História Forbidden Love | Malec - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias Os Instrumentos Mortais
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Isabelle Lightwood, Lady Camille Belcourt, Magnus Bane, Meliorn, Robert Lightwood
Tags Alec Lightwood, Camille Belcourt, Isabelle Lightwood, Magnus Bane, Malec, Meliorn, Simon Lewis, Tmi
Exibições 133
Palavras 1.372
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


HIEEEEEE que saudade de vocês!
Não pensem que esqueci ou abandonei a fic, estão muito enganadas, estou mais do que focado e terminar AGORA VAI.
Enfim, lá em baixo eu falo com vocês, boa leitura <3

Capítulo 19 - Drunk


O dia mal havia começado e tudo parecia estar dando errado.

Alec estava andando pelo bosque sozinho. Usava uma blusa que Magnus o emprestara para se proteger do vento frio de outono que havia chegado, trazendo más lembranças ao garoto.

Dormira pouca horas por conta dos pesadelos e pelo frio que entrava pelas frestas e brechas da cabana.

Sonhara com Isabelle a noite inteira.

Tudo que fazia era gritar por socorro, implorando para que Alec retornasse ao reino e a livrasse das mãos de Camille. Porém, não parecia ter sido um sonho, para o garoto tudo parecia ter sido real, da mesma forma quando sonhara com Magnus.

Despertara todas as vezes com lágrimas nos olhos. Lembrar de sua amada irmã, agora morta, o fazia chorar. Sempre pensava que podia ter ajudado a salvá-la se tivesse dado ouvidos quando Isabelle insistiu dizendo que Camille era perigosa.

Agora era tarde demais, até mesmo para sentir arrependimento.

Uma chuva fraca caía logo se transformando em garoa, fazendo com que Alec sentisse frio por conta da roupa molhada. Ainda indeciso entre continuar andando pela floresta ou ir para a cabana, fechou os olhos e respirou fundo tentando se livrar dos pensamentos culposos e depressivos que o rondavam.

Quando acordara na cabana de Magnus, logo após ter sido envenenado e quase ter morrido, havia dito para si mesmo que faria dessa nova oportunidade, uma nova vida, melhor e feliz. Ou pelo menos tentaria.

A garoa ainda continuava e sem que se desse conta, seus pés estavam caminhando em direção a cabana.

Logo que chegou, correu para tomar um banho quente. Banhara se e logo em seguida se vestiu, ainda tremendo por conta da corrente de ar frio que invadia a velha cabana.

Preparou uma xícara de chá e se sentou no sofá onde dormia. Adorava tomar chá. E só descobrira isso, ali, na floresta com ele.

Magnus.

Tinha sentimentos estranhos pelo feiticeiro, não sabia como os definir, assim como sua relação com Magnus.

Eram amigos?

Após a "conversa" que tiveram em frente a lareira, na noite em que Alec "salvara" o feiticeiro, as coisas estavam estranhamente confusas. Não saberia dizer se era por conta do feiticeiro se sentir vulnerável à ele ou se era pelo ocorrido do outro dia.

Desde então,  Alec se pegava pensando naquela cena, que também o lembrava da vez em que se tocara pensando em Magnus. Toda vez que lembrava de ambas ocasiões, ficava corado. Talvez levasse tempo, para que descobrisse o que havia entre ele e o feiticeiro, mas pedia aos deuses que não demorassem para que fosse respondido.

A garoa cessara e o sol começava a dar sinal, iluminando os galhos recém molhados.

Deixou a xícara na mesinha que havia ao lado do sofá e deitou, observando a lareira.

...

Não soubera quando, mas havia cochilado e agora fazia frio. Seus pés estavam gelados assim como suas mãos, levantou se rapidamente para acender a lareira que já havia apagado e  se enrolou na velha manta.

Estava tão concentrado em se aquecer, que não percebera que havia anoitecido, só se dera conta, quando Magnus abrira a porta desengonçadamente. Alec olhou rapidamente para a silhueta do rapaz à porta e viu que Magnus estava um tanto estranho.

Magnus é estranho, pensou.

Mas havia algo errado com o feiticeiro, caminhava com dificuldade, cambaleando até onde Alec estava. Mas só quando o rapaz sentou se ao seu lado descobriu o porque do zigue-zague. Magnus estava bêbado. Muito bêbado, porque estava rindo sem motivo algum.

- Magnus você está bem? - esperava que o feiticeiro fosse ríspido, mas Magnus começou a rir mais ainda quando ouvira a pergunta.

Alec não esperava que Magnus o respondesse, estava muito bêbado para poder conversar.

Era o que Alec pensava.

- Bem? - disse calmo - Bem.

- Ok - Alec disse baixinho, observando o fogo na lareira.

Durante alguns minutos, o único som que percorria na cabana era o crepitar que vinha da lenha na lareira, até que a voz embriagada de Magnus se fez ouvir lentamente.

