História Forbidden Spell: Existence Swap - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias High School DxD, Rosario + Vampire
Visualizações 50
Palavras 4.404
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Ecchi, Ficção Científica, Harem, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Seinen, Shounen, Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Só tenho a dizer que os videojogos e a preguiça me impediram de trazer esse capítulo mais rápido, o que é padrão. Mas enfim, espero que gostem, boa leitura.

Capítulo 2 - Apresentações


“V-você tem certeza disso? Nós acabamos de nos conhecer...”

Perguntei surpreso. Não tem nem uma hora que nos vimos e ela faz uma oferta dessas?!

“Quem precisa responder isso é você. Não tenho um pingo de dúvidas a respeito disso.”

Ela respondeu com um sorriso gentil.

“Quando Rias põe os olhos em alguém, por mais que pareça loucura, ela nunca erra.”

Disse Akeno-san com o mesmo sorriso, só que com um olhar nostálgico ao encarar Rias-san.

“Não sei ainda... ”

“Você ainda está duvidoso entre ser um demônio, não é?”

Rias-san perguntou com um sorriso sem humor.

“Também...”

Respondi enquanto coçava a parte de trás da cabeça. Acho que qualquer um ficaria temeroso se um demônio perguntasse se você fosse querer ser um também, não? Se bem que eu sou quase um tipo de monstro, então não é muito diferente... Ou é? Ultimamente tenho sofrido de uma crise de identidade crônica...

“Você também vai estar ganhando dinheiro, já que vai estar trabalhando pra mim se é o que está preocupado.”

“N-não é isso. É que...”

“Você está pensando no que sua amiga iria achar se você voltasse pra onde veio e descobrisse que é um demônio, não é?”

Ela perguntou com um sorriso discreto como se tivesse lido minha mente por completo.

“...”

“Parece que essa menina realmente é importante pra você, já que é a única coisa que você pensa a respeito...”

“Será que não tem nenhuma maneira de eu voltar pra onde eu vim?”

Perguntei angustiado. Será que Moka-san está preocupada comigo? Essa sensação de nem poder me contatar com ela é horrível...

“Eu... não sei. Estou tão confusa quanto você sobre tudo isso que aconteceu.”

Ela respondeu com a mesma expressão que eu.

“Você poderia me emprestar um telefone?”

“Você não tem um celular?”

Ela perguntou surpresa.

“Eu deveria ter?”

“Você vivia no século passado?”

Ela perguntou depois de rir brevemente.

“Eu só não vejo necessidade de ter um...”

Respondi sorrindo sem graça.

“Aqui.”

Ela estendeu a mão com um smartphone já no aplicativo pra realizar ligações. Comecei a teclar o número que eu discava sempre que quisesse contar tudo o que aconteceu comigo na escola. Alguns segundos após, alguém atendeu a ligação.

“Alô? Quem fala?”

Uma voz feminina desconhecida perguntou curiosa, provavelmente por nunca ter visto esse número antes.

“Eh... Com licença, esse número é da residência dos Aono?”

“Sinto muito querido, número errado...”

“N-não tem problemas, desculpe o incômodo...”

Eu disse enquanto encarava a tela do celular frustrado e o estendia em direção de volta à Rias-san.

“...”

Ela murmurou silenciosamente ao me ver esboçar nenhuma reação.

“Acho que esse é o aviso final que me deixa sem opções...”

Eu disse sorrindo sem graça depois de suspirar.

“Você tem certeza disso? Não é algo que tenha como reverter.”

“Certeza absoluta eu ainda não tenho... Mas creio que é a coisa certa a se fazer. Assim como você disse antes, sinto que de alguma forma estou conectado a você...”

“Então perguntarei novamente: você deseja torna-se um demônio e meu servo?”

Ainda estou meio relutante quanto à virar um demônio... Mas acho que essa é a decisão a ser feita. Não sei nem como cheguei aqui e tampouco se terei como voltar pra Youkai Academy... Só que se eu deixar essa oportunidade passar, não terei como saber disso.

