do lago, estava cansado e sua cabeça doía. Se aproximou do amigo e o abraçou.

- Obrigado por me ouvir Azulão - foi tudo que conseguiu dizer, a vontade de chorar ainda estava em sua garganta, não conseguia olhar para Meliorn sem lembrar de Jace.

Lentamente se virou, voltando ao tronco caído e calçou suas botas, logo seguindo o caminho de volta.

- Se você soubesse o que os ventos andam dizendo meu amigo - disse Meliorn, mas Alec já estava afastado a ponto de não conseguir escutá-lo.

Quando chegava à cabana, o sol já escondia seus raios sob as nuvens.

Sentia que as coisas estavam embaraçadas, mas mesmo assim se forçava a pensar que tudo voltaria a ficar bem.

E como sempre, Alec não fazia ideia do que estava prestes a descobrir.


Notas Finais


Vocês acharam que eu tinha morrido né? dlakdlajsk

Alec admirando o Magnus melhor religião szsz


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