- Você já beijou alguém?

Alec arregalou os olhos e os pousou no feiticeiro. Magnus sabia a resposta, sabia que sim, Alec já havia beijado alguém. Por conta disso, quase morrera.

Lembrou se de quando se embebedou com Meliorn e o beijou. Mas não contara a ninguém e assim permaneceria.

- Vai me responder Alexander? Ou o gato comeu sua língua? - intimidou Magnus com um tom sarcástico.

- Sim - respondeu desconfortável - Eu já beijei.

Novamente o silêncio caiu sobre eles, mas dessa vez Magnus não permaneceu ao lado de Alec, tentava - sem sucesso algum - levantar, quando o fez, seguiu para o quarto esbarrando nos talismãs pendurados pela cabana e nas paredes. Alec sabia que Magnus acabaria se machucando, então levantou indo ao encontro do feiticeiro, que jazia tombado na entrada do quarto.

Tomou Magnus nos braços e o deitou delicadamente na cama, tirando seus sapatos e sua camisa manchada de vinho.

Alec olhou para o feiticeiro desacordado e por um momento pensou o quanto Magnus era atraente. Muito atraente.

O corpo esguio do rapaz possuía um toque feminino que lhe deixava um tanto excitado. Sabia que não devia sentir esse tipo de desejo por Magnus, mas também sabia que não podia impedir de pensar.

Todos seus pensamentos sumiram quando ouviu o feiticeiro tossir.

Jogou um cobertor em Magnus e se virou para sair do quarto quando ouviu o rapaz lhe chamar num sussurro.

- Alexander?

- Você está bem Magnus? - talvez a queda lhe deixasse com dores.

- Pode vir aqui? Tenho uma coisa para perguntar.

Alec se perguntava o que Magnus estava pensando em perguntar quando se aproximou da cama.

- Pode perguntar.

- Abaixe se, ninguém mais pode ouvir.

Olhou pelo cômodo para conferir se não havia outra pessoa ali, Magnus está bêbado, lembrou. Inseguro e confuso, Alec se agachou ao lado da cama e encarou o feiticeiro, que cheirava a vinho.

Magnus o encarou, os olhos de gato brilhando no quarto escuro.

- Posso lhe... beijar?

Alec podia jurar que o que acabara de sair dos lábios do feiticeiro, haviam sido palavras criadas pela sua mente confusa, mas era real. Muito real.

Alec só se dera conta da realidade, quando sentiu os lábios de Magnus tocando os seus suavemente e logo se afastou.

Permaneceu imóvel, em choque.

Magnus o havia beijado. Havia beijado Magnus.

Não sabia como reagir.

- Alexander... Eu achava que era mais interessante - resmungou o feiticeiro, o encarando - Se é realmente assim, eu não quero mais beijar ninguém.

Magnus havia virado para o outro lado enquanto Alec permanecia no mesmo lugar.

Sua mão pousou no braço do feiticeiro o virando de volta, não sabia o que estava fazendo, apenas sabia que precisava fazer.
Os olhos felinos o encaravam e se fecharam assim que Alec juntou seus lábios.

Despertava em si algo feroz, algo que gritava dentro de seu corpo para tocar Magnus e fora o que fizera. Subiu na cama, ficando ao lado de Magnus, mas num impulso repentino, suas posições estavam trocadas e o feiticeiro estava sentado em seu colo, ainda o beijando. 
Alec nunca havia sentindo aquilo, um desejo que ardia, implorando pelo contanto de seu corpo com o de Magnus, suas línguas se enroscando, suas mãos passeando pelas costas do feiticeiro, suas ereções tocando uma a outra sem pudor, aumentando ainda mais o desejo.

Magnus beijava seu pescoço, voltando para seus lábios, que persistiam em se libertar apenas quando precisava respirar.
Sentia vontade de tomar Magnus ali, naquela noite, mas sabia que não era certo. Magnus estava bêbado. Se desvencilhou do contato do feiticeiro e respirou fundo, olhando para o teto escuro da cabana.

Magnus deitou se ao seu lado, colocando o braço em volta de Alec, sussurrando "boa noite" para o garoto.

O que acabara de acontecer? Havia beijado Magnus, fervorosamente. E por mais que não quisesse pensar, ele gostara de ter beijado o feiticeiro.

Se antes havia uma dúvida do que sentia por Magnus, agora haviam milhares.

Eram amantes?

Olhou para o lado e se deparou com um Magnus desacordado, respirando levemente.

Alec não tinha ideia do que havia entre ele e Magnus, mas agora tinha certeza de uma coisa: não eram amigos.


Notas Finais


UAU quem diria néan? ADORO

Então amores, eu não tinha planos de atualizar agora, mas já faz bastante tempo que eu não atualizo, então era o mínimo que eu podia fazer.

Até a próxima, beijos de luz ♡


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