“... Sim.”

“Fico contente que tenha aceitado. Espero que não se arrependa disso.”

Ela disse com um sorriso gentil.

“Sinto que eu me arrependeria se eu não aceitasse...”

Eu disse depois de coçar a bochecha.

“Enfim, tire sua camisa e sente-se ali no sofá.”

“Tudo bem.”

Após desabotoar minha camisa rapidamente, sentei-me num dos sofás que circulavam uma mesa de centro.

“Minha nossa...”

Ela murmurou atordoada.

“A-algum problema?”

Perguntei confuso.

“Nada mal.”

Akeno-san  disse com um sorriso de divertimento discreto.

“Essa cicatriz no seu tórax...”

“Ah... Longa história.”

Eu disse num tom misto de tristeza e  nostalgia ao olhar pro meu próprio corpo e ver a enorme cicatriz na forma de um ‘X’ cobrir todo meu tórax.

“... Espero que me conte posteriormente então.”

Ela disse depois de suspirar. Então ela pegou a caixa que havia mostrado pra Akeno-san antes, retirou uma peça pequena e a encostou no meu peito. Rapidamente minha pele absorveu a peça, provocando um leve aumento na minha aura, como se fosse uma espécie de ‘poder’ surgindo, porém desaparecendo rapidamente.

“Será que...?”

Ela perguntou pra si mesma temerosa. Tendo dito isso, ela começou a encostar uma peça atrás da outra assim que minha pele terminava de absorver uma, até esgotar as 8 peças que ela havia pegado, provocando um aumento permanente na minha energia dessa vez.

“O que...?”

Murmurei confuso ao sentir um poder diferente irradiar de mim. É estranho... Porém sinto-me energizado.

“Assim como meu outro servo, você também consumiu as 8 peças.”

Ela disse com um sorriso de satisfação.

“Isso é bom...?”

“Quanto mais peças alguém necessita absorver significa que mais potencial em ser poderoso essa pessoa tem, não se lembra do que eu disse antes?”

“M-mas eu sou só um humano ordinário...”

Eu disse sorrindo sem graça.

“Não mais. Agora você é um demônio e um servo do clã Gremory. Meu Peão, Aono Tsukune. Seja bem vindo!”

“C-cuide de mim, por favor!”

Eu disse ao me pôr de pé rapidamente e me curvar desajeitadamente.

“Você já deve ter ouvido o nome dela enquanto eu conversava com ela, mas permita-me apresentá-la. Essa é minha serva mais forte, minha Rainha, Himejima Akeno.”

“Prazer em conhecê-lo.”

“O prazer é meu!”

“Você está no 2º ano, Tsukune?”

Rias-san perguntou com uma mão no queixo.

“Sim, por quê?”

“Perfeito. Você irá ficar na sala que Issei estudava, a 2-B.”

“Mas eu não tenho o uniforme da escola e eu nem tomei banho hoje ainda...”

Eu disse depois de suspirar.

“Akeno pode te providenciar um uniforme enquanto toma banho num chuveiro improvisado ali nos fundos.”

“P-por que tem um chuveiro aqui?”

“Conveniência.”

“Ah...”

“Que seja, apresse-se. Podemos ter vindo um pouco mais cedo pra cá, mas a aula começará em breve. Não vai querer faltar no seu primeiro dia.”

“Entendido.”

“Ah, já ia esquecendo. Junto da matrícula na Kuoh Academy, você oficialmente também é um membro do Clube de Pesquisa sobre Ocultismo.”

Rias-san disse antes de sair.

“Mas eu nem me inscrevi nele!”

“Não se incomode com isso, é só um disfarce pra nossas atividades noturnas como demônios. Akeno, leve-o na sala assim que ele acabar de se arrumar, por favor.”

Ela disse abanando uma mão depois de rir. Então ela passou pela porta principal e seguiu pra a sala dela provavelmente.

“Sim, Rias.”

“Melhor eu adiantar minha parte também...”

///////////////////////////////////////////////////////

“Aqui é sua sala, Tsukune-kun.”

Akeno-san disse assim que chegamos na porta de uma sala, na qual o professor mal havia chegado e nos olhava. O quão popular essas garotas são?! Até chegarmos aqui, não teve um único momento em que teve um estudante silencioso, todos conversavam entre si ao meu respeito. Eu não quero essa atenção toda!

“Obrigado Akeno-san... Você estuda nessa sala também?”

Agradeci me curvando levemente.

“Não, sou do 3º, junto com Rias.”

“Ah, você é minha senpai então? Desculpe-me por meus modos antes então.”

“Não tem problema, Akeno-san está tudo bem. Você não se importa de eu te chamar de Tsukune-kun também, não é?”

“S-sem problemas.”

Assenti envergonhado.

“Você se lembra do caminho até o prédio antigo, não é?”

“Sim.”

“Ótimo então, quando acabarem as aulas retorne até lá pra seu primeiro dia no clube, além de conhecer seus outros colegas demônios.”

“Você não era a única?”

“Até depois!”

Ela disse se despedindo de costas num passo rápido pelo corredor enquanto o rabo de cavalo dela serpenteava pelo ar. Acho que ela também não quer se atrasar, já foi bondade demais por parte dela de ter me trazido aqui. Fora isso ter sido uma pergunta meio idiota... Enfim, acho que é hora de conhecer a sala que vou estudar agora. É frustrante ter que se enturmar de novo, mas não é como se eu tivesse escolha.

“Pode entrar, Tsukune-kun.”

“Entendido.”

“Classe, esse é o estudante transferido que chegou hoje, Aono Tsukune.”

“Peço pra que cuidem de mim.”

Eu disse depois de escrever meu nome no quadro e me curvar.

“Cadê seu material, Tsukune-kun?”

“Não pude providenciar ainda, cheguei aqui de madrugada ainda. A única urgência foi ter me matriculado aqui o quanto antes possível, sinto muito.”

“Sem problemas, por hoje pode acompanhar só as aulas enquanto se familiariza com o local. Pode sentar naquela carteira vazia ali, já que tivemos a notícia que um dos nossos estudantes foi fazer intercâmbio.”

O professor disse apontando pra uma carteira pouco depois do meio, próximo da janela.

“Obrigado pela compreensão.”

Eu disse me curvando mais uma vez, mas dessa vez pro professor antes de me dirigir até a cadeira. O estudante que ele deve estar falando provavelmente é o que trocou de lugar comigo... Como era o nome dele mesmo? Acho que era... Issei.

“O que você fez com Issei?!”

Um cara de cabelos escuros e óculos me perguntou sussurando alto.

“E-eu não fiz nada!”

Sussurrei de volta.

“Então você o conhece! Uma pessoa normalmente primeiro perguntaria quem é a pessoa!”

Um careca que parece ser amigo do anterior disse irritado no mesmo tom. Droga! Esses caras são mais espertos do que parecem...

“M-mas eu não o conheço!”

“Diga-nos o que você fez com ele!”

O de óculos voltou a falar, aumentando a voz  e quase levantando da cadeira.

“Parem de incomodar o novato por favor, Matsuda e Motohama.”

O professor disse num tom de autoridade fazendo-os sentar imediatamente na cadeira.

“Na saída nós iremos conversar.”

O careca disse com o canto da boca. O que eu fiz pra arranjar tanta encrenca assim?!

/////////////////////////////////////////////////////

“Pode desembuchar o que você sabe.”

O careca disse tentando parecer intimidador de pé na frente da minha carteira assim que o professor se despediu e saiu da sala.

“Eu sei de nada!”

“Issei não iria desaparecer do nada sem ao menos nos dar um tchau! E do nada, BAM! Você aparece no outro dia! Nem um pouco suspeito, não?!”

O de óculos disse parando do lado do amigo dele.

“Pare de enganação! Vai falar do jeito fácil ou do jeito difícil?!”

O careca disse puxando agressivamente a gola da minha camisa.

“Ei. Não gosto de violência, mas não vou ficar aqui parado deixando você fazer o que quiser.”

Eu disse seriamente ao me levantar, agarrando os pulsos dele e os erguendo bruscamente como se ele não tivesse nem fazendo força.

“M-meus pulsos!!”

O careca disse choramingando ao se soltar das minhas mãos.

“Matsuda! Você está bem?!”

“Você é mais forte do que aparenta...”

“D-desculpe-me, foi involuntário...”

Eu disse preocupado estendendo uma mão.

“N-não bata em mim! Eu só queria saber do meu amigo!”

O de óculos disse assustado.

“E-eu...”

“Não gaste saliva com isso novato, eles só estão frustrados por você ter acabado de chegar e já conseguiu a atenção das ‘Duas Grandes Onee-samas’ do colégio.”

Uma garota de óculos e duas tranças disse com um sorriso presunçoso.

“I-isso machuca, sabe?!”

O careca voltou a choramingar, porém aumentando o número das lágrimas.

“M-mas eu já pedi desculpas!”

“Refiro-me ao meu coração! É dura a vida de quem não é popular!!”

“Eu queria nascer de novo!”

O de óculos disse juntando as lágrimas dele com a do amigo.

 “Ah...”

Murmurei frustrado depois de suspirar.

“Realmente só nascendo de novo pra vocês deixarem de ser os pervertidos que são.”

A garota voltou a falar do mesmo jeito.

“Calada Kiryuu!”

“Você não entende o nosso sofrimento que é ser feio e não popular!”

“Eu só queria uma namorada!”

“Não se junte a eles ou vai acabar sendo manchado também.”

Ela voltou a dizer fingindo ignorá-los.

“Nós ouvimos isso!”

Ambos gritaram choramingando pesado.

“Mas eles parecem ser legais... Acho que eles só gostavam bastante do amigo.”

Eu disse sorrindo sem graça.

“Você é um cara legal, te julguei mal!”

O de óculos disse agarrando a gola da minha camisa ao me puxar.

“E-ei!”

“Seja nosso amigo então!”

O careca disse acompanhando o amigo do mesmo jeito.

“E-eu serei, mas me soltem!”

Eu disse incomodado. Q-que malucos!!

“T-tudo bem...”

Ambos disseram fungando e enxugando as lágrimas.

“Que tal nós apresentarmos a escola pra você?”

Disse o careca se encostando meu ombro com um sorriso malicioso como se o que acabara de acontecer nunca houvesse existido.

“Ah, e a propósito meu nome é Matsuda.”

“E eu sou Motohama.”

O de óculos vulgo Motohama se apresentou assim que Matsuda terminou de falar.

“E-eu aceitaria, mas tenho um lugar pra ir...”

“Não se preocupe, a aula acabou antes do previsto, não vai demorar muito.”

“Cuidado Aono, eles querem te sujar assim como eles já estão emporcalhados.”

Kiryuu-san disse ajeitando os óculos no rosto.

“Hoje tem aula de qual clube, Matsuda?”

Motohama disse com o mesmo sorriso e se pendurando meu outro ombro.

“Se eu dissesse aqui poderiam estragar minha agenda.”

Matsuda disse olhando desconfiado pra todas as garotas que ainda arrumavam o material delas.

“Eles são má influência pra você, Aono-kun!”

“Sim, deixe que eu apresento a escola pra você!”

Disseram algumas alunas, provocando outras a seguir o mesmo exemplo e sugerir quase a mesma coisa, só que com palavras diferentes.

“Caladas!”

Matsuda gritou pra todas elas.

“Vamos, deixe essas simplórias aí.”

Motohama disse me arrastando, com Matsuda fazendo o mesmo.

“E-esperem!”

//////////////////////////////////////////////////

 

“Tem certeza que esse é o lugar certo?”

“Claro, nunca erro meus spots.”

Matsuda falou orgulhoso.

“Vocês não iriam apresentar a escola pra mim...?”

Perguntei sem esperanças ao encarar uma parede.

“Mas isso aqui faz parte da escola.”

“Sim, depois de nós espiarmos deixaremos ter a honra de ver também.”

Motohama disse eufórico e com um sorriso antes de tirar um adesivo da parede, revelando um buraco.

“Não quero ser taxado como pervertido de novo por algo que não fiz, aproveitem aí.”

Eu disse depois de suspirar. Esses caras realmente me lembram o Gin-senpai um pouco, embora ele seja muito mais vaidoso e auto confiante. Quem diria que nem um dia se passou comigo longe deles e já estou tendo essas lembranças quase que nostálgicas...

Ando alguns minutos e avisto um cara indo na mesma direção que eu atrás de mim. Ele está me seguindo...? Acelero um pouco o passo e percebo que ele já estava quase do meu lado.

“V-você poderia parar de andar rápido assim?”

Um cara de cabelos loiros claro disse sorrindo sem graça ao colocar uma mão no meu ombro fazendo-me parar.

“Q-quem é você? Como você me conhece?”

Perguntei temeroso.

“Você é o novo servo de Rias Gremory, não? Meu nome é Kiba Yuuto.”

Ele disse ao estender uma mão e sorrir amigavelmente.

“A-ah sim...”

Eu disse após suspirar aliviado. Que susto, pensei que fosse mais alguém querendo me perguntar do Issei...

“Sou Aono Tsukune. Prazer em conhecê-lo.”

Sorri do mesmo jeito e o cumprimentei.

“Você não se importa de que eu o acompanhe até o prédio antigo?”

“Sem problemas, eu estava indo pra lá agora, eu já teria ido se não tivesse acontecido um breve... contratempo.”

“Contratempo?”

Ele perguntou levemente surpreso. Subitamente ambos escutamos uma confusão atrás de nós, onde as vozes que se destacavam eram de 2 caras gritando pelas vidas.

“Voltem aqui seus pervertidos!”

“Não deixe-os escaparem!”

“Vocês nunca nos pegarão! Hahaha!!”

Ambos Matsuda e Motohama gritaram ao correrem disparados seguidos por uma multidão furiosa de alunas de um clube, suponho que seja o de kendo pelo uniforme e pelas espadas de bambu.

“Vejam só, é o Kiba-kun!”

“Kiba-kun!!”

Algumas delas disseram, parando repentinamente de correr atrás da dupla infalível e virar o olhar pra nós, fazendo as outras que ainda estavam os perseguindo também pararem e acenar na nossa direção.

“Quem é aquele com Kiba-kun?”

“É a primeira vez que o vejo...”

Duas alunas se perguntaram confusas entre si, até uma se pronunciar e quebrar o gelo.

“É o novato que já chegou acompanhando Rias Onee-sama!”

“Ela também? Minha amiga do 2º disse que Akeno Onee-sama o trouxe na porta da sala!”

“O que será que ele tem de especial? É o primeiro dia dele aqui!”

“Até Kiba-kun já está interessado nele?”

“Acho que ficaria legal eles juntos, não?”

“Ei novato, apresente-se pra nós aqui!”

“Até você tem uma legião de fãs...?”

Perguntei com uma gota de suor escorrendo da testa.

“Bem... Hahaha”

Ele disse sorrindo sem graça e rindo sem humor.

“Eu vou indo na frente então, parece que você tem autógrafos pra distribuir.”

Eu disse depois de suspirar e sair num passo rápido.

“E-ei! Espere por mim!”

Ele falou vindo logo atrás de mim enquanto uma multidão frustrada desistia de vir aqui.

/////////////////////////////////////////////////////////

“Chegamos, Buchou.”

Kiba-san disse assim que estávamos de frente pra a porta que leva pra a sala principal.

“Podem entrar.”

Entramos e ouvimos um som de água caindo, olho pro fundo da sala e vejo a silhueta única de Rias-san. Então era essa a conveniência que ela falou a respeito...

Olho pra um dos sofás e vejo uma menina comendo doces silenciosamente. Ela é um demônio também...?

“Koneko-chan, este é Aono Tsukune-kun.”

Kiba-san disse na direção da menina, que virou o olhar pra mim inexpressivamente.

“Toujou Koneko. Prazer em conhecê-lo.”

Ela disse ao abaixar levemente a cabeça.

“O prazer é meu.”

Curvo-me rapidamente por perceber que Rias-san já estava arrumada do outro lado da mesa.

“Bom saber que já conheceu Yuuto e agora está se apresentando pra Koneko, Tsukune.”

Ela disse sorrindo ao terminar de enxugar os cabelos e entregar a toalha de volta pra Akeno-san.

“Eu encontrei Kiba-san acidentalmente no caminho vindo pra cá.”

Eu disse coçando a parte de trás da cabeça.

“Tsukune-kun estava fugindo de mim.”

Ele disse sorrindo sem graça.

“N-não faça isso parecer estranho! Porque todos vocês tem legiões de fãs?!”

Eu disse envergonhado.

“Ara ara.”

Akeno-san disse sorrindo com divertimento ao segurar o rosto com uma mão.

“Nós somos demônios, esssa aura demoníaca acaba atraindo humanos facilmente, creio eu.”

Rias-san disse depois de rir levemente.

“Você tem uma resposta boa pra tudo, Rias-san...”

Eu disse frustrado.

“Ah Tsukune, lembre-se de me chamar de Buchou de agora em diante.”

Ela disse com um sorriso gentil, porém sem perder a classe usual.

“Por que não Rias-san?”

Perguntei confuso.

“Porque passo grande parte do tempo no colégio... Além de estarmos sobre o disfarce de um clube e todo mundo me chamar assim.”

“Entendido... Buchou.”

“Também não precisa parecer que estamos no exército.”

Ela disse depois de suspirar levemente.

“Desculpe-me... Não estou acostumado a ser servo de alguém, fora que o presidente do clube que eu fazia parte antes não era tão estrito assim.”

Eu disse sorrindo sem graça.

“Não tem problemas, realmente deve estar sendo difícil pra você ter que se adaptar num lugar novo e desconhecido.”

“Como assim, Buchou?”

Kiba-san perguntou confuso. Koneko-chan havia a mesma expressão no rosto, embora não demonstrasse tão nitidamente quanto ele.

“Sinto muito por não ter explicado antes pra vocês dois. Hoje foi um dia bastante corrido, então tive que resolver as coisas às pressas, só Akeno sabe da história porque ela me ajudou a dialogar com Tsukune.”

Buchou disse antes de se sentar na poltrona atrás da mesa grande.

“Acomodem-se.”

“Entendido.”

Ambos Kiba e eu nos sentamos num dos sofás que circulam a mesa de centro.

“Como até certo ponto já tenho certeza do que dizer, serei o mais breve possível. Meu outro peão desapareceu repentinamente, com Tsukune aparecendo no lugar dele.”

“Como assim desapareceu...?”

Kiba-san perguntou levemente atordoado.

“A existência dele foi apagada daqui, tanto que minhas peças retornaram. Depois de esclarecer algumas coisas, Tsukune e eu achamos que eles dois trocaram de lugar. Tsukune veio pra cá e Issei foi pra onde Tsukune estava.”

“Mas Tsukune-kun não é daqui do Japão?”

Ele perguntou como se parecesse uma pergunta rídicula.

“Sim e não. Só sabemos até aí. Ou supomos, pelo menos.”

“Mas...”

Ele murmurou como se fosse uma história totalmente absurda.

“Então enquanto não acharmos respostas conclusivas, Tsukune será meu servo.”

Buchou disse sorrindo gentilmente na minha direção.

“Rias...”

Akeno-san disse pensativa chamando a atenção dela.

“O que foi?”

“Eu estava pensando aqui. Se Tsukune-kun teoricamente veio substituir seu antigo servo, será que teria a mesma Sacred Gear que ele?”

“Não sei dizer... Até porque não tive tempo de descobrir qual era a dele.”

“Mas se ele foi quase morto duas vezes por causa dela, deve significar algo.”

“Vocês acham que eu tenho essa tal de... Sacred Gear dentro de mim?”

Perguntei confuso.

“É bem provável, Tsukune. Além de ser um demônio reencarnado de um humano, o número de peças que você consumiu aumenta essa probabilidade.”

“Quantas peças Tsukune-kun usou, Buchou?”

Kiba-san perguntou curioso.

“8. Assim como Issei.”

Ela disse pensativa encostando o polegar no queixo deixando Kiba-san estupefato, até ela desistir de criar alguma teoria e suspirar.

“Enfim, acho que isso é o suficiente pra vocês conhecerem Tsukune por ora. Vamos deixar de especulações e ver. Tsukune, você poderia se levantar, por favor?”

“C-claro! Como eu faço pra essa Sacred Gear aparecer?”

Assenti e perguntei curioso assim que me levantei.

“É bem simples, levante uma mão, por f-”

“A-algum problema?”

Perguntei confuso quando levantava a mão direita e ela se interrompeu do nada ao levantar-se da poltrona e vir na minha direção.

“Existe algo me incomodando em você desde que nos vimos. Só que eu estava preocupada demais com outras coisas antes de querer saber disso, fora eu não te conhecer.”

Ela disse num tom consideravelmente sério ao se aproximar de mim.

“O-o-o quê?!”

Perguntei assustado.

“Essa corrente no seu pulso direito...”

Ela murmurou num tom quase que triste ao olhar pro meu antebraço.

“O que...”

Murmurei atordoado ao vê-la tocar na minha Trava Sagrada.

“Ela te machuca? Se quiser eu posso tentar quebr-”

“NÃO!!!!”

Gritei  me afastando subitamente, assustando todos que estavam na sala por conta da minha ação repentina.

“Ah.. Desculpe-me... Eu... Sinto m-”

Murmurei atordoado ao sentar-me no sofá novamente. Porém Buchou sentou-se do meu lado e disse compreensivamente, interrompendo-me.

“Eu que sinto muito, a culpa foi minha por ter me intrometido... Espero que um dia me cont-”

“N-não é isso... Eu que devo me desculpar pela minha reação... Eu irei contar à respeito dela.”

“...”

Todos murmuravam silenciosamente me encarando, provavelmente surpresos também.

“Essa trava é a única coisa que me impede de virar um... monstro.”

“Como assim...?”

Buchou perguntou atordoada.

“Lembra-se quando eu disse que não tinha certeza se ainda era humano ou não?”

“... Sim.”

“E que eu disse que minha amiga me salvou?”

“Também.”

“Essa ‘salvação’ teve um preço. Eu ganhei uma parte dos poderes dela que eu usava inconscientemente, mas quando eu fui perceber os efeito colaterais já era tarde demais. Eu perdi o controle tentando salvar minha amiga e acabei machucando não só os captores dela, mas também eu mesmo e até minhas outras amigas. Moka-san teve que quase me matar pra que eu parasse. Daí em diante minha vida ficou por um fio, e o que me impediu de morrer foi essa trava. Se ela se for, provavelmente entrarei em berserk de novo até morrer ou ser morto.”

Eu disse angustiado.  Eu sei que é passado, mas me marca até hoje ainda... Tanto isso, quanto o Hokuto-san. Olhei de relance pra Koneko-chan e surpreendentemente ela pareceu ter uma empatia comigo depois de arregalar os olhos, cerrando-os dolorosamente logo em seguida antes de retornar com a face sem expressão usual.

“Tsukune...”

Buchou murmurou comovida ao ver minha expressão.

“Então peço pra que não a quebre. Eu mal cheguei aqui e não quero acabar machucando vocês acident-”

“Não se preocupe Tsukune, eu que realmente sinto muito por querer ter feito isso. Foi só uma curiosidade egoísta minha.”

Ela disse com a voz levemente chorosa enquanto repentinamente abraçou-me ao encostar meu rosto no busto dela, fazendo-me corar fortemente.

“... Parece que Tsukune-kun já chegou com tudo.”

Akeno-san disse com um sorriso levemente malicioso ao nos ver nessa cena.

“E-eu não fiz nada!”

Eu disse envergonhado. Estranho... Por um instante pude jurar que vi ela fazendo uma expressão triste e empática como a de Koneko-chan, mas ela rapidamente a substituiu pelo sorriso.

“Parece que sua vida era meio complicada, Tsukune-kun.”

Kiba-san disse com uma expressão complicada, parece que não sabia se sorria sem humor ou se ficava comovido.

“Nem tanto... Só os primeiros dias na Youkai Academy foram meio chocantes, depois consegui aprender a aproveitar.”

Eu disse sorrindo nostalgicamente depois de me soltar do abraço de Buchou.

“Claro que sempre tiveram os dias difíceis. Mas os dias bons e de paz compensavam.”

“Youkai...?”

Koneko-chan murmurou consigo mesma num tom quase inaudível.

“Algum problema, Koneko-chan?”

Perguntei confuso.

“N-não.”

Ela respondeu rapidamente ao balançar com a cabeça.

“Enfim, Tsukune, que tal tentar agora usar sua Sacred Gear?”

Buchou disse energicamente após se levantar.

“T-tudo bem...”

Assenti nervosamente antes de levantar o braço acima da cabeça.

“Agora imagine a coisa mais poderosa que você conhece na sua mente.”

Fechei os olhos. A coisa mais poderosa...? Só uma coisa vem em mente. Obviamente teria que ser dela, a primeira imagem que apareceu na minha cabeça. O chute finalizador da Moka-san que destruía qualquer esperanças de vitória do oponente, acompanhado pela frase ‘Ponha-se em seu lugar!’ que é marca registrada dela.

“Pronto.”

“Agora imagine essa pessoa fazendo uma pose que ela parece ser a mais forte de todas.”

“Mas eu já fiz isso também... Meio que acidentalmente.”

Eu disse sorrindo sem graça.

“Agora você vai ter que imitar essa pose.”

“S-só imaginar não é suficiente?”

Perguntei envergonhado. Que humilhante!!

“Não.”

“Imaginei que fosse dizer isso...”

Murmurei frustrado baixando o braço. Parece que o jeito vai ser fazer isso mesmo...

Imaginei a figura da Moka-san realizando a chute pouco a pouco comigo copiando os movimentos, até meu pé estar na altura de uma pessoa.

Abro os olhos lentamente e percebo meu braço direito brilhar. O-o que é isso?!

Poucos instantes depois sinto e vejo meu braço ser coberto por uma manopla vermelha com detalhes que parecem simular escamas, além de uma espécia de orbe verde que parece mais ser uma jóia encrustada nas costas da minha mão. O curioso é que a Trava Sagrada ficou pela superfície da manopla, como se ela tivesse surgido na minha pele.

“O-o-o que diabos é isso?! Como isso estava dentro de mim?!”

Perguntei atordoado.

“Isso é sua Sacred Gear, Tsukune.”

Buchou disse com um sorriso estampado no rosto.

Porém todos ficaram estupefatos tanto quanto eu quando a jóia piscou e saiu uma voz rouca de dentro dela.

“Yo.”


Notas Finais


Pode ter acontecido de eu ter me enganado num fato ou outro, caso eu esteja errado faz de conta que tô certo...


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...